terça-feira, 30 de maio de 2017

PMDB fecha apoio à reforma trabalhista e mantém Renan na liderança do Senado

Dezessete dos 22 senadores do PMDB manifestaram hoje (30) posicionamento favorável à reforma trabalhista, em tramitação na Casa. O debate ocorreu na reunião da bancada que poderia resultar na troca da liderança da legenda, já que o atual líder, Renan Calheiros (AL), se colocou contrário à proposta. Em uma saída política para a crise, a maior bancada do Senado decidiu que fará consultas internas antes de fechar posição nos assuntos considerados polêmicos e manteve Renan no cargo.

“Pequenas divergências há até nas melhores famílias, quanto mais em partido político grande como é o PMDB”, disse o senador Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado e presidente nacional do partido. “Discutimos a relação porque havia divergência dentro da bancada”, acrescentou.

Segundo Jucá, a bancada também aprovou uma moção de apoio ao presidente Michel Temer. Mas, ao sair da reunião, Renan negou essa informação. “Não discutimos a questão da liderança e não discutimos também essa perspectiva de se fazer um apoio incondicional ao presidente. O que tratamos foi a necessidade de encaminhar uma decisão da bancada em cada assunto que tivesse conflito de encaminhamento e também de que, na reforma trabalhista, há evidente maioria a favor da reforma, o que não significa que haja unanimidade”, disse o senador alagoano.

Para evitar constrangimentos, tanto à bancada quanto ao governo, os peemedebistas acordaram que, em caso de divergências internas, será escolhido um represente para falar em nome da legenda, caso o líder tenha posição contrária. “O PMDB é um partido plural, grande, tem diferença sobre vários temas”, pontuou Renan.


Ao final da reunião da bancada, o senador Garibaldi Alves Filho (RN) disse confiar que Renan passará agora a representar o sentimento majoritário da bancada. “Deus queira que ele vá fazer um ato de contrição e venha a contentar aqueles que estão insatisfeitos na bancada. Porque o que interessa é a unidade da bancada. Mas a unidade é onde está o grande dilema. E ela depende do líder e está marchando para isso”, afirmou Garibaldi.

Apenas 20% das mulheres têm mama reconstruída após tratamento de câncer no SUS

Apenas 20% das 92,5 mil mulheres que fizeram a cirurgia de mastectomia para tratamento do câncer de mama, entre os anos de 2008 e 2015, passaram pelo procedimento de reconstrução mamária. O levantamento foi feito pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) com base em dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS). Para a SBM, a situação é explicada pela falta de estrutura para atendimento da demanda e pelo número insuficiente de médicos qualificados para o procedimento.

O presidente da SBM, Antônio Luiz Frasson, destaca que algumas estruturas optam por fazer a reconstrução mamária em momentos separados, possibilitando que a fila para tratamento do câncer ande mais depressa. “A estrutura é limitada, e isso faz com que alguns hospitais deem prioridade ao atendimento do câncer e posterguem a reconstituição. Se, em um dia, eu tenho 10 horas de sala de cirurgia, eu posso operar quatro ou cinco pacientes com câncer de mama. Mas, se eu tiver que reconstituir, eu posso operar duas”, explicou o médico mastologista.

Outro aspecto destacado por ele é o treinamento de profissionais. “Como o sistema reembolsa pouco, e como são cirurgias muito trabalhosas, não são muitos os profissionais que estão dispostos a trabalhar com uma baixa remuneração e alta complexidade”, explicou Frasson. Ele disse que a SBM tem atuado para capacitar mais profissionais a fazer a reconstrução e conscientizar sobre a importância dessa atuação. Segundo Frasson, ainda não há um levantamento sobre os mastologistas que já estão capacitados ou que contam com equipe para a reconstrução.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, pelo menos 74 mil mulheres estão mutiladas pela mastectomia no país, mas com condições clínicas de fazer a cirurgia. “Menos de 10% dos casos são tão graves que a gente quer apressar o tratamento oncológico com radioterapia, quimioterapia e, por esse motivo, deixa de fazer [a reconstrução]”, explicou Frasson. O médico lembrou que a mutilação traz consequências importantes para a autoestima e sociabilidade da mulher. “É a falta de sensação de integridade física.”

SUS
Em nota, o Ministério da Saúde informou que o procedimento é oferecido de forma gratuita em qualquer unidade de saúde especializada no atendimento ao câncer de mama no país. Segundo a nota, este ano, o número de cirurgias de reconstrução mamária cresceu 76,9% em relação a 2010, quando foram realizados 1.909 procedimentos. Nesse período, os investimentos federais passaram de R$ 2,4 milhões para R$ 9,5 milhões.

O ministério questiona ainda o estudo da SBM, considerando que o “banco de dados do governo federal dispõe apenas de informação sobre procedimentos, o que não quer dizer, necessariamente, pessoas”. E reforça que, no âmbito do SUS, observa-se o crescimento do número de reconstruções mamárias.


De acordo com a pasta, esse procedimento deve ser feito no mesmo ato cirúrgico de retirada da mama, segundo a Lei nº 12.802, de 24 de abril de 2013. O ministério ressalta, porém, que cabe à equipe médica avaliar se é possível fazer os dois procedimentos seguidamente. “A decisão é tomada com base em diversos fatores como, por exemplo, condição da área afetada para evitar infecção ou rejeição da prótese, condição clínica e vontade da própria paciente.”

Governo dos EUA diz que está revisando suas políticas em relação a Cuba

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está revisando sua política com Cuba devido à situação de direitos humanos na ilha, afirmou nesta terça-feira (30) o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. "A política de direitos humanos é muito importante e, por isso, estamos revisando nossa política com Cuba", disse Spicer em entrevista coletivaa. A informação é da EFE.

O porta-voz não detalhou o que está sendo revisado nas relações com Cuba, país com o qual os EUA iniciaram um processo de degelo e aproximação em dezembro de 2014 durante o mandato do ex-presidente Barack Obama, um gesto que pôs fim a meio século de inimizade e bloqueios econômicos e desembocou no restabelecimento de relações.

Spicer fez estas declarações em resposta a uma pergunta sobre a conversa por telefone que Trump teve em abril com o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, na qual o mandatário americano, segundo o jornal The Washington Post, felicitou seu colega filipino por seu "incrível trabalho" na luta contra as drogas, que deixou mais de 7 mil mortos desde sua posse, em junho do ano passado.

Inesperadamente, o porta-voz Spicer ligou essa resposta com o tema da revisão da política americana em relação a Cuba, sem que houvesse qualquer pergunta a respeito.


Alguns veículos de comunicação americanos informaram que Trump deve anunciar suas mudanças na política de Obama em relação à ilha caribenha em uma visita que ele fará em junho a Miami (Flórida), onde vive uma grande colônia de exilados cubanos. A Casa Branca, no entanto, não confirmou essa informação.

Fachin divide inquérito de Temer e Aécio em dois


Presidente será investigado junto com o deputado afastado Rocha Loures

O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), dividiu em dois o inquérito que investiga o presidente Michel Temer (PMDB), o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), e o deputado afastado Rocha Loures (PMDB-PR).

Saiba mais:

Um dos inquéritos vai investigar Temer e Rocha Loures. O presidente é acusado de corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça.

O outro inquérito vai investigar Aécio, sua irmã, Andrea Neves, e seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros. Andrea e Frederico foram presos no dia 18 de maio por ordem de Fachin. O ministro negou o pedido de prisão do senador, mas o afastou de suas funções parlamentares.

O inquérito tem origem na delação de executivos e pessoas ligadas ao frigorífico JBS. Joesley Batista, dono da empresa, gravou uma conversa com Temer sem conhecimento do presidente. Na gravação, o empresário fala com Temer sobre pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e a um procurador da República. O áudio está sendo periciado pela Polícia Federal (PF) e, segundo a defesa de Temer, foi manipulado.

O dono da JBS também entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação em que Aécio pede R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato. O primo do senador foi filmado recebendo o dinheiro.


Na semana passada, os advogados de Temer pediram ao STF a separação do inquérito do presidente da investigação do senador afastado e também do deputado afastado. No pedido, a defesa de Temer refutou a afirmação de que Rocha Loures, ex-assessor de Temer, seja "homem de total confiança" do presidente. E afirmou que Temer é o "maior interessado na cabal apuração dos fatos".

Do G1

Fachin autoriza depoimento de Temer pela PF por escrito


Depois que a PF enviar as perguntas, o presidente terá 24 horas para respondê-las


O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Polícia Federal tome o depoimento do presidente Michel Temer. Fachin encaminhou à polícia o inquérito que investiga se o presidente cometeu os crimes de tentativa de obstrução das investigações, corrupção passiva e participação em organização criminosa. Depois que a polícia formular as perguntas, o presidente terá 24 horas para respondê-las, por escrito.

Saiba mais:

Fachin é eleito presidente de colegiado que julga Lava Jato no STF

O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin foi eleito hoje (30) para assumir a presidência da Segunda Turma da Corte, colegiado responsável pelos julgamentos dos processos da Operação Lava Jato.

A eleição foi simbólica porque, de acordo com as normas internas da Corte, Fachin tem que assumir a presidência por ser o membro mais antigo que ainda não ocupou o cargo.

O relator da Lava Jato vai substituir o atual presidente da Segunda Turma, ministro Gilmar Mendes, e terá mandato de um ano, a partir da próxima terça-feira (6). Fachin será o responsável por fazer a pauta de processos a serem julgados e decidir quando eles serão analisados.


Além do novo presidente e de Gilmar Mendes, a Segunda Turma do STF é composta por Dias Toffoli, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

Relator não faz mudanças no texto da reforma trabalhista e propõe vetos

Em reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) hoje (30) no Senado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista (PLC 38/2017), propôs que seis pontos do texto sejam vetados pelo presidente da República, Michel Temer.

Saiba mais:

Ferraço afirmou que os pontos são polêmicos e que merecem mais estudos e debates. Ele adiantou que alguns vetos já estão acordados com Temer. Segundo o relator, caso sejam vetados, a expectativa é que retornem ao Congresso por meio de projetos de lei ou de medidas provisórias.

O pedido foi duramente criticado por senadores de oposição que defendem que as mudanças sejam feitas pelo Legislativo. O senador Lindberg Farias (PT-RJ) chegou a questionar a legitimidade do governo Temer para fazer os vetos.

O senador Jorge Viana (PT-AC) lembrou a proximidade do julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer, marcada para a próxima terça-feira (6), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o mesmo dia, também está marcada a votação do texto da reforma trabalhista na CAE.

Vetos
Na lista dos pontos em que o relator sugere vetos está o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.

Outro tema diz respeito ao serviço extraordinário da mulher. O projeto enviado ao Senado pelos deputados federais revoga o artigo 384 da CLT, que determina que a trabalhadora deve ter 15 minutos de descanso obrigatório antes de iniciar o horário de serviço extraordinário, a chamada hora-extra.

Há, ainda, o que trata do acordo individual para a jornada 12 por 36. Para o relator Ricardo Ferraço, Temer deveria vetar também a alteração que permite que o acordo individual estabeleça a chamada jornada 12 por 36, na qual o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 horas seguintes. Ferraço acredita que o texto aprovado pelos deputados sobre este assunto “não protege suficientemente o trabalhador, que pode ser compelido a executar jornadas extenuantes que comprometam sua saúde e até sua segurança”.

Em relação ao trabalho intermitente, o relator recomenda veto aos dispositivos que regulamentam a prática na qual a prestação de serviços não é contínua, embora com subordinação. Neste tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. Segundo ele, o melhor seria regulamentar por medida provisória, estabelecendo os setores em que a modalidade pode ocorrer.

O relator defende ainda que uma MP poderia regulamentar a criação da comissão de representantes dos empregados nas empresas com mais de 200 funcionários. O PLC 38/2017 prevê que os representantes não precisam ser sindicalizados e terão o objetivo de ampliar o diálogo entre empresa e empregados, sem estabilidade do emprego.


Sobre a negociação do intervalo intrajornada, o texto aprovado pelos deputados permite que trabalhador e empregador acordem, por meio de convenção coletiva ou acordo coletivo, respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a seis horas”. Para o relator a mudança precisa ser melhor analisada para não gerar “precarização das condições de trabalho, com consequências sobre a saúde e a segurança do trabalhador”.

Vírus letal afeta tilápias em três continentes, alerta a ONU

Uma doença altamente contagiosa está se espalhando entre as tilápias, uma das espécies de peixes mais consumidas do mundo. O alerta é da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). O Vírus da Tilapia do Lago, conhecido como TiLV, já foi confirmado em países de três continentes: Colômbia, Equador, Egito, Israel e Tailândia. A informação é da ONU News.

A FAO explica que não existem ameaças à saúde pública, mas a doença pode dizimar as populações de tilápia. Na Tailândia, 90% dos estoques do peixe com o vírus morreram. Os animais infectados perdem o apetite, têm diminuição de movimento, lesões nas escamas e problemas de visão.

A produção mundial de tilápia em 2015 chegou a 6,4 milhões de toneladas, com valor estimado de quase US$ 10 bilhões. O comércio internacional de tilápia movimenta US$ 1,8 bilhão por ano.

Vigilância
A FAO recomenda aos países produtores vigilância extra, seguindo os protocolos da Organização Mundial da Saúde Animal, fazendo testes para detectar a possível presença do vírus e a extensão geográfica da infecção e identificando fatores de risco.

A vigilância já começou na China, na Índia e na Indonésia. A agência da ONU explica que, em Israel, estão sendo feitas pesquisas para determinar a taxa de mortalidade dos peixes afetados.


Segundo a FAO, mais pesquisas são necessárias para determinar se pássaros que se alimentam de peixes e mamíferos podem contrair o vírus e se a doença pode se transmitida por tilápia congelada.

Osmar Serraglio recusa Ministério da Transparência e retorna à Câmara


O ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio não aceitou o convite do presidente Michel Temer para ocupar o cargo de ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). No último domingo (28), Temer anunciou que trocaria o comando dos dois ministérios e fez o convite a Serraglio, que estava no cargo desde março. Serraglio assumiria a pasta ocupada por Torquato Jardim que, por sua vez, assume o Ministério da Justiça.

Saiba Mais:

A assessoria de Serraglio divulgou na manhã desta terça-feira (30) a carta de recusa enviada ao presidente da República, na qual também anuncia que voltará a ocupar o mandato de deputado na Câmara dos Deputados. “Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos”, diz a carta.

Apesar de o anúncio ter sido feito no dia 28, por meio de nota do Palácio do Planalto, as exonerações e nomeações ainda não foram publicadas no Diário Oficial da União.

Serraglio reassume seu mandato na Câmara, pelo PMDB do Paraná, que vinha sendo ocupado por seu suplente, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial de Temer flagrado pela Polícia Federal (PF) carregando uma mala com R$ 500 mil que, segundo investigações, foi enviada pelo empresário Joesley Batistas,dono do frigorífico JBS, como pagamento de propina.

Leia a íntegra da carta divulgada pela assessoria de Serraglio:

"Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Agradeço o privilégio de ter sido Ministro da Justiça e Segurança Público do nosso País.

Procurei dignificar a confiança que em mim depositou.

Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos.


Osmar Serraglio"

Após acordo, votação da reforma trabalhista é transferida para terça

Acordo feito entre senadores governistas e de oposição transferiu a votação do texto da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos para a próxima terça-feira (6). O acordo, costurado entre o senador Paulo Paim (PT-RS) e senadores governistas, prevê que hoje (30) seja feita apenas a discussão da proposta no colegiado.

Saiba mais:

Para dar celeridade à tramitação da proposta, a expectativa é de que o Senado mantenha o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados, já que qualquer mudança de mérito obrigaria o retorno do texto à análise dos deputados.

O relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) rejeita todas as quase 200 emendas apresentadas por senadores. O parlamentar rechaça, em seu relatório, as críticas de que o texto retira direito dos trabalhadores.


Antes de ir à votação no plenário do Senado – o que a base aliada do governo espera que aconteça até o dia 15 de junho – a proposta que trata da reforma trabalhista ainda precisa passar pelas comissões de assuntos Sociais, onde Ricardo Ferraço também é relator, e pela Comissão de Constituição e Justiça, cujo relator é Romero Jucá (PMDB-RR).


14:55  Encerrada a discussão: Relator não faz mudanças no texto da reforma trabalhista e propõe vetos

Em reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) hoje (30) no Senado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista (PLC 38/2017), propôs que seis pontos do texto sejam vetados pelo presidente da República, Michel Temer.

13:49  Em plenário da Comissão está quase vazio, senadores continuam usando espaço para fala

Maioria dos senadores presentes é da oposição e criticam a proposta de reforma

Situação política do país eleva Indicador de Incerteza da Economia, diz FGV


O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) informou hoje, no Rio de Janeiro, que o momento político vivido pelo país levou o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) a subir 9,3 pontos em maio, passando para 128,1 pontos. Em abril, ele estava em 118,8.

Saiba Mais:

O economista Pedro Costa Ferreira, da Fundação Getúlio Vargas, disse que essa elevação de incerteza da economia verificada em maio inverteu uma tendência de queda do indicador, que vinha ocorrendo nos meses anteriores.

Segundo ele, “essa mudança de trajetória pode ser creditada quase que totalmente à crise política deflagrada pela divulgação da gravação de conversa do presidente Temer com o empresário Joesley Batista. Ou seja, a incerteza política gerando a incerteza econômica”.

Para o economista, “a ligação direta entre incerteza política e econômica deve-se, em grande parte, à conexão que especialistas e a mídia econômica fazem entre a estabilização da economia e a aprovação das reformas, principalmente a previdenciária”.

Mídia e Mercado
O Indicador de Incerteza da Economia Brasil (IIE-Br), divulgado pela FGV, avalia que o aumento do indicador, relativo a maio, ocorreu nos componentes Mídia e Mercado.

Segundo o levantamento, o fator que mais influenciou a elevação foi o IIE-Br Mídia, com alta de 8,5 e contribuição de 7,6 pontos para a evolução do IIE-Br no mês. Já o IIE-Br Mercado subiu 14,9 pontos, contribuindo com 1,9 ponto para o crescimento do indicador agregado de incerteza.


O IIE-Br Expectativa foi o único componente que teve queda de 0,8 e impacto de -0,2 ponto no IIE-Br.

O que a FUNDHANS/DAHW faz


Campanhas: A DAHW Brasil apoia projetos que visam popularizar o conhecimento acerca da Hanseníase em diferentes contextos. Contando com parcerias do setor público e, sobretudo com a colaboração e participação da sociedade civil, acreditamos que informações corretas e adaptadas às mais distintas realidades onde atuamos são o caminho não apenas para combater os aspectos clínicos da doença, mas também os sociais. Sobretudo o preconceito que ainda cerca a doença.


Treinamentos: Centenas de profissionais de saúde são treinados anualmente por iniciativas de Treinamento em Serviço, oferecidos pela DAHW Brasil em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde dos quatro estados em que atuamos.


Sapataria: O paciente de hanseníase tem papel central nas atividades da DAHW Brasil. Nos esforçamos para oferecê-los condições clínicas e sociais para vencerem os desafios que a doença produz. Dentre esses desafios, as deficiências físicas talvez sejam uma das principais. Próteses adaptadas, por exemplo, são objeto de apoio de nossa instituição através de diversas oficinas de sapataria, que produzem calçados, mas também um pouco mais de dignidade à essas pessoas.


Clínicas: Atividades de pesquisa, cirurgia e demais aspectos clínicos da hanseníase também são apoiados pela DAHW Brasil. Acreditamos na ciência como promotora de cidadania.


Grupos de Auto-Cuidado: A hanseníase produz sequelas físicas e psicológicas em seus acometidos. Desenvolver técnicas para auxiliá-los a construir sua independência social, financeira e psíquica é um desafio perseguido pela DAHW Brasil através dos grupos de auto-cuidado que apoia. Superar as limitações, construir possibilidades. Acreditamos no ser humano, antes do paciente de hanseníase.



Quem é a DAHW


A Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW –Deutsche Lepra – und Tuberkulosehilfe) é uma organização não- governamental fundada em 1957 na cidade alemã de Würzburg. Com recursos provenientes de doadores físicos e privados de toda Alemanha, a DAHW construiu ao longo de décadas uma sólida reputação de credibilidade e eficiência reconhecida mundialmente pela forma com que reconhece o ser humano paciente de hanseníase em sua totalidade

Atualmente a organização registra atividades em 20 países além do Brasil. A rede de colaboradores voluntários formada na Alemanha ao longo de diferentes gerações entorno da causa da Hanseníase é o maior patrimônio da organização. Anualmente são realizadas as mais diversas atividades envolvendo escolas, associações comunitárias, instituições religiosas, poder público e especialmente o voluntariado. Ao longo desses quase 60 anos, a DAHW contribuiu para o combate à hanseníase no mundo todo.

No Brasil a DAHW está presente atualmente em 4 estados da federação: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Maranhão. Em nosso país, a DAHW tem quase 40 anos de atuação. Quando chegou por aqui ainda encontrou o cenário triste do isolamento compulsório dos pacientes de hanseníase. Enquanto organização respaldada internacionalmente, contribuiu para a transformação dessa realidade, e para a reintegração dos hansenianos brasileiros à sociedade com o fim da necessidade do isolamento compulsório.

Ao longo de todo esse tempo angariou muitos parceiros: na esfera pública, religiosa, social, política, mas sobretudo na esfera individual: com seres humanos. Durante a maior parte desse período as ações da DAHW no Brasil se concentraram no escritório de Cuiabá, representado por Manfred Robert Gobel. Um dos primeiros estados brasileiros apoiados com recursos da DAHW foi o Amazonas. A realidade da região amazônica desperta o interesse de todo planeta já há muito tempo. No final da década de 1970 a DAHW institucionalizou um apoio sistemático ao combate à hanseníase no estado do Amazonas através da parceria formada com uma instituição religiosa: as Irmãs. Irmã Ângela, espanhola mas que já vivia no Brasil envolvida com causas sociais especialmente vinculadas à saúde desde a década de 1960, foi a principal interlocutora para a implementação da atuação da DAHW no Amazonas. Durante muito tempo essa parceria foi responsável por uma fundamental contribuição para o combate à hanseníase nesse estado de condições geográficas, culturais, políticas e sociais tão singulares. Já nessa época contou-se com o apoio institucional da Fundação Alfredo da Mata, órgão do Estado do Amazonas, sempre presente nas questões científicas e técnicas envolvendo a hanseníase e demais doenças tropicais e dermatológicas.

Esse auxílio, no entanto, se dava com um caráter notadamente assistencialista, já que não contávamos na época com a mesma efetividade e a mesma presença das políticas públicas em saúde que observamos nos dias de hoje. Com o objetivo de formalizar e adequar essa atuação aos parâmetros legais vigentes em nosso país, foi fundada oficialmente em 1992 a Fundação para o Controle da Hanseníase no Amazonas (FUNDHANS), capitaneada por profissionais da Fundação Alfredo da Mata sob a tutela de Irmã Ângela.

A FUNDHANS, assim, sempre foi uma parceira e colaboradora das ações da DAHW no Amazonas. A instituição goza de singular credibilidade por parte de gestores públicos, população e setores técnicos envolvidos na questão da hanseníase. Contando sempre com o respaldo institucional da Fundação Alfredo da Mata, que em 2015 completou 60 anos de história, a FUNDHANS consolida-se como uma organização de vanguarda no combate à hanseníase não apenas na região do Amazonas mas em todo país. No ano de 2016 essa parceria ganhou novas conotações. Desde então a FUNDHANS assumiu a gestão dos projetos da DAHW no Brasil, passando a ser o escritório da instituição no país. Manfred Gobel continua como representante da DAHW no Brasil, atuando individualmente em Cuiabá. Reinaldo Bechler foi contratado para assumir a gestão dos projetos da DAHW junto com a FUNDHANS e para preparar o terreno para a nova fase da instituição no país, agora na condição de uma organização genuinamente brasileira.

Continuamos, assim, e agora em conjunto, a busca de um sonho: um mundo livre da hanseníase. De suas mazelas físicas mas também das sociais. Nessas décadas de história e de luta, DAHW e FUNDHANS construíram uma trajetória de credibilidade e seriedade, que agora toma novas formas. Especialmente porque passa a contar como nunca com o engajamento de brasileiras e brasileiros em todos os níveis que, assim como nós, acreditam nesse sonho. Junte-se a nós, construa conosco esse sonho!

Oposição venezuelana contabiliza 257 feridos após protesto em Caracas


O líder opositor venezuelano Henrique Capriles afirmou que 257 pessoas sofreram ferimentos durante a manifestação de segunda-feira (29) contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, que foi dispersada com bombas de gás lacrimogêneo lançadas por agentes das forças de segurança. As informações são da Agência EFE.

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"Temos no dia de hoje 257 feridos", disse Capriles durante uma coletiva de imprensa na qual fez um balanço da manifestação e convocou uma marcha amanhã (31) até o Ministério de Interior e Justiça para pedir ao titular da pasta que detenha a "repressão" aos protestos.

O líder opositor detalhou que só no município de Baruta foram contabilizados 147 feridos, dos quais 46 apresentaram "traumatismos pelo impacto de bombas de gás lacrimogêneo", 25 sofreram asfixia pelos gases, enquanto outros 64 foram feridos com "balas de borracha, bolas de gude, esferas e barras de metal".

Além disso, declarou que o deputado Carlos Paparoni, que ficou ferido na cabeça ao ser derrubado pelo jato de água lançado por um veículo antidistúrbios, apresentou "traumatismo cranioencefálico".


Capriles, duas vezes candidato à presidência da Venezuela, calcula que 62 pessoas já morreram nos protestos contra o governo que começaram no último dia 1º de abril. A procuradoria venezuelana estima que 59 pessoas morreram e mais de mil se feriram em manifestações.

Alemão da Terra Fria


A crise econômica em virtude do preço do café, somada a necessidade de ter mais milho oriundo de seu próprio cultivo, levou os teresenses habitantes de terras mais altas do que Várzea Alegre e seus vales, especialmente aquele por onde desce o Rio Santa Maria do Rio Doce, forçados pelas circunstâncias, ao deslocamento, partindo de suas casas nas montanhas com destino àquelas terras mais quentes, onde o solo sedimentar, mesmo que “lato solo”, era muito mais apto para a agricultura manual ou rudimentar. Pois, o milho, carente de solo mais fértil, além de alimentar suínos e galináceos em contrapartida com “aipim” (“mandioca”), era artigo de primeira necessidade na mesa daqueles, sejam italianos de Tabocas ou Caldeirão, ou alemães, da Vargem Alta ou Serra dos Pregos.  Italianos providenciando nossa preciosa POLENTA, enquanto os alemães, o seu precioso BROT. 


Percebem os que conhecem a Geografia do território, bem como seu relevo, quais não foram as dificuldades para cultivarem milho, especialmente os alemães de Vargem Alta, ou seja, os Braum, Thonn, Bausen, Stortch, Zummach, Kinch, Brandt, etc.., haja vista, que algumas famílias iam até o sopé da Pedra da Onça, cultivar milho “A MEIA”,  com o proprietário das terras quentes. Onde ainda, em raríssimos casos, “A TERÇA”. Quando neste último caso de parceria, o proprietário ficava só com 33,336% do produto colhido e não 50%, como eram nos casos de “meia”, a parceria!


Aquele tipo de vida foi extremamente desgastante, exaustivo, pois, a trajeto da distância era percorrido a pé, com raros casos de pessoas a cavalo. Havia os que conseguiam acampar lá na terra quente, porém, minoria. Em compensação daquela vida árdua, ignorada e desdenhada por tudo o que está sob a responsabilidade do PODER PÚBLICO, especialmente a Previdência Social, fez da maioria daqueles lavradores, exímios maratonistas em caminhadas. Pois, não importava se o caminhão ou ônibus não veio ou não ia, tinham pernas treinadas para trinta ou cinquenta quilômetros em uma jornada, iniciando-a, às três da manhã!


Muitíssimos, talvez até milhares, são os fatos ocorridos, fugindo da normalidade daquela rotina assaz excêntrica, na luta pela sobrevivência, que se poderia narrar em contos ou crônicas, numa antologia, ao que ouvimos nossos NONNOS comentarem: - Uma maldição da Itália e da Alemanha-Pomerânia veio conosco para o Brasil. Lá também tínhamos que andar longe, mesmo em temperaturas negativas, por que o Trigo não crescia em nossas montanhas!



Dos muitíssimos casos, destacamos aqui, o de nosso conterrâneo Henrique Braum, filho de Augusto Braum, agora septuagenário e sem medo de admitir seu medo na adolescência, pois que, da Vargem Alta, acompanhava pais e irmãos maiores para tanto, às terras dos Simoura, disto quatro quilômetros, além da sede Várzea Alegre e, vinte e oito de sua Casa nas terras frias da mesma Montanha, porém, lado oeste da Rampa de Voo Livre - Santa Teresa ES.

Mal Henrique Braum entrava para a puberdade, já contava com ao menos quatro anos de experiência naquele extenuante “modus vivendi”.  Fugia ele à regra da maioria, por que quando os pais precisavam ficar naquele paiol emprestado pelos Simoura, a guisa de alojamento, também na noite de sexta-feira, para aproveitar seis horas de trabalho no sábado, tinha ele que sair de lá duas horas antes do anoitecer, para ao amanhecer do sábado estar na Vargem Alta e não faltar à Catequese da Igreja Luterana, assaz severa na cobrança com a assiduidade dos fiéis.

– Os paióis cansavam mais que o próprio trabalho, com aqueles leitos improvisados no chão, ou em raros casos, os catres -.

Cobrir vinte e oito quilômetros, depois das dezesseis horas, custava extenuante caminhada, que quando entrava em seu epílogo, era passar pelas Matas do Giuseppi Baptisti, no alto do vale do Rio Tabocas, onde a “Estrada de Tropas” media às vezes, apenas um metro e meio de largura, com uma extensão de uns dois quilômetros de Mata Atlântica preservada, local este onde, todos adultos, sejam italianos, alemães ou “brasileiros”, que passaram à noite, viram e ouviram coisas de arrepiar até o cabelo do relógio. Iam desde onças, surucucus, assombrações e toqueiros, até ciganos assaltantes!

Mas para Henrique admitir seu medo, era abrir mão da fama conquistada entre família e parentes, pois, pouco tempo antes, tinha ido à Farmácia do Iris Croce em Santa Teresa, buscar um remédio, depois que ninguém havia tido a coragem de fazê-lo, após ter escurecido. Portanto aceitava passar lá depois das vinte e uma horas, mesmo adolescente, por que mais e mais aumentava sua fama de destemido. Confessou-me ter ficado vinte e quatro horas com dores na mucosa anal, depois daquelas demonstrações de coragem. Mas não revelava aos familiares, por que se o fizesse, irmãos maiores e primos poderiam o considerar medroso como eles. Porém, se acusados, brigavam.

Em três das viagens sozinho, passava pelo Cemitério de Tabocas, dando inicio às orações. Relatou que algumas que deveria aprender e manter decoradas para receber a Confirmação na Igreja Luterana, - Crisma para Católicos – não as aprendia na Igreja, mas ali as recitava como o mais hábil dos velhos pastores. Atualmente orgulha-se de ainda não as ter esquecido, seja em Português ou Alemão, dizendo:

 - Quando o medo é extremo, a gente consegue até voar! Pois, na última das três vezes que passei lá sozinho, na “boca” da mata, assustou-me uma coruja Murucututu. Dei inicio a uma corrida e aquela coruja assustadora me seguindo com seu silencioso voo, mas horrendos e de mau agouro, pios. Quando chegamos ao final dos dois quilômetros de mata, cheguei antes da ave. Senti uma água morna no peito, pensei ser trapaça da coruja, mas não, era minha língua tocando o peito, já que os botões da camisa se abriram como se eu surfasse sobre um avião!

Atualmente a situação se inverteu entre os agricultores, por que os habitantes de Várzea Alegre, cuja população aumentou trezentos por cento desde aquela época, estão subindo as montanhas para cultivar tomate. Entretanto, sempre com caminhões, automóveis, camionetes ou as incontáveis motocicletas!

Nossos concidadãos eram identificados pelos italianos que lhes concediam parcerias agrícolas, ou eram consortes destes na atividade, como os “Alemães das Terras Frias”.

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