segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Socialismo Científico

Karl Marx e Friedrich Engels

Por Emerson Santiago
O socialismo científico, também conhecido por socialismo marxista ou simplesmente marxismo é o nome usado por Friedrich Engels para descrever a teoria sócio-político-econômica elaborada por Karl Marx  (1818-1883) no século XIX. Em meio aos movimentos de esquerda da nascente ideologia socialista, a corrente utópica e a marxista disputavam a preferência dos militantes à época.

Para muitos leigos, Marx e Engels deram origem ao movimento socialista, o que é incorreto. Os primeiros a elaborarem tal forma de organização coletiva foram o Conde de Saint-Simon (1760 - 1825), Charles Fourier (1772 - 1837), Louis Blanc (1811 - 1882) e Robert Owen (1771 - 1858) cujas ideias mais tarde foram batizadas de socialismo utópico, pois seus teóricos se preocupavam em descrever os princípios de uma sociedade ideal sem indicar os meios para alcançá-la.Em oposição aos utópicos, o socialismo científico procura, de um modo racional e metódico analisar as condições de instalação de uma sociedade sem classes. A origem desta teoria é traçada a partir da publicação, no ano de 1848, do livro "Manifesto Comunista". Marx e Engels enaltecem os utópicos pelo seu pioneirismo, mas defendem uma ação mais prática e direta contra o capitalismo através da organização da revolucionária classe proletária. Para a formulação de suas teorias, Marx sofreu influência de Hegel e dos socialista utópicos.Segundo Marx a infraestrutura, modo como tratava a base econômica da sociedade, determina a superestrutura que é dividida em ideológica (idéias políticas, religiosas, morais, filosóficas) e política (Estado,polícia, exército, leis, tribunais). Portanto a visão que temos do mundo e a   nossa psicologia são reflexo da base econômica de nossa sociedade. As ideias que surgiram ao longo da história se explicam pelas sociedades nas quais seus mentores estava inseridos. Elas são oriundas das necessidades das classes sociais daquele tempo. Marx e Engels eram socialistas e também estavam interessados em superar os obstáculos que a sociedade capitalista colocava ao livre desenvolvimento das potencialidades humanas.

Os dois autores, entretanto, não buscavam inventar um novo modelo de sociedade, mas, sim, encontrar, dentro da sociedade capitalista, as forças sociais capazes de promover essas mudanças. Para tanto, empenharam-se no estudo da sociedade capitalista e das leis que a regiam. Essas leis mostrariam as forças que impulsionavam esse tipo de sociedade e as que a conduziriam a uma transformação revolucionária. O marxismo teve profunda influência no mundo. A partir dele, criou-se a Associação Internacional dos Trabalhadores a (I Internacional) e formaram-se no mundo inteiro, partidos políticos e organizações operárias. Baseada em princípios marxistas, a Rússia transformou-se, em 1917, no primeiro estado socialista.

Bibliografia:
RUIZ, Manoel. Socialismo cientifico. Disponível em:
Socialismo cientifico - Karl Marx e Friedrich Engels. Disponível em:

Social-democracia

A Social-democracia  é a ideologia política de esquerda que acredita na transição para o socialismo sem a necessidade de uma revolução.

As ideologias de esquerda são, em grande medida, influenciadas pelas proposições de Karl Marx e Friendrich Engels elaboradas no século XIX. Na maioria dos casos, os socialistas revolucionários almejavam introduzir o socialismo e a democracia  nos países. Mas o movimento que caracteriza efetivamente a Social-democracia como a entendemos hoje é resultado de uma ruptura ocorrida no interior do movimento socialista no início do século XX. Tal ruptura fez a distinção entre os que acreditavam ser preciso haver uma revolução para implantação do socialismo e os que entendiam que o objetivo poderia ser alcançado através de um caminho natural. Não tratava-se de uma rejeição ao marxismo, porém não mais uma leitura ortodoxa. Os novos partidos e movimentos socialistas surgidos nesse momento continuavam se declarando marxista, só que o processo pretendido para chegar ao socialismo era a evolução da sociedade.

Socialistas ortodoxos e revisionistas permaneceram unidos até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, quando tiveram divergência de postura sobre o conflito. A Revolução Russa de 1917 foi outro evento que fragmentou os socialistas. A partir de então, os socialistas revisionistas passaram a ser chamados de sociais-democratas e os ortodoxos passaram a ser chamados de comunistas. Diferença que se solidificou na década de 1920 e em diante.

A Social-democracia também passou por uma divisão ideológica, após a Segunda Guerra Mundial. De um lado, estavam os que acreditavam que o capitalismo deveria ser substituído pelo socialismo. De outro lado, havia um grupo que defendia que não era necessário acabar com o capitalismo, mas reformá-lo. Esta reforma teria como diretrizes a nacionalização das grandes empresas, implantação e investimento em programas sociais e a redistribuição da riqueza. A segunda postura tomou conta dos partidos e movimentos sociais-democratas no decorrer da segunda metade do século XX.

A chamada Terceira Via  surgiu na Itália, representando uma aliança dos sociais-democratas com os partidos de centro. A pauta de muitos desses partidos trocou a justiça social por questões de direitos humanos e preservação ambiental, respondendo e conciliando com os apelos dos chamados Partidos Verdes. Mas o flerte com o neoliberalismo resultou numa crise de identidade.

Em linhas gerais, a Social-democracia defende a liberdade em todos os sentidos, a igualdade, a justiça social e a solidariedade. Ou seja, o objetivo é tornar o capitalismo mais igualitário. Atualmente, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega são os países que mais refletem esta preposição.

Fontes:
LEFRANC, George. Socialismo Reformista. Lisboa: Circulo dos Leitores, 1974.
http://www.correiodeuberlandia.com.br/pontodevista/2011/05/20/social-democracia/

Consciência Coletiva




A consciência coletiva, segundo Émile Durkheim  (sociólogo francês, 1858-1917), é a força coletiva exercida sobre um indivíduo, que faz com que este aja e viva de acordo com as normas da sociedade na qual está inserido.

Assim como na vida mental, a consciência coletiva é feita de representações que transcendem a esfera individual, por sua superioridade e atua com força sobre as consciências individuais. A consciência coletiva é  fruto de pequenas contribuições individuais, que juntas, formam o todo, não sendo fruto de teorias metafísicas, mas de fatos sociais reais.

Segundo Durkheim, existem duas consciências distintas em cada indivíduo: uma é aquela que se confunde com o todo da sociedade e ajuda a formá-la, a outra é a que cada pessoa tem de particular e que a faz um indivíduo diferente dos demais, apesar de fazer parte do todo. Nessa concepção, fica claro que em uma sociedade o todo não é apenas o resultado da soma de cada uma de suas partes, mas algo distinto delas.

Para Durkheim, a consciência coletiva é o conjunto de crenças e de sentimentos comuns à média da população de uma determinada sociedade, formando um sistema com vida própria, que exerce uma força coercitiva sobre seus membros, como o devoto que, ao nascer, já encontra as crenças e práticas religiosas estruturadas e em plena atividade. Se estas práticas já existem, é porque estão fora dele, mas mesmo assim, exercem influência sobre seu comportamento e crenças. É um sistema que existe fora do indivíduo, mas que o controla pela pressão moral e psicológica, ditando as maneiras como a sociedade espera que se comporte.

A própria educação dada às crianças consiste, ainda segundo Durkheim, em um sistema de consciência coletiva, uma vez que as forçamos a comer, beber, vestir-se e falar de acordo com as normas e padrões vigentes na sociedade em que estamos inseridos. Qualquer desvio dos padrões dessa sociedade, pode provocar o isolamento do indivíduo, comparável a uma pena imposta por lei. Essa pressão sofrida pela criança, é a pressão da sociedade tentando moldá-la à sua imagem e semelhança.

O indivíduo se submete à sociedade e é nessa submissão que ele encontra abrigo. A sociedade que o força a seguir determinados padrões, é a mesma que o protege e o faz sentir-se como parte de um todo estruturado e coeso. Essa dependência da sociedade traz consigo o conforto de pertencer a um grupo, um povo, um país. Nesse sentido, não há contradição alguma na relação submissão-libertação.

REFERÊNCIA:
http://www.iupe.org.br/ass/sociologia/soc-durkheim-escola_sociologica.htm

Ciência Política


Ciência Política é o estudo da política, das estruturas e dos processos de governo.

O estudo da política surgiu na Grécia Antiga, quando Aristóteles se dedicou a compreender e a definir as diferentes formas de governo. Desde então, a política entrou em pauta e recebeu grande atenção de governantes e das respectivas sociedades, pois a política está presente em toda relação humana. Destacá-las fez com que ganhasse especial atenção para análises. Mas, embora a atenção tenha sido reforçada sobre a política, a Ciência Política propriamente dita só se constituiu muito mais tarde. Ela reuniu filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, por exemplo, para compor análises sobre o Estado, sobre o governo e suas funções. A Ciência Política surgiu no decorrer do século XIX, reconhecido por ser o século de surgimento das Ciências Humanas, como Sociologia, Antropologia e História. Surgiria nessa época algo diferente da Filosofia Política praticada pelos gregos antigos.

O termo Ciência Política foi cunhado por Herbert Baxter Adamn, Professor de História na Universidade Johns Hopkins (EUA), em 1880. O termo hoje se aplica à teoria e à prática da política, assim como envolve descrições e análises dos sistemas políticos e dos comportamentos políticos. Como ciência de estudo da política, dedica-se aos sistemas políticos, às organizações e aos processos políticos. Atenta-se também para o estudo das estruturas e das mudanças nas estruturas, assim como análises de governo. Entre os focos de atenção dos cientistas políticos podem estar empresas, sindicatos, igrejas e vários outros tipos de organização dotados de estruturas e processos que se aproximem de um governo.

A Ciência Política abrange campos como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, as ideologias, a economia política, a geopolítica, a geografia política, as políticas públicas, as relações internacionais, a administração pública e outros. Em sua prática há o emprego de diversos tipos de metodologia como o estruturalismo, o behaviorismo, o racionalismo, o realismo, o pluralismo e o institucionalismo. Assim, os métodos e as técnicas podem envolver fontes primárias e secundárias. Há, contudo, uma discussão interna na Ciência Política sobre seu objeto de estudo, pois alguns acreditam que o foco central é o Estado e outros acreditam que o poder. A maioria dos cientistas políticos defende o segundo, pois é mais abrangente que o primeiro.

Embora a Ciência Política tenha raízes muito antigas e tenha se consolidado há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos, constituindo departamentos próprios de estudos nas universidades, no Brasil ela é relativamente recente ainda. Fruto de um processo que começou a se desenvolver em meados da década de 1960.



Alternância de poder





Alternância de poder é o nome dado a um conceito relacionado diretamente ao de democracia, e que condena a perpetuidade de dirigentes políticos no poder, pois tal fato desvirtuaria o caráter de um governo popular.

Tanto o termo quanto o conceito de democracia foram herdados da antiga Grécia, e atualmente, a maioria das sociedades contemporâneas adotam um regime profundamente inspirado nesta ideia, com vários graus de imperfeição.

É graças à adoção de um sistema democrático que pessoas no mundo todo têm o direito de participar da cena política local, de debater e decidir projetos. A participação na vida democrática serve ainda para alimentar outros conceitos modernos, como liberdade de expressão, dignidade humana e direito de defesa.

Eleições diretas
Ao mesmo tempo que o ambiente democrático proporciona várias garantias individuais, ele demanda a participação, o engajamento, para que continue comprometido com a vontade popular. Uma das maneiras mais eficazes de participação dentro de um governo democrático é justamente o voto em eleições diretas. Hoje a democracia está consolidada, o que contribui de forma efetiva para o livre exercício da cidadania através do voto. O voto é a melhor forma de manter a alternância no poder. Alternância no poder significa mudança no poder, que é o espírito promotor de transformação social fundamental.

Esta relação entre em alternância e democracia não deve, porém, dar a entender que alternância de poder é um princípio democrático. Na verdade, o princípio democrático fundamental em questão é o da soberania popular. A troca de governantes não é dada pelo conceito da alternância, e sim pelo da supremacia da vontade popular. O povo mantém os governantes se está satisfeito e troca, se achar que há outros melhores.

A opção pela alternância do poder contribui para a moralização e a consolidação da democracia, que prevê um sistema político que busca políticas públicas que beneficiem a sociedade, priorizando as necessidades do povo. Assim, não deve haver lugar para os que encaram o poder público como um meio de vida ou como propriedade privada ou, ainda, como emprego.

A consequência da falta de renovação
São inúmeros os exemplos que temos de mandatários que permanecem no poder apesar de exercerem governos sem programa, bem como administrações medíocres e sem realizações relevantes. Isso demonstra o quão frágil é a percepção do processo político pela coletividade. Os políticos na busca da perpetuação no poder, apostam na sublimação do personalismo, na pirotecnia, na comédia, na camuflagem dos problemas, e especialmente, no comodismo de todos os que aprovam sem questionamentos as mais descabidas proposições, os que não se importam em ter o melhor conquanto não sejam incomodados.

Muitas vezes, alguns políticos se apoiam mesmo em sequazes (capangas), usando o prestígio político e o poder para confrontar a lei e aliciar, subornar, oprimir e humilhar. Os necessitados submetem-se a esses métodos, contrariando as suas consciências de pessoas dignas, com receio de perder o emprego, o serviço e o fornecimento para a prefeitura.

A possibilidade de reeleição ad infinitum  torna os dirigentes permanentes frequentadores de palanque com discursos vazios eleitoreiros de promessas futuras por quem está no exercício do poder, clara evidência da distorção do deixar o trabalho do mandato presente em função da conquista eleitoral de uma próxima gestão. Essa prática do continuísmo direto ou indireto, ao se eleger políticos comprometidos e da confiança do gestor público em exercício, é alvo de muitas denúncias, como por exemplo, corrupção eleitoral, desvios de verbas, licitações viciadas, favorecimentos e outras imputações de improbidades afins.

Devido o grande poder atribuído ao presidente no Brasil, principalmente pelo sistema presidencialista centralizador, o princípio da alternância na ocupação do cargo é extremamente saudável para a manutenção dos princípios democráticos, garantindo nossa vitória que é a conquista da democracia. Cabe ao presidente da república mais do que a qualquer outro membro dos três poderes, ditar os rumos políticos e econômicos, editar e sancionar as medidas que visam o desenvolvimento do país.

Assim, contra possíveis desmandos de um líder que esteja confortável na sua condição de líder, é sempre saudável que a população levante de tempos em tempos, a questão da alternância de poder.

A importância da alternância no poder para a democracia
O homem contemporâneo conquistou um grande número de direitos, impensáveis para sociedades de séculos anteriores. Era comum aos governantes realizarem todas as suas vontades e disporem de seus súditos como bem entendessem. Em vários momentos da história políticas de racismo, exclusão, escravidão, dominação e violência para afirmação de poder, foram aceitas com naturalidade, e não havia a possibilidade do diálogo ou da escolha de uma alternativa por parte do povo.

Hoje em dia, contamos com documentos como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, além de tantos outros derivados que protegem a população dos possíveis desmandos de seus líderes. É exatamente o desvirtuamento das políticas do chefe de estado que podem por em perigo as conquistas populares, ainda bem recentes.

Na democracia, a alternância de poder é imprescindível para que novos métodos políticos e administrativos sejam introduzidos. Os novos administradores que divergem do status quo contribuem para reformular as antigas práticas por meio de métodos modernos de administração, colocando assim um fim aos vícios políticos.

É vazia a sugestão de que a permanência por mandatos seguidos seria reconhecimento por obra feita e uma necessidade de continuidade das políticas implantadas. Governos bem avaliados podem fazer sucessores na mesma linha de ação sem o risco do personalismo da continuidade no poder.
A democracia não é perfeita, nem é o processo mais rápido de todos. São necessárias décadas para que mudanças concretas sejam operadas, e geralmente, as vantagens destas mudanças não são percebidas por todos. De qualquer modo, interromper tais mudanças no meio do caminho, é na verdade, uma maneira de frustrar a alternância no poder, e não de garanti-la. Outra maneira de frustrar a verdadeira alternância é o próprio governo desistir de seu programa de mudança no meio do caminho.

Compete a todos os setores da sociedade dotados de consciência política, prezar pela transparência para que se concretizem as transformações de que o país necessita.

Alternância de poder no Brasil
Infelizmente, a preocupação com temas como a alternância de poder no Brasil parece ainda distante tanto da população como da classe política. Tanto é verdade que, desde o fim dos anos 90, temos a possibilidade de reeleição para todos os cargos políticos. Além da reeleição, é ainda facultado ao político voltar ao mesmo cargo após o afastamento durante um período eleitoral de quatro anos.

Em nossa história, temos inúmeros exemplos de apego ao poder, costume que se estende até mesmo a esferas de importância social fora da política, mas que se ligam a esta, como é o exemplo dos cargos de dirigente de futebol ou de escolas de samba.

Nossa tradição de mudanças sempre foi feita de cima pra baixo, ou seja, os mais importantes projetos políticos, bons ou ruins, sempre foram postos “goela abaixo” da população, que não se organizava de forma coerente para lutar pelos seus interesses.

A independência foi um destes casos. O regime monárquico instalado no Brasil nada mais era do que uma ramificação do português, tanto que, ao abdicar da coroa imperial, D. Pedro partiu para a Europa para assumir o poder como sucessor do trono português.

A proclamação da república segue o mesmo padrão, onde a participação popular foi nula. Na verdade, o brasileiro comum apenas assistiu de camarote a evolução dos acontecimentos. Na prática, ficaríamos nas mãos da classe militar, que voltaria frequentemente a interferir na vida política brasileira.

Talvez o principal problema nesses anos de formação da república é que não tínhamos classes sociais preparadas para o embate político. No meio deste vácuo de poder, quem poderia ditar as regras seriam as classes mais altas. Assim, neste verdadeiro “buraco negro” político, alternância de poder era um assunto que estava anos-luz da realidade política brasileira.

A situação não mudaria com a chamada revolução (na verdade um golpe) de 1930. Tal movimento serviu apenas para deixar as coisas no mesmo estado, já que os “revolucionários” tinham uma agenda bastante parecida com a da classe removida do poder. O Estado Novo, implantado por Vargas, foi mais do mesmo, sem qualquer movimentação verdadeiramente popular à vista.

Mais algum tempo, e os militares voltam a interferir na vida política do país em 1964. Finalmente, após anos de políticas equivocadas, podemos identificar as primeiras e verdadeiras manifestações populares com o objetivo de conquistar direitos sociais. Essa movimentação teve um ponto culminante no movimento Diretas-Já, que reuniria cerca de um milhão de simpatizantes no Rio de Janeiro.

Infelizmente, os movimentos populares eram ainda muito recentes e sua desorganização impedia que fizessem a pressão necessária ao regime ditatorial para que este cedesse incondicionalmente e imediatamente. A concreta restauração da democracia só vai ocorrer no fim da década de 80, com a primeira eleição presidencial em cerca de 30 anos.

Desde as eleições de 1989 até hoje, temos um quadro de alternância de poder que, mesmo imperfeito, continua a se manter nesses últimos vinte anos. Essa alternância tem sido importante para a política brasileira.

É muito importante para a democracia no país, o pleno funcionamento dos três poderes. O congresso nacional, representado pelos senadores e deputados federais, tem o poder estabelecido pela Constituição Federal, devendo supervisionar os atos do Poder Executivo Federal.

Se no nível executivo temos uma satisfatória renovação das peças, a situação no legislativo é melhor ainda: a cada período eleitoral temos a renovação de cerca de 50% da Câmara e do Senado individualmente. Não há dúvida que os escândalos, desmandos e erros cobrem o preço dos políticos, mas, este é um número significativo, demonstrando, que, mesmo sem muita informação, o desejo real do eleitorado é “acertar”.

Bibliografia:


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