sexta-feira, 5 de maio de 2017

Nova tentativa de suicídio em Minas Gerais pode estar ligada a jogo Baleia Azul

Uma adolescente de 17 anos tentou se matar nessa quinta-feira (4) em Minas Gerais ao se jogar de um muro de quase cinco metros no município de Teófilo Otoni. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro e encontrou a jovem consciente, mas queixando-se de dores no corpo. Ela foi encaminhada a uma unidade hospitalar, onde assumiu que participava do jogo Baleia Azul, que incita o suicídio de jovens.

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A adolescente relatou à polícia que já havia feito cortes nos braços em função do jogo e que tinha recebido o desafio de tirar a própria vida. A jovem contou também que foi ameaçada. “Ela relatou que se tal desafio não fosse realizado, sua família sofreria as consequências de sua desistência no jogo”, diz o boletim de ocorrência.

A Polícia Civil informou que uma investigação foi aberta. Os celulares da jovem serão recolhidos para serem submetidos à perícia.

O desafio da Baleia Azul é jogado por meio de grupos secretos nas redes sociais. Os participantes são induzidos a completar 50 desafios, no qual o último é tirar a própria vida. As ordens iniciais são simples, como ver filmes de terror ou ouvir músicas depressivas, e vão evoluindo para tarefas mais dolorosas, como utilizar uma lâmina para desenhar uma baleia no braço. Quem decide abandonar os desafios começa a receber ameaças dos administradores, entre elas, o assassinato de seus familiares.

Na Rússia, provável origem do jogo, segundo as investigações, mais de 100 mortes podem estar relacionadas ao desafio. O nome do jogo está ligado à crença popular de que a baleia-azul tem um comportamento suicida e voluntariamente procura as praias para encalhar.

Este é o quarto caso em Minas Gerais ligado ao jogo da Baleia Azul investigado pela polícia. Em outros dois, um em Pará de Minas e outro em Manhuaçu, duas jovens ingeriram grande quantidade de medicamentos. Em outro, uma mãe registrou ocorrência depois que o filho de 18 anos apareceu com uma baleia desenhada no braço com um objeto pontiagudo.

Uma das linhas de investigação tenta identificar os responsáveis por enviar os desafios e fazer ameaças. Já foram identificados números de telefones celulares de onde vem os comandos. Entre eles, há alguns com o código DDD de Minas Gerais. Casos também estão sendo investigados em outros estados como Paraná, Mato Grosso, Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Recomendações
A Polícia Civil tem uma lista de orientações aos pais para evitar que os filhos estejam expostos a crimes no ambiente virtual. É recomendado ter acesso às redes sociais dos jovens, se inteirar das suas rotinas, observar mudanças de comportamento, manter diálogo frequente, estabelecer uma relação de confiança e estimular sua autoestima por meio de conversas que despertem o interesse acerca do seu futuro.

Em 2015, um estudo do Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic.br), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revelou que 11% dos jovens entrevistados para uma pesquisa sobre oportunidades e riscos online afirmaram já ter tido contato com conteúdos sobre formas de se ferir. Outros 6% disseram que já leram no ambiente virtual sobre formas de cometer suicídio.

Segundo dados da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o número de jovens entre 15 e 19 anos que tentaram se matar no estado aumentou quase 15 vezes de 2010 a 2016, passando de 94 para 1.402 casos.

Volkswagen anuncia recall de 54 mil veículos

A Volkswagen anunciou o recall de 54.170 veículos, com data de fabricação entre 1º de março do ano passado e 12 de janeiro deste ano. Os automóveis incluídos têm possibilidade de inoperância do alternador, que pode deixar de gerar energia para a bateria e levar o sistema elétrico do veículo a parar. Recall é o processo pelo qual fabricantes convocam seus clientes para substituição ou devolução de produtos quando se detecta algum defeito de fabricação.

“Em situações em que a carga da bateria não for suficiente para o funcionamento do veículo, poderão ocorrer panes elétricas, e até o desligamento do motor, com risco de acidentes”, alerta comunicado da montadora.

O número dos chassis dos veículos afetados pode ser encontrado no site da empresa ou pelo telefone 0800 019 8866.

Estão incluídos no recall os modelos up!, Novo Gol, NovoVoyage, Nova Saveiro, Fox, CrossFox, SpaceFox e Space Cross. A partir da próxima quarta-feira (10), os proprietários dos carros afetados devem marcar inspeção em uma concessionária Volkswagen e, se necessário, será feita a substituição do alternador.

PROCON
O Procon orienta os consumidores a exigir que a empresa apresente os esclarecimentos necessários, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, com informações claras e precisas sobre os riscos para os usuários dos veículos.

A entidade de defesa do consumidor destaca que os consumidores deverão obrigatoriamente receber um comprovante de que o serviço de reparo foi efetuado. Esse documento deverá ser conservado e repassado ao novo proprietário, em caso de venda.

O veículo que não for reparado em até 12 meses após o início da campanha de recall terá a informação lançada no campo "observações" do próximo Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), emitido pela autoridade de trânsito.

De acordo com o Procon, o consumidor que tiver passado  por algum acidente causado pelo defeito apontado no recall poderá pedir, por meio do Poder Judiciário, reparação pelos danos morais e patrimoniais sofridos.


 Um banco de dados com informações sobre todas as campanhas de recalls realizadas no Brasil pode ser consultado no Portal do Governo do Estado de São Paulo na internet.

Toffoli vai relatar novos pedidos de liberdade de citados em processo de Dirceu


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli será o relator dos novos pedidos de liberdade baseados na decisão que libertou o ex-ministro José Dirceu. Os recursos foram encaminhados para o gabinete de Toffoli pelo fato de o ministro ter proferido o primeiro voto a favor da soltura, na votação da terça-feira (2).

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Com a mudança, os pedidos de liberdade de acusados que foram citados no processo envolvendo Dirceu serão julgados por Toffoli, e não pelo relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin.

A mudança foi justificada pelo STF com base no regimento interno da Corte.  A norma diz que o relator será substituído pelo ministro que proferiu o primeiro voto divergente para julgar questões posteriores ao julgamento.

No julgamento de Dirceu, além de Toffoli, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela soltura. Celso de Mello e Fachin foram contra a concessão do habeas corpus.

Dessa forma, Toffoli vai relatar pedidos de liberdade dos empresários Eduardo Aparecido de Meira e Flávio de Oliveira Macedo, que foram presos no mesmo processo a que Dirceu responde na 13ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.


A mudança ocorre no momento em que Edson Fachin tenta obter apoio da Corte para manter as prisões na Lava Jato. Fachin é relator das ações da operação no colegiado e foi derrotado na terça-feira (2), por maioria, na votação que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu. Antes da decisão que beneficiou Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genú foram soltos por decisão da Turma.

PF prende estrangeiros que levavam cocaína para Europa em blocos de granito


A Polícia Federal apresentou hoje (5) os resultados da Operação Cullinan, feita em parceria com forças policiais da Bélgica e da Colômbia, que levou ao indiciamento de 13 cidadãos estrangeiros por tráfico internacional de cocaína. Eles teriam criado uma empresa fictícia no Brasil que promovia a exportação para a Europa de blocos de granito, dentro dos quais a droga era escondida.

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O grupo havia se estabelecido em Belo Horizonte e em Nova Lima, na região metropolitana da capital mineira. Até o momento, quatro estrangeiros foram presos e os demais estão foragidos. Não foram divulgados os países de origem dos acusados.

As investigações tiveram início em fevereiro do ano passado. A Polícia Federal mapeou a logística para a exportação da cocaína e monitorou as movimentações do grupo, inclusive nos encontros com compradores e fornecedores. Em novembro, foi identificada uma exportação de sete blocos de granito, saindo dos portos de Vitória e do Rio de Janeiro. O destino final da mercadoria era a Espanha, mas havia uma parada no porto de Antuérpia, na Bélgica.

A PF obteve o apoio da polícia belga, que vistoriou a carga e apreendeu 1,02 mil quilos de cocaína. Diante do flagrante, o grupo transferiu seus equipamentos para um galpão em Vitória, e a maioria de seus integrantes deixou o país. Os aparelhos foram encontrados. A Justiça Federal decretou as prisões preventivas dos investigados e autorizou a inclusão de seus nomes na lista de procurados internacionais pela Interpol.

Na última sexta-feira (28), um dos integrantes do grupo que ainda estava em território brasileiro foi preso em São Paulo e conduzido para um presídio em Belo Horizonte. No mesmo dia, uma parceria com a Polícia Nacional da Colômbia permitiu que fossem localizados neste país outros três investigados. A PF já apresentou à Justiça Federal uma solicitação para que seja formalizado o pedido de extradição ao governo colombiano.


Se condenados pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas e de organização criminosa, os estrangeiros podem receber penas de até 30 anos de reclusão. Segundo a PF, prossegue a parceria com forças policiais da Colômbia,e também de outros países, para encontrar os demais investigados.

Reforma da Previdência: relator diz que não fará alterações em texto-base


O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse hoje (5) à Agência Brasil que não há mais nenhuma chance de ele fazer alterações no relatório apresentado à comissão especial. O texto-base do projeto substitutivo elaborado por Maia com mudanças em relação à proposta original de emenda à Constituição (PEC 287/16), encaminhada pelo governo para alterar os critérios de acesso ao benefício da aposentadoria, foi aprovado na quarta-feira (3).

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Apesar do atraso no trabalho da comissão especial causado pela invasão do plenário pelos agentes penitenciários, Maia negou qualquer possibilidade de reinclusão da categoria no texto principal ou de qualquer tipo de alteração até terça-feira (9), quando está prevista a próxima reunião da comissão. “Não tenho mais nenhum poder sobre isso, quem deve decidir sobre isso agora é o plenário”. A expectativa de Maia é que o processo de votação seja todo concluído no dia 9, com a manutenção do teor principal de seu texto.

Durante a reunião destinada à votação do parecer, na quarta-feira, Maia fez ajustes no relatório final. Entre as alterações de última hora, o relator chegou a incluir os agentes penitenciários no grupo de servidores com direito à aposentadoria com limite de idade reduzido. Algumas horas depois, Maia recuou e retirou os agentes do texto. Ele reiterou à Agência Brasil que a decisão ocorreu exclusivamente por pressão dos parlamentares.

Manifestação
Maia defendeu que os responsáveis pela invasão sejam penalizados. “O que aconteceu foi um ato criminoso que tem que ser punido no rigor da lei.”

O texto de Maia só poderá ser alterado a partir de agora se os destaques – sugestões de mudanças apresentadas pelos parlamentares da comissão – forem aprovados. Na última reunião, as bancadas registraram 13 requerimentos de destaques.

Deste total, apenas um deve ser aprovado pela comissão, o que trata da mudança do fórum de decisão judicial das questões relativas à aposentadoria por invalidez, que deve permanecer na esfera federal nos estados. Os outros destaques devem ser rejeitados, inclusive o que trata da inclusão dos agentes penitenciários na aposentadoria especial.

Comissão especial
Desde fevereiro, quando foi criada, a comissão especial da reforma da Previdência ouviu 70 especialistas e representantes de diferentes órgãos e entidades em audiências públicas e seminários. Nas últimas semanas, a comissão fez cinco sessões deliberativas, entre elas, a que aprovou o texto principal do projeto apresentado pelo relator Arthur Maia.

A próxima reunião, do dia 9, deve ser a última. Depois da conclusão do voto dos destaques, se ocorrer alterações, os membros do colegiado finalizarão o texto que seguirá para o plenário, onde o texto, segundo Maia, pode voltar a ser alterado por meio da apresentação de emendas e destaques.

O texto aprovado pela comissão deve ser publicado no Diário Oficial da Câmara logo após o encerramento dos trabalhos na terça. A partir daí, é contado o prazo de, pelo menos, duas sessões para que o projeto seja encaminhado ao plenário, o que deve ocorrer na semana do dia 15.

Sobre a previsão da data de votação no plenário, o relator resumiu que a definição do cronograma de tramitação da PEC de agora em diante é atribuição do presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ontem (4), o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que, antes de ser colocado em votação no plenário, o texto aprovado pela comissão especial deve ser mais discutido entre os deputados, processo que pode levar algumas semanas.

A intenção da base aliada do governo é evitar que dúvidas em relação ao teor da proposta possam tirar a convicção dos parlamentares e, assim, colocar em risco a aprovação da PEC.

Defesa de Palocci pede ao STF que liberdade não seja julgada pelo plenário


A defesa do ex-ministro Antonio Palocci recorreu ontem (4) da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de enviar para o plenário da Corte o julgamento definitivo de um pedido de liberdade. Fachin tomou a decisão após rejeitar pedido provisório para soltar Palocci, preso em setembro do ano passado na Operação Lava Jato.

No recurso, os advogados alegam que o ex-ministro deve ser julgado pela Segunda Turma, responsável pelos julgamentos da Lava Jato no Supremo, e não pelo plenário. "A decisão agravada não se sustenta, seja porque completamente desfundamentada, seja porque não pode, a descoberto de razões, subtrair o julgamento do mandamus do seu juiz natural, que é a colenda Segunda Turma", sustenta a defesa.

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Ao enviar o julgamento de mérito ao plenário, o ministro tenta obter apoio da Corte para manter as prisões na Lava Jato. Fachin é relator das ações da operação no colegiado e foi derrotado na terça-feira (2), por maioria, na votação que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu. Antes da decisão que beneficiou Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genú foram soltos por decisão da Turma.

Além dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes, que fazem parte do colegiado da Lava Jato, a Corte é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e pela presidente, Cármen Lúcia.


Na decisão em que negou liberdade provisoriamente a Palocci, Fachin entendeu que não há nenhuma ilegalidade na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão. "O deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou", afirmou o ministro.

Temer diz estar confiante de que reforma da Previdência seja aprovada na Câmara


O presidente Michel Temer disse estar confiante de que o governo conseguirá obter os 308 votos no plenário da Câmara para aprovar a reforma da Previdência.

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“Faz um ano, menos de um ano que eu estou no governo, sendo oito meses como efetivo. Nós não perdemos uma votação no Congresso Nacional”, disse, admitindo considerar “natural” alguma diminuição na base de apoio, uma vez que o debate diz respeito a algo que afeta a cada indivíduo. “É natural [essas dificuldades] porque você precisa ter um processo de convencimento, mas acho que nós teremos [votos suficientes para aprovar a matéria]”, disse.

Em entrevista concedida na noite de ontem (4) à Rede TV News, Temer avaliou que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido na Casa, não terá sucesso em sua empreitada de diminuir o número de votos favoráveis às reformas em tramitação no Congresso Nacional. Segundo o presidente, Renan é conhecido por sua postura de “idas e vindas”.

Renan tem feito reiteradas declarações contrárias às reformas trabalhista e previdenciária, bem como contra a terceirização.

Na entrevista, Temer afirmou que Renan não terá sucesso em reverter votos da bancada governista. “Conseguir votos ele não consegue. Na Câmara, por exemplo, nós votamos recentemente questões visando à modernização que estamos fazendo no país – a chamada concessão, ou privatização de vários setores da administração.

Com um quórum de pouco mais de 400 presentes, tivemos 288 votos para uma matéria que exigia maioria simples. No caso da reforma trabalhista, exigia-se 257 votos, nós tivemos 296 votos”, disse o presidente.

Temer disse acreditar que, em breve, Renan volte a atuar em favor do governo federal e que, neste momento, o receberá de braços abertos. “O Renan, eu tenho dito isso com muita frequência, é de idas e vindas. Ele já foi muitas vezes e voltou. Eu estou esperando que ele volte”, disse.

Militares

Segundo o presidente, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que tratará especificamente da aposentadoria dos militares será apresentada ainda este mês. “Hoje [ontem] o ministro da Defesa, Raul Jungmann esteve comigo de manhã e me disse: 'Olhe estamos ultimando o projeto referente à aposentadoria dos militares'. É muito provável que até o final de maio nós já possamos apresentá-la”.

Governo lança plataforma digital que permite acesso rápido a informações


O Ministério do Planejamento lançou hoje (5) o GovData, uma plataforma digital que reúne as principais bases de dados do governo federal de forma a permitir o acesso mais ágil a informações e o cruzamento de dados de órgãos da administração pública. O novo recurso vai ampliar a eficiência na utilização de recursos públicos, aprimorar políticas públicas e auxiliar no combate à corrupção.

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A Plataforma de Análise de Dados do Governo Federal (GovData) começa a funcionar com as 20 bases de dados mais acessadas do governo federal como o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), o Sistema Integrado de Administração do Financeira do Governo Federal (Siafi), o Cadastro Único Social e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Até o mês de agosto será ampliado para 30 o número de bases de dados disponíveis.

Podem usar o serviço os órgãos da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo federal. Para que um órgão tenha acesso às bases de dados ele deverá firmar um contrato de utilização.

Com a plataforma digital será possível, por exemplo, fazer o cruzamento de dados de programas sociais com a renda de cidadãos de forma mais rápida e descobrir se uma pessoa que já morreu continua recebendo um benefício social.

Ministro explica benefícios ao cidadão
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a plataforma é uma ferramenta para uso interno do governo, mas que vai trazer benefícios para o cidadão. Segundo ele, esse é apenas o primeiro passo de serviços que serão ampliados e citou como exemplo a emissão de passaportes.

Oliveira explicou que, com a integração dos dados, o objetivo é que em breve o cidadão que for tirar um passaporte não tenha que apresentar documentos com informações que já são de conhecimento de órgãos públicos como os comprovantes de quitação de serviço militar e da justiça eleitoral. Gradativamente, o mesmo deve ocorrer com outros serviços, segundo o ministro.

“O GovData é a primeira fase de implementação de outros projetos que já estão em andamento e que tem como objetivo de chegada a disponibilização para o cidadão de serviços digitais de forma simples e acessível. É usar a ferramenta tecnológica para desburocratizar o governo. Deixaremos de exigir do cidadão documentos que o governo já conhece”, disse.

O ministro destacou ainda que a ferramenta digital vai permitir a ampliação do combate a fraudes. “Você vai ter mais facilidade para identificar fraudes, identificar pessoas que não deveriam receber um beneficio. O governo vai ter uma capacidade de gestão das políticas públicas muito aumentada”.


Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Marcelo Pagotti, o GovData vai gerar economia de cerca de R$ 2o milhões anuais ao Ministério do Planejamento com custos de armazenamento, processamento e análise de dados. “O GovData vai gerar conhecimento, desonerar e facilitar a vida dos gestores públicos”, disse.

Ex-presidente do INSS diz que idade mínima para aposentar poderia ser menor


O advogado especialista em Direito Previdenciário e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Hauschild, disse hoje (5) que a idade mínima para a aposentadoria poderia ser menor do que está sendo proposto no relatório de reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados.

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“As regras de transição acomodaram a situação de quem está no mercado, mas a regra de partida poderia ser menor e chegar a uma idade mais dura daqui dez ou 15 anos”, disse.

No texto-base aprovado esta semana na comissão especial que analisou a proposta, a idade mínima para aposentadoria será de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Segundo Hauschild, do ponto de vista do governo, “parece que as concessões que foram feitas chegaram no limite”. 

Ele acredita, no entanto, que caso houvesse alguma concessão na questão da idade mínima, isso traria mais adesão de parlamentares para aprovar a reforma em plenário. “Isso daria uma distencionada nos deputados que ficariam mais à vontade de votar a favor do governo”, disse.

Segundo o advogado, que participou hoje do programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM de Brasília, o governo tem justificado que fazer mais concessões diminuiria o impacto das reformas e poderia comprometer os primeiros anos do ciclo de ajuste das contas da Previdência.

O ex-presidente do INSS ressaltou ainda que a falta de eficiência do Estado nas políticas públicas também deveria entrar em discussão. Ele deu como exemplo a falta de fiscalização para prevenção de doenças e acidentes de trabalho e a falta de fiscalização e má conservação de rodovias que resultam em acidentes de trânsito.

Segundo Hauschild, todas as pessoas que ficam fora do trabalho por essas circunstâncias acabam recebendo pensões e auxílios doenças do INSS.


“É uma política não efetiva do Estado que repercute na Previdência Social”, disse ele, explicando que ainda existem os problemas de gestão do INSS que também resultam em prejuízo expressivo para a Previdência.

Brasil e 7 países latino-americanos criticam uso da força na Venezuela


O Brasil, em conjunto com a Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e Paraguai, divulgou comunicado no qual critica "a deterioração da situação interna e o recrudescimento da violência na Venezuela".

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A nota reitera a importância de a Venezuela "cumprir o calendário eleitoral, libertar os presos políticos, restituir as funções da Assembleia Nacional democraticamente eleita, bem como garantir a separação dos poderes". Tais medidas são, segundo os países, necessárias para  estabilizar o país.

Como membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a Venezuela tem, segundo o comunicado "a obrigação de aplicar as normas mais estritas sobre a promoção e a proteção dos Direitos Humanos, em cumprimento dos compromissos e obrigações derivados dos tratados internacionais de Direitos Humanos que assinou e ratificou".

Perda de vidas
O comunicado condena o uso excessivo da força por parte das autoridades venezuelanas contra a população civil. Segundo o texto, a violência polariza ainda mais a sociedade venezuelana e causa a perda de vidas humanas, em sua maioria de pessoas jovens.

"Fazemos um chamado a todos os setores para que não avalizem ações que gerem mais violência, e manifestamos nossa convicção de que chegou a hora de concretizar um acordo nacional inclusivo que proveja uma solução duradoura para a situação crítica que se vive na Venezuela", diz a nota.

O Ministério Público (MP) da Venezuela informou ontem (4) que 35 pessoas morreram em consequência da violência em algumas das manifestações que ocorreram no país em abril, enquanto o número de feridos subiu para 717.

Histórico
A crise na Venezuela se intensificou logo após a morte do presidente Hugo Chávez, em março de 2013, quando o atual presidente Nicolás Maduro assumiu a liderança do país. A inflação cada vez maior e a escassez dos produtos da cesta básica fizeram com que o país passasse por diversos momentos de crise aguda, tanto econômica quanto política.

No último dia 30 de março, o país viveu um novo estopim, quando o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela anunciou assumir as funções parlamentares. Pressionado pela opinião pública e ação opositora, o órgão judicial foi obrigado a cancelar a medida. Mesmo assim, desde o início de abril, ocorrem diversos protestos. 


"Fazemos um chamado enérgico ao governo venezuelano para que respeite os Direitos Humanos de seus cidadãos, como prevê sua Constituição", dizem os países signatários do comunicado divulgado ontem pelo Ministério das Relações Exteriores.

Paraná prepara esquema de segurança para depoimento de Lula a Moro


Curitiba se prepara para o interrogatório do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva na próxima quarta-feira (10). A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) do Paraná montou um esquema especial para garantir que o depoimento aconteça sem intercorrências e evitar confronto entre manifestantes contrários e favoráveis a Lula. Será a primeira vez que o juiz Sérgio Moro e o ex-presidente ficarão frente a frente no processo da Operação Lava Jato.

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Haverá um bloqueio em um raio de 150 metros em torno do prédio e apenas jornalistas credenciados e moradores poderão passar pelos policiais. A Polícia Militar do estado vai cuidar da segurança nas ruas ao redor do prédio da Justiça Federal, que será monitorado pela Polícia Federal.

A Direção do Foro suspendeu os prazos processuais e o atendimento ao público no dia do interrogatório. Além disso, segundo decisão da diretora do Foro, a juíza federal Gisele Lemke, também não poderão entrar no prédio magistrados, servidores, estagiários e terceirizados. “O acesso ao edifício Manoel de Oliveira Franco Sobrinho (sede Cabral) somente será permitido às pessoas envolvidas com a realização e apoio da audiência, devidamente autorizadas pela Direção do Foro, conforme lista a ser encaminhada à Polícia Militar do Estado do Paraná”, diz o despacho.

A Polícia Militar informou que monitora e já tem notícias de grupos favoráveis e contrários que se deslocam para a capital. Mas não confirmou o número de ônibus que seguem para Curitiba. Os grupos ficarão em pontos distintos da cidade. De acordo com o secretário da Sesp, Wagner Mesquita, manifestantes a favor de Lula vão ficar na Rua XV de Novembro. Já os contrários deverão se concentrar no Centro Cívico. “Nosso objetivo como órgão de Segurança Pública é garantir a livre manifestação democrática e pacífica. Por conta disso, estamos mantendo diálogo com todas as entidades e solicitando cronograma e programação para ajustar a utilização do nosso efetivo”, afirmou.


Nesse processo, Lula é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio das reformas de um apartamento tríplex no Guarujá e de um sítio em Atibaia, ambos em São Paulo. A defesa do ex-presidente nega que ele seja dono dos imóveis.

Coreia do Norte acusa CIA de plano para assassinar Kim Jong-un


A Coreia do Norte acusou, nesta sexta-feira (5), a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) de ter traçado, junto com os serviços de inteligência sul-coreanos, um plano para matar seu líder Kim Jong-un com substâncias químicas, durante as comemorações do "Dia do Sol" no mês passado naquele país asiático. As informações são da Agência EFE.

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O Ministério de Segurança Estatal norte-coreano assegurou haver detectado um grupo, infiltrado pela CIA e pelo Serviço Nacional de Inteligência de Seul, para realizar "preparativos encobertos e meticulosos" a fim de cometer um atentado contra seu líder "com o uso de substâncias químicas".

Em um comunicado publicado pela agência oficial de notícias norte coreana KCNA, o ministério afirmou que a CIA e os serviços de inteligência sul-coreanos "subornaram", em 2014, um norte coreano que trabalhava em um complexo industrial no território russo de Khabarovsk, para que praticasse um "atentado terrorista" contra o líder supremo do país.
"Dia do Sol"
O objetivo era assassinar Kim Jong-Un durante atos comemorativos, em abril, do "Dia do Sol", a festividade mais importante do país, realizada no Palácio do Sol de Kumsusan (onde estão embalsamados o avô e o pai do líder).

"Disseram a ele que o assassinato com substâncias químicas, incluindo substâncias radiativas e nanovenenos, era o melhor método, que não requer acesso ao alvo", com resultados após seis ou 12 meses, segundo o texto.

Os serviços de inteligência de Seul assumiram o custo dos fornecimentos e fundos necessários para a operação, e o homem recebeu dois pagamentos de US$ 20 mil, bem como um transmissor-receptor por satélite.

Ao longo de 2016, quando o homem morava em Pyongyang, ele recebeu instruções para ter acesso ao local das comemorações e US$ 200 mil para estabelecer um centro de contato no estrangeiro, a fim de receber as equipes e os materiais necessários para "subornar cúmplices".


Em resposta à suposta conspiração, a Coreia do Norte ameaçou lançar um "ataque antiterrorista" contra as agências de inteligência dos dois países. "Vamos rastrear e destruir sem piedade até o último terrorista da CIA e da inteligência de Seul", informou a KCNA.

Macron amplia vantagem sobre Le Pen em eleição presidencial da França


O candidato de centro à presidência da França, Emmanuel Macron, ampliou a vantagem nas pesquisas contra a adversária de extrema-direita, Marine Le Pen, nesta sexta-feira (5), último dia oficial de uma tumultuada campanha eleitoral que virou de cabeça para baixo a política do país. As informações são da Agência Reuters.

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A eleição de domingo é vista como a mais importante na França em décadas, com duas visões diametralmente opostas sobre a Europa e com a posição da França no mundo em risco.

Le Pen, da Frente Nacional, fecharia as fronteiras do país e abandonaria o euro, enquanto o candidato independente Macron, que nunca assumiu um cargo eleitoral, quer uma cooperação europeia mais intensa e uma economia aberta.

Os candidatos socialista e conservador dos dois partidos mais tradicionais da França foram eliminados no primeiro turno da votação no dia 23 de abril.

De acordo com a pesquisa Elabe para a BFM TV e para o L'Express, Macron terá 62% no segundo turno, contra 38% de Le Pen, um aumento de três pontos percentuais para o candidato de centro comparado com a projeção da pesquisa Elabe anterior.


O resultado da pesquisa mostra o melhor desempenho de Macron em levantamentos feitos por uma grande organização de pesquisas desde que os nove outros candidatos foram eliminados no primeiro turno do dia 23 de abril.

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