sábado, 18 de junho de 2011

Configurando o Facebook para não mais receber mensagens.


Lembro aos amigos do facebook que receber mensagens é opcional. 
Muitas pessoas não gostam de ficar com suas caixas de entrada cheias de mensagens, e isso é compreensível,  porém, estas são as regras do facebook, e o objetivo é fazer com que os usuários interajam entre si. 
Mas é possível evitar que isto ocorra, bastando para isso você editar as suas configurações: Clique aqui


1 - Vá até o alto da página lado direito e click em editar configurações.
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2 - Desmarque as opções:
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Pronto, você não receberá mais mensagens. Caso queira voltar a receber as mensagens basta marcar as opções novamente.
Espero que esta informação tenha lhe sido útil.

Ascensão e queda de um bandido fajuto

A história que os distintos leitores vão conhecer a seguir aconteceu nos idos dos anos 70, quando a criminalidade urbana ainda engatinhava aqui na Grande Vitória. Paulo Manhães, mais conhecido pela alcunha de Paulinho Sujeira, era um ladrãozinho desses que a polícia trata como pé de chinelo, sem nenhuma expressão no submundo do crime.
Moleque criado no interior, veio para Vitória com a família, passando a morar no Morro do Jaburu, em Jucutuquara, onde fez amizade com alguns malandros.
Não demorou muito para se integrar em definitivo à patota, queimando fumo nas quebradas, jogando ronda nas esquinas e praticando afanos variados no pedaço.
Como não podia deixar de ser, acabou se complicando com os “homens’’. Roubou uma bicicleta e ganhou a primeira cana na sub-delegacia do bairro.
Sua mãe fez das tripas coração, intercedendo em seu favor, e livrou o filho de um inquérito policial. 
O delegado que tratava do caso sabia que Paulinho era apenas um moleque desencaminhado e se contentou em dar-lhe uns puxões de orelha, com a recomendação de que “se segurasse” em sua jurisdição.
Pouco tempo depois, assaltou um casal de namorados para arrochar o carro.
Rodou pela cidade e, de madrugada, foi preso dando a maior bandeira com o veículo cheio de prostitutas na agora extinta zona boêmia de Carapebus, na Serra.
Dessa vez acabou processado, mas, por ser primário, o flagrante foi relaxado graças à interferência de um advogado penosamente pago pela mãe.
Paulinho voltou às ruas e, pouco depois, quebrava de novo a promessa de que ia procurar trabalho honesto e mudar de vida.
Voltou a se enrolar em problemas com a polícia: no maior porre do mundo, arrombou três carros e, ao ser preso, estava arrombando o quarto com três toca-fitas debaixo do braço. Entrou numa de encarar os policiais e, quando chegou à delegacia, já estava mais morto do que vivo de tanta pancada pelo caminho.
Então suas fotos saíram nos jornais. As manchetes informavam que “perigoso assaltante havia enfrentado a polícia, sendo espancado por populares revoltados durante sua prisão”. Paulinho parece que gostou, pois guardava os recortes e gostava de exibi-los para os colegas de prisão.
Dessa vez as coisas não foram tão fáceis, Paulinho Sujeira já não era primário e violara a condicional.
Ficou alguns dias no também extinto depósito de presos da Polícia Civil e acabou sendo transferido para a antiga Casa de Detenção, na Glória, Vila Velha, onde deveria aguardar julgamento.
Foi então que aconteceu a fuga da Detenção, cujo prédio foi implodido há poucos anos. Paulinho não tinha nada a ver com o peixe, entrou na história por força das circunstâncias.
O buraco estava aberto, então ele e uns outros trouxas embarcaram na canoa.
Enquanto os bandidões escapavam num carro que os aguardava, Paulinho optou por entrar na maré e se esconder numa ilha no meio da baía. Seis outros presos o acompanharam e, algumas horas depois, foram cercados e mortos a rajadas de metralhadoras. Todos pés de chinelo como Paulinho.
O assunto foi manchete durante vários dias e o caso ficou conhecido como “A chacina da Ilha das Cobras”.
Como sempre acontece nessas ocasiões, instaurou-se o “competente inquérito”, que não demorou para cair no esquecimento tanto da Justiça como da opinião pública.
 Pedro Maia

Evaristo e o macaco folgado

Dizem que macaco é bicho folgado e que, se o homem veio realmente do macaco, tem muita gente por aí que ainda está em plena viagem, ou seja, ainda está vindo. Porém, macaco folgado mesmo era um que, lá pelos idos dos anos 80, vivia nas árvores do Parque Moscoso em regime de liberdade vigiada, se é que macaco pode viver num regime desse. 
Só para se ter idéia do que esse macaco aprontou no que deveria ser uma espécie de zoológico, basta conversar com nosso amigo Evaristo, que quase morreu de raiva do bicho.
Além disso, por pouco, não acabou em cana após um membro da Sociedade Protetora dos Animais resolver tomar as dores do macaco, acusando Evaristo de ser “séria ameaça à sofrida fauna capixaba”.
Tudo começou quando Evaristo ia passando pelo calçadão do Parque Moscoso e uma ema que ali ciscava chamou sua atenção. Quando parou nas grades, do lado de fora, para apreciar o gogó da dita, foi surpreendido por uma mão ágil que lhe arrancou os óculos de acrílico novinhos. Era o raio do macaco.
Então começou a festa. No alto da árvore o bicho fez mil e uma com os óculos do Evaristo que, cá de baixo, tentava atrair o macaco.
Chamava o bicho de Simão, Chico, Quincas, do diabo a quatro, e o macaco não arredava o pé, ou melhor, o rabo do alto da árvore. Nessa altura, os óculos do Evaristo estavam virando um pedaço de arame.
O bicho, da família dos primatas como explicam os entendidos, os colocava na cara, batia com eles na árvore e pulava satisfeito, como se soubesse a agonia que estava causando cá embaixo.
O espetáculo atraiu dezenas de curiosos, cujo contingente aumentou consideravelmente na hora da saída dos estudantes do Colégio Americano, que funcionava ali perto, que aprontaram a maior quizumba com o inusitado acontecimento.
Quando a coisa já estava preocupando os moradores e, principalmente, os comerciantes do pedaço, Evaristo resolveu subir na árvore atrás do macaco, no que foi impedido pelo zelador do parque.
Foi aí que surgiu um cidadão intitulando-se agente da Sociedade Protetora dos Animais e, por pouco, a situação não fica realmente quente.
Após muito bate-boca e presença de uma radiopatrulha, o macaco, lá do alto da árvore, como se tivesse cansado do brinquedo, jogou os óculos justamente em cima do Evaristo, que saiu dali mais enfurecido do que gato jogado na piscina.
O pior aconteceu à noite, quando chegou no boteco, em Jucutuquara, onde sempre passava após o serviço para um papo com os camaradas e uma cervejinha rápida. Só então soube do que acabou de estragar seu dia. Havia dado macaco na cabeça!
Foi por essa época que os responsáveis pelo funcionamento do “n ovo ” Pa rq u e Moscoso, agora com grades e destinado a ser uma espécie de minizoológico, arrumaram um leão – um leão, sim senhor! –, que deveria ser o primeiro animal a dar início aos planos do alcaide de plantão.
Arrumaram uma jaula e botaram o bicho lá, com inauguração e tudo o mais. Só esqueceram que leão é felino de hábitos noturnos e, como Rei das Selvas, chegado a uma leoa nas noites de lua cheia.
Então, toda vez que isso acontecia, ninguém conseguia dormir no entorno do Parque Moscoso: o bicho urrava até o amanhecer.
Dois meses depois despacharam o tal leão, já apelidado de Romeu Desesperado.
A partir daí, a idéia de um zoológico no centro de Vitória também foi para o vinagre.
Menos mal!!!
Pedro Maia.

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