quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Senado vota nesta semana projeto que reduz transparência em campanhas



Proposta que muda legislação eleitoral é o primeiro item da pauta da próxima terça-feira (17). Especialistas dizem que projeto dificulta a fiscalização de eventuais irregularidades

O Senado deve votar nesta semana um projeto de lei, já aprovado pela Câmara, que pode reduzir a transparência e dificultar a fiscalização de eventuais irregularidades em campanhas eleitorais, segundo especialistas e parlamentares ouvidos pelo G1 e pela TV Globo.

A proposta, que muda a legislação eleitoral, a lei dos partidos e outras regras, é o primeiro item da pauta de votações da Casa desta terça-feira (17). Parlamentares favoráveis ao texto têm pressa na análise do projeto, para possibilitar que as novas regras valham já para as eleições de 2020.

Pelo princípio da anualidade, alterações nas regras eleitorais precisam ser sancionadas pelo menos um ano antes do próximo pleito eleitoral. Por isso, a proposta deve ser votada com rapidez e sem alterações em relação ao conteúdo aprovado pelos deputados.

Na semana passada, senadores tentaram colocar a proposta em votação com urgência, mas houve resistência e a análise foi adiada para esta semana.

Inicialmente, o projeto alterava apenas regras para a remuneração de funcionários de partidos políticos. No entanto, o texto foi transformado em uma minirreforma eleitoral.

Entre os pontos do projeto que dificultariam a fiscalização – por parte dos tribunais eleitorais – de eventuais irregularidades em campanhas, estão a prorrogação de prazos para a prestação de contas; a possibilidade de utilização de quaisquer sistemas de contabilidade disponíveis no mercado; e mais tempo para a correção de dados.

Com informações G1

A sorte está mudando: 'Bolão' da liderança do PT leva prêmio de R$ 120 milhões da Mega-Sena


Cada um dos vencedores vai ganhar cerca de R$ 2,5 milhões

A aposta vencedora da Mega-Sena desta quarta-feira, 18, saiu para uma aposta coletiva feita por funcionários da liderança do PT na Câmara dos Deputados. O "bolão" acertou sozinho o prêmio de R$ 120 milhões. Os números sorteados foram: 04 - 11 - 16 - 22 - 29 - 33. O grupo é formado por 49 pessoas entre assessores e funcionários da Câmara.

De acordo com dois vencedores, que pediram anonimato, cada um deles apostou R$ 10. Cada um dos vencedores vai ganhar cerca de R$ 2,5 milhões.

Assim que saiu o resultado, o grupo saiu comemorando pelo corredor chamando a atenção de quem passava. De acordo com um dos vencedores, eles apostam há mais de dez anos, em todos os sorteios.

Além do grupo, 406 apostas acertaram a quina (cinco números) e vão levar R$ 19.407,24 cada uma. Na quadra (quatro acertos) foram 24.366 apostas ganhadoras, que receberão R$ 461,96 cada uma.

O prêmio dos petistas é o terceiro maior prêmio acumulado neste ano e um dos 20 maiores da história. O maior foi sorteado em maio, para um sortudo que apostou pela internet e levou R$ 289 milhões.

Reação
O deputado Aliel Machado (PSB-PR) brincou com o resultado. "Fiquei sabendo que agora há uma orientação no PT contrário a taxar as grandes fortunas", afirmou o parlamentar. Outro deputado, não identificado, pegou o microfone para pedir ao presidente Jair Bolsonaro que entregue um cheque simbólico para o partido.

Lula livre?



Um ótimo achado. Um texto que certamente irá ao encontro de o que boa parte da esquerda, não petista, pensa.

"O PT cobra que a maior pauta da esquerda nesse país seja Lula Livre. Sem Lula Livre não se discute nada. Não se fala de conjuntura, não se discute alternativas. Está terminantemente proibido o pragmatismo com o qual o PT governou por mais de uma década. Agora ser pragmático é traição, oportunismo, abandonar Lula à própria sorte. O PT quer sentar na fila da frente de qualquer evento e estender a faixa Lula Livre. Quem não gostar é porque não quer Lula Livre e se converteu à direita.

Mas o que o PT está fazendo, objetivamente, pra soltar Lula? O PT está articulando grandes passeatas populares com essa pauta? As centrais estão articulando uma greve geral por Lula? O que o PT tem feito nesse sentido além de exigir que qualquer articulação tão pragmática quanto os seus governos foram só seja permitida com a sua bênção e nos seus termos? O PT trabalha pra ir além do acampamento em Curitiba e das caravanas que só dialogam com quem já quer a liberdade de Lula? O partido pretende transformar o Lula Livre em uma movimento político ou seguirá sendo basicamente um movimento estético e cultural?

O PT quer que o país pare por Lula, mas o PT para pelo ex-presidente? Ou só quer parar quem não para? O PT pratica o que prega ou segue subindo no palanque de Eunícios enquanto xinga quem conversa com Kassabs?

E se Lula não for solto, como provavelmente não será? O plano é mais uma candidatura petista em 2022, com Doria captando os votos dos descontentes com Bolsonaro? Basta o Haddad estar lá e ele garante a transferência de Bolsonaro para Doria automaticamente. Isso se chama antipetismo e constatar sua existência não é ser antipetista. É Lula Livre ou Nada, mas perguntamos: é Jair Nada Bolsonaro ou João Nada Doria? Deu super certo em 2018, não?

Não aceite chantagem emocional. Lula Livre, sim. Hegemonia petista a qualquer custo, não."

Pescado no Facebook - Autor desconhecido

terça-feira, 18 de junho de 2019

CCJ aprova convite para Dallagnol explicar troca de mensagens com Moro



A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou hoje (18) um requerimento de convite ao procurador federal Deltan Dallagnol para que preste esclarecimentos sobre trocas de mensagens com o então juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, nas investigações da Operação Lava Jato. A data da sessão ainda não foi marcada.

Na avaliação do senador Ângelo Coronel (PSD - BA), autor do requerimento, o teor da troca de mensagens indica desvirtuamento das funções do procurador e também que o então juiz Sergio Moro extrapolou funções e desrespeitou deveres da magistratura. À época das mensagens, Moro era o juiz responsável por julgar réus alvo da operação, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso.

Sergio Moro

Amanhã (19), às 9h, a CCJ ouve Sergio Moro, que se colocou espontaneamente à disposição para se explicar.

Segundo a presidente do colegiado, senadora Simone Tebet (MDB-MS), a segurança na CCJ será reforçada. A senadora adiantou ainda que ministro terá 30 minutos para uma exposição inicial com direito a réplica e tréplica dos parlamentares.

As supostas conversas pelo aplicativo Telegram, entre Moro e Dallagnol, foram divulgadas no dia 9 pelo site de notícias The Intercept Brasil.




A Anatomia da Insensatez: As Sete Camadas da Estupidez Sistêmica



Dag Vulpi – setembro de 2022

Introdução: O Fenômeno Político da Estupidez

Já se deteve para analisar a recorrência de decisões anacrônicas e disfuncionais que permeiam o tecido das corporações, das esferas governamentais e dos núcleos familiares? Por que estruturas complexas persistem no erro, mesmo quando o colapso é iminente? Para compreender esse fenômeno, é preciso dissociar a estupidez da mera carência de intelecto. Não se trata de um déficit cognitivo ou de falta de acesso à educação formal; falamos aqui de uma patologia social formada por múltiplas faces.

A estupidez possui camadas, mimetiza virtudes e, em seus tons mais perigosos, mascara-se de coragem ou genialidade. O economista Carlo Cipolla, em seu ensaio "As Leis Fundamentais da Estupidez Humana", argumenta que o estúpido é mais nefasto que o criminoso. Enquanto o bandido opera sob uma lógica racional de transferência de benefício (ele ganha enquanto o outro perde), o estúpido promove a entropia: ele gera prejuízo coletivo sem obter qualquer ganho real. A provocação de Cipolla é clara: a estupidez não é um problema individual, mas uma força de erosão civilizatória que, paradoxalmente, costuma vir acompanhada de "boas intenções".

Nível 1: A Ignorância Passiva e a Manutenção do Status Quo

Todo processo de socialização começa na ignorância — uma condição inerente à finitude humana. Como propunha Sócrates, o reconhecimento do "não saber" é o alicerce da sabedoria. Contudo, a ignorância passiva é o estágio inicial onde a ausência de conhecimento ocorre por falta de exposição, sem a mácula da arrogância.

No entanto, quando essa inércia intelectual persiste na vida adulta, ela se torna o solo fértil para o autoritarismo. Estruturas de poder — sejam elas teocráticas, políticas ou educacionais — frequentemente instrumentalizam essa lacuna. Um corpo social que não questiona premissas é mais simples de ser gerido. A ignorância passiva, portanto, não é um pecado individual, mas uma engrenagem fundamental no teatro da dominação política: o despertar é possível, mas a manutenção da inércia é uma escolha institucional.

Nível 2: A Incompreensão Confiante e a Hipertrofia do Ego

O risco real emerge quando a ignorância encontra a autossuficiência. Este é o território do Efeito Dunning-Kruger: indivíduos com baixo repertório em determinada área tendem a superestimar suas habilidades, sendo incapazes de perceber a própria incompetência.

No cenário contemporâneo, esse fenômeno é potencializado pela performance digital. O "idiota confiante" não busca a verdade, mas o aplauso e a validação. Criou-se um paradoxo cruel na comunicação: a convicção absoluta gera mais credibilidade do que a dúvida metódica, mesmo quando a primeira está flagrantemente errada. Como ironizava Nietzsche, as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras, pois elas estagnam o processo de aprendizado em favor de um ego inflado.

Nível 3: O Raciocínio Emocional e a Pós-Verdade

Neste estágio, o sentimento deixa de ser um sinal interno para se tornar o critério absoluto de realidade. O raciocínio emocional, descrito por Aaron Beck como uma distorção cognitiva central, faz com que a pessoa trate suas emoções como evidências factuais: "se eu sinto, logo é verdade".

A lógica torna-se serva do afeto. Através do viés de confirmação, a mente filtra a realidade, descartando dados que contradigam o estado emocional do indivíduo. Na esfera política, isso alimenta o pânico moral e a xenofobia. Movimentos inteiros prosperam baseados em reações instintivas que jamais foram confrontadas com a realidade empírica. Aqui, a razão não foi perdida; ela foi sequestrada pelo ego.

Nível 4: A Cegueira Voluntária e o Negacionismo Estratégico

A cegueira voluntária não é um erro honesto, mas uma negação deliberada da realidade por conveniência ou medo. Como aponta Margaret Heffernan, não se pode consertar um problema que se recusa a reconhecer. Problemas sistêmicos crescem não porque são invisíveis, mas porque o enfrentamento exigiria um desconforto que poucos estão dispostos a suportar.

Esta recusa costuma nascer do instinto de preservação de status. Líderes ignoram comportamentos tóxicos e cidadãos ignoram injustiças óbvias em favor de uma estabilidade frágil. A verdade não está escondida; ela está sendo cuidadosamente silenciada por um pacto de apatia.

Nível 5: A Estupidez Coletiva e a Diluição da Responsabilidade

"Onde todos pensam igual, ninguém está pensando muito." O quinto nível marca a transição do defeito individual para a força de massa. A estupidez coletiva é o fenômeno em que o indivíduo abdica de seu juízo autônomo em favor da conformidade ao grupo.

Experimentos como os de Solomon Asch demonstram que o desejo de pertencimento pode obliterar a percepção sensorial mais óbvia. A multidão possui uma lógica de rebanho que contamina até mentes brilhantes. Em bandos, os homens perdem a racionalidade; recuperam-na apenas um por um. Quando a estupidez se torna norma social, qualquer tentativa de dissidência intelectual é punida com o ostracismo.

Nível 6: A Arrogância Intelectual e o Anti-intelectualismo

Aqui, a estupidez cristaliza-se como identidade. A arrogância intelectual é o momento em que o erro vira motivo de orgulho e a dúvida é vista como fraqueza. O indivíduo não apenas ignora o conhecimento, ele o despreza.

Erasmo de Roterdã, em "Elogio da Loucura", descrevia essa figura como o erudito oco, que se esconde atrás de autoridade para mascarar sua estagnação. A mente transforma-se em uma fortaleza impermeável. Qualquer evidência contrária é lida como um ataque pessoal, e não como um esclarecimento. É a "ignorância sincera" que Martin Luther King Jr. apontava como um dos maiores perigos para a humanidade.

Nível 7: A Estupidez Maliciosa e o Zelo Ideológico

No ápice, a estupidez funde-se a uma força ativa de destruição. O estúpido malicioso acredita piamente estar salvando o mundo enquanto promove o caos. Como observou Dietrich Bonhoeffer, este indivíduo é mais perigoso que o malvado, pois age sem consciência do sofrimento que causa, legitimado por um senso de missão messiânica.

A violência torna-se dever e a mentira torna-se bandeira. É a estupidez conscienciosa, onde sistemas inteiros oprimem e destroem acreditando estarem do lado certo da história. Este é o estágio onde civilizações desabam e regimes totalitários se consolidam sobre mentiras inflamadas por convicções inabaláveis.

Conclusão: O Preço da Lucidez

Como escapar dessa espiral? Não há imunidade total. A lucidez exige um estado de vigilância epistemológica constante. Pensar com profundidade isola; questionar o grupo gera desconforto; e aprender exige a admissão do erro.

O antídoto contra os sete níveis da estupidez é a humildade intelectual. É a disposição sincera de reaprender e a coragem de preferir a dúvida honesta à certeza confortável. Em um mundo de certezas absolutas e barulhentas, a pergunta que resta é: em qual desses níveis você está operando hoje, e terá a coragem de reconhecê-lo?


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Bolsonaro é refém dos 'garotos'



Por Gilvandro Filho

O presidente Jair Bolsonaro é hoje refém dos próprios filhos. Não dá um passo que não seja após ouvi-los. Pretere os seus auxiliares mais diretos em troca do palpite de um dos três. Tem em Flávio, Carlos e Eduardo uma espécie de tríade divina que tudo pode e que pensa ter nas mãos os destinos do Brasil e dos brasileiros. E não é assim. Ou não pode ser assim.

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A crise da hora envolvendo o filho do meio Carlos Bolsonaro e o ex-presidente do PSL e atual ministro Gustavo Bebiano é algo impensável que nem o mais crítico observador imaginaria acontecer.

Carlos não tem nenhum mandato federal, é vereador do Rio e deveria estar cuidando de sua castigada cidade – Flávio é senador e Eduardo, deputado federal -, mas é o filho mais ouvido pelo presidente, estando sempre ao lado do pai, desde a solenidade de posse ao acompanhamento na internação de no Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia abdominal. Controla das redes sociais e a comunicação do presidente. Tudo de maneira informal, já que o governo possui um porta-voz nomeado e no exercício da função.

A situação é surreal. Um filho do presidente da República, sem qualquer importância funcional formal dentro do governo, chega e chama um ministro de Estado de mentiroso. O que faz o pai-presidente? Dá uma enquadrada no filho boquirroto? Tenta demonstrar que o governo não é o que parece? Nada disso. A reação de Bolsonaro-pai é deixar o seu ministro pendurado no pincel ao dizer praticamente a mesma coisa que disse o filho pseudo porta-voz.

Não que Bebiano seja isento de responsabilidade pelo rastilho de pólvora que se arma e precocemente começa a explodir a credibilidade do presidente, do governo e do partido. Ele foi o presidente do PSL antes de Luciano Bivar e tem tanta culpa quanto o sucessor na proliferação do imenso laranjal em que se transformou a legenda. Praticamente todo dia, a imprensa traz uma laranja nova, adubada com centenas de milhões de reais do fundo partidário e que responderam com as menores mais caras votações da História. Mas, daí pegar Bebiano e deixar ele torrar no forno armado por Carlos Bolsonaro, já são outros quinhentos.

A crise toma fôlego a cada lance desse episódio bizarro. A ponto de o presidente da Câmara dos Deputados chegar e jogar azeite na panela fervente. Sem usar de meias-palavras, Rodrigo Maia acusou Bolsonaro de se esconder atrás do filho para demitir um ministro. Mais claro, impossível.

Para um presidente da República, ouvir que não tem coragem de afastar um ministro e precisa, para tal, de um biombo familiar, convenhamos, é algo inédito na República. Não há notícia de um governo que, com 45 dias de vida, esteja tão enrolado, em boa parte, por causa da parentada do chefe do Executivo. E de um chefe de Executivo que não consegue conter a parentada intrometida.

O Brasil não é a casa dos Bolsonaro. Alguém, no entanto, precisa dizer isto ao presidente. Mas não é o bastante. E é bom o próprio presidente ter ouvidos e sensibilidade para entender, aceitar e efetivamente mudar a situação. A pena para essa surdez pode ser dura demais. Para o presidente e para o país.

Nessa crise envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebiano, assistir ao noticiário do governo na televisão tem sido constrangedor. Parece um bando de desnorteados tentando disfarçar a gravidade, tanto do escândalo envolvendo o PSL quanto do agravamento da crise de relacionamento que isto provocou.

O quadro é muito ruim. A ingerência dos "garotos" em tudo e sobre todos deixa o País parado, após dois meses e meio de governo. O resultado é uma horda de aliados magoados e desrespeitados. É uma base parlamentar dividida e atônita. A maioria, vale lembrar, não simpatiza com Carlos Bolsonaro e fecha com Bebiano. Como é o caso, também, do vice-presidente Hamilton Mourão e até do ministro Chefe da Casa Civil, Ônix Lorenzoni.

Resta saber se essa "unanimidade" afetará Bolsonaro e o fará se decidir entre ser o presidente ou o pai super protetor. O segundo caso vence com folga, até agora.

Via portal 247

Gustavo Bebianno diz que está recebendo ameaças



Ameaças teriam iniciado neste fim de semana, depois que o imbróglio envolvendo seu nome e o governo Bolsonaro se agravou.

Por Estadão Conteúdo

Brasília – O ainda ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, disse ao Broadcast que está recebendo ameaças pelo WhatsApp.

As ameaças teriam iniciado neste fim de semana, depois que o imbróglio envolvendo seu nome e o governo Bolsonaro se agravou.

O ministro não deu mais detalhes sobre as ameaças. Mas falou a interlocutores que já identificou algumas pessoas e que vai tomar previdências.

Nesta segunda-feira (18), os filhos de Bolsonaro voltaram a atacar Bebianno nas redes sociais. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgou um link de um texto que chama o ministro de “traidor” e “funcionário incompetente”.

A crise atual foi gerada por vazamentos de áudios de WhatsApp por Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, e por Bebianno.

Com sua situação no governo Bolsonaro ainda indefinida, Bebianno, está recluso na manhã desta segunda-feira, 18. A esperada exoneração ainda não foi publicada em edição extra no Diário Oficial da União. Enquanto isso, ele segue no hotel em que mora em Brasília.

No domingo, o ministro almoçou em um restaurante de gastronomia portuguesa em Brasília, na companhia da família e do suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o empresário Paulo Marinho. Na saída, Bebianno falou ao jornal O Estado de S. Paulo que precisava “ficar quieto, acalmar a cabeça”. À noite, preferiu não sair. Pediu o jantar no quarto do hotel.

Em sua agenda oficial desta segunda, não há compromissos oficiais marcados. Reservadamente, Bebianno tem deixado clara sua mágoa com a atitude do filho do presidente Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, que o chamou de mentiroso. Em conversas, o ministro tem dito que o ciúme exacerbado que Carlos tem do pai foi colocado acima do projeto de melhorar o País.

Via Portal EXAME

Planalto deixará pacote anti-corrupção de Moro em 'banho-maria'


Estratégia visa evitar que projeto atrapalhe negociações da reforma da Previdência

O pacote anti-corrupção e de combate ao crime organizado, que deve ser enviado pelo ministro da Justiça Sérgio Moro ao Congresso nesta terça-feira (19), vai tramitar mais lentamente do que a reforma da Previdência. O governo quer priorizar as mudanças na aposentadoria, que chega à Câmara na quarta (20), evitando que os assuntos se misturem.

De acordo com o blog da Julia Duailibi, no 'G1', parte dos deputados, incluindo o presidente da Casa, Rodrigo Maia, acredita que o pacote de Moro pode prejudicar as negociações da Previdência. Isso porque parlamentares que se opõe com pontos do pacote anti-corrupção podem retaliar o outro projeto.

Observando isso, o Planalto pretende "segurar" o projeto de Moro por um tempo. "Vamos segurar em um segundo plano", disse ao blog um integrante da Casa Civil.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, chama de "marcha natural" o andamento do projeto de Moro, mas admite que "a prioridade zero é a reforma da Previdência. Se aprovada a reforma, se Deus quiser, aí todo o esforço será para a aprovação (do pacote de Moro)".

Bolsonaro deve levar pessoalmente texto da Previdência ao Congresso


Bolsonaro ainda não definiu o formato do pronunciamento à nação que pretende fazer no mesmo dia

O presidente Jair Bolsonaro deve ir na quarta-feira (20) ao Congresso levar pessoalmente o texto da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência.

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a ideia é que, no início da tarde, ele entregue o texto nas mãos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Bolsonaro ainda não definiu o formato do pronunciamento à nação que pretende fazer no mesmo dia. Inicialmente, ele havia sido convencido a fazer um discurso em cadeia nacional de rádio e televisão.

Agora, passou a considerar a possibilidade de fazer uma live nas redes sociais, formato que adotou durante toda a campanha eleitoral. Na semana passada, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou que a proposta vai prever idades mínimas para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

O requisito, no entanto, não será aplicado imediatamente. Há um período de transição para que a idade mínima alcance esse patamar.

No caso dos homens, ele será de 10 anos e para mulheres será de 12 anos, o que torna a proposta mais dura do que a apresentada ex-presidente Michel Temer (MDB) e que sofreu ajustes na Câmara.

A intenção do governo é ainda enviar um texto que aumenta o tempo de serviço mínimo exigido para militares de 30 para 35 anos. Com informações da Folhapress. 

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Sobe para 121 número de mortos em Brumadinho; há 226 desaparecidos



A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu e ao menos uma transbordou nesta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km.

Até a tarde deste sábado (2), 121 corpos haviam sido encontrados. Desses, 93 já foram identificados, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas. Ainda há 226 desaparecidos, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais.

A barragem 1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para a contenção de rejeitos e estava desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de acidente era alto.

Pelos números 0800 285 7000 (Alô Ferrovia - prioritário) e 0800 821 5000 (Ouvidoria da Vale), a mineradora está recebendo informações sobre sobreviventes encontrados e desaparecidos, além de solicitações de apoio emergencial (abrigo, água, cesta básica, roupa, medicamento, transporte etc.). As autoridades, no entanto, pedem cautela nos contatos. Segundo o tenente Aihara, do Corpo de Bombeiros, ligações com informações falsas têm atrapalhado e atrasado o trabalho das equipes de buscas.

A Defesa Civil informou nesta quarta (30) que não precisa de novas doações para auxiliar as vítimas no momento. Com informações da Folhapress.

Rússia segue EUA e suspende tratado de desarmamento nuclear



"Vamos dar uma resposta simétrica aos Estados Unidos", disse o presidente Vladimir Putin
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou neste sábado (2) a suspensão da participação da Rússia no tratado de desarmamento nuclear, em resposta à medida similar adotada pelos EUA.

"Vamos dar uma resposta simétrica [aos EUA]. Os nossos parceiros norte-americanos anunciaram que suspendem a sua participação no tratado. Pois nós também o fazemos", disse o líder da Rússia, citado pelas agências noticiosas russas, em uma reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, e da Defesa, Sergei Shoigu.

Putin afirmou ainda que os EUA estão, há anos, a ignorar as iniciativas russas de desarmamento e "o tempo todo à procura de pretextos para desmantelar o sistema de segurança existente".

O presidente russo pediu também aos responsáveis pelas pastas de Negócios Estrangeiros e da Defesa que não iniciem novas negociações com os EUA até que "os parceiros norte-americanos amadureçam para acompanhar um diálogo consistente e igual" sobre uma questão que é "muito importante" para a Rússia e para todos os seus "parceiros e o resto do mundo".

Ao mesmo tempo, negou que a Rússia pretenda agora participar de uma nova corrida armamentista com Washington. "Não devemos nem vamos deixar-nos arrastar para uma cara corrida armamentista", disse.

Já Lavrov disse que Moscou "tentou fazer todo o possível para salvar o tratado, tendo em conta a sua importância para a segurança estratégica na Europa e no mundo".

Enquanto isso, o chefe da Defesa destacou que os EUA "anda há anos a infringir o tratado" de desarmamento acordado durante a Guerra Fria e propôs que a Rússia desenvolva um míssil terrestre hipersônico de médio alcance, uma iniciativa que foi aprovada.

Os EUA deram à Rússia até hoje para cumprir o tratado de maneira "verificável", um ultimato que foi rejeitado pelas autoridades do país, que acusaram Washington de aumentar o risco de uma guerra nuclear no mundo.

O secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo confirmou na sexta-feira que os EUA vão retirar-se do tratado de armas nucleares de médio alcance e o presidente Donald Trump responsabilizou a Rússia por violar esse acordo.

Donald Trump afirmou que os EUA "aderiram totalmente" ao pacto por mais de 30 anos, mas que não podem continuar limitados aos seus termos enquanto a Rússia deturpa os seus termos.

O chefe da diplomacia norte-americana assegurou, contudo, que Washington estava "pronto" para continuar a discutir com a Rússia "o assunto do desarmamento".

No início de dezembro, Pompeo tinha dado à Rússia 60 dias para desmantelar os seus novos mísseis de longo alcance, violando o tratado aos olhos dos norte-americanos e da Aliança Atlântica. Caso a Rússia recusasse, Pompeo tinha ameaçado iniciar a retirada dos EUA do tratado, procedimento que se estende por seis meses.

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