domingo, 5 de janeiro de 2014

Do risco de ser gentil em tempos grosseiros


“SOBE”, grita o homem correndo para o elevador lotado, prestes a iniciar sua viagem rumo ao topo do prédio comercial de 20 andares. A essa hora da manhã, perder o elevador significa chegar atrasado ao trabalho, então ele corre mais rápido. Nenhuma das tantas pessoas já embarcadas faz qualquer esforço para ajudá-lo em sua empreitada. Ninguém segura a porta de aço, ninguém aperta o botão que retarda a partida da nave, ninguém sequer lhe dirige um olhar de solidariedade e torcida, “corre, pobre diabo, você vai conseguir, eu acredito em você”. Nada. Ninguém.
Agora é ele e somente ele contra o tempo e as próprias forças. O elevador começa a fechar as portas, o homem corre ainda mais veloz e os passageiros do lado de dentro o assistem indiferentes, imóveis. Ele já prevê a si mesmo sozinho, do lado de fora, maldito excluído, marginal fracassado, enquanto seus colegas desconhecidos seguem impolutos rumo ao topo. Ferido no orgulho, ele tenta uma vez mais. Não, ele não será abatido assim tão fácil. Não sem luta. E num último impulso ele estica o braço e alcança a porta do elevador com as pontas dos dedos, no instante exato em que suas duas metades se encontrariam. Ele conseguiu! Parabéns, bravo homem! Você é um feliz passageiro do cubículo de aço e lâmpadas e botões que ganhará as alturas.

"Sabotar a copa de 2014 é sabotar o Brasil"


Em artigo especial para o 247, Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, disseca o movimento que começa a ganhar força na mídia conservadora, para transformar num fiasco o Mundial de 2014; "haveria ganhadores com o fracasso da Copa, sim: os políticos sem votos que veem nessas manifestações a única possibilidade de vencerem a eleição presidencial contra a forte candidatura de Dilma Rousseff à reeleição", diz ele; leia a íntegra

Profecias da IBM: cinco coisas que mudarão nosso futuro

Em um mundo que se transforma num ritmo cada vez mais rápido, é difícil imaginar como será o nosso futuro até mesmo a curto prazo. Os especialistas da megaempresa IBM tentam imaginar essas mudanças. Eles nos mostram 5 hipóteses fascinantes sobre como a tecnologia mudará nossas vidas nos próximos 5 anos

Por: Equipe Oásis

Em dezembro de 2006 a IBM lançou a iniciativa "5in5" e passou a apontar a cada ano as cinco coisas que mudariam nossas vidas nos próximos cinco anos. Também neste final de 2013 chegam pontualmente as previsões dos especialistas da empresa, válidos até 2018.

Se nas previsões feitas o ano passado, válidas até 2017, aparecia a hipótese de um computador capaz de reconhecer os odores e receitas culinárias tornadas ainda mais apetitosas graças a conselhos digitais, este ano os argumentos que mudarão nossas vidas são muito diferentes e interessantes. Aqui estão eles:

Madalena



O vidro da porta estremece. Silêncio. Ouve passos afobados no passeio, e batidas firmes na janela. É o agiota, tem certeza. Conhece esse jeito de chamar. Onde iria arranjar trezentos contos? A janela de aço bambeia. Sapatos picotando no cimento do alpendre. E ela bem quieta. A terceira vez nessa semana, e a semana só tem sete dias. Se o João descobrir ela se ferra. É caso daquelas brigas onde ela sabe que chora. E põe a culpa na filha, que é gastadeira, danada, desmiolada; faz contas nas lojas e depois ela tem que cobrir. Lavando roupa pra fora, faxineira e até uns salgados. Mas o dinheiro é miúdo. É luz, e mantimento e o telefone cortado. “Cê não põe freio nessa menina, tem que por freio nessa menina” – ele avisa quando vira a cara pro canto e suspira.

Barulho na porta. Antes isso que a loja, ela pensa. O homem da loja é encrenqueiro. E falador. Um fofoqueiro. Coisa mais feia do mundo é homem fofoqueiro. Seu Carlos? Não. De jeito nenhum. Agiota que dá com a língua nos dentes perde dinheiro. Seu Carlos é muito discreto. Sabe fazer negócio. Sempre que precisa pode contar com ele. Quantas vezes? Muitas, muitas vezes... Cada sufoco!... E ela sabe que vai precisar de novo. Cedo ou tarde. As contas sempre aumentam, ela sabe muito bem. O dinheiro do João só encurta. A menina depois de moça dá muito gasto.
— Madalena! — grita a voz lá fora.

Agora não tem dúvida. E fica quieta espiando a sombra de pernas esgueirando—se debaixo da porta. Vai ter que atender, não tem jeito.

Abre a porta.

— D. Madalena. Tudo bem?
— É o senhor, Seu Carlos, vamo chega, uai!
— Já tem dias que venho aqui, mas não encontro a senhora...
— Pois é, Seu Carlos... É essas faxinas que faço pra fora, né? Senta, Seu Carlos. 


Aceita um café?
Ele senta e aceita o café. E quando ela deixa a sala, com seu vestido branco de florzinha amarela, ele espia as batatas das pernas parrudas que ela depilou hoje pela manhã.

— O café, Seu Carlos – na xícara de porcelana que ganhou da avó no casamento.

Ela senta e cruza as pernas.

— Cafezinho da senhora é uma beleza, D. Madalena... A Joana não acerta na mão, sabe?
— Sei, Seu Carlos...
— Quase não tomo café. Não dá nem gosto... Mas esse café da senhora, é uma beleza!
— Ai, obrigada... Desde pequena que eu faço. Acabei pegando o jeito, né?... O senhor aceita um pão-de-queijo?
— Não, muito obrigado. Vou ficar só no cafezinho mesmo.

Ficam em silêncio. E ela imagina uma desculpa bem boa pra dar. Pensa em falar que não recebeu um dinheiro que tinha pra receber. Que a filha ficou doente e foi obrigada a gastar o dinheiro que tinha separado pra ele.

— A situação tá feia, né, D. Madalena? — ele diz repousando a xícara no colo.
— É essa crise Seu Carlos... Todo mundo anda apertado — e baixa os olhos.
— Nunca vi crise assim, D. Madalena. E se não fosse por isso, eu não viria aqui falar com a senhora.
— E se já não bastasse a crise, ainda acontece cada coisa com a gente, né?... Minha filha ficou doente esses dias, e remédio anda tão caro...
— Anda mesmo, mas doença não pode esperar. Em primeiro lugar a saúde, D. Madalena.
— Ah, sim... A saúde em primeiro lugar.
— Mas o quê que ela teve?


Ela hesita.

— Como que é mesmo... Um nome complicado... Tem hora que eu me esqueço...
— Mas é grave?
— Se tratar no começo, o doutor disse que não... Mas remédio anda tão caro, Seu Carlos... Tava com o dinheiro do senhor aqui separadinho, mas a menina adoeceu e eu tive que gastar. Tenho dinheiro pra receber por conta de faxina, mas o povo atrasa, sabe?
— Sei como é essas coisas, D. Madalena. Mas a menina tá melhor?
— Mais ou menos...
— Esses trem de saúde são muito complicado mesmo... A Joana, minha esposa, também tá doente.


Teve internada, fez um monte de exame e eu não paguei o hospital até hoje, D. Madalena. Estão me mandando cobrança em cima de cobrança... E eu não sei o que eu faço. Porque do jeito que a Joana tá, periga deu ter que internar ela de novo, aí não sei como é que vou fazer...

— Complicado demais...
— Muito complicado.
— Acontece que eu não tenho mesmo... Não tenho de onde tirar.
— Seu marido não tem?
— Meu marido nem sabe do nosso negócio, Seu Carlos... Ele me vigia muito nos gastos, já expliquei isso pro senhor...
— Sim, eu lembro...
— Pra mim pedir dinheiro pra ele, tenho que falar pra quê que é... E ele não me passa o dinheiro, ele mesmo vai lá e paga... O João é muito sistemático... E se ele souber que eu devo o senhor. Nossa senhora...
— Eu compreendo... Mas acontece que eu preciso desse dinheiro, D. Madalena — diz meio sem graça.
— Eu entendo o senhor, mas se não fosse essa doença da minha filha... Aceita mais um café?


Ele aceita. E quando ela levanta, ele vê a calcinha branca aparecer no meio das cochas sem que ela perceba.

— Cafezinho bom...
— Mas como eu tava falando... Se não fosse a doença da minha filha...
— E eu ainda tenho passado por outros problemas, D. Madalena...
— Que problemas, Seu Carlos?
— Ah, a Joana não anda muito bem comigo... Ainda mais com a doença agora...
— E que doença ela tem?
— Não anda bem da cabeça... Tem a conta do hospital.... E esses médicos de cabeça são muito caros, e tudo à vista, a senhora sabe... Tratamento demorado... Mas com isso a gente até que se vira, pula de um lado pro outro e acaba dando um jeito de pagar... Mas essas coisas de marido e mulher é muito difícil... Já tem bem tempo que a gente não faz nada, a senhora entende?
— Entendo...
— Eu fico muito sozinho...


Silêncio. E ele baixa a cabeça. Ela olha nos sapatos dele. Sapatos bem novos. E depois nas mãos sem calo.

— A gente tem umas fases meio difíceis mesmo, Seu Carlos... A vida é dura.
— É, a vida é dura...


Ele olha no pé dela, no chinelo havaiana balançando. No joelho redondo e lembra dela menina. E conta uns casos de antigamente, de fulano e ciclano, de quem casou com quem e separou de quem: isso dura uns vinte minutos.

— Quando a gente é novo tudo é mais simples, né?
— É sim, Seu Carlos... Ah, mas é porque era a gente que dava problema... Agora é a gente que resolve. Eu não tive problema de saúde não, mas era bem danada — e sorri.
— Não era não, D. Madalena... Era uma moça bem direita.
— Ah, mas minha mãe ficava no pé... Eu tinha era medo... Ela só queria meu bem, né?
— A gente até deu umas namoradas naquele tempo, a senhora se lembra?


Ela ri. E mexe o corpo no sofá.

— Foi mesmo, Seu Carlos. Eu bem que lembro... Eu era bem rapariga. Não sabia das coisas.
— Ah, a senhora sempre foi muito bonita, D. Madalena.


Ela se inclina um pouco pra trás. Mexe no cabelo preso. E olha pra ele.

— Ando tão descuidada...
— Mas continua bonita... Com todo respeito.


Ela olha nas roupas bem novas do homem. E no rosto dele bem conservado pra quarenta e poucos anos.

— O senhor acha?
— Sim, continua bonita como naquele tempo.
— Seu Carlos, Seu Carlos...
— O quê, D. Madalena?
— O senhor, falando essas coisas...
— Mas é a verdade, com todo respeito.
— Sei...
— Aliás, não me esqueço daquele dia...
— Eu era muito nova... E tinha medo das coisas...
— Ainda tem medo?
— Seu Carlos, Seu Carlos... O senhor não vai conseguir... — sorri.
— Conseguir o quê, D. Madalena?
— Isso que o senhor está pensando... Não sou dessas... Tenho marido, tenho filha...
— Eu também tenho esposa...


Ficam em silêncio. Meio sem graça.  

— Se o João descobre... — ela sussurra.

Belfagor: um diabo que é mandado à terra para, como humano, verificar o que é o matrimônio.


A única história curta, conhecida, de Nicolau Maquiavel. Um diabo é enviado à terra para verificar porque todos os homens que chegam ao inferno apresentam como causa única de estarem ali o fato de serem casados

Nicolau Maquiavel

Nas antigas memórias das crônicas de Flo­rença lê-se uma história relacionada a um homem san­tíssimo que, em meio à devassidão da época, era mui respeitado por todos seus contemporâneos. Certo dia, absorto em suas piedosas meditações, conseguiu ver que as almas dos infelizes mortais que morriam pecadores e que iam para o inferno lamentavam — se não todos, pelo menos a maior parte — que a razão de tal desdita devia-se ao fato de terem-se casado. Minos e Radamanto, juntos com ou­tros juízes do inferno, ficaram deveras admirados e, não po­dendo dar crédito às calúnias que tais almas lançavam ao sexo feminino, deram ciência disso a Plutão, tanto mais que tais la­mentações só faziam crescer. Plutão então deliberou examinar o caso de perto com todos os príncipes do inferno para, só depois, tomar partido do que fosse julgado o mais conveniente para descobrir a falácia e saber a verdade por inteiro. Convocou-os, pois, ao conselho, e falou nos seguintes termos: 

— Embora eu, meus diletos amigos, por disposição celeste e vontade do destino, e ainda que me encontre acima do juízo de Deus e dos homens, no entanto, como maior prova de sabedoria e prudência, resolvi consultar-vos hoje sobre a conduta que devo seguir num caso que poderia redundar em infâmia para nosso império. Todas as almas dos homens que entram em nosso reino pretendem ter sido causa disso a própria mulher, o que não nos parece possível. Condenando tal afirmação, talvez os levianos nos acusem de maldade; caso não o fizermos, talvez os injustos nos considerem demasiado indulgentes e pouco afeitos à justiça. Querendo evitar uma e outra acusação, e não encontrando um meio para tal, decidimos convocar-vos a fim de que nos ajudeis com vossos conselhos e façais com que este reino continue a viver sem infâmia, como sempre tem vivido.

Blatter, da FIFA: "haverá protestos durante a copa"


Presidente da Fifa admite que Mundial de 2014 terá de conviver com manifestações mais estruturadas do que as da Copa das Confederações; segundo o cartola, o Brasil tomou consciência do tamanho do desafio de receber uma Copa tarde demais; "É o País mais atrasado desde que eu estou na Fifa e, portanto, foi o único que tinha tanto tempo – sete anos – para se preparar", disse Blatter, que assumiu suas funções na entidade em 1975

A poucos meses para o início da Copa do Mundo no Brasil, o otimista presidente da Fifa, como se define Joseph Blatter, faz uma constatação: haverá novos protestos e manifestações durante o Mundial de 2014.

O bicho-papão voltou

Publicado em dezembro 29th, 2013 | por A Priolli
O neoliberalismo tão triunfante do final do Século XX, que acreditava ter encerrado a História e iniciado um reinado perpétuo, esfarelou-se universalmente nos últimos anos e essa foi a única boa notícia que a sua agonia trouxe.

No rastro de infelicidade e caos deixado pela crise financeira começada em 2008, sobraram poucas almas – fora das redações da mídia corporativa brasileira, evidentemente – que ainda acreditam no projeto neoliberal.

Nem em seu pior pesadelo, entretanto, os claudicantes neoliberais poderiam imaginar que a sua derrota levaria ao resgate do comunismo. Não mais como ideologia de estatização total da sociedade, mas um comunismo como priorização do comum, do público, do social, contra as formas de apropriação e fruição privada da existência.

Acumulam-se as reflexões sobre esse novo comunismo, redivivo na generosidade de sua utopia de igualdade entre todos os humanos, mas revisto e revigorado para os desafios do Século XXI.

Fantasmas bem visíveis

Publicado em dezembro 27th, 2013 | por Gabriel Priolli
Quem vê nítidas semelhanças entre o clima do pré-golpe de 1964 e a intenção permanente de desestabilização dos governos populares inaugurados com Lula; quem não se conforma com a volta da histeria anticomunista, agora focada no “lulopetismo”; quem percebe o fascismo em ascensão no Brasil e denuncia, é uma gente tensa e angustiada, que vive sob permanente cobrança. O mínimo que nos dizem é que exageramos, que não há nenhuma intenção golpista no ar.


Para esses incrédulos, os de boa fé, recomendo a leitura do texto abaixo, publicado por Hildegard Angel em seu blog. Se a mim parece que o fantasma da volta do horror é bastante concreto, porque não falta gente inconsequente para cevá-lo diariamente na mídia, nas redes sociais e nos parlamentos, imagine então para uma pessoa que teve irmão e mãe assassinados pelo regime dos generais – essa magnífica obra política que devemos à tradição, à família e à propriedade senhorial brasileira.

FHC pede novo rumo: um choque liberal no país


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cotado para ser vice de Aécio Neves numa chapa puro-sangue em 2014, não poderá ser acusado de falta de coerência. Em artigo publicado neste domingo ("Mudar o rumo"), nos jornais O Globo e Estado de S. Paulo, FHC, que traça a linha de ação do PSDB e será, na prática, um dos formuladores do plano de governo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pede um novo rumo ao País, que pode ser traduzido na retomada da agenda liberal dos anos 90.

Jornalista denuncia "a jogada da copa"


Um dos profissionais mais premiados da história da televisão brasileira, Gabriel Priolli, que já editou o Jornal Nacional e comandou o jornalismo de emissoras como Record e Gazeta, denuncia: golpistas farão de tudo para melar a Copa do Mundo de 2014, no Brasil; "Quem sabe se, em meio ao eventual fiasco da Copa, os eleitores não resolvem jogar toda a culpa em Dilma?", questiona Priolli; neste domingo, a Folha convoca os brasileiros para um ensaio dos protestos, já no mês de janeiro, numa coluna com um título que repete o mote dos baderneiros: "Não vai ter Copa"; será?

Setores conservadores da sociedade brasileira, descrentes de sua capacidade de chegar ao poder pelas vias convencionais, teriam um plano: promover a "aventura catastrofista" da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A tese é levantada pelo jornalista Gabriel Priolli, um dos mais consagrados profissionais da televisão brasileira.

Colunista da Folha: "Não vai ter Copa"


"A Copa é, óbvio, um prato cheio de desperdício, politicagem autoritária, incompetência e outros acintes. A depender do gosto do freguês manifestante, não vai ser difícil contrastar essa despesa perdulária e arbitrária com algum motivo de revolta com a selvageria social e a inércia política brasileiras", diz o colunista Vinícius Torres Freire, que anuncia um ensaio das manifestações já em 25 de janeiro, em todas as cidades-sede do Mundial

Erundina: "Falta coerência política ao PSB"


Aposta de Marina Silva para disputar o governo de São Paulo e, assim, afastar o PSB de Eduardo Campos do tucano Geraldo Alckmin, deputada federal evita entrar na polêmica mas não descarta candidatura: “Não podemos colocar as coisas nesses termos, para não quebrar a unidade PSB-Rede”; sem citar diretamente a responsabilidade de Campos na falta de sentido político nos acordos regionais, ela culpa a “lógica eleitoral que se superpõe a tudo” 

Cogitada por Marina Silva para disputar o governo de São Paulo e assim afastar o PSB de Eduardo Campos do tucano Geraldo Alckmin, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) se diz contra a estratégia desenhada pelo partido: "A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país".

Ano eleitoral deve influenciar na pauta do Congresso


Na avaliação do diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, como orçamento da União foi votado em dezembro, o governo vai depender pouco do Congresso no ano que vem: “O governo deve mais segurar que fazer andar votações e só vai se empenhar naquilo que não implicar em aumento de despesas”

Blog Dag Vulpi – Com carnaval em março, Copa do Mundo no Brasil e eleições, 2014 não deve ser um ano de votações de temas muito polêmicos no Congresso. Apesar do ceticismo de muitos parlamentares, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) disse que entre as prioridades para a retomada dos trabalhos em fevereiro está a votação da reforma política também defendida pelo colega do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador alagoano, defende a proposta da presidenta Dilma Rousseff de realizar a reforma com base em uma consulta popular, já que, segundo ele, está claro que o Poder Legislativo não é capaz de avançar sozinho nesta questão.

Custo da ALE “é um escárnio”, diz procurador


O chefe do Ministério Público de Alagoas, Sérgio Jucá, considera estratosférico o custo do Poder Legislativo de Alagoas: "É um escárnio para a sociedade. A única dedução que se pode fazer dessas irregularidades é que estão fazendo caixa de campanha com recursos da Assembleia", afirma ele, referindo-se a investigação que o MPE faz sobre os gastos do Legislativo

Blog Dag Vulpi – O chefe do Ministério Público de Alagoas classifica de estratosférico o custo do Poder Legislativo do Estado: "É um escárnio para a sociedade. A única dedução que se pode fazer dessas irregularidades é que estão fazendo caixa de campanha com recursos da Assembleia. Este custo do Legislativo de Alagoas para a sociedade é justamente o tema da investigação que estamos realizando. Custo que é um insulto, num estado pobre como Alagoas", critica.

STF começa ano com reajuste de R$ 1,4 mil


De acordo com uma portaria publicada na sexta-feira no Diário da Justiça, desde o dia 1º de janeiro, o salário dos ministros passou de R$ 28.059,29 para R$ 29.462,25, um reajuste de cerca de 4,9%; valor serve de parâmetro para o cálculo dos vencimentos dos demais magistrados do país

André Richter - Repórter da Agência Brasil
Blog Dag Vulpi – Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram o ano com aumento de aproximadamente R$ 1,4 mil nos salários. De acordo com uma portaria publicada na sexta-feira (3) no Diário da Justiça, desde o dia 1º de janeiro, o salário dos ministros passou de R$ 28.059,29 para R$ 29.462,25, um reajuste de cerca de 4,9%.

Folha desce o sarrafo em Mantega: "sofrível"


Jornal contesta, em editorial, a qualidade do superávit primário de R$ 75 bilhões anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para acalmar os "nervosinhos"; ou seja: mesmo com a meta cumprida, críticos da política econômica não se satisfazem

Blog Dag Vulpi - O superávit de R$ 75 bilhões nas contas públicas, anunciado com antecedência pelo ministro Guido Mantega para "acalmar os nervosinhos", não foi bem recebido na Alameda Barão de Limeira, em São Paulo, onde funciona a sede da Folha de S. Paulo.

Governo paga aluguel de R$ 54 mil a diplomata em NY


Guilherme de Aguiar Patriota, adjunto do irmão, o ex-ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota, na missão do país na ONU, vive do outro lado do Central Park, na região nobre do Upper West Side

Blog Dag Vulpi – O governo brasileiro arca mensalmente com um aluguel de US$ 23 mil, o equivalente a R$ 54 mil, para o embaixador Guilherme de Aguiar Patriota em Nova York.

O diplomata é adjunto do irmão, o ex-ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota, que assumiu a chefia da missão do país na ONU após a polêmica fuga do senador boliviano Roger Pinto para o Brasil.

Há uma crise conjugal na Casa Branca?


Blog Dag Vulpi - O presidente deixou Honolulu, na noite de sábado, depois de um período de férias que foi preenchido com vários jogos de golfe e jantares fora. Ele e suas filhas estão programados para chegar em Washington no domingo; Michelle decidiu permanecer; rumores sobre crise conjugal surgiram durante o funeral de Nelson Mandela

Por Jeff Mason -  (Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai dar à sua esposa o presente de aniversário que muitos pais só podem sonhar - tempo fora, sozinhos e sem as crianças.

A Casa Branca disse no sábado que a primeira-dama Michelle Obama ficaria no Havaí, onde a família estava de férias nas duas últimas semanas, em vez de voltar para casa com seu marido e suas duas meninas.

Guerra suspeitaria de indecisão de Aécio


Tese é do jornalista Elio Gaspari; segundo ele, ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, estaria tentando garantir espaço para os tucanos além do governo de Pernambuco, caso a candidatura de Eduardo Campos deslanche

Blog Dag Vulpi - A aliança PSB-PSDB em Pernambuco não se restringe ao plano local. Tem repercussões nacionais e está relacionada à suposta hesitação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com sua candidatura. A tese é do jornalista Elio Gaspari, que publicou nota a respeito:

Merval: Barbosa concorre no máximo ao Senado


Blog Dag Vulpi - Ao traçar um cenário para 2014, o jornalista Merval Pereira, colunista do Globo, não contempla uma candidatura de Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, ao governo do Rio de Janeiro nem à presidência da República.  "Uma eventual candidatura do ministro Joaquim Barbosa a uma vaga para o Senado pode ser fator novo na disputa, influenciando a corrida pelo governo do Rio. Há pequenos partidos oferecendo legenda para o presidente do Supremo disputar o governo estadual, mas nada indica que esteja inclinado a mais essa aventura, como classificou o ex-presidente Fernando Henrique a possibilidade de Barbosa vir a ser candidato à Presidência da República", diz ele.

Leia, abaixo, sua coluna:

O chamado Triângulo das Bermudas da política brasileira, formado pelos estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, reúne 42% do eleitorado nacional e, diante das mudanças na geografia política do Norte e do Nordeste, deve ser o centro das batalhas decisivas da eleição presidencial de 2014.

"Não vai ter Copa"

Colunista da Folha - Vinícius Torres Freire

Manifestações marcadas para começar no dia 25 podem embaralhar previsões para este 2014

"NÃO VAI TER COPA" é o mote de protestos marcados para o dia 25 de janeiro, em todas as capitais, ou pelo menos nas "capitais da Copa". Seria um ensaio da reestreia dos protestos, iniciativa de alguns daqueles grupos que desencadearam as manifestações de 2013.

Como tais grupos são desarticulados e dispersos, é difícil saber o que articulam. Muito menos é possível saber se vai haver repeteco da articulação esdrúxula, acidental e mesmo indesejada entre pequenos grupos de esquerda e massas indignadas mas apolíticas, o grosso de quem foi às ruas.

Maconha legal é debate que assusta presidenciáveis


Quem tem medo da descriminalização da maconha? Os presidenciáveis, pode-se dizer; de Dilma Rousseff (PT) a Eduardo Campos (PSB), somente Aécio Neves (PSDB) tocou recentemente no tema, afirmando ser contra a legalização da canabis; a presidente e o governador driblam até aqui o assunto; "Uma droga nunca anda sozinha", rechaçou Dilma na campanha de 2010; mas a legalização pega fogo no mundo de 2014; após o Uruguai, do presidente Pepe Mujica, ter liberado plantio, comercialização e consumo, estados americanos do Colorado e Washington aprovaram uso "recreativo"; em outros 18 Estados dos EUA erva vale para fins medicinais; Bob Marley (1945-1981) segue sendo ícone dos adeptos; vídeo com Peter Tosh (1944-1987), de 'arma' em punho

Por Marco Damiani, do 247
Blog Dag Vulpi – Pode-se tapar os ouvidos, fechar os olhos, calar a boca e, sobretudo, apertar o nariz, mas o fato é que nunca esteve tão aceso no mundo, como agora, o debate sobre a descriminalização e a legalização do uso da maconha.

Maranhão pode estar a caminho da intervenção


Onda de violência leva sindicato dos ônibus a proibir o transporte entre as 18h e as 5h; caos teve início com a situação dos presídios, de onde os detentos determinaram assaltos, saques e estupros, além de ataques aos coletivos; procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já cobrou medidas concretas da governadora Roseana Sarney, que tem até segunda-feira para apresentar respostas diante da crise; menina de seis anos está internada em estado gravíssimo, com 90% do corpo queimado

Blog Dag Vulpi - A onda de violência em São Luís, que culminou com os ataques a quatro ônibus na última sexta-feira, deixará a população sem transporte entre as 18h e as 5h. A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão, em reunião ocorrida neste sábado.

Chapa café-com-leite se impõe a Aécio contra PSB


Presidenciável mineiro vê circunstâncias da eleição presidencial de outubro mudarem rapidamente; arranjo de chapa Eduardo Campos-Marina Silva, no PSB, mexe fortemente no quadro eleitoral; ao correrem num puro sangue partidário, socialistas têm pesquisas que mostram ultrapassagem espetacular sobre os tucanos; Aécio Neves tem chance de reagir chamando ex-presidente Fernando Henrique para cumprir papel de candidato a vice; chapa café com leite, com mineiro e paulista juntos, causaria impacto nos dois maiores eleitorados do País; de quebra, uniria o PSDB; por que não?

Blog Dag Vulpi – Uma chapa café com leite, como era típico na Velha República, está se impondo ao PSDB. Mineiro de quatro costados, o presidenciável Aécio Neves já percebeu que as circunstâncias das eleições de 2014 estão mudando rapidamente, e que será preciso acompanhar o ritmo para não ficar para trás. Um vice paulista é a solução. Hoje, o nome, paradoxalmente, é do carioca Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente cuja carreira política foi toda ela desenvolvida em São Paulo.

Ciência dá passos de gigante: As dez maiores descobertas de 2013


A origem dos raios cósmicos, a utilidade do sono, novas abordagens na luta contra o câncer: a pesquisa científica em 2013 foi longe, e promete muito mais no futuro


Por: Equipe Oásis
 Blog Dag Vulpi - Como em todo final de ano que se respeite, chegou o momento de prestar contas. As feitas pela revista Science a respeito das descobertas científicas mais importantes do ano que termina estão entre as mais abalizadas e esperadas. Entre o sono que restaura as energias, a origem dos raios cósmicos e novas terapias contra o câncer, aqui estão os estudos mais marcantes feitos em 2013

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