sexta-feira, 29 de junho de 2012

TST é o primeiro tribunal a divulgar salários de ministros


O Tribunal Superior do Trabalho é o primeiro tribunal brasileiro a divulgar, em seu site, a relação nominal de salários de ministros e servidores, conforme determina a Lei de Acesso à Informação. A lista está disponível desde as 13h30 desta sexta-feira, na área de Transparência do Portal, sessão Remuneração.

O presidente do TST, ministro Oreste Dalazen, conforme regista a lista, recebeu, em maio, R$ 21.670 líquidos, tendo descontado R$ 2,9 mil para a previdência social e R$ 5,6 mil de Imposto de Renda. Em diárias de viagem, no mesmo mês, Dalazen recebeu R$ 18,3 mil.

De acordo com o TST, a divulgação obedece à regulamentação assinada em 19 de maio pelo presidente do tribunal, três dias depois da entrada em vigor da lei. Além da publicação da lista de remunerações, a resolução cria o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC).

Pelo serviço, qualquer pessoa física ou jurídica pode consultar informações de seu interesse, por meio de formulário no Portal do TST ou pessoalmente, das 9h às 18h. Não é necessário justificar os motivos para o pedido e o fornecimento de informações é gratuito, salvo se houver necessidade de reprodução de documentos, hipótese em que as cópias são cobradas.


Governo libera R$ 581 milhões para obras em portos de sete estados


Brasília - O governo federal, por meio da Secretaria de Portos, liberou R$ 581 milhões para o pagamento de obras que já estão em andamento ou em processo licitatório. O decreto que permitiu o aumento de capital social da Companhia Docas de sete estados foi publicado na última terça-feira, no Diário Oficial da União.
Segundo a Secretaria de Portos, entre as obras que receberam os recursos estão os terminais de passageiros dos portos de Salvador (R$ 18 milhões), Fortaleza (R$ 79,5 milhões) e Natal (R$ 30,5 milhões). Também estão na lista a construção de três píeres de atracação no Porto do Rio de Janeiro, que receberá R$ 133 milhões, e o alinhamento de cais no Porto de Santos, com R$ 79,9 milhões.
Pelo decreto, o governo autoriza o aumento do capital social com a emissão de novas ações, mediante créditos da União consignados no Orçamento Geral. Os maiores valores são para a Companhia Docas do Rio de Janeiro, com aporte máximo de R$ 228,8 milhões e a Companhia Docas do Estado de São Paulo, até o montante de R$ 129,9 milhões. O aumento de capital deverá ser aprovado por assembleia geral de acionistas. Por Sabrina Craide Repórter da Agência Brasil

ES gastou em 4 anos R$ 453 milhões para construir presídios


Para o relator da Comissão de estudos sobre drogas, deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL), o ES não faz um trabalho eficaz de combate às drogas e à criminalidade no estado. De acordo com o deputado, o estado possui três vezes mais presos do que a média nacional.

De acordo com Carimbão, o ES gastou entre 2006 e 2010, R$ 453 milhões na construção de presídios no estado, um valor muito acima do investido por outros estado. 

Para o parlamentar, esse dinheiro deveria ter sido empregado em ações de prevenção e acolhimento de usuários de drogas, já que "80% dos presos são usuários". 

Apesar do alto investimento - feito no segundo mandato do governo Paulo Hartung (PMDB) - o ES é um dos mais violentos do país, já tendo inclusive sido denunciado por organismos internacionais de direitos humanos. 

"O ES tem hoje 14 mil presos e possui 3,5 milhões de habitantes. Essa proporção é assustadora e muito acima da média nacional. O estado gastou muito para construir cadeias. se você revertesse isso em investimentos em escolas, em prevenção e acolhimento de dependentes químicos, porque 80% desses presos são usuários de drogas, você teria um resultado muito mais importante num futuro próximo. Existe metodologia muito mais eficiente e mais barata para tratar o problema. O ES gastou e não resolveu o problema", disse o deputado. 

Carimbão diz que o ES gasta em média R$ 35 milhões por mês para manter seus presos, e ao mesmo tempo vê uma explosão de violência nas três principais cidades do estado: Vitória, Serra e Cariacica. 

O relator está articulando, ao lado do presidente da Comissão, o deputado capixaba Dr. Jorge Silva (PDT), uma reunião com o governador Casagrande para mostrar os estudos sobre o aumento da violência e da população carcerária no estado. 

"É um absurdo economicamente falando o dinheiro que estado gasta sem obter resultados. Se pegar a força de outros programas de prevenção, de reinserção social, de acolhimento, teríamos uma diminuição desse índices. Eu estou marcando uma conversa com o governador Casagrande depois desses estudos que fiz sobre o ES. Quero contribuir e, ao lado do Dr. Jorge agora como presidente da Comissão, ficará mais fácil", disse. Fonte www.agenciacongresso.com.br

Chávez considera entrada da Venezuela no Mercosul uma derrota do imperialismo


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou nesta sexta-feira a incorporação de seu país como membro pleno do Mercosul a partir de julho, destacou seu "impacto geopolítico" e o considerou uma "derrota" do imperialismo e das burguesias.

"É um dia histórico que deve ser comemorado. É preciso comemorar, terá ressonância geopolítica em primeiro lugar", declarou Chávez em entrevista por telefone ao canal multiestatal "Telesur", sediado em Caracas.

Os presidentes do Brasil, Argentina e Uruguai decidiram na cúpula semestral do Mercosul realizado na cidade argentina de Mendoza, sem a presença de representantes do Paraguai, somar a Venezuela como membro pleno após um processo iniciado em 2006, mas que estava estagnado pela negativa do Congresso paraguaio.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a incorporação da Venezuela será concretizada em reunião especial no dia 31 de julho, no Rio de Janeiro. EFE

Mercosul aprova entrada da Venezuela e suspende Paraguai


Em uma decisão polêmica e surpreendente, os chefes de Estado do Mercosul, reunidos em Mendoza, na Argentina, aprovaram, de comum acordo, na tarde desta sexta-feira, a admissão da Venezuela como membro-pleno do bloco. O anúncio vem acompanhado da manutenção da suspensão do Paraguai do organismo em razão da desaprovação do processo de destituição de Fernando Lugo.

"A República Bolivariana da Venezuela será incorporada como membro pleno do Mercosul", anunciou a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. A decisão da entrada da Venezuela é polêmica por ocorrer exatamente no momento em que o Paraguai - cujo Congresso vinha barrando a candidatura de Caracas - é mantido suspenso do bloco, ainda que, conforme o esperado, nenhuma sanção econômica tenha sido adotada.

"Adotamos de pleno acordo esta decisão", falou Kirchner sobre a Venezuela. "É uma grande honra, mas também uma grande oportunidade, pois estamos convocando toda a região à necessidade de uma união maior, uma união mais ampliada, que nos permita enfrentar uma crise, e, como todos nós assinalamos, produzida nos países ricos e que igualmente vai impactar sobre nossa economia". O ingresso deve ocorrer oficialmente no dia 31 de julho, no Rio de Janeiro.

A decisão sobre o Paraguai foi dada pelo chanceler argentino, Héctor Timerman, que considerou, com base no Protocolo de Ushuaia, que "a plena vigência das instituições democráticas é condição necessária para o desenvolvimento do processo de integração. (...) Toda ruptura da ordem democrática constitui um obstáculo inaceitável para a continuidade do processo de integação."
Na prática, a suspensão retira o direito à participação de reunião e ao voto do Paraguai até a restauração da ordem democrática, a se dar com as eleições presidenciais marcadas para abril de 2013. A decisão, disse Timerman, é "suspender a república do Paraguai do direito a participar dos órgãos do Mercosul e das deliberações nos termos do artigos 5 do Protocolo de Ushuaia. Tal suspensão não diminui não diminui o compromisso com o bem estar e o desenvolvimento do Paraguai nem deve produzir prejuízo algum ao povo paraguaio."

Dilma promete esforço para garantir eleições livres no Paraguai


Dilma Rousseff recebeu a presidência semestral do Mercosul da governante argentina Cristina Kirchner

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, se comprometeu nesta sexta-feira em realizar todos os esforços para que em abril do próximo ano sejam realizadas eleições democráticas no Paraguai, país que foi suspenso hoje do Mercosul.

"Faremos nossos melhores esforços para que as eleições de abril no Paraguai sejam democráticas, livres e justas", disse Dilma ao receber a presidência semestral do Mercosul de mãos das da governante argentina, Cristina Kirchner.

Em meio à cúpula semestral do bloco, que ocorreu na cidade argentina de Mendoza, Dilma disse que outro grande desafio de seu primeiro mandato à frente do Mercosul será fortalecer o bloco frente os efeitos da crise global.

"Este momento é muito importante para nossa região. Ainda somos uma das regiões menos afetadas pela crise e por isso temos que fazer da integração de nossas economias um fator relevante", afirmou.

Para a presidente brasileira, o bloco tem capacidade para atender as necessidades das economias e das sociedades, tanto em âmbito econômico como democrático. "Estamos aqui para garantir que nosso patrimônio de integração seja cada vez mais fortalecido", afirmou Dilma.

Neucimar admite que eleição em Vila Velha será decidida em dois turnos


O atual prefeito e candidato à reeleição à prefeitura de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), disse que decidiu concorrer porque ainda não concluiu todos os projetos que planejou para a cidade. “Ainda há muito a ser feito”. Ele disse também que entrou na disputa porque não quer que “Vila Velha retroceda”. 

Na entrevista que concedeu a Século Diário na última segunda-feira (25), que vai ao ar neste sábado (30), Neucimar, inicialmente, evitou rivalizar com os demais candidatos – Max Filho (PSDB), João Batista Babá (PT), Rodney Miranda (DEM) e (provavelmente) Hércules Silveira (PMDB). Quando perguntado sobre qual seria o seu principal adversário, foi lacônico: “Meus maiores adversários são o tempo e o passado da cidade”, desconversou.

Diante da insistência dos interlocutores, porém, Neucimar, com certo tom de ironia, provocou seus adversários e “avaliou” cada um deles. “Nós vamos para as eleições com os números. Acho que cada candidato terá oportunidade de mostrar o que já fez na vida pública e quais os resultados que eles deram nas pastas em que atuaram. O ex-prefeito [Max Filho], por exemplo, terá oportunidade de dizer o que fez quando esteve prefeito; o Babá vai ter oportunidade de dizer o que o PT fez quando governou a cidade de Vila Velha [mandato tampão de Magno Pires (PT), que ficou à frente da prefeitura por apenas um ano, 1988 a 1989]; o deputado Hércules vai ter oportunidade de dizer o que ele fez pela saúde, como médico, como vereador. Quanto de recurso ele já colocou para construir clínicas hospitalares em Vila Velha, quantas unidades de saúde ele ajudou a construir na cidade; o Rodney terá oportunidade de mostrar os indicadores da violência na época em que ele foi secretário de Segurança do Espírito Santo. Ele terá que dizer em quantos por cento ele conseguiu reduzir os índices de homicídios, os furtos, roubos, assaltos durante a gestão dele”. 

Mesmo após as críticas, Neucimar disse que nunca considerou os outros candidatos adversários. Ele afirmou que Max Filho, Babá e Hércules é que fazem oposição ferrenha ao seu governo. “Eles nunca falaram bem de mim, nunca me elogiaram, só fizeram críticas”, queixou-se Neucimar.

O tom da entrevista de Neucimar mostrou que a disputa em Vila Velha vai ser acirrada e tensa. Rodney, que ainda é uma incógnita na disputa, corre por fora. No cenário político que se desenha para o município canela-verde ainda paira a dúvida sobre a candidatura de Hércules Silveira, principal opositor do governo de Neucimar, que deve confirmar seu nome na noite desta sexta-feira (29) no Clube Arci, no Ibis. Só não sabe se ele vem sozinho ou com o PMDB em peso. 

Mostrando confiança no seu taco, Neucimar, pasmem, disse que é até bom que Hércules venha para a disputa. Via SD | José Rabelo 

CCJ da Assembleia dá sinal verde para aprovação de ‘PEC do foro privilegiado’


Mesmo sob críticas da comunidade jurídica, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (Ales) deu parecer positivo para aprovação da proposta que muda o foro das ações judiciais que possam resultar na suspensão ou perda de direitos políticos ou mandato de parlamentares. Apesar da polêmica, a matéria apresentada pela Mesa Diretora há menos de dez dias está próxima de ser votada em plenário.

No entendimento dos membros da CCJ, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 07/2012) que estabelece o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) como foro nos casos indicados é constitucional. O parecer da comissão é apenas o primeiro no qual o projeto será submetido. No entanto, a declaração da legalidade da proposta – na visão dos parlamentares – é um indicativo de que o texto deve avançar, independente das críticas.

Logo após a revelação da tramitação do projeto, na última semana, juristas e representantes de entidades de magistrados criticaram o texto que, segundo eles, usurpariam a função do Judiciário. Nos bastidores, a proposta foi vista como uma forma de protecionismo entre os próprios deputados, já que dois atuais parlamentares - José Carlos Elias (PTB) e Nilton Baiano (PP) - chegaram a ficar na berlinda em função de condenações judiciais em primeira instância.

De acordo com a proposta de autoria da Mesa, a Constituição Estadual passaria a trazer mais um inciso no artigo 109, que trata das competências do Tribunal de Justiça. Seria incluído um dispositivo apenas para tratar das ações que possam resultar na suspensão ou perda de direitos políticos ou na perda da função pública ou de mandato eletivo. Em todos esses casos, o foro das ações seria o Tribunal de Justiça, em analogia ao que prevê a Constituição Federal em relação aos casos envolvendo governadores, congressistas, desembargadores e conselheiros do Tribunal de Contas.
Na justificativa do projeto, os autores da matéria preparam um tratado jurídico, citando desde jurisprudências do Supremo Tribunal Federal (STF) até garantias fundamentais de agentes políticos. “A prerrogativa de foro é uma garantia que assegura posicionamentos seguros no seio da instituição, resguardando os valores da harmonia, disciplina, igualdade, segurança jurídica, dentre outros”, narra um dos trechos da matéria. Via SD

Eleições em Presidente Kennedy podem terminar em duelo de implicados na Justiça


Um prefeito preso por suspeitas de corrupção e afastado pela Câmara de Vereadores de um lado. Do outro, um ex-prefeito condenado à prisão pela Justiça por aplicação indevida de verbas públicas. Esse é o provável cenário das próximas eleições em Presidente Kennedy, rico município no litoral sul capixaba. Mesmo atrás das grades há mais de dois meses, o prefeito Reginaldo Quinta (PTB) foi confirmado nesta semana como candidato à reeleição. Seu principal adversário será seu ex-aliado, o ex-prefeito Aluízio Correa (PR), que terá a candidatura homologada neste sábado (30).

A confusão política em Presidente Kennedy – também alvo de um pedido de intervenção feito pelo Ministério Público Estadual (MPES) – corrobora com o quadro de instabilidade entre as instituições no chamado Emirados Árabes capixabas. Os dois principais candidatos são alvos de pesadas ações judiciais, relegando a pobre população a uma condição de mero espectador na arena política.

No cenário atual, Quinta mantém o prestigio junto à parcela significativa da população, sobretudo, aquela contemplada pela política assistencialista do petebista. Parte do eleitorado chegou a pedir o retorno dele ao cargo, mesmo após ser apontado nas investigações da Polícia Federal como o chefe da quadrilha que se instalou no município, acusada de desvios da ordem de R$ 55 milhões.

Politicamente, o prefeito afastado goza de condições favoráveis em relação ao atual grupo que comanda o município – liderado pelo vereador Jardeci de Oliveira Terra (PMDB), que assumiu o comando da prefeitura interinamente. Dentro do partido, Quinta conta com um aliado de primeira hora no comando do diretório municipal, Stéfano Stulzer de Almeida, o Maradona, que chegou a ser apontado com provável vice na chapa.

Apesar do clima de favoritismo do prefeito preso, o principal concorrente que surge no mercado política kennedense é o ex-prefeito Aluízio Correa – que teve Quinta como vice no mandato que se encerrou em 2007. O republicano também enfrenta uma situação delicada na Justiça.

Na semana passada, o juiz Ronaldo Domingues de Almeida confirmou uma condenação do republicano a uma pena de seis anos de reclusão em uma ação penal que tratava da aplicação indevida de verbas públicas no ano de 2002. Ele responde ainda a uma Ação Civil Pública também movida pelo Ministério Público, há quase sete anos. Via SD

Justiça condena Marcelo Coelho e Ademar Devens por farra de diárias


O juiz Thiago Vargas Cardoso, da Vara da Fazenda Pública de Aracruz (norte do Estado), condenou o ex-vice-prefeito e hoje deputado estadual Marcelo Coelho (PDT), além do atual prefeito Ademar Devens (PMDB) e mais 15 pessoas ao ressarcimento de diárias pagas indevidamente a vereadores do município entre 1997 e 1999. Na decisão, os condenados serão obrigados a ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 400 mil. A sentença na ação de improbidade administrativa pode interferir no pleito de outubro, já que o nome do pedetista surge como o favorito à sucessão municipal.

De acordo com a sentença prolatada no início do mês de maio e publicada nesta sexta-feira (29), o juiz considerou procedente a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPES) sobre o repasse ilegal de verbas aos vereadores no pagamento de diárias para participação de congressos e seminários. Além de desembolsar as diárias de hospedagem, a própria Câmara custearia, segundo a ação, o pagamento de inscrições e passagens aéreas aos participantes dos eventos que aconteceriam em diversas cidades turísticas do País.

Nos autos, o Ministério Público sustentou que não havia legislação que permitisse os repasses, assim como a administração sequer cobrava a necessidade de prestação de contas sobre os gastos nas viagens. Fatos que levaram o magistrado a ser taxativo quanto à ocorrência de dano aos cofres públicos: “O prejuízo ao erário, no caso vertente, é inequívoco, posto que, repita-se, foram efetuados diversos pagamentos na monta de R$ 442.757,59, em favor dos vereadores locais, sem que houvesse qualquer previsão legal”, indicou Vargas Cardoso.

Todos os condenados, na época dos repasses considerados ilegais, atuavam como vereadores no município – na legislatura 1997 a 2000. Além do ex-vice-prefeito Marcelo Coelho, do atual prefeito, Ademar Devens e o vice, Jones Cavaglieri (PSB), foram considerados culpados Gilberto Luiz Pinheiro, Carlos Roberto Bermudes Rocha, Cláudio Spinassé, Sixto Nelson Quiñonez Dias, Marilza Teixeira Furieri, Aderval Vieira Gonçalves, Margareth da Silva Cabidelli, Rosane Ribeiro Machado, Marlene Souza do Nascimento, Pedro Tadeu Coutinho, Dirceu Cavalheri, Felomena Maria Scarpatti, Cláudio Bof e o espólio de Antônio Ghidetti.

Consta no sistema processual do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) que todos os condenados já apresentaram recurso contra a decisão.

Tabuleiro eleitoral

A condenação judicial atinge dois possíveis candidatos (Marcelo Coelho e Jones Cavaglieiri) à prefeitura nestas eleições. O pedetista é apontado como o principal favorito no pleito. O palanque do ex-vice-prefeito – que ainda responde a ações de improbidades durante a gestão do ex-prefeito Luiz Carlos Cacá Gonçalves, atualmente preso – pode ser composto por até 14 partidos.

Enquanto o atual vice-prefeito também quer chegar ao posto de prefeito, função que chegou a ocupar por sete meses durante o afastamento de Devens. Cavaglieri vem como um palanque mais modesto com quatro siglas de pequeno porte, mas chega sendo o candidato do partido do governador Renato Casagrande. Os socialistas apostam no discurso de renovação da política local, após a enxurrada de denúncias contras as últimas administrações.

Candidatura de Luciano Rezende ganha novo fôlego com os apoios do PP e PDT


Quase ninguém discorda que nas últimas semanas a candidatura do deputado estadual Luciano Rezende (PPS) vinha sofrendo um arrefecimento. Os observadores políticos indicavam que o candidato perdera força por causa do isolamento do PPS. Mas Luciano demonstrou reação nas últimas horas que antecedem o anúncio das convenções partidárias. Neste sábado (30), o partido deve anunciar a coligação com o PP e PDT - dois partidos que vinham sendo cobiçados pelos outros candidatos.
 
Selando o apoio, Luciano sai do isolamento e ainda reduz consideravelmente as chances de o candidato tucano, o ex-prefeito da Capital, Luiz Paulo Vellozo Lucas, liquidar a fatura ainda no primeiro turno.
 
Ao lado do PP e PDT – com chances de ainda trazer o PSC -, Luciano se habilita para buscar os votos necessários para assegurar seu nome no segundo turno. Parte desses votos deve vir dos eleitores do PSDB. Isso explica porque Luiz Paulo alimentava esperanças de ter o PPS no seu palanque.
 
Outro que aparece para “roubar” votos dos três principais cabeças de chave na Capital – Luiz Paulo, Iriny Lopes (PT) e Luciano – é o deputado José Esmeraldo (PR). O PR inclusive estava muito próximo de adensar a base de apoio que vem sendo montado pelo candidato do PPS. O acordo encruou justamente em José Esmeraldo, que não quis abrir mão da candidatura para disputar a prefeitura de Vitória.
 
Esmeraldo defendeu sua posição em uma reunião nessa quinta-feira (28) com lideranças do partido. Pragmático, o deputado provou aos seus pares que o projeto político de ter candidatura própria em Vitória era viável e estratégico para o crescimento do partido na Grande Vitória, que hoje tem suas forças concentradas em Vila Velha, com a candidatura à reeleição do prefeito Neucimar Fraga.
 
Para selar seu nome, o deputado do PR mostrou dados que o colocam em crescimento nas intenções de voto, o que indica que o nome do republicano vem ganhando espaço entre os eleitores da Capital. O PR assentiu, então, que a candidatura de Esmeraldo é estratégica para as pretensões de crescimento do partido.
 
Com a pulverização de candidatos e a probabilidade da eleição em Vitória ser definida em dois turnos, outro que sai aliviado é o governador Renato Casagrande. Corre nos bastidores que Casagrande se movimentou bastante nos últimos dias para “fermentar” a candidatura de Luciano. A notícia da confirmação da candidatura de José Esmeraldo também acabou sendo vista como uma boa surpresa para o Palácio Anchieta.
 
Se Luiz Paulo confirmasse o prognóstico de alguns analistas e vencesse ainda no primeiro turno, o resultado imporia uma derrota dolorida para o governo. Uma vitória acachapante do tucano, ainda no primeiro turno, colocaria em xeque o poder de fogo de Casagrande na segunda maior vitrine eleitoral do Estado.
 
A “ressurreição” de Luciano, a confirmação da candidatura de Esmeraldo e a possibilidade de o PSB ainda caminhar com o PT de Iriny, seriam abrangentes o bastante para manter satisfeitos todos os partidos da base aliada, deixando o governador “bem na foto”.

Parlamentares criticam suspensão temporária do Paraguai do Mercosul


Senadores da base aliada ao governo criticaram hoje (29) a decisão do Mercosul de suspender temporariamente o Paraguai do bloco. O anúncio foi feito ontem (28) à noite pelo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota. Ele destacou que não haverá sanções econômicas ao país vizinho.
“O ministro Patriota escreveu uma das páginas mais tristes da diplomacia brasileira”, disse o presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ). O senador é um dos autores do requerimento aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, nesta semana, para que Patriota esclareça o posicionamento do Brasil em relação ao impeachment do ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo.
A princípio, Patriota deverá comparecer ao Senado no dia 11 de julho. A data, entretanto, pode ser alterada, dependendo da agenda do ministro. Segundo Dornelles, não caberia ao Brasil e aos países do Mercosul outra decisão se não a de acatar o impeachment votado e aprovado pelo Parlamento do Paraguai e referendado pela Suprema Corte do país.
Para o vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF), a posição adotada pelo Mercosul representa uma “ingerência” externa no Paraguai. “Deveriam ter respeitado uma decisão interna do país”, disse Argello.
O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), concordou com Argello e afirmou que, apesar de não ter havido consulta ao partido, tem certeza que de a maioria da bancada é contra a decisão do Mercosul. Para Raupp, teria sido mais prudente ouvir o Congresso Nacional antes de levar qualquer posicionamento para deliberação com os integrantes do bloco do Mercosul.
Diferentemente dos senadores, líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a decisão do bloco foi influenciada pela tese do Brasil de não prejudicar economicamente o Paraguai. “A sanção política do Mercosul é suficiente para mostrar a desaprovação dos países membros com o golpe no Paraguai”, ressaltou Chinaglia.
Fernando Lugo teve o mandato cassado no dia 21 deste mês pelo Congresso do Paraguai em um processou de impeachment que durou 24 horas. Em seu lugar assumiu o vice-presidente Federico Franco, integrante do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), que estava fora do poder há mais de 70 anos.
Marcos Chagas Repórter da Agência Brasil | Edição: Nádia Franco

Europa fecha acordo para capitalizar bancos e reduzir pressão sobre Itália e Espanha


Os líderes da zona do euro fecharam um acordo na madrugada de hoje (29) para maior integração econômica da região, com ênfase na capitalização bancária. O pacto firmado entre os países da zona do euro terá investimentos de 120 bilhões de euros, o equivalente a pouco mais de R$ 310 bilhões.
Em uma queda de braço diplomática, os premiês italiano, Mario Monti, e espanhol, Mariano Rajoy, condicionaram a adesão de seus países à obtenção de mecanismo para acesso direto dos bancos aos fundos de resgate europeus. A chanceler alemã Angela Merkel, que resistia à idéia, cedeu, mas exigiu que o Banco Central Europeu se converta no único supervisor das entidades financeiras.
Até agora, os estados tomavam dinheiro emprestado dos fundos e depois repassavam aos bancos. Isso, entretanto, estava aumentando a dívida pública, como se viu nos casos da Espanha e da Itália, a ponto de os juros cobrados pelos mercados se tornarem insustentáveis.
Pelo acordo fechado em Bruxelas, os bancos poderão buscar capital diretamente nos fundos criados para a estabilização da zona do euro. Outro ponto acordado é que os fundos de resgate europeus também vão comprar diretamente nos mercados os títulos soberanos dos países em maior dificuldade.
Dessa maneira, Itália e Espanha conseguiram arrancar dos vizinhos, em particular da Alemanha, um pacto para reduzir a pressão dos mercados sobre as dívidas dos dois países.
Conforme anunciou o presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, os líderes europeus aprovaram a criação de uma instância única de supervisão dos bancos da zona do euro, com participação do Banco Central Europeu.
Merkel, que teve que fazer concessões, afirmou nesta sexta-feira que se manteve fiel a seus princípios aceitando os compromissos destinados a ajudar os países em dificuldade da zona do euro.
“Eu acho que realizamos algo importante, mas continuamos fieis à nossa filosofia: nenhuma prestação sem contrapartida”, afirmou a chanceler. “Continuamos inteiramente no esquema precedente: prestação, contrapartida, condições e controle”, declarou.
Enquanto isso, o presidente francês, François Hollande, defensor da ideia do pacto, saudou os primeiros efeitos do acordo. O documento parece ter gerado confiança nos investidores. Os juros das dívidas italiana e espanhola já caíram na abertura dos mercados, nesta sexta-feira.
Da Radio França Internacional | Edição: Davi Oliveira

Em outra vitória, PSD ganha no TSE fatia maior do Fundo Partidário


O PSD terá direito a uma fatia maior do Fundo Partidário, segundo definiu hoje (29), por 4 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Os ministros que votaram a favor do partido aplicaram a mesma tese adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu, também nesta sexta-feira, dar mais tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV para a legenda criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Acolheram o pedido do PSD o relator, ministro Marcelo Ribeiro, que havia apresentado seu voto antes de deixar o tribunal, e os ministros Marco Aurélio Mello, Antonio Dias Toffoli e Nancy Andrighi. Os votos contrários foram da presidenta do TSE, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, e do ministro Arnaldo Versiani.
Assim como o tempo de propaganda, a verba do Fundo Partidário é rateada de acordo com a representação dos partidos na Câmara dos Deputados – 5% divididos igualmente entre as legendas e 95% distribuídos de acordo com a votação para deputado federal obtida nas últimas eleições.
Com a decisão, o PSD deve passar a receber cerca de R$ 1 milhão mensais, mas o valor exato ainda será calculado pelo TSE. Atualmente, o partido tem a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados, com 52 deputados e 48 em exercício. No entanto, a legenda recebe apenas R$ 43 mil mensais referentes à partilha igualitária entre os 30 partidos brasileiros. O Fundo Partidário tem dotação orçamentária de cerca de R$ 300 milhões em 2012.
Débora Zampier Repórter da Agência Brasil | Edição: Davi Oliveira

Saúde receberá R$ 994 bilhões em investimentos até 2014


Rio de Janeiro – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou hoje (29) investimentos de R$ 994 bilhões no setor de saúde até 2014. A prioridade será o fortalecimento da pesquisa e da produção de medicamentos e equipamentos médico-hospitalares no país, disse o ministro, durante seminário sobre saúde e desenvolvimento.
“Nossa estimativa é que, com as margens de preferência [dadas a 80 itens nacionais que poderão ser comprados com preços até 25% superiores aos dos concorrentes intarnacionais], combinada à ampliação da capacidade de financiar a renovação e melhoria dos equipamentos médico-hospitalares, podemos ter um impacto positivo de reduzir em US$ 2 bilhões as importações desse tipo de equipamento no país”, ressaltou o ministro.
De acordo com Padilha, o governo vai também estimular ainda a produção de biotecnológicos, que representam aproximadamente 30% do orçamento da pasta da Saúde, embora estejam presentes apenas em 5% das unidades de tratamento no país.
Ele anunciou uma série de iniciativas para estimular a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a produção nacional, entre elas, nove novas parcerias público-privadas para este ano, além das 34 já existentes, para a produção de equipamentos, medicamentos e vacinas.
Em pouco mais de um ano, o poder de compra de medicamentos do governo cresceu de 5,8% para 12,5% sobre o orçamento final  (R$ 1,9 bilhão para R$ 7,7 bilhões). O governo oferece 810 medicamentos gratuitos à população e a produção nacional de medicamentos gerou economia de R$ 400 milhões para o ministério em 2011.
“Hoje a saúde mobiliza 8,8% do Produto Interno Bruto [PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] ou R$ 364,58 bilhões. Isso é mais do que o agronegócio ou o turismo conseguem mobilizar”, disse Padilha. Ele lembrou que cerca de 90% do mercado de vacinas é movimentado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que o setor emprega 10% da força de trabalho do país.
Outra estratégia para aumentar a demanda por produtos nacionais na área da saúde é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para oferecer aos estados e municípios um nova linha de financiamento para compra de equipamentos com 60% de componentes nacionais, que pretende dobrar o investimento direto em equipamentos médico-hospitalares com conteúdo nacional.
“É mais um esforço para estimular a compra de equipamentos médicos-hospitalares produzidos aqui, que têm um impacto muito importante na economia, sobretudo, no setor privado brasileiro, e assim ajudar a reverter o déficit de balança comercial que existe na compra de bens no nosso país”. O ministro não divulgou o valor do financiamento ou uma previsão para o lançamento da linha de crédito.
A perspectiva de crescimento da indústria da saúde é de 9,8% e o déficit da economia da saúde gera cerca de US$ 10 bilhões por ano, sendo US$ 3,18 bilhões somente em equipamentos, máquinas e materiais, segundo dados do ministério.
Por Flávia Villela Repórter da Agência Brasil | Edição: Nádia Franco

Com alta do dólar e redução de gastos com juros, dívida pública deve ficar em 35% do PIB este ano


Brasília – Com a alta do dólar e a redução dos gastos com juros, a dívida líquida do setor público em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – deve encerrar este ano em 35%, segundo projeção divulgada hoje (29) pelo Banco Central (BC). A estimativa anterior era 35,7%. No final do ano passado, a dívida líquida do setor público em relação ao PIB ficou em 36,4%.
Essa expectativa de redução da dívida é explicada, principalmente, pela alta do dólar. Isso ocorre porque o país é credor na moeda norte-americana, ou seja, as reservas internacionais e outros ativos são maiores do que a dívida externa.

Portanto, quanto mais alto o dólar, menor será essa relação entre a dívida e o PIB. Em abril, quando o dólar encerrou o período em R$ 1,89, a dívida líquida do setor público em relação ao PIB ficou em 35,7%. Em maio, esse percentual ficou em 35%, com o dólar cotado a R$ 2,02. Esse foi o menor patamar registrado na série histórica do BC, iniciada em 2001. Para junho, a projeção do Banco Central, com base na projeção do mercado financeiro para o dólar em 2,06, é 34,5%.
No caso da estimativa para o ano (35%), é considerada a estimativa do mercado financeiro para o dólar ao final de 2012 em R$ 1,95. Além do dólar, nessa projeção são levados em conta outros indicadores como índices de inflação, o PIB e a taxa básica de juros, a Selic.

Com os cortes da Selic, feitos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, desde agosto do ano passado, os gastos do setor público com juros também são menores e assim a dívida cai. A Selic corrige parte da dívida, assim como índices de inflação, que também estão menores este ano do que em 2011. “Os indexadores da dívida, tanto a inflação quanto a taxa básica, mostram declínio este ano em relação ao ano passado. Isso impacta na despesa de juros”, explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

“Despesas com juros menor contribuem para que se tenha um superávit primário [economia para o pagamento de juros da dívida] melhor e uma redução significativa da dívida líquida. O câmbio é importante nesse cálculo, mas a obtenção de primários é determinante para a redução da dívida líquida”, acrescentou Maciel.

A projeção do BC para a relação entre despesas com juros e o PIB foi ajustada 4,3% para 4,5%. No ano passado, essa relação ficou em 5,71%. O déficit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos os gastos com juros, em relação ao PIB deve ficar em 1,4%, ante 1,2% previstos anteriormente. Segundo Maciel, esse aumento nessas projeções acontece porque a estimativa do BC para o crescimento do PIB este ano diminuiu de 3,5% para 2,5%.

De acordo com Maciel, para o superávit primário, o BC espera o cumprimento da meta de R$ 139,8 bilhões. De janeiro a maio, esse resultado positivo ficou em R$ 62,865 bilhões, o que corresponde a 45% da meta. Em maio, o superávit primário (R$ 2,653 bilhões) foi menor do que no mesmo período do ano passado (R$ 7,506 bilhões) e abril de 2012 (R$ 14,24 bilhões). Maciel reconheceu que o resultado do mês passado ficou “abaixo do padrão”, mas não modifica a expectativa de cumprimento da meta no ano, principalmente a partir do próximo semestre, quando o BC espera aceleração da atividade econômica, o que gera mais receitas para o governo. “Com aceleração da atividade, esse quadro se torno ainda mais robusto”, acrescentou.

Outro indicador fiscal divulgado hoje pelo BC foi a dívida bruta, muito utilizada para fazer comparações com outros países. No caso da dívida bruta, não são considerados ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos. Em maio, a dívida bruta em relação ao PIB ficou em 56,9%. A previsão do BC para o ano passou de 52,9% para 55,8% do PIB. Apesar do aumento na projeção, Maciel considera que a avaliação das contas públicas “deve ser feita de maneira global”. Segundo ele, nesse contexto, “o retrato fiscal” do país é positivo, “principalmente comparado a outras economias”.

Kelly Oliveira Repórter da Agência Brasil | Edição: Juliana Andrade

Avaliação positiva do governo atinge maior índice, mostra pesquisa CNI/Ibope


Brasília - Aumenta novamente a avaliação positiva do governo Dilma Rousseff, de acordo com pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, divulgada hoje (29). O índice de pessoas que consideram a gestão ótima ou boa subiu de 56%, em março, para 59% em junho. É o maior percentual registrado desde o início do governo.

Já os índices de brasileiros que aprovam a maneira como Dilma governa e que confiam na presidenta ficaram estáveis em 77% e 72%, respectivamente, em relação a março. Sobre a expectativa em relação ao restante do mandato de Dilma, 61% consideram ótimo ou bom e 25%, regular. O percentual dos que acham esse quesito ruim ou péssimo se manteve em 10% desde dezembro de 2011

De acordo com a pesquisa, a melhora na avaliação do governo foi puxada pelas medidas econômicas adotadas. Prova disso, afirma a CNI, é o fato de, entre as nove áreas avaliadas, as três que apresentaram melhora terem sido a de taxa de juros (cujo índice de aprovação subiu de 33% em março para 49% em junho), a de combate à inflação (passou de 42% para 46%) e impostos, que aumentou de 28% para 31%.

As áreas mais bem avaliadas foram combate à fome e à pobreza, com 57% de aprovação, meio ambiente (55%) e combate a desemprego (53%). A pesquisa da CNI registrou que as áreas que tiveram suas avaliações pioradas foram as de saúde e educação, com índices de reprovação de 66% e de 54%, respectivamente.

A pesquisa CNI/Ibope ouviu 2002 pessoas em 141 municípios entre os dias 16 e 19 de junho. A margem de erro é 2 pontos percentuais.

Pedro Peduzzi Repórter da Agência Brasil| Edição: Talita Cavalcante

Superávit primário do setor público consolidado cai para R$ 2,65 bilhões em maio


Brasília - O superávit primário, receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida, do setor público consolidado – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – chegou a R$ 2,653 bilhões, em maio, segundo dados divulgado hoje (29) pelo Banco Central (BC). O resultado é bem menor do que o registrado em igual mês de 2011, R$ 7,506 bilhões.

Nos cinco primeiros meses do ano, o superávit primário ficou em R$ 62,865 bilhões, ante R$ 64,82 bilhões registrados de janeiro a maio de 2011. Em 12 meses encerrados em maio, o resultado ficou em R$ 126,756 bilhões, o que representa 2,97% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é R$ 139,8 bilhões.

O esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros nominais (encargos financeiros) que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 18,717 bilhões, em maio, e acumularam R$ 94,908 bilhões, nos cinco meses do ano. Com isso, o déficit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos os gastos com juros, ficou em R$ 16,064 bilhões, no mês passado, e em R$ 32,043 bilhões, de janeiro a maio.

Nos cinco meses, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência) registrou superávit primário de R$ 46,043 bilhões, enquanto os governos regionais (estaduais e municipais) apresentaram resultado de R$ 17,202 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram de déficit de R$ 380 milhões.

Somente em maio, o superávit primário do Governo Central foi R$ 1,558 bilhão. Os governos regionais registraram R$ 1,246 bilhão e as empresas estatais, déficit de R$ 151 milhões.
Por Kelly Oliveira Repórter da Agência Brasil | Edição: Juliana Andrade 

Ministério Público denuncia Arruda e mais 37 investigados na Operação Caixa de Pandora


Brasília – Depois de quase três anos de investigações, o Ministério Público denunciou nesta semana 38 pessoas envolvidas na Operação Caixa de Pandora, que apurou esquema de corrupção na gestão de José Roberto Arruda no governo do Distrito Federal (GDF). A informação foi confirmada hoje (29) pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Segundo o procurador, as apurações provaram que empresas beneficiadas em contratos sem licitação com o GDF pagavam propina a políticos aliados do governo. Os envolvidos foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa (empresários) e passiva (políticos) e lavagem de dinheiro.

Gurgel informou que o líder do esquema era o próprio Arruda e que Durval Barbosa foi confirmado como um dos operadores do esquema. A denúncia também envolve deputados distritais e empresários. Apesar de não divulgar quanto dinheiro foi desviado, o procurador confirmou que o esquema começou pouco antes das eleições de 2006.
O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, que à época era senador, chegou a ser citado, mas não foi denunciado porque sua idade avançada impediria a punição.

Via Agencia Brasil | Débora Zampier | Edição: Nádia Franco

Brasil, Argentina e Uruguai definem hoje termos de suspensão do Paraguai do Mercosul


Mendoza (Argentina) – Os presidentes do Brasil, da Argentina e do Uruguai  se reúnem hoje (29) na cidade argentina de Mendoza para definir os termos de suspensão do Paraguai do Mercosul – o bloco de integração regional integrado pelos quatro países. O novo governo paraguaio, que assumiu há uma semana, não poderá participar das reuniões e decisões até as eleições presidenciais de abril – mas não sofrerá sanções econômicas.

O Paraguai “não perderá obrigações nem direitos”, disse ontem (28) o chanceler brasileiro, Antonio Patriota,  após reunião com os ministros das Relações Exteriores da Argentina e do Uruguai. Ontem, o Mercosul liberou US$ 66 milhões para financiar obras de linhas de transmissão de energia elétrica no Paraguai. Os recursos são do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), criado em 2006 para reduzir as diferenças econômicas entre o Brasil e a Argentina e seus dois sócios menores, o Paraguai e o Uruguai.

Diplomatas que participam das negociações informaram que a suspensão deve durar até as eleições presidenciais de abril, mas a decisão será tomada hoje, na reunião de presidentes do Mercosul. O Paraguai foi excluído dessa cúpula e provavelmente não participará da próxima, que será realizada no Brasil em dezembro. 

Esta é a primeira suspensão em 21 anos de história do Mercosul. O Brasil, a Argentina e o Uruguai questionam a legitimidade do processo de impeachment que, em 30 horas, destituiu Fernando Lugo – o ex-bispo católico eleito presidente do Paraguai em abril de 2008 pela Frente Guasu (de esquerda). Acusado de “mau desempenho” e incapacidade de manter a ordem pública, Lugo teve apenas duas horas para se defender antes de ser julgado e condenado pela maioria no Senado.  Seu vice, Federico Franco, assumiu na sexta-feira passada (22).

Lugo acusou Franco de liderar um “golpe parlamentar” para impedir as reformas sociais – entre elas, a reforma agrária. O novo presidente pertence ao conservador Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) – a segunda maior força política do Paraguai, depois do Partido Colorado. O impeachment “foi legal, mas não foi legitimo”, disse Lugo. Segundo ele, a oposição, que tem ampla maioria na Câmara dos Deputados e no Senado, não estava interessada em provar as acusações ou ouvir sua defesa – já tinha decidido afastá-lo do cargo.
Os argumentos de Lugo foram ouvidos pelos chanceleres dos 11 paises que, juntamente com o Paraguai, integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul).  Em comunicado conjunto, eles questionaram a legitimidade do “impeachment relâmpago”.

Nesta sexta-feira, depois da Cúpula do Mercosul, será realizada uma reunião extraordinária da Unasul para analisar a situação do Paraguai. Alguns países (como a Argentina, Venezuela e o Equador) já anunciaram que não reconhecem o novo governo de Federico Franco. O governo venezuelano deve aproveitar a ocasião para renovar seu pedido de adesão ao Mercosul, que até agora tem sido vetado pelo Congresso paraguaio. O Paraguai exerce a presidência pro tempore da Unasul, mas foi excluído da reunião em Mendoza.

Via Agencia Brasil | Monica Yanakiew - Correspondente da EBC na Argentina- Edição: Graça Adjuto

Disputa de pais em processos de guarda internacional desafia a Justiça

Somente na Grande Vitória tramitam 17 ações. De 2002 a 2011, 488 casos de disputas internacionais foram registradas no Brasil.

Três pais, três histórias e a mesma luta: conseguir a guarda do filho. Eles são partes de processos judiciais que tramitam nas Varas de Família onde o pai ou a mãe é estrangeiro ou então residente no exterior. Assim como eles há outros 14 casos de disputas internacionais em andamento na Grande Vitória. Todos tramitando em litígio, ou seja, sem nenhum sinal de acordo entre os ex-casais.

Antes mesmo de saber que a filha tinha sido levada para Portugal pela ex-mulher, em junho de 2010, o professor Hudson Henrique Silva, de 35 anos, já disputava a guarda da menina que morava com a avó. Na época a ex-mulher estava em Portugal trabalhando e tinha deixado a filha, em Vitória, com a mãe. O caso do professor Hudson tramita na 3ª Vara de Família da capital e é considerado como um dos mais problemáticos pela Justiça capixaba.

Isso porque, garante o pai, ele nunca deu autorização para que a mãe saísse do Brasil com a filha. “Eu sequer a autorizei tirar o passaporte dela. Como ela conseguiu sair do país com minha filha? Tenho certeza que minha assinatura foi forjada em documentos falsificados”, afirma.
O professor relata que estava indo pegar a filha na casa da avó, para passar o final de semana, quando foi informado sobre a ida dela para Portugal. Transtornado ele procurou a polícia, mas já era tarde demais. A viagem tinha acontecido há três dias.

“Eu não acreditei. Fiquei transtornado. Até porque ela já tinha pedido para levar minha filha para Portugal e eu não deixei. Fiquei um mês procurando notícias do paradeiro dela e nada. Eu estava aqui a apenas 15 km de distância da minha filha e hoje estou a mais de 10 mil quilômetros longe dela. Eu só quero ela de volta. É minha única filha”, desabafa.

Ao contrário de Hudson, a restauradora Jaqueline Cruz Madeira tem a filha ao lado dela. Há três anos ela voltou para Vitória após passar maus momentos ao lado do ex companheiro, um uruguaio de 46 anos. Os dois se conheceram em São Paulo, tiveram uma filha e quando a criança completou nove meses de vida se mudaram para o Uruguai. Após quase cinco anos morando no país o relacionamento do casal mudou. Com isso começaram as brigas e agressões físicas e moral.

Há três anos, a pedido do próprio marido, Jaqueline veio ao Brasil com a filha para resolver uma situação burocrática quanto a transferência de um carro. Não sabia ela que tudo se passava de uma armação do ex-companheiro. Pensando que tinha em mãos uma autorização válida para deixar o país, já que foi o próprio ex-marido que tinha dado, ela entrou com a criança no Brasil. Horas após atravessar a fronteira a restauradora foi informada, por uma outra filha do uruguaio, fruto do primeiro casamento dele, que o documento que ela possuía era inválido e que tudo não passou de um plano do pai para acusá-la de sequestro da criança.

Com medo de voltar ao Uruguai e ser presa ela decidiu ficar no Brasil e vir para Vitória onde a família morava. O marido, então, pediu à Justiça do Uruguai a guarda da menina. Jaqueline, ao mesmo tempo, fez o mesmo e requereu à Justiça brasileira o direito de ficar com a filha. O caso continua em tramitação.

“É uma situação muito complicada. Eu acabo convivendo com medo, angustiada, pois não sei o que ele é capaz de fazer. Hoje ainda mais, pois sei que ele está no Brasil trabalhando. Eu não consegui ainda nem a guarda provisória dela. Está nas mãos da Justiça. Não posso fazer mais nada”, relatou.
Jaqueline com a filha de oito anos: "Ela é a maior riqueza da minha vida. Fiz e continuarei fazendo de tudo para sempre tê-la ao meu lado"
Pedindo para não ser identificada, uma dona de casa também vive o mesmo drama de Hudson e Jaqueline. Ela trava uma batalha nos tribunais brasileiro e português para ter a guarda da filha. A menina nasceu em Portugal e tem dupla cidadania. A dona de casa conta que, mesmo separada do marido português, o relacionamento entre os três era bom. Até que ela veio para o Brasil. E para sua surpresa o ex marido pediu a guarda da filha tanto à Justiça de Portugal quanto a brasileira.

"Nunca esperava que ele fizesse isso. Me senti apunhalada pelas costas quando o oficial de Justiça me entregou a intimação e nela estava o pedido de guarda dele. Estou gastando até o que não tenho com advogados aqui em Vitória e em Portugal para manter minha filha comigo", relata.

"Aqui conhecemos o lado ruim das famílias"

Há sete anos atuando na área de família, a promotora Fabiana Fontanella conta que se surpreende a cada caso em que atua. Segundo ela, é durante um processo de guarda que se conhece o lado ruim das famílias.

“As vezes a gente se depara com certas atitudes dos pais que é até difícil acreditar que um dia eles se amaram e fizeram um filho. Eles se tornam cegos por um resto de sentimento do relacionamento que acaba se transformando em vingança. Eles querem dizer: eu vou ganhar, eu ganhei a guarda. Esses processos acabam se transformando em uma guerra onde o alvo principal é a criança”, pontuou a promotora.

O juiz Júlio César e a promotora Fabiana
Fontanella atuam na 3ª Vara da Família
Com ele está a responsabilidade de decidir o futuro dessas crianças que se encontram no meio dessa ‘guerra dos pais’. O juiz Júlio César Costa de Oliveira destaca que não só a distância entre as partes e a burocracia das leis dos outros países atrapalham no andamento do processo. Para ele o mais complicado é não poder conversar diretamente com os envolvidos.

"São casos desafiantes para a Justiça. Uma das nossas grandes dificuldades é a falta de contato físico e pessoal com uma das partes. Isso trás insegurança. Quando estão presentes a gente vê o interesse, conversa com eles. É mais fácil de decidir. A folha de papel (carta escrita pelo genitor fora do país) é fria, não tem sentimento e não reflete, muitas vezes, aquilo que se passa".

Os ex-companheiros de Hudson e Jaqueline ainda não foram localizados pela Justiça. Em ambos os casos o judiciário capixaba já enviou uma carta rogatória, uma espécie de intimação para que a Justiça de Portugal e Uruguai localize a outra parte envolvida no processo. Segundo o juiz Júlio César, a espera pelo retorno da confirmação de entrega dessa carta dura, no mínimo, seis meses.

No caso da dona de casa, o próprio ex-marido se apresentou, por meio de carta, ao juiz, mas ainda não constituiu advogado brasileiro.

Convenção de Haia

Entre 2002 e 2011, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República registrou 488 casos de disputa internacional de guarda. Esses casos, no entanto, são diferentes daqueles registrados diretamente nas Justiças Estaduais.

Os casos levados a conhecimento da Secretaria de Direitos Humanos são aqueles ligados a cooperações jurídicas entre os países, previstas na Convenção de Haia.

O tratado de Haia, que reúne 87 nações, incluindo o Brasil, parte do princípio de que a criança não deve ser retirada do país onde reside sem a autorização dos detentores de guarda. Quando isso acontece as autoridades centrais dos países começam a dialogar medidas administrativas ou judiciais para dar cumprimento a convenção.

Caso Sean Goldman

Um dos casos mais conhecidos de disputa internacional de guarda foi o do menino Sean Goldman, hoje com 12 anos. A guarda da criança é disputada pelo pai biológico, o americano David Goldman e pela família da mãe Bruna Bianchi. Em 2009 a Justiça brasileira determinou a volta do menino para os Estados Unidos, dando a guarda ao pai.

A decisão se baseou na Convenção de Haia, que determina que, quando uma criança é levada para outro país sem a autorização do pai e da mãe, ela deve retornar imediatamente para o país em que vivia, onde deve ser decidido com quem fica a guarda do menor.

Bruna Bianchi e David Goldman foram casados e, quando Sean nasceu, moravam em Nova Jersey. Até a carioca decidir voltar ao Brasil, onde se casou novamente. Com a morte de Bruna o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, e os pais da mulher passaram a travar na Justiça uma briga com David Goldman pela guarda de Sean.

Fonte gazetaonline

Paraguaio presidente do Parlasul é barrado em hotel na Argentina

Mendoza Unzain fica fora de reunião do Mercosul no Intercontinental
Presidente do Parlasul, Mendoza Unzain mostra cópia de uma carta detalhando medidas do governo argentino para barrá-lo na reunião do Mercosul Reuters

MENDOZA - O presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul), Ignacio Mendoza Unzain, bem que tentou. Ele procurou entrar no Hotel Intercontinental de Mendoza, onde acontece a cúpula do bloco. Mas enquanto via parlamentares de outros países, inclusive do Brasil, ingressarem no prédio, Mendoza acabou ficando para trás: os seguranças barraram a sua entrada.

O país não havia sido convidado para a reunião do Mercosul. Mesmo assim, uma delegação paraguaia desembarcou na cidade dias atrás. Mendoza Unzain, ligado ao general Lino Oviedo, esperneou, disse que era um absurdo o presidente do Parlamento do bloco não poder entrar. Ele ainda argumentou que não representava o governo e que fora eleito diretamente pelo povo paraguaio, mas não adiantou e não pôde participar do encontro desta quinta-feira.
Vários representantes do Parlasul participaram do encontro, inclusive o brasileiro Dr. Rosinha, sem terem a entrada barrada.


Países do Mercosul decidem suspender Paraguai do bloco

Brasília - Os países do Mercosul decidiram suspender o Paraguai do bloco, mas sem a aplicação de sanções econômicas, disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O ministro declarou ainda que o prazo de suspensão será definido pelos presidentes dos países do Mercosul na reunião marcada para amanhã, na cidade argentina de Mendoza.

Diplomatas envolvidos nas discussões sobre o Paraguai disseram que existe a possibilidade de que o Paraguai seja suspenso até as próximas eleições presidenciais, que devem ocorrer em abril do ano que vem. Na prática, o Paraguai não participaria também da próxima reunião do Mercosul que será em dezembro no Brasil, país que assume amanhã a presidência temporária do bloco, atualmente com a Argentina.

"O entendimento é com base no Protocolo de Ushuaia. No Artigo 5º existe uma primeira frase que fala na suspensão das participações nas reuniões e uma segunda que fale de direitos e obrigações. A decisão foi de nos mantermos na primeira frase, da suspensão", disse Patriota.
As declarações do ministro foram dadas durante um intervalo da reunião do Mercosul que contou com a participação dos ministros das Relações Exteriores do Brasil, da Argentina, do Uruguai e da Venezuela.

O Paraguai já havia sido excluído desse encontro, como havia sido anunciado logo após os questionamentos do bloco sobre o impeachment relâmpago do presidente Fernando Lugo.
"Lamentamos muito essa situação [de suspensão do Paraguai]. Tivemos 11 chanceleres [da Unasul] no Paraguai e destacamos que havia dúvidas sobre o processo [de destituição], com a falta de defesa do presidente Lugo. Isso levou a uma constatação de que não existe uma plena vigência democrática [no Paraguai]".

Segundo Patriota, os ministros do Mercosul entendem que o Paraguai não respeitou o chamado Protocolo de Ushuaia, assinado na década de 1990, pelos quatro países do bloco, incluindo o Paraguai, além do Chile e da Bolívia.
"O protocolo preconiza que a plena vigência democrática é uma condição essencial para o processo de integração. Então foi nesse sentido que se tomou a decisão de domingo passado [suspensão do Paraguai da reunião do Mercosul] e que se deverá se tomar a decisão amanhã [sobre o prazo de suspensão do país]", disse.

Patriota declarou ainda que, além da questão do Paraguai, os países do Mercosul deverão tratar da intensificação das relações com a China. Os presidentes devem aprovar declarações para fazer acordos com o país asiático.

Segundo o ministro, a questão sobre a maior aproximação com a China foi discutida entre autoridades das pastas de Relações Exteriores do Mercosul, da Bolívia, do Chile, além da Guiana, do Suriname e México.
Na última segunda-feira (25), o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, participou de reunião – por teleconferência de Buenos Aires e ao lado da presidenta Cristina Kirchner, da Argentina – com a presidenta Dilma Rousseff e o presidente José Mujica, do Uruguai.
"Há interesse em se retomar diálogo mais frequente e uma cooperação mais intensa [com a China]", disse Patriota.

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