domingo, 4 de junho de 2017

Estado Islâmico reivindica autoria do atentado em Londres


O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do atentado cometido no centro de Londres neste sábado (4), que deixou sete mortos e 48 feridos, informou a emissora britânica BBC. Segundo a Amaq, agência ligada ao grupo terrorista, o EI confirmou que "uma unidade de segurança de combatentes do Estado Islâmico realizou o atentado de ontem" (3).

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Entre as vítimas, as 21 pessoas que permanecem internadas em cinco hospitais de Londres se encontram em "estado crítico". O ataque começou com um furgão que atropelou vários pedestres na London Bridge, do qual posteriormente saíram três homens com facas que atacaram indiscriminadamente várias pessoas no Borough Market, bem próximo à ponte.

Esses três suspeitos foram mortos pelas autoridades policiais ainda na noite de sábado.

Em seu último boletim, o chefe da unidade antiterrorista da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, destacou hoje que os agentes realizaram "progressos significativos" nos trabalhos de identificação dos suspeitos, mas a identidade dos autores não foi ainda divulgada.


A polícia trabalha sobre a hipótese de que os autores do ataque poderiam pertencer a uma célula terrorista mais ampla, e até agora deteve 12 pessoas por sua possível vinculação ao atentado após efetuar várias operações policiais em um bairro do leste de Londres.

Ato-show em São Paulo pede eleições diretas


Artistas, produtores culturais e ativistas promovem neste domingo (4) ato político com show no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista, para pedir a saída do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

O evento “SP pelas Diretas Já” teve início por volta das 11h com show do cantor Chico César. Por volta das 16h30, o número de participantes ainda não havia sido estimado pelos organizadores. Já se apresentaram o rapper Emicida, o sambista Péricles, os cantores Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Otto, Edgard Scandurra, Pitty, entre outros.

Blocos de carnaval de São Paulo também participaram do ato. “Entendemos que esse Congresso Nacional que está aí, com centenas de parlamentares envolvidos em denúncias e escândalos, não tem condições morais de determinar como será o futuro do país”, diz o texto da convocatória do evento assinado pelos organizadores.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, discursou durante o evento e destacou a importância de eleições diretas para presidência como forma de impedir que sejam aprovadas as reformas da Previdência e trabalhista. “Se tiver eleições indiretas, há alguma dúvida de que eles vão continuar com esse programa de reformas? Eles vão continuar”, declarou.

Além de cantores e outros artistas, também discursaram integrantes de movimentos populares, como União Nacional dos Estudantes (UNE), Levante Popular da Juventude, Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outros.


Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que não iria se posicionar.

Três terroristas são mortos por polícia britânica e 12 suspeitos são detidos

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou hoje (4) que oito agentes armados abriram fogo contra os três terroristas que cometeram o atentado de ontem, que deixou sete vítimas mortais e 48 feridos, 21 deles em situação crítica. A polícia deteve até agora 12 pessoas supostamente envolvidas com os ataques, após ter efetuado várias operações policiais no bairro de Barking, ao sul da capital.

Saiba mais:

Em um breve pronunciamento à imprensa, o chefe da unidade antiterrorista de Scotland Yard, Mark Rowley, declarou também que a partir de agora haverá mais "medidas físicas" nas pontes da capital britânica com a intenção de proteger os cidadãos. A informação é da Agência EFE.

Rowley revelou que os oito policiais dispararam no total "cerca de 50 balas", um número "sem precedentes", para deter os três autores do atentado, que aparentemente usavam coletes com explosivos.

Ao descarregar as balas contra os agressores, que foram atingidos, um cidadão também foi ferido acidentalmente, segundo este porta-voz. "A situação enfrentada por estes agentes era crítica, uma questão de vida ou morte, com três homens armados que levavam aparentemente coletes suicidas", argumentou Rowley.

"Ao lidar com os terroristas, um cidadão também sofreu um ferimento de bala", acrescentou.

Também destacou que as autoridades policiais realizaram "progressos significativos" para tentar estabelecer a identidade dos terroristas, que ainda não foi divulgada.
Segundo informou Rowley, o veículo empregado para atropelar os pedestres na London Bridge, de cor branca e da marca Renault, "tinha sido alugado recentemente" por um dos terroristas.

Entre as 48 pessoas internadas em cinco hospitais de Londres logo após os incidentes na London Bridge e no Borough Market, quatro são agentes da polícia , segundo as últimas informações.

Condolências do Brasil

O presidente Michel Temer manifestou ontem (3) as condolências ao povo e ao governo britânico por meio das redes sociais. "É com grande tristeza que tomamos conhecimento de mais um atentado no Reino Unido. Reiteramos nossa condenação a todo ato de terrorismo. Voltamos nossos pensamentos para as vítimas, suas famílias e amigos", afirmou, em sua conta no Twitter.

ONU condena ataque terrorista em Londres e pede esforço internacional

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou com firmeza neste domingo (4) o ataque terrorista que deixou sete mortos e 48 feridos em Londres e pediu esforço internacional para localizar os terroristas. A informação é da Agência EFE.

O português manifestou o desejo de que os "responsáveis por esta violência injustificada sejam encontrados rapidamente e levados à Justiça", disse o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, por meio de comunicado.

Além disso, Guterres se solidarizou com todos os cidadãos do Reino Unido, "na luta contra o terrorismo e o extremismo violento".

Segundo o texto, esse esforço "obriga a comunidade internacional a unir esforços para levar à justiça os que utilizam táticas inumanas, ao mesmo tempo que se protege e promove os valores fundamentais, direitos e princípios, que os terroristas tenam debilitar."

O diplomata expressou condolências as famílias dos sete mortos no atentado e desejou pronta recuperação aos 48 feridos, dos quais, 36 seguem hospitalizados e 21 em estado crítico.


Esta é a terceira investigação a ato terrorista de grande porte feita pelas forças de segurança britânicas em apenas três meses, após ataque em frente ao Parlamento, que deixou cinco mortos, e o atentado em Manchester há duas semanas, com 22 vítimas.

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