quarta-feira, 14 de junho de 2017

Grupo de cidadãos protocola no Senado pedido de impeachment contra Gilmar Mendes

O ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles protocolou hoje (14), no Senado, pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, com assinaturas de juristas, professores, funcionários públicos e estudantes. Além do impeachment, o grupo também pediu que o STF e a Procuradoria-Geral da República investiguem se a conduta de Mendes tem sido compatível com o cargo que ocupa.

O grupo produziu três peças jurídicas. O impeachment foi protocolado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado e deverá ter sua admissão inicialmente analisada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A segunda peça é uma reclamação que será encaminhada à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, para apuração administrativa das condutas do ministro. A terceira peça é uma notícia-crime encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A Agência Brasil procurou Gilmar Mendes para ouvi-lo sobre as acusações, mas não foi possível o contato até a publicação da matéria. Segundo sua assessoria, ele foi ao Rio de Janeiro para o velório do jornalista Jorge Bastos Moreno e está em trânsito neste momento.

Conversa telefônica
As três peças tomam como base a conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal em que o senador afastado Aécio Neves pede a Gilmar Mendes que interceda com outros senadores para propiciar a aprovação de um projeto de lei. Os documentos pontuam que, apesar de estar sob sigilo, a gravação foi amplamente divulgada na imprensa e o próprio ministro admitiu o teor da conversa.

“O momento da história brasileira presente pede a participação de cidadãos e cidadãs brasileiros. Na qualidade de cidadãos, nós apresentamos este pedido aqui no Senado da República, um pedido por crime de responsabilidade. Calcado em notícias de quem produz jornalismo? Não, calcado em declarações do ministro Gilmar Mendes, publicadas sim pela imprensa, mas por ele jamais desmentidas, essas declarações. E que nós consideramos que elas caracterizam crime de responsabilidade”, explicou o ex-procurador-geral.

O crime de responsabilidade que justificaria o impeachment, explicou Fonteles, estaria caracterizado pela conduta do ministro de “exercer atividades político-partidárias mediante a articulação e participação em atividades típicas de uma liderança político-partidária, especialmente por meio de atos de influenciar e persuadir parlamentares a votarem a favor de um determinado projeto de lei, por solicitação do presidente do respectivo partido político”, fato que teria ficado comprovado na conversa com o senador afastado.

Condutas
Outras condutas de Gilmar Mendes são apontadas pelo grupo, como proferir julgamento em processo nos quais estaria impedido por ser, a parte, cliente do escritório de advocacia onde atua a esposa do ministro, ou em causas na qual seria legalmente suspeito por se apresentar como “velho amigo” de uma das partes. Em maio, o ministro divulgou nota afirmando que, no habeas corpus por meio do qual concedeu liberdade ao empresário Eike Batista, o empresário não era representado por advogado do escritório Sérgio Bermudes, onde a esposa Guiomar Mendes é sócia.

Os signatários das petições também acusam Mendes de proceder de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro das funções de ministro do Supremo Tribunal Federal, por ter feito uso de linguagem impolida, depreciativa e agressiva contra o ministro Marco Aurélio, a Procuradoria-Geral da República e seus membros, e o Tribunal Superior do Trabalho e seus membros; e de alimentar e ter relações de proximidade com pessoas investigadas ou denunciadas criminalmente no STF, ou que sejam réus, partes ou juridicamente interessadas em processos em andamento no STF e no TSE.


No pedido encaminhado ao Senado, o grupo pede que o processo seja instaurado para que seja iniciada a apuração, com apresentação de rol de testemunhas e produção de provas. No Supremo, eles querem que os pares de Mendes avaliem administrativamente, em caráter disciplinar, se ele atuou com conduta incompatível com o cargo e com suspeição nos processos que julgou, aplicando as penas previstas em lei. Já para a Procuradoria-Geral da República, o pedido é para que seja investigado se o ministro utilizou-se do cargo para atuar em favor de interesses próprios e de terceiros.

Cunha diz à PF que seu silêncio nunca esteve à venda e que Temer não o procurou


O ex-presidente da Câmara deputado cassado Eduardo Cunha disse hoje (14), em depoimento à Polícia Federal (PF), que o seu silêncio “nunca esteve à venda”, em referência à denúncia feita por Joesley Batista em acordo de delação premiado assinada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O peemedebista depôs nesta quarta-feira, em Curitiba, no inquérito que investiga o presidente da República Michel Temer.

Saiba mais:

Na saída da sede da PF na capital paranaense, o advogado de Cunha, Rodrigo Rios, informou à imprensa que o ex-deputado disse também que nunca foi procurado pelo presidente Michel Temer ou por interlocutores dele para evitar que ele fizesse delação premiada.

O depoimento de Cunha estava marcado para as 11h e durou cerca de 1h30. Preso desde outubro do ano passado no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Cunha foi condenado a 15 anos de prisão em uma das ações em que é réu na Lava Jato.

Delação
Em maio, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Para o acordo, Joesley entregou à Procuradoria-Geral da República a gravação de um encontro com o presidente Michel Temer. No diálogo, Temer teria sugerido que o empresário mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.


Temer nega as acusações e pediu à PGR que o áudio apresentado pelo empresário seja periciado. Com autorização do Supremo, a Polícia Federal está fazendo a perícia nas gravações feitas pelo empresário Joesley Batista.

Lewandowski é sorteado relator de um dos inquéritos contra Aécio Neves no STF


O ministro Ricardo Lewandowski é o relator de um dos seis inquéritos contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), após redistribuição feita a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele substituirá o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

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Nesse inquérito, Aécio é investigado junto com o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais, e o deputado federal Dimas Toledo (PP-MG) e o ex-deputado Pimenta da Veiga.

Todos são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro, suspeitos de participar de um esquema para a receptação de R$ 6 milhões em doações ilegais para a campanha eleitoral dos envolvidos, em 2014.

Eles foram citados pelo delator Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, que afirmou que Aécio pediu a ele para que a empresa fizesse repasses à campanha dos parlamentares pouco antes do primeiro turno das eleições em 2014.

O inquérito é um dos 76 decorrentes das delações premiadas de ex-funcionários da Odebrecht. As investigações foram autorizadas por Edson Fachin, que havia sido escolhido relator por prevenção, por ser o responsável pela Lava Jato no Supremo.

A própria PGR, no entanto, argumentou que o caso não guarda relação com a Lava Jato, e pediu a redistribuição livre, por sorteio, o que foi autorizado na terça-feira (13) pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

“As razões apresentadas pelo Ministério Público Federal e a manifestação do ministro relator conduzem à conclusão de inexistência de conexão ou continência” com a Lava Jato, escreveu a ministra no despacho em que determinou a redistribuição.


Tiroteio deixa ao menos dois mortos em São Francisco, na Califórnia

Um tiroteio ocorrido nesta quarta-feira (14) em uma agência de postagens da empresa de envio de encomendas UPS, no bairro Potrero Hill, em São Francisco, deixou pelo menos dois mortos e vários feridos, informou o jornal San Francisco Chronicle, que citou como fontes autoridades locais. As informações são da EFE.

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A UPS disse em um comunicado que o suspeito é um de seus funcionários.

O hospital-geral da quarta maior cidade do estado da Califórnia confirmou que atendeu várias vítimas provenientes do lugar onde os disparos aconteceram, mas não deu detalhes do número de atendimentos ou sobre o estado de saúde das vítimas.

Uma testemunha do tiroteio, que usava uniforme da UPS, disse ao jornal que o suspeito abriu fogo contra pelo menos três pessoas por volta das 9h, horário local (14h de Brasília).


Um morador da região afirmou que viu várias pessoas saindo da agência completamente cobertas de sangue, algumas com ajuda de policiais e bombeiros.

Sanders condena "ato desprezível" e diz que atirador trabalhou em sua campanha

O senador e candidato derrotado nas primárias democratas para a presidência dos Estados Unidos em 2016, Bernie Sanders, disse nesta quarta-feira (14) que o homem que atirou contra vários congressistas republicanos em Alexandria, na Virgínia, trabalhou como voluntário de sua campanha. As informações são da Agência EFE.

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"Estou enojado por esse ato desprezível", afirmou Sanders no Senado após a divulgação da identidade do atirador, James Hodgkinson, que morreu posteriormente em um hospital da região.

No tiroteio, quatro pessoas ficaram feridas, entre elas o congressista republicano Steve Scalise.

"Acabo de ser informado que o atirador é alguém que aparentemente foi voluntário da minha campanha presidencial. Deixem-me ser o mais claro o possível: a violência de qualquer tipo é inaceitável na nossa sociedade e condeno essa ação nos termos mais contundentes possíveis", disse o senador.

O suspeito afirmou nas redes sociais que Trump é um "traidor" e escreveu que era "hora de destruir Trump e companhia". Além disso, o responsável pelo ataque expressou apoio a Sanders em uma postagem.

Hodgkinson, de 66 anos e morador de Belleville (Illinois), utilizou uma espingarda de assalto M-4 e um revólver, segundo as autoridades. O atirador disparou mais de 50 vezes no ataque.

Ataque
O ataque ocorreu em um campo de beisebol de Alexandria, na Virgínia, onde membros do Partido Republicano treinavam para uma partida beneficente anual marcada para amanhã.

O FBI, que assumiu a investigação, afirma que é muito cedo para saber se o ataque teve motivação política e tinha como alvo específico os congressistas que participavam do treinamento.

Em breve discurso, o presidente dos EUA, Donald Trum, pediu unidade política e cancelou sua agenda nesta quarta-feira.


"Podemos ter nossas diferenças, mas, em tempos como estes, cabe lembrar que todos os que servem no Capitólio estão lá porque amam nosso país. Somos mais fortes quando estamos unidos e quando trabalhamos lado a lado pelo bem comum", destacou Trump. O Capitólio é o prédio onde funciona o Poder Legislativo, nos Estados Unidos.

Sobe para 12 número de mortos em incêndio em prédio residencial em Londres


A polícia de Londres elevou nesta quarta-feira (14) para 12 o número de mortos no incêndio ocorrido em um bloco residencial e disse que é provável que a contagem de vítimas mortais aumente nas próximas horas. As informações são da agência EFE.

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Em entrevista coletiva, o comandante Stuart Cundy disse que continua em andamento a "complexa operação" para buscar e recuperar as pessoas que ficaram presas no edifício.

O incêndio na torre Grenfell, um imóvel no oeste da capital britânica de 24 andares e com 120 apartamentos, começou ontem à noite por volta das 0h15 local (21h15 de terça-feira em Brasília).

A polícia informou que não sabe por enquanto o número de pessoas desaparecidas que podem ter morrido no incêndio, ao mesmo tempo que destacou que não espera encontrar ninguém com vida no interior da torre.

Cundy detalhou que foram recebidas centenas de ligações pedindo informações sobre familiares ou amigos que podem ter ficado presos no edifício, onde havia entre 400 e 600 pessoas quando o fogo começou. As causas do fogo ainda são desconhecidas.

“A nossa prioridade são aqueles que sabemos que eram residentes na torre, mas talvez houvesse outras pessoas que também estavam dormindo no local”, disse o comando policial.

O diretor de Segurança e Garantias dos bombeiros de Londres, Steve Apter, disse que 65 pessoas foram resgatadas durante o incêndio, além das que conseguiram sair sozinhas.

Os bombeiros já chegaram até o último andar da torre Grenfell, cuja estrutura foi avaliada por um engenheiro que deu autorização ao trabalho dos serviços de emergências.

Nick Paget-Brown, vereador do distrito londrino de Kensington e Chelsea, onde fica o imóvel acidentado, explicou que a Câmara Municipal estabeleceu diversos pontos de ajuda para os afetados pelo incêndio.


Paget-Brown agradeceu as doações de roupas e alimentos às famílias atingidas.

Eunício envia ofício ao STF sobre afastamento de Aécio do Senado

O presidente do Senado, Eunício Oliveria (PMDB-CE), enviou hoje (14) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Melo um ofício informando que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) teve o salário suspenso e está sem carro oficial desde o dia 18 de maio, data em que a Corte determinou o afastamento do parlamentar do mandato.

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No ofício, Eunício informa que desde a data também está suspensa a verba indenizatória. Acrescenta ainda que o registro de presença de Aécio foi desativado e retirado do painel do plenário e das comissões e que o portal do Senado passou a informar que o parlamentar está afastado por decisão judicial.

Nos últimos dias, a diretoria-geral do Senado e Eunício Oliveira negaram estar descumprindo a determinação do ministro do STF Edson Fachin de afastar o senador Aécio Neves do mandato. As reações vieram após a publicação de uma reportagem pelo jornal Folha de S.Paulo, que destacou que o nome de Aécio ainda constava no painel de votação e seu gabinete funcionava normalmente, o que configuraria descumprimento da decisão do Supremo.

Hoje, ao ser questionado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre a ausência do nome de Aécio Neves no painel de votação do plenário, Eunício disse que ele já estava apagado, mas agora foi retirado para que não restem dúvidas de que o Senado cumpre a decisão do STF.

“É para deixar bem claro que a Mesa Diretora e esta Presidência não descumpriram a decisão da Suprema Corte. Como gerava dúvida o nome ficar ali apagado como estava, ficava branco, agora está retirado para que não gere nenhum tipo de dúvida”, disse Eunício.


Aécio Neves não comparece ao Senado desde 18 maio, dia em que seu afastamento foi determinado e uma operação da Polícia Federal realizou busca e apreensão em suas residências de Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Cuba convoca para outubro eleições prévias à substituição presidencial


Cuba convocou para outubro deste ano as eleições para escolher os delegados para as assembleias municipais (câmaras de vereadores), o primeiro passo antes da designação de um novo presidente, já que Raúl Castro se comprometeu a deixar o cargo em fevereiro de 2018. A informação é da Agência EFE.

Uma nota do Conselho de Estado de Cuba publicada hoje (14) nos jornais estatais Granma e Juventud Rebelde esclarece que em 22 de outubro acontecerá o primeiro turno das eleições municipais, mas não detalhou a data dos pleitos provinciais e nacionais.

"A data em que acontecerão as eleições para escolher, para um mandato de cinco anos, os delegados das assembleias provinciais e os deputados da Assembleia Nacional do Poder Popular (parlamento unicameral) será apresentada no momento oportuno", diz o texto.

Além disso, a nota afirma que, se for necessário um segundo turno, ele será realizado em 29 de outubro nos distritos onde nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos.

A ilha iniciou o processo eleitoral em maio, quando foi anunciado que o serviço de consulta e atualização de domicílio aos cidadãos com direito a voto estaria disponível nos escritórios do Ministério do Interior (Minint).

As eleições municipais são o primeiro passo para que um cubano se torne deputado no parlamento, órgão que, por sua vez, elege o presidente do país.

Para o atual processo, a oposição quer apresentar candidatos independentes que não são filiados ao Partido Comunista, o único legalizado no país. Esses candidatos estão vinculados, em sua maioria, a plataformas populares dissidentes como #Otro18, Cuba Decide, Um cubano, um voto e o Movimento Cristão de Libertação Nacional.

Raúl Castro governa Cuba formalmente desde 24 de fevereiro de 2008, quando foi ratificado pela Assembleia Nacional, mas exercia o cargo desde 2006, quando o seu irmão, o hoje falecido Fidel Castro, delegou a ele o comando do país devido a uma grave doença.

Desde que assumiu a presidência, Raúl Castro assegurou que só ocuparia o cargo durante dois mandatos de cinco anos, mas deve permanecer até 2021 à frente do Partido Comunista, que controla as estruturas de poder no país.

Na falta de uma posição oficial, os prognósticos indicam uma substituição institucionalizada e a designação do vice-presidente Miguel Díaz-Canel, de 56 anos, como próximo governante da ilha.

Díaz-Canel é engenheiro de computação, entrou muito jovem no Partido Comunista e foi nomeado pelo próprio Raúl Castro como primeiro vice-presidente de governo em 2013.

A designação do vice-presidente como autoridade máxima da ilha materializaria também uma substituição geracional que o próprio Castro reconheceu como necessária e, por isso, no ano passado limitou para 60 anos a idade para ser integrante do Comitê Central do Partido Comunista e a 70 para exercer cargos de direção dentro da legenda.

No domingo (9), um grupo dissidente publicou nas redes sociais que Raúl Castro se encontrava "em estado grave", o que levantou especulações sobre o estado de saúde do governante.


No entanto, na segunda-feira (10), a televisão cubana divulgou imagens de Raúl Castro recebendo o chanceler de Luxemburgo, que faz uma visita oficial à ilha.

Cunha depõe à PF em inquérito que investiga Temer


O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha depõe hoje (14) na Polícia Federal (PF) de Curitiba. A audiência começou às 11h , com a presença de um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Cunha está sendo interrogado em inquérito que investiga o presidente da República Michel Temer após as delações premiadas dos executivos da JBS. O presidente da empresa, Joesley Batista, gravou em março deste ano uma conversa no Palácio do Jaburu sobre a relação de Joesley com Cunha.

Ontem (13), a defesa de Cunha requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às investigações da JBS, inclusive a gravação de Batista, com antecedência mínima de 48 horas do depoimento à PF. Por isso, o documento enviado à Corte também pediu a readequação da pauta da audiência marcada para esta manhã.

Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos de prisão no âmbito da Operação Lava Jato. Ele está detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.


O presidente da República nega as acusações da PGR. Em documento enviado ao STF na semana passada, a defesa de Michel Temer afirmou que ele é "coadjuvante de uma comédia bufa, encenada por um empresário e criminoso confesso e agora está sendo objeto de uma inquirição invasiva, arrogante, desprovida de respeito e do mínimo de civilidade".

Joesley Batista volta ao Brasil e presta novo depoimento a procurador


O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, retornou ao Brasil no último domingo (11) e prestou novo depoimento à Procuradoria-Geral da República no Distrito Federal (PGR-DF) na manhã de segunda-feira (12). As informações constam de uma nota divulgada pela assessoria do empresário e pela PGR-DF.

Segundo procuradoria, o empresário prestou esclarecimentos adicionais ao procurador Ivan Cláudio Marx, dentro do inquérito que apura o suposto recebimento de recursos ilegais no exterior pelo PT, por intermédio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

“Os recursos, originários de contratos com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], Funcef e Petros [fundos de pensão estatais], teriam contas no exterior como garantia, cujos extratos seriam mostrados por Mantega aos ex-presidentes Lula e Dilma”, diz a nota da PGR-DF.

Os repasses foram relatados em depoimentos anteriores feitos por Joesley ao Ministério Público Federal (MPF), e do executivo Ricardo Saud, diretor do frigorífico JBS, uma das empresas do grupo. As informações foram então repassadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que remeteu as investigações à primeira instância da Justiça.

Segundo informações repassadas pelo MPF ao Supremo, os delatores informaram que cada um dos ex-presidentes tinha uma conta distinta no exterior. Do total, US$ 50 milhões teriam sido destinados a Lula e US$ 30 milhões a Dilma.

China
A nota da assessoria do empresário informa que, após a divulgação de sua delação premiada, Joesley Batista viajou para a China e não para “passear na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República”.

Segundo a nota, o empresário participou de reuniões de trabalho em Brasília, na segunda-feira, e em São Paulo, na terça. O texto informa que Joesley continua a morar e a criar seus filhos no Brasil.


O empresário saiu do país em um jatinho particular pouco depois da divulgação de gravações feitas por ele de uma conversa com o presidente Michel Temer. O áudio motivou a abertura de um inquérito contra o presidente no STF.

Polícia confirma duas mortes e dois feridos em tiroteio no estado da Virgínia

Até o momento, a polícia de Alexandria, no estado da Virginia, região metropolitana da capital americana, Washington, confirmou a morte de dois policiais em tiroteio ocorrido no começo desta manhã (14), na região. Ficaram feridos o senador republicano Steve Scalise e um funcionário do Congresso norte-americano.

Saiba mais:

O atirador ainda não teve a identidade revelada. Ele abriu fogo em um campo de beisebol, onde congressistas costumam praticar o esporte. O tiroroteio ocorreu por volta de 6h30 (no horário de verão de Washington), 7h30 em Brasília.

O senador Steve Scalise faz parte da liderança dos republicanos no Congresso e foi atingido no quadril, segundo as primeiras informações.

De acordo com a imprensa local a troca de tiros entre a polícia e atirador durou cerca de 10 minutos. Fontes policiais também confirmaram que o atirador foi atingido e está hospitalizado, sob custódia policial. O homem que atirou teria usado um rifle.

Os senadores entrevistados pela CNN (Cable News Network) disseram que a ação da polícia foi rápida e que se os policiais não estivessem presentes, provavelmente ninguém teria sobrevivido. 

O atirador disparou pelo menos cinquenta tiros, segundo as testemunhas, antes que a polícia o cercasse e ele começasse a trocar tiros com os policiais.

A Casa Branca disse que o presidente Donald Trump está monitorando a situação. Em um comunicado, Trump disse que ele e o vice-presidente Mike Pence estão "profundamente tristes".


Democratas e republicanos costumam jogar beisebol no começo da manhã, diariamente, durante o período de atividades legislativas, De acordo com a imprensa, uma tradição antiga entre os congressistas.

Moradores de edifício em Londres alertaram que uma catástrofe era inevitável


Uma associação de moradores já tinha alertado sobre as más condições de segurança do bloco de apartamentos Grenfell Tower, no bairro North Kensington, no oeste de Londres, que pegou fogo nesta quarta-feira (14) por volta das 0h15 horário local (21h15 de terça-feira, em Brasília).

Saiba mais:

Uma publicação no blog do Grupo de Ação de Grenfell, responsável pela proteção oficial dos edifícios e os serviços públicos do bairro de Kensington e Chelsea, afirma que todas as advertências feitas "caíram em ouvidos surdos".

"Os leitores regulares do blog sabem que nos últimos anos postamos várias advertências sobre os péssimos padrões de segurança contra incêndios na Torre Grenfell e, de um modo geral, em todo o bairro", diz a mensagem da organização.
"Dissemos que uma catástrofe como esta era inevitável e só questão de tempo", acrescenta.

A organização cita diversos textos nos quais já advertia sobre os riscos de incêndio tanto para a Câmara Municipal, que é a proprietária do edifício, como para os administradores da propriedade, a Organização de Gestão de Residentes de Kensington e Chelsea.

Vários moradores que escaparam com vida do fogo denunciaram que os alarmes de incêndio no interior do edifício não soaram.

O Grupo de Ação de Grenfell foi fundado em 2010 para proteger o bairro contra a especulação imobiliária. Em seu blog afirma que durante anos denunciou "o péssimo tratamento recebido pela nossa comunidade" por parte da prefeitura. O edifício atingido está situado em North Kensington.

Desespero
Testemunhas que estavam no local contam que, em uma tentativa desesperada de salvar seus filhos, vários adultos lançaram crianças pelas janelas da Grenfell Tower. Um bebê foi salvo após ter sido lançado por uma mulher do nono ou décimo andar, contou a moradora Samira Lamrani, à agência de notícias Press Association.

Lamrani, que estava fora do edifício contou como era possível ver "pessoas nas janelas batendo freneticamente e gritando". "Em uma das janelas, no nono ou décimo andar, havia uma mulher fazendo sinais, explicando que ia jogar seu bebê e pedia que alguém o segurasse", contou.

Segundo o relato, um homem escutou a súplica da mulher e conseguiu pegar a criança, que aparentemente sobreviveu.

A mesma testemunha conta que as pessoas que estavam nas imediações tentavam "tranquilizar" os moradores que gritavam pelas janelas. "Dava pra ver a morte em seus olhares", disse Samira, que acrescentou: "os gritos, especialmente das crianças ficarão gravados durante muito tempo".

Outra testemunha da tragédia, uma residente do edifício chamada Zara, detalhou que viu outra mulher lançar seu filho, de cerca de cinco anos, de uma janela do quinto ou sexto andar: "acredito que o menino tenha alguns ossos quebrados, mas que está bem".

Um dos residentes do edifício, Paul Munakr, que mora no sétimo andar e conseguiu escapar das chamas, declarou à BBC que, no momento em que o fogo começou não ouviu o alarme do edifício. Ele conta que foi alertado pelo som das sirenes dos bombeiros e pelas pessoas gritavam das ruas: "não pulem, não pulem".


Outra testemunha, Jody Martin, viu um morador pular da janela e outra moradora, com um bebê no colo, do lado de fora de uma janela. "Eu gritava para que descessem e eles diziam que não conseguiam sair de seus apartamentos porque a fumaça era muito intensa nos corredores", acrescentou.

Ataque com tiros nos EUA deixa vários feridos, entre eles um congressista


Várias pessoas ficaram feridas, entre elas o congressista republicano Steve Scalise, durante um ataque com tiros ocorrido hoje (14) em Alexandria (Virgínia), nos arredores de Washington. A informação é da Agência EFE.

O ataque aconteceu, segundo as informações preliminares apresentadas por testemunhas e pela polícia local, durante um jogo de beisebol entre integrantes do Partido Republicano.

O republicano Mo Brooks estava presente no local no momento do ataque e relatou à emissora CNN que, além de Scalise, acredita que há pelo menos outros quatro feridos, aparentemente assessores do congressista e pessoal de segurança.
De acordo com Brooks, o autor dos disparos portava uma espingarda e disparou dezenas de vezes.

O atirador foi rendido pelas autoridades, mas não está claro se ele está preso ou se foi morto, de acordo com as informações preliminares.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, comentou em seu perfil no Twitter que tanto o presidente dos EUA, Donald Trump, que hoje completa 71 anos, como o seu vice-presidente, Mike Pence, estão a par da situação.


"Os nossos pensamentos e orações estão com todos os atingidos", acrescentou Spicer.

Polícia londrina confirma 6 mortes em incêndio em prédio residencial


Pelo menos seis pessoas morreram no incêndio ocorrido nesta quarta-feira (14) em um bloco residencial de Londres, mas de acordo com a Scotland Yard é provável que esse número aumente. As informações são da agência EFE.

Saiba mais:

Em declaração aos meios de comunicação, a Polícia Metropolitana de Londres (MET) disse que ainda estão em "uma fase muito inicial" e a expectativa é de que o número de mortes aumente.

"Podemos confirmar seis mortes neste momento, mas é provável que este número aumente durante a complexa operação de resgate, que vai durar vários dias", disse o comandante Stuart Cundy da MET.

Cundy acrescentou que além dos mortos, muitas vítimas recebem atendimento médico, depois que as chamas consumiram a torre Grenfell, um bloco de 120 apartamentos, onde moram cerca de 500 pessoas, entre elas muitas crianças.

O serviço de ambulâncias de Londres informou que pelo menos 50 pessoas tiveram que ser hospitalizada em vários centros médicos da capital por ferimentos de diversa gravidade.

Alguns moradores que escaparam com vida contam que em nenhum momento os alarmes de incêndio obrigatórios soaram. Uma associação de moradores afirma que já tinha avisado à prefeitura municipal que o bloco não era seguro.


Prefeito
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que as muitas perguntas sobre a origem do incêndio serão respondidas. Em uma declaração à imprensa, o prefeito elogiou "a rápida resposta" dos bombeiros, que chegaram ao local para combater o fogo "em menos de seis minutos".

"Nos próximos dias surgirão muitas perguntas sobre a causa desta tragédia e quero assegurar aos londrinos que obteremos todas as respostas", disse.
Em um comunicado na sua conta do Twitter, Khan disse que que mais de 250 bombeiros trabalham no combate às chamas, além de mais de 100 médicos e 100 policiais".


Após o início do incêndio, por volta das 0h15 no horário local (21h15, em Brasília), pelo menos 20 ambulâncias foram enviadas às imediações do bloco, que foi isolado pelos agentes.

Instituto de Gilmar recebeu patrocínio de R$ 2,1 mi da J&F


O IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões do grupo J&F, que controla a JBS, em patrocínio de eventos; um dos congressos ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal; participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos; IDP diz que devolveu R$ 650 mil à empresa no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação; família de Gilmar vende gado no Mato Grosso para a JBS

O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O instituto disse que devolveu R$ 650 mil deste total no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação premiada de executivos da empresa.

O IDP diz que, em razão de uma cláusula contratual relacionada à conduta ética e moral por parte do patrocinador, rescindiu um contrato assinado em 11 de junho de 2015 com o grupo.

De acordo com o IDP e a JBS, um dos congressos incluídos nos patrocínios ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal. Participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos.

Em maio, Gilmar defendeu que a homologação da delação fosse discutida pelo plenário. O acordo tem sido alvo de críticas por supostas fragilidades em relação a penas dos envolvidos.

No dia 27 de maio, reportagem da Folha informou que a família de Gilmar vende gado no Mato Grosso para o frigorífico –segundo ele, as negociações são encabeçadas pelo irmão. O ministro diz que não havia motivo para se declarar impedido de participar de votações sobre assuntos envolvendo a empresa.

Por meio da assessoria, Gilmar disse que “não é, nem nunca foi, administrador do IDP. Sendo assim, não há como se manifestar sobre questões relativas à administração do instituto”. E citou as regras previstas na legislação sobre possível impedimento dele em julgamentos.


As informações são da Folha de S.Paulo.

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