sexta-feira, 5 de outubro de 2012

DESABAFO: sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.


Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:
 - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

 - Você está certo - responde a velha senhora
- nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.

 Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

 Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. 

Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. 

Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? 

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.

Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. 

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não se precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. 

Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. 

Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.

Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. 

Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. 

Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. 

E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Você já leu o desabafo, agora compartilhe com os seus amigos que têm mais de 40 anos de idade para que eles não se sintam culpados e para os  mais novos para que acordem para a realidade.

“Desinteresse do eleitor preocupa”


A afirmação é do presidente do TRE, Sérgio Bizzotto. Para ele, a tranqüilidade na eleição revela a apatia dos eleitores

Preocupação é o que diz sentir o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), o desembargador Sérgio Bizzotto, ao ver o desinteresse dos eleitores em relação ao primeiro turno da eleição municipal, daqui a dois dias.
O desembargador afirmou que este ano as campanhas e a mobilização em torno da escolha dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores dos municípios do Estado está mais tranquila comparada a anos anteriores.
“O desinteresse do eleitor preocupa. Eu lamento toda a paz que estamos vendo nesta eleição. A tranquilidade é a nível nacional, não é só no Espírito Santo. Está tudo correndo na maior normalidade. Isso pode até significar algo de bom, mas eu particularmente acho que não é. Para mim mostra um crescente desinteresse e apatia da população ”, defendeu Sérgio Bizzotto.
O desembargador contou ainda que o que para alguns pessoas pode significar que os candidatos e os eleitores estão seguindo mais as leis eleitorais, para ele causa preocupação por acreditar que as pessoas estão se envolvendo menos  politicamente.
Ele defendeu ainda que o ideal seria que as campanhas seguissem da forma tranquila como está acontecendo, mas sem o desinteresse dos eleitores. “Esse seria o ideal, mas não acho que isso seja possível”, declarou.
O diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral, Alvimar do Nascimento, concordou com a opinião do presidente e foi além ao dizer que “estamos partindo para a morte da política”.
Segundo ele, uma pesquisa recente mostra que mais de 50% dos eleitores da Grande Vitória afirmam que só votam porque são obrigados pela lei. “Isso mostra o desinteresse da população em relação à nossa política”, avaliou.
O procurador regional eleitoral, Carlos Mazzoco, disse ainda que o desinteresse na democracia atinge não só aos eleitores, mas também aos candidatos que estão em um
número cada vez menor. “Não podemos desanimar da política. Ela continua sendo muito importante”, defendeu Mazzoco.

Juninho cresce e passa Marcelo Santos em Cariacica


Candidato do PPS tem, hoje, 32,4% dos votos válidos, contra 29,1% destinados ao peemedebista. Cenário é de segundo turno

Uma eleição imprevisível. Assim se pode definir a escolha do próximo prefeito de Cariacica, que acontece no próximo domingo. A três dias do pleito, Juninho (PPS) tem 32,4% dos votos válidos e sai na frente de Marcelo Santos (PMDB), que tem 29,1%. Lúcia Dornellas (PT) tem 26,9% - a medição desconsidera os votos brancos e nulos.

Além dos três primeiros colocados, estão na disputa Adilson Avelina (PSD) e Sandro Locutor (PV), que marcam, respectivamente, 3,7% e 7,9% dos votos válidos.
De acordo com a pesquisa do Instituto Futura, quando estimulados, 26,7% dos eleitores de Cariacica manifestam intenção de voto em Juninho. No mês passado, essa parcela da população era de 20,4%. Marcelo, que liderava a pesquisa em setembro (28%), agora tem 24%, na segunda colocação. 

Lúcia, que é a candidata do prefeito Helder Salomão (PT) manteve-se estável e oscilou, no período, de 22,4% para 22,2%. Avelina caiu de 3,8% para 3% e Sandro suniu de 5,6% para 6,5% entre as duas pesquisas.
De acordo com o cientista político João Gualberto Vasconcellos, um dos diretores do Instituto Futura, o cenário é indefinido e indica que a eleição em Cariacica será levada ao segundo turno, no dia 28 de outubro. "Dificilmente Juninho não estará neste embate", considerou.

Rejeição
Os entrevistadores também apuraram a rejeição aos candidatos. A petista é a mais rejeitada, com 25,8%, seguida de Marcelo (25,7%). Adilson Avelina (PSD) é o terceiro mais rejeitado, com 12,7% e Juninho marca 10,3% nesse quesito.
O Instituto Futura foi às ruas de Cariacica nesta quinta-feira (04) e ouviu 600 eleitores. A margem de erro da pesquisa é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos e os números estão registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número ES 00142/2012.

Prefeito desiste de candidatura em Presidente Kennedy, diz TRE-ES


Cassado, Quinta renunciou e sua sobrinha deve ser a candidata.
Ele foi preso e condenado por fraudes neste no município durante o ano. 

Reginaldo Quinta desistiu da candidatura
(Foto: Samanta Nogueira / CBN Vitória) 
O prefeito cassado de Presidente Kennedy, no Litoral Sul do Espírito Santo, Reginaldo Quinta (PTB), desistiu da candidatura na noite desta quinta-feira (4). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), a coligação manifestou a intenção de registrar como candidata Amanda Quinta, sobrinha de Reginaldo e do mesmo partido. Porém, o registro ainda não foi feito, mas pode ser efetuado até às 18h deste sábado (6). O então candidato era o prefeito do município e foi cassado pela Câmara dos Vereadores no último dia 5 de setembro. Em abril ele foi preso pela Operação Lee Oswald, da Polícia Federal. O G1 não localizou a defesa de Reginaldo Quinta para explicar as motivações que o levaram à renúncia.

Segundo o TRE-ES, como as urnas já estão prontas para as eleições, não há tempo hábil para trocar o registro da candidatura na urna eletrônica. Assim, o nome e a foto que aparecerá nas urnas são de Reginaldo Quinta.

Entenda o caso
O prefeito afastado de Presidente Kennedy, Reginaldo dos Santos Quinta, foi preso durante uma operação da Polícia Federal na manhã do dia 19 de abril pela suspeita de desviar cerca de R$ 50 milhões dos cofres públicos. Outras 27 pessoas foram detidas na operação, batizada de "Lee Oswald" (nome do assassino do ex-presidente norte-americano John Kennedy), que cumpriu 79 mandados judiciais, sendo 51 de busca e apreensão, além de 13 mandados de prisão preventiva e 15 de prisão temporária.No dia 10 de julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura do prefeito afastado. Desde as prisões realizadas pela Polícia Federal, em abril, a cidade já teve dois prefeitos. Em julho, no entanto, um interventor foi nomeado pelo governador Renato Casagrande para assumir a administração do município, Lourival Lima.

Quinta teve o seu mandato cassado durante sessão realizada no início de setembro. Os vereadores entenderam que Quinta cometeu improbidade administrativa e feriu a Lei Orgânica Municipal. Seis vereadores foram a favor da cassação, dois foram contra e houve uma abstenção.
No final de setembro, ele também foi condenado por fraudes em licitações para a contratação de transporte público no município. 

Médicos de SP não atenderão planos de saúde por 11 dias


Até o dia 18, apenas as urgências e emergências serão mantidas
Médico analisa paciente: em São Paulo, a pauta de reivindicações inclui o aumento do valor da consulta para R$ 80
São Paulo – Os médicos do estado de São Paulo vão paralisar o atendimento a pelo menos 12 planos de saúde a partir da próxima quarta-feira (10). Até o dia 18, apenas as urgências e emergências serão mantidas. De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), do dia 11 ao dia 17, a greve será feita em esquema de rodízio, ou seja, apenas determinadas especialidades deixarão de ser atendidas em cada dia.

De acordo com a entidade, o atendimento será suspenso no grupo de operadoras “que não aceitaram negociar com a classe médica ou não enviaram propostas suficientes até o momento”. Os planos inicialmente afetados serão Golden Cross, Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Tempo Assist, Trasmontano e Universal. A lista completa será apresentada no próximo dia 9.

Nos dias 10 e 18 todos os médicos credenciados aos planos de saúde alvo da ação farão paralisação. No dia 11 serão afetadas as áreas de ginecologia e obstetrícia, anestesiologia e cardiologia; dia 15, endocrinologia, cirurgia de cabeça e pescoço, e pneumologia; no dia 16, ortopedia e traumatologia, angiologia, cirurgia vascular e medicina do esporte; e no dia 17, endoscopia, dermatologia e alergia, e imunologia.
“São Paulo está em consonância com o movimento nacional, que terá ações em diversos estados e regiões. O mês do médico será marcado pelo posicionamento firme da classe em busca da valorização de seu trabalho, sempre em prol do atendimento de qualidade aos pacientes”, destacou o presidente da APM, Florisval Meinão.

Em São Paulo, a pauta de reivindicações inclui o aumento do valor da consulta para R$ 80, a atualização dos valores cobrados pelos procedimentos conforme a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, e o reajuste desses valores a cada 12 meses.

Serra critica rivais por 'invadirem' espaço de candidatos a vereador

Serra visitou um shopping center na zona norte da capital paulista, onde fez corpo a corpo com eleitores ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB)

Marina Nnovaes
O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, criticou nesta sexta-feira os adversários por usaram parte do tempo dedicado aos candidatos a vereador na TV, na quinta-feira (4), para aparecer nas vésperas da eleição. Pela manhã, o PSDB enviou um pedido à Justiça Eleitoral para que todos os concorrentes que não tenham "invadido" o espaço dedicado à propaganda dos candidatos do Legislativo também possam falar em rede nacional, ainda no primeiro turno - geralmente, à essa altura da campanha, o direito de resposta só é concedido em um eventual segundo turno.

"Ontem foi feito uma transgressão dramática às regras do jogo eleitoral. Um ataque à Justiça eleitoral. No lugar das campanhas de vereador, fizeram campanha para o Executivo. Isso é gravíssimo. É muito importante que haja uma reparação do caso", afirmou Serra, durante visita a um shopping center na zona norte da capital paulista, onde fez corpo a corpo com eleitores ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Serra criticou diretamente o rival do PT, Fernando Haddad, mas a ação do PSDB também tem como alvo Gabriel Chalita, candidato do PMDB. Segundo ele, a "invasão" da propaganda eleitoral dos candidatos a vereador foi mais "evidente" no caso do PT e, para reforçar o ataque, o tucano citou o julgamento do mensalão para lembrar que "ainda há leis no Brasil".

"Ainda há leis no Brasil, isso deve ser respeitado. E o mensalão é uma derivação disso. (...) O sistema judiciário é um sistema forte que tem que ser respeitado. O que houve ontem foi uma transgressão frontal e acintosa", afirmou Serra.

Campanha reforçada
Faltando apenas dois dias para a eleição, Serra intensificou a campanha nas ruas. Pela manhã, às 5h30, ele visitou o Ceagesp, onde pediu votos para os feirantes e trabalhadores. Já no início da tarde, ele visitou um shopping na zona norte, onde tirou fotos com as pessoas e distribuiu beijos, ao lado de Alckmin.
Mas a agenda de Serra não parou por aí. Após almoçar com o governador em um restaurante do shopping, Serra participa de uma palestra voltada a empresários e trabalhadores do setor de turismo.
Via portal Terra 

Lula chama Serra de frágil e provoca: "sem bolinha de papel e sabão"


Dassler Marques
Uma grande mobilização petista movimentou o centro de São Paulo no início da tarde desta sexta-feira. Para empurrar a candidatura de Fernando Haddad à prefeitura da capital, cerca de 400 militantes do PT caminharam da Praça da República até a Praça da Sé, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguardava para fazer um pronunciamento. Após um momento de tensão, já que petistas encontraram com militantes do PSDB em campanha por José Serra, Lula provocou o adversário tucano.

Com menção ao episódio da bolinha de papel sobre José Serra nas eleições presidenciais de 2010, o ex-presidente pediu tranquilidade aos petistas para evitar algo semelhante desta vez. "A gente não pode, nesses últimos dias, aceitar nenhuma provocação. Muito cuidado. A gente tem que estar de cara muito boa, muito alegre, se for andar pelas ruas. Mas sem aceitar nenhuma provocação de ninguém", disse Lula no início do discurso.

Lula se referia ao fato ocorrido durante a campanha presidencial de 2010, no qual Serra, durante uma caminhada, foi atingido por um objeto atirado pela militância petista e se dirigiu ao hospital por conta do episódio. Um vídeo exibido no SBT mostrou que tratava-se de uma bolinha de papel, versão contestada pelos tucanos, na época.

"Sabemos que tem um candidato aí que, há dois anos, levou uma bolinha de papel na cabeça e tentou culpar o PT. Por favor, nada de bolinha de papel. Nada de brincar de bolinha de papel, de isopor, nada. Nada, Aliás, nem bolinha de sabão agora pode fazer. Ele é frágil. Qualquer coisa o machuca", discursou o ex-presidente enquanto os petistas gritavam "olê, olê, olê, olá. Lula, Lula".

Como os candidatos são proibidos de fazer discursos até domingo, Haddad, juntamente com sua candidata vice, Nádia Campeão (PCdoB), apenas acompanhou o presidente. Lula ainda fez um apelo à militância petista em virtude da situação da eleição da capital, que definiu como "muito delicada porque há um embolamento" e pediu aos petistas para "conversar com as pessoas cada vez mais e não esconder as bandeiras e camisetas".

Em pouco mais de uma hora, a caminhada do PT pelo centro da São Paulo ocorreu minutos depois de Haddad também percorrer o Brás por mais de duas horas. Em frente ao Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, petistas e tucanos, estes mobilizados por José Serra, se encontraram. Apesar de um natural clima de tensão, seguranças dos partidos e a própria Polícia Militar formaram um cordão de isolamento e os dois grupos, de PT e PSDB, tomaram caminhos distintos.
Via portal Terra

A dois dias da eleição, Russomanno foge da imprensa em carreata


Em queda nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, fugiu da própria carreata na tarde desta sexta-feira, evitando falar com a imprensa a dois dias do primeiro turno das eleições municipais. A comitiva de veículos seguia de São Mateus, no extremo leste da capital, até o Ipiranga, na região sudeste.


O candidato chegou com uma hora e meia de atraso ao ponto de partida da carreata. Sem descer do veículo em que estava, Russomanno seguiu em frente, e sua assessoria informou que ele falaria com os jornalistas após o trajeto de mais de 20 km. No entanto, ao chegar à rua do Orfanato, no bairro da Mooca, a poucos minutos do fim da carreata, Russomanno desceu do carro aberto em que estava, entrou em outro e foi embora. Um dos veículos de imprensa tentou seguir o candidato, mas outros automóveis da campanha entraram na frente e impediram a perseguição.

A carreata terminou pouco depois, na rua do Manifesto. O próprio Conte Lopes, candidato a vereador que acompanhou Russomanno no carro aberto, parecia perplexo com a manobra de fuga. A assessoria do candidato informou a um dos jornalistas que ele estava atrasado para uma outra agenda. Em seguida, retificou, e disse que ele tinha um compromisso particular.

A fuga ocorre no momento mais crítico da campanha: antes líder isolado, Russomanno apresentou em duas semanas uma queda de dez pontos percentuais nas pesquisas de intenção de voto, empatando tecnicamente com o tucano José Serra. Além disso, o líder da Igreja Universal e dono da Record, bispo Edir Macedo, publicou em seu blog um texto defendendo Russomanno - que vinha a campanha inteira tentando se desvincular da denominação evangélica. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o PTB, aliado de Russomanno, estaria insatisfeito com a iniciativa de Macedo, com o comando da campanha e com a estratégia de marketing e compromissos de rua.

Aos jornalistas, Russomanno vinha prometendo há dois dias ler e se posicionar sobre o texto publicado no blog de Edir Macedo.
Via portal Terra

MP Eleitoral alerta contra 'derramamento' de santinhos


A partir das 22h de sábado até as 17h do domingo é estritamente proibido qualquer tipo de propaganda eleitoral. Atento ao tema, o Ministério Público Eleitoraldo Rio de Janeiro reforçou, nesta sexta-feira, a recomendação aos partidos, candidatos e coligações para que não ocorra o tradicional "derramamento de santinhos" no dia da eleição.

A distribuição de material impresso de campanha ainda é costumeira, com alguns militantes simplesmente jogando os panfletos para o alto, prejudicando a higiene e a estética urbana, de acordo com o MP Eleitoral. A prática configura crime de boca de urna
. A utilização de bandeiras, bótons e adesivos por parte dos envolvidos na disputa é permitida pela lei.
"A prevenção à boca de urna é uma medida importante já que os momentos que antecedem a votação costumam ser tensos em diversas localidades, por conta da iniciativa de políticos inescrupulosos que recrutam grande contingente de pessoas, mediante pagamento irrisório, para influenciar a vontade do eleitor", afirma o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro.

O promotor salienta ainda que a propaganda eleitoral em logradouros públicos, além de boca de urna, ou seja, crime eleitoral, é passível de pena de seis meses a um de detenção (crime de menor potencial) e ainda pode implicar em multa entre R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

O Ministério Público do Rio de Janeiro reforçou a recomendação a todos os promotores. Munícipios como Saquarema, Macaé, e a própria capital fluminense já deram sinal positivo para a orientação. ¿Procurem votar naqueles candidatos que evitam praticar os atos ilegais acima descritos, demonstrando, assim, cuidado com a higiene, a estética urbana e com a preservação do meio ambiente de Saquarema, bem como o fiel cumprimento da legislação nos âmbitos municipal, estadual e federal¿, argumentou em nota, o MP-RJ.

Haddad renega Maluf, após ligar Russomanno à mafia dos fiscais


Por Dassler Marques
Depois de veicular em seu programa uma reportagem que liga Celso Russomanno, do PRB, a membros condenados pela máfia dos fiscais nos anos 90, Fernando Haddad (PT) rebateu as criticas dos adversários contra ele, em especial as ligações com membros julgados pelo escândalo do mensalão e à aliança com Paulo Maluf e o PP.

"(O Maluf) não está na minha campanha. Está com o governador (Geraldo) Alckmin também e vocês não publicam isso", reclamou Haddad em visita ao Brás na manhã desta sexta-feira.

Ao todo, quatro ex-vereadores envolvidos na máfia dos fiscais (José Izar, Vicente Viscome, Zé Índio e Archibaldo Zancra) integram a equipe de colaboradores de Russomanno. O esquema nos anos 90, durante a gestão de Celso Pitta, teria se aproximado de R$ 500 mil em propinas.

"É uma reportagem de jornal (onde a ligação com Russomanno foi revelada). Não tem ninguém (do mensalão) na minha campanha. Estão forçando situação que não existe. Os coordenadores e militantes (do PT) são conhecidos, me acompanham no dia a dia", reclamou Haddad. "Me baseio em reportagens investigativas que a imprensa faz", salientou.

Ainda a respeito de Russomanno, que caiu sete pontos em pesquisas desta semana, Haddad afirmou que "não tem mais incógnita, as pessoas têm nítido o que está em jogo". Levantamento feito pelo Datafolha aponta que é o petista o maior beneficiado pela queda do candidato do PRB na liderança, o que fez ele reforçar a confiança de que irá deixar a terceira posição no domingo e disputar o segundo turno em São Paulo. "É o que sinto na rua, do nosso acompanhamento interno e da força dos nossos apoios e da nossa proposta. Ansiedade não é comigo, comecei a campanha zen e termino zen".

Ex-comerciante da região do Brás e da 25 de Março, uma herança do pai que era atacadista de tecidos, Fernando Haddad caminhou em busca de apoio por cerca de três horas na manhã desta sexta. Em um dos principais estabelecimentos comerciais da região, o Lojão do Brás, chegou a ser ovacionado por funcionários que fizeram discurso em microfone. Haddad também fez discurso e reforçou a proposta de oferecer melhor infraestrutura para os comércios de rua de São Paulo.
Via Portal Terra

Haddad é quem mais se beneficia de perda de votos de Russomanno


Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura de São Paulo, é a primeira opção do eleitor que inicialmente votaria em Celso Russomanno (PRB), mas mudou de ideia. Segundo a última pesquisa Datafolha, 26% dos eleitores do postulante do PRB afirmam que podem mudar de voto. Destes, 31% afirmam que, caso mudem, votarão no petista.

José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB) estão empatados como "beneficiários" da perda de votos de Russomanno: aparecem com 17% cada. Soninha Francine (PPS) tem 9%.
O candidato do PRB tem mostrado uma queda de 10 pontos percentuais na campanha. Antes líder isolado, agora Russomanno tem 25% e está em situação de empate técnico com o tucano, José Serra, que oscilou um ponto percentual para cima e tem 23%. Segundo a pesquisa encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo, como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Serra também está empatado tecnicamente com o petista Fernando Haddad, que foi de 18% para 19%, no limite da margem de erro.

O Datafolha entrevistou 2.099 pessoas entre os dias 2 e 3 de outubro. A pesquisa foi registrada pelo Tribunal Regional de São Paulo com o número (TRE-SP) SP-01536/2012. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo.

Justiça apreende jornais pró-Haddad


Impresso do Sindicato dos Bancários dá mais destaque e declara apoio ao candidato petista; campanha tucana alega que publicação fere lei eleitoral

Oficiais da Justiça Eleitoral apreenderam na noite dessa quinta-feira, 4, exemplares do jornal Folha Bancária, editado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e com tiragem de 100 mil exemplares, por suposta propaganda eleitoral indevida em favor do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

A ação foi proposta pelos advogados do candidato José Serra (PSDB), sob a alegação de que a publicação viola a Lei Eleitoral. O artigo 24 proíbe os candidatos de receber doações diretas e indiretas, inclusive na forma de publicidade, de entidades de classe e sindical.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pela juíza Carla Themis Lagrotta Germano. A decisão proíbe a distribuição do jornal e determina a retirada do PDF da publicação do site do sindicato, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Os cerca de 500 exemplares disponíveis na sede da entidade, no centro, foram apreendidos. Oficiais de Justiça também foram destacados para cumprir o mandado em outros locais.

A última página dos exemplares apreendidos da Folha Bancária traz seção sob o título "O melhor projeto para São Paulo", com textos sobre Haddad, Serra e Russomanno. O petista ganhou o dobro do tamanho dos concorrentes e a afirmação de que a "maioria da diretoria do sindicato apoia Fernando Haddad".

A peça sobre Serra afirma que o tucano vetou projetos de lei que determinavam a instalação de portas de segurança nos bancos e que o PSDB privatizou o Banespa. Diz também que o tucano não divulgou seu plano de governo. O texto sobre Russomanno afirma que o candidato "ganhou destaque não pela atuação política, mas apresentando programas de várias emissoras de TV" e resume seu histórico de filiações partidárias e propostas de governo.
Nem os bancários nem a campanha de Haddad comentaram o caso ontem. O advogado Milton Terra, da campanha de Serra, afirmou que "já é tradicional o sindicato apoiar o PT". "Eles reiteradamente descumprem a lei", disse. / COLABOROU BRUNO BOGHOSSIAN

A dor me impede de falar, diz ministro sobre situação de Dirceu no mensalão


Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) evitou comentar julgamento de ex-ministro no processo; petista já recebeu três votos favoráveis à condenação

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, evitou falar nesta sexta-feira, 5, sobre o julgamento do ex-ministro da Casa Civil no processo mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa quinta, 4, a Corte já deu sinais de que pode condenar o petista por corrupção ativa.

"A dor me impede de falar, neste momento, desta questão", disse Carvalho durante a abertura da exposição das obras do italiano Michelangelo Merisi Caravaggio, em Brasília. O ministro foi chefe de gabinete do governo Lula durante os dois mandatos.
Nessa semana, o STF começou a julgar o envolvimento de petistas no esquema de compra de apoio político no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Três ministros votaram pela condenação de Dirceu, apontado pela acusação como o principal articulador do esquema. Já para o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, não há provas de que o ex-ministro comandou o mensalão. Os demais ministros votam na próxima semana.

Também na quinta, a defesa de Dirceu apresentou último apelo ao Supremo. Em um documento de 11 folhas, o advogado José Luiz Oliveira Lima diz que o petista não mantinha encontros com outros réus do processo e não poderia ser culpado por atos relativos ao cargo que exercia na época.

"Ao contrário do que foi consignado no voto do Exmo. Relator, as reuniões (na Casa Civil) não se revestem de caráter clandestino; ao revés, foram registradas na agenda oficial do ex-ministro. Se os representantes dos bancos e empresas decidiram levar nas audiências Marcos Valério ou Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT e também réu no processo), seja como mero acompanhantes ou assessores, tal fato não é de responsabilidade de José Dirceu", argumentou o advogado.

Blogueira e opositora cubana Yoani Sánchez é presa


Ela estava na cidade do julgamento de político espanhol envolvido no acidente que matou Oswaldo Payá
Yoani Sánchez
 GRANMA - A blogueira cubana opositora Yoani Sánchez foi presa na província de Granma nesta sexta-feira, 5, onde é realizado o julgamento de um político espanhol envolvido no acidente que matou o dissidente Oswaldo Payá. 

Sánchez, de 37 anos, é conhecida por publicar severas críticas ao governo comunista em seu blog "Geração Y". Ela também é colunista do 'Estado'.
"A blogueira pró-Estados Unidos Yoani Sánchez foi presa na quinta-feira, 4, na cidade de Bayamo, para onde viajou na intenção de fazer provocações e um show midiático no julgamento que aconteceria na sexta-feira", disse uma publicação no blog do governista Fontana Yohandry. 

Fontana citou em seu post o jornalista García Ginarte, que informou pelo Twitter que Sánchez tinha previsto "ações que violam a lei para impedir o julgamento.
Segundo a agência Reuters, as autoridades locais não confirmaram a informação e não foi possível localizar Sánchez ou familiares.

SÃO PAULO, ROMA REVISITADA - Ricardo Pantin


 Ricardo Ludwig Mariasaldi Pantin*

Está cada vez mais claro o papel das gestões estadual e municipal em relação à questão imobiliária em São Paulo a partir de episódios bem conhecidos de todos nós. Cerca de 70 favelas na cidade "pegaram fogo" na gestão do atual prefeito, sendo que nos últimos cinco anos o Corpo de Bombeiros registrou 530 incêndios em favelas. Exitoso programa de controle e de combate a incêndios em favelas, criado pela gestão Marta Suplicy, foi extinto pela gestão José Serra em 2005, quando assumiu a Prefeitura, política mantida pela atual gestão, que teve início após a renúncia de Serra antes do fim do segundo ano de mandato. 

Força bruta dos órgãos de segurança (bombas de efeito moral, balas e cachorros) em ação truculenta que não era vista desde o fim do regime de exceção, foi usada contra moradores de uma comunidade no interior de São Paulo com o intento de expulsá-los do local onde moravam há mais de 20 anos, com a notória intenção de favorecer um especulador. Os fatos que envolveram a desocupação violenta, com ofensa aos direitos humanos dos moradores daquela localidade e com a notícia do desaparecimento e do homicídio de moradores, além do estupro de uma jovem por soldados da ROTA, força de elite da Polícia Militar, estão sendo investigados pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos e implica o Governador do Estado e a Cúpula do Poder Judiciário Paulista, que desrespeitou decisão do Judiciário Federal por pressão do Executivo local e, portanto, é corresponsável pelos crimes cometidos contra os integrantes daquela comunidade.

Novo incêndio em uma comunidade da Capital Paulista que já sofrera com as chamas há 9 meses atrás e quando, agora, os moradores tentam reconstruir suas casas, são impedidos pelas forças de segurança, sobretudo pela Guarda Civil Metropolitana, que imprime mais violência, física e psicológica, contra moradores de uma área cuja propriedade lhes pertence, pendente o título aquisitivo da propriedade tão somente de declaração judicial, impedida pela Prefeitura mediante o manejo de recursos manifestamente protelatórios. A atuação das forças de segurança sob a batuta dos chefes do Executivo, além de aviltar a dignidade daquelas pessoas, impede o exercício de um direito social que é a moradia, um dos pilares do pacto político fundamental assinado por nós.

É bom esclarecer não se pretende advogar que essas pessoas continuem morando em condições inadequadas como as existentes nas comunidades aqui mencionadas, uma no Centro de São Paulo e outra em São José dos Campos. Elas estão longe de atenderem ao direito fundamental a uma moradia digna. Também não se é contra as remoções, desde que, é claro, elas sejam feitas com respeito à dignidade dessas pessoas, assegurando prévio aviso, pagamento de aluguel social e moradia digna, dentro de programas habitacionais bem estruturados.

Por outro lado, mesmo sendo o Brasil a 6ª maior economia mundial, posto galgado pelo esforço de um governo que ao longo de 10 anos consolidou o país no cenário internacional e promoveu a inclusão social, é certo que a maior e mais rica cidade do país tem uma Administração que pretende se perpetuar aliada ao capital especulativo e imobiliário e que mantém as forças de segurança submissas a esses interesses, tanto assim que pessoas de baixa renda são expulsas de suas casas com fogo, método que lembra a idade média e as cruzadas – termo cujo emprego é bem oportuno, já que religião e política parecem atualmente andar de mãos dadas, numa era em que já foi declarada a laicidade do Estado.

Oportuno lembrar também nesse contexto que moradores das comunidades do Rio de Janeiro estão sendo expulsos de suas casas em razão das obras da Copa, política tal e qual a de São Paulo que vem sendo adotada pelo Governo daquele Estado sob a mesma ótica higienista e que reza a cartilha da gentrificação(1).

O que mais causa espécie é que esse tipo de política de segurança, atrelada a interesses imobiliários, tem o apoio de parcela considerável da população.

Um dado importante nesse cenário e que explica o apoio de cidadãos a essa política estatal de rearranjo dos espaços públicos, foi divulgado recentemente pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República: o de que 53% dos brasileiros formam hoje a classe média e são responsáveis por 38% do consumo nacional.

É certo que esse quadro se deve à inclusão da classe “C” no mercado de consumo, com acesso a bens e serviços antes inacessíveis, e cujo estilo de vida preconiza a doutrina do “self-made man”(2), a mesma que está embutida no pacote de congregações religiosas que hoje influencia o voto desse público – com evidente vantagem a candidatos apoiados por essas congregações, nem que isso custe a falta de lisura do pleito eleitoral –, público antes beneficiado por políticas de inclusão do Governo Federal e que agora, uma vez inserido no mercado de consumo e com a melhora do padrão de vida adere à política de exclusão daqueles que não se encontram no mesmo patamar sócio-econômico, legitimando a implementação dessa política em Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, onde estão concentrados os meios de produção, os serviços e por onde circula a riqueza, portanto.

Essa marcha, de harmonização da velha política excludente (antes fomentada pela elite oligárquica) com a chamada nova classe média, é o que sustenta os subsistemas de repressão contra a população mais pobre e vulnerável que ainda se encontra excluída e mostra a ascensão conservadora em São Paulo como fenômeno político, tema que foi debatido na Universidade de São Paulo com a participação da Professora Marilena Chauí. No encontro, tratou a professora de falar que a sociedade brasileira é autoritária, e não se trata de falar do autoritarismo como aparelho do Estado, da ditadura, o autoritarismo é um fenômeno social. Nessa medida, a sociedade brasileira é autoritária, é vertical, hierarquizada, oligárquica, transforma todas as diferenças em desigualdades e naturaliza as desigualdades, opera com a discriminação e o preconceito de classe, religioso, de sexo, profissional e racial; é uma sociedade extremamente violenta e que tem a tendência de situar a violência apenas no campo da criminalidade e deixa de perceber que a violência é toda violação física ou psíquica que se faz contra a natureza de alguém e com isso não se reconhece a humanidade do outro.

Com essas observações bem de se ver como a classe média pensa, especialmente a classe média paulistana, daí dizer que como cidade próspera (ao menos do ponto vista competitivo defendido pelo neoliberalismo) São Paulo não permite nem quer permitir a mobilidade social, razão pela qual a cidade (assim como o Estado) vem elegendo o mesmo projeto há anos, um projeto que toma por base a militarização, a opressão e a desumanização; alia-se em torno do individualismo e tem nisso um postulado, ignorando que a construção de uma sociedade mais justa e verdadeiramente desenvolvida passa pela inclusão e pela horizontalização de direitos, sem o que o crescimento econômico não se sustenta a médio e longo prazos, perpetuando um individualismo que se consome nele mesmo, de forma autodestrutiva, não gerando distribuição de renda nem produzindo riqueza, base em que se assenta a prosperidade de uma nação.

É o que vem ocorrendo em São Paulo e nas principais capitais do país. A escolha de um projeto de culto ao individualismo, de coisificação patenteada pelo consumo em massa e que acaba por refletir na política como trato privado, que resulta no desvirtuamento e no desmonte de um Estado Social tal como aquele idealizado pela Carta Política de 1988, reconhecendo como válidas políticas higienistas e de segurança pública voltadas à criação e à manutenção de certos privilégios restritos a uma nova classe social que foi alçada à inclusão, em detrimento de um crescimento horizontal e sustentável a possibilitar a mobilidade como instrumento de justiça social e que está muito além do “self-made man”, posto que antes passa pela implementação de políticas como aquelas experimentadas pelo Brasil nos últimos 10 anos e que colocaram o país na rota do crescimento. 

Em uma sociedade assim constituída e que compra como sinal de opulência e distinção para assegurar um status que antes não possuía, fica nítido que o voto segue a lógica do consumo – não sendo difícil entender por que o candidato que aponta como primeiro nas pesquisas em São Paulo é o “defensor” do consumidor e tem no serviço público um bem a ser colocado à disposição da população sob a ótima consumerista desejada por uma nova classe média que clama por credenciais educacionais como símbolo de poder, não fosse o fato de que esse poder não vem do conhecimento e sim do diploma como credencial, já que para esse público ter (=consumir) é mais importante do que o conhecimento como instrumento de transformação social e formação de capital humano que gera prosperidade. É inevitável reconhecer, portanto, que essa nova classe floresce no fértil terreno da corrida armamentista do consumo, como bem destacou o economista e filósofo Eduardo Giannetti, em excelente entrevista concedida ao Caderno Aliás, do jornal O Estado de São Paulo, em 19 de agosto de 2012.

Essa ascensão social percebida e sentida e, principalmente, consolidada com a experiência do mercado, exprime o sentimento de indiferença com as desigualdades, fomenta o preconceito e legitima a violência, daí decorrendo que políticas excludentes como as que se tem visto e os crimes cometidos pelo Estado contra a parcela economicamente mais frágil encontram a aprovação de parcela expressiva da população que ascendeu, a mesma que não quer ver ao lado do imóvel adquirido com a facilitação do crédito e com a baixa dos juros proporcionadas pela política macroeconômica, favelas ao seu lado. Enquanto isso, Roma pega fogo...

(1) Tradução literal do inglês "gentrification" que não consta nos dicionários de português. É um conjunto de processos de transformação do espaço urbano que, com ou sem intervenção governamental, busca o aburguesamento de áreas das grandes metrópoles que são tradicionalmente ocupadas pelos pobres, com a consequente expulsão dessas populações mais carentes, resultando na valorização imobiliária desses espaços (conf. HOFFMANN, Friederike. Istanbul: Living Together Separatly. Urban Action 2007, College of Behavioral and Social Sciences, San Francisco State University, 2007)

(2) A doutrina do “self-made man” está intrinsecamente ligada ao American Way of Life ou sonho americano e refere ao homem que nasceu em condições pouco promissoras e ascendeu social e economicamente por esforço próprio, sem qualquer intervenção do Estado ou condições externas que indiquem fatores determinantes para essa ascensão.

* Ricardo Ludwig Mariasaldi Pantin - É advogado e professor universitário

Deputados analisam possibilidade de transferir os feriados para a segundas ou sextas-feiras

Os feriados que caírem no meio da semana poderão ser transferidos para segundas ou sextas-feiras. 

deputada professora Dorinha Seabra (DEM -TO)




O objetivo é evitar que os dias entre os feriados e o final de semana sejam “enforcados”. Apenas os feriados de primeiro de janeiro, 7 de setembro, 25 de dezembro e dois de novembro não serão transferidos. 
A relatora na comissão, deputada professora Dorinha Seabra (DEM -TO), lembrou que o Brasil possui inúmeros feriados religiosos e civis que o prejudicam o fluxo escolar e o funcionamento de instituições financeiras por exemplo. 

Dorinha reconhece que a alteração deve encontrar resistência por parte dos brasileiros e pode levar um tempo para ser absorvida pela sociedade, mas deve ser implementada mesmo assim.”A tentativa aqui é tentar organizar, concentrando em dois dias- ou na segunda ou na sexta, dependendo do dia que o feriado caiu, antes de quarta ou depois de quarta-feira para forçar a crianção de uma cultura e criar uma cultura não é fácil”, disse.

Pela proposta, os feriados que caírem na terça-feira serão antecipados para a segunda-feira anterior ao feriado. Os feriados que caírem na quarta ou na quinta-feira serão comemorados na sexta-feira. 
Com informações da Agência Congresso

Cientista político diz que incerteza sobre candidaturas válidas para domingo prejudica eleitor


Thais Leitão | Agência Brasil
Brasília – Faltando dois dias para o pleito municipal, os eleitores brasileiros não sabem se 2.830 candidatos poderão assumir os cargos de prefeito ou vereador caso sejam eleitos no próximo domingo (7). Devido a isso, até mesmo eleições podem ser anuladas. Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto, a incerteza prejudica o eleitor que vai às urnas sem saber se sua escolha será válida.

O número de candidaturas sub judice refere-se à quantidade de recursos recebidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ainda não têm decisão definitiva, todos envolvendo pedidos de impugnação de candidatura baseados na Lei da Ficha Limpa. Ao todo, foram recebidos pela corte 2.985 recursos referentes a registros de candidatura para as eleições deste ano. Desse total, 678 foram julgados pelos ministros do TSE, mas ainda cabe recurso por parte dos réus, enquanto 155 já têm decisão definitiva.

De acordo com o cientista político, criou-se uma situação de insegurança para o eleitor. “A consequência disto é muito ruim, porque o eleitor vota sem saber se seu candidato terá condições de assumir, caso eleito. O resultado prático desta dúvida é a possibilidade dele anular seu voto involuntariamente. A meu ver, é uma injustiça que se comete contra o eleitor”, avaliou.

Barreto defende que o ideal é os processos serem julgados antes de iniciado o período de campanha. O TSE, no entanto, se comprometeu a julgar todos os processos relativos à Lei da Ficha Limpa somente até o fim do prazo para a diplomação dos candidatos, em 19 de dezembro. Por causa disso, eleitores votarão domingo sem saber se seu candidato é ficha suja.
“Quando o eleitor vê um candidato fazendo campanha, ele acredita que está tudo certo com sua candidatura, que ele vai poder assumir o cargo se for eleito. Para evitar esta confusão na cabeça do eleitor, é preciso haver uma antecedência confortável em relação às eleições para divulgação do resultado dos julgamentos desses processos”, acrescentou.

O TSE informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que se trata de um volume muito grande de processos recebidos em um período próximo às eleições em função dos prazos processuais. A corte julga os recursos encaminhados pelos tribunais regionais eleitorais que, por sua vez, julgam recursos às decisões de juízes de primeira instância, caminho inicial para a impugnação de candidaturas.

Além disso, o tribunal tem que analisar processos relativos a outras questões, como o pedido de envio de tropas federais a municípios para garantir a segurança nas eleições.
Os candidatos cujas candidaturas não tiveram deliberação da Justiça Eleitoral concorrerão no próximo domingo sub judice e os votos serão computados normalmente. Se o candidato tiver posteriormente o registro impugnado pelo TSE, os votos serão considerados nulos. O procedimento nas situações em que o vencedor tenha seu registro cassado será analisado caso a caso pelo tribunal.

Entre as hipóteses, estão a diplomação do segundo mais votado ou até mesmo a realização de uma nova disputa, no caso de eleição majoritária. No caso dos vereadores, serão empossados os candidatos que tiverem o maior número de votos. Aprovada em 2010, a Lei Complementar 135, conhecida como Lei da Ficha Limpa, está valendo pela primeira vez para as eleições municipais deste ano.
Edição: Davi Oliveira

Crise provoca êxodo de europeus para América Latina; Brasil é um dos países mais procurados


Renata Giraldi | Agência Brasil
Brasília – A crise internacional, que atingiu principalmente os países da zona do euro, aumentou a procura de europeus pela América Latina e pelo Caribe. A conclusão está em um estudo divulgado hoje (5) pela Organização Internacional de Migrações (OIM). O documento revela que 107 mil europeus deixaram o continente, no período de 2008 a 2009.

Segundo o relatório, a migração envolve inclusive as pessoas com dupla nacionalidade. A maioria dos europeus procura o Brasil, a Argentina, a Venezuela e o México. Os principais países de origem são a Espanha (47.701), Alemanha (20.926), Holanda (17.168) e Itália (15.701).

Os imigrantes que saem da Europa rumo à América Latina e ao Caribe têm um perfil definido, segundo o estudo. A maioria é formada por homens jovens, solteiros, que têm formação superior, em geral em ciências sociais e engenharia civil. Já as mulheres foram as primeiras a deixar a América Latina com destino à União Europeia, aumentando as remessas de dinheiro para as famílias nos países de origem.

O estudo indica ainda que há uma migração intrarregional – cerca de 4 milhões de pessoas optaram por deixar seus países em direção aos vizinhos, em uma mesma região. A maioria é da Colômbia, da Nicarágua, do Paraguai, do Haiti, do Chile e da Bolívia. Os principais países de destino para os migrantes intrarregionais são a Argentina, a Venezuela, a Costa Rica e a República Dominicana.

As remessas de imigrantes da União Europeia para a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) atingiu US$ 7,25 bilhões, em 2010. Os repasses dos latino-americanos para a Europa somaram US$ 4,66 bilhões, no mesmo período. O fluxo de remessa dentro da América Latina atingiu US$ 4,57 bilhões, em 2010, beneficiando principalmente a Colômbia, a Nicarágua e o Paraguai, além da Venezuela, Costa Rica e Argentina.

O estudo mostra que pelo menos 4,29 milhões de latino-americanos ainda moram na Espanha, no Reino Unido, nos Países Baixos, na Itália e na França. Segundo o documento, mais de 1,25 milhão de europeus residem em países da América Latina. Mais informações podem ser obtidas no site do IOM. 

Mensalão: Fux vota pela condenação de oito réus por compra de apoio político da base aliada


Quarto ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) a votar no capítulo sobre corrupção ativa na Ação Penal 470, Luiz Fux condenou oito réus por compra de apoio político da base aliada ao governo entre 2003 e 2004, esquema conhecido como mensalão. A sessão foi suspensa logo em seguida, ainda sem formação de maioria em relação aos réus desta etapa.
Para Fux, a análise conjunta das provas reunidas no processo, unidas à “lógica da vida e da experiência comum” evidenciam que o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu teve participação nos fatos. “Não creio na atuação isolada do réu Delúbio Soares”, disse, minimizando o papel atribuído ao ex-tesoureiro do PT.
Citando uma série de depoimentos, Fux destacou que o próprio Dirceu confirmou sua atuação para formar a base aliada, que, segundo o ministro, foi comprovadamente corrompida. “[Dirceu] Figura como articulador político desse caso penal que esta sendo colocado sob nossa observação por sua posição de proeminência e de destaque no governo”. E completou: “É inimaginável conceber que esses acordos eram só políticos”.
Fux também entendeu que é preciso valorar o depoimento do ex-deputado Roberto Jefferson, primeiro a denunciar a participação de Dirceu no esquema, como qualquer outra testemunha do processo. Segundo o ministro, as considerações do ex-presidente do PTB ganharam ainda mais importância porque foram confirmadas na prova colhida pelo Ministério Público.
Com o mesmo argumento, Fux deu valor às provas colhidas fora do processo penal, como em comissões parlamentares de inquérito, ainda que muitos depoimentos tenham sido alterados na frente do juiz. O ministro ainda destacou o fato de a ex-mulher de Dirceu Ângela Saragoça ter conseguido vantagens econômicas dos bancos e réus citados no processo. “A isso se quer atribuir à obra do acaso. Nada é fruto do acaso”, pontuou.
Fux disse que as provas demonstram “completa afinidade” entre o ex-presidente do PT José Genoino e Delúbio, sendo impossível que o ex-presidente do PT desconhecesse o que estava sendo articulado por seu tesoureiro. “Exatamente pelas reuniões de que participou, do empréstimo que ele avalizou junto com o operador do esquema, como líder da agremiação da partidária, não poderia desconhecer [o mensalão]”.
O ministro descartou o argumento de que a vida humilde de José Genoino é suficiente para excluir sua culpa por corrupção. “Há vários casos em que o interesse que move a corrupção não é econômico”.
Além de Delúbio Soares, Fux votou pela condenação dos publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz e da diretora financeira da SMP&B Simone Vasconcelos. Quanto a Rogério Tolentino, o ministro considerou que, a esta altura do processo, está provado que sua ligação com Valério era mais que relação de mero advogado, votando por sua condenação.
Fux ainda também aderiu à tese unânime pela absolvição de Geiza Dias, ex-gerente financeira da empresa de Valério, a SMP&B, por considerar que ela desconhecia a atuação do grupo criminoso. Ele também inocentou o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto por falta de provas.
O jugamento será retomado na próxima terça-feira (9) e, não, na segunda-feira, como o usual, devido às eleições municipais do próximo domingo (7). Ainda votarão neste capítulo os ministros Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto.
Confira placar parcial da segunda metade do Capítulo 6, que trata do crime de corrupção ativa entre políticos do PT e PL e no núcleo publicitário:
 
1) José Dirceu: 3 votos a 1 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski)
 
2) José Genoíno: 3 votos a 1 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski)
 
3) Delúbio Soares: 4 votos pela condenação
 
4) Anderson Adauto: 4 votos pela absolvição
 
5) Marcos Valério: 4 votos pela condenação
 
6) Ramon Hollerbach: 4 votos pela condenação
 
7) Cristiano Paz: 4 votos pela condenação
 
8) Rogério Tolentino: 3 votos a 1 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski)
 
9) Simone Vasconcelos: 4 votos pela condenação
 
10) Geiza Dias: 4 votos pela absolvição

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