sábado, 23 de agosto de 2014

Especialistas veem avião que transportava Campos 'invertido' em vídeo


O avião que transportava o candidato à presidência Eduardo Campos, quatro assessores e dois tripulantes, pode ter voado “invertido”, ou seja, com a barriga para cima antes de sofrer a queda. A avaliação é de especialistas ouvidos pela BBC na França e nos Estados Unidos.

A aeronave Cessna Citation 560 XL caiu nos fundos de um imóvel no Boqueirão, em Santos, no último dia 13. O acidente deixou onze pessoas feridas em solo e atingiu pelo menos 13 imóveis. Dois deles, uma academia e um prédio com quatro apartamentos, localizados no perímetro entre as ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano, seguem interditados.

Imagens da queda do avião, gravadas por câmeras de monitoramento de um empreendimento imobiliário, na Avenida Francisco Glicério, mostra a rota da aeronave.

Até onde Marina pode ir?

Em 2010, ela era uma candidata de protesto. Agora, tem chance de ganhar a eleição. Precisa, no entanto, mostrar ao eleitor que tem propostas sólidas e sabe fazer política

Aline Ribeiro e Alberto Bombig*

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:

Na madrugada do dia 30 de agosto de 2009, Marina Silva despertou num quarto de hotel em São Paulo e não dormiu mais. Ela acabara de romper com o PT – e seus pensamentos foram tomados por rostos e lembranças de bons amigos com quem, nos últimos 30 anos, dividira uma vida de militância política, lutas e sonhos. Chorou até o amanhecer. O descontrole era tanto que uma de suas filhas saltou da cama e seguiu em sua direção. “Mamãe, estou preocupada com você”, disse. Na tentativa de se recompor, Marina levantou, tomou um banho e fez uma oração. Em algumas horas, num bufê sofisticado, uma grande festa a esperava para consagrar sua filiação ao Partido Verde. Marina foi aplaudida de pé por mais de 1.500 pessoas quando chegou. Ao olhar ao redor, numa busca por feições familiares, sentiu-se sozinha em meio a uma multidão de desconhecidos.

Na quarta-feira passada, uma semana depois da súbita morte de Eduardo Campos, Marina se viu em situação semelhante, ao recomeçar em território estranho. Seu desafio agora é maior, por várias razões. A primeira é que, além de construir relações fluidas e de confiança dentro de um partido em que nem bem ingressou, Marina terá de fazê-lo em meio à recente perda do amigo e aliado político. Pior: sem contar com a proteção dele. Até a tragédia que interrompeu seus planos políticos, era Campos o maior conciliador dos conflitos (e eles não são poucos) entre os caciques do PSB e Marina, sua então vice. Sem Campos para pacificar visões políticas e de mundo tão divergentes, Marina precisará domar suas convicções para não se tornar vítima delas.

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