Protestos de rua confirmam novos e velhos paradigmas
1. Onde me
senti melhor informado sobre os últimos acontecimentos foi na Internet,
porque ali tive acesso às cenas reais, sem cortes ou edições, e sem opiniões,
sobre os protestos populares destes últimos dias. Somente na Internet pude ver
como agiram os truculentos batalhões de polícia militar na repressão aos
manifestantes. São imagens que “falam mais do que mil textos” de âncoras
e de editoriais. O que se tem visto nestes protestos, claramente, é que a
imprensa tradicional, aquela dos jornalões, das revistas semanais e a das
grandes redes televisivas, insistem em manter suas linhas editoriais junto com a
informação dos fatos, editando imagens e modelando a verdade. Ou seja,
segue adaptando a informação às suas próprias conveniências e interesses. Se os
fatos aqui são protestos de rua, imagine o que deve ocorrer com informações
ainda mais relevantes e profundas, de interesse da população. Me senti melhor
informado sobre os protestos navegando pela Internet do que via jornais,
revistas ou telejornais. Este é um novo paradigma que se consolida.
