sexta-feira, 30 de março de 2012

Vídeo mostra deputado goiano negociando doação com Cachoeira

Convesas levantam suspeita de caixa dois para campanha de Rubens Otoni.
Petista nega ter recebido dinheiro “legal ou caixa dois” do empresário. 

O deputado federal Rubens Otoni (PT), pré-candidato petista ao governo de Goiás, aparece em dois vídeos negociando doação de campanha com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso na semana passada na Operação Monte Carlo. Veja o vídeo
Na primeira parte da gravação, Carlinhos Cachoeira oferece dinheiro ao deputado. Eles negociam R$ 100 mil e o empresário insinua já ter contribuído com a mesma quantia em outro momento. "Eu te ajudei em R$ 100 mil, vou ajudar em mais R$ 100 mil meu", diz.
Outra conversa levanta suspeita de caixa dois para a campanha, movimentação de dinheiro não declarada à Justiça Eleitoral, que é considerada crime. Cachoeira pede a Otoni para não declarar a doação.  "Eu não posso aparecer não. E os R$ 100 mil também você não declara não", diz o empresário. O deputado concorda: "Claro! Não, não, claro que não!".
O deputado comentou os vídeos e negou ter recebido dinheiro “legal ou caixa dois” de Cachoeira. Otoni disse que o encontro ocorreu em 2004, quando o petista foi candidato a prefeito de Anápolis (GO). "Eu tive uma conversa com Carlos Cachoeiro no sentido de tentar ajudá-lo com a empresa dele. Não foi possível ajudá-lo e passei a ser inimigo número um dele", justifica.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal em Brasília informou que os vídeos do encontro entre Rubens Otoni e Carlinhos Cachoeira não fazem parte do inquérito da Operação Monte Carlo. A ação da PF desarticulou a chamada máfia dos caça-níqueis em Goiás.

STF abre inquérito e determina quebra de sigilo de Demóstenes


Demóstenes Torres (Foto: Agência Senado)
O senador Demóstenes Torres no plenário do Senado (Foto: Agência Senado)

Senador é suspeito de vínculo com empresário preso por jogo ilegal.
Advogado vê 'ilegalidades' nas provas e diz que quebra de sigilo é favorável.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou nesta quinta-feira (29) a abertura de inquérito para investigar a ligação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal.
O ministro também determinou a quebra do sigilo bancário do senador pelo período de dois anos - Lewandowski não informou o período de início e fim da quebra de sigilo.
O advogado de Demóstenes avaliou como "positiva" a quebra de sigilo bancário e afirmou que a medida seria pedida pela defesa. "Essa quebra de sigilo é positiva e será uma fonte de provas a favor do senador", disse Castro. O advogado voltou a dizer que houve "ilegalidades" na coleta de provas anteriores. Ele se refere às escutas telefônicas feitas pela PF em que o senador aparece conversando com Cachoeira.
Demóstenes e os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) foram citados em relatório da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro e que prendeu Carlos Cachoeira.
No pedido ao Supremo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também solicitou o desmembramento do inquérito para investigar os demais parlamentares. Em relação ao envolvimento de pessoas sem foro privilegiado, Gurgel pediu que fosse desmembrado para análise da primeira instância da Justiça.
Sobre o desmembramento e a investigação aos deputados Sandes Júnior e Carlos Alberto Leréia, Lewandowski pediu mais informações ao procurador-geral antes de tomar uma decisão.
O ministro determinou ainda o envio de ofício ao Banco Central para ter acesso a movimentações financeiras do senador e também pediu que órgãos públicos federais e estaduais enviem ao PGR cópia de contratos celebrados com empresas mencionadas em diálogos interceptados pela PF. Além disso, Lewandowski pediu à PF a degravação de 19 diálogos telefônicos que estão apenas em áudio.
O ministro do Supremo também enviou pedido ao presidente do Senado, José Sarney, para que remeta uma relação das emendas parlamentares apresentadas por Demóstenes Torres ao orçamento da União. A PGR suspeita de irregularidades na aprovação desses recursos.
Lewandowski negou pedido do procurador de acesso automático aos dados financeiros do senador. Esse tipo de acesso permitiria que, ao longo da investigação, o sigilo do parlamentar estivesse aberto a qualquer momento ao procurador sem necessidade de autorização judicial.
Lewandowski também negou pedido de Gurgel para interrogar o senador. Segundo o minsitro, a solicitação ainda é "prematura".
A decisão de Lewandowski garante ao advogado do senador acesso ao inqúerito. Ele negou pedido de acesso às informações ao Democratas, aos senadores Randolfe Rodrigues e Pedro Taques e a órgãos de imprensa.
Gurgel analisou as gravações da Operação Monte Carlo por aproximadamente 20 dias. A decisão de pedir investigação sobre o senador foi tomada pelo procurador-geral após a análise de 10 meses de interceptações telefônicas feitas pela PF na Operação Monte Carlo.
"Considerei [as gravações] graves o suficientes para que houvesse o pedido de instauração de inquérito. É um volume muito grande de interceptações telefônicas e de um período bastante longo", afirmou Gurgel ao pedir o inquérito.
O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), considerou como correta a decisão do Supremo de abrir o inquérito.
"O Supremo fez o julgamento correto. As investigações têm de seguir seu curso", disse o presidente. Segundo o presidente, o partido espera que o senador se manifeste "em breve" sobre as denúncias.
"Eu espero que ele [Demóstenes] se manifeste em breve, tendo em vista que agora ele teve acesso ao processo. Espero que ele se manifeste com a brevidade possível", disse Maia.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Escultores usam toneladas de areia para criar obras em exposição no Japão

Tema da exposição deste ano é Londres, cidade sede dos Jogos Olímpicos

Uma exibição de esculturas feitas com toneladas de areia será aberta em abril na cidade de Tottori, no Japão.
O tema da exposição deste ano é Londres, cidade sede dos Jogos Olímpicos.
Ao invés de ficarem expostas aos danos causados pela chuva e vento, as esculturas ficarão dentro de um galpão, o Museu da Areia de Tottori.
Para os produtores da exposição, o fato de os escultores trabalharem dentro do galpão permite que as obras sejam mais delicadas.


Assista o vídeo sobre estas esculturas no final da página do blog, logo abaixo dos meus peixinhos! rsrs


Novo regime de Previdência para servidores públicos: uma questão de responsabilidade

 Venceu o bom senso: o Senado aprovou nesta quarta-feira o novo modelo de previdência do servidor público federal. As aposentadorias vão ficar limitadas ao teto do Regime Geral da Previdência Social, que é de R$ 3.916,20 e vale para os trabalhadores da iniciativa privada. Para complementar a aposentadoria, os servidores terão a opção de aderir a fundos fechados de previdência complementar, um para cada Poder da República – Executivo, Legislativo e Judiciário.
Quem já está no serviço público vai ter dois anos para escolher se quer ou não aderir ao novo regime previdenciário – em caso positivo, a contribuição de 11% para o INSS incidirá apenas sobre o teto de R$ 3.916,20, não mais sobre todo o salário. Mas para os novos servidores o novo regime vai ser obrigatório. Ou seja: a proposta marca um tempo novo no funcionalismo público, mas respeita direitos adquiridos.
Cortar aposentadoria não é fácil. Depois de uma vida inteira de trabalho, é claro que os servidores – e todos os trabalhadores – mereceriam um bom salário, até para encarar as dificuldades da velhice. Mas, com todo respeito aos servidores federais, não há como negar que a decisão foi equilibrada, diante do atual déficit previdenciário, de R$ 56 bilhões. O pagamento de aposentadorias e pensões a 1,1 milhão de servidores e seus familiares é o maior impulso para que essa bola de neve continue rolando e crescendo montanha abaixo.
Seria uma enorme irresponsabilidade política não encarar de frente o desafio da Previdência Social , num país cuja população está envelhecendo num ritmo mais acelerado. Segundo os dados do Censo 2010, todas as faixas etárias até 25 anos têm peso menor na população do que em 2000, ao passo que os demais grupos ampliaram sua participação. A participação da faixa com mais de 65 anos avançou de 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010.
E, venhamos e convenhamos, não é nem um pouco justo que o grosso da população brasileira amargue aposentadorias irrisórias – ou mesmo o colapso da Previdência – à custa de uma situação privilegiada do funcionalismo público. Mudar o regime de Previdência dos servidores é começar a mudar toda uma cultura em que servidores são vistos como uma parcela ‘especial’ da população – e essa mudança, por mais difícil que seja, acende a esperança de um Brasil mais justo e equilibrado.

Via Senador Ricardo Ferraço

quarta-feira, 28 de março de 2012

PT Ontem, Hoje... mas e Amanhã?



O PT completou 32 anos, muito diferente daquele que Lula criou dentro do movimento sindical nos idos de 1980. Eram outros tempos e o Brasil exigia democracia. Lula, um operário, transformou-se numa luz, cada vez mais forte, que o país enxergava, na direção de novos rumos, de mais justiça social, da diminuição do abismo entre ricos e pobres. Era, em síntese, a voz de uma democracia que precisávamos para recomeçar, depois da escuridão do regime militar e da ditadura. Até chegar ao poder, o PT foi um brilho de esperança no imaginário dos brasileiros. Obrigou aos poderosos de plantão a rever conceitos, cobrou novos rumos nas políticas sociais, exigiu um duro combate à corrupção, foi voraz nas denúncias contra os que não cumpriam com suas funções públicas corretamente. Quem não era do PT, temia o PT, se escondia, tentava não ser atingido pelas duras lanças dos discursos arrasadores dos seus representantes. Mas daí, o PT chegou ao poder. Então...

Começou uma nova fase. Lula chegou à Presidência. Sabia que não conseguiria governar sem amplas alianças. Teve que mudar o discurso e se aliar a quem combatera durante anos a fio. Talvez por ingenuidade, imaginando que os políticos profissionais, acostumados a viver encastelados junto aos cofres públicos e deles arrancar tudo o que podiam,  poderiam mudar, Lula não teve escolha. Se endurecesse, poderia levar o país a uma crise ou até a coisas piores. Como não o fez, teve que abaixar a cabeça e conviver com essa amálgama de interesses. Lula conseguiu fazer o país avançar, tanto na economia como nas questões sociais. Seu duplo mandato levou o PT às alturas, mas hoje tão mesclado, tão misturado com gente que nada tem a ver com a filosofia inicial do partido, que já não se sabe mais quem é petista de raiz e quem está nele apenas para benefício próprio. O Brasil avançou muito com Lula e o PT, mas chegou agora num momento inusitado: não se sabe qual será seu rumo daqui para frente. Terá que decidir, provavelmente: ou volta às suas raízes, ou se transforma em definitivo num partido igual aos que combateu lá no início, quando começou...

terça-feira, 27 de março de 2012

Cientistas criam imagem em 3D de vitamina em ação

A representação mostra a vitamina B12 participando de processo crucial para a saúde humana, em movimentos que lembram os de um ginasta

A vitamina B12 está abundantemente presente em diversos alimentos, como nas carnes, no leite e nos cereais. Mas quando ela entra no corpo humano, vira praticamente uma ginasta, de acordo com nova pesquisa publicada no periódico Nature. Cientistas da Universidade de Michigan e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ambos nos Estados Unidos, chegaram a essa conclusão após criarem uma imagem em 3D da vitamina em ação e observarem que ela realiza diversos movimentos que lembram contorções.

A representação desenvolvida por meio de raios-X mostra a B12 e suas moléculas parceiras se contorcendo como parte de uma reação crucial, tanto para as células do corpo humano como, de uma forma um pouco diferente, para as células de uma bactéria que consome dióxido de carbono e monóxido de carbono. Essa bactéria vive no intestino de humanos, vacas e outros animais, ajudando na digestão.

Segundo os cientistas, essa reação – que se resume em uma transferência de unidades de carbono simples envolvendo as vitaminas B12 e B9 – é vital para a saúde humana, por isso é tão importante estudá-la.  A compreensão de seu funcionamento pode ainda trazer potenciais implicações para o desenvolvimento de novos combustíveis, que podem se tornar fontes alternativas renováveis de energia.

“Sem esta reação, doenças cardíacas e defeitos no nascimento de crianças seriam muito mais comuns”, explica Stephen Ragsdale, coautor da pesquisa. “Da mesma forma, as bactérias que dependem dessa reação seriam incapazes de consumir dióxido e monóxido de carbono para se manterem vivas – e para remover os gases de nossos intestinos e da atmosfera. Então ela é importante em diversos níveis”, diz o biólogo.

Nas imagens criadas pela equipe, os cientistas mostram como o complexo de moléculas que realiza essa reação se contorce em múltiplas configurações – primeiro para ativar, depois para proteger e então para realizar a catálise nas moléculas de B12. Para isso, eles isolaram o complexo proveniente de uma bactéria chamada Moorella thermoacetica, usada comumente como modelo no estudo desse tipo de reação.

A dupla Gilmar Mendes e Demóstenes Torres volta ao noticiário

O ministro Gilmar Mendes, todos lembram, saiu a bradar aos quatro ventos sobre “grampo” na linha telefônica que servia ao seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mendes acusou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chamou o presidente Lula às falas e, com apoio na uma inverdade apresentada pelo ministro Nelson Jobim a respeito de equipamentos para interceptações telefônicas disponíveis, derrubou o correto e íntegro delegado Paulo Lacerda, responsável pela agência de inteligência. Em outras palavras, Lula cedeu e “fritou” Paulo Lacerda, que foi “exilado” em Lisboa. A respeito da postura de Lula com relação ao caso Mendes-Lacerda escrevi vários artigos na revista CartaCapital.

Em papel, o ministro Mendes apresentou à imprensa o teor do “grampo”, ou melhor, da conversa entre ele e Demóstenes. Até agora, não se sabe de onde foi feita a transcrição. Demóstenes confirmou o teor do diálogo dado como interceptado. Gilmar, idem.

A prova da materialidade, no entanto, nunca apareceu e a Polícia Federal jamais encontrou o tal grampo. Um caso teratológico de escuta sem áudio. Para a Polícia Federal não existiu grampo e nenhum indício sobre o denunciado por Mendes. Sobre a fita que serviu à transcrição em papel, silêncio sepulcral.

  No gabinete do senador Demóstenes trabalha a enteada de Gilmar Mendes. Fora isso, a ligações promíscuas entre Demóstenes e o notório Carlinhos Cachoeira, bicheiro e explorador da jogatina eletrônica e ilegal. Além de presentes de casamento recebidos de Cachoeira, o senador Demóstenes teria, conforme grampo telefônico feito com autorização judicial, pedido ao seu amigo — que explora ilegalmente a jogatina — para pagar despesas de táxi-aéreo no valor de R$ 3 mil.

Para especialistas, não há impedimento legal (não haveria nepotismo, pois Montesquieu consolidou a separação dos Poderes e a Constituição diz serem independentes e harmônicos) no convite feito pelo senador para colocar, em cargo de confiança, a enteada de Gilmar Mendes que, funcionária de carreira do Ministério Público Federal, põe um bom extra remuneratório na bolsa com a deslocação para um cargo de confiança.

Com a enteada no seu gabinete e na iminência de ser investigado caso haja autorização do STF, espera-se que o ministro Gilmar Mendes, por motivo de foro íntimo, não decida em casos a envolver Demóstenes.

De boa cautela, também, que, sobre impedimentos de foro íntimo, Mendes não se aconselhe com o ministro Dias Toffoli. O ministro Toffoli nunca enxerga impedimentos, quer na Ilha de Capri, quer no Brasil e, por exemplo, no casos em que a namorada atua como advogada de réu do “mensalão” ou no relativo a inimigo político do irmão prefeito que condena criminalmente.

Viva o Brasil.

Comissão aprova fim de 14º e 15º salários a parlamentares


A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou nesta terça-feira o fim dos 14º e 15º salários que parlamentares recebem. O fim do benefício, que rende até R$ 58 mil a deputados e senadores, ainda tem de passar pelo plenário do Senado para valer efetivamente.
O relatório do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi aprovado por unanimidade. O texto agora vai à Comissão da Mesa Diretora, responsável por assuntos administrativos da Casa. Ali, o projeto é tratado internamente e não há reunião pública para decidir se a matéria vai ou não ao plenário.
O projeto prevê que os deputados e senadores recebam apenas duas ajudas de custo durante todo o mandato, uma no início e outra no fim. Hoje, os dois salários extras são pagos anualmente. Nos oito anos de mandato, o custo com o pagamento dos extras no Senado é de R$ 34,6 milhões. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões. No caso específico dos senadores, além de receberem os extras, eles não pagam Imposto de Renda.
O senador Benedito de Lira (PP-AL) foi um dos que mais atacou o benefício durante a sessão da CAE. "Temos de receber salário de fevereiro a dezembro, que é quando estamos aqui de fato", disse o senador. Outro que atacou o benefício foi Valdir Raupp (PMDB-RO). "Não acho justo o tratamento diferenciado com o recebimento de remunerações adicionais. Nós, senadores, já contamos com os nossos salários normais", afirmou o senador governista.
A movimentação para acabar com o 14º e o 15º não está restrita ao Senado. Na semana passada, a Associação dos Servidores do Ministério Público Federal (ASMPF) entrou com um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão imediata da regalia. Para a associação, o benefício concedido a deputados e senadores fere a Constituição e atenta contra o princípio da isonomia, sendo inconstitucional.
O caso está nas mãos do ministro Ayres Britto, que assume a presidência do STF no mês que vem. A assessoria do STF não soube informar se o pedido de liminar já foi julgado pelo ministro.
O pagamento dos extras também ocorre em algumas unidades da federação, como no Distrito Federal. No mês passado, a Câmara Legislativa da capital aprovou a extinção dos benefícios que eram pagos aos deputados distritais.

Gustavo Gantois | Direto de Brasília | Via Terra

Mundo está interconectado graças a e-mail e rede sociais

Dados mostram 'revolução' no modo como as pessoas se comunicam, dizem autores do estudo

NOVA YORK - A maior parte do mundo está interconectada graças aos recursos de e-mail e de redes sociais como o Facebook e Twitter, de acordo com uma nova pesquisa divulgada na terça-feira, 27.
'Parece que a maioria do planeta está se comunicando dessa maneira' - L.G. Patterson/AP
L.G. Patterson/AP - 'Parece que a maioria do planeta
 está se comunicando dessa maneira'
E-mails são enviados e recebidos por 85% das pessoas que estão conectadas à internet, e 62% delas se comunicam por sites de redes sociais, especialmente na Indonésia, Argentina e Rússia, que apresentam as maiores porcentagens de usuários.
Mais de 80% dos indonésios e 75% dos argentinos, russos e sul-africanos visitam sites de mídia social, de acordo com a nova pesquisa Ipsos/Reuters.
Ainda que o Facebook e outros sites populares de redes sociais, blogs e fóruns de discussão tenham sido criados nos Estados Unidos, a porcentagem de usuários no país era menor, com 6 a cada 10 usuários, e no Japão ela caiu a 35%, a menor entre os 24 países pesquisados.
"Mesmo que o número nos EUA seja de 61%, a maioria dos americanos usa sites de redes sociais", disse Keren Gottfried, gerente de pesquisa na Ipsos Global Public Affairs. O fato de que mais de seis em cada dez pessoas do planeta usem redes sociais e fóruns, acrescentou, sugere uma transformação na maneira pela qual as pessoas se comunicam.
"É uma verdadeira interconexão e contato com os outros. Não se trata apenas de enviar e receber mensagens, mas de construir mensagens em diversas comunidades, e apenas as mensagens significativas se firmam", ela explicou. "Parece que a maioria do planeta está se comunicando dessa maneira", disse, acrescentando que os números eram superiores à metade da população em quase todos os países pesquisados. A Ipsos entrevistou 19.216 adultos em todo o mundo, na pesquisa online.
A Hungria lidera no uso de e-mail, com 94%, seguida por Suécia, Bélgica, Indonésia, Argentina e Polônia. O uso mais baixo de e-mail ocorre na Arábia Saudita, com 46%.
A pesquisa envolveu entrevistas com pessoas da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido Rússia, Suécia e Turquia.

Reitor da Universidade Columbia vê risco de internet 'globalizar' censura

Lee Bollinger afirma que diferenças legais entre países já limitam direito de livre expressão

Estudioso da Primeira Emenda da Constituição Americana, que protege a liberdade de discurso e de imprensa, o reitor da Universidade Columbia, Lee Bollinger, acredita que o debate sobre a censura - iniciado nos Estados Unidos no século 18 - precisa ganhar escala mundial. Porque, com a globalização e a internet, “censura em um lugar é censura em todos os lugares”. Para ele, não se trata só de uma visão altruísta, baseada em princípios, mas de uma constatação: diferenças entre sistemas legais tornam responsáveis por conteúdos publicados em um país vulneráveis a processos em outros países.
Aula magna. ‘Informação é estratégica em mundo interligado’ - Everton Ballardin/Divulgação
Everton Ballardin/Divulgação
Aula magna. ‘Informação é estratégica em mundo interligado’
“Numa conversa recente, o administrador de um grande jornal nos EUA me disse que desistiu de publicar uma notícia específica. Não quis ficar vulnerável a uma ação de indenização... na Grã-Bretanha!”, contou. “Mesmo que você não apareça no tribunal, pode ser condenado ou obrigado a pagar reparações. E essas coisas não são de sistemas jurídicos de terceira classe, estou falando de sistemas jurídicos conhecidos pela abertura.”
O reitor esteve em São Paulo na semana passada para representar Columbia no ciclo Grandes Universidades, da Fundação Estudar. Deu aula magna no Insper, zona sul de São Paulo, sobre liberdade de expressão, na qual apresentou seis ideias para reforçar as garantias a esse direito.
Como no caso das assimetrias do Judiciário, o reitor acredita que o debate não deve ficar atrelado à proteção dos direitos humanos. Num mundo interdependente, informação tem valor estratégico. “É algo muito prático: precisamos da informação produzida em cada sociedade.”
Crises. “O desenvolvimento econômico acontece muito rápido, negócios e investimentos podem se mover com a rapidez de um raio comparados a política, educação e outras coisas. Entre as coisas que caminham muito atrás estão informação, discussão, ideias, como vamos pensar o que fazemos”, disse Bollinger. “Basta olhar para as últimas grandes crises: não pudemos prever a bolha da tecnologia; estávamos errados sobre as armas de destruição em massa no Iraque; não previmos a Grande Recessão nem a Primavera Árabe. Não sabíamos o que estávamos fazendo em eventos quase cataclísmicos e cometemos erros de políticas muito sérios.”
Além da discussão de normas legais que ultrapassem fronteiras, Bollinger propôs aprofundar estudos sobre a relação entre desenvolvimento econômico e grau de abertura de uma sociedade; atrair a comunidade de negócios para a defesa da livre imprensa; a busca de apoio em instituições como a Organização Mundial de Comércio (OMC); a adoção do princípio de fronteiras abertas para jornalistas e o estímulo à qualidade, com a valorização de escolas de Jornalismo e a criação de um Serviço Mundial Americano, inspirado na BBC.
No que se refere à discussão de normas legais internacionais, o reitor elogiou a América Latina. “E a área mais promissora do mundo para ter jurisprudência do tipo da Primeira Emenda”, disse, mencionando o artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, de 1969 - apesar de o texto fazer ressalvas ao direito de expressão em casos de “proteção da segurança nacional, da ordem pública, ou da saúde ou da moral públicas”.
É para ganhar argumentos novos no debate que ele sugeriu analisar mais a fundo a relação entre liberdade e prosperidade. “Não vamos convencer a China a abrir mão da censura porque eles devem aceitar um modelo de democracia. Esse argumento vale nos EUA.” Nesse aspecto, o reitor de Columbia criticou a relutância da OMC em entrar no debate sobre liberdade de expressão. “Ela não quer que grupos de pressão interfiram na discussão”, diz. “Mas deveria pensar em como você não pode ter comércio internacional sem informação.”

Por Sergio Pompeu, via O Estado de S. Paulo

O Dia do Apocalipse - Ou Parábola do Boateiro!


Naquela época Astolfo Dutra era apenas mais uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, e continua sendo até hoje, (risos). Pois bem, na única rua da cidade concentrava o pacato comercio, a delegacia e mais pro o final ficava a igreja com o cemitério ao lado.  Dentro do cemitério, e exatamente na sepultura onde foi enterrado um antigo delegado nasceu um abacateiro que carregava que era uma beleza, mas os únicos que saboreavam os frutos eram os pássaros do local, já que corria na boca miúda que o delegado defunto era o dono do pé de abacate e tomava conta de sua frondosa árvore frutífera e aquele que se atrevesse a passar ali por perto com outras intensões quando o pé estava carregado corria sério risco de ser arrastado para a sepultura e de lá não sairia jamais. Dizia-se inclusive que há muito tempo atrás um forasteiro desavisado resolveu tirar um abacate para matar a fome e nunca mais foi visto.   

Naquele ano o abacateiro deu uma carga de frutos jamais vista fato que despertava o interesse de muita gente, mas que, ao lembrarem-se a quem ele pertencia, a ideia era logo tirada da cabeça.

Mas daquela vez dois amigos, Firmino e Popó, estavam dispostos a encarar o perigo. Desde o ano anterior que eles vinham planejando fazer a colheita, só estavam esperando a hora certa para colocarem seu plano em atividade.  

Depois de vários dias planejando enfim chegaram a um acordo de que seria a noite (quando não havia vigilância) que eles iriam entrar no cemitério e pegar todos os abacates.  

De tardinha os dois se encontraram no barzinho da cidade, a ideia deles era ficar por ali, tomar umas pingas e observar o movimento, quando o pessoal fosse dormir eles sairiam como quem não quer nada, iriam sentar de frente pra igreja, fumar um cigarrinho de palha e disfarçadamente eles iriam se aproximar do muro do cemitério que por acaso era bem baixo, iriam ficar ali alguns minutos e de um salto só eles estariam lá dentro protegidos pela escuridão das sombras do abacateiro.

E assim fizeram, pularam o muro, subiram na árvore e encheram o saco de estopa que haviam levado. De vez enquanto eles cismavam que teriam ouvido um barulho estranho, mas logo se encorajam dizendo que seriam as corujas que também ficavam ali pelo cemitério.  


Resolveram repartir os frutos ali mesmo, já que haviam levado dois sacos e dividindo ficaria mais fácil para transportarem os frutos. Firmino começou a fazer a divisão do ‘premio'. Um pra mim, um pra você. Um pra mim, um pra você. Pô, você deixou dois caírem do lado de fora do muro reclamou popó! Não faz mal, falou Firmino, depois que a gente terminar aqui pegamos os outros dois. Então tá bom, respondeu Popó, mais um pra mim, um pra você.   Naquele momento um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse negócio de 'um pra mim e um pra você' e saiu correndo para a delegacia.   Chegando lá, virou para o policial: - Seu guarda vem comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!  - Ah, cala a boca bêbado. - Juro que é verdade, vem comigo. e os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro e começaram a escutar... - Um para mim, um para você... O guarda assustado: - É verdade! É o dia do apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois? - Um para mim, um para você. Pronto, acabamos aqui. E agora?   - Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro...   CORREEEEEEEEEEEEEEE... Disse o guarda ao bêbado. E saíram numa disparada que dizem que até hoje eles ainda estão correndo pelas matas das Minas gerais afora. rss

O Procurador Geral, o Senador e o bicheiro

A revelação das ligações do senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira lança uma sombra de suspeita sobre o procurador geral Roberto Gurgel.
Demóstenes foi elemento central na recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral, desempenhando papel bastante conhecido em assembléias de acionistas.
Nessas assembléias há um estratagema corporativo que consiste em canalizar as insatisfações dos minoritários para um deles. O sujeito esbraveja, fala alto e torna-se o líder da resistência contra os controladores. Depois, à medida em que a AGE avança, ele cede rapidamente aos argumentos dos controladores, esvaziando a reação dos demais.
Demóstenes desempenhou esse papel no processo de recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral.
Primeiro esbravejou, exigindo de Gurgel a abertura de processo contra Antonio Palocci, ameaçando não votar a favor da sua recondução ao cargo. Depois, recuou, disse que, infelizmente, as alegações de Gurgel - de que não havia nenhum elemento que comprovasse origem ilícita dos recursos de Palocci - eram corretas e só lhe restava acatar a lei.
Independentemente do mérito dos argumentos de Gurgel, os movimentos iniciais de Demóstenes lhe conferiram o papel de líder dos minoritários; e seu convencimento final matou toda a reação contra a indicação do Procurador Geral.
Poderia ser apenas um caso de um Senador procurador reconhecendo o mérito da alegação de outro, não fosse a circunstância de que Gurgel há dois anos estava sentado em cima de um inquérito que denunciava as ligações espúrias de Demóstenes com Cachoeira.
Demóstenes só chegou a essa posição de destaque no Senado, a ponto de ser figura chave na aprovação do Procurador Geral, graças à cobertura que recebia da revista Veja - que, por sua vez, se associou ao bicheiro Carlinhos Cachoeira em diversas denúncias. E foi graças a essa posição de destaque que Demóstenes tornou-se suspeito da mais grave armação contra as instituições desde o Plano Cohen: a farsa do grampo sem áudio.
É importante entender que essa promiscuidade mídia-político-criminoso - que não é generalizada na velha mídia, mas específica da revista Veja - não é apenas um caso de exorbitância jornalística: é algo que ameaça a própria normalidade institucional do país, abrindo espaço inédito para que o crime organizado ascenda aos mais altos escalões da República, constrangendo autoridades diversas. No caso Daniel Dantas, a revista fuzilou reputação de Ministro do STJ que havia confirmado uma liminar contra o banqueiro.
Até agora, apenas alguns blogs, isoladamente, têm atuado como contrapeso a esse poder avassalador de um jornalismo sem limites. Mas somos vítimas de uma judicialização da discussão - com torrentes de ações desabando sobre nós. Em nome de uma visão equivocada sobre os limites da liberdade de imprensa, o Judiciário é condescendente. Quando age, sempre é com enorme atraso, devido aos problemas processuais conhecidos. Os demais veículos se calam antes os abusos da Veja.
Gurgel terá que provar, daqui para diante, sua independência - e não propriamente em relação ao Executivo. E os poderes públicos - especialmente o Judiciário - terão que acordar para a realidade de que, hoje em dia, são reféns da escandalização praticada pelo mau jornalismo. E que a melhor maneira de defender a liberdade de imprensa é expurgar as práticas criminosas que se escondem debaixo do seu manto.
Luis Nassif
No Advivo

segunda-feira, 26 de março de 2012

HIPOCRISIA EM NOME DE CRISTO



EDIR MACEDO é um dos corruptos frios e calculistas agindo neste Brasil, no seu jornal dominical de hoje, 25/03/12 publicou uma manchete “incinerando” o seu ex-sócio, e agora desafeto, "apóstolo" WALDEMIRO SANTIAGO.

A história apresentada nessa reportagem é a da dissidência da Igreja primitiva, apresentando um conteúdo que dá náuseas ao ser lida, não pelo escândalo em si, que seria muito bom se as partes não fossem iguais e ao menos uma delas tivesse o mínimo de moral, credibilidade e razão, mas pela hipocrisia contida, cabe aí a expressão: cobra engolindo cobra, sem, no entanto apresentar qualquer prova que o tornaria menos sujo e pilantra.

Ladrões da fé de seus pobres desgraçados seguidores, tanto da Igreja Universal do Reino de deus, como da Igreja Mundial do Poder de deus.
Fui buscar na bíblia sagrada algo que me aliviasse o mal que esses vendilhões do templo provocam e encontrei a definição de tudo isso na palavra verdadeira que mostra esses fatos como frutos da ganância odiosa do satanás em busca daquilo que tanto o Edir Macedo quanto o Waldemiro Santiago não medem conseqüências para conquistar, dinheiro e

Hiperplasia Prostática Benigna:

Anatomia da próstata
A prostataé uma glândula de aproximadamente 20g que está localizada abaixo da bexiga. pode ser dividida em zonas: transição , central e periférica. em uma prostata normal a maior parte é formada pela zona periférica(veja a foto acima) e é esta área que sentimos ao toque retal e onde surgem 75% das neoplasias da prostata (câncer de prostata). Com o envelhecimento a zona de transição aumenta progressivamente o que leva a compressão da uretra e aos sintomas obstrutivos da HPB. Note na foto acima que a uretra atravessa a prostata.
Hiperplasia benigna da próstata (HBP) ou hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição médica caracterizada pelo aumento benigno da próstata que normalmente se inicia em homens com mais de 40 anos. Pode provocar estreitamento da uretra com dificuldade de micção.
É caracterizada por uma hiperplasia das células do estroma e do epitélio, resultando na formação de nódulos na região periuretral da próstata. Quando suficientemente largos, os nódulos comprimem o canal uretral causando obstrução parcial, ou às vezes completa, da uretra, desta maneira interferindo no fluxo normal da urina. Embora os níveis de antígeno prostático específico possam estar elevados nestes pacientes devido ao volume maior do órgão e inflamação devido às infecções do trato urinário, a hiperplasia prostática benigna não é considerada uma lesão pré-maligna. A próstata, mesmo sem estar aumentada, pode causar sintomas irritativos o que na maioria das vezes motiva a consulta ao urologista.
Em adultos normais a próstata tem peso médio de 20 g e naqueles homens com HPB a glândula passa a crescer em média 4 g por década, à custa da zona de transição com proliferação de pequenos nódulos hiperplásicos, os quais, após os 70 anos de idade, prevalecem e desenvolvem-se de modo dramático O aumento da idade e a presença de testículos funcionantes representam os determinantes mais importantes para o desenvolvimento da HPB.

Os sintomas da hiperplasia benigna da próstata são classificados como obstrutivos ou irritativos. Os sintomas obstrutivos incluem hesitância( aumento do tempo para o início da micção), intermitência( parar e continuar a urinar), esvaziamento incompleto da bexiga, jato urinário fraco e prolongadode.
Os sintomas irritativos incluem aumento da frequencia de urinar, que é chamado de noctúria quando ocorre à noite, e urgência (necessidade de esvaziar a bexiga que não pode ser protelada).
O conjunto dos sintomas obstrutivos e irritativos geralmente é classificado na literatura médica como sintomas do trato urinário inferior (LUTS).
A HBP pode ser uma doença progressiva, principalmente se não for tratada. O não-esvaziamento completo da bexiga pode resultar em estase de bactérias na bexiga e dessa forma aumentar o risco de infecções do trato urinário. Pode ocorre formação de pedras na bexiga devido à cristalização dos sais contidos na urina residual. A retenção urinária é outra forma de progressão. A retenção urinária aguda é a incapacidade de esvaziar a bexiga, enquanto a retenção urinária crônica o volume residual urinário gradualmente cresce, e a bexiga distende. Alguns pacientes que sofrem de retenção urinária crônica podem finalmente progredir para uma insuficiência renal, uma condição conhecida como uropatia obstrutiva.
Para alguns homens, os sintomas podem ser graves o suficiente para necessitar de tratamento.

Diagnóstico:O exame de toque retal pode revelar uma próstata nitidamente aumentada.
Frequentemente, exames de sangue são realizados para descartar doenças malignas da próstata: níveis elevados do antígeno prostático específico (PSA) necessitam de investigações subsequentes como uma reinterpretação dos resultados do PSA, em termos de densidade do PSA e porcentagem de PSA livre, examinação retal e ultrasonografia transretal. Essas medidas combinadas podem realizar a detecção precoce de um câncer( esse asunto será abordado em um post futuro).
Existem questionários como o escore do IPS-S, que avaliam os sintomas urinários e a qualidade de vida dos pacientes. A quantificação dos sintomas permite avaliar também pacientes com LUTs e a eficácia do tratamento empregado

Quantificação clínica da H.P.B. - I-PSS (International Prostatic Symptons Score)

1. No último mês quantas vezes houve sensação de esvaziamento incompleto da bexiga?
Nenhuma 1 vez 2 vezes 3 vezes 4 vezes 5 ou mais vezes

2. No último mês quantas vezes houve teve que urinar novamente menos de 02 horas após ter urinado?
Nenhuma 1 vez 2 vezes 3 vezes 4 vezes 5 ou mais vezes
3. No último mês quantas vezes ao urinar parou e recomeçou várias vezes?
Nenhuma 1 vez 2 vezes 3 vezes 4 vezes 5 ou mais vezes
4. No último mês quantas vezes observou que foi difícil conter a urina?
Nenhuma 1 vez 2 vezes 3 vezes 4 vezes 5 ou mais vezes
5. No último mês quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco?
Nenhuma 1 vez 2 vezes 3 vezes 4 vezes 5 ou mais vezes
6. No último mês quantas vezes teve de fazer força para começar a urinar?
Nenhuma 1 vez 2 vezes 3 vezes 4 vezes 5 ou mais vezes
7. No último mês quantas vezes, em média, teve de se levantar à noite para urinar?
Nenhuma 1 vez 2 vezes 3 vezes 4 vezes 5 ou mais vezes
Qualidade de vida segundo os sintomas urinários

8-Se tiver que viver toda vida com os problemas urinários dos quais sofre atualmente, como se sentiria?
Feliz 0 Bem 1 Em geral 2 Regular 3 Descontente 4 Infeliz 5 Terrível 6

Outra forma de avaliar a micção do paciente é através do estudo urodinâmico ( fluxometria e estudo fluxo pressão).

UrofluxometriaÉ um método urodinâmico recomendável que registra em gráfico a curva do fluxo urinário, fornecendo dados como fluxo máximo, médio e perfil da curva.
O fluxo máximo abaixo de 10 mL/seg sugere obstrução infravesical. Normalmente a curva será intermitente com aumento do tempo de micção.
Valores entre 10 mL/seg e 15 mL/seg estão em faixa duvidosa.
O fluxo máximo acima de 15 mL/seg é considerado normal. A curva será em sino com tempo até fluxo máximo inferiro a 1/3 do total. O exame deve ser efetuado em condições ideais e com volume urinário acima de 150 mL, não sendo método de certeza no diagnóstico de obstrução. A falência detrusora (hipocontratilidade detrusora ) poderá levar a baixo fluxo sem obstrução , sendo um dos problemas deste método. Nesse caso o estudo fluxo pressão irá esclarecer a causa da redução do fluxo.
Estudo pressão/fluxoConsiste no monitoramento da pressão intravesical e fluxo urinário simultâneo.
Pode ser empregado o critério de pressão intravesical no início da micção (pressão vesical de abertura uretral) ou no fluxo máximo.
No início da micção, a pressão vesical abaixo de 25 cm H2O sinaliza ausência de obstrução, enquanto valores acima de 40 cm H2O podem corresponder a quadro obstrutivo. Neste caso , a pressão aumenta para vencer a resistência uretral aumentada pela HPB.
O estudo pressão/fluxo pode também avaliar e graduar a capacidade contrátil da musculatura detrusora vesical.
Figura 3. Aparelho de urodinâmica
Figura 4. Fluxometria com fluxo Max de 35ml/seg , volume total 200ml , com tempo de duração de 22 seg. Padrão em sino normal
Tratamento clínico
São quatro os principais objetivos do tratamento clínico para HPB e seus sintomas:
- Rápida melhora dos sintomas (principalmente os de armazenamento);
- Manutenção da melhora ao longo do tempo; - Prevenir ou reduzir o risco de disfunções vesicais e o desenvolvimento de complicações como retenção urinária;
- Prevenir ou reduzir o risco de falha do tratamento ou necessidade de cirurgia. Existem dois grandes grupos de drogas os alfabloqueadores e os inibidores da enzima-5-alfa redutase

AlfabloqueadoresO impedimento do fluxo urinário resulta, além do componente estático( sintomas obstrutivos) ou mecânico, de outro dinâmico(sintomas irritativos).
Esse último é dependente da quantidade de estroma, que compreende cerca de 70% do tecido hiperplásico e do tônus da musculatura lisa prostática. Esse tônus prostático é mediado pela estimulação simpática da musculatura lisa da próstata, através de receptores alfa-adrenérgicos. Esses receptores estão localizados principalmente no colo da bexiga e no tecido prostático. Os alfabloqueadores seletivos alfa-1 amenizam os sintomas miccionais com efeitos sistêmicos de intensidade e freqüência menores. Por esse motivo, são chamados de urosseletivos. Os pacientes com sintomas urinários moderados/severos , afetando a qualidade de vida, e os que não aceitam ou sem indicação absoluta de cirurgia, são candidatos para essa modalidade de terapia. São contra-indicações: hipersensibilidade droga e hipotensão arterial. Entre seus efeitos colaterais, destacam-se: hipotensão postural, astenia, tontura cefaléia. Vários alfabloqueadores estão disponíveis, sendo todos comparáveis quanto acurácia no alívio dos sintomas, diferindo na urosseletividade, farmacocinética e efeitos colaterais. Atualmente os mais utilizados são a doxazosina ( Unoprost , Euprostatin ) , tamsulosina ( Secotex , Tamsulon , Contiflo ) e alfazulosina ( Xatral ) , sendo os últimos mas seletivos , porem com maior taxa de ejaculação retrograda.

Inibidores da 5-alfa-redutase
A finasterida( finastil) é um inibidor potente e reversível da 5-alfa-redutase tipo 2 o que impede a transformação, em nível intraprostático, de testosterona em deidrotestosterona.
Esse mecanismo inibitório produz a redução do volume prostático em percentuais variáveis sobretudo em portadores de glândulas acima de 40 g. A administração regular de finasterida por tempo prolongado (> 6 meses), além da diminuição volumétrica mencionada, atua beneficamente sobre o quadro clínico, com melhoria do fluxo urinário e da redução do escore internacional de sintomas miccionais. A finasterida comprovadamente diminui o risco de retenção aguda de urina e a necessidade de tratamento cirúrgico da HPB.
É usada na dose de 5 mg/dia. Seus efeitos colaterais ficam restritos à esfera sexual. Em aproximadamente 12% dos casos, ocorre diminuição da libido, do volume ejaculado e da capacidade erétil. Quando tomada por um período acima de seis a 12 meses, baixa os níveis plasmáticos de PSA em cerca de 50%. Recentemente a finasterida têm sido utilizada na prevenção de câncer de próstata , com diminuição na incidência de até 20% em populações com maior grupo de risco. Atualmente foi lançado o Avodart ( dutasterida) que inibe as enzimas tipo 1 e 2, tendo bons resultados em relação aos sintomas obstrutivos e também na prevenção de câncer de próstata.
Em relação aos preços das medicações pode variar de 30 a 120 reais.

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Alcoolismo é o principal problema de saúde pública no Brasil

Estudo revela que o alcoolismo já é a terceira maior doença no país

Levantamento da OMS aponta o consumo excessivo de álcool como responsável por mais de 10% dos problemas de saúde pública no Brasil.

Estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado apenas nos meios científicos, revela que o alcoolismo já é a terceira maior doença no país. Só perde para os males do coração e os tumores. Os resultados do levantamento, feito no ano 2000, indicam também que 5,6% de todas as mortes de homens ocorridas no planeta e 0,6% de mulheres são atribuídas ao consumo de álcool. Em 1990, a estimativa de mortalidade dos dois sexos em conseqüência da bebida era de 1,5%, o que indica uma preocupante tendência de ascensão.

Analisando o estudo da OMS, os psiquiatras Ronaldo Laranjeira e Nino Meloni, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chegaram à conclusão de que o alcoolismo é o principal problema de saúde pública no Brasil. Segundo o levantamento, mais de 10% de toda a mortalidade ocorrida no país é conseqüência do consumo excessivo de álcool.

Os médicos observam ainda no estudo da OMS que o volume médio de consumo individual é importante variável relacionada aos danos provocados pelo alcoolismo.

Consumo
Segundo Meloni, o Brasil é o quarto maior produtor de bebidas destiladas do mundo — o primeiro é a China, com 725 milhões de litros de baijiu produzidos por ano, seguida da Rússia, com 350 milhões de litros/ano de vodka. Dos cerca de 200 milhões de cachaça comercializadas por ano no Brasil, 195 milhões de litros vão para o mercado interno.

“Cruzados com dados da população brasileira, cuja densidade é inferior à asiática, os números, por si só, já são fortes sinais de alerta sobre o potencial de riscos”, diz. Com base no estudo da OMS, Meloni afirma que os problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas crescem na medida em que as nações se desenvolvem.

Segundo o psiquiatra, nos países ricos, embora a acessibilidade ao álcool seja grande, o consumo é moderado em razão de diversas formas de controle social, como normas de utilização da bebida, política de preços, controle promocional, uso educacional dos meios de comunicação, entre outros.

Já nos países de economia intermediária, como o Brasil, segundo Meloni, além de não existir controle para o consumo do álcool, há um conjunto de fatores que facilitam o acesso à bebida, principalmente entre os jovens. Um deles é o preço baixo, já que com R$ 0,50 é possível comprar, em qualquer bar, uma dose de cachaça.

Menores de 18 anos
Embora a venda de bebida alcoólica seja proibida para menores de 18 anos, estudo recente realizado pela Unifesp na cidade de Paulínia, na região de Campinas, revela que não é isso o que ocorre. Segundo o levantamento, 90,4% dos donos de estabelecimentos admitiram nunca ter checado a idade do adolescente antes de vender bebidas alcoólicas e outros 80% nunca pediram documento.

O médico Marcos Romano, um dos pesquisadores da Unifesp, afirma que outro dado surpreendente do levantamento é que 76% dos estabelecimentos não impõem nenhum tipo de controle à quantidade de bebida que um cliente pode consumir. Além disso, 52% dos comerciantes acham que não é responsabilidade sua se um consumidor se embriaga.

O estudo mostra ainda que a maioria dos bares tem clientela habitual e uma parcela significativa dela é formada por pessoas desempregadas. Outro dado assustador, na opinião de Romano, é que os estabelecimentos informaram vender mais de 15 mil garrafas por mês. Por conta dessa fiel clientela e do consumo elevado, os bares estão em expansão na cidade. O estudo revela que um terço dos estabelecimentos funciona há no máximo um ano.

Política pública
O estrago provocado pelo alcoolismo tem alto custo social no mundo todo. Especialistas afirmam que, no Brasil, as políticas públicas para controle do consumo da bebida não produzem o efeito desejado porque falta mobilização da sociedade.

“O Governo brasileiro não é um representante confiável para discutir a política de saúde pública para o álcool”, diz o médico Ronaldo Laranjeira. “Tanto que, em Genebra, durante reunião da OMS para tratar do assunto, em janeiro, o Brasil se opôs a adotar a medida mais efetiva para controlar o consumo da bebida, que é a elevação do preço”, comenta o especialista. “Essa atitude me deixa envergonhado, porque mostra que o interesse da indústria do álcool vem sendo contemplado”, observa Laranjeira.

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