quarta-feira, 18 de outubro de 2017

De volta ao Senado, Aécio ainda enfrentará desgaste político e jurídico

Nessa terça-feira (17), plenário derrubou determinação do STF que afastava tucano do cargo e ordenava seu recolhimento domiciliar noturno.

Confira também:

Minutos depois de o plenário do Senado derrubar decisão da Justiça que afastava Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato, o nome do tucano voltou à lista de "parlamentares em exercício" no site da Casa.

Aécio foi afastado do Senado por duas vezes este ano, uma delas em maio e outra em setembro.

Em ambas as situações a acusação é a mesma: corrupção passiva e obstrução da Justiça. Ele foi gravado em março pelo delator e empresário Joesley Batista, dono da JBS, a quem pediu R$ 2 milhões.

A primeira determinação foi revertida pelo próprio STF (Supremo Tribunal Federal). Já a segunda se deu por uma decisão política pela maioria dos senadores.

Recuperado o mandato, Aécio agora tem de enfrentar situações adversas tanto na política quanto na Justiça.

Ainda está pendente de análise do STF a denúncia apresentada em maio pelo MPF (Ministério Público Federal). O caso não tem data para ser pautado e será julgado pela primeira turma da corte após uma série de depoimentos e provas serem coletados.

No campo político, Aécio deverá enfrentar nova representação contra ele no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro. O processo pode, inclusive, resultar na cassação de seu mandato.

O senador já teve um pedido de cassação arquivado pelo colegiado no primeiro semestre deste ano. Diante do novo afastamento, ele é alvo de outro pedido apresentado pelo PT. O caso ainda está pendente de análise do Conselho.

Aécio está licenciado da presidência do PSDB desde seu primeiro afastamento, em maio. Tucanos devem fazer nova pressão para que ele deixe o cargo em definitivo agora. Uma ala do partido avalia que as acusações contra o senador têm prejudicado a imagem da sigla, na véspera de eleições.

Ainda de olho em 2018, o tucano deverá decidir se concorre novamente a uma vaga no Senado ou se decide concorrer a uma cadeira na Câmara. Alguns aliados avaliam que as acusações que pesam contra Aécio não tem chances de se eleger senador e que deve concorrer ao cargo de deputado para garantir foro privilegiado após 2018. 

Com informações da Folhapress.

Tasso diz que Aécio 'não tem condições' de presidir PSDB


Novo revés da Justiça, contudo, reacendeu do debate sobre o comando da sigla.

O senador Tasso Jereissati (CE), defendeu nesta quarta-feira (18) a renúncia definitiva de Aécio Neves à presidência do partido. Ao chegar ao Congresso, ele disse que o mineiro "não tem condições" de permanecer no posto.

Questionado se era caso de renúncia de Aécio, Tasso respondeu de forma afirmativa. "Eu acho que sim porque agora ele não tem condições, dentro das circunstâncias em que está, de ficar como presidente do partido. Nós precisamos ter uma solução definitiva e não provisória".

Tasso, que ocupa interinamente a presidência do PSDB desde maio, quando Aécio se licenciou do cargo, já defendeu outras vezes a renúncia do senador mineiro. Mas o assunto foi adiado até dezembro, para quando está prevista convenção nacional.

O novo revés da Justiça, contudo, reacendeu o debate sobre o comando da sigla.

A fala do presidente interino do PSDB ocorre um dia depois de o Senado ter derrubado as medidas cautelares impostas a Aécio pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O tucano ficou afastado por quase um mês do mandato e estava impedido de deixar sua residência à noite. Com a sessão de terça (17) do plenário do Senado, as cautelares estão suspensas.

A expectativa é que Aécio reassuma o mandato já na tarde desta quarta.

Tasso disse ainda que não conversou com Aécio, mas que isso deve acontecer ainda hoje.

À reportagem, alguns tucanos disseram que esperam um gesto voluntário de Aécio, de abrir mão do cargo. Eles avaliam que o partido já se expôs muito na terça, ao votar em peso pela liberação de Aécio. E que, portanto, é hora de ele retribuir o "sacrifício" à bancada.

Os dez senadores do PSDB votaram nesse sentido, numa sessão com voto aberto. Apenas Ricardo Ferraço (ES) e o próprio senador mineiro não votaram.

Tasso disse ainda que a decisão tomada na terça pelo plenário do Senado foi "mal interpretada".

"A decisão da maioria foi mal interpretada. Ao meu entender, [a decisão] é de dar ao senador Aécio Neves o que ele não teve até agora, que é o direito de defesa", disse.
Ele disse ainda que Aécio terá de responder a um processo no Conselho de Ética do Senado e às investigações no STF.

Com informações da Folhapress.

'Quem quiser disputar comigo, que venha para as ruas', diz Lula


Nesta quarta-feira (18), ex-presidente afirmou que não está focado nas próximas eleições, e sim em estabelecer um diálogo com a sociedade brasileira.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a próxima caravana que fará, desta vez percorrendo 12 cidades deMinas Gerais, com início no dia 23 de outubro. A viagem tem como objetivo, de acordo com o petista, analisar o Brasil que cresceu nas conquistas sociais, mas que hoje passa por um período de forte retrocesso.

“Aumentou o número de crianças pedindo esmola, dormindo nas calçadas. Porque essa gente não sabe cuidar do povo. Eu quero voltar a fazer esse povo andar de cabeça erguida”, disse ele, em entrevista à rádio Super Notícia, de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (18).

Questionado sobre seus potenciais adversários em uma eventual disputa em 2018, Lula acrescentou que não está focado no tema e sim em estabelecer um diálogo com a sociedade brasileira.

 “Não quero saber quem são meus adversários. Quem quiser disputar comigo, que venha para as ruas. A gente não escolhe adversário. Que vença o melhor”, ponderou.
O ex-presidente adiantou que ainda pretende passar pelas regiões Sul e Norte do país com o projeto Lula pelo Brasil.

MPF denuncia Nuzman e Sérgio Cabral por esquema na Rio 2016


Também foram denunciados o empresário Arthur Soares, conhecido como "Rei Arthur" e os membros africanos do COI (Comitê Olímpico Internacional), Papa Massata Diack e Lamine Diack.

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF) denunciou nesta quarta-feira (18) o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, o seu braço direito, Leonardo Gryner, e o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) pelo esquema que revelou a compra de votos para a escolha do Rio como sede olímpica de 2016.

Também foram denunciados o empresário Arthur Soares, conhecido como "Rei Arthur" e os membros africanos do COI (Comitê Olímpico Internacional), Papa Massata Diack e Lamine Diack. A denúncia foi encaminhada ao juiz da 7º Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, responsável também pelos processos relacionados à Lava Jato no Rio.

Investigações da Operação Unfair Play do MPF apontaram que Sérgio Cabral pagou propina para a delegação africana, por meio do empresário Arthur Soares, para a escolha do Rio. Carlos Nuzman e Leonardo Gryner teriam sido os agentes responsáveis por unir pontas interessadas, fazer os contatos e "azeitar as relações para organizar o mecanismo do repasse de propinas", segundo o MPF.

O MPF também informou que, nos últimos dez dos 22 anos de presidência do COB, Nuzman ampliou seu patrimônio em 457%, não havendo indicação clara de seus rendimentos, além de manter parte de seu patrimônio oculto na Suíça. Por exemplo, ele só veio a declarar a existência de 16 barras de ouro, de 1 kg cada uma, que mantinha no exterior, à Receita Federal, por meio de retificação do Imposto de Renda, na data de 20 de setembro deste ano, ou seja, após a deflagração da Operação Unfair Play. Nuzman está preso preventivamente, desde o dia 5, em Benfica, zona norte do Rio. 

Com informações do Estadão Conteúdo.

Tiroteio em massa em estacionamento nos EUA deixa feridos


"Podemos confirmar, estamos na cena de um tiroteio no Emmorton Business Park. As informações são de muitos feridos", relatou delegado.

Um tiroteio em massa em um estacionamento no estado de Maryland deixou várias pessoas feridas, informou o escritório do xerife do condado de Harford em uma publicação no Twitter nesta quarta-feira.

"Podemos confirmar, estamos na cena de um tiroteio no Emmorton Business Park. As informações são de muitos feridos", relatou o escritório do delegado no Twitter.

Os alunos das escolas na vizinhança foram instruídos a permanecerem abrigados. 


Com informações da Sputnik News Brasil. 

Dos 44 votos a favor de Aécio, 19 são alvo da Lava Jato


Dos 26 que votaram contra o tucano, seis também são alvo da Lava Jato.

Dos 44 senadores que votaram ontem para derrubar as medidas cautelares impostas ao tucano Aécio Neves (MG), ao menos 19 (43,2%) são alvo da Operação Lava Jato. A maior parte deles (10) é do PMDB, partido que mais deu votos a favor do senador mineiro - foram 18 no total.

Apenas dois senadores do PMDB votaram por manter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou e determinou o recolhimento noturno de Aécio. Foram contrários ao tucano Kátia Abreu (PMDB-TO), também alvo da Lava Jato, e Roberto Requião (PMDB-PR).

Também partiu dos investigados as defesas mais enfáticas para que o Senado barrasse as restrições impostas a Aécio. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), por exemplo, foi um dos cinco a discursar em defesa do tucano. Mesmo em recuperação de uma cirurgia, ele descumpriu recomendação médica para participar da sessão e ajudar a "salvar" o colega. "Quis Deus que eu tivesse a saúde para que, depois de operado, estivesse aqui hoje também para falar desta tribuna como último orador", disse o senador no discurso.

Também fazem parte da lista nomes como Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-MA) e Valdir Raupp (PMDB-RR). No PSDB, que deu 10 dos 11 votos possíveis a favor do correligionário, três senadores são alvo da Lava Jato: Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP). Apenas Ricardo Ferraço (ES), também investigado, não compareceu à votação.

Dos 26 que votaram contra o tucano, seis são alvo da Lava Jato. Entre eles o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada. O partido chegou a divulgar uma nota, logo após o afastamento de Aécio, na qual defendeu o enfrentamento com o Supremo, mas recuou após repercussão negativa.

Veja quem votou para livrar Aécio das medidas cautelares do STF:

Airton Sandoval (PMDB-SP)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalírio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Coelho (PMDB-PE)
Fernando Collor (PTC-AL)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Hélio José (PROS-DF)
Ivo Cassol (PMDB-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Agripino Maia (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Serra (PSDB-SP)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zezé Perrella (PMDB-MG)

E quem votou para manter o afastamento de Aécio do Senado:

Acir Gurgacz (PDT-RO)
Alvaro Dias (Pode-PR)
Ana Amélia (PP-RS)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Fátima Bezerra (PT-RN
Humberto Costa (PT-PE)
João Capiberibe (PSB-AP)
José Medeiros (Pode-MT)
José Pimentel (PT-CE)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Lasier Martins (PSD-RS)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lúcia Vânia (PSB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Paulo Rocha (PT-PA)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Regina Sousa (PT-PI)
Reguffe (Sem partido-DF)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Romário (Pode-RJ)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Walter Pinheiro (Sem partido-BA)


Com informações do Estadão Conteúdo.

Lula pode concorrer em 2018 mesmo se condenado, diz parecer


O parecer foi assinado pelo professor Luiz Fernando Casagrande Pereira, do Paraná.

O ex-presidente Lula recebeu na segunda-feira (16), do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), um parecer jurídico afirmando que ele poderá disputar as eleições presidenciais em 2018 ainda que condenado em segunda instância -e ainda que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF (Supremo Tribunal Federal) não concedam liminar para suspender a inelegibilidade que viria com essa sentença.

De acordo coma Folha de S. Paulo, o parecer foi assinado pelo professor Luiz Fernando Casagrande Pereira, do Paraná. Ele diz que mesmo nessa situação limite, o PT poderá registrar a candidatura de Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em agosto. Só então ela seria objeto de impugnação.

"Ocorre que entre a impugnação e o afastamento de Lula da campanha há uma enorme distância", diz ele. Se todos os prazos para o julgamento forem cumpridos no TSE, o eventual afastamento só ocorreria em 12 de setembro. Neste intervalo de um mês, Lula já estaria em plena campanha.

Cunha diz que Funaro o transformou em 'Posto Ipiranga' da Lava Jato


Ex-presidente da Câmara ironizou declarações dadas pelo doleiro em delação premiada.

Ex-operador do PMDB, Lucio Funaro fez uma série de menções ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na delação concedida à Procuradoria-Geral da União em agosto. Entre elas, a de que Cunha seria um "banco de propina" de deputados, pagando parlamentares para depois se tornar o "dono" dos mandatos.

A pessoas próximas ouvidas pela Folha de S. Paulo, o ex-parlamentar ironizou o operador financeiro ao dizer que ele o transformou no "Posto Ipiranga" da Lava Jato.

Embora o depoimento de Funaro tenha sido tomado há dois meses, apenas agora algumas informações vieram a público devido ao vazamento dos vídeos gravados na PGR. 

Do Notiasaominuto

Temer também é vencedor com votação favorável a Aécio, avalia Planalto


Equipe do governo acredita que votação mostra a força do tucano sobre ala importante do PSDB, que poderia apoiá-lo na votação da segunda denúncia.

No trabalho de preparação para enfrentar a segunda denúncia contra Michel Temer na Câmara, o Planalto avaliou positivamente a vitória de Aécio Neves na votação dessa terça-feira (17), que decidiu pela manutenção do mandato do tucano.

Segundo um assessor do presidente ouvido pelo jornal O Globo, a vitória demonstrou o poder que Aécio ainda tem sobre uma ala do PSDB. "Até mais do que imaginavam, porque falavam que no voto aberto ele perderia. A tendência é que isso aumente o número de votos de tucanos a favor de Temer, até porque o Alckmin tirou a digital do processo", afirmou o assessor, acrescentando que a divisão do PSDB vista na votação da primeira denúncia contra Temer tenderia a diminuir, com maior apoio ao peemedebista.

A Comissão de Constituição e Justiça deve enviar ainda hoje ao plenário da Câmara o parecer da denúncia por obstrução de Justiça e organização criminosa contra Temer. 

Lula critica Aécio e fala sobre eleições: 'Sacanagem jurídica não'


Ex-presidente cumpriu agenda, nessa segunda-feira (16), na Região Metropolitana de São Paulo.

Durante agenda em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, nessa segunda-feira (16), o ex-presidente Lula atacou o senador Aécio Neves e falou sobre uma eventual candidatura nas eleições de 2018.

"Perdi a eleição em 82, 89, 94 e 98 e voltei quieto para casa. O Aécio perdeu uma e deu um golpe, e está aí o resultado. Eles podem ganhar de mim outra vez, eu aceito. Mas sacanagem jurídica não. Vamos pra eleição, quem ganhar leva”, disse o petista.

Lula criticou aqueles que têm como objetivo torná-lo inelegível e relembrou a era vivida pela economia, durante sua gestão à frente do Planalto.

 “Eu peguei esse país quebrado e paguei a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Esse país é possível. Eu não aprendi economia na universidade, respeito quem aprendeu. Mas eu aprendi com uma mãe analfabeta que conseguiu criar oito filhos”, disse.

Depois de percorrer a região Nordeste, durante 20 dias, Lula embarca, no próximo dia 23, em nova caravana, agora pelo estado de Minas Gerais. A expectativa é de que ele passe por 12 municípios.

Em meio à votação de denúncia, Temer convida Doria para jantar


Objetivo do presidente seria conseguir mais votos do PSDB a seu favor, durante votação na Câmara.

No dia em que os parlamentares começam a discutir o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PMDB-MG), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente da República, Michel Temer, irá se reunir com o prefeito de São Paulo, João Doria, à noite, em Brasília.

Andrada é o relator da denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Seu relatório pede que a investigação contra os peemedebistas seja arquivada.

De acordo com informações do blog da Andréia Sadi, no portal G1, o tucano informou que o convite partiu de Temer. Além do peemedebista, o prefeito tem encontro marcado com a bancada do agronegócio, e com os ministros Bruno Araújo (Cidades) e Mendonça Filho (Educação).

O gesto de Temer é visto como mais uma estratégia para tentar barrar a segunda denúncia contra ele, de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa.

O objetivo do presidente seria conseguir mais votos do PSDB a seu favor já que, quando da primeira acusação, por corrupção passiva, os tucanos votaram rachados. Doria, no entanto, foi uma das lideranças do partido que apoiaram Temer.

É basicamente impossível manter delação de Funaro sob sigilo, diz Maia


Presidente da Câmara voltou a afirmar que foram cumpridos corretamente todos os procedimentos na tramitação da denúncia contra o presidente da República.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta terça-feira (17) que foram cumpridos corretamente todos os procedimentos na tramitação da denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Maia disse que, após a denúncia chegar à Câmara, reuniu-se com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e com o ministro Edson Fachin, responsável no STF pela Operação Lava Jato. “Tudo o que foi determinado pelo ministro Fachin foi cumprido pela Câmara”, disse Maia. “A Casa, de forma nenhuma, desrespeitaria uma decisão do Supremo.”

Os autos originais enviados pelo STF contêm, nos anexos, arquivos digitais de áudio e vídeo com delações premiadas em que Temer, os dois ministros e outros políticos são citados. Rodrigo Maia ressaltou que não havia nenhum pedido de sigilo em relação a esses arquivos digitais.

Ele afirmou ainda, conforme o portal G1, que é "basicamente impossível" pressupor que o sigilo da delação de Funaro fosse mantido até o fim da análise da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

"É basicamente impossível você imaginar que vai enviar uma denúncia para a Câmara dos Deputados para que 513 deputados e deputadas avaliem o documento e que você vai manter esses documentos sob sigilo. É basicamente impossível que esse sigilo fosse mantido até o final do julgamento", disse o presidente da Câmara a jornalistas.

Reação
Durante a entrevista, no início desta tarde, Rodrigo Maia também foi questionado sobre a declaração do advogado de Temer, Eduardo Carnelós, de que a divulgação de vídeos incluídos nos anexos da denúncia encaminhada pelo STF tratou-se de um “criminoso vazamento” – posteriormente, no entanto, Carnelós afirmou que “jamais” quis imputar prática de crime ao presidente da Câmara.

“Quando entendo que, de alguma forma, a Câmara dos Deputados e seus servidores são atacados, tenho que reagir em nome da instituição. O advogado fez uma mea-culpa, mas como entendo que houve desrespeito à Câmara e seus servidores e que o advogado não teve humildade de admitir o erro, reagi à altura”, disse Maia.

Senado derruba afastamento de Aécio Neves

O senador do PSDB irá retomar ao mandato.

Contrariando as expectativas da presidenta do PT, senadora Gleisi Hofmann, que defendeu em nota publica que o STF não teria “autoridade” para julgar o tucano, mas sim, que essa prerrogativa seria de exclusividade do senado, viu na tarde de ontem (17), os senadores inocentaram o seu “parceiro”, o “narcorruptucano” Aécio Neves.

Senado decide por 42 votos a 26 derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato e mantê-lo em recolhimento noturno (OFS 70/2017). Com isso, o senador, que estava afastado da Casa desde 26 de setembro, pode voltar a exercer o mandato. A votação foi aberta e nominal.

Aécio Neves foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base em delações premiadas da empresa J&F. A maioria dos senadores entendeu, no entanto, que as medidas contra o parlamentar não poderiam ser tomadas pela 1ª Turma do Supremo.

Na discussão da matéria, cinco parlamentares defenderam a derrubada das medidas cautelares: os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA), Telmário Mota (PTB-RR), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Roberto Rocha (PSDB-MA) e Romero Jucá (PMDB-RR).

Já os senadores Alvaro Dias (PODE-PR), Ana Amélia (PP-RS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Reguffe (sem partido-DF) e Humberto Costa (PT-PE) discursaram favoravelmente à decisão do STF.

Com informações da Agência Senado.

Lava Jato bloqueia 800 contas e mais de R$ 3 bilhões na Suíça


Operação ainda não conseguiu encontrar os donos de R$ 2,52 bilhões.

Embora o juiz Sergio Moro tenha mencionado a suposta proximidade do fim da Lava Jato, procuradores brasileiros alegam que a operação está longe de ser finalizada. Motivo: a extensão das investigações para outros países e instâncias.

Como exemplo, segundo o Uol, as autoridades já bloquearam 800 contas e R$ 3,22 bilhões na Suíça, dos quais ainda não encontraram os donos de R$ 2,52 bilhões - apenas quando os responsáveis forem rastreados é que ações penais poderão ser abertas.

O procurador Paulo Robeto Galvão revelou ao portal que R$ 769 milhões foram trazidos de volta aos cofres públicos do Brasil desde o início da operação, há três anos - ainda falta rastrear R$ 2,52 bilhões. "Esse é um ponto que mostra o tanto que a Lava Jato precisa andar em Curitiba e em outros locais", disse o investigador.

INSS aceita recurso e Dilma receberá R$ 5.200 de aposentadoria


O órgão reconheceu os 23 anos em que ela ficou afastada da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser, do Rio Grande do Sul, por perseguição política.

O INSS acolheu parcialmente um recurso em que a ex-presidente Dilma Rousseff pedia a reconsideração de seu tempo de contribuição previdenicária. O órgão reconheceu os 23 anos em que ela ficou afastada da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser, do Rio Grande do Sul, por perseguição política.

Num processo administrativo interno, de acordo coma coluna Radar da Veja nesta terça-feira (17), a petista foi desligada da instituição em abril de 1977, com o selo de comunista, na época em que o Brasil vivia a ditadura militar e ela foi presa e torturada.

Ainda segundo a coluna, Dilma receberá por mês 5 200 reais de aposentadoria. Mas junto com a vitória, veio uma fatura. O INSS obrigou a petista a devolver aos sofres públicos 6 800 reais. O valor, corrigido, se refere a um mês em que o benefício foi pago indevidamente por erro de uma servidora.

Adolescente sai da própria cova após levar dois tiros e perder olho


Suspeitos foram presos nesta terça-feira (17).

Um adolescente de 17 anos sobreviveu após levar dois tiros, pauladas na cabeça, perder um olho e ser enterrado vivo em Confins, Minas Gerais. Na manhã desta terça-feira (17), dois suspeitos foram presos pelo crime.

De acordo com o jornal 'Estado de Minas', o rapaz é suspeito de furtar 30 gramas de maconha de traficantes de Santa Luzia. Os criminosos perseguiram a vítima e prepararam uma emboscada. O adolescente foi baleado duas vezes e seu olho direito foi arrancado pelos traficantes.

Após ter sido dado como morto, os traficantes enterraram o rapaz. Em seguida, ele conseguiu cavar a terra com as próprias mãos e escapou do local. A vítima conseguiu chegar até a rodovia, onde desmaiou.

O adolescente foi socorrido por populares, que o levaram para o Hospital João XXIII, onde ficou internado. Os traficantes foram presos após a vítima das detalhes do crime, mesmo com sequelas e dificuldades na fala.

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