domingo, 25 de março de 2012

Saiba como o álcool afeta seu corpo


Especialistas dizem que não existe limite seguro para o consumo, e recomendam que autoridades conscientizem população sobre riscos.

Os efeitos do consumo do álcool a curto prazo são conhecidos: ressacas, cansaço, má aparência.

A longo prazo, a ingestão da substância está associada a várias condições, entre elas o câncer da mama, câncer oral, doenças cardíacas, derrames e cirrose hepática, entre outras. 

Pesquisas também associaram o consumo de álcool em doses elevadas à problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade. 

Entretanto, estudos também concluíram que, ingerida com moderação, a substância pode ter um efeito benéfico, ajudando a proteger o coração ao elevar os índices de bom colesterol no organismo e impedir a formação de coágulos sanguíneos. 

As mensagens são contraditórias, levando especialistas ouvidos pela BBC a recomendar que as autoridades sejam mais claras em suas campanhas de conscientização. 

Não existe nível absolutamente seguro de consumo de álcool, dizem. Mas se você quer beber, não exceda 21 unidades por semana para homens e 14 unidades por semana para mulheres. 

Problemas Cardíacos e CâncerA ingestão de mais de três copos de bebida alcoólica por dia prejudica o coração. 

O consumo excessivo, especialmente a longo prazo, pode resultar em pressão alta, cardiomiopatia alcoólica,  falência cardíaca e derrames, além de aumentar a circulação de gorduras no organismo. 

As associações entre o consumo de álcool e o câncer também são bastante conhecidas. 

Um estudo publicado no British Medical Journal no ano passado concluiu que o consumo de álcool provoca pelo menos 13 mil casos de câncer por ano na Grã-Bretanha, nove mil em homens e quatro mil em mulheres. 

O efeito negativo do álcool para a saúde em geral pode estar associado a uma substância conhecida como acetaldeído - produto em que o álcool é transformado após ser digerido pelo organismo. 

Essa substância é tóxica e experimentos demonstraram que ela danifica o DNA. 

O cientista KJ Patel, que trabalha no laboratório de biologia molecular do Medical Research Council, na Grã-Bretanha, vem pesquisando os efeitos tóxicos do álcool. 

'Não há a ocorrência de uma célula cancerosa a não ser que o DNA seja alterado. Quando você bebe, o acetaldeído está corrompendo o DNA da vida e colocando você no caminho para o câncer'. 

Imunidade e FertilidadeUm relatório publicado recentemente na revista científica Bio Med Central (BMC) Innunology revelou que o álcool afeta a capacidade do organismo de combater infecções virais. 

E estudos sobre fertilidade indicam que mesmo o consumo moderado da substância diminui a probabilidade de uma mulher conceber. Nos homens, o consumo excessivo diminui a qualidade e quantidade de esperma.
KJ Patel acaba de completar uma investigação sobre os efeitos tóxicos do álcool sobre ratos. 

Seu estudo indica que uma única dose excessiva de álcool durante a gravidez pode ser suficiente para provocar danos permanentes sobre o genoma do feto. 

A Síndrome Alcoólica Fetal, segundo Patel, 'pode resultar em crianças com danos sérios, nascidas com anomalias na cabeça e face e com deficiências mentais'. 

FígadoO médico Nick Sheron, que comanda a unidade de fígado do Southampton General Hospital, na Inglaterra, disse que os mecanismos por meio dos quais o álcool prejudica o organismo não são claros.
'A toxicidade do álcool é complexa, mas sabemos que há um relacionamento próximo e claro'. 

Quanto maior a ingestão semanal, maior o dano ao fígado e esse efeito aumenta exponencialmente em alguém que bebe de seis a oito garrafas de vinho - ou acima disso - nesse período. 

Segundo Sharon, nas últimas duas ou três décadas, houve um aumento de 500% no número de mortes por doenças do fígado na Grã-Bretanha. Dessas, 85% foram provocadas pelo álcool. O ritmo desse crescimento começou a diminuir, mas muito recentemente. 

'O álcool tem um impacto maior sobre a saúde do que o fumo porque ele mata em uma idade menor'. Segundo o especialista, doenças do fígado provocadas pelo consumo de álcool matam por volta dos 40 anos de idade.
Álcool x heroína, crack e cocaínaO consumo de álcool é, cada vez mais, um problema de saúde pública. 

No início do ano, o serviço nacional de saúde britânico, NHS, anunciou que internações associadas ao consumo de álcool na Grã-Bretanha atingiram nível recorde em 2010. 

Houve mais de um milhão de internações, em comparação com 945.500 em 2008-2009 e 510.800 em 2002-2003. 

Quase dois terços dos pacientes eram homens. 

Segundo a entidade beneficente britânica Álcool Concern, há estimativas de que o número de internações possa alcançar 1,5 milhão por volta de 2015.
Quando são considerados os perigos para o indivíduo e a sociedade como um todo, o álcool é mais prejudicial do que a heroína e o crack - concluiu um estudo publicado no ano passado na revista científica The Lancet. 

O estudo, feito pelo Comitê Científico Independente sobre Drogas, órgão científico independente que estuda as drogas e seus efeitos, concluiu também que o álcool é três vezes mais prejudicial do que a cocaína e o tabaco porque é usado de forma muito mais ampla. 

Consumo recomendadoA diretora de pesquisas do Institute of Alcohol Studies, Katherine Brown, disse que as orientações atuais sobre o consumo de álcool e a forma como essas diretrizes são comunicadas à população podem estar contribuindo para a desinformação do público. 

'Precisamos ser cuidadosos quando sugerimos que existe um nível 'seguro' de ingestão. Na verdade, precisamos explicar que existem riscos associados ao consumo do álcool e que quanto menos você bebe, menor seu risco de desenvolver problemas de saúde'. 

Para a especialista, é preciso mudar a percepção de que 'beber regularmente é uma prática normal e livre de riscos'. 

O médico Nick Sheron concorda. 

'Não existe um nível seguro. As pessoas apreciam um drink, mas precisam aceitar que existem riscos e benefícios'.

Doze maneiras simples para fazer inimigos e afastar os amigos


1. 'Vou dizer-lhe o que eu acho que você deve fazer'
Esta é uma presunção arrogante de sabedoria superior. Ninguém é tão sábio a ponto de sair por aí dizendo a todos o que eles devem fazer; e se alguém fosse suficientemente sábio para fazer isto teria conhecimento bastante para evitar dar conselhos não solicitados, que, de qualquer forma, raramente são aceitos.

2. 'Meu conselho para você é...'
A questão é a mesma do caso anterior.

3. 'A grande verdade sobre este assunto é...'
É mesmo? Então você alcançou a verdade afinal? É possível, mas não é provável. Você vai ser uma pessoa solitária.

4. 'Vou mostrar-lhe onde você errou.'
Desse jeito você está falando com um ex-amigo. Ou então com um masoquista que adora apanhar. A arrogância intelectual desse tipo geralmente brota de uma mistura peculiar de ignorância e inferioridade.

5. 'Estou lhe dizendo isto para seu próprio bem.'
 Esqueça isso! Ninguém lhe pediu conselho. Quem sabe o que é bom pra mim? Não consigo fazer metade das coisas que são para meu bem e que sei que deveria estar fazendo.

6. 'Seu problema, pelo que posso ver...'
Mais uma de um distribuidor internacional de arrogância.

7. 'Você não pediu conselho, mas...'
Pare aí mesmo! Se eu quisesse sua opinião, a teria solicitado.
 
8. 'Você está Salvo?.'
Não, realmente não. Não estou completamente salvo do medo, de ressentimentos, sentimentos de inferioridade e sentimento de culpa. Sua pergunta é ofensiva, embora eu aprecie o seu cuidado. Jesus não andou fazendo esta pergunta. Na verdade Ele perguntou: 'Queres ficar são?' Se por acaso você souber como ficar são, diga-me! Realmente o preciso saber.
 
9. 'Olhe, deixe-me mostrar como se faz isto.'
Aprecio seu desejo de ajudar, mas lamento profundamente sua maneira de falar, como se possuísse alguma habilidade técnica que fizesse você ser superior.
 
10. 'Agora veja como eu teria procedido...'
Muito obrigado! Passei por uma experiência difícil, fiz o melhor que pude, e falhei. Você chega agora para oferecer conselhos depois que tudo já passou. Não gosto de sua atitude.
 
11. 'Estava tudo ótimo (serviço, comida, arranjo de flores, sermão, ou qualquer outra coisa), mas há apenas uma coisa que eu teria feito um pouco diferente.
Agradeço-lhe por nada. Você não está me ajudando, embora pense que esteja. Você está se mostrando superior, num esforço de compensar seus sentimentos de inferioridade em outras áreas.
 
12. 'Isso é interessante. Veja, por exemplo, o meu caso...'
Olhe para os meus olhos, amigo. Logo agora que comecei a dizer alguma coisa, você entrou na conversa e quer dominar o assunto. Não, eu não vou tomá-lo como exemplo.


Há milhares de frases desastrosas, rudes e inapropriadas. Uma pessoa sensível aprenderá, de experiências malsucedidas, como proceder de modo conveniente em relação às pessoas.


Referência Bibliográfica:
Osborne, Cecil G., A Arte de Relacionar-se com as Pessoas, p. 47 a 49. 2ª Edição, Rio de Janeiro. Editora JUERP, 1988.

Qual é o Seu Temperamento?



Descubra os traços mais fortes de seu caráter, e saiba as características favoráveis e desfavoráveis dos quatro tipos de temperamento: Colérico, Sangüineo, Fleumático e Melancólico. Para conseguir isso, responda as perguntas abaixo, tendo em conta a sua natureza tosca e não trabalhada. Seja sincero consigo mesmo. "Os jovens tem muitas lições a aprender, e a mais importante é aprender a conhecer-se a si mesmos." (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, pág. 445)

Antes de fazer o teste sugiro a leitura deste artigo: A TEORIA DOS QUATRO TEMPERAMENTOS


Teste seu Temperamento Sangüíneo
Pegue uma folha de papel e marque o número da pergunta e responda sim ou não

1. Gosta de conversar?
2. Gosta de atividade, ação?
3. Emociona-se com facilidade?
4. "Explode" facilmente?
5. Tem inclinação para conhecer muitos assuntos de vez, para cultura geral?
6. Sua imaginação é viva?
7. Tem inclinação para a crítica e para ironia?
8. Tem tendência a mudar facilmente de opinião de argumentos razoáveis?
9. Quando lhe pedem desculpas de uma ofensa, reconcilia-se com facilidade?
10. Guarda rancor, ainda que não lhe peça desculpas?
11. Gosta de fazer o bem sempre que pode?
12. Aflige-se facilmente com os males do próximo?
13. É inclinado mais ao otimismo do que ao pessimismo?
14. Ri com facilidade quando há motivo?
15. É muito constante, perseverante?
16. Prefere encontrar os problemas de ordem intelectual já resolvidos?
17. Aceita facilmente as notícias que lhe são?
18. Gosta de novidades?
19. Gosta de andar elegante, bem(a) trajado?
20. Gosta de ser admirado(a) pelos outros?

Teste seu Temperamento Colérico
1.. Irrita-se com facilidade?
2. Quando se irrita, dissimula a irritação?
3. Guarda rancor?
4. Perdoa facilmente?
5. Diante de uma oposição à sua opinião, tem tendência natural a ser intolerante?
6. É obstinado? (teimoso, inflexível)
7. Tem bastante dificuldade em pedir desculpas?
8. Quando quer conseguir algo, tem tendência a se servir de meios que não sejam legítimos?
9. Gosta de ficar ruminando idéias?
10. Ama os outros com facilidade?
11. Apaixona-se facilmente quando ama?
12. Gosta de demonstrar exteriormente quando ama alguém?
13. Gosta de estudar as matérias teóricas?
14. Raciocina com firmeza?
15. Gosta de ser pontual?
16. Gosta de saber os motivos de um dever, de uma obrigação?
17. Gosta de agir por razões afetivas, sentimentais?
18. Gosta de admirar a si mesmo?
19. Vive ansioso por novidades, boatos?
20. Aceita com facilidade as notícias que lhe dão, afirmações que lhe fazem?

Teste seu Temperamento Melancólico

1. Anda devagar?
2. É observador?
3. Reage prontamente?
4. Gosta de apreciar as belezas da Natureza?
5. Prefere a solidão ao bulício da vida social?
6. Gosta de contar novidades?
7. Gosta de esporte?
8. Gosta de música?
9. Guarda segredo?
10. Costuma realizar seus próprios propósitos?
11. É teimoso com certos pontos de vista?
12. Apaixona-se facilmente por aquilo que ama?
13. É rude, áspero com os outros?
14. Gosta de ler?
15. Costuma ser indeciso?
16. Tem tendência para olhar os acontecimentos pelo lado ruim?
17. Costuma pensar; meditar?
18. Costuma soltar gargalhadas?
19. Às vezes se sente alheio ao ambiente onde vive?
20. Desculpa facilmente, esquece as ofensas que lhe fazem?

Teste seu Temperamento Fleumático

1. Costuma apreciar as belezas da Natureza?
2. Zanga-se com facilidade?
3. Costuma empolgar-se com as coisas para as quais outros usam adjetivos: "formidável"; espetacular"?
4. É esmerado no trajar?
5. Gosta de maliciar os outros?
6. Costuma ser paciente se tem de recomeçar o que não deu certo?
7. Afoba-se nas horas de pronto-socorro?
8. É obcecado pela atividade, pela ação?
9. Gosta de "sombra e água-fresca". Isto é, de fugir das responsabilidades?
10. Traz os seus aposentos bem arrumados?
11. Apaixona-se facilmente?
12. Tem especial interesse em cultivar amizades?
13. Reage violentamente às agressões?
14. Gosta de inovações?
15. Abate-se com os insucessos?
16. Fere-se facilmente com as ofensas e ironias?
17. É vingativo?
18. Acha sua vontade fraca na prática?
19. Preocupa-se em ajudar os outros?
20. Conforma-se à rotina da vida?

Verifique agora o teste de temperamento e veja quantas respostas você acertou. O temperamento que obteve o maior número de respostas certas é o predominante. Confira as respostas.

CONTAGEM DOS PONTOS

SANGÜÍNEO

(01-sim)(02-sim)(03-sim)(04-sim)(05-sim)
(06-sim)(07-sim)(08-sim)(09-sim)(10-não)
(11-sim)(12-sim)(13-sim)(14- sim)(15-não)
(16-sim)(17-sim)(18-sim)(19-sim)(20-sim)

COLÉRICO

(01-sim)(02-não)(03-sim)(04-não)(05-sim)
(06-sim)(07-sim)(08-Sim)(09-sim)(10-sim)
(11-não)(12-não)(13-sim)(14-sim)(15-sim)
(16-sim)(17-não)(18-sim)(19-não)(20-não)

MELANCÓLICO
(01-sim)(02-sim)(03-não)(04-sim)(05-sim)
(06-não)(07-não)(08-sim)(09-sim)(10-não)
(11-sim)(12-sim)(13-não)(14-sim)(15-sim)
(16-não)(17-sim)(18-não)(19-sim)(20-não)

FLEUMÁTICO

(01-não(02-não)(03-não)(04-não)(05-não)
(06-sim)(07-não)(08-não)(09-sim)(10-não)
(11- não)(12-não)(13-não)(14-não)(15não)
(16-não)(17-não)(18-sim)(19-não)(20-sim)

A Teoria dos quatro temperamentos


Segundo Dicionário Aurélio [Do lat. temperamentu.]

S. m.
1.                     Estado fisiológico ou constituição particular do corpo; compleição.
2.                     O conjunto dos traços psicofisiológicos de uma pessoa, e que lhe determinam as reações   emocionais, os estados de humor, o caráter: 2  
3.                     Índole, feitio, caráter, têmpera.
4.                     Sensualidade, lubricidade.
5.                     Têmpera (1).
6.                     Mistura proporcional de coisas; mescla, combinação.
7.                     Temperança (2).

No livro, Temperamentos Transformados, onde o autor (Tim LaHaye, autor também do livro Temperamento Controlado pelo Espírito) usando a Teoria dos Quatro Temperamentos, faz uma grande contribuição nas aplicações práticas dessas classificações seculares para que cada indivíduo possa examinar-se a si mesmo, analisando seus Pontos Fortes e suas Fraquezas, buscando então a cura do Espírito Santo para aquelas tendências que o impedem de ser usado por Deus.

Foi inspi­rado pela descoberta de uma transformação de temperamento nas vidas de diversos personagens bíblicos; transformação que hoje encontramos em cristãos cheios do Espírito Santo. Deve-se lembrar que esta transformação não depende do conhecimento dos quatro temperamentos, mas da plenitude do Espírito. As personalidades bíblicas que conheceremos foram transformadas antes da formulação da teoria dos temperamentos. A nossa esperança está na promessa de Deus: "E assim, se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (Co 5:17).

A Teoria dos Quatro Temperamentos

Hipócrates (460 a 370 a.C) é freqüentemente chamado de "Pai da Medicina". Sem dúvida, ele foi o gigante do mundo médico da antiga Grécia. Ele nos interessa por duas razões:

1) geralmente atribui-se a ele o fato de a medicina passar a preocupar-se com os problemas psiquiátricos;
2) ele reconheceu as diferenças de temperamento das pessoas e apresentou uma teoria que explica tais diferenças. E. Baughman e George Welsh avaliaram da seguinte forma a sua contribuição:

"O mundo antigo estava cônscio das grandes anomalias de comportamento, mas geralmente as atribuía à intervenção dos deuses, e assim, não podia estudá-las com objetividade. Hipócrates, porém, se opunha ao sobrenaturalismo, defendendo a ideia de uma orientação biológica, e assim, desenvolveu uma abordagem empírica à psicopatologia. Sua maior força estava talvez na exatidão de suas observações e em sua capacidade de registrar cientificamente as conclusões a que chegava.

Na verdade, muitas de suas descrições de fenômenos psicopatológicos permanecem válidas. Portanto, Hipócrates marcou o início de uma abordagem cuidadosamente observadora da personalidade anormal, abordagem que um dia seria aplicada ao estudo da personalidade normal.

"O interesse de Hipócrates pelas características do temperamento é notável, especialmente quando se considera a relativa negligência deste importante problema no mundo hodierno da psicologia. Como resultado de suas observações, Hipócrates distinguiu os quatro temperamentos: o sanguíneo, o melancólico, o colérico e o fleumático. De acordo com Hipócrates, o temperamento da pessoa dependia dos 'humores' do seu corpo: sangue, bílis preta, bílis amarela e fleuma. Hipócrates começou por observar as diferenças de comportamento, formulando finalmente uma teoria que explica essas diferenças. A teoria era bioquímica em sua essência, e embora a substância da mesma tenha desaparecido, permanece ainda conosco a sua forma. Hoje, porém, falamos de hormônios e outras substâncias bioquímicas em vez de 'humores', substâncias que podem induzir ou afetar o comportamento observado."

Os romanos pouco fizeram na área do intelectualismo criativo, contentando-se em perpetuar os conceitos dos gregos. Um século e meio depois que o imperador romano Constantino fez do cristianismo religião oficial em 312 d.C, esse império desmoronou, dando início à Idade das Trevas. Conseqüentemente, poucas alternativas ao conceito de Hipócrates foram oferecidas até o século dezenove. Tão poucos foram os estudos feitos na área da personalidade, que H.J.Eysenck, um escritor hodierno, atribuiu a ideia do conceito de quatro temperamentos a Galen, que o reativou no século dezessete, e não a Hipócrates.

Emmanuel Kant, filósofo alemão, foi provavelmente o que mais influência teve na divulgação da idéia dos quatro temperamentos na Europa. Embora incompleta, a sua descrição dos quatro temperamentos em 1798 foi bem interessante: "A pessoa sanguínea é alegre e esperançosa; atribui grande importância àquilo que está fazendo no momento, mas logo em seguida pode esquecê-lo. Ela tem intenção de cumprir suas promessas, mas não as cumpre por nunca tê-las levado suficientemente a sério a ponto de pretender vir a ser um auxílio para os outros. O sanguíneo é um mau devedor e pede constantemente mais prazo para pagar. É muito sociável, brincalhão, contenta-se facilmente, não leva as coisas muito a sério, e vive rodeado de amigos. O sanguíneo, embora não sendo propriamente mau, tem dificuldade em deixar de cometer seus pecados; ele pode se arrepender, mas sua contrição (que jamais chega a ser um sentimento de culpa) é logo esquecida. Ele se cansa e se entedia facilmente com o trabalho, mas constantemente se entretém com coisas de somenos — o sanguíneo carrega consigo a instabilidade, e o seu forte não é a persistência.

"As pessoas com tendência para a melancolia atribuem grande importância a tudo o que lhes concerne. Descobrem em tudo uma razão para a ansiedade e em qualquer situação notam primeiro as dificuldades. Nisso são inteiramente o contrário da pessoa sanguínea.

"Não fazem promessas com facilidade, porque insistem em cumprir a palavra, e pesa-lhes considerar se será ou não possível cumpri-la. Agem assim, não devido a considerações de ordem moral, mas ao fato de que o inter-relacionamento com os outros preocupa sobremaneira o melancólico, tornando-o cauteloso e desconfiado. Ê por esta razão que a felicidade lhe foge.

"Dizem do colérico que ele tem a cabeça quente, fica agitado com facilidade, mas se acalma logo que o adversário se dá por vencido. Ele se aborrece, mas seu ódio não é eterno. Sua reação é rápida mas não persistente. Mantém-se sempre ocupado, embora o faça a contragosto, justamente porque não é perseverante; prefere dar ordens, mas aborrece-o o ter de cumpri-las. Gosta de ver reconhecido o seu trabalho e adora ser louvado publicamente. Dá muito valor às aparências, à pompa e à formalidade; é orgulhoso e cheio de amor-próprio. É avarento, polido e cerimonioso; o maior golpe que pode sofrer é uma recusa a obedecerem suas determinações. Enfim, o temperamento colérico é o mais infeliz por ser o que mais provavelmente atrairá oposição.

"Fleuma significa falta de emoção e não preguiça; implica uma tendência a não se emocionar com facilidade nem se mover com rapidez, e sim com moderação e persistência. A pessoa fleumática se aquece vagarosamente, mas retém por mais tempo o calor humano. Age por princípio, não por instinto; seu temperamento feliz pode suprir o que lhe falta em sagacidade e sabedoria. Ela é criteriosa no trato com outras pessoas e geralmente consegue o que quer, persistindo em seus objetivos, enquanto, aparentemente, está cedendo aos outros."

No fim do século dezenove, o estudo do comportamento humano recebeu novo impulso com o nascimento da ciência denominada Psicologia. "Os meios universitários vêem na fundação do Laboratório de Psicologia Experimental de Wundt na Universidade de Leipzig em 1879, o início efetivo dessa disciplina." O Dr. W. Wundt muito provavelmente foi influenciado por Kant, pois ele também aceitava a Teoria dos Quatro Temperamentos do comportamento humano. Ele fez exaustivas experiências, tentando relacionar esses temperamentos com a estrutura do corpo, o que o levou ao estabelecimento da Psicologia Biotipológica, ou seja, a atribuição das características do comportamento do indivíduo ao seu tipo físico. Este conceito, que encontra muitos seguidores, reduziu afinal a três, os tipos de personalidade.   Alguns estudiosos mais recentes dessa escola diminuíram para apenas dois os tipos, numa classificação mais popularmente conhecida como: introvertido e extrovertido.

Sigmund Freud, no início deste século, desferiu um golpe devastador à Teoria dos Quatro Temperamentos. Sua pesquisa e suas teorias da Psicanálise tiveram efeito eletrizante sobre o estudo da personalidade. "Através da implementação de um ponto de vista totalmente determinista..." Freud e seus discípulos refletiram sua obsessão pela ideia de que é o meio-ambiente que determina o comportamento do indivíduo.

Esta ideia, que é diametralmente (Diretamente; absolutamente, inteiramente) oposta à teologia cristã, minou seriamente a sociedade ocidental. Em vez de fazer o homem sentir-se responsável pela sua conduta, fornece-lhe uma válvula de escape que o isente de seu mau comportamento. Se ele rouba, os comportamentistas tendem a culpar a sociedade, porque lhe faltam as coisas de que necessita. Se ele é pobre, culpam a sociedade por não lhe dar uma ocupação. Este conceito dos comportamentistas não só enfraqueceu o senso nato de responsabilidade do homem, como também desacreditou a salutar teoria dos quatro temperamentos. Entretanto, se pudermos provar que o homem herda, ao nascerem, certas tendências de temperamento, a teoria do meio-ambiente se desmoronará.

Durante a primeira metade do século vinte, a maioria dos cristãos parecia sofrer de um complexo de inferioridade intelectual. A comunidade intelectual declarava alto e bom som, a teoria da evolução como um "fato". A Psiquiatria e a Psicologia subiram ao trono acadêmico diante do qual todos os intelectuais se curvaram. Alguns, dizendo falar em nome da Ciência, ridicularizavam a Bíblia, a divindade de Cristo, o pecado, a culpa e a existência de Deus pessoal. Muitos cristãos procuraram adaptar os conceitos bíblicos aos conceitos evolucionistas da "Ciência Moderna". Esta atitude acomodatícia ajudou a produzir o liberalismo teológico, o modernismo, a neo-ortodoxia, e uma igreja claudicante (Incerto, vacilante, duvidoso). Muitos cristãos permaneceram fiéis a Deus e à Bíblia durante aqueles anos difíceis, mas se mantiveram estranhamente silenciosos. Uns poucos valentes estavam preparados e dispostos a enfrentar os intelectuais em debates abertos.

A maré hoje está mudando. A Teoria da Evolução — pedra fundamental da Psiquiatria e da Psicologia — se desmorona ao impacto das minuciosas e constantes pesquisas científicas. Muitos psiquiatras e psicólogos se desencantaram da psicologia freudiana e do comportamentismo. Meio século de observações confirmam a perícia dos freudianos em diagnosticar os problemas da personalidade, mas levantam sérias dúvidas quanto à habilidade deles em curar os enfermos. Uma nova geração de psiquiatras está voltando sua atenção para algumas das antigas idéias e pesquisando outras teorias. Alguns estão até mesmo enfatizando a responsabilidade do homem pelos seus atos, como a Bíblia nos ensina.

Durante a primeira metade deste século, apenas dois escritores cristãos parecem ter escrito a respeito dos quatro temperamentos. Ambos eram europeus, mas suas obras foram amplamente divulgadas nos Estados Unidos.

Um grande pregador e teólogo inglês, Alexander Whyte (1836-1921), produziu um breve trabalho sobre os quatro temperamentos. Está incluído em seu Tesouro de Alexander Whyte, publicado por Baker. Depois de ler o seu excelente livro Personagens Bíblicos ninguém poderá duvidar de que ele fosse um estudioso dessa teoria dos temperamentos.

Entretanto, com respeito à Teoria dos Quatro Temperamentos, a obra mais significativa de que tenho conhecimento é o Temperamento e a Fé Cristã, de O.Hallesby. Publicado primeiramente em norue­guês, foi, depois, traduzido para o inglês e publicado pela Augsburg Publishing House em 1962. O Dr. Hallesbyapresentou os quatro temperamentos em todos os seus detalhes. Seu propósito foi ajudar os conselheiros a reconhecerem os quatro temperamentos-tipo e a fazerem com eles o devido relacionamento. Sugeriu também possibilidades de remediar os problemas que caracterizam cada temperamento. O meu livro Temperamento Controlado pelo Espírito foi inspirado na leitura dessa obra. Como pastor-conselheiro, recebi muita orientação dos proveitosos estudos do Dr.Hallesby, mas fiquei de certa forma angustiado pela condição desesperadora em que ele "deixava" a pessoa de temperamento melancólico. Pensei então: "Se eu fosse do tipo melancólico, depois desta leitura, me suicidaria". Mas, eu sabia que há muita esperança para o temperamento melancólico — como para qualquer dos outros temperamentos — no poder de Cristo Jesus. Foi então que Deus abriu meus olhos para o ministério do Espírito Santo na vida emotiva do crente. 

Comecei a desenvolver o conceito de que há uma força divina para cada fraqueza humana através da plenitude do Espírito. Depois de conversar a respeito dessa ideia com centenas de pessoas, e de aconselhar muitas outras, estou mais do que convencido de que as nove características da vida plena do Espírito Santo, mencionadas em Galatas 5:22-23, contêm uma força para cada uma das fraquezas dos quatro temperamentos: "O fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio; contra estas coisas não há lei".

A Contaminação pelo Freudianismo

Tem sido fascinante ver a reação dos leitores ao livro Temperamento Controlado pelo Espírito. Todo ser humano está interessadíssimo em saber "o que realmente o faz funcionar", razão pela qual a Psicologia é matéria preferida por grande parte dos estudantes de faculdades. A explicação da Teoria dos Quatro Temperamentos quanto aos "porquês" do comportamento humano faz sentido para muitas pessoas. Donas-de-casa, estudantes, universitários, pastores, profissionais liberais, e pessoas de todo tipo de vida facilmente se enquadram num dos temperamentos.

Começamos a ter notícias de pessoas que trabalham em aconselhamento, pastores e psicólogos que recomendaram o livro a seus clientes. Um psicólogo cristão, conhecido em todo o país, recomendou-o em todos os lugares dos Estados Unidos por onde passou. Diversos professores de Psicologia em faculdades evangélicas têm usado esse livro como texto para seus cursos, e tenho sido convidado para dar muitas aulas sobre o assunto.

A reação dos psicólogos e psiquiatras não cristãos tem sido menos entusiasta, mas essa atitude era de se esperar. Em primeiro lugar, porque a Teoria dos Quatro Temperamentos não é compatível com as ideias humanistas em voga; em segundo lugar, porque os psiquiatras, não crendo em Deus, rejeitam, em princípio, o poder do Espírito Santo como eficiente na cura das fraquezas humanas. Tal linha de pensamento influencia fortemente a reação à ideia dos quatro temperamentos. Fiz uma série de palestras para cerca de mil estudantes de Universidade de todo o país que estavam reunidos num seminário de duas semanas. A primeira sessão foi uma explanação ampla da Teoria dos Quatro Temperamentos. Logo que acabei de falar, diversos jovens esperavam por mim, armados de muitas perguntas. Quase todos eram estudantes de Psicologia. Suas principais objeções resumiam-se em: "O senhor simplifica demais as coisas" ou "Suas respostas são muito simplistas".

A reação deles era compreensível. Estavam por demais envolvidos no processo de aprendizagem das complexas soluções aos problemas hodiernos da forma como os nossos educadores os veem — não porque as respostas aos problemas do homem sejam tão complexas, mas porque os formuladores dos currículos universitários de hoje têm rejeitado a Bíblia e a simples cura de Deus para os problemas do homem. Consequentemente, restam-lhes soluções muito envolventes. A coisa triste é que, como o tempo não parece tornar válidas as suas soluções, a frustração os leva à busca de outra resposta qualquer contanto que seja mais complicada.

Chegou a hora de alguém mostrar que a Psicologia e a Psiquiatria estão fundamentadas principalmente sobre o humanismo ateísta. Darwin e Freud moldaram o pensamento do mundo secular a ponto de ele ter a maior parte da sua estrutura mental construída sobre duas premissas: 

1) não há Deus — o homem é um mero acidente biológico; 
2) o homem é o ser supremo, com capacidade para resolver por si mesmo todos os seus problemas. 

Em estudos de filosofia aprendi que "a validez de uma conclusão depende da exatidão de suas premissas". Como existe realmente um Deus, a premissa principal dos humanistas está errada; portanto, não se pode esperar que suas conclusões sejam válidas.

Uma grande parte do mundo atual se curva perante o santuário da Psicologia e da Psiquiatria. Considerando que o homem precisa ter alguma fonte de autoridade que empreste crédito àquilo que ele diz, os secularistas de hoje citam em geral algum eminente psicólogo. O fato de que essas autoridades muitas vezes se contradizem geralmente não é mencionado.

Não me levem a mal. Não estou procurando ridicularizar os eruditos. Apenas chamo a atenção para o perigo de os cristãos serem enganados pela"sabedoria deste mundo". Temos de reconhecer que "a sabedoria do mundo é loucura para Deus" (1 Co 1:18). O fato de as pessoas possuírem diplomas não significa que estejam certas. Uma passada em revista pelos grandes filósofos do mundo mostraria que cada um desses brilhantes eruditos sempre discordou dos outros famosos filósofos que os antecederam. O estudo da filosofia é geralmente muito confuso, justamente por ser muito contraditório. As experiências e novas descobertas sempre desacreditaram os grandes pensadores do passado.   Por outro lado, os cristãos têm um meio seguro de aferir a exatidão das premissas e das conclusões dos homens: a Palavra de Deus! O homem está certo ou está errado, conforme concorde ou discorde da Bíblia!

Uma estudante do último ano de Psicologia procurou-me logo depois de ouvir uma das palestras que proferi num seminário e disse-me:

"Tenho de confessar que senti uma resistência tremenda às suas opiniões depois da primeira palestra. O senhor contradisse muitas coisas que eu aprendera, mas, ao escutá-lo depois, reconheci que a Bíblia realmente tem as respostas para os problemas do homem. Muito obrigada. O senhor foi uma bênção para minha vida". Espero que esta jovem e muitos outros tenham aprendido que não há nada de errado em estudar e usar os princípios válidos da Psicologia, da Psiquiatria ou de qualquer outra ciência, desde que os tornemos vá­lidos pela Palavra de Deus.

Quando falei numa conferência de casais no lindo "Forest Home", nas montanhas de San Bernardino, na Califórnia, havia um psicólogo assistindo àquela série de sete palestras. Eu estava morren­do de curiosidade de saber da sua reação, já que ele nada demons­trava pela sua expressão fisionômica.

Durante a última refeição, tivemos oportunidade de conversar. Ele me disse que trabalhava em aconselhamento já há vinte e cinco anos. Alguns meses antes, aceita­ra a Cristo como seu Salvador e Senhor. Aos poucos, ele estava se desencantando quanto às suas técnicas e aos conselhos que dera durante tantos anos. Viera à conferência para ver se alguém pode­ria oferecer-lhe novas e melhores idéias. Concluiu então: "Estou voltando para casa com duas impressões bem claras: primeiro, é que a Bíblia tem as respostas para todos os problemas do homem; se­gundo, é que elas são, na verdade, bem simples".

Os quatro temperamentos parecem ser aceitos pelos cristãos porque são compatíveis com muitos conceitos das Escrituras. Da mesma forma que a Bíblia nos ensina que todos os homens têm uma natureza pecaminosa, os temperamentos nos ensinam que todos os homens têm as suas fraquezas. A Bíblia nos ensina que o homem é constantemente assediado pelo pecado e os temperamentos desta­cam tal fato. A Bíblia diz que o homem possui uma "velha natureza" que é a carne, melhor dizendo, "carne-corruptível". O tempera­mento é composto de tendências natas, parte das quais são fraquezas. A classificação dos quatro temperamentos não é ensinada categorica­mente na Bíblia, mas os estudos biográficos de quatro personagens bíblicos demonstrarão os pontos fortes e as fraquezas de cada um dos temperamentos. A Bíblia nos ensina que só é possível alcançar o poder para vencer as fraquezas, quando se recebe a Jesus Cristo pessoalmente como Senhor e Salvador, entregando-se completamente ao Seu Espírito.

Um psicólogo, meu amigo, informou-me que há cerca de doze ou treze diferentes teorias da personalidade. A Teoria dos Quatro Temperamentos é, provavelmente, a mais antiga, e muitos cristãos consideram-na a melhor. Não é perfeita — nenhum conceito humano o é. Porém, ajuda a pessoa comum a examinar-se através de um processo sistematizado e melhorado através dos séculos. Ela não responderá a todas as dúvidas que você tenha sobre si mesmo, mas propiciará mais respostas do que as outras teorias. Ao estudá-la, ore agradecendo a Deus pelo acesso a uma fonte de poder que pode mudar sua vida, fazendo de você o tipo de pessoa que você e Deus querem que você seja.

Depois que você examinar minuciosamente o gráfico dos tem­peramentos, poderá descobrir o(s) seu(s) temperamento (s), predo­minante (s) fazendo uma lista das características que se destacam em sua personalidade. Veja primeiro os seus pontos fortes, — suas qualidades — porque é mais fácil ser objetivo quanto às suas quali­dades do que quanto às suas fraquezas. Uma vez determinadas as qualidades, procure encontrar os defeitos correspondentes. Muitas pessoas têm a tendência' de mudar de idéia quando examinam seus defeitos, mas é melhor você resistir a essa tentação e enfrentar com realismo as suas fraquezas. 
                                     
Ainda está em alguma dúvida quanto ao seu temperamento?

Imprensa Golpista agindo feito ratos abandonam o navio do Demóstenes

Há anos que Demóstenes “30%” Torres vem sendo cultuado pela mídia, apesar de as suas relações perigosas com o crime organizado de Goiás serem do conhecimento até da Procuradoria-Geral da República e de toda a grande imprensa desde 2009.

Sempre foi enorme o prestígio de Demóstenes entre os mais bravios pit-bulls da imprensa golpista, que, depois de a porta ter sido arrombada, assumem ares de isenção ao divulgarem o que já não haveria mais como esconder.

O simbolismo que as relações escandalosas do senador do DEM de Goiás com o crime organizado encerram, é arrasador. Não houve dia, na última década, em que ele não aparecesse em destaque na Globo, na Veja, na Folha ou no Estadão acusando adversários ou sendo incensado.

Figurinha fácil nos blogs de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes ou Ricardo Noblat, entre outros, era sempre usado para atacar “a corrupção do PT” ou as cotas étnicas nas universidades, das quais, ao lado do sociólogo Demétrio Magnoli, é considerado o maior

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