quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Compra de votos será reprimida com energia

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Luiz Zveiter, disse hoje (4) que a Justiça Eleitoral vai reprimir com energia a compra de votos. De acordo com denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), um candidato a vereador, ligado à associação de moradores da Favela da Rocinha, na zona sul da cidade, estava distribuindo cestas básicas em troca de promessa de votos.

A denúncia gerou ação de investigação eleitoral por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio contra o candidato Leonardo Rodrigues Lima, conhecido como Léo Comunidade. A ação baseada em depoimento de testemunhas, diligências e relatórios da polícia sustenta que o candidato aliciava moradores por meio da distribuição de botijões de gás e de cestas básicas. A Promotoria Eleitoral requereu à Justiça Eleitoral a cassação do registro ou do diploma, caso o candidato seja eleito, além de declaração de inelegibilidade pelos próximos oito anos.

“Qualquer irregularidade desse tipo para mim é grave. A pessoa tentar comprar a consciência do eleitor, é um crime que devemos reprimir com grande repercussão e muita energia. Porque isso inibe qualquer coisa daqui para frente”, disse Zveiter, ao deixar a sessão do pleno do TRE. Ele explicou que, em um primeiro momento, a denúncia de compra de votos será apreciada pelo juiz eleitoral local, mas que a matéria acabará chegando aos desembargadores do tribunal. “[Vamos receber], primeiro, com indignação. E, segundo, como mais estímulo para combater esse tipo de irregularidade.”

O presidente do TRE, que vem pregando a “tolerância zero” contra boca de urna e outros crimes nesta eleição, defendeu o processo da instalação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas comunidades, mas reconheceu que ainda há muito trabalho a ser feito. “A pacificação não quer dizer extirpação. Qualquer governo que tentar extirpar o crime, não vai conseguir do dia para a noite. Eu acho que o cidadão, hoje, dessas comunidades pacificadas, tem mais tranquilidade no seu direito de ir e vir.”

Zveiter destacou que a melhor forma da população ajudar o Poder Público a afastar o crime organizado dessas comunidades - que ainda continua, embora de forma menos explícita - é pelo voto. “Eu acho que é fundamental [darem a resposta no voto]. O voto é a forma de mudar aquilo tudo que ele entenda que está errado. O único medo que as pessoas poderiam ter é que o traficante ou o miliciano pudesse violar a urna para saber em quem elas votaram. Como essa possibilidade é nenhuma, é zero, o eleitor vota da maneira que achar. E preferencialmente não votando nas pessoas que querem influenciar negativamente na escolha do eleitor.”

Petrobras Biocombustível bate recorde diário de produção e venda de biodiesel



Nielmar de Oliveira | 
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Com uma produção de 2 milhões de litros, a Petrobras Biocombustível bateu no último dia 29 o recorde diário de produção de biodiesel em suas refinarias. O recorde anterior era 1,93 milhão de litros.
No terceiro trimestre do ano, a empresa, juntamente com a BSBios, conseguiu disponibilizar para o mercado 145 milhões de biodiesel, marca também considerada recorde. O recorde anterior foi registrado no quarto trimestre de 2011, quando foram entregues ao mercado 111,2 milhões de litros.

Atualmente, a Petrobras Biocombustível é líder na produção nacional de biodiesel a partir das usinas de sua propriedade: Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG), além das duas refinarias que mantém em parceria com a empresa BSBios, em Marialva (PR) e Passo Fundo (RS). Juntas, as unidades têm capacidade de produzir 721,4 milhões de litros anualmente.

Paulinho diz que nunca apoiaria Russomanno em possível 2º turno

"Ele nunca ajudou o trabalhador", disse o candidato do PDT

Paulinho da Força, candidato do PDT à prefeitura de São Paulo, já tem uma certeza para caso não consiga ir ao segundo turno: não vai apoiar Celso Russomanno, postulante do PRB, se este continuar na disputa. "Não, nunca. Ele nunca ajudou o trabalhador. Como é que eu poderia votar?", afirmou ele.

O candidato do PDT brincou que apoiaria qualquer adversário de Russomanno, caso este realmente vá para o segundo turno. Mas, por enquanto, nada está definido. Quando questionado sobre a probabilidade de apoiar Fernando Haddad (PT) ou José Serra (PSDB), Paulinho desconversou. "Vamos discutir internamente", afirmou ele, que tem uma reunião com outros membros do partido na próxima segunda-feira, logo após a votação do primeiro turno.

Nas últimas pesquisas de intenção de voto, Paulinho da Força aparece com 1% das intenções de voto.

"Sem corruptor, não há corrompido", diz Rosa Weber ao condenar Dirceu


A ministra Rosa Weber seguiu integralmente o voto do relator da ação penal do mensalão, Joaquim Barbosa, e condenou o ex-ministro José Dirceu pelo crime de corrupção ativa. Segundo a ministra, não seria "crível" concluir que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares tivesse independência total para montar um esquema de captação ilegal de recursos e compra de apoio político no Congresso Nacional.

"Não é possível acreditar que ele, sozinho, teria comprometido o PT com uma dívida da ordem de R$ 55 milhões e repassado metade disso aos partidos da base aliada. Seria necessário concluir que ele teria uma mente privilegiada, por ter realizado tudo sozinho e sem o conhecimento de mais ninguém, inclusive os envolvidos nas negociações políticas. Então concluo, com base em todos esses elementos, pela responsabilidade de José Dirceu nos repasses financeiros aos parlamentares, devendo responder por nove crimes de corrupção ativa, um para cada partido corrompido", justificou a ministra.

Advogado de Genoino mandará carta para esclarecer empréstimo



O advogado do ex-presidente do PT José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, afirmou nesta quinta-feira que vai enviar cartas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se colocando à disposição para prestar eventuais esclarecimentos sobre as acusações contra seu cliente. Um dos pontos que os ministros têm aparentado ter dúvidas sobre o processo é, segundo o defensor, um empréstimo de R$ 3 milhões que o Partido dos Trabalhadores (PT) contraiu junto ao Banco Rural em 2003, do qual Genoino foi avalista.

Em seu último voto, o ministro revisor Ricardo Lewandowski lembrou que o crédito foi quitado pelo partido, como uma prova da inocência do ex-presidente do PT. O ministro Marco Aurélio Mello retrucou, no entanto, que o pagamento ocorreu recentemente. "Esse empréstimo não foi pago ontem. Esse empréstimo foi pago em sete anos. Houve uma ação proposta pelo Banco Rural contra o PT e contra os avalistas. Genoino chegou a ter as contas bloqueadas por causa desse empréstimo. Houve uma instrução processual e um acordo. E o PT quitou o empréstimo em parcelas", disse.

Segundo o advogado, Genoino assinou o empréstimo apenas por ser presidente do PT e não tinha relação com as finanças do partido, de responsabilidade de Delúbio. Para ele, o fato de Marcos Valério também aparecer como avalista do empréstimo não incrimina seu cliente. "O título circula. O Valério tinha relação com o Delúbio, que foi quem apresentou o documento para o Genoino, mas não quer dizer que tenha encontrado com o Valério", disse.

Em memorial, defesa de Dirceu diz que Jefferson criou denúncias

Barbosa condenou Dirceu, Delúbio e Genoino por corrupção ativa

Gustavo Gantois
O advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende o ex-ministro José Dirceu na ação penal do mensalão, protocolou nesta quinta-feira novo memorial no qual rebate os argumentos do relator Joaquim Barbosa. Na sessão de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF), o relator condenou Dirceu por corrupção ativa, apontando o ex-ministro como personagem central do esquema de compra de apoio político ao primeiro mandato do ex-presidente Lula.

Na petição, Oliveira Lima critica a validade do depoimento do ex-deputado Roberto Jefferson, utilizado por Barbosa como uma das evidências mais contundentes da participação de Dirceu no valerioduto. "Os autos provam que Jefferson somente criou suas denúncias contra Dirceu após ser flagrado em episódio de corrupção nos Correios", cita o advogado, lembrando o caso envolvendo o flagrante recebimento de propina pelo ex-funcionário da estatal Maurício Marinho, ligado ao PTB de Jefferson.

O advogado também tece críticas a outros depoimentos utilizados por Joaquim Barbosa em seu voto, como os de Plauto Gouveia (vice-presidente do Banco Rural), Renilda Santiago (mulher de Marcos Valério), Maria Angêla Saragoça (ex-mulher de Dirceu) e José Borba (ex-deputado e réu condenado do mensalão). Para Oliveira Lima, os depoimentos foram pinçados e manipulados para que dessem forma ao voto do relator.
O documento também rebate as acusações de que Dirceu teria sido o mentor dos empréstimos feitos pelas agências de Marcos Valério junto ao Banco Rural, declarados fraudulentos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu voto, Barbosa afirmou que Dirceu promoveu reuniões com a diretoria do Rural, com a participação de Valério e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para tratar dos recursos.

"Restando devidamente comprovado que José Dirceu desconhecia os empréstimos, é inválida a criação de qualquer paralelo entre as datas das audiências oficiais e a concessão dos financiamentos bancários", conclui Oliveira Lima.
Segundo o advogado, Barbosa teria norteado seu voto tendo no horizonte a viagem feita por Marcos Valério, Rogério Tolentino e Emerson Palmieri a Portugal. Segundo Jefferson, a viagem teria como objetivo arrecadar dinheiro para o esquema. Oliveira Lima, no entanto, afirma que o ministro não levou em conta os depoimentos contraditórios prestados pelo presidente do grupo Espírito Santo, Ricardo Espírito Santo; pelo presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa; e pelo então ministro das Telecomunicações de Portugal, Antônio Mexia.

Oliveira Lima também acusa Joaquim Barbosa de ter utilizado um trecho do depoimento de Palmieri que não foi confirmado durante o processo judicial, o que inviabilizaria sua utilização como prova. "A absurda afirmação de Palmieri, lida no voto do Exmo. Relator, no sentido de que José Genoino telefonava para Dirceu buscando autorização para fechar acordos, não foi pronunciada em seu depoimento policial e nem mesmo em seu interrogatório judicial. É um depoimento não confirmado tanto na fase policial como na judicial!", aponta o advogado.

O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex- presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
Via portal Terra

Lewandowski não vê prova de compra de votos e absolve Dirceu


Fernando Diniz | Direto de Brasília

O Ministério Público Federal (MPF) não conseguiu provar as imputações contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e a compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional, afirmou nesta quinta-feira o ministro Ricardo Lewandowski ao votar pela absolvição do acusado de liderar o esquema criminoso de compra de apoio parlamentar durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O revisor do processo do mensalão disse não ter encontrado "nada nos autos" contra Dirceu, entendendo que as imputações contra o réu "são muito mais políticas do que estritamente jurídicas".

Para minimizar a tese da compra de votos, e consequentemente o envolvimento de Dirceu no esquema, Lewandowski leu um estudo apresentado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG) no qual tenta negar a relação entre repasses feitos a parlamentares da base aliada e votações na Câmara dos Deputados. "O estudo evidenciou que, no período eleitoral, o governo manteve o índice de infidelidade maior com os partidos da base", afirmou.

O revisor leu uma série de depoimentos de parlamentares que negaram a compra de votos durante o primeiro mandato do governo Lula. "Não estou dizendo que não possa ter havido eventual compra de votos aqui ou acolá. Estou dizendo que há provas para todos os gostos neste acervo probatório de quase 60 mil páginas", disse Lewandowski, que considerou "frágeis" as provas do ponto central da denúncia. Segundo ele, a prova de pagamentos a parlamentares é encampada apenas pelo "inimigo declarado" de Dirceu, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, não sendo sustentada por nenhuma outra testemunha.
O voto de Lewandowski provocou questionamentos de colegas. O ministro Gilmar Mendes perguntou se não há haveria contradição na posição do revisor, que condenou réus por corrupção passiva, ou seja, pelo recebimento de vantagem indevida. "Eu disse que estava seguindo a orientação do Plenário no sentido de dizer que basta a oferta ou receptação da vantagem indevida para que fique configurada a corrupção passiva", respondeu Lewandowski.

Gilmar Mendes então afirmou que o Plenário viu o ato de ofício: o apoio político dos réus que receberam o dinheiro. "Não há nenhuma contradição no meu voto. Só que eu não identifico o ato de ofício, porque não acho que haja necessidade", disse. Em uma das divagações, Lewandowski desqualificou a denúncia, que só tenta provar a compra de parlamentares na Câmara na tentativa de aprovar as reformas da Previdência e a Tributária. ¿Compra-se a Câmara e não se compra o Senado?¿, questionou.
Responsabilidade
Lewandowski centralizou a responsabilidade dos repasses financeiros a parlamentares na figura do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o qual condenou ontem por corrupção ativa, chamando-o de "onipresente" no processo. Para o ministro, o tesoureiro coordenava sozinho as finanças do partido, não tendo sido provado o envolvimento do ex-presidente do partido José Genoino, o qual ele absolveu ontem, e o ex-ministro José Dirceu.

"Ficou constatado que José Dirceu afastou-se do PT ao assumir o cargo de ministro chefe da Casa Civil, não sendo responsável pelos atos do partido", disse o revisor. "O MPF não logrou produzir provas sobre a relação entre Dirceu e Delúbio, o qual agia com total independência no que toca as finanças do partido", acrescentou.

"Eu tenho que julgar o que está nos autos", repetiu diversas vezes durante seu voto, no qual classificou a acusação contra Dirceu de uma "atecnia" gritante. "Supor-se que ele estivesse manejando os cordéis de um teatro de fantoche é uma possibilidade, mas não é uma realidade processual", sustentou.
O Ministério Público também não provou a relação de Marcos Valério, apontado como operador do mensalão, e o ex-ministro da Casa Civil, disse Lewandowski, que tentou desqualificar o depoimento do presidente licenciado do PTB, Roberto Jefferson. O ex-deputado, já condenado pelo Supremo, relacionou o petista à viagem de Marcos Valério, o ex-secretário do PTB Emerson Palmieri e Rogério Tolentino a Portugal. O réu afirmou, em juízo, que Dirceu pediu a indicação de alguém do PTB para ir a Portugal tratar de interesses entre o partido e o PT.

"Esse réu (Roberto Jefferson) é o inimigo figadal de José Dirceu e tentou incrimina-lo e traze-lo para o bojo dos fatos", disse Lewandowski quando interrompido pelo presidente do STF, Carlos Ayres Britto, que leu parte do depoimento do petebista, ressaltando que o acusado não voltou atrás no seu depoimento. Para o revisor, a viagem Portugal destinou-se, exclusivamente, a discutir a venda da Telemig a Portugal Telecom.
As reuniões entre José Dirceu, Marcos Valério e a cúpula do Banco Rural não são indicativo de que o ex-ministro teve participação nos empréstimos fraudulentos que irrigaram o esquema, afirmou Lewandowski. Os encontros receberam destaque no voto do relator, Joaquim Barbosa, que votou pela condenação de Dirceu. "Ele compareceu a este encontro, mas (o executivo do Rural ouvido no processo) Plauto Gouvêa asseverou que os aludidos empréstimos não foram discutidos com José Dirceu", disse.
O revisor desqualificou outra prova apresentada no voto de Barbosa, a venda de um apartamento de Maria Ângela Saragoça, ex-mulher de Dirceu, com ajuda de Rogério Tolentino, advogado de Marcos Valério. "Ficou comprovada que Maria Ângela era amiga do ex-secretário do PT Silvio Pereira, e foi através dele que conseguiu contato com Marcos Valério", disse.

Domínio do fato
No fim de seu voto, Lewandowski afirmou que não cabe a aplicação da teoria do domínio do fato para condenar José Dirceu. Pela tese, o ex-ministro da Casa Civil tinha o completo domínio de sua função, de chefe da Casa Civil, e poderia ser condenado mesmo sem provas diretas de sua participação na compra de apoio parlamentar.
Lewandowski afirmou que a teoria do domínio do fato foi criada para punir os chefes dos soldados que matavam alemães que tentavam pular o Muro de Berlim. "Não estamos em guerra, felizmente, não estamos em situação de convulsão intestinal, como diriam os textos jurídicos antigos, para identificar revoluções, rebeliões", defendeu.

O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.

Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo. 

Roberto Gurgel está 'fazendo política', afirma deputado do PT


Para petista, procurador-geral está 'extrapolando' ao dizer que 'saluta' por mensalão influenciar eleições
O deputado federal Paulo Teixeira (PT) reagiu nesta quinta-feira, 4, à afirmação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que no dia anterior disse "salutar" que o julgamento do mensalão influencie as eleições. Para Teixeira, Gurgel está "fazendo política" e "extrapolando" a sua competência como chefe do Ministério Público ao manifestar esse tipo de desejo.

Gurgel comanda a acusação contra os réus do mensalão, entre os quais estão diversos integrantes do PT. O ex-ministro José Dirceu corre o risco de ser condenado nesta quinta ou na sexta-feira, 5, às vésperas do pleito municipal.
"O Gurgel tem lado. Não é papel do procurador-geral da República fazer política. Para fazer política é preciso ter voto", disparou o deputado, antes de acompanhar o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, em carreata pelo Jardim Ângela, zona sul da capital.

Mais cedo, em sua página no Twitter, Teixeira disse que Gurgel fora "saliente" ao torcer para que o julgamento do mensalão interfira nas eleições. "Teria ele uma opção partidária?", questionou. Teixeira também afirmou que o PT, hoje, é "vítima de sua própria crença no ativismo judicial".
Haddad não quis comentar as declarações de Gurgel e disse que não estava acompanhando o julgamento do mensalão, por falta de tempo, e que seu foco são os problemas da capital paulista. "Se eu disser que estou acompanhando, eu estou mentindo. Não estou tendo tempo nem de respirar", disse.

No entanto, o petista questionou o nexo entre mensalão e eleições ao dizer que, em suas caminhadas pela cidade, não costuma ser questionado sobre o tema pela população. "Esse assunto não tem sido trazido pelo eleitor à minha consideração, essa que é a verdade. As pessoas me conhecem, sabem que eu estou dedicado a São Paulo".

Defesa faz último apelo por absolvição de Dirceu


Em memorial ao STF, advogado diz que ex-ministro não pode ser condenado por atos inerentes à chefia da Casa Civil

No último memorial em defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o advogado José Luiz Oliveira Lima faz um apelo contundente pela absolvição do petista ao Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando o processo do mensalão. No documento, com onze folhas, o advogado sustenta que Dirceu nunca manteve encontros clandestinos, "não sendo plausível a criminalização de atos próprios ao exercício do cargo de ministro da Casa Civil".

O relator do mensalão no Supremo, Joaquim Barbosa votou ontem pela condenação de Dirceu por crime de corrupção ativa e o chamou de "mentor" do esquema de pagamento de parlamentares para garantir a aprovação de projetos do governo Lula.
Para Oliveira Lima, o voto do relator "atenuou a inegável intenção do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) em prejudicar José Dirceu". No memorial, o advogado diz ainda que Jefferson - o delator do esquema de compra de votos no Congresso - "somente criou suas denúncias contra Dirceu após ser flagrado em episódio de corrupção nos Correios".

O advogado nega, mais uma vez, a existência de vínculo entre Dirceu e o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza - apontado como o operador do mensalão. "O voto do Exmo. Relator deu especial destaque ao fato de representantes de bancos e empresas terem afirmado que Marcos Valério fez o pedido de audiência com o ex-ministro da Casa Civil. Todavia, não era o próprio ministro da Casa Civil quem recebia as pessoas interessadas em solicitar o agendamento de audiências", insiste Oliveira Lima.
Na tentativa de absolver Dirceu, o advogado alegou que o então chefe da Casa Civil "não tinha contato direto e nem mesmo era informado da identidade do portador do pedido de reunião". Logo depois, fez um apelo para que as "inúmeras provas" nos autos sejam consideradas e adequadamente valorizadas.

"Ao contrário do que foi consignado no voto do Exmo. Relator, as reuniões (na Casa Civil) não se revestem de caráter clandestino; ao revés, foram registradas na agenda oficial do ex-ministro. Se os representantes dos bancos e empresas decidiram levar nas audiências Marcos Valério ou Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT e também réu no processo), seja como mero acompanhantes ou assessores, tal fato não é de responsabilidade de José Dirceu", argumentou.

Oliveira Lima destacou, no memorial, que o Supremo não pode concluir que Dirceu é o "mandante" do esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso sem prova nos autos e apenas por ter se reunido com parlamentares já condenados por corrupção passiva.
"Não há nada de anormal nestas reuniões e diversas testemunhas ouvidas nesta Ação Penal reforçam isso. Todos os corréus -- menos Jefferson, pelos motivos já expostos -- afirmam que estas audiências não envolviam o debate de questões financeiras", ressaltou Oliveira Lima. O advogado disse, ainda, que o interlocutor do governo na Câmara, na época da reforma previdenciária, era o então ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. Oliveira Lima sustentou, também, que na reforma tributária as negociações foram conduzidas essencialmente pelo Ministério da Fazenda, na época comandado por Antonio Palocci.
"O então ministro da Fazenda confirmou ter participado diretamente das negociações da reforma tributária, acrescentando que 'a articulação dela envolveu diversas reuniões do presidente da República com governadores de Estado e partidos políticos", assinalou Oliveira Lima, citando trecho de depoimento de Palocci no processo.

10 quilos de cocaína com destino a Vitória são apreendidos em aeroporto de Cuiabá


policia  drogas 10 quilos de cocaína com destino a Vitória são apreendidos em aeroporto de Cuiabá A Policia Federal realizou na tarde de ontem (03), por volta das 15:00hs, a apreensão de aproximadamente 10 kg de cocaína. A substância entorpecente foi detectada através do Raio-X do Setor de Fiscalização de Bagagens do Aeroporto Internacional Marechal Rondon. A mala onde a droga estava escondida pertence ao nacional O. C. S. N, de 22 anos, o qual embarcou na cidade de Ji-Paraná/RO, com escala em Cuiabá/MT e o destino final seria Vitória, no ES. O. C. S. N negou, mas a etiqueta constante na mala confirmaram ser ele o proprietário da droga, razão pela qual o mesmo foi preso em flagrante por tráfico de substância entorpecente. Após a lavratura do flagrante, o mesmo foi encaminhado à Penitenciária Central do Estado (Pascoal Ramos).
(Comunicação Social da Polícia Federal em Cuiabá/MT)

Obras da Vale e interdição da Prefeitura tiram o sossego dos moradores de Jardim Camburi


destaque  DSC08857 Obras da Vale e interdição da Prefeitura tiram o sossego dos moradores de Jardim CamburiMoradores reclamam da obra realizada próxima a Atlântica Ville, pela mineradora Vale. As obras, iniciadas no mês julho, desviaram o trânsito da Rua Deputado Otaviano R. de Carvalho para as ruas José de Anchieta Fontana e Maria dos Santos Cunha, aumentando o fluxo de veículos dentro do bairro. As obras são para contenção do talude (barranco de areia) que fica na área da Vale. Segundo os moradores, as ruas da região ficaram mais perigosas e barulhentas após o início das obras.
Segundo o aposentado Sérgio Augusto dos Passos, o trânsito na região ficou ruim e com o aumento do fluxo de carros ficou praticamente impossível estacionar na Rua José de Anchieta. “Alguns carros estacionam até mesmo na frente das garagens. Antes os carros que precisavam ir para a Rua José Celso Cláudio passavam atrás dos condomínios e agora com o desvio os carros precisam passar entre os prédios”, disse Sérgio Augusto dos Passos, 67, aposentado.
Para a moradora Ângela Costa Santos, 60, ficou perigoso andar pelas ruas que ficam no entorno da obra, a falta de estacionamento é outro fator que incomoda a moradora. “Atualmente está praticamente impossível estacionar na rua, se a gente precisar pegar alguma coisa rápida em casa é preciso estacionar o carro na garagem. Está perigoso passear com as crianças por causa do aumento de carros que passam na região”, ressaltou.
Contudo, o funcionário público, Joel Araújo, 53, acredita que a interdição é necessária e que a população precisa entender que os transtornos fazem parte de obras que irão melhorar a infraestrutura do bairro. “Não vejo outra forma para realizar melhorias nas vias da cidade. Sabemos que é um transtorno temporário e necessário para o progresso”, opinou.
Obras necessárias
Por meio de nota a Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) informou que a interdição é necessária para retirada de parte do talude. A secretaria disse ainda que, após as obras da Vale, a prefeitura dará início ao alargamento da Rua Deputado Otaviano R. de Carvalho. Durante esta interdição o trânsito está sendo desviado pelas ruas José Anchieta Fontana, Maria dos Santos Cunha e Carlos Romero Marangoni.
A Vale informou que tem utilizado as mais modernas tecnologias para reduzir os impactos para a população e que as obras serão finalizadas em dezembro deste ano. Segundo assessoria, a empresa destacou que a obra de contenção é uma maneira de garantir a segurança e trazer mais qualidade de vida para a população.

Anvisa aumentou em 60% a liberação de genéricos em 2011


Rio de Janeiro – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (4) que os contratos entre a pasta e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm como prioridade a liberação de medicamentos genéricos, biotecnológicos e estratégicos.

Segundo Padilha, a Anvisa aumentou em 60% a liberação de medicamentos genéricos em 2011, com relação a 2010. A meta é conceder as liberações “de imediato, no tempo mais curto possível”, informou.
A demora na liberação de novos medicamentos ao mercado pela Anvisa foi tema do documento entregue ontem (03) pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) à ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman.

“Nesta fila de dois anos [apontada pela Interfarma] entram todos os tipos de medicamentos, inclusive cosméticos. Entram medicamentos de interesse público, um medicamento para tuberculose tem de sair mais rápido do que um medicamento cosmético, por exemplo”, disse Padilha.

Para o ministro, “um medicamento para hipertensão e diabetes tem de sair mais rápido do que um medicamento para uma enfermidade que é um problema de saúde pública menor”. Ele declarou ainda que a Anvisa está reorganizando processos para acelerar o registro de outros tipos de medicamentos.
(Agência Brasil)

OAB divulga resultado definitivo da 1ª fase do VIII Exame de Ordem


Segunda etapa do exame acontece no dia 21 de outubro 

A Ordem dos Advogados do Brasil divulgou nesta quinta-feira, 4, o resultado definitivo da primeira fase do VIII Exame de Ordem Unificado (confira). A segunda fase do exame será realizada em 21 de outubro.

Segundo a OAB, dos 117.884 candidatos que se inscreveram para a prova, 114.520 participaram. Destes, 51.246 passaram à fase final, com 44,75% de aprovação nesta primeira fase.
Na prova da segunda etapa o candidato precisa redigir uma peça processual, no valor máximo de cinco pontos, e responder a quatro questões, sob a forma de situações-problema. Cada uma das questões tem valor de no máximo 1,25 ponto. O local de prova dos candidatos aprovados para a segunda fase será divulgado em 15 de outubro.
O resultado preliminar final será divulgado em 8 de novembro, quando os candidatos poderão entrar com recursos.

O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em Direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Podem realizá-lo os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação ou do nono e décimo semestres. A aprovação é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado, conforme estabelece o artigo 8º, IV, da Lei 8.906/1994, o Estatuto da Advocacia.

Programa de TV rende condenação a Russomanno


Promessa feita a uma família e veiculada quando o candidato era apresentador não foi cumprida 

Fernando Gallo - O Estado de S.Paulo
O candidato Celso Russomanno (PRB) foi condenado pela Justiça de São Paulo por danos morais e materiais causados a uma família após ter veiculado, em um programa que apresentava em 2003, promessas de tratamento médico a um garoto de 8 anos e de emprego ao pai e à mãe dele que nunca foram cumpridas.

A condenação ocorreu na primeira instância em novembro. Na sentença, a juíza Ana Cláudia Dabus decidiu que Russomanno, a RedeTV! e três empresas devem pagar R$ 40 mil à família. O candidato e os outros réus apelaram à segunda instância, que ainda não se pronunciou sobre o caso. Os advogados da família também recorreram, a fim de aumentar o valor da indenização.

O caso teve início quando Otacília da Silva Moraes, avó do garoto Alexandre Silva Moraes, procurou o programa que o então deputado apresentava na TV para pedir uma ajuda ao neto, que apresentava um desvio no tórax, tinha problemas na coluna e precisava de um tratamento de hidroterapia. Funcionária pública em Barueri, Otacília era a única integrante de uma casa de dez pessoas que estava empregada. Responsável por manter a casa, não tinha condições de pagar a terapia para o neto.

Na televisão, além de levar ao quadro a V & A Representante Autorizado Trasmontano, que ofereceu o tratamento de hidroterapia ao garoto, Russomanno apresentou duas empresas que ofereceram emprego à mãe do garoto, Sueli Silva, e a um tio, Sérgio Aparecido Ramos.
"Quero anunciar para todo o Brasil que você é a nova recepcionista na zona oeste de São Paulo", afirmou o representante da Microlins. Russomanno emendou: "Parabéns, parabéns pelo seu novo emprego e vai, vai...passar o Natal agora já empregada, né?", conforme foi transcrito na sentença judicial. O funcionário da Microlins dá um cartão da empresa a Sueli com a promessa de que ela começaria a trabalhar na segunda-feira seguinte. Ele faz propaganda da empresa e deixa o telefone de contato.

O mesmo tratamento foi dado ao tio do garoto pela empresa Rede Auto Posto Lava Bem, que ofereceu trabalho a Ramos.
Contudo, as promessas nunca se concretizaram. Nem Alexandre conseguiu o tratamento, nem seus familiares conseguiram os empregos anunciados.
A família alega que chegou a receber telefonemas de integrantes da emissora e telegramas das empresas indicando os lugares aos quais deveriam comparecer, mas sempre que iam às empresas a resposta era que ninguém sabia do que se tratava nem de que tinham direito a algo por terem participado do programa de TV de Russomanno.

'Iludidos'. "É evidente que a atitude das (empresas) rés gerou expectativa aos autores, iludidos com a promessa de que iniciariam uma vida melhor", afirmou a magistrada na sentença. "Não há como resumir a frustração decorrente do não atendimento dessa expectativa a um mero aborrecimento. A questão do tratamento prometido ao menor revela de forma mais evidente a ofensa à dignidade dos autores."
Para a juíza, Russomanno e a RedeTV! beneficiaram-se "das promessas realizadas, utilizando-se dos autores para captação de clientela e de audiência para o programa televisivo, devendo arcar, de maneira solidária, com o prejuízo extrapatrimonial experimentado".

Carros terão de consumir 12% menos gasolina


Kelly Oliveira e Mariana Branco | Repórteres da Agência Brasil
Brasília - Os consumidores poderão ter economia de R$ 1.150 com gasolina, em média, por ano, caso as metas de eficiência energética sejam alcançadas por montadoras. As metas estão previstas no Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), regulamentado hoje (4) pelo governo.

Para que esta redução de gastos com gasolina seja possível, os veículos vendidos a partir de 2017 terão que consumir 12% a menos do que ocorre atualmente. Para adotar este objetivo, as montadoras vão receber incentivo com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
'Apesar de prevista para daqui a cinco anos, esta meta será exigida das fabricantes como condição de habilitação ao novo regime automotivo', informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De acordo com o ministério, 'as montadoras que desejarem integrar o novo regime automotivo e se credenciar para obter o benefício tributário terão assumir o compromisso de produzir e comercializar veículos mais econômicos'.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o objetivo é que o consumo médio de gasolina aumente dos atuais 14 quilômetros por litro para 17,26 quilômetros por litro. No caso do etanol, o consumo médio atual é 9,71 quilômetros por litro e deve chegar a 11,96 quilômetros por litro.
A economia de consumo de combustível para o consumidor equivale a três quartos do IPVA pago por um carro médio no país. 'Há ganho efetivo para o consumidor', enfatizou o ministro.

O novo regime automotivo prevê o investimento das montadoras em tecnologias mais modernas de produção, com motores mais eficientes, menos poluentes e com peças mais leves. O governo quer também estimular a fabricação de veículos mais seguros, equipados com controle de estabilidade para evitar capotamentos e com sistemas de prevenção de acidentes por meio de alerta de colisão iminente.
O Inovar-Auto também prevê incentivo para as empresas que não produzem, mas vendem os veículos no país. Para serem beneficiadas, estas montadoras terão que assumir o compromisso de importar veículos mais econômicos. A exigência de que realizem pesquisa e desenvolvimento, gastar com engenharia e tecnologia industrial básica de capacitação de fornecedores no Brasil.

Serão obrigadas a aderir ao Programa de Etiquetagem Veicular do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A etiqueta classifica os veículos de acordo com a eficiência energética na comparação com modelos do mesmo segmento. Até 2017, todos os veículos produzidos no país deverão receber a etiqueta.
Edição Beto Coura

Candidatos a prefeito de Vitória trocam acusações na reta final


Nos últimos minutos de programa eleitoral no rádio, candidatos trocaram farpas com adversários e mandaram recados

Chegou ao fim o período de exibição do horário eleitoral gratuito, e, no rádio, candidatos a prefeito de Vitória aproveitaram os últimos minutos para mandar recados e trocar farpas com seus adversários.
Afirmando que fará de Vitória a “melhor cidade do País”, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) disse que quem quiser “cair em mais um buraco na cidade, vota em qualquer outro”. Além de mirar a gestão do prefeito João Coser (PT), ele fez um desabafo, ao afirmar que não usou os programas para falar mal dos adversários.
A campanha do tucano usou um minuto do programa de Luciano Rezende (PPS) para responder ao trecho “em 2009, Luiz Paulo botou a namorada debaixo do braço e foi para Amsterdã fazer farra com dinheiro público”. O narrador tucano disse que “Luciano está fazendo cara de bom moço e mentindo” e explicou que “Luiz Paulo jamais usou indevidamente qualquer recurso público. A viagem que fez à Alemanha foi oficial, a convite de uma fundação alemã”, completou.
No entanto, a juíza da 56ª Zona, Débora Ambos Corrêa, revogou o direito de resposta concedido a Luiz Paulo, uma vez que a defesa de Luciano teria comprovado que as informações veiculadas não eram inverídicas.
Luciano usou seu programa para pedir à população para votar em quem é “ficha limpa” e “sério”. Já o seu candidato a vice, Waguinho Ito (PR), declarou que há candidato que faz campanha “movida pelo ódio e pela intolerância religiosa”.
“Se o candidato não acredita em Deus, que fique com a sua desc re n ç a ”, declarou.
Montalvani Lima (PRTB) e Iriny Lopes (PT) rechearam seus programas de rádio para fazer agradecimentos à população.
Montalvani afirmou ter “muita h on ra ” em ser candidato e relembrou algumas propostas. Já Iriny veiculou depoimentos de mulheres e de jovens defendendo sua candidatura, além de discurso do vice-governador Givaldo Vieira (PT), que disse que o governador Renato Casagrande (PSB) está ao lado da petista.
Edson Ribeiro (PSDC) e Gustavo De Biase (Psol) não exibiram programas.

Lula critica Globo e Record por cancelarem debates políticos


O ex-presidente Lula acusou ontem as emissoras Globo e Record de cancelar os últimos debates entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo na TV para prejudicar o petista Fernando Haddad.  

"Veja que engraçado. Em todas as campanhas em que o PT estava na frente na pesquisa tinha debate na Globo e na Record. Agora não tem mais debate", disse Lula junto a Haddad, na zona leste. 
"É uma vergonha que a cidade mais importante do Brasil não tenha um debate", afirmou. "Eles não querem que esse moço aqui mostre a competência que tem."

Os debates estavam programados para segunda-feira (Record) e hoje (Globo), mas foram cancelados por motivos diferentes. 
A Record alegou que José Serra faltou aos encontros para definir as regras e que Celso Russomanno (PRB) teria que acompanhar o parto da filha --o bebê nasceu três dias antes do previsto. 
A Globo informou que não faria debate com mais de seis candidatos e não conseguiu derrubar decisão judicial que garantia a presença dos nanicos Levy Fidelix (PRTB) e Carlos Giannazi (PSOL). 
Com informações da Folha online 

Prisão de eleitor só em flagrante


Regras para garantir voto de todos os eleitores valem até o dia 9. Candidatos não podem ser detidos pela polícia



A menos que a pessoa seja presa em flagrante ao cometer um crime, ninguém poderá ser preso até a próxima terça feira  dois dias depois das eleições municipais. A Lei Eleitoral que determina a proibição foi criada para garantir o direito de voto de todos
os eleitores.

O diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), Alvimar do Nascimento, explicou que a exceção vale também para aquelas pessoas que já tiveram condenação por crimes inafiançáveis, como tráfico, homicídio e latrocínio, com trânsito em julgado. Sendo assim, de acordo com o artigo 236 do Código Eleitoral, nenhuma outra prisão pode ser feita durante o período que teve início ontem.

Alvimar do Nascimento lembrou que, além de garantir o direito de todos os cidadãos de votar, a lei evita que aconteça qualquer prisão arbitrária que possa ter relação com movimentos políticos. “Em alguns lugares do Brasil o coronelismo ainda predomina. Dessa maneira, a lei evita que prisões de grupos ligados a determinados políticos sejam presos arbitrariamente, o que influenciaria diretamente no resultado da eleição”, disse o diretor-geral do TRE-ES.

Já para os candidatos aos cargos políticos, o período que impede a prisão é ainda maior. Desde o último dia 22, nenhum deles poderia ser detido pela polícia, para garantir o andamento das eleições. As exceções são as mesmas das impostas aos eleitores.
Ainda assim, a legislação eleitoral prevê algumas proibições no dia da eleição. Não é permitido utilizar alto-falantes e amplificadores de som no dia da votação.

A realização de comícios e carreatas, além da distribuição de materiais de propaganda política, como panfletos, fora da sede do partido ou do comitê político, só são permitidas até sábado.
Outra situação não permitida é a utilização, por funcionários da Justiça Eleitoral e mesários, de qualquer elemento de propaganda eleitoral, como bonés, camisetas e broches. Nas eleições de 2010, 124 pessoas foram detidas por irregularidades. Ainda está proibida venda de bebida alcoólica, no domingo, em Vila Velha, Serra, Dores do Rio Preto, Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Vargem Alta, Presidente Kennedy, Viana e Itaguaçu. Nos outros municípios a questão ainda não foi definida.

PM REFORÇA MORROS NA ELEIÇÃO

A Polícia Militar já confirmou que os bairros mais violentos da Grande Vitória terão o policiamento reforçado nas próximas eleições municipais, no dia 7 de outubro.
A informação foi divulgada pelo coronel Edmilson dos Santos, comandante do Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM). Segundo ele, dois militares estarão em cada um dos 1.690 locais de votação do Estado.
Além disso, em bairros considerados mais violentos nos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Guarapari, Viana – terão reforço.

Os militares estarão nas ruas durante todo o período de votação para garantir a tranquilidade durante a votação. Coronel Edmilson informou ainda que o Batalhão de
Missões Especiais (BME) e a Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) também irão reforçar o policiamento, caso seja necessário ou fuja da normalidade.
O coronel, no entanto, preferiu não citar quais bairros terão um número maior de PMs no próximo domingo. “Estamos analisando de acordo com o índice de violência na região e também levando em consideração onde acontecem aglomerações de pessoas durante as eleições”, explicou.

Edmilson dos Santos adiantou apenas que em alguns municípios cerca de cinco bairros receberão policiamento reforçado. Em outras cidades, o número deve ser menor, de acordo com o tamanho do município.
O comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Ronald Willian, já confirmou na última semana que um efetivo de mais de 7.200 policiais militares vão atuar nas eleições e ser distribuídos por todo o Estado.

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE

Carro de som só até amanhã 04/10

PROIBIÇÕES

> A PARTIR DE SEXTA-FEIRA e até o dia das eleições, é proibido o uso de alto-falantes e amplificadores de som.
> AMANHÃ TAMBÉM é o último dia para carreatas, comícios, propaganda eleitoral gratuita e debates no rádio e na televisão.
> SEXTA-FEIRA é o último dia para a divulgação paga, na imprensa, e a reprodução na internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral.
> JÁ A distribuição de materiais de propaganda, fora da sede do partido ou do comitê, está liberada até sábado.
> NO DIA DO PLEITO funcionários da Justiça Eleitoral e mesários não podem utilizar qualquer elemento de propaganda eleitoral, como bonés, camisetas e broches.
> NA HORA DO VOTO, também é proibido por lei que outra pessoa acompanhe o eleitor na cabine. As únicas exceções são os casos de alguém que tenha alguma limitação física que não a permita votar sozinha.
> ESTÁ proibida venda de bebida alcoólica, no domingo, nas cidades: Vila Velha, Serra, Dores do Rio Preto, Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Vargem Alta, Presidente Kennedy, Viana e Itaguaçu. Os horários podem variar das 18 horas do sábado até as 18h30 do domingo, de acordo com cada cidade.

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