
Antes do inicio
da leitura e para evitar que os amigos formem um juízo antecipado e/ou equivocado,
esclareço que as informações constantes no texto abaixo, foram feitas por
pessoas altamente capacitadas do Centro de Altos Estudos do Brasil do Século
XXI e que, elas fazem referencias de um período
que compreendem o tempo entre o ano de 1995 ao ano de 2014, logo, neste estudo,
foram analisados os desempenhos dos governos :
1995 a 2002 -
Fernando Henrique Cardoso;
2003 a 2010 -
Luiz Inácio Lula da Silva;
2011 a 2014* -
Dilma Vana Rousseff. (cassada por processo de impeachment).
*Os anos de
2015 e 2016 serão contemplados em estudo posterior.
Com informações de http://www.altosestudosbrasilxxi.org.br/documentos/finish/7/152
É fácil dizer
que o Brasil mudou muito em duas décadas. Qualquer brasileiro com idade
suficiente é capaz de afirmar que a dívida externa e a inflação deixaram de serem
os grandes fantasmas de antes, o desemprego reduziu, contingentes saíram da
pobreza rumo à classe média e o acesso ao crédito e ao consumo foi ampliado. Um
pouco mais difícil é mostrar essa trajetória em números, de fontes oficiais e
privadas, reunidos em uma mesma publicação.
Pois é esta a
proposta de “Vinte Anos de Economia Brasileira – 1995/2014”, uma
publicação do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI lançada em julho de
2014 e reeditada em março.
São mais de
140 gráficos e tabelas com dados sobre o setor externo, atividade econômica,
crédito e financiamento, inflação e preços, contas públicas, emprego e
distribuição de renda e ainda um apêndice com indicadores selecionados com
médias quadrienais que expressam tendências dominantes em cada período e os
reflexos das políticas macroeconômicas adotadas.
Pontos e
curvas nos mostram, por exemplo, que os investimentos diretos no país saltaram
de US$ 4,4 bilhões em 1995 para US$ 62,5 bilhões em 2014 (primeiro gráfico),
que a dívida externa bruta em relação ao PIB foi de 20,7% em 95, teve um pico
de 41,8% em 2002 para chegar em 2014 com 15,9%; e as nossas reservas
internacionais líquidas passaram de US$ 51,8 bilhões em 95 para US$ 374,1
bilhões em 2014 (segundo gráfico).


Há informações
sobre a evolução das exportações – só de produtos básicos, esta foi de US$ 11
bilhões em 95 para US$ 109,6 bilhões em 2014 -, o PIB do Brasil em comparação
com o de outras grandes economias no período pós-crise e o ritmo de atividade
de vários setores. Em um gráfico sobre a produção de petróleo da Petrobras,
vemos que esta saltou de 713 mil barris/dia em 95 para 2,345 milhões barris/dia
em 2014.
No quesito
inflação, o país registrou, pelo INPC, a variação anual de 22% em 95 e de 6,2%
em 2014 (ver gráfico abaixo). O PIB real per capita, outro indicador
importante, se elevou de R$ 18.170,00 para R$ 24.710,00 em termos reais.

Sobre o poder de compra do salário mínimo, um gráfico nos mostra que em 95 a cesta básica custava 91,5% do mínimo em São Paulo, enquanto em 2014, na mesma cidade, o custo era de 44,9%. Só para citar um último dado de emprego e distribuição de renda, a proporção de pobres e pobres extremos no Brasil que em 95 era de 33,2%, em 2014 passou a 12,8%.
De acordo com
os autores, a intenção do trabalho é “disponibilizar dados que possam
contribuir à análise objetiva das restrições e desafios atualmente enfrentados
pela economia brasileira e ajudar na construção de alternativas para seu
equacionamento e preservação dos avanços alcançados, tanto na esfera econômica
quanto na social”.
Acesse a
íntegra da publicação AQUI.
Sobre
o Centro de Altos Estudos
O Centro de
Altos Estudos Brasil Século XXI é uma associação civil sem fins lucrativos,
concebida com o propósito de se tornar um centro de excelência voltado para o
estudo e discussão das questões fundamentais, desafios e opções de
desenvolvimento do Brasil e para a formação e qualificação complementar de
quadros de alto nível envolvidos na formulação, direção e gestão estratégica
das políticas públicas.
A matriz
conceitual em torno a qual se estruturam os objetivos e as atividades do Centro
tem como elemento constitutivo a visão do desenvolvimento como um processo que
combina, simultaneamente, o crescimento econômico e a transformação das bases
técnicas do sistema produtivo com a redistribuição da renda e redução das
desigualdades sociais e regionais, a sustentabilidade ambiental, o
aperfeiçoamento da democracia e a afirmação dos interesses estratégicos
nacionais e da soberania do Estado brasileiro.
As atividades
preparatórias do Centro, iniciadas em 2012, e o processo de sua
institucionalização foram apoiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação (MCTI) e, a partir de 2013, também pelo Ministério da Educação (MEC),
em ambos os casos por intermédio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
(CGEE).