Duas
semanas e duas pesquisas eleitorais após a trágica morte de Eduardo Campos,
Marina Silva se firma hoje como terceira e, quem diria, única via possível de
oposição à candidata do PT ao segundo mandato presidencial, Dilma Rousseff.
Segundo a última pesquisa do IBOPE, Marina aparece com 29% das intenções de
voto, dez pontos à frente de Aécio Neves, e apenas a cinco atrás de Dilma no
primeiro turno. No segundo turno, no entanto, a grande surpresa é seu
percentual de 45% das intenções de voto, expressivamente superior ao da
presidenta da República, que amarga preferência de apenas 36% dos eleitores.
Portanto, a pesquisa aponta, junto com a anterior da Datafolha, para a vitória
de Marina Silva nas eleições presidenciais.
Seria
de se esperar, é claro, que, quão mais forte se torna a candidata do PSB, mais
pesada se torna a investida de seus adversários contra sua empreitada política.
Chega a ser cômico a atual confluência de ideias da esquerda quanto da direita
no que se refere à candidatura de Marina. Ela acabou, afinal, conseguindo o que
ninguém nunca imaginou ser possível: uniu firmemente dois polos opostos do
espectro político em uma intensa campanha negativa contra sua pessoa.