segunda-feira, 8 de outubro de 2012

FMI reduz de 2,5% para 1,5% previsão de crescimento do Brasil neste ano


Wellton Máximor da Agência Brasil
Brasília – O risco de aprofundamento da crise na zona do euro e de desaceleração além do esperado na China terá impacto sobre o crescimento no Brasil e em toda a América Latina. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 2,5% para 1,5% a previsão de expansão da economia brasileira neste ano. Para 2013, no entanto, o órgão continua a apostar na recuperação da atividade e projeta crescimento de 4%.

A estimativa consta do relatório Perspectiva Econômica Mundial, divulgado hoje (8) pelo órgão. Na avaliação do FMI, a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) será maior no Brasil do que no resto do continente. O documento projeta crescimento de 3,2% para a América Latina e no Caribe em 2012, pequena queda em relação aos 3,4% divulgados no boletim anterior, em julho.

Na avaliação do FMI, o Brasil e o México, as duas maiores economias da região, terão um desafio para recuperar a atividade econômica. De acordo com os técnicos do fundo, os bancos centrais dos dois países deverão se ver forçados a reduzir ainda mais os juros caso a crise global continue a se intensificar. No entanto, eles terão de se preparar para aceitar maiores taxas de inflação caso isto ocorra.

“A política monetária deve ser a primeira linha de defesa caso o crescimento global desacelere mais do que o esperado, especialmente se economias com estruturas de metas de inflação estabelecidas e testadas”, informou o FMI no documento. “Autoridades da região precisam estar alerta sobre o contágio de perspectivas mais fracas em economias avançadas e em importantes economias emergentes fora da região”.

No caso do Brasil, o FMI advertiu ainda que o ritmo de expansão do crédito traz risco para a economia porque estimula a inadimplência. O indicador relativo ao comportamento do crédito no Brasil passou de risco médio, em abril, para risco alto no novo relatório. Esses indicadores mostram se a expansão do PIB ocorre de forma sustentável, de modo que o crescimento não torne o país mais frágil em relação a choques econômicos.
O relatório, no entanto, avalia que, se o país tornou-se mais vulnerável a crises por causa do crédito. As contas externas (que medem as trocas de bens, serviços e renda com o resto do mundo) apresentaram melhora.

O FMI prevê que o déficit de transações correntes deve encerrar o ano em 2,6% do PIB, contra 3,2% na previsão anterior. Para 2013, a estimativa também caiu, de 3,2% para 2,8% do PIB. O déficit em conta corrente indica a dependência de um país dos capitais financeiros estrangeiros. Quanto maior o rombo, maior a necessidade de recursos externos para financiar o balanço de pagamentos do país.
Edição: Fábio Massalli

Presidenta do TSE entende que candidatos impugnados com recurso na Justiça ainda estão na disputa eleitoral


Mariana Jungmann  da Agência Brasil
Brasília – As pendências judiciais provocadas pelos recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com relação a candidaturas que foram impugnadas pelos tribunais regionais ainda podem alterar o resultado das eleições municipais em algumas cidades. Até ontem (7), os candidatos que tiveram os registros indeferidos, mas estavam recorrendo ao TSE, tinham seus votos considerados inválidos e estavam fora de um eventual segundo turno, se fosse o caso.

O entendimento da presidenta do tribunal, ministra Cármen Lúcia, no entanto, é o de que os candidatos que estão com recurso pendente de decisão têm direito de ir para o segundo turno se tiverem recebido votos suficientes para isso. É o caso, por exemplo, do candidato à prefeitura de Petrópolis (RJ), Rubens Bontempo (PSB), que recebeu 50,3 mil votos. Se seu recurso for aceito, é ele quem deverá ir para o segundo turno com Bernardo Rossi (PMDB), que teve 52,9 mil votos e, não, o candidato Paulo Mustrangi (PT), que ficou com 45 mil votos no primeiro turno.

Casos como o de Osasco (SP) também podem se enquadrar no entendimento da ministra. No município do interiro paulista, o candidato Jorge Lapas (PT) foi dado como eleito no primeiro turno, com 138 mil votos. Ele obteve 60% dos votos considerados válidos, uma vez que Celso Giglio (PSDB) estava com a candidatura impugnada e o seu recurso ao TSE ainda não foi votado.

No entanto, se a interpretação de Cármen Lúcia sobre o Artigo 16A da Lei Eleitoral se confirmar, deve haver segundo turno no município porque o candidato tucano teve 149 mil votos. A decisão sobre isso cabe individualmente a cada juiz eleitoral local, cujas decisões são passíveis de recurso ao TSE.

O plenário do TSE deverá dar prioridade à decisão de processos como esses para tentar definir o mais rápido possível um desfecho para a situação. Mas dificilmente a decisão terá transitado em julgado e ser definitivamente encerrada antes do dia 28 deste mês, quando ocorre o segundo turno. Isso porque os candidatos que tiverem a impugnação dos registros mantida pelo TSE podem ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, tentar garantir a ida para o segundo turno.

Há ainda os casos de candidatos impugnados que tiveram votos suficientes para serem eleitos em primeiro turno. É o caso de Clésio Salvaro (PSDB), que foi candidato a prefeito de Criciúma (SC), e obteve 86 mil votos. Ele recorreu ao TSE sobre o indeferimento de sua candidatura. Salvaro conseguiu número de votos suficiente para ser eleito em primeiro turno, uma vez que a candidata Romanna Remor (PMDB), que estava sendo considerada eleita, teve 21,4 mil.

Para Cármen Lúcia, se o julgamento sobre o recurso de Salvaro decidir por manter a negativa de registro dele, a eleição no município deve ser anulada e reconvocada. Isso, entretanto, só poderá ocorrer depois que todos os recursos tiverem sido julgados e a decisão tiver transitado em julgado.

Ainda existem 3.681 processos sobre impugnação de candidaturas para serem julgados pelo TSE, dentre os 6.916 que foram recebidos pelo tribunal desde o mês passado. O indeferimento dos registros pode se dar por vários motivos, inclusive pela Lei da Ficha Limpa – que é responsável por 2.247 processos que aguardam decisão.

O TSE ainda não tem dados consolidados sobre quantos candidatos se encontram em situações como a dos municípios citados. No entanto, os ministros darão prioridade a esses processos para tentar evitar que no dia da diplomação, em 19 de dezembro, a situação sobre o resultado das eleições ainda esteja indefinida nesses municípios.
Edição: Lana Cristina

Conheça o menor vereador do Brasil



O menor vereador do Brasil é Santino. Quem foi que disse que o Brasil não tem grandes políticos? A dica foi de Wendel Wagner.
É a prova de que o país precisa de gente de estatura no legislativo.

Anti – Radicalismo


Aproximem-se os bem-aventurados da razão gentil

aproximem-se dessa modorra dos lassos
e venham ter com a suavidade plácida
das maneiras inofensivas

venham todos e tragam
sua moderação
sua mediação
sua parcimônia
sua prudência
sua paciência
seu comedimento
sua delicadeza
sua urbanidade
sua calma
sua tolerância
sua polidez
sua sobriedade
sua circunspeção
sua ponderação
sua sensatez
seu bom gosto
sua temperança
seu recato
sua maturidade
e seus magnânimos
sensos de beleza e de justiça

aproximem-se do mundo real
com seus finos lenços de seda diante do nariz
(bordados com monogramas nos cantos)
aproximem-se e contemplem a colossal estatura
dessa torre de bosta tépida
que a desculpa da mornidão cortês e covarde
conseguiu empulhar no crepúsculo dos séculos
que aguardam
quem sabe o próximo
quem sabe ainda não...

(autor desconhecido)

Mujica defende “grande guerra” contra a desigualdade e a pobreza

O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, disse hoje (8) que a “grande guerra” que o mundo deve travar é o combate à “desigualdade e pobreza”. Ao discursar na 10ª Conferência dos Ministros da Defesa das Américas, que está sendo realizada na cidade uruguaia de Punta del Este, Mujica ressaltou que a “nova era se globaliza em extensão e cultura”, por isso os esforços devem ser redobrados em busca da inclusão social. Leia mais>>>>

"Efeito Russomanno me atrapalhou", lamenta Chalita após 1° turno

Em quarto lugar nas eleições municipais de São Paulo, o candidato do PMDB à prefeitura da capital Gabriel Chalita fez um balanço do resultado das urnas, conhecido na noite deste domingo e colocando José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno. De acordo com o deputado federal, o "efeito Russomanno", criado no início da campanha atrapalhou seus planos. Leia mais>>>>

Após passar para o 2º turno, Serra cutuca PT ao citar mensalão

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, deu uma amostra neste domingo do que deve ser sua principal arma contra o PT no segundo turno das eleições municipais. Depois de passar em primeiro lugar, com cerca de 30% dos votos, e saber que vai enfrentar Fernando Haddad (PT-SP), o tucano discursou na sede do partido, no centro de São Paulo, e citou o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), processo no qual vários líderes petistas são réus Leia mais>>>>

Russomanno nega erros e culpa "todos contra um" por fracasso

O candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou neste domingo, após reconhecer que não irá ao segundo turno da eleição paulistana, que a sua campanha não teve falhas estratégicas e que a queda de sua popularidade se deu por conta dos ataques sincronizados por seus adversários. Os dois minutos diários no horário eleitoral gratuito foram insuficientes para neutralizar as ofensivas, de acordo com o candidato. Leia mais>>>

TRE não conta votos de Edson e Conde é eleito em Guarapari, ES


Ricardo Conde (PSB) teve 64,70% dos votos válidos.
Votos para o atual prefeito Edson Magalhães (PPS) não foram validados.

O jornalista Ricardo Conde (PSB) foi eleito com 13.846 votos, o que representa 64,70% dos votos válidos como prefeito de Guarapari, na região Metropolitana do Espírito Santo, seguido por Calors Von (PSL), que teve 7.553 votos, 35,30% dos votos válidos. Os votos para o candidato Edson Magalhães (PPS) não apareceram na apuração porque ele teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) e concorre graças a um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o TRE-ES, 64,02% dos votos totais foram nulos. Magalhães aguarda julgamento de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve sair até o final do ano.

Segundo o TRE-ES, enquanto o recurso de Edson Magalhães não é julgado a situação segue indefinida em Guarapari. Ele está com o registro indeferido porque a Justiça Eleitoral entende que ele tenta a eleição para um terceiro mandato. Na decisão, a Justiça entendeu que Edson Magalhães está em seu segundo mandato como prefeito de Guarapari e não poderia se candidatar novamente.

Em 2006, o candidato era vice-prefeito e assumiu a prefeitura devido à cassação de Antonico Gottardo. Edson permaneceu por dois anos no cargo até a volta do ex-prefeito. Em 2008 ele foi eleito para prefeito e busca a reeleição agora em 2012. De acordo com o TRE, o pedido de impugnação da campanha partiu da coligação 'Guarapari com a força de todos' que concorre ao cargo.

Resultado completo da eleição para prefeito de Guarapari: 

VOTOS VÁLIDOS (excluindo brancos e nulos)
Ricardo Conde (PSB): 13.846 - 64,70%
Carlos Von (PSL): 7.553 - 35,30%

OUTROS RESULTADOS
Brancos: 2.686 (4,01%)
Nulos: 42.850 (64,02%)
Abstenção: 15.712 (19,01%)

Americanizada Amil será outra empresa em 3 anos, diz Edson Bueno

Para Edson Bueno, consolidação é uma tendência do setor, que ainda é muito fragmentado

São Paulo - Nesta segunda, a americana United Healthcare comprou o controle da operadora de saúde Amil por 6,5 bilhões de reais, maior desembolso já feito pela operadora fora dos Estados Unidos. Embora os hospitais sejam considerados serviços essenciais pelo governo, o que supostamente impediria que o controle dessas instituições fosse assumido por um grupo estrangeiro, a Amil sustenta que a própria Advocacia Geral da União (AGU) já teria enxergado uma brecha na legislação para assuntos desta natureza.

A Agência teria dado sua bênção na época do IPO da empresa, em 2007. "Quando você tem operadora de saúde com hospitais em um sistema verticalizado, [a compra do grupo] não caracteriza um investimento em hospitais e sim em saúde", afirmou Erwin Kleuser, diretor corporativo e de relações com investidores da Amil. Hoje, cerca de 90% das ações da empresa em bolsa pertencem a estrangeiros.
Nos próximos meses, a United fará uma oferta pública para fechar o capital da Amil no país, o que deverá ocorrer até o primeiro trimestre de 2013. A aquisição, no entanto, ainda precisa ser aprovada pela Agência Nacional de Saúde, que deverá receber a documentação da operação até amanhã.

Paquera
Segundo Edson Bueno, diretor-presidente e fundador da Amil, o flerte entre as companhias não vem de hoje: a iniciativa teria partido da United há três anos. Embora tenha mostrado certa resistência no começo das conversas, o executivo afirmou que, com o tempo, elas evoluíram para um "namoro mais quente".
Do lado da United, a compra da Amil representa a oportunidade de entender um setor com alto potencial de crescimento sob a perspectiva da maior operadora do país, com 5,9 milhões de clientes.
Embora o Brasil fique apenas atrás dos Estados Unidos quando o assunto é o tamanho do mercado privado de saúde, a adesão dos segurados ainda engatinha por aqui: 25% da população conta com plano de saúde, contra um percentual de aproximadamente 80% nos Estados Unidos.

O país tampouco conta com uma plataforma de tecnologia avançada conectando todo o sistema de saúde. E esse é um dos principais negócios da United. Sua subsidiária Optum atende a quase 250.000 profissionais nos Estados Unidos, incluindo empresas concorrentes. Em apresentação aos investidores, a companhia reforçou que a aquisição da Amil seria ideal para a empresa expandir os serviços da Optum nos mercados emergentes. No ano passado, a divisão respondeu por 28,7% dos 102 bilhões de dólares embolsados pela companhia.

Do lado de cá
"Não pretendia me aliar a ninguém que não fosse o melhor. E essa é a maior empresa do mundo. De cada quatro americanos, um tem plano da United Healthcare", disse Edson Bueno, em coletiva de imprensa nesta segunda.
Segundo o executivo, a Amil deverá ser se tornar uma empresa com outra cara em um prazo de três anos, mantendo sua marca original. Apesar de ser líder no setor, a companhia tem 9% do ultrafragmentado mercado brasileiro. Para Bueno, a consolidação é uma tendência natural - e as empresas com maior musculatura sairão na frente na busca por clientes.

Enquanto mais de 1.170 operadoras atuam no país, nos Estados Unidos esse número não passa de 440. Sem cravar a participação almejada pela Amil nos próximos anos, o presidente da Amil reiterou que a meta é crescer no mínimo 10% ao ano em receita. Em 2011, a empresa embolsou 5 bilhões de reais.
Daqui para frente, o empresário e sua sócia e ex-mulher, Dulce Pugliese, ficarão com uma fatia de 10% da Amil por um prazo de pelo menos cinco anos. Durante esse tempo, Bueno permanecerá à frente da empresa e buscará formar um sucessor, provavelmente brasileiro. "Quando um presidente não consegue desenvolver as pessoas para substitui-lo dizemos que ele falhou. Se Deus quiser não vou falhar nesse aspecto."

Hospitais
Nos bastidores, especulava-se que Bueno manteria o negócio dos hospitais e iria se desfazer apenas dos planos, que têm ingerência direta da Agência Nacional de Saúde (ANS) e entregam menor margem de lucro. Na coletiva, o empresário esclareceu que a United quis o negócio "do jeito que ele estava". E que a hora, para a Amil, era de agarrar a oportunidade.
Ainda que a United passe a controlar os 22 hospitais que pertencem à empresa, Bueno não deixará de atuar na área de maneira independete. O executivo é dono da Total Care, holding que controla seus investimentos diretos em outros oito hospitais, incluindo o Samaritano, no Rio de Janeiro. "Não tenho planos de vendê-los”, afirmou. Com dinheiro da transação da Amil no bolso, o empresário quer melhorar as instituições da Total Care e transformá-las em ”estado de arte”.

Sua participação na United, por outro lado, continuará ativa. Bueno investirá cerca de 470 milhões de dólares na compra de ações da companhia americana, se tornando o maior acionista individual da empresa, com uma fatia de 0,9% do negócio. Com uma cadeira no conselho da United - a primeira nas mãos de um estrangeiro -, o executivo afirmou que não deve haver conflito de interesses no negócio de hospitais, já que ele não pretende "dar pernada em ninguém". Em todos as transações fechadas nesta área, a Amil terá preferência de compra sobre a Total Care.

Quantos ensaios ainda serão necessários para VOAR !!!


«Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.»

 ( Rubem Alves)

Americanos compram outra brasileira da área da saúde


CareFusion compra Intermed, de aparelhos respiratórios

O valor do negócio não foi divulgado, mas a CareFusion estima que a aquisição da Intermed representará uma receita adicional de US$ 25 milhões
A CareFusion, fabricante americana de produtos hospitalares, anunciou nesta segunda-feira que está comprando a brasileira Intermed Médico Hospitalar, fabricante de aparelhos respiratórios.

Em comunicado divulgado em seu site, a CareFusion afirmou que a transação reflete o desejo da companhia de expandir suas operações para outros países. O comunicado ressaltou que o Brasil é hoje a sexta economia mundial, com cada vez mais pessoas chegando à classe média, e que essa conjuntura, além dos investimentos do governo no setor, favorecem o acesso a serviços de saúde.

O valor do negócio não foi divulgado, mas a CareFusion estima que a aquisição da Intermed representará uma receita adicional de US$ 25 milhões ao ano. A transação deve ser finalizada até o fim de 2012.
A direção da Intermed disse que o negócio deve possibilitar investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Portugal - No porto, os palavrões não são obscenos





Paulo Moura - Semiótica do palavrão *
Em nenhum outro lugar do país se fala um português tão rico como no Porto. Perdoem-me os bem-falantes de todas as latitudes, mas eu, que já morei em muitas terras, nunca vi acariciar as palavras como no Porto. E não me refiro às camadas cultas. Por mais que isto custe aos lusos doutores, na invicta, o povo apoderou-se do verbo. "No Porto?", pasmará um lisboeta. "Eu quando lá vou só ouço palavrões!" Precisamente. Esse é um exemplo fascinante. No resto do país, os palavrões são usados em situações extremas, para mostrar desagrado por uma situação, ou para insultar alguém, que pretendemos rebaixar. E, usando-os, rebaixamo-nos a nós próprios também. É para isso que servem: para reduzir à obscenidade.

No porto, os palavrões não são obscenos: são uma arte e uma filosofia. Não sei se algum linguista analisou alguma vez este fenómeno. Mas valia a pena. Primeiro porque, no Porto, os palavrões são fiéis à sua natureza - são vulgares e ordinários. Não são, como noutras regiões, raros e extraordinários. São de todos, e não de uma elite indecente. Depois, porque servem para exprimir uma sabedoria.

A táctica é esta (e digo-o com todo o respeito e admiração pela terra onde nasci): há um jogo de metáforas, todas elas referentes ao acto sexual, que servem para compreender a vida. É um universo alegórico em que o sexo não é mais do que um exercício utilitarista de dominação e humilhação, uma economia do dar e do receber, um negócio de favores, promessas e cobranças. Visto desta forma, a vida erótica comporta uma panóplia de situações que correspondem a outras tantas da vida em geral.

Atenção, trata-se de um jogo tácito, e não de um machismo empedernido ou um marxismo de caserna. Por exemplo, se se disser que alguém "apanhou no c. e nem piou", isto significa que foi vítima de um abuso tão descarado que nem teve tempo de protestar. A expressão aplica-se a situações tão variadas como ter pago um preço exagerado num restaurante ou ter sido despedido sem justa causa. Parte do princípio de que o sexo anal é um acto de prazer unilateral, que implica portanto a humilhação do sujeito passivo.

Por outro lado, a expressão "tenho apanhado muito no c." significa que já sofri muito na vida, pelo que estou preparado para grandes desafios. Uma expressão equivalente mas talvez ainda um pouco mais amarga é "eu já fiz muitos b."

Se alguém responder a um pedido ou a uma proposta com a frase "na c. da tua tia!", isso significa uma recusa peremptória, como quem diz "isso é que era bom!" ou "isso é o que tu querias!", numa alusão ao eventual desejo subliminar e inconfessado de ter acesso às partes íntimas de figuras respeitáveis da família. Mas, se a frase for "até rima da c. da tua prima", significa um sinal de cumplicidade. A simples alteração do grau de parentesco implica uma reviravolta semântica. É todo um jogo de subtilezas. Mais um exemplo: as elocuções "p. que te pariu" ou "filho da p." são inequivocamente negativas, pois pressupõem que a mãe do interlocutor seria uma trabalhadora do sexo, pelo que o coito que deu origem àquele terá sido, não de amor, mas um acto mercantil. Pelo contrário, dizer "meu grande filho da p." é um gesto de carinho, talvez por sugerir que o indivíduo em causa, por se ter comportado como um grande filho merece o respeito e a protecção da sociedade, apesar das circunstâncias pouco auspiciosas em que foi concebido.
*in "Público", 18 de Fevereiro de 2007
Via Fórum do Facebook

Advogado do goleiro Bruno diz estar 'convicto' da sua absolvição

Bruno está preso há mais de 2 anos pelo desaparecimento da ex-amante, a modelo Eliza Samudio. Foto: Lucas Prates/Futura Press
Bruno está preso há mais de 2 anos pelo desaparecimento da ex-amante, a modelo Eliza Samudio

O advogado Rui Caldas Pimenta, que defende o goleiro Bruno Fernandes de Souza, afirmou que está "convicto" de que seu cliente será absolvido. Segundo ele, o ex-atleta do Flamengo, acusado pela morte da ex-amante Eliza Samudio, já foi informado sobre a decisão da juíza Marixa Fabiane de marcar o início do júri popular para o dia 19 de novembro.

Pimenta mostra confiança com relação ao resultado do julgamento. "Eu quero que o Bruno seja julgado o mais rápido possível e vá para a rua logo", disse. O caso será julgado no Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). "Ele já está sabendo e está tudo certinho", afirma o defensor.

Além de Bruno, serão julgados os réus Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de executar Eliza; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno; Wemerson Marques, o Coxinha; a ex-mulher do goleiro Daiane Rodrigues; a ex-namorada Fernanda Gomes Castro; e o ex-caseiro do goleiro Elenílson da Silva. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, também era réu pelo crime, mas foi morto a tiros em 22 de agosto deste ano.

Enquanto aguarda o julgamento, o ex-atleta segue preso, o que é motivo de protestos do advogado. "O Bruno está preso preventivamente há dois anos. Isso não existe", contesta Pimenta. O defensor afirma que são poucas as esperanças de que o pedido de habeas-corpus para o seu cliente, pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), seja avaliado enquanto a Corte está ocupada com o processo do mensalão. Por isso, Rui Pimenta entrou com uma liminar de habeas-corpus, negada na última quinta-feira em despacho do ministro Joaquim Barbosa.

No despacho, Barbosa afirma que "a petição em referência em nada inova na matéria ventilada na peça inicial, permanecendo inalterado, portanto, o quadro fático-jurídico que motivou a vice-presidência deste Tribunal a indeferir o pedido de liminar". No entanto, o advogado afirma que o ministro errou ao dizer que os fatos atuais são os mesmos da primeira petição e, por esse motivo, ingressou com embargo declaratório pedindo que Barbosa corrija o despacho.

"O ministro pode até não botar o Bruno na rua, mas tem que corrigir aquele despacho que ele fez sem ler", afirma. Segundo Pimenta, o ex-atleta estava preso devido a um pedido de prisão preventiva da Justiça mineira e a uma condenação da Justiça do Rio de Janeiro. "Só que hoje é diferente. Eu já fui ao Rio de Janeiro e acabei com o processo de lá", diz.
O mérito do habeas-corpus ainda está pendente de julgamento pelo colegiado de ministros do STF. Se a decisão for mantida, o goleiro Bruno deverá aguardar o julgamento popular preso, já que ele teve negada a liberdade em todas as instâncias judiciais.

O caso Bruno
Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A então mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.

No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola serão levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.

Sudeste bate recorde em votos brancos e Nordeste em nulos


As capitais da região Sudeste bateram o recorde em número de votos brancos nas eleições de domingo. São Paulo e Rio de Janeiro tiveram 5,43% de votos brancos; Belo Horizonte, 5,79% e Vitória, 3,65%. A segunda região com mais votos brancos é o Nordeste: Fortaleza teve 2,92%; Natal teve 4,42%; João Pessoa, 3,36%; Recife, 4,57%; Maceió, 5,58%; Aracaju, 3,41%; e Salvador, 4,84%.

Já as capitais do Norte foram as com menos votos brancos registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Boa Vista teve 1,43%; Manaus, 2,09%; Acre, 1,48%; Porto Velho, 2,53%; Belém, 2,82%; Palmas, 1,48%; e Macapá - que foi a capital com menos votos brancos -, 1,39%. Goiânia foi a capital com maior número de votos brancos, 5,80%.

Em 21 capitais, cerca de 20% da população deixou de votar. No total, mais de 5 milhões de brasileiros não compareceram às urnas. Também tiveram aqueles que foram até a zona eleitoral, mas anularam o voto. A região Nordeste teve as capitais com mais votos nulos contabilizados pelo TSE. São Luís registrou 4,04%; Piauí, 3,99%; Fortaleza, 4,69%; Natal, 7,28%; João Pessoa, 5,58%; Recife, 4,81%; Maceió, 6,99%; Aracaju, 6,02%; e Salvador, 9,39%.

Entre as capitais do País, se destacaram Salvador, Natal, Belo Horizonte (9,15%), Rio de Janeiro (8,48%), São Paulo (7,35%) e Goiânia (12,92%) - capital que bateu recorde em número de votos nulos.

Dilma parabeniza Haddad pelo resultado e "certamente" subira no seu palanque no 2º turno


A presidente Dilma Rousseff telefonou para parabenizar o candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, pelo desempenho nas urnas no primeiro turno. Dilma também entrou em contato com o petista Nelson Pelegrino (Salvador) e com o peemedebista Eduardo Paes (Rio de Janeiro). Segundo a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, Dilma "certamente" subirá novamente no palanque de Haddad na campanha para o segundo turno.

"Claro que a presidente irá a outros lugares, mas ainda não definiu quais", acrescentou a ministra. Segundo fontes do Planalto, a tendência é que Dilma visite Salvador e Manaus para agendas de campanha. Nesta manhã, a presidente já falou também com o candidato derrotado petista à eleição de Belo Horizonte, Patrus Ananias, num embate que teve por trás as influências de possíveis rivais no pleito presidencial de 2014: Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Segundo Helena Chagas, "o PT foi o partido que recebeu mais votos no pleito". A ministra não informou como a presidente reagiu com o crescimento do PSB, registrando vitórias sobre o próprio PT, como aconteceu em Recife (PE).

Dilma passou a manhã tratando ainda de assuntos referentes à disputa por prefeituras em todo o País. Hoje, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, apresentou o quadro geral das eleições com base em levantamento feito pela Subchefia de Assuntos Federativos na noite de ontem. A presidente reuniu-se ainda com o ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, que é importante auxiliar político, e também com o vice-presidente, Michel Temer.

A presidente receberá nesta tarde o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes. Dilma ainda ligará para o prefeito reeleito de Porto Alegre, José Fortunati, para felicitá-lo.

Comissão da Verdade vai pedir mudanças no ensino de escolas militares


A Comissão da Verdade, que investiga crimes ocorridos durante a ditadura militar, deve recomendar às Forças Armadas mudanças no currículo das escolas militares, informa o jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira. De acordo com o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, membro da comissão, a questão principal é o ensino relacionado ao golpe militar de 1964. 
"As academias militares continuam a conviver com o mito de que o golpe de 1964 foi uma revolução democrática para impedir o comunismo", disse em entrevista ao programa Roda Viva, que vai ao ar nesta segunda-feira na TV Cultura.

O sociólogo aponta que a comissão não tem autoridade para intervir diretamente nas academias militares, mas que fará "recomendações precisas sobre esses programas de ensino". 
O general da reserva Durval de Andrade Néri, ex-diretor do Clube Militar do Rio e conselheiro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra contestou Pinheiro. "O que tivemos em 1964 foi um contragolpe em defesa da democracia", afirmou, ao defender a ação militar contra o que chamou de um "golpe de esquerda que levaria à comunização do Brasil".

Supremo deve condenar Dirceu por corrupção ativa no mensalão


Integrantes da Corte preveem placar de oito votos pela condenação contra dois pela absolvição do ex-ministro do governo Lula acusado de comandar o esquema de compra de votos

A densidade dos primeiros três votos favoráveis à condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu aumentou, entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, a convicção de que ele será condenado por corrupção ativa por um placar dilatado. A expectativa é que oito ministros votem pela condenação e dois pela absolvição.

Junto com o ex-capitão do time do primeiro mandado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem ser considerados culpados pelo crime o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. O julgamento será retomado nesta terça-feira, 9, e a previsão de que o resultado sobre os casos dos políticos que integravam a cúpula petista no governo Lula saia ainda esta semana.

Além da pena que deverá ser fixada pelo STF ao final do julgamento, os condenados passarão a ser considerados “fichas sujas”. Ou seja, como consequência da decisão, ficarão inelegíveis pelo período de oito anos, conforme estabelece a Lei da Ficha Limpa.

Até agora, 4 dos 10 ministros do STF já votaram. Por enquanto, existem 3 votos para condenar José Dirceu e Genoino e 4 para punir Delúbio Soares.
O julgamento será retomado com os votos dos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello e do presidente, Carlos Ayres Britto. A expectativa é de que a maioria siga a conclusão do relator, Joaquim Barbosa, que aceitou as acusações do Ministério Público Federal segundo as quais José Dirceu foi a principal figura e o autor intelectual do mensalão. Para ele, o escândalo ocorreu dentro do Planalto. 

“O conjunto probatório sobre os pagamentos efetuados por Delúbio e Marcos Valério a parlamentares coloca o então ministro da Casa Civil na posição central da organização e da prática, como mandante das promessas de pagamento das vantagens indevidas a parlamentares para apoiar o governo”, concluiu Joaquim Barbosa em seu voto.
A expectativa também entre os integrantes da Corte é que um segundo voto pela absolvição de Dirceu seja dado pelo ministro Dias Toffolli, que foi advogado do PT e subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil durante a gestão do petista.

O advogado José Luís de Oliveira Lima, que representa José Dirceu, sustenta que “não há nenhuma prova” contra seu cliente, “Conforme disse o próprio procurador-geral da RePública (Roberto Gurgel) ao afirmar que as provas eram tênues”, afirmou o criminalista.
Após mais de dois meses de julgamento, 20 dos 37 réus acusados de envolvimento no esquema do mensalão já foram condenados pelos ministros do STF por um ou mais crimes. Entre os sete crimes investigados, lavagem de dinheiro e corrupção passiva são responsáveis pelo maior número de condenações. Outros crimes pelos quais os réus também foram condenados são corrupção ativa, formação de quadrilha, peculato e gestão fraudulenta. Até agora, nenhum réu foi punido por evasão de divisas.

PSB é partido que mais cresce em eleitores e prefeitos


O PSB foi o partido que mais cresceu nestas eleições municipais. O partido comandado pelo governador Eduardo Campos (Pernambuco) elegeu mais de 100 prefeitos além do que tinha eleito em 2008. Seus novos prefeitos vão comandar o dobro de eleitores que foram eleitos para comandar há quatro anos. É o maior crescimento absoluto e proporcional entre todos os partidos. O PSB ganhou mais no Nordeste e em Minas Gerais.

Além do PSB, só um grande partido elevou seu número de prefeitos eleitos em relação ao que conquistou em 2008: o PT elegeu 39 a mais. Suas novas prefeituras foram conquistadas principalmente no Rio Grande do Sul, no Paraná, em Santa Catarina, no Ceará e na Bahia.

No Estado de São Paulo, os petistas ficaram na mesma: tinham 62, e agora tem 60 prefeitos, mas podem ganhar a capital.
O PSD também sai maior da eleição. O partido foi criado no ano passado, e portanto não disputou a eleição de 2008, mas levantamento da Confederação Nacional dos Municípios mostra que o PSD havia cooptado 272 prefeitos neste ano.
O partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sai das urnas com 474 prefeitos e torna-se a quarta força municipal, atrás apenas de PMDB, PSDB e PT. O PP é o quinto em prefeitos, e o PSB, o sexto.

Grande parte dos partidos nanicos ampliou sua base municipal: o PSC ganhou 21 prefeitos; o PRB ganhou 19; o PV, 15; o PRP, 7; o PSL, 7; o PRTB, 5; o PTC, 3; o PHS, 2; o PSDC, 1; o PSOL, 1.

Perda de espaço. O PMDB ainda tem a maior base municipal, mas encolheu. O partido elegeu quase 200 prefeitos a menos do que em 2008. O PMDB perdeu prefeituras na grande maioria dos Estados, mas cresceu em São Paulo, de 69 para 85 prefeitos eleitos.

O PSDB também sai menor das urnas, em comparação ao resultado de 2008. Os tucanos elegeram 681 prefeitos, contra os 787 que haviam eleito quatro anos atrás. Algumas das maiores perdas foram nos principais Estados que o partido governa: São Paulo (menos 34 prefeituras) e Minas Gerais (menos 17). Porém, o PSDB perdeu mais no Ceará: 46 prefeituras a menos do que em 2008. 

Serra ironiza slogan de Haddad e volta a ligar petista ao mensalão


Tucano vai adotar discurso baseado na ética no 2ª turno para ligar petistas a casos de corrupção

No primeiro dia de campanha do 2º turno da eleição municipal de São Paulo, o candidato do PSDB, José Serra, manteve seu foco sobre o julgamento do mensalão e tentou derrubar o slogan de seu adversário na disputa, Fernando Haddad (PT). Em referência indireta ao mote do "novo" adotado pela campanha petista, Serra disse em entrevista à rádio Jovem Pan que a "grande novidade" do País é a punição aos políticos acusados de corrupção.

Fala-se muito de novidade no Brasil. A grande inovação hoje em dia é a corrupção levando gente à cadeia, é a impunidade que começa a acabar. Não tem (novidade) maior pra quem está atrás de novidade na vida pública brasileira", disse o tucano. "É evidente que na questão nacional há um mal que não pode ser ignorado, que é a questão da ética, da verdade, da corrupção... É tratar governo como se fosse propriedade privada."

Na disputa entre PSDB e PT no 2º turno, Serra vai adotar um discurso baseado na ética, com o objetivo de ligar os petistas a casos de corrupção. "Quem fala do mensalão é a imprensa, é a opinião pública, são as pessoas que eu encontro na rua. A campanha não é realizada fora do planeta Terra e fora do nosso País, então é um assunto que naturalmente aparece", afirmou.
Serra também tratou com ironia o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff a Haddad. "Vocês sabem que eu não tenho padrinho político. As pessoas me conhecem pelo que eu fiz no passado."

Diante da perspectiva de que o PMDB e o PRB declarem apoio formal a Haddad, o candidato do PSDB disse que acredita ser "limitada" a influência na eleição de partidos que foram derrotados no 1º turno. O tucano afirmou, no entanto, que buscará negociações com essas siglas.

Temer ouvirá PMDB para avaliar apoio no segundo turno em SP


'Vamos ouvir o partido', diz Temer sobre apoio a Haddad

Segundo o vice-presidente da República, PMDB fará coligação com o PT nas cidades onde houver essa possibilidade, mas não deu certeza que isso possa ocorrer em São Paulo

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta segunda, 8, que o PMDB fará coligação no segundo turno com o PT nas cidades onde houver possibilidade de coligação. Entretanto, quando questionado se esse seria o caso de São Paulo - onde o petista Fernando Haddad disputa a prefeitura com o tucano José Serra e aguarda o apoio do peemedebista Gabriel Chalita -, Temer respondeu: "Vamos primeiro ouvir o partido".

"O PMDB teve um grande número de votos, juntamente com o PT, que teve um grande número de prefeituras e votos. Isso vai ser muito bom para 2014. Vamos tentar, onde há segundo turno, onde houver possibilidade de coligação PT-PMDB, fazer isso", disse Temer a jornalistas, depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff. Os dois fizeram um balanço positivo do resultado das urnas.

Sobre a disputa de São Paulo, Temer afirmou que se reunirá nesta próxima terça, 9, com o diretório estadual e municipal da sigla. Questionado se o apoio a Haddad não seria natural, Temer respondeu: "Não, vamos primeiro ouvir o partido". Sobre uma possível neutralidade, repetiu: "Não, vamos ouvir o partido".

Na avaliação do vice-presidente, a coligação PT-PMDB, que deu sustentação à vitória de Dilma em 2010, sai fortalecida com os números das eleições de domingo. Temer riu ao ser questionado se o crescimento do PSB poderia provocar ciúmes na relação PT-PMDB.

Mapa de votos em São Paulo mostra divisão histórica entre PSDB e PT


Serra tem 42% de votos na zona antipetista; Haddad tem 39% na petista
Índice de brancos e nulos quase dobraram na cidade de São Paulo em relação aos votos de 2008

José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) farão o 2.º turno em São Paulo. O tucano teve 30,75% dos votos válidos, ante 28,98% do petista. Em números absolutos, foram 1.884.849 votos para Serra, e 1.776.317 para Haddad. Celso Russomanno (PRB) ficou em terceiro, com 21,6% dos votos, e Gabriel Chalita (PMDB), em quarto, com 13,6%. Os votos brancos e nulos quase dobraram em relação aos índices de 2008 e chegaram, juntos, a 12,8%.

Será a segunda vez que PSDB e PT se enfrentam no 2.º turno paulistano, e a sexta vez seguida que um candidato petista chega ao turno final na cidade. O 2.º turno ocorrerá em 28 de outubro. O horário eleitoral recomeça esta semana, com 20 minutos de propaganda na TV por dia para cada candidato.

O modelo de divisão do eleitorado criado pelo Estadão Dados em parceria com o Ibope teve 100% de acerto. Serra ganhou em todas as zonas eleitorais antipetistas; Haddad ganhou em todas as zonas eleitorais petistas. Os dois dividiram as zonas volúveis: Haddad venceu em cinco delas, e Serra, em duas. Russomanno e Chalita não venceram em nenhuma zona eleitoral.

A divisão da cidade em zonas petista, antipetista e volúvel foi desenvolvida por Estado/Ibope com base em resultados históricos. As zonas petistas são aquelas onde os candidatos majoritários do PT em 2008 e 2010 foram os mais votados. Nas antipetistas, nenhum petista venceu nas últimas três eleições. Nas zonas volúveis, os petistas sempre alternaram vitórias e derrotas.

As zonas antipetistas têm renda média 2,5 vezes maior do que as zonas petistas. Elas formam uma área homogênea e contígua no centro expandido. As zonas petistas estão distribuídas nas periferias sul, leste e norte da cidades. As zonas volúveis ficam sempre entre as petistas e as antipetistas e formam uma área de transição econômica e política.

Neste 1.º turno, Serra conseguiu 42% dos votos válidos no conjunto das zona antipetistas, contra apenas 21% de Haddad. Russomanno ficou em terceiro nessas áreas, com 18%, e Chalita, em quarto, com 14%. A zona antipetista foi responsável por 51% do total de votos válidos.

A zona petista contribui com 38% dos votos válidos totais desta eleição. Haddad ficou com 39% dos votos válidos na zona petista, contra 27% de Russomanno, 17% de Serra e 13% de Chalita. O candidato do PT obteve proporcionalmente bem menos votos do que Marta Suplicy (PT) nessa área. Ela chegou a 51% em 2008.

Maiores vitórias. Da zona volúvel vieram os 11% restantes dos votos em candidatos. Nessas sete zonas eleitorais, o resultado consolidado foi uma vitória de Haddad, com 30% dos votos válidos, seguido de Serra, com 27%, Russomanno com 23% e Chalita com 15%. A maior vitória de Serra ocorreu na zona eleitoral do Jardim Paulista, na região oeste. O tucano ficou com 67% dos votos válidos. A maior vitória de Haddad foi na zona eleitoral de Parelheiros, na zona sul. O petista conquistou 47% dos votos válidos.

Médicos suspendem atendimento a planos de saúde por até 15 dias


Brasília – Médicos em todo o país vão suspender o atendimento a pacientes de planos de saúde por um período de até 15 dias. O protesto, na maioria dos estados, está previsto para começar na próxima quarta-feira (10).
Esta é a quarta paralisação anunciada pela categoria em dois anos. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), serão suspensas apenas consultas e cirurgias eletivas – serviços de urgência e emergência não serão afetados.
Sete unidades federativas anunciaram a suspensão do atendimento a todas as empresas de saúde suplementar do país. Em oito estados, o protesto vai atingir apenas operadoras de planos locais. Há ainda sete estados que irão realizar assembleias para definir os planos a serem atingidos.
Além do reajuste de honorários de consultas e outros procedimentos, a pauta de reivindicações inclui a inserção, em contrato, dos critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da intervenção dos planos na relação médico-paciente.
De acordo com o vice-presidente do órgão, Aloísio Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas atualmente fica entre 14% e 18%.

“Defasou muito e está bem aquém da própria necessidade de sobrevivência do médico no consultório”, disse. “Vivemos um conflito permanente com os planos de saúde. Os quase 50 milhões de usuários estão em um gargalo de atendimento médico. Os planos não credenciam mais serviços ou mais médicos por contenção de custos”, completou.
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, entre 2003 e 2011, a receita das operadoras cresceu 192%, enquanto o valor médio pago por consulta aumentou 65%. Cálculos da própria categoria, entretanto, indicam que o reajuste foi 50%.
“A ANS suspendeu mais alguns planos por conta do tempo de espera. As emergências estão superlotadas, praticamente igual ao Sistema Único de Saúde (SUS). O mercado de saúde suplementar não atrai mais o médico, eles estão saindo. A situação vai piorar”, ressaltou Tibiriçá.
Para o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB),  Lairson Vilar, as operadoras têm “boicotado” tratamentos de alto custo, reduzindo períodos de internação e dificultando exames mais caros. Segundo ele, estudo feito em São Paulo indica que dois em cada dez usuários de planos de saúde têm procurado o serviço público no lugar das clínicas credenciadas. “É impossível oferecer um serviço de qualidade face a um desequilíbrio tão grande”, destacou.

Estados
Planos alvos
Período de suspensão de atendimento
Acre
Todas as operadoras
10 a 17 de outubro
Alagoas
Assembleia prevista para 08/10

Amapá
Não haverá suspensão de atendimento

Amazonas
Todas as operadoras
15 de outubro
Bahia
Hapvida, Amil/Medial, SulAmérica, Cassi, Petrobras, Geap, e Golden Cross
10 a 19 de outubro
Ceará
Não haverá suspensão de atendimento

Distrito Federal
Não haverá suspensão de atendimento

Espírito Santo
Assembleia prevista para 08/10

Goiás
Amil, Cassi, Capesep, Fassincra, Geap, Imas e Promed
17 a 19 de outubro
Maranhão
Unimed, Unihosp, Hapvida, Conmed, Saúde Bradesco, Multiclinica e Geap
10 a 24 de outubro
Mato Grosso
Grupo Unidas
11 de outubro
Mato Grosso do Sul
Todas as operadoras
10 a 17 de outubro
Minas Gerais
Todas as operadoras
10 a 18 de outubro
Pará
Não haverá suspensão de atendimento

Paraíba
Assembleia prevista para 10/10

Paraná
Assembleia prevista para 08/10

Pernambuco
Saúde Bradesco, SulAmérica, Itaú Unibanco, Allianz, AGF, AIG e Hapvida
16 a 19 de outubro
Piauí
Todas as operadoras
10 a 14 de outubro
Rio de Janeiro
Assembleia prevista para 10/10

Rio Grande do Norte
Todas as operadoras
10 de outubro
Rio Grande do Sul
Cabergs, Saúde Caixa, Geap, Centro Clínico Gaúcho, DoctorClin e SulAmérica
15 a 17 de outubro
Rondônia
Todas as operadoras
15 a 17 de outubro
Roraima
Não haverá suspensão de atendimento

Santa Catarina
Agemed, planos de saúde regionais e todos os planos do grupo Unidas
15 a 19 de outubro
São Paulo
Golden Cross, Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristovão, Seisa, Tempo Assist (Gama Saúde e Unibanco), Trasmontano e Universal
10 a 18 de outubro
Sergipe
Assembleia prevista para 08/10

Tocantins
Assembleia prevista para 08/10

Fonte: CFM
Por Paula Laboissière Agência Brasil

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