sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mariana recebe doações e voluntários para ajudar vítimas de desabamento

Após o rompimento de duas barragens em Bento Rodrigues ontem (5), diversas entidades e voluntários se mobilizam para receber donativos e acolher as vítimas, que passam de 500. De acordo com a prefeitura de Mariana, as prioridades são doações de materiais de uso pessoal como escovas de dente, toalhas de banho, copos, talheres e pratos descartáveis, além de água potável.

Para doações fora do município, a prefeitura de Mariana disponibilizou uma conta bancária no Banco do Brasil através do CNPJ: 18.295.303/001-44, Agência: 2279-9, Conta Corrente: 10.000-5. Moradores da cidade podem levar os donativos durante todo o dia ao Centro de Convenções Alphonsus Guimaraens, na Rua Avenida Getúlio Vargas, s/n, Centro.

Para as famílias da região que estiverem dispostas a acolher desabrigados, é necessário preencher um cadastro de voluntários que está sendo feito na Arena Mariana, na Avenida do Contorno, no centro.

Em Ouro Preto, cidade vizinha a Mariana, doações estão sendo recolhidas na Câmara de Vereadores. A prefeitura da cidade disponibilizou veículos para buscar as doações de moradores de Ouro Preto e encaminhar até Mariana. O telefone para contato é 31 3552-8500.

Rejeito de mineradora não é danoso à saúde, diz Samarco


A Samarco Mineração informou hoje (6) que o rejeito que estava depositado nas represas das barragens que se romperam em Mariana (MG) não são danosos à saúde. “O rejeito é inerte. Ele é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do beneficiamento do minério de ferro e não apresenta nenhum elemento químico que seja danoso à saúde”, diz a empresa em nota.

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Sisema) informou que as consequências para o meio ambiente serão identificadas assim que a Defesa Civil liberar o local para averiguações. “As causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo governo de Minas, sendo que as medidas cabíveis vão ser tomadas”.

O diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, disse, no comunicado, que assim que o rompimento das barragens foi identificado, a Samarco imediatamente acionou seu Plano Emergencial de Barragens, atuando, juntamente com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e outras instituições competentes. Foram colocadas em prática todas as ações previstas nesse plano, acrescentou Vescovi, em vídeo divulgado pela empresa.
As operações da Samarco na unidade de Germano estão paralisadas. Localizadas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, as barragens de Fundão e Santarém se romperam na tarde dessa quinta-feira (6), inundando a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração.

“Estamos mobilizando todos os esforços para dar prioridade ao atendimento e à integridade das pessoas que estavam trabalhando no local ou que residem próximo das barragens. Igualmente, não estamos medindo esforços para a contenção de danos ambientais”, afirmou Vescovi.
De acordo com a nota da empresa, neste momento não há confirmação das causas e da completa extensão dos danos. “Investigações e estudos apontarão as reais causas do ocorrido”.

Licenças de operação
O comunicado diz ainda que as barragens da Samarco são compostas por quatro estruturas: barragens de Germano, Fundão, Santarém e Cava de Germano e que todas têm licenças de operação concedidas pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental. “A última fiscalização ocorreu em julho de 2015 e indicou que as barragens encontravam-se em totais condições de segurança”.

A Samarco informou também que faz inspeções próprias, conforme a Lei Federal de Segurança de Barragens, e conta com equipe de operação em turno de 24 horas para manutenção e identificação de qualquer anormalidade.

Pelo menos 13 pessoas seguem desaparecidas após rompimento de barragens em MG

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou hoje (6) que pelo menos 13 pessoas seguem desaparecidas, após o rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana.

Ainda de acordo com boletim da corporação, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, está reunido com autoridades do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do estado.

Uma coletiva de imprensa deve ocorrer às 14h30 na Arena Mariana, local onde estão sendo coletados donativos para as vítimas da tragédia.

As barragens do Fundão e de Santarém, pertencentes à empresa, romperam ontem por volta das 16h30 e inundaram a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração.

Barragens como essas são feitas para reter os resíduos sólidos e água dos processos de mineração. O rejeito é material que deve ser armazenado para proteção do meio ambiente.

Informações secretas indicam que bomba causou queda de avião russo

Informação interceptada por investigadores norte-americanos e britânicos indica que uma bomba poderá ter sido levada para o avião russo que caiu no Egito na semana passada, divulgou hoje (6) a imprensa britânica.

O jornal The Times disse que a informação surgiu quando uma operação conjunta dos serviços secretos dos dois países “utilizou satélites para descobrir comunicações eletrônicas” entre os militantes do grupo radical Estado Islâmico na Síria e no Egito, sem citar a fonte da informação.

“O tom e conteúdo das mensagens convenceram os analistas de que uma bomba foi colocada a bordo por um passageiro ou integrante do pessoal de terra do aeroporto”, acrescenta o jornal, a quem recentemente foi dado um raro acesso às comunicações da agência de espionagem britânica GCHQ.

Segundo o Daily Telegraph, “espiões britânicos interceptaram mensagens que mostravam que os extremistas do Estado Islâmico no Iraque e do Levante, nome utilizado inicialmente pelo grupo, tinham planejado um grande ataque terrorista na região”.

O correspondente da BBC para a área de segurança, Frank Gardner, disse que os serviços de segurança britânicos suspeitam que alguém com acesso ao compartimento de bagagem do avião colocou uma bomba no local pouco antes da decolagem.

Os jihadistas do Estado Islâmico reivindicaram a autoria do desastre.

Uma porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, não quis comentar as notícias, afirmando que o governo não dará detalhes sobre questões dos serviços secretos.

As administrações norte-americana e britânica declararam ser possível que um explosivo tenha causado a queda do avião, que saiu de Sharm El Sheikh com destino a São Petersburgo, na península do Sinai, matando todas as 224 pessoas a bordo.

O Egito e a Rússia pediram paciência antes de tirar conclusões até que os resultados da investigação sejam conhecidos.

Lama de barragens rompidas atinge cidade a 60 km de Mariana

A lama e a sujeira liberadas após o rompimento de duas barragens em Mariana (MG) atingiram a cidade de Barra Longa, distante 60 quilômetros do local da tragédia. Em entrevista à Agência Brasil, o prefeito Fernando Carneiro informou que o município está completamente inundado e que pelo menos três povoados estão isolados.

Segundo ele, cerca de 50 casas localizadas na parte mais baixa da cidade foram danificadas depois que o Rio Gualaxo do Sul transbordou. Na zona rural, uma residência foi completamente destruída. “A pessoa saiu de lá só com a roupa do corpo”, contou Fernando Carneiro. “Estamos sem acesso a três povoados porque perdemos três pontes e só se chega de helicóptero agora.”

Ainda de acordo com o prefeito, os moradores não esperavam que os estragos pudessem chegar até Barra Longa e foram surpreendidos pelo aumento repentino no nível do rio. “A última enchente que tivemos foi em 1979. Neste momento, não estava nem chovendo por aqui. Graças a Deus, parece que não tivemos vítimas”, disse.

Perdas
Também por telefone, o comerciante Flávio Pereira, 65 anos, contou que a casa onde mora, na praça principal de Barra Longa, foi tomada pela lama e pela sujeira que desceram pelo rio. “Perdi todos os meus móveis. Quarto, copa, sala, tudo foi tomado por um barro vermelho, pedaços de madeira, bambuzal. Arrancou até porta de armário.”

A mulher e a filha de Flávio deixaram a casa apenas com a roupa do corpo. A família, segundo ele, perdeu também sua principal fonte de renda – materiais para artesanato. “Perdemos tudo. Foi um prejuízo total, já que a cidade é muito pequena”, contou. “Não avisaram ninguém. Se tivessem avisado, eu tinha retirado meus bens. E dava tempo de terem avisado porque a lama chegou aqui de madrugada. Dava tempo de todo mundo sair.”

Observatório sismológico da UnB registrou abalos sísmicos na região de Mariana

A região do município de Mariana (MG), onde duas barragens da mineradora Samarco romperam na tarde desta quinta-feira (5), registrou cerca de dez abalos sísmicos, segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Dois deles puderam ser sentidos, já os demais eram de menor magnitude.

Para o professor do observatório, George Sand França, não há informações que comprovem a ligação entre os abalos e as causas do rompimento das barragens. “É uma região que tem atividade sísmica”, disse, explicando que aspectos como detonações para extração de minérios ou eventos naturais podem causar os abalos.

Na tarde de ontem (5), o observatório da UnB registrou os dois abalos principais: o primeiro às 14h02, com magnitude 2,5 graus na Escala Richter, e o segundo às 14h03, com 2,7 graus de magnitude. Os outros abalos próximos à região tiveram magnitude inferior aos 2,5, segundo o professor.

Chega a 500 número de pessoas resgatadas após rompimento de barragens em Mariana

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou hoje (6) que cerca de 500 moradores de áreas afetadas pelo rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Mariana (MG), já foram resgatados pela corporação. No total, 105 bombeiros e 20 viaturas estão em Bento Rodrigues, área rural onde ocorreu o acidente.

De acordo com o comunicado, as vítimas primeiramente tomam banho, para a retirada de resíduos de ferro, e, em seguida, são encaminhadas para unidades de saúde da região.

A corporação informou ainda que quatro feridos – dois adultos e duas crianças – foram resgatados e levados para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Três helicópteros auxiliam nos trabalhos e duas retroescavadeiras estão sendo usadas para abrir passagem e permitir acesso aos locais mais afetados pela tragédia.

De acordo com boletim atualizado na manhã de hoje pelo Hospital Monsenhor Horta, em Mariana (MG), seis pessoas receberam alta e uma permanece internada. A unidade de saúde recebeu, até o momento, oito vítimas da tragédia. Uma delas já chegou morta ao local.

Barragens de rejeito, como a que se rompeu em Minas, são feitas para reter os resíduos sólidos e água dos processos de mineração. O rejeito é o material que deve ser armazenado para proteção do meio ambiente.

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