quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Senado aprova exigência de aulas de moral e ética nas escolas


Projeto, que segue para a Câmara, prevê as aulas para ensinos fundamental e médio

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que inclui duas novas disciplinas obrigatórias nos currículos dos ensinos fundamental e médio: Cidadania Moral e Ética e Ética Social e Política. A proposta segue para exame da Câmara dos Deputados.

O autor do projeto, senador Sergio Souza (PMDB-PR), argumenta que as novas disciplinas seriam importantes para "resgatar valores éticos e morais" na formação dos cidadãos.

A proposta havia sido aprovada anteriormente em decisão terminativa na provada anteriormente na Comissão de Educação, Cultura e Esporte. O relator da matéria foi o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que apontou o "esvaziamento ético" do país.

Mas requerimento apresentado pelo líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e assinado por mais oito senadores, levou o texto a votação também pelo plenário. O Ministério da Educação manifestou descontentamento com o projeto, sob o argumento de evitar "inchaço" da grade curricular.

Na avaliação de Cristovam Buarque, no entanto, dada a desagregação social, representada pela atual crise de valores humanos, faz-se necessário que a escola oriente a formação do caráter dos jovens, fortalecendo a formação dada no núcleo familiar. É imprescindível, segundo o relator, que todos possuam uma visão crítica dos principais fatos sociais e políticos, que conheçam os ditames básicos da democracia, "sem filtros ideologizantes", como apenas a escola pode apresentar.

Projeto autoriza uruguaios a plantar maconha em casa e em clubes



Reuters
Um projeto apresentado na quarta-feira no Congresso uruguaio autoriza os cidadãos a cultivarem maconha em suas casas ou em clubes, mas preserva para o Estado o controle sobre o comércio desde o cultivo até os consumidores.

O uso da maconha e de outras drogas já é legal no Uruguai, um dos mais seguros países da América Latina, e pioneiro em legislações liberais. O cultivo e venda, no entanto, continua sendo ilegal.

O presidente José Mujica, um ex-guerrilheiro de esquerda, diz que o projeto contribui para desmantelar as quadrilhas de traficantes e a combater a pequena criminalidade. Críticos dizem que a legalização pode atrair mais uruguaios para drogas mais pesadas.
"A ideia é conceder licenças para a produção, distribuição, armazenamento e para o varejo. Não dissemos que isso irá ser feito pelo setor público ou privado, o governo irá decidir isso", disse o deputado governista Sebastián Sabini, presidente da comissão parlamentar sobre drogas e dependência.

O projeto, que o governo espera colocar em vigor até o ano que vem, diz que o Estado será o responsável por gerir e regulamentar o comércio de maconha desde o cultivo até a distribuição.

O governo tem maioria na Câmara e no Senado, o que deve levar à aprovação do projeto, dando ao Uruguai uma das mais liberais legislações do mundo sobre drogas.

Cada moradia poderá ter até seis plantas de maconha, ou até 480 gramas da droga, conforme o projeto apresentado à comissão. Pelo projeto, consumidores de maconha poderão comprar até 40 gramas por mês. Clubes poderão reunir até 15 membros, mantendo 90 plantas com uma produção anual de até 7,2 quilos.
(Reportagem de Malena Castaldi)

Defesa de Bruno diz que taxista levou Eliza a hotel em SP



Um dos advogados do goleiro Bruno Fernandes, Francisco Simim, disse nesta quarta-feira que ele ou o colega Rui Pimenta deverão ir a São Paulo até a sexta-feira para verificar informações passadas por um taxista que teria visto Eliza Samudio ainda em 2010. Segundo Simim, o homem disse que levou a ex-amante de Bruno até um hotel, e que durante o trajeto ela ainda conversava com uma pessoa que seria a mãe dela. O fato teria ocorrido depois de 4 de junho de 2010, dia em que Eliza foi dada como desaparecida.

O advogado disse, ainda, que o objetivo da viagem é tentar reunir provas de que Eliza realmente passou pela capital paulista. "Documentos de check-in do hotel, recibos, o que tiver", disse Simim. A intenção da defesa é tentar provar que Eliza está viva, e que portanto não teria sido morta pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, a mando de Bruno e o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.

A nova tese apresentada pela defesa de Bruno confirma, segundo os advogados, esta possibilidade, já que no início da semana Rui Pimenta revelou que recebeu uma carta supostamente escrita pelo padrasto de Bruno na qual ele dizia ter ajudado Eliza Samudio a deixar o Brasil pela fronteira com a Bolívia. Para Pimenta, Eliza provavelmente está no leste europeu, versão contestada pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos Castro. "O doutor Rui Caldas Pimenta antes dizia que ela estava morta. Agora vem com essa", disse ele.

Durante a fase de instrução do processo na Justiça, Bruno já havia declarado que Eliza teria sido levada por Macarrão até um ponto de táxi em Belo Horizonte, e dado a ela R$ 50 mil para que ela refizesse a vida em outro lugar, versão também contestada pela promotoria.

O caso Bruno
Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A então mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.

No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola serão levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.

Via Portal Terra - Ney Rubens - Direto de Belo Horizonte

PT diz que STF usou teoria nazista para julgar José Dirceu

Nota de repúdio foi divulgada em uma reunião na sede do partido em São Paulo
Foto: Hermano Freitas/Terra

Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou no final da tarde desta quarta-feira, na sede nacional da legenda, em São Paulo, uma nota em que repudia o julgamento do mensalão. De acordo com um dos cinco pontos do documento, endossado por toda a Executiva Nacional, o Supremo Tribunal Federal usou uma teoria de Direito "nascida na Alemanha nazista" para julgar e condenar o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Ainda no texto desta nota, que representa a posição oficial do PT e não teve interferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o presidente do Diretório Nacional, Rui Falcão, a Corte "não garantiu o amplo direito de defesa" aos réus, "deu valor de prova a indícios" e "fez um julgamento político", além de "colocar em risco a segurança jurídica" do País.

No tópico no qual acusa o Supremo de ter feito um julgamento político, a nota diz que os ministros "confirmaram condenações anunciadas", anteciparam votos, pronunciaram-se fora dos autos e imiscuíram-se em áreas reservadas ao Legislativo e ao Executivo. "Fez política ao definir o calendário convenientemente coincidente com as eleições. Fez política ao recusar o desmembramento da ação e ao escolher a teoria do domínio do fato para compensar a escassez de provas", diz o partido.

Em entrevista coletiva, Rui Falcão afirmou que a coincidência das datas do julgamento com as eleições também foi uma "partidarização do processo". "Disseram, quando os ministros foram nomeados, que seria uma partidarização e submeter o Supremo às decisões do Executivo. A partidarização foi a escolha das datas", declarou o presidente petista.

A nota, de cinco páginas, finaliza dizendo que "não houve compra de votos" e nem "pagamento de mesada" a parlamentares, conclamando a militância a "mobilizar-se em defesa do PT" e das "bandeiras do partido".

Aprovada por todos os dirigentes da Executiva Nacional, reunidos desde as 16h na sede do partido, a nota busca alinhar todas as posições das diversas correntes petistas contra a condenação dos líderes após o escândalo de corrupção.

Para o Secretário de Comunicação da legenda, André Vargas, a condenação do STF não julga o partido, mas assim mesmo deve haver uma mobilização contrária às condenações. "Temos uma interpretação dos fatos. O PT não se sente julgado. Mas é um partido naturalmente mobilizado, então deve reagir", disse.

Está programado pelo grupo Diálogo Petista um ato em defesa da legenda no próximo dia 24 de novembro com a presença do ex-presidente José Genoino, condenado a seis anos de reclusão. De acordo com o panfleto que convoca a militância para a manifestação, que será às 18h no Sindicato dos Engenheiros, o objetivo é repudiar o que é chamado de "julgamento de exceção" e a "escalada" das "forças reacionárias", que, no entanto, "foram derrotadas nas urnas".

Via Portal Terra - Hermano Freitas - Direto de São Paulo

Votação do Marco Civil da internet pode ficar para 2013

Para Alessandro Molon (PT-RJ), relator, é fundamental aprovar o projeto 
Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara/Divulgação

A votação do Marco Civil da Internet, projeto de lei que pretende criar direitos e deveres para usuários, governo e internautas e funcionar como uma espécie de "constituição" da rede, pode ficar para o ano que vem. Isso porque deputados da oposição querem esperar o fórum da União Internacional de Telecomunicações (UIT) da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorre em dezembro em Dubai. Já o relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), acredita que o projeto possa ser votado na próxima semana e afirma que o texto tem o apoio do governo federal.

"Eu acho prudente esperar o que vai ser decidido nessa reunião para poder votar (o projeto). A internet é um campo sem fronteiras, e essa conferência vai definir posicionamentos globais. O Brasil não pode se achar mais importante que um fórum pilotado pelas Nações Unidas. Acredito que seria interessante aguardar e ver o que vai acontecer, para não ter que refazer toda a legislação depois", afirmou ao Terra o deputado Pauderney Avelino (AM), vice-líder do DEM na Câmara.

O relator do projeto acredita que esperar decisões de Dubai é uma "posição de colônia". "O Brasil não deve esperar Dubai. A gente deve votar a lei imediatamente, e não aguardar para adotar uma decisão de fora. O Brasil tem que assumir a liderança e dar a sua visão de internet para o resto do mundo", afirma o deputado.

O projeto estava na pauta de votação do plenário da Câmara na terça-feira, mas foi adiado pela quarta vez, sem acordo. O principal ponto de discórdia é o que trata da neutralidade da internet, que diz as empresas devem tratar todos os usuários da rede igualmente, sem dar preferência àqueles que pagam pacotes mais caros, nem dar preferência a determinado serviço em detrimento de outros.

"É fundamental aprovarmos o projeto para a neutralidade da rede e a liberdade de expressão, e contrabalançar a pressão que as forças contrárias, principalmente as companhias telefônicas, estão fazendo contra o projeto", disse Molon.

"A questão do artigo da neutralidade é uma coisa que precisa ser resolvida. Estamos aguardando o que vai ser proposto de alteração, temos opiniões das mais variadas de operadoras de telefonia e produtoras de conteúdo, cada uma alegando que tem razão", disse Pauderney, que afirma que a oposição não está fazendo força contra o projeto. "O próprio governo não quer votar", disse.

Durante as discussões do projeto, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, chegou a discordar do texto e afirmar que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deveria regulamentar as exceções à neutralidade. Já Molon defende que essas exceções devem ser reguladas por decreto presidencial, menos suscetível à pressão das operadoras. "Essa questão com o governo está superada. O texto vai a plenário e o governo apoia", disse Molon.
Por Ismael Cardoso | Via Porta Terra

Filho de Lula perde nova disputa na Justiça e fica sem indenização



O filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, sofreu mais uma derrota na Justiça nesta quarta-feira (14) no processo em que pedia uma indenização por danos morais do jornalista Cláudio Humberto.

Após a publicação da reportagem no site do próprio jornalista, o filho do ex-presidente entrou na Justiça para pedir ressarcimento por danos morais. 

O autor, chamado na matéria de "Lulinha", alegava que a notícia veiculada no site era ofensiva e o expôs ao desprezo público por indicar a cidade em que nasceu e onde tem família radicada.

A 3ª Turma do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) negou recurso especial a Fábio, que tentava reverter uma decisão do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios), que já havia julgado a ação improcedente.

Segundo o juiz da 2ª Vara Cível de Brasília, a matéria em si não demonstrava a intenção de ferir a honra do autor, tratando-se de veiculação de notícia amplamente divulgada pela imprensa. Já a 6ª Turma Cível do TJDFT ratificou a decisão.

— Não se extraindo do texto veiculado na Internet referências injuriosas ou caluniosas sobre o autor, mas simples narrativa de fatos, cumprindo a relevante missão constitucional de informar a opinião pública, não há como se pretender a condenação por suposto dano moral. Não há ofensa à honra quando a intenção é apenas informar o cidadão acerca dos fatos que cercam a vida da pessoa noticiada.

O STF teve o mesmo entendimento e entendeu que a matéria que narrava a suposta compra de uma mansão pelo autor não extrapolou os limites do exercício do direito de informar sobre assunto de interesse público nem teve a intenção de caluniar ou difamar o autor da ação.

O apelido “Lulinha” não possui carga difamatória e a notícia de Cláudio Humberto se baseou em reportagens anteriormente publicadas por outros veículos de comunicação, afirmou o ministro relator do processo no STJ. 
Do R7

Governo dos EUA mantém embargo a Cuba, contra a opinião pública mundial


Mesmo com a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) de suspender o embargo econômico, comercial e financeiro a Cuba, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Mark Toner, disse que o governo manterá a medida em vigor. Desde 1962, Cuba é submetida às restrições por parte dos Estados Unidos. Na quarta-feira, 188 países defenderam o fim do embargo, inclusive a delegação do Brasil.

- Nossa política continua em vigor. Nossa política está focada em criar melhores laços com o povo de Cuba – disse o porta-voz. “(O governo norte-americano) não vai mudar a política em relação ao país”.

A resolução da ONU, que recomenda o fim do embargo econômico, comercial e financeiro a Cuba, foi aprovada por 188 votos a favor, 3 contra ( Estados Unidos, Israel e a República de Palau) e 2 abstenções (Ilhas Marshall e Micronésia). Há 21 anos, a instituição condena a medida.

A resolução alerta também para a preocupação com os efeitos da manutenção do embargo na população cubana, que sofre restrições e uma série de prejuízos. Durante a sessão, representantes de vários países  manifestaram-se. Recentemente, no Peru, a presidenta Dilma Rousseff criticou o embargo e defendeu o fim das restrições.

De acordo com estimativas de Cuba, o embargo imposto em fevereiro de 1962, tem causado prejuízos para a economia acima de US$ 1 trilhão, tanto econômicos quanto sociais.
Via Correio do Brasil

Ministro defende que Anatel regule neutralidade na internet



O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu na terça-feira que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem condições de fiscalizar e regular a neutralidade da rede, prevista no Marco Civil daInternet, que teve votação adiada após pressão dos provedores. Nesta quarta-feira, o presidente da Oi, Francisco Valim, criticou o marco alegando existir “assimetria” na proposta.

- A gente acha que tem que ter uma simetria: ou ninguém pode ou todo mundo pode. Por que o Google é mais crível que a Oi para administrar informação do cliente? – questionou.

O princípio da neutralidade da rede proíbe que as empresas que viabilizam a conexão à rede mundial de computadores privilegiem, por meio de acordos comerciais, sites que paguem para ter suas páginas acessadas com maior velocidade. O Artigo 9º do Projeto de Lei 2.126/2011 estabelece que o responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicativo utilizado na comunicação.

Na prática, isso quer dizer que a empresa de conexão não poderá facilitar o acesso a determinados endereços em detrimento de outros.
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto disse que deputados precisam escolher entre usuários ou provedores

- A Anatel é a agência reguladora do setor de telecomunicações e tem todas as condições de fazer isso. É uma agência com servidores de carreira, os conselheiros são selecionados publicamente e sabatinados pelo Senado, tem regras de governança, tem obrigação de transmitir suas sessões ao vivo, faz prestação de contas. Então, eu não vejo problema – disse, após participar do 1º Fórum Novo Brasil, Desvendando a Classe Média, na capital paulista.

Bernardo disse ainda não concordar que um órgão que não seja público atue junto ao governo ditando regras. “Não se pode colocar em uma lei que um órgão não governamental vá dizer para nós o que tem que ser feito.”

O Marco Civil da Internet estabelece direitos de usuários e responsabilidades de provedores e servirá de base para leis e futuras decisões envolvendo a internet no Brasil. A neutralidade é defendida para evitar a concorrência desleal entre as operadoras e provedores, favorecendo a liberdade de escolha do consumidor.

Sobre a Lei de Comunicação Digital, Bernardo disse que o assunto está parado, pendente de uma decisão do governo. Ele disse ser favorável à existência de uma regulação para o direito de resposta na imprensa seguindo artigos da Constituição. “Acho importante frisar isso porque, às vezes, vejo dirigentes nossos falando sobre isso e claramente vejo que a pessoa quer um direito de resposta e fala em regulação da mídia. Se uma revista, um jornal faz uma matéria esculhambando com você, você tem que procurar seus direitos na Justiça”.

O ministro garantiu que não existirá uma lei regulamentando a mídia e controlando o conteúdo. “Não podemos confundir as coisas, não podemos e não faremos lei para controlar o que os veículos de comunicação dizem”, ressaltou.
Via Correio do Brasil

Militância estranha silêncio do PT sobre condenação a Dirceu e inicia movimento



Amigos do ex-ministro José Dirceu e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) lançaram, nesta quarta-feira, pelas redes sociais, um movimento contra a condenação do líder político a 10 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como o processo do ‘mensalão petista’. Com as hashtags (hiperlinks dentro da rede e indexáveis pelos mecanismos de busca) #SomosTodosMilitantes e #SomosTodosZéDirceu, os manifestantes começaram a divulgar na internet convocações para passeatas e atos públicos em todo o país. Companheira do militante de esquerda, a relações públicas Evanise Santos foi a primeira a afirmar que irá às ruas protestar contra a sentença do Supremo Tribunal Federal.

– Pediram para esperarmos as eleições, depois a dosimetria. Pronto, agora não falta nada e chegou a hora, eu vou para a rua como militante porque não é justo o que estão fazendo com o Zé – disse Eva, como é carinhosamente chamada por Dirceu, em conversa com jornalistas.

Ela contou, ainda, que a pena de mais de uma década de prisão era aguardada:
– Sabíamos que seria uma pena dura como esta, porque veja o que estão fazendo com essa história de obrigar a entregarem o passaporte. Sabem que o Zé não vai fugir, até porque já alertaram até a Polícia Federal. Mas retiveram o documento só para espezinhá-lo – pontuou.
A pena imputada a Dirceu significa o cumprimento do mínimo de um ano e nove meses em regime fechado, em presídio ainda não definido.
– Se tiver visita todos os dias, pode ter certeza de que todos os dias eu estarei lá. Vou ficar ao lado do Zé porque acredito na inocência dele – prometeu Evanise.

No campo jurídico, Dirceu também iniciou uma intensa movimentação no sentido de mostrar aos ministros da Suprema Corte que é inválido o argumento aplicado para a sua condenação, o do “domínio do fato”, ou seja, que ele não teria como não saber do que se passava no PT à época das ações realizadas pelo publicitário Marcos Valério. Os advogados de defesa de Dirceu procuraram o jurista alemão Claus Roxin, um dos autores da teoria usada pelo STF e pediram a ele um parecer jurídico sobre o caso.

Roxin já havia comentado, por meio de um dos jornais que integram o matiz conservador da mídia brasileira, que indícios de que um réu poderia, por sua posição hierárquica, decidir sobre a realização de um crime não bastariam para condená-lo. Seria preciso provar que ele emitiu ordens e, no caso de Dirceu, estas provas simplesmente inexistem, como admitiu o próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em sua peça acusatória. José Luis Oliveira Lima, advogado de Dirceu, está com viagem planejada à Alemanha para um encontro com Roxin.

Solidariedade
Diante da pena aplicada, cientes de que se trata de um empecilho praticamente intransponível à carreira política de Dirceu, a solidariedade ao ex-guerrilheiro e fundador do PT foi imediata. Dirceu estava no Rio de Janeiro, hospedado na casa do produtor Luiz Carlos Barreto, quando soube da decisão tomada no STF. Ligaram para ele o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o publicitário Duda Mendonça, que foi absolvido no caso, e o ministro Gilberto Carvalho, secretário da presidenta Dilma Rousseff, entre outros.

Um artigo, assinado pelo jornalista Breno Altman, diretor do sítio Opera Mundi, e publicado na mídia independente brasileira, no entanto, estranhou o silêncio até aquele momento dos parlamentares e dirigentes do PT. Segundo Altman, “o ministro Joaquim Barbosa (…) praticamente concluiu sua tarefa como relator, às vésperas de assumir a presidência do STF, com um burlesco golpe de mão. Aparentemente para permitir que Ayres Britto pudesse votar na dosimetria dos dirigentes petistas, subverteu a ordem do dia e antecipou decisão sobre José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Apenas a voz de Ricardo Lewandovski se fez ouvir, em protesto à enésima manobra de um julgamento marcado por arbitrariedades e atropelos”.

Altman acrescenta que “talvez em nenhum outro momento de nossa história, ao menos em períodos democráticos, o país se viu enredado em tamanha fraude jurídica. Do começo ao fim do processo, o que se viu foi uma sucessão de atos que violaram direitos constitucionais e a própria jurisprudência do tribunal. A maioria dos ministros, por opção ideológica ou mera covardia, rendeu-se à sentença prescrita pelo baronato midiático desde que veio à tona o chamado ‘mensalão”.

“Os arroubos de Roberto Jefferson, logo abraçados pela imprensa tradicional e parte do sistema judiciário, serviram de pretexto para ofensiva contra o governo Lula, o Partido dos Trabalhadores e a esquerda. José Dirceu e seus companheiros não foram julgados por seus eventuais malfeitos, mas porque representam a geração histórica da resistência à ditadura, da ascensão política dos pobres e da conquista do governo pelo campo progressista”, acrescentou o jornalista.

Na análise do editor, “derrotadas nas urnas, mas ainda mantendo sob seu controle os poderes fáticos da república, as elites transitaram da disputa político-eleitoral para a criminalização do projeto liderado pelos petistas. Com a mesma desfaçatez de quando procuravam os quartéis, dessa vez recorreram às cortes. Agora, como antes, articuladas por um enorme aparato de comunicação cujo monopólio é exercido por umas poucas famílias”.

“O STF, nessas circunstâncias, resolveu trilhar o caminho de suas piores tradições. Seus integrantes, majoritariamente, alinharam-se aos exemplos fornecidos pela extradição de Olga Benário para a Alemanha nazista, pela cassação do registro comunista em 1945 e pelo reconhecimento do golpe militar de 1964. Como nesses outros casos, rasgaram a Constituição para servir ao ódio de classe contra forças que, mesmo timidamente, ameaçam o jugo secular das oligarquias pátrias”, escreveu.

Segundo Altman, “garantias internacionais, como a possibilidade do duplo grau de jurisdição, foram desconsideradas desde o primeiro instante. Provas e testemunhos a favor dos réus terminaram desprezados em abundância e sem pudor, enquanto simples indícios ou ilações eram tratados como inapeláveis elementos comprobatórios. Uma teoria presidiu o julgamento, a do domínio funcional dos fatos, aplicada ao gosto do objetivo inquisitorial. Através dessa doutrina, réus poderiam ser condenados pelo papel que exerciam, sem que estivesse cabalmente demonstrados ação ou mando”.

“Enganam-se aqueles que apostam em qualificar este processo como um problema de militantes petistas, quem sabe, injustamente condenados. José Dirceu e seus pares não foram sentenciados como indivíduos, mas porque expressavam a fórmula para colocar o PT e o presidente Lula no banco dos réus. Os discursos dos ministros Marco Aurélio de Mello, Ayres Britto e Celso de Melo não deixam dúvida disso. Não hesitaram em pisar na própria Constituição para cumprir seu objetivo”, pontuou.

O artigo também repara que “as forças conservadoras fizeram, dessa ação penal, plataforma estratégica para desgastar a autoridade do PT, fortalecer o poder judiciário perante as instituições conformadas pela soberania popular e relegitimar a função da velha mídia como procuradora moral da nação. O silêncio diante desta agressão facilitaria as intenções de seus operadores, que se movimentam para manter sob sua hegemonia casamatas fundamentais do Estado e da sociedade. Reagir à decisão da corte suprema, porém, não é apenas ou principalmente questão de solidariedade a réus apenados de maneira injusta. A capacidade e a disposição de enfrentar essa pantomima jurídica poderão ser essenciais para o PT e a esquerda avançarem em seu projeto histórico”, concluiu Altman, sobre a condenação a José Dirceu.

Via Correio do Brasil

Abusada, Gata do Paulistão deixa seio a mostra em foto no Facebook

Nesta terça-feira, a bela Lorena Bueri resolveu agradar seus fãs do Facebook com uma foto bem ousada

A Gata do Paulista, Lorena Bueri, deu um bom dia agradável para os seus fãs. Em seu perfil no Facebook, a gata começou a terça-feira (13) com uma foto para aguçar a imaginação masculina. Na foto, a morena aparece vestida apenas com um roupão em frente a um espelho. O grande detalhe é que o roupão da gata aparece um pouco aberto deixando boa parte do seu seio esquerdo a mostra.



'Não preciso estudar', diz jovem suspeito de chefiar tráfico no ES


Adolescente foi apreendido em Jacaraípe, na Serra, na Grande Vitória.
Polícia diz que ele é apontado como gerente do tráfico de drogas.

Adolescente é apontado como gerente de 
uma  quadrilha, no Espírito Santo 
(Foto: Reprodução/  TV Gazeta)
Um adolescente de 17 anos foi apreendido e dois homens suspeitos de tráfico de drogas foram presos com crack, munições e uma arma, na noite desta terça-feira (13), em Jacaraípe, na Serra, município da Grande Vitória.

De acordo com a polícia, o grupo pertence a uma quadrilha de traficantes. O adolescente e os detidos foram levados para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ), do mesmo município.

O soldado Malta, da PM, disse que o grupo foi preso durante um patrulhamento no Bairro das Laranjeiras. Segundo o militar, o menor foi o primeiro a ser detido e, em seguida, levou a polícia aos outros dois homens. O soldado também disse que o menor era quem estava a frente do tráfico, na região.

Fora da escola, o adolescente disse que não pensa em sair do crime. "Não Preciso estudar não, porque, no tráfico eu ganho mais", disse o menor.

O soldado informou que um dos homens presos, que é subordinado ao adolescente, é suspeito de assassinar o filho de um sargento, mas, para a polícia, o preso negou qualquer envolvimento com o homicídio.

Além do crack, da arma e das munições, os policiais também apreenderam com eles um relógio banhado a ouro e um carregador de uma arma.

Via G1 ES


Aversão ao risco faz Bovespa voltar ao nível de setembro


O principal índice da Bolsa encerrou com declínio de 2,10%, aos 56.279,36 pontos - menor pontuação desde 4 de setembro
Pregão da Bovespa: o índice apagou os ganhos no mês e no ano, passando a registrar queda de 1,38% e 0,84%
São Paulo - Na véspera do feriado da Proclamação da República a aversão ao risco tomou conta dos negócios e levou a Bovespa a registrar uma nova queda e a perder um importante suporte, em torno dos 56.500 pontos. O cenário externo continua sendo o responsável pelo pessimismo. Logo cedo, o mercado recebeu notícias de greves em diversos países europeus contra a política fiscal adotada após a crise, queda na produção industrial da zona do euro, e recuo no PIB de Portugal e da Grécia no terceiro trimestre.

Além disso, a Espanha voltou ao foco de atenções após o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, ter sugerido no começo da tarde que está tudo bem com a Espanha. Nos EUA, os indicadores tiveram desempenhos mistos. Por aqui, o movimento levou os investidores a se desfazerem dos principais papéis que compõem o Ibovespa - Vale, Petrobras, siderúrgicas e bancos.

O principal índice da Bolsa encerrou com declínio de 2,10%, aos 56.279,36 pontos - menor pontuação desde 4 de setembro, quando fechou em 56.233,90 pontos. Com isso, o índice apagou os ganhos no mês e no ano, passando a registrar queda de 1,38% e 0,84%, respectivamente. Na mínima, o índice atingiu 56.038 pontos (-2,52%) e, na máxima 57.472 pontos (-0,02%).

Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, as incertezas sobre os Estados Unidos e a Europa - Grécia e Espanha - são grandes, mas, além disso, contribui o fato de hoje ser véspera de um feriado prolongado, em que os profissionais trabalharão em esquema de plantão. "Aqui tem a questão que ninguém fica comprado em feriado. Não é um ambiente propício para ativo de risco", ponderou, lembrando ainda que a União sindical na Europa é muito forte e que os sindicatos estão organizando um greve geral muito grande, "do tamanho de um país que tem um moeda única". O que pode trazer mais volatilidade os negócios.

Por aqui, os investidores estrangeiros resolveram vender os papéis de maior liquidez, o que levou a Petrobras e a Vale a amargarem forte queda. O papel ON da petroleira caiu 3,36% e o PN, -3,27%, em linha com o petróleo no mercado internacional. Já a ação ON da mineradora registrou declínio de 1,80% e a PNA, -1,85%.

Também registraram queda Gerdau PN (-2,60%), Gerdau Metalúrgica PN (-2,36%), Usiminas PNA (-0,09%) e Siderúrgica Nacional ON (-3,98%).
Entre as instituições financeiras, o Bradesco caiu 0,80%, Itaú Unibanco (-1,38%), o Banco do Brasil ON (-0,14%) e as units do Santander (-2,59%).

 Por Alessandra Taraborelli - Via Exame

Dilma decide enfrentar setor de energia


Presidente não estaria disposta a ceder às pressões para modificar a medida provisória que renova as concessões das empresas

A presidente Dilma Rousseff não vai ceder às pressões das empresas que estão contra as normas de renovação das concessões do setor elétrico. "A presidente mandou uma medida provisória para o Congresso e é esse texto que ela quer ver aprovado", afirmou um assessor do Palácio, ao acrescentar que o governo vai mesmo "peitar" as concessionárias.

Nas contas do governo, a decisão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) de não pedir a renovação de três de suas usinas hidrelétricas, aliada à recomendação feita pelo Conselho de Administração da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) aos acionistas da empresa para rejeitarem a renovação dos contratos terá pouco impacto sobre o objetivo principal do governo, que é reduzir a conta de luz a partir do ano que vem.

Pelas contas apresentadas para a presidente, essas duas ações vão tirar só 1 ponto porcentual da taxa média de redução da conta de luz. Em termos práticos, isso significa que o corte previsto passaria para 19%. A concentração de contratos da Eletrobrás no bloco de concessões que poderão ser renovadas antecipadamente é outro fator que fortalece a decisão do Planalto de comprar a briga com as elétricas.

O grupo detém 67,26% das usinas com concessões vencendo entre 2015 e 2017. Uma posição favorável da Eletrobrás - controlada pela União - à proposta do Planalto garantirá boa parte da redução da conta de luz desejada por Dilma.

O mercado, porém, tem outra interpretação. Para os analistas Gabriel Salas e Pedro Manfredini, do JP Morgan, a decisão do Conselho de Administração da CTEEP de não renovar a concessão dos ativos de transmissão põe em risco a meta do governo de cortar a conta de luz em 20% em 2013. "Nós pensamos que a MP está em risco de falhar em prover o esperado impulso de curto prazo para a economia", escreveram os dois analistas.

Para eles, os termos da MP 579 não oferecem nenhum incentivo para que as elétricas aceitem a renovação dos seus contratos de concessão. "Como resultado, nós esperamos que apenas a Eletrobrás será incentivada a aceitar a MP, porque nós acreditamos que a empresa, controlada pelo governo federal, tem um papel de instrumento de política que supera a busca pelo lucro."

O professor da UFRJ, Nivalde Castro, também entende que a meta da presidente de redução das tarifas pode já estar comprometida. "Na medida em que outras empresas também decidam não renovar, esse comprometimento tende a ficar maior." Na opinião dele, nas condições atuais, a melhor opção é manter a concessão até o fim. Ontem, depois do anúncio da CTEEP, as ações preferenciais da empresa subiram 9,93%.

Mas, para um auxiliar da presidente, a pressão das empresas não surtirá efeito. Segundo ele, se as concessionárias não quiserem renovar os contratos, elas terão que devolver as concessões e explicar para a população e para o Congresso por que querem manter as altas tarifas. "As empresas estavam ganhando demais."

Prazo. Relator da MP 579 no Congresso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou que não há como alterar os prazos para manifestar interesse em renovar as concessões e assinar os contratos com as novas tarifas, receitas e indenizações devidas às empresas. "Não temos como fazê-lo", afirmou, ressaltando que a MP, mesmo que ainda não tenha sido aprovada, tem força de lei. Apesar das reclamações das concessionárias e dos governadores, Calheiros mantém a intenção de votar a MP 579 até o fim de novembro na comissão especial e tentar aprová-la no Congresso antes do recesso parlamentar, em meados de dezembro.

Por Tânia Monteiro, Anne Warth / Brasília - O Estado de S.Paulo
/ colaboraram Ricardo Brito, Renée Pereira e Wellington Bahnemann


Cédula sem 'Deus' vale até R$ 2.800

MP quer tirar a frase 'Deus seja louvado' das cédulas; Sarney mandou colocá-la

O real nasceu ateu. As primeiras séries da nova moeda antes mesmo de sua circulação, iniciada em 1 de julho de 1994, saíram sem a frase “Deus seja louvado”, impressas no anverso. Agora a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão entrou com ação para que ela seja definitivamente retirada alegando que a expressão fere os princípios de laicidade do Estado e é ilegal.

As primeiras séries do real rodadas sem a frase. Ricupero era o ministro da Fazenda
A frase só voltou a ser impressa na gestão de Rubens Ricupero na pasta da Fazenda. Ele assumiu em 30 de março de 1994. A maioria das cédulas sem a expressão carrega assinatura de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso e Pedro Malan, presidente do Banco Central. O restante é assinada por ele, substituto de Cardoso e Malan, presidente do Banco Central. 

E aí que os colecionadores ficam atiçados, explica o numimatista e autor do livro "Cédulas do Brasil". Claudio Amato. A pouca quantidade de notas de R$ 100,00 sem a expressão e com assinatura de Ricupero mexe com o mercado numismático. Uma dessas notas em perfeito estado, sem dobras e marcas de uso, chega a valer até R$ 2.800, segundo Amato. O valor se explica também pela pouca quantidade de séries impressas com assinatura de Ricupero, foram apenas 3, ante 1.198 por Fernando Henrique. Cada série é composta por 100 mil notas.

Cédula de R$ 100,00 sem 'Deus seja louvado' pode valer R$ 2.800,00 Imagem: Claudio Amato/Acervo Pessoal
 Com Deus. Foi desde o cruzado, em 1986, que a frase passou a ser impressa nas cédulas. Não existe nenhuma lei que obrigue o Banco Central ou a Casa da Moeda de incluí-la. Esse é um dos argumentos da Procuradoria, além do aspecto da laicidade. Se qualquer presidente desejar colocar outra frase nas notas, não há nada que o impeça, argumenta procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias. Na caminho inverso, basta uma ordem do ministro da Fazenda ou do presidente da República para que a expressão saia. Segundo o Banco Central, foi do então presidente José Sarney a ordem para incluí-la. 

No governo Itamar Franco, quando o real surgiu não havia nenhuma ordem expressa da presidência para que a expressão voltasse. É o que noticiou o Estadão em 17 de maio de 1994. O então presidente interino e diretor de Produção da Casa da Moeda, Tarcísio Caldas Pereira, afirmou não ter recebido nenhuma determinação do Banco Central para incluir a expressão. Mas o Banco Central informa que o pedido partiu do ex-ministro Fernando Henrique Cardoso através de 'aviso do Ministério da Fazenda' do dia 30 de março de 1994, último dia de Cardoso no cargo. 

Por Carlos Eduardo Entini - Via Estadão

Em despedida, Ayres Britto diz que STF muda cultura do País


Ministro disse que chegou ao fim de seu mandato 'com saúde, alegria e entusiasmo'

BRASÍLIA - A sessão do julgamento do mensalão desta quarta-feira, 14, começou com uma homenagem de mais de 40 minutos ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto. Esta será a última sessão dele em plenário devido a sua aposentadoria compulsória no próximo domingo, quando completa 70 anos. Emocionado, Britto afirmou que o Supremo está mudando a cultura do País.

O primeiro a homenageá-lo foi o ministro Celso de Mello, decano da corte. Ele falou sobre a exigência constitucional de aposentadoria aos 70 anos e adiantou que não pretende esperar este prazo, que no seu caso expira em 2015. Celso referiu-se a Britto como um dos grandes juízes a passar pelo tribunal. "Ministro cujos julgamentos luminosos tiveram impacto decisivo na vida dos cidadãos dessa República e na vida das instituições democraticas deste país".

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante fizeram também pronunciamentos com elogios a Britto.

Na sequência, o presidente do tribunal agradeceu as homenagens, o apoio das esposas e de seus cinco filhos. Aproveitou ainda para agradecer ao ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, por sua indicação e lembrou ter atuado com Bastos e o advogado Marcelo Leonardo quando era conselheiro da OAB. Bastos e Marcelo Leonardo são advogados de José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural, e do empresário Marcos Valério, ambos condenados no mensalão.

Britto aproveitou para falar ainda sobre a atuação do tribunal. "O Supremo Tribunal Federal está mudando a cultura do país a partir dessa Constituição que quer essa mudança para melhor", afirmou o presidente. Ressaltou ainda considerar-se uma pessoa feliz. "Eu sou um homem feliz, mas muito feliz porque estou chegando ao fim do meu mandato e de meu período no Supremo com saúde, com ânimo, com alegria e com entusiasmo". 
Via Estadão


Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi