segunda-feira, 25 de novembro de 2013

STF envia cópia de processo do mensalão para o Banco do Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) atendeu a um pedido do Banco do Brasil e enviou cópia do processo para a instituição. Após análise do material o departamento jurídico poderá formular uma ação para tentar reaver recursos desviados pelo esquema.

De acordo com os autos do mensalão, R$ 73,8 milhões da cota do banco no Fundo Visanet foram repassadas para o operador do esquema Marcos Valério. Parte dos recursos, de acordo com o STF, foram usados para a compra de apoio parlamentar no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A cópia do processo foi enviada ao Banco do Brasil em três DVDs.


Unânime, OAB pede ao CNJ que investigue Barbosa



Unânime, OAB pede ao CNJ que investigue Barbosa
O documento aprovado por todos os conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobra do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal
  • Blog Dag Vulpi

    O documento aprovado por todos os conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil, presidida por Marcus Vinícius Furtado Coelho, é ainda mais grave do que uma moção de repúdio a Joaquim Barbosa; a OAB, que liderou movimentos históricos, como o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, cobra do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal; estopim da crise foi a decisão de Barbosa de substituir o juiz responsável pela execução das penas dos condenados na Ação Penal 470; saiu Ademar Vasconcelos, entrou Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB no Distrito Federal; decisão responde a uma cobrança feita, nesta tarde, no 247, pelo criminalista e ex-presidente da entidade José Roberto Batochio.

    247 - Acaba de ser aprovada, por unanimidade, pela Ordem dos Advogados do Brasil, uma decisão que ainda é ainda mais grave do que uma simples moção de repúdio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. A OAB irá cobrar do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a troca do juiz responsável pela execução das penas do chamado "mensalão".

    Após pressões de Joaquim Barbosa, repudiadas por juristas e advogados, o juiz titular da Vara de Execuções Penais, Ademar Vasconcelos, foi substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. A decisão fere direitos da magistratura e também dos réus.

    A decisão causou espanto na magistratura. "Eu espero que não esteja havendo politização, porque não vamos permitir a quebra de um princípio fundamental, que é uma garantia do cidadão, do juiz natural, independentemente de quem seja o réu", afirmou João Ricardo dos Santos Costa, presidente eleito da Associação dos Magistrados do Brasil. Segundo o jurista Claudio Lembo, já existem razões objetivas para o impeachment de Joaquim Barbosa. Os juristas Dalmo de Abreu Dallari e Celso Bandeira de Mello publicaram um manifesto em que defendem uma reação do Supremo Tribunal Federal, para que a corte não se torne refém de seu presidente.

    A OAB agiu em resposta a uma cobrança pública feita no início desta tarde por um ex-presidente da entidade, José Roberto Batochio, em reportagem publicada no 247. "Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados", disse Batochio.

    Pela primeira vez na história, o Conselho Nacional de Justiça receberá um pedido de investigação contra um ato de seu próprio presidente, uma vez que Joaquim Barbosa, como chefe do STF, acumula também o comando do CNJ.
    Leia abaixo a nota:

    Segunda-feira, 25 de novembro de 2013 às 18h23

    Salvador (BA) - O Conselho Pleno da OAB aprovou por aclamação o envio pela diretoria da entidade, de ofício requerendo a análise do Conselho nacional de Justiça (CNJ), sobre a regularidade da substituição de magistrado da Vara de Execuções Criminais. A decisão do Pleno foi motivada pela recente substituição do juiz responsável pela execução das penas da AP 470.
    Leia, abaixo, reportagem anterior sobre a cobrança feita por José Roberto Batochio:

    BATOCHIO: "SILÊNCIO DA OAB JÁ FOI ALÉM DO RAZOÁVEL"
    Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, o criminalista José Roberto Batochio cobra uma postura mais firme do atual presidente da entidade, Marcus Vinícius Furtado Coelho, em relação aos abusos cometidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e faz até uma piada: "se o chefe do Poder Judiciário pode escolher um juiz fora dos parâmetros legais porque acha que ele será mais rigoroso do que o juiz natural, deveria ser dado aos réus o direito de também escolher o juiz pelo qual querem ser julgados"; Batochio aponta "heterodoxia" no caso e critica a postura da OAB; polêmica recente diz respeito à escolha feita por Barbosa do juiz Bruno Ribeiro para tocar as prisões da Ação Penal 470

    25 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 14:34
    247 - O criminalista José Roberto Batochio, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, cobra da própria OAB uma atitude mais firme diante dos desmandos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Segundo ele, o sistema judiciário brasileiro tem dado exemplos recorrentes de "heterodoxia" na Ação Penal 470. Batochio afirma ainda que "o silêncio da OAB já foi além do razoável".

    A polêmica mais recente diz respeito à determinação feita por Joaquim Barbosa para que o juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, que conduzia as prisões da Ação Penal 470, fosse substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. Em relação ao caso, Batochio faz até uma piada. "Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados", afirma.

    A decisão, segundo Batochio, desrespeita a magistratura como um todo, uma vez que os juízes têm vários direitos assegurados, e também a defesa – uma vez que todo réu tem direito ao chamado juiz natural.

    Não custa lembrar que Barbosa tentou minar a atuação de Ademar Vasconcelos antes mesmo das prisões, uma vez que, dez dias atrás, já havia mandado as ordens de prisão para Bruno Ribeiro, que estava de férias – e não para o juiz natural.
  • Por: Brasil 247

    Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/121901/Un%C3%A2nime-OAB-pede-ao-CNJ-que-investigue-Barbosa.htm

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Cena memorável do filme - Vendo ou Alugo –


Um pastor evangélico portando uma Bíblia e uma mala cheia de dinheiro, mala essa que àquela altura ainda tinha o seu conteúdo desconhecido, adentra num cafofo que está a venda num dos morros pacificados do Rio de Janeiro. Analisando cômodo por cômodo do imóvel eis que o santo homem chega à sala. Sentadas à mesa, quatro inocentes velhinhas jogam carteado enquanto saboreiam taças de vinho, fumam suas inocentes cigarrilhas e entre uma talagada e outra sonoras gargalhadas recordam os tempos em que ainda eram moçoilas, dos amores e desamores vividos, quando de repente são severamente repreendidas pelo puritano e volumoso senhor.
 - “Isso é coisa do canhoto, e vocês estão repreendidas em nome do Senhor”. As quatro octogenárias senhoras não entenderam nada, mas a conduta do gorduroso fez com que elas o fitassem de imediato, foi quando duas daquelas senhoras, apesar da avançada idade e do vinho já bebericado naquela adorável tarde não titubeassem em aponta-lo como sendo o autor de um assalto que elas sofreram há alguns dias. De imediato o pastor, e agora também acusado de assalto vendo não haver outra alternativa, disparou:

 - “Vocês estão certas irmãs, mas fui preso e já paguei os meus pecados, e tenho que agradecê-las, pois foi atrás das grades pagando por meus erros que eu conheci Jesus, e agora estou aqui para dar-lhes o testemunho”, foi quando instintivamente uma das quatro senhoras disparou: “O que é isso moço, você está me dizendo que até Ele foi preso?”. 

Veja iguala Joaquim Barbosa à própria lei


Criticado por juristas como Celso Bandeira de Mello e Dalmo Dallari por ter conduzido de forma ilegal e arbitrária as primeiras prisões da Ação Penal 470, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é resgatado mais uma vez por Veja, que o transforma em sinônimo da própria lei; é mais um capítulo de uma marcha perigosa que tenta transformar um herói atual da publicação – que, no passado, teve registrado seu passado de agressor nas páginas da própria revista – em plenipotenciário da Justiça no Brasil, nem que, para isso, seja necessário suprimir direitos e garantias constitucionais.

247 - Há poucos dias, intelectuais, representantes da sociedade civil e juristas de peso, como Celso Bandeira de Mello e Dalmo Dallari, assinaram um manifesto contra Joaquim Barbosa, questionando seu preparo e sua boa fé (leia aqui). O motivo: na visão dessas pessoas, o presidente do Supremo Tribunal Federal cometeu ilegalidades ao executar as primeiras penas dos condenados na Ação Penal 470.

Juiz escolhido por Barbosa é filho de dirigente tucano


O plenipotenciário presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, já decidiu: vai tirar das mãos do juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, a condução das prisões da Ação Penal 470, para entregar o caso ao substituto Bruno Ribeiro. O problema: Bruno é filho de Raimundo Ribeiro (foto), ex-deputado distrital pelo PSDB, dirigente tucano no Distrito Federal e apresentador de um programa, o Tribuna Livre, onde, regularmente, ataca os réus da Ação Penal 470; presidente do STF parece decidido a matar ou morrer.

Brasília 247 - Aos poucos, Joaquim Barbosa se converte em dono do Poder Judiciário no Brasil. Neste fim de semana, a revista Veja o retrata como sinônimo da própria lei (leia aqui). E ele, animado com esta condição de plenipotenciário da Justiça, avança cada vez mais o sinal. Reportagem de ontem do jornal Estado de S. Paulo informa que Barbosa decidiu substituir o juiz titular da Vara de Execuções do Distrito Federal, Ademar de Vasconcelos, por considerá-lo benevolente com os presos (leia aqui).

É exatamente aí que começa o problema. Barbosa quer trocar Vasconcelos pelo juiz substituto Bruno Ribeiro, que, na sua visão, seria mais rígido. Há, no entanto, uma ligação política que torna essa troca ainda mais polêmica. Bruno Ribeiro é filho de Raimundo Ribeiro, dirigente do PSDB no Distrito Federal, ex-deputado distrital e apresentador do programa Tribuna Livre, onde um de seus esportes prediletos era justamente atacar os réus da Ação Penal 470. Caso se torne efetivamente o juiz responsável pelos casos de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, Bruno Ribeiro será questionado sobre o caráter de suas decisões: se técnicas, ou políticas.

Curiosamente, foi para ele que, no dia 15 de novembro, Joaquim Barbosa mandou as ordens de prisão. Bruno Ribeiro estava de férias e isso fez com que réus condenados ao regime semiaberto ficassem mais tempo presos em regime fechado.

Essa ilegalidade, em tese, poderia ensejar um pedido de impeachment do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal, segundo afirma o jurista Claudio Lembo, de perfil conservador. "Nunca houve impeachment de um presidente do STF. Mas pode haver, está na Constituição. Bases legais, há. Foi constrangedor, um linchamento. O poder judiciário não pode ser instrumento de vendetta", diz ele (leia mais aqui).

Um manifesto assinado pelos juristas Celso Bandeira de Mello e Dalmo de Abreu Dallari também condena as arbitrariedades do presidente Joaquim Barbosa e pede que os demais ministros reajam para que o STF não se torne refém de seu presidente (leia aqui).

Barbosa, no entanto, parece decidido a jogar uma guerra de vida ou morte. E a troca de um juiz em Brasília pode ser mais um passo nessa luta.

Via 247

Barbosa troca juiz da papuda, vaga será assumida por filho de dirigente do PSDB


Juiz titular da Vara de Execuções Penais, Ademar Vasconcelos, foi afastado do caso; em seu lugar, chega Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal, que deve impor condições mais duras aos presos, inclusive a José Genoino, que está em prisão domiciliar; Genoino não poderá sair de casa nem falar com jornalistas no período em que estiver na casa de uma filha em Brasília.

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, confirmou as pressões denunciadas ontem pelo jornal Estado de S. Paulo e mandou tirar das mãos do juiz Ademar Vasconcelos, titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, o caso que envolve os presos da Ação Penal 470. Para o seu lugar, ele indicou o juiz substituto Bruno Ribeiro, que é filho do ex-deputado distrital Raimundo Ribeiro e dirigente do PSDB do Distrito Federal.

Barbosa avaliava que Vasconcelos estava sendo "benevolente" demais com os presos e já deu a ordem para o juiz Bruno André Silva Ribeiro endurecer o jogo. Ordem que será cumprida, inclusive no caso de José Genoino, que teve alta do Instituto do Coração nesta manhã e está em prisão domiciliar, na casa da filha. Genoino não poderá sair de casa nem receber jornalistas – neste fim de semana, a revista Istoé publicou uma capa com uma entrevista de Genoino, em que ele promete manter até o fim sua luta política, nem que pague com a própria vida.

Juristas ligados à esquerda, como Celso Bandeira de Mello e Dalmo Dallari, assinaram um manifesto contra atos arbitrários de Joaquim Barbosa. Claudio Lembo, do campo conservador, afirmou que já há razões objetivas para um pedido de impeachment do ministro.

Do 247

Dicas de Saúde: Atividade Física


Dicas de Saúde
Dicas de saúde para uma melhor qualidade de vida
  • ATIVIDADE FÍSICA

    Evite problemas com exercícios. Ginástica sem orientação pode provocar lesões nas articulações do joelho ou nos tendões, dores na coluna, nos ombros e pescoço, distensão muscular, desmaios e até paradas respiratórias.

    Saúde é Prazer de Viver. Ficar em casa assistindo televisão, comendo pipocas, deitado e ouvindo música pode oferecer muito mais riscos à saúde do que fumar, beber, estar com uns quilinhos a mais ou ser hipertensão. Isso porque o sedentarismo é um dos principais fatores de riscos para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, cânceres e diabetes. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a inatividade física é responsável por 54% dos riscos de morte por distúrbios cardiovasculares, 50% dos de derrames fatais e 37% dos riscos de casos de câncer. Para fugir dessas estatísticas só há uma alternativa: levante-se do sofá, deixe a preguiça de lado e mexa-se!

    O tipo de exercício não importa, desde que seja praticado moderadamente e orientado por profissional habilitado que respeite, acima de tudo, o limite físico de cada pessoa. Os benefícios são consideráveis: redução da pressão arterial e dos níveis de colesterol, queima de calorias, controle da diabetes, fortalecimento muscular e ósseo, melhora na capacidade pulmonar e na flexibilidade das articulações. Além disso também há aumento da auto-estima e do bem-estar, redução do estresse e melhoria no convívio Social.

    No entanto é preciso muito cuidado na hora de escolher onde malhar. Quando mal orientadas, as atividades físicas podem ter efeitos contrários. Lesões nas articulações dos joelhos ou nos tendões, dores na coluna, nos ombros e pescoço, distensão muscular, desmaios e até paradas respiratórias são sintomas do exagero na dose de exercícios ou falta de acompanhamento profissional adequado. Segundo o Conselho de Educação Física o primeiro passo é escolher academias registradas no conselho que só possuem autorização para funcionar se tiverem todos os profissionais registrados e devidamente habilitados.
  • Blog Dag Vulpi

    http://dagmarvulpi.blogspot.com/
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Ministro do STF defende julgamento das ações de planos econômicos para 2014

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu hoje (25) que o julgamento das ações sobre os planos econômicos seja adiado para o ano que vem. O Supremo marcou para quarta-feira (27) o julgamento da ação na qual a Confederação Nacional do Sistema Financeiro pretende confirmar a constitucionalidade dos planos econômicos.

“Sob a minha ótica, esse processo deveria ser o primeiro do ano Judiciário de 2014. Não está cedo demais, mas não é questão para ser julgada ao término do ano ”, disse Marco Aurélio. O ministro disse que a Corte pode ter a ausência de três ministros esta semana e que seria prejudicial ao julgamento a provável interrupção da análise.

Governo de SP terceiriza o atendimento na Cracolândia


Governo convoca entidade privada para gerenciar unidade no centro da capital, que terá leitos para desintoxicação e moradias para usuários de crack

Por Fabio Leite - O Estado de S.Paulo
Após sucessivos fracassos na tentativa de acabar com a Cracolândia, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu terceirizar o atendimento aos usuários de crack da região central de São Paulo com um novo espaço de convivência e internação que terá até "moradias de crise" para 30 dependentes químicos, em pleno quarteirão onde há consumo aberto da droga.

A Secretaria de Estado da Saúde abriu anteontem concorrência para que uma Organização Social de Saúde (OSS) gerencie a unidade do Programa Recomeço que ficará na Rua Helvetia, 55, no coração da Cracolândia. O local vai oferecer atividades esportivas e culturais para 100 usuários por dia, 21 leitos para desintoxicação, além de dormitórios onde os dependentes poderão morar por até três meses.

"A gente chama isso de linha de cuidado. Do contato mais superficial, passando pela desintoxicação, até a moradia para reinserção social, o paciente terá um tratamento mais intensivo no mesmo ambiente, o que aumenta a chance de dar certo", disse o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do programa. "O grande desafio é como empurrar aquelas pessoas na rua para o tratamento."

A ideia é que ao menos o centro de convivência, que funcionará de segunda a sábado, esteja em operação até fevereiro. Já a estrutura completa, que foi espelhada em modelos adotados em Nova York, nos EUA, deve ficar pronta em seis meses.

O local servirá como retaguarda ao Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), que funciona a 1,4 km da Cracolândia e atende cerca 30 usuários 24 horas por dia. Quem optar pelo tratamento será encaminhado para a Helvetia, onde poderá ficar até quatro semanas na enfermaria de desintoxicação, antes de subir para a moradia assistida.

Segundo Laranjeira, a terceirização do atendimento para uma OSS visa a dar agilidade operacional ao projeto. "Será preciso fazer uma reforma rápida no prédio, contratar e treinar profissionais. Isso exige uma agilidade que, se fosse pela administração direta, seria difícil porque teríamos de fazer licitação e concurso público", disse. Serviço semelhante já é feito, por exemplo, no Hospital Lacan, em São Bernardo, Grande São Paulo, que tem 120 leitos.

Solução. Para Laranjeira, porém, para acabar com a Cracolândia será preciso também "intensificar o combate ao tráfico de drogas" na região. Em janeiro de 2012, a Polícia Militar chegou a prender mais de 100 traficantes numa megaocupação que espalhou usuários de drogas para outros 27 bairros.

À época, a ação foi criticada porque havia pouca opção de atendimento aos usuários. Hoje, mesmo com um equipamento inaugurado pela Prefeitura, cerca de 600 usuários habitam a Cracolândia. "Do ponto de vista da saúde não tem mais o que fazer", disse Laranjeira. 

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