sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Juiz diz que autorizou adoção de crianças baianas com base em informações oficiais




Responsável por autorizar a retirada de cinco crianças de um casal de lavradores da Bahia para serem adotadas por quatro casais de São Paulo “a título de guarda provisória”, o então juiz do município de Monte Santo (BA) Vitor Xavier Bizerra divulgou há poucos dias sua versão dos fatos, justificando a decisão e alegando que o fato foi “intencionalmente distorcido”.

Em nota, o juiz garante ter tomado a decisão com base nas informações fornecidas por vários órgãos. Segundo Bizerra, ao contrário do que vem sendo divulgado, os quatro processos de adoção não foram concluídos em tempo recorde, ele indica que, desde março de 2011, o Conselho Tutelar e o Ministério Público Estadual apuravam se os cinco irmãos sofriam maus-tratos.

Segundo o juiz, em maio de 2011, uma assistente social do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) relatou ter identificado “uma precariedade nas condições de higiene e saúde” ao visitar a casa da família, em Monte Santo, no interior baiano. Os conselheiros tutelares informaram que o pai das crianças, Gerôncio Brito de Souza, seria alcoólatra e não garantia alimento aos filhos. Já a mãe, Silvânia Maria da Mota Silva, não saberia cuidar das crianças. O juiz disse que os conselheiros tutelares chegaram a encontrar as crianças sozinhas em casa mais de uma vez, inclusive no momento em que acompanhavam o oficial de Justiça designado para cumprir a decisão judicial.

“A medida se fez necessária, pois, conforme apurou o Ministério Público, e assim manifestou-se judicialmente, as crianças estavam em situação de risco,” argumenta o juiz. “Mas as crianças não foram retiradas [de casa] à força. Foram encontradas sozinhas, algumas delas doentes, conforme consta dos relatórios.”

Procurado, o conselho tutelar confirmou que, em 2010, a mãe das crianças foi advertida por suposta negligência. Informou também que, em 2011, conselheiros encontraram uma das crianças, então com 1 ano de idade, dormindo no chão da sala. E Silvânia foi quem declarou que o marido bebia. Segundo o conselho, o Ministério Público pediu à Justiça a adoção de medidas de proteção para as crianças.

Para o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Ives de Roussan (Cedeca), organização não governamental que acompanha o caso desde junho deste ano, é “extrema leviandade” apontar os pais das crianças, como usuários de drogas e álcool. “Mesmo que fossem, seria dever do Estado encaminhá-los a programas de auxílio, dar a eles o direito de defesa e consultar outros parentes, como os avós maternos e paternos, cuja atuação na assistência às crianças foi reconhecida no processo.”

Bizerra alega, no entanto, que “apesar de existirem notícias de que os avós ou outros parentes próximos ajudavam, parcialmente na manutenção [das despesas com as crianças], não havia informações de que tivessem intenção de ficar efetivamente com a guarda dos menores”. Os pais, garante o juiz, não foram ouvidos porque não responderam às intimações.

De acordo com Bizerra, o Ministério Público foi consultado e não teria como desconhecer as soluções por ele adotadas. Como a Comarca de Monte Santo não dispõe de promotor de Justiça, o ministério, nas audiências, era representado pela promotora de Justiça da Comarca de Euclides da Cunha. Em geral, as reuniões eram agendadas respeitando a disponibilidade da promotora. Quando não era possível, ou em urgências, a própria promotora concordou em ser ouvida posteriormente, relatou o juiz.

O atual promotor de Euclides da Cunha, Luciano Taques Ghignone, disse que o Ministério Público foi ouvido somente em um dos quatro processos, no qual atestou que uma das criança de fato estava em situação precária, exigindo a intervenção do Estado, mas não que fosse retirada a guarda dos pais. “A afirmação do juiz é parcialmente verdadeira. O ministério só teve vistas a um único processo. Dos outros três processos, o ministério não tinha conhecimento”, disse Taques à Agência Brasil, adiantando que o órgão já identificou várias “irregularidades” no caso.

Uma reanálise dos processos pode levar à anulação das adoções e no retorno das crianças para os pais biológicos, de acordo com Ministério Público. O próprio Bizerra reconhece que a promotora de Justiça não participou da reunião que decidiu a futura guarda das crianças.
Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) priorize que irmãos adotados permaneçam juntos, o juiz alega que não lhe restava outra alternativa além de autorizar a adoção dos cinco irmãos por famílias substitutas em outro estado, já que não há, em Monte Santo e na região, nenhum abrigo infantil. Os quatro casais que receberam a “guarda provisória” eram, segundo o juiz, os únicos interessados na adoção, estando “devidamente habilitados”.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República identificou, no entanto, dez pontos na decisão do juiz que infringiram o ECA. Por exemplo, as crianças não foram devidamente inscritas nos cadastros estadual e nacional de adoção. A própria ministra Maria do Rosário informou que a pasta está verificando se os casais que receberam a guarda estavam cadastrados, mas disse não ter dúvidas de que a seleção foi “feita totalmente por fora do cadastro”, via “agenciamento”.

Por último, o juiz garante que antes mesmo dos fatos virem a público, as corregedorias do Tribunal de Justiça da Bahia e do Ministério Público Estadual já haviam apurado e arquivado as denúncias. Bizerra destaca que nem os pais, nem o Ministério Público recorreram da decisão em que a guarda das crianças ficou com as famílias paulistas, separando os irmãos (apenas dois deles permanecem juntos).
Alex Rodrigues  (Agência Brasil) | Edição: Carolina Pimentel

Ministério Público da Bahia investiga tráfico de crianças no estado


A suspeita de que traficantes de crianças vêm atuando na Bahia há algum tempo motivou o Ministério Público Estadual (MP) a iniciar investigação para apurar a ação dessas quadrilhas. O inquérito criminal, segundo o promotor de Justiça Luciano Taques Ghignone, foi instaurado no último dia 26 de setembro, antes da denúncia exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo passado (14).

A reportagem televisiva denunciou o caso de um juiz do município de Monte Santo, no sertão baiano, que autorizou que cinco crianças de uma mesma família de lavradores fossem retiradas dos pais e entregues a quatro casais de São Paulo. As adoções motivaram pronunciamento da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República,  da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“A apuração do suposto tráfico de crianças envolve outras situações que podem ou não ter conexão  com os processos relativos às cinco crianças de Monte Santo - nos quais o Ministério Público também identificou algumas irregularidades formais - mas que não podem ser confundidos”, informou o promotor à Agência Brasil.

Luciano Taques explicou que as denúncias sobre a existência de uma quadrilha atuando no estado foram apresentadas à Procuradoria de Justiça Criminal, em Salvador, ainda no primeiro semestre deste ano e logo repassadas à promotoria de Monte Santo e Euclides da Cunha, para a qual Taques foi designado em setembro.

“Já ouvimos alguns depoimentos, mas ainda não chegamos à metade da apuração. Segundo algumas pessoas que já depuseram, algumas situações que aconteceram principalmente em Monte Santo precisam ser apuradas e é exatamente o que estamos fazendo, mas em toda sua extensão”, acrescentou o promotor.

Apesar da divulgação nacional do caso, Taques disse que o juiz que autorizou a retirada das cinco crianças do convívio familiar, Vitor Xavier Bizerra, não é, até o momento, alvo da investigação, por não ter sido citado por nenhum dos depoentes já ouvidos. Outras pessoas envolvidas no caso, no entanto, aparecem na apuração criminal do MP.

A investigação está sob a responsabilidade de Taques e do promotor Carlos Augusto, que contam com a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco).

Segundo uma nota técnica divulgada ontem (18) pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a cidade de Monte Santo já havia sido identificada como rota de tráfico de pessoas, conforme documento do Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente da Bahia (DCA-BA).

Em termos nacionais, um diagnóstico elaborado pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), revela que, em seis anos, quase 500 brasileiros foram vítimas do tráfico de pessoas. Do total, 337 casos referem-se à exploração sexual. Outras 135 ocorrências tratam de trabalho análogo à escravidão.

Alex Rodrigues (Agência Brasileira) | Edição: Davi Oliveira

Haddad está 17 pontos à frente de Serra, aponta Datafolha


Pesquisa mostra candidato petista à Prefeitura com 49% das intenções de voto contra 32% do tucano

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tem 49% das intenções de voto contra 32% do candidato José Serra, de acordo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 19. Em relação ao levantamento anterior, o petista oscilou dois pontos percentuais para cima e o tucano caiu cinco pontos.

A pesquisa, realizada entre quarta, 17, e quinta-feira, 18, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os eleitores que votariam em branco ou anulariam o voto representam 10% e 9% não sabem em quem votar.

Se considerados apenas os votos válidos, sem brancos e nulos, Haddad fica com 60% e Serra, 40%. O resultado é parecido com o indicado pela pesquisa Ibope/TV Globo, divulgada nessa quarta, que colocou Haddad com 49% dos votos, contra 33% de Serra.

Ainda de acordo com a pesquisa, o índice de eleitores que não votariam no candidato tucano de jeito nenhum chegou a 52%. O resultado supera em 10 pontos o índice registrado no levantamento do começo do mês, quando a rejeição de Serra era de 42%.

Russomanno e Chalita. A maioria dos eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno agora declaram preferência por Haddad. Entre os que escolheram Russomanno, o petista venceria por 53% a 20%. No grupo de Chalita, o resultado seria 50% a 26%. O candidato derrotado pelo PMDB declarou apoio a Haddad no segundo turno. Já Russomanno ficou neutro.

A pesquisa entrevistou 2.098 pessoas e foi registrada no TRE-SP sob o número SP-01860/2012.

Kassab. O levantamento pediu para o eleitor também avaliar a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Ao todo, 42% definiram a administração como ruim ou péssima. Em setembro, eram 48%. Apenas 19% classificaram o governo como bom ou ótimo, contra 20% há um mês. Eleitores que consideram regular saltaram de 29% para 37%.

Alckmin negocia indicação de aliado de Celso Russomanno para o Procon


Russomanno, Alckmin e a reforma do secretariado



Em encontro do governador Geraldo Alckmin (PSDB) com o candidato derrotado do PRB à Prefeitura, Celso Russomanno,  na noite de quarta-feira, na casa do ex-deputado, no Morumbi, o tucano o parabenizou pelo desempenho nas urnas – ele teve cerca de 1,3 milhão de votos. O governador quer intensificar a relação política com Russomanno, que deve indicar um aliado para participar da gestão Alckmin. O mais provável hoje, segundo integrantes do alto escalão do governo Alckmin, é que indique alguém para o Procon – Russomanno tem como principal bandeira a defesa do consumidor.

Assim que terminou o 1º turno, o ex-deputado chegou a pedir a Secretaria de Segurança Pública para apoiar o candidato do PSDB, José Serra, na disputa em São Paulo. Mas Alckmin não quis ceder numa área estratégica, e Russomanno ficou neutro.

 O PSDB busca o apoio dele na reeleição de Alckmin em 2014. Para os tucanos, na próxima disputa eleitoral, Russomanno não deve ser candidato ao governo do Estado, mas sim à Câmara dos Deputados para puxar votos para o PRB.  Na corrida em São Paulo, Alckmin quer evitar que Russomanno e o seu capital político apoiem o PT – o PRB compõe a base governista da presidente Dilma Rousseff com o Ministério da Pesca.

Uma das maneiras de consumar a aproximação seria indicar ele ou um aliado a um cargo no governo. O problema, avaliam os tucanos, é casar as pretensões de Russomanno, que foi um crítico de Alckmin na eleição de 2010,  com as do governo do Estado. O PRB, por sua vez, também mantém conversas com Alckmin sobre 2014 e já estava cotado para ter alguma participação no governo antes mesmo da eleição – o partido não necessariamente se sentirá contemplado se Russomanno, com autonomia política própria, ganhar um espaço na administração. Tem ainda o PTB, que era da coligação de Russomanno e que no 2º turno apoiou Serra após intervenção de Alckmin. A legenda de Campos Machado quer aumentar seu espaço no governo. O PTB pode ficar com a Secretaria de Justiça, para Luiz Flávio D’Urso, mas sem o Procon, que iria para Russomanno.

A missão agora é ver quais demandas valem a pena, do ponto de vista político, contemplar.
 Alckmin costura um arco de alianças para disputar sua reeleição em 2014. Promove com frequência encontros no Palácio dos Bandeirantes com líderes partidários para discutir participação no governo – o tucano pretende anunciar mudanças no secretariado para o embarque dos neoaliados até o final do ano.

Além da questão das alianças, Alckmin também costura o apoio de partidos da base para indicar o seu secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. As legendas que ganharem cargos na reforma do secretariado sabem que terão de operar na Assembleia para que a indicação de Beraldo seja aprovada pelos deputados.


UFF destinará 10% das vagas para alunos de colégios públicos municipais e estaduais



A Universidade Federal Fluminense (UFF) anunciou hoje (19) que destinará 10% das cerca de 10 mil vagas dos seus cursos em 2013 para alunos de colégios públicos municipais e estaduais.
A medida complementará o percentual de 12,5% estabelecido pela Lei de Cotas, que obriga universidades e institutos federais a reservar vagas para alunos de escolas públicas, com recorte de renda e de raça.
Na avaliação do reitor da UFF, Roberto Salles, a lei federal beneficia estudantes de escolas "que têm o mesmo nível de estabelecimentos privados", como é o caso dos colégios federais, militares e de aplicação, sem favorecer a inclusão dos mais carentes.
Os colégios citados por Salles lideram os rankings de avaliações do Ministério da Educação, enquanto as escolas públicas municipais e estaduais, em média, estão em piores lugares.
"Os estudantes de colégios federais, universitários, militares e de aplicação competem em igualdade de condições com aqueles que estudam nas melhores escolas do país", diz nota divulgada pela UFF.
O reitor também cobrou a contratação de funcionários da área administrativa, como assistentes sociais, para que a lei seja colocada em prática. Ele também pede pelo menos mais R$10 milhões do Programa de Assistência Estudantil.
Isabela Vieira (Agência Brasil) | Edição: Graça Adjuto

Senado quer votar novo Fundo de Participação dos Estados até 6 de novembro



O Senado pretende votar até de 6 de novembro os novos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Os senadores querem cumprir esse prazo para que a Câmara dos Deputados tenha tempo de apreciar a matéria até 22 de dezembro, quando se inicia o recesso legislativo. A informação é do senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos principais envolvidos na negociação do tema.
O Congresso está pressionado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou em 2010 a inconstitucionalidade da regra atual e deu prazo até o final deste ano para que o Poder Legislativo aprove uma nova lei complementar sobre o tema. Caso contrário, os repasses aos estados serão suspensos.
A estratégia dos parlamentares envolvidos no debate, segundo Romero Jucá, é criar um fato político por meio de uma proposta já definida que permita ao presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), solicitar ao STF um novo prazo de análise da matéria, caso não seja votada pela Câmara. No início de 2012, líderes partidários definiram a questão como prioritária, mas o tema não caminhou no Senado.
Oito projetos de lei complementar tratando do tema estão parados na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). Em junho desse ano, eles foram apensados – reunidos para tramitação em conjunto – sob a relatoria do líder do PT, Walter Pinheiro (BA), que vem discutindo a proposta com os líderes partidários. Ele também confirmou a proposta substitutiva estará disponível para votação no início de novembro.
Romero Jucá acredita que os deputados não terão tempo hábil para votar o projeto de lei, dada a quantidade de matérias que têm para apreciar. Outro complicador deve ser a pressão que prefeitos e governadores de regiões com valores de repasse mais baixos farão na Câmara para vincular a distribuição do FPE e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a uma nova partilha dos royalties de petróleo.
Jucá informou que o texto em análise pelos senadores prevê a manutenção dos atuais critérios de distribuição do FPE. A regra em vigor destina 85% dos recursos da receita anual aos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O fundo é calculado atualmente sobre 21,5% da arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Ao mesmo tempo, os senadores elaboram uma nova regra que prevê a distribuição de valor excedente à receita arrecadada no ano anterior, tomando por base critérios como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), saneamento básico e condições geográficas. “Vamos supor que hoje a receita seja R$ 50 bilhões. Se, no ano que vem, passar para R$ 55 bilhões, esses R$ 5 bilhões serão repassados com base em novos critérios”, explicou Jucá.
Marcos Chagas (Agência Brasil) | Edição: Davi Oliveira

Governo alerta para cuidados na abertura e no fechamento de contas bancárias


O pedido de encerramento de conta deve ser aceito pelo banco mesmo quando o cliente tiver cheques sustados, revogados ou cancelados. A orientação está na quinta edição do boletim Consumo e Finanças, elaborado pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e o Banco Central (BC).
O boletim informa que, ao abrir uma conta-corrente, o consumidor deve estar atento às regras contratuais, como os direitos e as obrigações das partes envolvidas, as normas para movimentação da conta e os requisitos para rescisão e encerramento.
“Cláusulas contratuais que limitem os direitos do consumidor devem estar em destaque para facilitar a compreensão do cliente”, lembram o BC e o ministério.
O informativo esclarece que o encerramento de uma conta corrente poderá ser feito pelo banco ou pelo cliente, desde que mediante as condições previstas no contrato de abertura, que é por tempo indeterminado.
O banco e o ministério orientam o consumidor a não assinar documento antes de esclarecer todas as dúvidas, inclusive referente a tarifas, juros e outros encargos. Deve solicitar cópia de todos os documentos assinados e ficar atento à não obrigatoriedade de contratar pacote de serviços ligado à conta-corrente.
Kelly Oliveira (Agência Brasil) | Edição Beto Coura

CFM proíbe uso de terapias hormonais para retardar o envelhecimento

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou hoje (19) no Diário Oficial da União a Resolução 1.999/2012 que proíbe o uso de hormônios com o objetivo de retardar ou prevenir o processo de envelhecimento.
“A falta de evidências científicas de benefícios, e os riscos e malefícios que trazem à saúde não permitem o uso de terapias hormonais com o objetivo de retardar, modular ou prevenir o processo de envelhecimento”, informou o conselho no texto, após avaliação e revisão de estudos científicos sobre o assunto.
A resolução permite a reposição de deficiências hormonais e de outros elementos apenas em casos de necessidade comprovada. Está vedada a prescrição dos hormônios conhecidos como “bioidênticos” para o tratamento antienvelhecimento e o uso de ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), procaína, vitaminas e antioxidantes, entre outras.
Segundo o CFM, os médicos que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que vão desde advertência até cassação do registro.
A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) comemorou a resolução. Em nota, a organização informou que a proibição protegerá a população de danos à saúde que vão desde o aumento da toxicidade no organismo até os casos de câncer.
Flávia Villela da Agência Brasil
Edição: Talita Cavalcante//Matéria alterada às 10h08 para informar que a resolução está publicada no Diário Oficial da União de hoje.

Iriny deverá ocupar secretaria no governo Casagrande em 2013


Integrantes da bancada capixaba já admitem abertamente que o secretariado do governador Renato Casagrande (PSB), passará por reformas no início do ano. 


E nomes como da deputada federal Iriny Lopes (PT), são citados para ocupar pasta de importância social. O prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), é outro que deverá integrar a nova equipe, caso perca o segundo turno em Vila Velha, como sugerem as pesquisas.

Casagrande quer se cacifar para o embate que travará com Hartung em 2014, quando o ex-governador tentará retornar ao Palácio Anchieta. Iriny e Fraga são adversários políticos de Hartung. 

Ela deverá liderar o PT capixaba, ou o que restou da sigla após as eleições municipais. Os prefeitos João Coser (Vitória) Leonardo Deputlsk, (Colatina) e Carlos Casteglione (Cachoeiro) deve continuar sob a liderança de Hartung (PMDB). 

Se Iriny for mesmo para o governo estadual, a vaga dela na Câmara será ocupada pelo primeiro suplente da coligação, o ex-deputado Capitão Assumção (PSB), o que evita que a bancada socialista na Casa perca um parlamentar. 

É que com a eleição de Audifax Barcelos (PSB) para prefeitura da Serra, a vaga dela foi ocupada pelo PMDB, do deputado Camilo Cola.
Fonte (www.agenciacongresso.com.br) 

Seis bairros de Vila Velha, no ES, terão internet gratuita


Acesso gratuito será a partir desta segunda-feira (22). 
Entre os bairros beneficiados estão Ibes, Terra Vermelha e Glória.


 Seis bairros de Vila Velha, município da região Metropolitana do Espírito Santo, terão acesso gratuito à internet a partir da próxima segunda-feira (22). Porém, apenas parte dos moradores desses locais serão beneficiados com a rede Wi-Fi. Um projeto similar já acontece em Vitória, em dez áreas da capital.

Os bairros beneficiados são Ilha do Ayres, Ibes, Glória, Terra Vermelha, Riviera da Barra e Primeiro de Maio. Tais áreas foram escolhidas por já possuírem cabeamento de fibra ótica, o mesmo usado para instalação de câmeras de videomonitoramento do município.

Apesar do benefício, apenas os moradores que residirem cerca de 100 metros das câmaras instaladas nessas regiões teram acesso, de acordo com a prefeitura. “Queremos democratizar o acesso à internet a todos os moradores do  município, potencializando os recursos públicos”, comentou o subsecretário de Segurança Pública e Defesa Social, Robson Rangel Gonçalves.

Em Vitória
A capital do estado dispõe de 10 áreas com sinal liberado para acesso à internet, sem necessidade do uso de provedor comercial. É o caso de Jardim Camburi, nas imediações da unidade de saúde; Ilha das Caieiras, ao longo da avenida Beira-Mar e na rua dos restaurantes; Parque Moscoso; Parque Pedra da Cebola; Mercado São Sebastião; Horto de Maruípe; e Centro de Referência da Juventude, em Jucutuquara.

Os locais mais recentes são a Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, que funciona na Escola de Teatro, Dança e Música Fafi; o Centro Cultural Carmélia Maria de Souza; e o Parque Baía Noroeste, em Santo André.

Haddad e Serra trocam ataques no 1º debate do segundo turno em SP


Saúde domina 1º debate do segundo turno em São Paulo




No primeiro debate do segundo turno da campanha eleitoral pela Prefeitura de São Paulo, na TV Bandeirantes, temas ligados à saúde ocuparam lugar central na polêmica entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). O petista afirmou que o adversário apoia projeto de “privatização” de 25% dos leitos do SUS no Estado – o projeto do governo Geraldo Alckmin está barrado na Justiça. Já o tucano acusou o rival de ter a intenção de “eliminar” as organizações sociais (OS) que administram hospitais públicos e unidades de saúde da cidade.

Haddad negou ser contrário à gestão das OS. “Eu quero ampliar as parcerias com essas organizações”, afirmou. Ele disse ainda que apenas se referiu a uma determinação judicial que obriga essas entidades a fazer concursos públicos, “para evitar a contratação de amigos”.

Serra disse que o fim das OS está “implícito” no programa de governo do candidato petista. Afirmou ainda que o ex-deputado José Dirceu encabeçou uma representação no Supremo Tribunal Federal para acabar com as parcerias entre órgãos públicos de saúde e entidades privadas.

“Pelo amor de Deus, Serra, para de citar pessoas que não estão disputando a eleição, para com essa obsessão”, respondeu o petista, referindo-se à estratégia do adversário de relacioná-lo a Dirceu, condenado pelo Supremo por seu envolvimento no mensalão.
O candidato do PT, em diversos momentos, trouxe a administração do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para a discussão. Acusou o prefeito de não ter entregue três hospitais públicos durante a campanha e atacou o PSDB por propor e aprovar uma lei estadual que “reserva para os planos de saúde 25% dos leitos públicos”. A aplicação da lei foi suspensa pela Justiça.

No início do programa, Serra relacionou diversos programas sociais que implantou ou idealizou – remédios genéricos, seguro desemprego, mutirões de saúde – e questionou Haddad se eles seriam voltados para os pobres ou para os ricos. “O PT, na televisão, fica dizendo que a gente trabalha para rico.” Haddad não deu uma resposta direta e preferiu atacar a atuação do tucano na área social. Afirmou que diversos programas que Serra exibe como trunfos foram implantados com ajuda do governo federal – citou como exemplo a expansão de escolas técnicas. Em resposta, o tucano afirmou que a participação federal é “ínfima”.

Haddad convocou Serra a firmar um “protocolo” para discutir apenas propostas, e evitar ataques. “Tenho ouvido nas ruas muitas queixas a respeito da truculência e da virulência da campanha. Devemos fazer um esforço para discutir propostas e deixar a truculência e as insinuações de lado.”

“Tudo o que eu quero é fazer uma campanha propositiva”, respondeu Serra. “Se tem um partido que é especialista em baixarias é o PT, que faz jogo baixo. É uma tática fenomenal, atacam e depois dizem que estão sendo atacados. É o estilo Zé Dirceu.”
Haddad disse que os tucanos apresentam o ritmo mais lento de construção de metrôs no mundo. “São menos de dois quilômetros de linhas por ano.”

Quando Haddad afirmou que acabará com a taxa de inspeção veicular, Serra atacou, dizendo que ele vai “estatizar” o serviço. “É uma enganação, porque mesmo quem usa ônibus vai ter que pagar a taxa.” Serra chamou Haddad de “corajoso” por trazer o tema da taxa ao debate, uma vez que ele teria sido o criador da taxa do lixo, quando atuou na administração de Marta Suplicy. “Você foi à Câmara defender a taxa do lixo, que nós eliminamos”, afirmou.

Haddad replicou dizendo que chefe dele na prefeitura era o economista João Sayad, que depois foi secretário no governo do próprio Serra.

O Estado de S. Paulo
(Texto: BRUNO BOGHOSSIAN, FERNANDO GALLO, JULIA DUAILIBI, VERA ROSA, DANIEL BRAMATTI, ISADORA PERON e DÉBORA ÁLVARES – Blog Ao Vivo: BRUNO SIFFREDI, JOÃO COSCELLI e LUIZA MONTEIRO).

Verdes e ruralistas divergem sobre vetos a pontos do Código Florestal




Em lados opostos durante a tramitação do Código Florestal no Congresso, ambientalistas e ruralistas mantiveram a divergência em relação aos nove vetos da presidenta Dilma Rousseff ao texto aprovado, em setembro, por deputados e senadores. Enquanto representantes do agronegócio criticaram as mudanças, os verdes elogiaram, em parte, os vetos.

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), classificou os vetos como “um retrocesso” para a agricultura do país e um “desrespeito” ao Parlamento. “A gente lamenta [os vetos]. Construímos um grande acordo na comissão especial e ele foi quebrado pelo Executivo”, disse Heinze àAgência Brasil.

Em nota, o Partido Verde ressaltou que os vetos resgataram parte do conteúdo original da Medida Provisória (MP) 571 e recuperam algumas garantias ambientais. “De uma forma geral, a bancada do Partido Verde reconhece que, com o resgate de importantes garantias que haviam sido suprimidas, as medidas representam relevantes ganhos ambientais e sociais”, diz trecho do documento.

Os verdes, no entanto, lamentaram que os vetos não tenham atingido a chamada anistia aos desmatadores. “Lamenta-se, porém, a anistia, que continua sendo concedida a quem desmatou irregularmente até 22 de julho de 2008, bem como a manutenção dentre outros aspectos que flexibilizam a norma, como no caso do Artigo 11-A, que possibilita a exploração econômica de apicuns e salgados, por empreendimentos de salinas e carcinicultura, colocando em risco o ecossistema mangue”.

Já o Democratas anunciou que irá ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) questionando o decreto editado hoje pela Presidência da República para preencher lacunas deixadas na Lei do Código Florestal. O vice-líder do partido, deputado Ronaldo Caiado (GO) informou que apresentará um projeto de decreto legislativo para tentar anular os efeitos do decreto.

“A presidenta Dilma quer legislar e criar novas regras por decreto, não vamos aceitar. Esse instrumento existe para normatizar lei já existente, não para substituir leis aprovadas pelo Congresso Nacional”, disse Caiado por meio de nota.
Iolando Lourenço e Ivan Richard | Agência Brasil | Edição: Aécio Amado

Prisão imediata de réus é inconstitucional, diz decano do STF



O ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello disse ontem (18) que é inconstitucional a prisão imediata dos réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ao falar com jornalistas no final da sessão, ele disse que existem outros processos julgados na Corte com esse entendimento, e não faz sentido mudar apenas para este caso. Foi a primeira vez que um ministro do STF se posicionou sobre a questão na Ação Penal 470.

A discussão sobre o momento de prisão dos réus vem provocando debate no STF desde o início do julgamento. Em sua sustentação oral, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a prisão imediata dos condenados assim que o julgamento terminar. O STF entende, no entanto, que o réu só é considerado culpado quando a decisão transita em julgado, ou seja, quando não há mais qualquer tipo de recurso possível.

Ao comentar o assunto hoje, Gurgel reafirmou a necessidade da aplicação imediata da decisão do STF. “O que a sociedade espera é que a decisão do STF tenha a devida eficácia. Vamos insistir na execução [prisão dos réus].” O procurador disse ainda que pretende entregar um documento (memorial) reforçando o argumento aos ministros da Suprema Corte. 

Diferentemente da previsão do ministro-relator, Joaquim Barbosa, de conclusão do julgamento na próxima semana, Celso de Mello declarou que a ação deve terminar apenas em novembro. O ministro disse que a Corte deve interromper o julgamento durante a viagem de Barbosa para tratamento de saúde na Alemanha, e finalizar apenas após o retorno do magistrado, no dia 5 de novembro.
Heloisa Cristaldo|Agência Brasil |Edição: Carolina Pimentel

Lewandowski absolve todos os 13 réus do crime de formação de quadrilha


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470, absolveu hoje (18) todos os 13 réus acusados de formação de quadrilha no Capítulo 2 do processo do mensalão. O ministro ainda mudou o voto para absolver parlamentares condenados por ele por formação de quadrilha no Capítulo 6, cujo tema central era o crime de corrupção passiva. Com a mudança, o revisor inocentou todos os réus acusados do crime de formação de quadrilha no processo. 

O ministro aderiu à tese lançada anteriormente pela ministra Rosa Weber, para quem os réus nem sempre se associam como quadrilha para cometer crimes. Na visão de Weber, manifestada no Capítulo 6, há situações em que os réus fazem apenas uma coparticipação para obter vantagens individuais.

Lewandowski releu grande parte do voto da ministra, argumentando que só existe quadrilha quando os réus se associam de forma permanente para perturbar a paz social. Ele destacou que os acusados devem sobreviver apenas do produto do crime, o que, em sua opinião, não ocorreu em relação aos 13 réus julgados nesse capítulo.

“Imputou-se a alguns réus uma série de crimes, alguns dos quais poderiam ser dispensados, ou talvez não estivessem caracterizados com a precisão técnica que se exige de uma denúncia”, disse o ministro, que fez apenas considerações teóricas e pouco citou o nome dos réus dessa etapa.

Lewandowski ainda criticou o trabalho do Ministério Público Federal (MPF), que segundo ele, não está fazendo a diferenciação necessária entre co-participação de réus e formação de quadrilha nos crimes que envolvem mais de três pessoas.  

“O órgão acusatório entende que as penas possam ser tênues ou insatisfatórias para a resposta penal que o Estado deve dar aos ilícitos, aí agrega a formação de quadrilha. Nós, juízes, que trabalhamos na área técnica, precisamos separar o joio do trigo”, argumentou.

O ministro criticou o fato de o MPF ter usado termos diferentes para se referir à quadrilha – como “organização criminosa” e “associação criminosa”. Lewandowski entendeu que não é possível fazer a aproximação semântica entre os termos, afirmando que isso prejudicou a denúncia. “Essa verdadeira miscelânea conceitual, a meu ver, enfraqueceu sobremaneira as imputações assacadas contra os réus, em especial José Dirceu [ex-chefe da Casa Civil]”.

Lewandowski encerrou as considerações alterando o voto no Capítulo 6, no qual tinha condenado vários réus por formação de quadrilha. A alteração resultou em empates em relação a dois réus que tinham placar de 6 votos a 4 pela condenação: o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) e o ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas.
A situação desses réus será definida apenas no final do julgamento, na fase de dosimetria das penas, juntamente com os empates no crime de lavagem de dinheiro imputado aos ex-deputados José Borba (PMPD-PR), Paulo Rocha (PT-PA) e João Magno (PT-MG) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (PL).

A sessão foi encerrada logo após o voto do revisor, e será retomada na próxima segunda-feira (22) com os votos dos ministros Rosa Weber, Luiz Fux, Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente Carlos Ayres Britto.

Confira o placar parcial do Capítulo 2 – formação de quadrilha envolvendo os núcleos político, publicitário e financeiro:
1) José Dirceu: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
2) José Genoino: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo
Lewandowski)
3) Delúbio Soares: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
4) Marcos Valério: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
5) Ramon Hollerbach: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
6) Cristiano Paz: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
7) Rogério Tolentino: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
8) Simone Vasconcelos: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
9) Geiza Dias: 2 votos pela absolvição
10) Kátia Rabello: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
11) José Roberto Salgado: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)
12) Ayanna Tenório: 2 votos pela absolvição
13) Vinícius Samarane: 1 voto a 1 (Condena: Joaquim Barbosa / Absolve: Ricardo Lewandowski)

Débora Zampier da Agência Brasil | Edição: Carolina Pimentel//Matéria alterada às 20h26 para acréscimo de informação

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