quarta-feira, 26 de outubro de 2011

NF-e -obrigatoriedade do GTIN, código de barras dos produtos, nas Notas Fiscais Eletrônicas

A partir de 1º de julho de 2011, fica obrigatório o preenchimento dos campos cEAN e cEANTrib da NF-e, quando o produto comercializado possuir código de barras com GTIN (Numeração Global de Item Comercial).
GTIN – Número Global de Item Comercial – é um identificador de itens comerciais desenvolvido pela GS1 (que compreende a antiga EAN International e Uniform Code Council ). Esses identificadores são usados para procurar informações sobre o produto em um banco de dados (muitas vezes a inserção do número através de um scanner de código de barras apontou para um produto real), que podem pertencer a um fabricante, distribuidor, colecionador, pesquisador ou outra entidade. A unicidade e a universalidade do identificador é útil para estabelecer qual o produto em um banco de dados que corresponde ao produto em outro banco de dados, especialmente através das fronteiras organizacionais. (Wikipédia).
Este obrigatoriedade decorre do ajuste SINIEF n. 16, de 16/12/2010, publicado no DOU de 16.12.10, p. 26, pelo Despacho 516/10 do Secretário-Executivo do CONFAZ, que acrescenta o § 6º à Cláusula Terceira do Ajuste SINIEF n. 07/05:

Cláusula terceira . A NF-e deverá ser emitida com base em leiaute estabelecido no “Manual de Integração – Contribuinte”, por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária, observadas as seguintes formalidades:
§ 6º A partir de 1º de julho de 2011, fica obrigatório o preenchimento dos campos cEAN e cEANTrib da NF-e, quando o produto comercializado possuir código de barras com GTIN (Numeração Global de Item Comercial).

RECICLANDO - Fechar saquinhos usando garrafa pet - GENIAL


Muito melhor do que fechar com os terríveis pregadores de roupa. E o mais importante, você estará reciclando tampas de pet e ajudando o meio ambiente.
Veja abaixo como é útil e fácil de fazer!
01 - Corte logo abaixo do gargalo usando tesoura, estilete ou outro tipo de cortador.
 
02 - Passe o saco plástico por dentro do gargalo cortado.
03 - Depois basta fechar com a tampa. E pode usar nas embalagens de mantimentos, pães etc...



Divulguem... nosso planeta agradece!!!
 

Você sabe quanto tempo uma garrafa PET leva para se decompor?

No Brasil são produzidas 240 mil toneladas de lixo por dia. De todo esse lixo, apenas 2% é reciclado, o restante vai para aterros sanitários e a fermentação no solo gera dois produtos: o chorume e o gás metano. Em países desenvolvidos, o percentual de lixo reciclável atinge cerca de 40%.
Reciclar é mais caro do que simplesmente jogar o lixo em aterros, mas são necessárias a conscientização e a mudança de hábitos da população para garantir a preservação do meio-ambiente.
Você sabia que parte do lixo que produzimos não desaparece? Alguns levam anos para se decompor na natureza. É por isso que devem ser reciclados. O destino correto do lixo reciclável ajuda a diminuir a poluição e a produção de mais lixo. Afinal, em cada mil quilos de lixo produzido, são encontrados, em média, 300 quilos de material reciclável. Veja alguns exemplos:
Lixo Tempo de decomposição na natureza Se for reciclado pode  virar:
Garrafa  Pet 400 anos Vassouras 
Garrafas de Vidro 10.000 anos  Novas garrafas 
Metal (latas) 100 anos  Novas latas 
Pneus 400 anos  Chinelos, sola de calçados 
Plástico 100 anos  Plástico reciclado 
Papel 6 meses  Papel reciclado 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ENTENDA COMO FUNCIONA O PROCESSO DE EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA -


 PROCESSO DE EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA - independente de porte de empresa ou ainda código CNAE

Através da Portaria CAT 162 de 29/12/08 esta sendo implantada a obrigatoriedade da emissão da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) para Industrias, Atacadistas e Importadores, independente de porte de empresa ou ainda código CNAE e isso tem gerado muitas dúvidas e afirmações errôneas por muitos, trazendo problemas a muitas empresas. A obrigatoriedade das empresas se enquadrarem na emissão de NF-e vem obedecendo a um cronograma e regras que por ser um tema extenso sugerimos que entrem no site Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica - www.nfe.fazenda.gov.br  que sanará muitas das suas dúvidas.
Lembramos que a emisssão da NF-e traz muitas vantagens e o enquadramento poderá ser voluntário. Alertamos ainda que as empresas não somente terão de se adequar a emissão da NF-e, mas também ao recebimento de NF-e dos seus fornecedores.
A emissão nesta nova modalidade é bastante complexa quanto a preparação das empresas exigindo assim dedicação de seu emitente envolvendo também a empresa de software e o escritório contábil.

Alguns requisitos são necessários para o uso da NF-e.
  • Possuir Certificado Digital tipos A1 ou A3
  • Possuir senhas de acesso no Posto Fiscal Eletrônico
  • Possuir software que permita a emissão da NF-e ou utilizar o software gratuito da secretaria da fazenda
  • Banco de dados (clientes, tributações, etc..) adequados para transmissão a SEFAZ, obedecendo as regras exigidas.
  • Acesso a internet
  • Equipamento com configuração mínima para o perfeito funcionamento
  • Possuir a versão adequada de JAVA instalado
  • Solicitar seu credenciamento prévio junto à SEFAZ
     
 
ABAIXO SEGUEM OS REQUISITOS PARA OS PROCEDIMENTOS DO SEU CONTADOR

Aqui relacionamos alguns dos benefícios na integração dos nossos softwares com os seus softwares contábeis.
A linha de softwares da Serv-System Informática integra com diversos softwares do mercado dispensando a necessidade de digitação de informações que passam pelo faturamento e pelo controle bancário do seu cliente e para isso é muito simples, conforme destacamos:
  • No seu cliente estará instalado os softwares da Serv-System (Able Business e o Able Bank).
  • O seu cliente enviará os arquivos gerados pelos softwares da Serv-System.
  • Você entra na rotina de integração do seu software de escrituração fiscal e faz o mesmo no seu software contábil.
  • Pronto. As notas fiscais de entrada, saída e serviços já estarão escrituradas e toda a movimentação que passou pelo controle bancário no seu cliente já estará contabilizado.
Obs.: Verificar com o departamento técnico a compatibilidade com o seu software.






domingo, 23 de outubro de 2011

Quem matou Khadafi?

As imagens do assassinato de Muammar Khadafi estão em todas as TVs do mundo.  No Youtube há um alerta sobre imagens impróprias,  dirigido a pessoas que se impressionam com cenas sangrentas e de horror.   O homem foi aprisionado vivo e fuzilado com um tiro na cabeça, à queima-roupa, disparado com uma pistola dourada que, dizem, pertenceu ao proprio Khadafi.
Nos vários videos exibidos à exaustão na TV pode-se ver Khadafi, ainda vivo, sendo arrastado pela rua por um bando de pistoleiros, que mais parecem bárbaros da idade da pedra do que rebeldes lutando contra a tirania e em favor da paz e da democracia.
Se nos guiarmos pelas imagens que vimos, a Líbia pouco vai mudar. Vai trocar uma tribo de bárbaros por outra, tão bárbara quanto.
A trajetória de Khadafi, em seus 42 anos de liderança, é curiosa e teve três fases distintas em seu relacionamento com o Ocidente.  De odiado terrorista, passou a exótico parceiro, voltando depois ao papel de tirano opressor que deveria ser removido a qualquer custo, vivo ou morto, como pregou Hillary Clinton.
Cabe a pergunta: quem é essa Dona Hillary para dizer o que deve ser feito ou não em outro país?
Dos tempos em que foi considerado um terrorista, pesa contra Khadafi o atentado ao avião da Panam, em dezembro de 1988,  que explodiu sobre os céus de Lockerbie, na Escócia, matando todos que estavam a bordo, inclusive 189 norte-americanos, a maioria jovens.
O suposto autor intelectual do atentado, o cidadão líbio Abdelbaset al-Megrahi, foi condenado à prisão perpétua pela Justiça britânica e não mais se falou do assunto, ficou apenas o ódio dos familiares dos mortos.
O tempo passou e, de ovelha negra do mundo árabe, Khadafi passou à figura exótica que o mundo se acostumou a ver, ora em tendas que armava em país estrangeiro, como fez nos EUA, durante Assembleia-Geral da ONU, ora recebendo e visitando chefes de Estado e empresários ocidentais. Visitar Tripoli e posar ao lado de Khadafi virou um “must”.
O prestígio de Khadafi junto aos ocidentais pode ser medido pela negociação bem sucedida que manteve com o governo britânico em prol da libertação de Abdelbaset al-Megrahi, o suposto terrorista do avião da Panam.  Em 10 de agosto de 2009, al-Megrahi foi libertado por “compaixão”, pois era doente terminal de câncer de prostata.

Na época foram levantadas suspeitas contra o governo do primeiro-ministro Gordon Brown, que teria negociado a libertação do condenado em troca de generosos contratos comerciais envolvendo o petróleo líbio.   Verdade ou não, o fato é que al-Megrahi permanence vivo até hoje, depois de recebido com festa em seu país.

Falta descobrir o que Khadafi fez de errado nos últimos meses para voltar a ser o vilão que precisava ser derrubado, mesmo que para isso as quatro potências ocidentais se juntassem sob o suspeito patrocinio da Otan para ajudar os rebeldes que depuseram e assassinaram Khadafi. Entre quem será dividido o butim do que restou da Líbia?
Por enquanto, o que se sabe é que os países que forneceram homens e equipamentos  militares para atacar a Líbia mantiveram nos últimos anos estreito contato politico e comercial com o dirigente líbio, conforme se pode ver nas fotos abaixo, onde aparecem Hillary com o filho de Khadafi,o ditador com Condoleezza Rice, com Gordon Brown, com Tony Blair, com Sarkozy e com Berlusconi.  São os verdadeiros assassinos de Muammar Khadafi.
 Via Direto da Redação

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Por que precisamos de outra democracia



           
Movimentos não protestam apenas contra injustiça. Perceberam que instituições submeteram-se aos interesses financeiros – e precisam ser mudadas

Por Antonio Negri e Michael Hart
As manifestações sob a bandeira de Occupy Wall Street ressoam em tantas pessoas, não só porque dão voz a uma sensação de injustiça econômica, mas também, e talvez mais importante, porque manifestam sofrimentos e aspirações políticas. Ao espalharem-se da parte sul de Manhattan para cidades grandes e pequenas por todo o país, mostraram que a indignação contra a ganância das grandes corporações e a desigualdade econômica é real e profunda. Mas, no mínimo tão importante quanto isso, é o protesto contra a falta – ou o fracasso – da representação política. Não é tanto a questão de se um ou outro político, esse ou aquele partido, nada faz ou é corrupto (embora isso, também, seja verdade), mas de se o sistema político representativo é, em termos gerais, inadequado. Esse movimento de protesto pode, e talvez consiga, converter-se processo democrático constituinte genuíno.

A face política dos protestos de Occupy Wall Street aparece quando o pomos ao lado de outros “acampamentos” do ano em curso. Juntos, formam um ciclo emergente de lutas. Em muitos casos, as linhas de influência são claras. Occupy Wall Street inspirou-se nos acampamentos das praças centrais na Espanha, que começaram dia 15 de maio, depois da ocupação da Praça Tahrir, no Cairo, no início da primavera. A essa sucessão de manifestações, é preciso acrescentar vários outros protestos, como as longas manifestações na Assembleia Estadual em Wisconsin, a ocupação da Praça Syntagma em Atenas, os acampamentos de israelenses por justiça econômica. O contexto desses vários protestos são muito diferentes, claro; e não são simplesmente repetição do que acontecera noutros lugares. Mas cada um desses movimentos conseguiu traduzir para a própria situação alguns elementos comuns.

Na Praça Tahrir, a natureza política do acampamento e o fato de que os manifestantes não eram nem jamais seriam representados, em nenhum sentido, pelo atual regime, eram visíveis. A exigência “Mubarak tem de sair” mostrou-se suficientemente potente para envolver todas as demais questões. Depois, nos acampamentos da Porta do Sol em Madri e da Praça Catalunha em Barcelona, a crítica da representação política foi mais complexa. O protesto espanhol reuniu vasto conjunto de demandas sociais e econômicas – sobre o déficit público, moradia e educação, dentre outras –, mas sua “indignação”, que a imprensa espanhola rapidamente apontou como a emoção que os definia, foi claramente dirigida contra um sistema político incapaz de tratar daquelas questões. Contra o arremedo de democracia que o atual sistema representativo oferece, os manifestantes dirigiram um dos seus principais slogans: “Democracia real ya,” ou “Democracia real, já”.

Occupy Wall Street deve ser entendido, então, como mais um desenvolvimento ou permutação dessas exigências políticas. Mensagem alta e clara dos protestos, é claro, é que os banqueiros e as indústrias da finança de modo algum nos representam: O que é bom para Wall Street com certeza não é bom para o país (ou para o mundo). E parte mais significativa do fracasso da representação, portanto, deve ser atribuída aos políticos e aos partidos políticos aos quais compete representar os interesses do povo, mas que, de fato, só representam, mais claramente, os bancos e os agentes que emprestam dinheiro. Esse reconhecimento leva a uma questão aparentemente simplória, básica: a democracia não deveria ser o governo do povo sobre a pólis – quer dizer, sobre toda a vida social e econômica? Em vez disso, o que se vê é que a política tornou-se subserviente aos interesses econômicos e financeiros.

Ao insistir na natureza política dos protestos de Occupy Wall Street, não estamos dizendo que todas as questões políticas possam ser equacionadas em termos das disputas entre Republicanos ou Democratas, ou os resultados do governo Obama. Se o movimento continuar a crescer, é claro, talvez force a Casa Branca ou o Congresso a tomar novos rumos de ação, e pode vir a ser, mesmo, significativo ponto de contenção durante o próximo ciclo eleitoral presidencial.

Mas tanto o governo Obama quanto o governo George W. Bush são autores de “resgates” de bancos e banqueiros. A falta de representação, que os protestos evidenciaram, aplica-se aos dois partidos. Nessas circunstâncias, o clamor dos espanhóis por “democracia real, já” soa ao mesmo tempo, urgente e desafiador.

Se observados em conjunto, esses diferentes acampamentos de protesto – do Cairo a Atenas, Madison, Telavive, Madrid e, agora, New York – manifestam uma insatisfação com as estruturas da representação política. O que oferecem, como alternativa? O que é a “democracia real” que tantos propõem?

As pistas mais claras estão na própria organização interna dos movimentos – especificamente, no modo como os acampamentos oferecem novas práticas democráticas. Esses movimentos desenvolveram-se segundo o que designamos como “uma forma multitudinária” e são caracterizados por frequentes assembleias e estruturas participativas para construir e tomar decisões. (E vale a pena observar que, quanto a isso, Occupy Wall Street e várias das demais manifestações também têm raízes nos movimentos de protesto antiglobalização que se estenderam, no mínimo, de Seattle em 1999 a Gênova em 2001.)

Muito se tem dito sobre mídias sociais como Facebook e Twitter, sempre usados nos acampamentos. Esses instrumentos de rede, evidentemente, não criam os movimentos, mas são ferramentas úteis, porque, em vários sentidos, correspondem à estrutura dos experimentos horizontais e democráticos dos próprios movimentos. Em outras palavras, o Twitter é útil, não porque divulga eventos, mas porque reúne as ideias de uma grande assembleia, para uma específica decisão, em tempo real.

Não espere que os acampamentos, então, desenvolvam líderes ou representantes políticos. Nenhum Martin Luther King, Jr. vai emergir das ocupações de Wall Street e outras. Para melhor ou para o pior – e certamente estamos entre aqueles que consideram Occupy WallStreet um assunto promissor – este ciclo emergente de movimentos vai se expressar através de estruturas de participação horizontal, sem representantes específicos. Tais experiências de organização democrática em pequena escala teria que se desenvolver muito mais, é claro, antes de se poder elaborar modelos eficazes para uma alternativa social, mas os ocupantes expressam poderosamente sua aspiração por uma “democracia real”.

Enfrentando a crise (financeira do capitalismo) e vendo claramente a forma como ela está sendo gerenciada pelo sistema político atual, os jovens que participam dos vários acampamentos fazem, e com inesperada maturidade, a desafiadora pergunta: “Se a democracia – ou seja, a democracia que temos hoje – está atônita sob os golpes da crise econômica e é impotente para fazer valer a vontade e os interesses da multidão, não seria a hora , talvez, de considerar que esta forma de democracia seja obsoleta?”.

Se as forças políticas geradas pelo poder da riqueza e das finanças passaram a defender interesses supostamente democráticos das atuais Constituições, incluindo a dos EUA, não é possível e mesmo necessário, hoje, propor e construir novos valores constitucionais que possam abrir avenidas e retomar o processo de busca coletiva da felicidade? Tal raciocínio e tais demandas, já vivamente explicitados nos movimentos idênticos que acontecem na Europa e na África Mediterrânea que se implantaram pelos EUA a partir de Wall Street, mostram a necessidade de um novo processo Constituinte e democrático.
Via OUTRAS PALAVRAS)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A última mentira do Cabo Anselmo


Por: Urariano Mota
José Anselmo dos Santos, ou Daniel, ou Jadiel, ou Jônatas...  ou mais simplesmente Cabo Anselmo, se apresentou no Roda Viva na última segunda-feira. Como já se esperava, ele esteve muito à vontade, porque os entrevistadores não pesquisaram a história dos seus crimes, e se fizeram esse indispensável dever, não quiseram levá-lo às cordas, para confrontar as suas esquivas com os depoimentos de testemunhas de 1973, ano das execuções de 6 militantes socialistas no Recife.
O momento mais acintoso foi quando ele se referiu à sua mulher, Soeldad Barrett, e dela retirou a gravidez, para se isentar de um hediondo crime, que cai como um acréscimo à

traição de entregá-la para a morte. 

 

Observem-no aqui neste momento, a partir do minuto 22.05 até 22.42.
Transcrevo:
“Cabo Anselmo - A Soledad usava DIU, desde que fez um aborto aqui em São Paulo, antes da ida para o Recife.
Entrevistador -  O senhor contesta a gravidez da Soledad?
Cabo Anselmo - Como?
Entrevistador - O senhor contesta que ela estivesse grávida, como a versão histórica ...
Cabo Anselmo - Se eu acreditar, como dizem os médicos, que o DIU era o mais seguro dos preservativos, eu contesto, sim.
Entrevistador - Então o feto encontrado lá não era dela?
Cabo Anselmo - Eu imagino que seria da Pauline. A Pauline estava grávida, inclusive teve problema de gravidez, e Soledad a levou até o médico.”    
Não vem ao caso agora observar que ele ganha tempo para responder, quando finge não ouvir bem e pergunta “Como?”. Importa mais agora confrontá-lo com três depoimentos históricos. No primeiro deles, e mais impressionante, a advogada Mércia Albuquerque assim declarou na Secretaria de Justiça de Pernambuco, em 1996:
“Soledad estava com os olhos muito abertos com expressão muito grande de terror, a boca estava entreaberta e o que mais me impressionou foi o sangue coagulado em grande quantidade que estava, eu tenho a impressão que ela foi morta e ficou algum tempo deitada e a trouxeram, e o sangue quando coagulou ficou preso nas pernas porque era uma quantidade grande e o feto estava lá nos pés dela, não posso saber como foi parar ali ou se foi ali mesmo no necrotério que ele caiu, que ele nasceu, naquele horror”.   
No segundo deles, a dona da butique em Boa Viagem, onde foram presas Soledad e Pauline , lembra que em 1973 Soledad lhe dissera que iria viajar para rever a única filha, antes de dar à luz, porque estava grávida. Isso foi falado à testemunha dias antes da  execução dos socialistas em janeiro, numa conversa íntima entre mulheres. Soledad estaria louca ou a dona da butique estaria inventando histórias?  E agora, por fim, prestem bem atenção no que lembra um professor de história do Recife: Soledad e Anselmo foram vistos na Rua das Calçadas, no Recife, a comprar roupinhas de bebê. Que lindo e canalha, não?  Será que estariam então todos enganados a fantasiar a gravidez de Soledad, somente para incriminar o pobre Anselmo?
Ontem no Roda Viva o Cabo Anselmo cometeu a sua mais escabrosa mentira. Transferiu a gravidez da mulher para outra morta. E todos os repórteres, entrevistadores, apresentador calaram diante da eloqüência do velho traidor. O DIU, dizem os médicos, tem apenas 0,1% de falha. Já um agente duplo nunca nega fogo: é 100 % mentiroso.

Sociólogo norte-americano antecipa que ‘o capitalismo chegou ao fim da linha’

O capitalismo está derretendo
 Por: Celeiro de Blogs
Aos 81 anos, o sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema. Mas – e aqui começam as provocações – o que surgirá em seu lugar pode ser melhor (mais igualitário e democrático) ou pior (mais polarizado e explorador) do que temos hoje em dia.
Estamos, pensa este professor da Universidade de Yale e personagem assíduo dos Fóruns Sociais Mundiais, em meio a uma bifurcação, um momento histórico único nos últimos 500 anos. Ao contrário do que pensava Karl Marx, o sistema não sucumbirá num ato heróico. Desabará sobre suas próprias contradições. Mas atenção: diferentemente de certos críticos do filósofo alemão, Wallerstein não está sugerindo que as ações humanas são irrelevantes.
Ao contrário: para ele, vivemos o momento preciso em que as ações coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o destino comum da humanidade e do planeta. Ou seja, nossas escolhas realmente importam. “Quando o sistema está estável, é relativamente determinista. Mas, quando passa por crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante.”
É no emblemático 1968, referência e inspiração de tantas iniciativas contemporâneas, que Wallerstein situa o início da bifurcação. Lá teria se quebrado “a ilusão liberal que governava o sistema-mundo”. Abertura de um período em que o sistema hegemônico começa a declinar e o futuro abre-se a rumos muito distintos, as revoltas daquele ano seriam, na opinião do sociólogo, o fato mais potente do século passado – superiores, por exemplo, à revolução soviética de 1917 ou a 1945, quando os EUA emergiram com grande poder mundial.
As declarações foram colhidas no dia 4 de outubro pela jornalista Sophie Shevardnadze, que conduz o programa Interview na emissora de televisão russa RT. A transcrição e a tradução para o português são iniciativas do sítio Outras Palavras, 15-10-2011.
Leia aqui a entrevista, na íntegra:
– Há exatamente dois anos, você disse ao RT que o colapso real da economia ainda demoraria alguns anos. Esse colapso está acontecendo agora?
– Não, ainda vai demorar um ano ou dois, mas está claro que essa quebra está chegando.
– Quem está em maiores apuros: Os Estados Unidos, a União Europeia ou o mundo todo?
– Na verdade, o mundo todo vive problemas. Os Estados Unidos e União Europeia, claramente. Mas também acredito que os chamados países emergentes, ou em desenvolvimento – Brasil, Índia, China – também enfrentarão dificuldades. Não vejo ninguém em situação tranquila.
– Você está dizendo que o sistema financeiro está claramente quebrado. O que há de errado com o capitalismo contemporâneo?
– Essa é uma história muito longa. Na minha visão, o capitalismo chegou ao fim da linha e já não pode sobreviver como sistema. A crise estrutural que atravessamos começou há bastante tempo. Segundo meu ponto de vista, por volta dos anos 1970 – e ainda vai durar mais uns 20, 30 ou 40 anos. Não é uma crise de um ano, ou de curta duração: é o grande desabamento de um sistema. Estamos num momento de transição. Na verdade, na luta política que acontece no mundo — que a maioria das pessoas se recusa a reconhecer — não está em questão se o capitalismo sobreviverá ou não, mas o que irá sucedê-lo. E é claro: podem existir duas pontos de vista extremamente diferentes sobre o que deve tomar o lugar do capitalismo.
– Qual a sua visão?
– Eu gostaria de um sistema relativamente mais democrático, mais relativamente igualitário e moral. Essa é uma visão, nós nunca tivemos isso na história do mundo – mas é possível. A outra visão é de um sistema desigual, polarizado e explorador. O capitalismo já é assim, mas pode advir um sistema muito pior que ele. É como vejo a luta política que vivemos. Tecnicamente, significa é uma bifurcação de um sistema.
– Então, a bifurcação do sistema capitalista está diretamente ligada aos caos econômico?
– Sim, as raízes da crise são, de muitas maneiras, a incapacidade de reproduzir o princípio básico do capitalismo, que é a acumulação sistemática de capital. Esse é o ponto central do capitalismo como um sistema, e funcionou perfeitamente bem por 500 anos. Foi um sistema muito bem sucedido no que se propõe a fazer. Mas se desfez, como acontece com todos os sistemas.
– Esses tremores econômicos, políticos e sociais são perigosos? Quais são os prós e contras?
– Se você pergunta se os tremores são perigosos para você e para mim, então a resposta é sim, eles são extremamente perigosos para nós. Na verdade, num dos livros que escrevi, chamei-os de “inferno na terra”. É um período no qual quase tudo é relativamente imprevisível a curto prazo – e as pessoas não podem conviver com o imprevisível a curto prazo. Podemos nos ajustar ao imprevisível no longo prazo, mas não com a incerteza sobre o que vai acontecer no dia seguinte ou no ano seguinte. Você não sabe o que fazer, e é basicamente o que estamos vendo no mundo da economia hoje. É uma paralisia, pois ninguém está investindo, já que ninguém sabe se daqui a um ano ou dois vai ter esse dinheiro de volta. Quem não tem certeza de que em três anos vai receber seu dinheiro, não investe – mas não investir torna a situação ainda pior. As pessoas não sentem que têm muitas opções, e estão certas, as opções são escassas.
– Então, estamos nesse processo de abalos, e não existem prós ou contras, não temos opção, a não ser estar nesse processo. Você vê uma saída?
– Sim! O que acontece numa bifurcação é que, em algum momento, pendemos para um dos lados, e voltamos a uma situação relativamente estável. Quando a crise acabar, estaremos em um novo sistema, que não sabemos qual será. É uma situação muito otimista no sentido de que, na situação em que nos encontramos, o que eu e você fizermos realmente importa. Isso não acontece quando vivemos num sistema que funciona perfeitamente bem. Nesse caso, investimos uma quantidade imensa de energia e, no fim, tudo volta a ser o que era antes. Um pequeno exemplo. Estamos na Rússia. Aqui aconteceu uma coisa chamada Revolução Russa, em 1917. Foi um enorme esforço social, um número incrível de pessoas colocou muita energia nisso. Fizeram coisas incríveis, mas no final, onde está a Rússia, em relação ao lugar que ocupava em 1917? Em muitos aspectos, está de volta ao mesmo lugar, ou mudou muito pouco. A mesma coisa poderia ser dita sobre a Revolução Francesa.
– O que isso diz sobre a importância das escolhas pessoais?
– A situação muda quando você está em uma crise estrutural. Se, normalmente, muito esforço se traduz em pouca mudança, nessas situações raras um pequeno esforço traz um conjunto enorme de mudanças – porque o sistema, agora, está muito instável e volátil. Qualquer esforço leva a uma ou outra direção. Às vezes, digo que essa é a “historização” da velha distinção filosófica entre determinismo e livre-arbítrio. Quando o sistema está relativamente estável, é relativamente determinista, com pouco espaço para o livre-arbítrio. Mas, quando está instável, passando por uma crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante. As ações de cada um realmente importam, de uma maneira que não se viu nos últimos 500 anos. Esse é meu argumento básico.
– Você sempre apontou Karl Marx como uma de suas maiores influências. Você acredita que ele ainda seja tão relevante no século XXI?
– Bem, Karl Marx foi um grande pensador no século XIX. Ele teve todas as virtudes, com suas ideias e percepções, e todas as limitações, por ser um homem do século XIX. Uma de suas grandes limitações é que ele era um economista clássico demais, e era determinista demais. Ele viu que os sistemas tinham um fim, mas achou que esse fim se dava como resultado de um processo de revolução. Eu estou sugerindo que o fim é reflexo de contradições internas. Todos somos prisioneiros de nosso tempo, disso não há dúvidas. Marx foi um prisioneiro do fato de ter sido um pensador do século XIX; eu sou prisioneiro do fato de ser um pensador do século XX.
– Do século 21, agora…
– É, mas eu nasci em 1930, eu vivi 70 anos no século XX, eu sinto que sou um produto do século XX. Isso provavelmente se revela como limitação no meu próprio pensamento.
– Quanto – e de que maneiras – esses dois séculos se diferem? Eles são realmente tão diferentes?
– Eu acredito que sim. Acredito que o ponto de virada deu-se por volta de 1970. Primeiro, pela revolução mundial de 1968, que não foi um evento sem importância. Na verdade, eu o considero o evento mais significantes do século XX. Mais importante que a Revolução Russa e mais importante que os Estados Unidos terem se tornado o poder hegemônico, em 1945. Porque 1968 quebrou a ilusão liberal que governava o sistema mundial e anunciou a bifurcação que viria. Vivemos, desde então, na esteira de 1968, em todo o mundo.
– Você disse que vivemos a retomada de 68 desde que a revolução aconteceu. As pessoas às vezes dizem que o mundo ficou mais valente nas últimas duas décadas. O mundo ficou mais violento?
– Eu acho que as pessoas sentem um desconforto, embora ele talvez não corresponda à realidade. Não há dúvidas de que as pessoas estavam relativamente tranquilas quanto à violência em 1950 ou 1960. Hoje, elas têm medo e, em muitos sentidos, têm o direito de sentir medo.
– Você acredita que, com todo o progresso tecnológico, e com o fato de gostarmos de pensar que somos mais civilizados, não haverá mais guerras? O que isso diz sobre a natureza humana?
– Significa que as pessoas estão prontas para serem violentas em muitas circunstâncias. Somos mais civilizados? Eu não sei. Esse é um conceito dúbio, primeiro porque o civilizado causa mais problemas que o não civilizado; os civilizados tentam destruir os bárbaros, não são os bárbaros que tentam destruir os civilizados. Os civilizados definem os bárbaros: os outros são bárbaros; nós, os civilizados.
– É isso que vemos hoje? O Ocidente tentando ensinar os bárbaros de todo o mundo?
– É o que vemos há 500 anos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nostradamus de araque e a mal fadada Reforma Política.

Nostradamus prevendo a Reforam
Politica no Brasil.


No dia 30 de março deste ano, tirando onda de um legítimo Nostradamus, eis que fiz uma postagem no blog Dag Vulpi “pré-vendo” o que de fato acabaria por se confirmar (leia aqui o acautelado)
Aquele que sonhava com uma reforma política no Brasil, que acabasse com os velhos e viciados costumes e leram a minha postagem (indicada acima), concordando com aquele texto, certamente não teve nenhuma decepção, porém, aqueles que não levaram fé na minha profecia, mais uma vez tiveram uma grande decepção.

A Comissão Mista de deputados e senadores responsáveis para examinar o assunto apresentaram um relatório pouco sugestivo para discutir e promover mudanças que atendessem as expectativas de nós brasileiros.

Os ilustres parlamentares criaram duas Comissões para estudar a reforma: uma no Senado, com prazo de 45 dias para apresentar parecer sobre o assunto, e outra na Câmara, com prazo de seis meses para opinar. Alguns políticos decidiram promover shows pelo Brasil afora em audiências públicas promocionais intermináveis para ouvir a população, de preferência a despolitizada, pois quando aparecia alguém com propostas reais, e que realmente pudessem colaborar para o processo, estas eram simplesmente ignoradas. A exemplo do ocorrido na Assembleia Legislativa do ES, onde, uma comissão representando o grupo Consciência Política Razão Social da rede social facebook, (leia aqui) entregou à mesa organizadora, propostas para a uma reforma, elaboradas durante debates em várias  postagens e comentários sobre o assunto.

Resultado

O senado apresentou seu parecer, e a Câmara formulou uma proposição recheada de indicações que só servirão para reforçar o impasse no Congresso e transformar a tão sonhada reforma política em quimera irreal, sem pé nem cabeça.


Conclusão

Mais uma vez a Reforma Política foi um engôdo que não passou de discurso político para ensacar fumaça. Levando nada a lugar nenhum, não promovendo mudanças verdadeiras no processo eleitoral.


Aprendizado
O coronel Limoeiro, de Pernambuco, diria, se fosse vivo: ”Meu filho, se essa cerca for esticada a gente passa por baixo; se for bamba ou frouxa, a gente passa por cima”.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Oposição tenta colocar mais lenha na fogueira que frita Orlando Silva

Líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA) pensava apresentar, nesta segunda-feira, um requerimento com o objetivo de colocar mais lenha na fogueira que frita o ministro dos Esportes, Orlando Silva, após matéria publicada na revista semanal ultraconservadora Veja. Na reportagem, um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal acusa o ministro de participar de desvios de recursos do ministério. O representante da direita quer convidar a fonte da matéria para falar na Casa, mas o ministro já sinalizou à base aliada que as acusações do PM João Dias Ferreira de que comanda um esquema de desvios na pasta são uma “trama farsesca”.
O ministro Silva também deverá falar na Comissão de Fiscalização e controle sobre as acusações de que teria participação direta num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que distribui recursos a ONGs para projetos de incentivo à prática de esportes por jovens, segundo Veja. A oposição quer ouvir também Célio Soares Pereira, que afirmou à revista ter entregue dinheiro ao próprio ministro na garagem do ministério, em Brasília, no final de 2008. Ferreira chegou a ser preso em 2010 pela Polícia Civil do Distrito Federal, como suspeito de envolvimento no desvio de recursos do mesmo programa.
Pereira confirmou a jornalistas, nesta segunda-feira, a acusação contra o ministro Orlando Silva. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já pediu para que a Polícia Federal investigue o esquema relatado.
Em nota divulgada na véspera, o Ministério do Esporte disse que João Dias firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios. De acordo com o ministro, desde que o TCU foi acionado, integrantes de sua equipe vêm recebendo ameaças.
“Armação”
Presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo chamou de “armação” as denúncias de capa da última edição da revista Veja.
“Estou seguro e convicto de que tudo não passa de calúnia e armação, ele mesmo apresentou um pedido ao ministro da Justiça para que a Polícia Federal investigue as denúncias apresentadas por esse caluniador, João Dias. E, mais, já no início da próxima semana, também por sua iniciativa, Orlando irá à Câmara dos Deputados para desmascarar cabalmente essa acusação leviana”, destaca em nota o presidente do PC do B.
Segundo Rabelo, o ministro está tranquilo em relação à sua inocência e se colocou à disposição para depor sobre o caso na Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira, atendendo pedido da bancada do PC do B. Rabelo também disse que as informações são infundadas.
“A única prova é o depoimento de João Dias Ferreira, cuja trajetória é pontuada por ações obscuras. Ele é réu em algumas ações na Justiça. Não sei se agora é revanche. Isso tudo nos causa muita estranheza”, afirmou na nota.
O dirigente do partido informou também que Ferreira saiu do PcdoB antes de 2006. O partido, disse Rabelo, vai estudar uma medida judicial para se defender das acusações.
Nesta segunda-feira, o ministro também voltou a afirmar que as denúncias são “uma farsa”. Ele abreviou a viagem que fazia ao México para voltar ao Brasil, nesta tarde. Silva foi chamado pelo Palácio do Planalto a dar explicações sobre as acusações de corrupção na pasta, que chefia desde 2006.

Recebido via email

Almir Neres pode perder mandato por improbidade

Partido quer tomar mandato de vereador.

Almir Neres fez uso da verba de gabinete com alimentação em Domingos Martins.

Almir Neres (PSD) usou verba quando era do PRP.

O presidente do PRP de Vila Velha, Marcus Alves, quer para o partido a vaga do vereador Almir Neres, ex-integrante da legenda que foi para o PSD.
A alegação é que, quando estava no PRP, Neres fez uso da verba de gabinete com alimentação em Domingos Martins e em uma choperia de Vila Velha.

O vereador já disse que o estabelecimento trata-se, na verdade, de um restaurante onde ele e a equipe de gabinete faziam refeições e que não bebe, pois é evangélico.

Ainda assim, Marcus Alves diz que não havia necessidade de o parlamentar utilizar a verba. "Ele mora em Vila Velha. Por que não ia almoçar em casa ao invés de gastar dinheiro público com isso?".

Para o presidente municipal do PRP, a imagem do partido saiu arranhada do episódio. "Pelo comportamento antiético dele como vereador, isso foi quebra de decoro parlamentar e ele fez isso quando era do PRP".

Alves diz que procurará o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCES) para tratar da questão ainda nesta semana. Ele quer ainda que a Polícia Federal investigue o caso da verba de gabinete na Câmara.

De acordo com dados do TCES, Almir Neres gastou R$ 77,30 em um restaurante de Domingos Martins no dia 21 de março de 2009, um sábado.

Naquele ano, ele ainda registrou despesas de R$ 5,4 mil na Choperia Casa da Praia, nome oficial do restaurante Timoneiro, na Praia da Costa.

Como justificativa, Neres, que é vice-presidente da Câmara, disse que tem o direito de se alimentar. "Assim como todo ser humano se alimenta, eu também tenho direito a me alimentar. Como havia uma resolução, eu fiz uso simplesmente daquilo que era legal", afirmou.

Procurado pela reportagem, ontem, o vereador disse que não poderia falar pois estava ao volante. Mais tarde ele foi novamente contatado, mas não retornou às chamadas.

Imagem: Reprodução Colunista: Ivan de Freitas


Fonte: G1-ES

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Inconstitucionalidade dos Pedágios

"A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados. A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação. Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade " E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição". Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. "No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza. A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre. Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras. Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta. Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008. Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios. FONTE: JORNAL AGORA

Comentário: E agora, como fica a situação. Quem vai apoiar a advogada?... Ministério Público?... Movimento popular?... Ela sozinha não vai conseguir convencer o poder constituido.

Vamos ao menos espalhar essa notícia, isso nós podemos fazer para ajudar.

sábado, 15 de outubro de 2011

Facebook e eBay revelam parceria para comércio eletrônico

comércio eletrônicoA executiva do Facebook e integrante do Conselho do eBay Katie Mitic revelou uma parceria entre as duas companhias que visa criar uma nova geração de aplicativos de comércio eletrônico com elementos de redes sociais.
Mitic disse na quarta-feira que o chamado Open Graph, mapa de conexões que o usuários do Facebook criam junto a amigos e conteúdo online, será integrado a aplicativos desenvolvidos a partir de alguns serviços e tecnologias do eBay.
O eBay está tentando encorajar desenvolvedores externos a criar aplicativos para suas plataformas de comércio online, ao passo que faz um esforço para avançar no mercado de comércio móvel.
A companhia lançou o x.commerce, sua nova divisão focada em desenvolvimento de software, em uma conferência em São Francisco na quarta-feira.
Colocar elementos do Facebook em produtos de e-commerce tem o potencial de fazer das compras online uma experiência mais personalizada, ao colocar os pensamentos das pessoas sobre certos produtos em uma prateleira virtual.
Falando na conferência, Mitic disse que o Open Graph seria integrado a aplicativos desenvolvidos a partir dos serviços do eBay, como o Magento, um serviço que “constrói” fachadas de prédios online, e o GSI, que lida com preenchimento de pedidos.
Ebay e Facebook já possuem uma parceria, a qual permite que a compra de anúncios no Facebook utilizando o PayPal –serviço de pagamento eletrônico do site de leilões online.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fé, ciência e democracia

Não há qualquer incompatibilidade entre Ciência e Religiosidade, nem também entre Religiosidade e Democracia. Sobre a coerência entre o pensamento científico e as concepções religiosas, já Einstein dava o seu testemunho afirmando que a Religião e a Ciência eram complementares: “a Ciência sem a Religião é manca; a Religião sem a Ciência é cega".


Max Jammer, que foi colega de Albert Einstein em Princeton, testemunha que este entendia pudesse um cientista ser um homem religioso. A visão de Einstein era de uma perspectiva cósmica, não antropomórfica, de Deus. O caminho científico, diversamente do caminho religioso, é mais abstrato e menos sincrético. No final da trajetória, entretanto, ambos os caminhantes podem ver-se irmanados à face do divino.

Ieda Assumpção Tillmann, Cristina Lopes Horta, Paulo Sousa e Flávio M. de Oliveira, pesquisadores da Universidade Católica de Pelotas, observam que o exame mais detalhado das relações entre religiosidade e condições físicas, psíquicas e sociais do indivíduo só pôde ocorrer depois que a cultura conseguiu desatrelar-se do pensamento positivista, dominante até o século XX. Nas últimas décadas, o processo de emergência de um novo paradigma é que deu sustentação para que, em lugar de distanciamento e desconfiança, surgisse proximidade e interesse recíproco entre religiosos e cientistas.

Andrew Newberg, professor da Universidade da Pensilvânia, evidenciou aumento significativo da atividade cerebral, na região do córtex pré-frontal, durante a meditação, o que é consistente com o processo de atenção focalizada.

Wolfgang Maass, pesquisador de Neurobiologia do Instituto Salk (Estados Unidos), constatou que orações podem ajudar a curar doentes. Preces rezadas, antes das intervenções médicas em pacientes que se submeteriam a angioplastias, trouxeram resultados positivos, formando, assim, um elo entre espiritualidade e saúde.
Quanto à coerência entre Religiosidade e Democracia, só não existe essa coerência dentro de uma visão fundamentalista de Fé.

O Fundamentalismo, ou seja, a pretensão de deter toda a verdade, a intolerância para com o divergente, o carimbo de herege aposto aos que discordam não é monopólio do Islã, como tantas vezes se propala. Também entre os cristãos existem fundamentalistas.
A Religiosidade não é fundamentalista. O Fundamentalismo é, a meu ver, uma corrupção da Religiosidade. A Religiosidade coere perfeitamente com uma concepção democrática de vida e de sociedade.

Direto da Redação

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A importância da dieta adequada para adolescentes


As necessidades nutricionais durante a adolescência aumentam em decorrência do aumento do crescimento e da composição física associados à puberdade. No entanto, o aumento da necessidade energética coincide com fatores que afetam as escolhas alimentares e nutricionais dos adolescentes, como um tempo maior gasto na Escola e em atividades extra-curriculares, preocupação com a própria imagem, vaidade e maior liberdade de escolha. A dieta adequada nesta idade tem grande importância como prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, já que abusos alimentares em geral começam neste grupo etário, quando já não há tanto controle dos Pais e quando as refeições são feitas fora de casa com maior frequência. É responsabilidade dos Pais e educadores orientarem os jovens sobre os riscos que uma dieta inadequada podem lhe trazer no futuro, como o aumento da incidência de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, diabetes, obesidade e alguns tipos de câncer.

Sabe-se que os adolescentes falham no objetivo de ter uma dieta saudável, e tem as suas fontes de energia dietéticas ricas em gordura e açúcares, e pobres em vitamina A, ácido fólico, ferro, fibras, cálcio e zinco. A baixa ingestão de ferro e cálcio traz consequências, principalmente nas meninas. A carência de ferro pode prejudicar a função cognitiva e desempenho físico, enquanto a ingestão insuficiente de cálcio pode aumentar o risco de fraturas na adolescência e de desenvolvimento de osteoporose em idade mais avançada.

Os adolescentes tem o hábito de “pular” algumas refeições em decorrência dos seus horários. O café da manhã é a refeição mais negligenciada, mas as outras refeições do dia podem ser “descartadas” em virtude de atividades sociais e escolares, ou falta de apetite pela manhã. A omissão do café da manhã poderá trazer prejuízo no desempenho escolar e comprometer a qualidade da dieta de forma geral. Um estudo interessante provou que o hábito de tomar café da manhã aumentou o desempenho em Matemática de alguns alunos, assim como diminuiu os conflitos psicossociais com colegas e professores. Por outro lado, adolescentes com dieta irregular são mais propensos a pior desempenho escolar, hiperatividade e absenteísmo. A não ingestão do café da manhã não é compensada nas outras refeições, e pode haver um grande prejuízo no consumo de ferro, vitamina B12 e cálcio, presentes nas frutas, leites e cereais.

Os estudos mostram que crianças e adolescentes que realizam as refeições em família têm uma maior chance de terem uma dieta saudável durante a vida adulta, consumindo menos frituras e refrigerantes, e ingerindo mais frutas e vegetais. Por isso, mesmo os Pais que têm a vida muito atribulada devem se esforçar para fazer algumas refeições diárias com os filhos. Outro problema, principalmente nas meninas, é a resistência de fazer algumas refeições com o objetivo de perder peso. No entanto, as calorias não consumidas em uma refeição saudável acabam sendo trocadas pela ingestão de salgadinhos ou bolachas algumas horas mais tarde. Pior que isto, em geral este tipo de alimento compromete a próxima refeição. A ingestão de doces e refrigerantes também contribuem para uma dieta inadequada e para o aumento de peso.

Outro fator dos tempos modernos é a televisão e seus comerciais. O  hábito de ver televisão aumenta o consumo de salgados e bolachas pelos adolescentes. Já se mostrou que em anúncios de alimentos em programas para jovens mais de 90% dos produtos são alimentos ricos em gordura, sal e açúcar, além de conterem poucos nutrientes adequados. Ainda em relação à comerciais de TV, não podemos nos esquecer das campanhas agressivas realizadas pelas redes de fast food para atrair adolescentes e jovens, que são o seu maior público, representando até 80% do seu faturamento. Enquanto eles enriquecem os nossos filhos adoecem. Devemos lembrar que os restaurantes de fast food têm em geral um ambiente simpático, sempre existe alguma loja próxima de casa ou da escola, e um preço acessível. A gordura representa 50% das calorias dos alimentos vendidos em fast foods. Desta forma, a TV foi associada ao aumento da obesidade em estudos realizados. No entanto, como os fast foods fazem parte da vida social dos adolescentes, a melhor maneira de contornar o problema é sugerir que eles escolham os alimentos menos calóricos e gordurosos, e sem açúcar, e que não visitem estes estabelecimentos com grande frequência.

Outro problema grave é a realização de regimes e dietas sem orientação médica. O adolescente necessita de fontes nutritivas de energia devido às alterações físicas que vem sofrendo. A realização de um regime mal conduzido pode restringir a aquisição de nutrientes importantes além de incentivar o jejum prolongado. O regime realizado por muito tempo traz consequências como a irritabilidade, a dificuldade de concentração, distúrbios do sono, perda muscular, disfunção cardíaca, alterações gastrointestinais, ciclo menstrual irregular e maturidade sexual tardia.

Desta forma, devemos cuidar da dieta dos nossos filhos, para que os  alimentos sejam sempre uma fonte de vida, e não a origem de sérios  problemas de saúde. Nos casos em que há difícil relação entre dieta e adolescentes, sugiro que um profissional médico que tenha boa desenvoltura e se relacione bem com os jovens seja procurado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

‘Ficha Limpa é a reforma política possível’, diz presidente do TSE

Terminou na última sexta (07/10/2011) o prazo para mudanças nas regras eleitorais.

Ricardo Lewandowski preside sessão no TSE na
última quinta (6) (Carlos Humberto./ASICS/TSE)

Com a reforma política ainda longe de um consenso no Congresso Nacional, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, aposta na aplicação da Lei da Ficha Limpa para garantir alguma barreira à corrupção nas eleições de 2012.

O problema é que a norma corre o risco de ser esvaziada no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai definir sua aplicação.

“A Ficha Limpa é a reforma política possível no que tange à moralidade dos costumes políticos. Tenho esperança de que seja levada a julgamento [no plenário do STF] ainda neste mês”, afirmou o ministro.

Apesar de não tratarem dos mesmos temas, a Lei da Ficha Limpa e a reforma política, na opinião do ministro, têm em comum a intenção de evitar e punir irregularidades. A lei, que entrou em vigor em junho do ano passado, impede a candidatura de políticos condenados por colegiados ou que tenham renunciado

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