Por Luiz Flávio Gomes no
JusBrasil
O dinheiro
manda, desmanda e “governa”. E o povo? Continua, por ora, na caverna. A
presidenta Dilma, ao prometer liberar R$ 444 milhões para os parlamentares,
conseguiu a aprovação da flexibilização da meta fiscal. Velha política
brasileira (praticada deploravelmente por todos os governantes) do “toma lá dá
cá”. A Friboi, por sua vez, que foi a maior “financiadora” das campanhas
eleitorais de 2014 (“doou” quase 400 milhões para praticamente todos os
partidos políticos; perto de R$ 70 milhões somente para a reeleição de Dilma),
não “aceitou” a indicação de Kátia Abreu para o ministério da Agricultura. Se
quem manda na vida política é o dinheiro (os donos dos meios de produção, de
comunicação e das finanças), o grupo JBS (Friboi), para a preservação dos seus
“negócios”, sente-se no direito de interferir diretamente nos atos do governo,
como é o caso da nomeação do novo ministro da Agricultura.