segunda-feira, 31 de março de 2014

Congresso pode criar esta semana comissão para investigar denúncias na Petrobras



Trabalho doméstico e Zona Franca de Manaus são temas de destaque no Congresso
Congresso pode criar nesta semana
comissão para investigar denúncias na
Petrobras Arquivo/Agência Brasil

Com várias reuniões previstas, terça-feira (1º) deve ser um dia decisivo no Congresso Nacional. Enquanto a oposição se reúne para tentar um acordo que viabilize de vez a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar denúncias envolvendo a Petrobras e quer manter ou engrossar o número de apoiadores à iniciativa, o PT concentra esforços para enfraquecer o movimento e tentar convencer senadores que assinaram o pedido de criação da CPI a voltar atrás.

“Estamos trabalhando na perspectiva de que a CPI não se instale. Vamos ver se é possível que pessoas que não estejam plenamente esclarecidas quanto ao andamento das investigações que já acontecem possam reavaliar o posicionamento”, disse à Agência Brasil o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

Aécio desafia PT: “tanto faz enfrentar Dilma ou Lula”


Presidenciável do PSDB semeia divisão no campo governista; "Estão dizendo por aí que eles podem trocar de candidato", disse Aécio Neves, na manhã desta segunda-feira 31, em São Paulo; "Mas tanto faz para mim enfrentar a presidente Dilma ou o ex-presidente Lula. O importante é derrotar esse modelo"; tucano falou em almoço no Grupo de Líderes Empresariais; governadores Geraldo Alckmin e Antonio Anastasia presentes; Aécio falou em "reestatizar a Petrobras", deixar "a inflação para o centro da meta e não no topo", reduzir número de ministérios pela metade e criar Secretaria Especial Temporária para fazer reforma tributária em seis meses após vencer; "Tenho confiança", cravou

50 anos de 1964 despertam lobos em ‘democratas’


Cinquentenário do golpe militar de 1º de abril extrai verdades existentes dentro de personagens emblemáticos; colunista Arnaldo Jabor, da Rede Globo, afirmou que País "mereceu" quebra da democracia; ex-presidente Fernando Henrique comparou presidente Dilma Rousseff a Jango Goulart, dando pitaco pela desestabilização do governo; ex-governador Paulo Egydio relatou a Geneton Moraes Neto caso de tortura e chantagem sobre o qual lavou as mãos em nome com combate "ao comunismo"; ex-deputado Célio Borja negou ter havido uma ditadura, mas apenas "um governo com plenos poderes"; jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo evitaram qualquer autocrítica sobre apoio editorial – e logístico, no caso da Folha – dado ao golpe; blogueiro Reinaldo Azevedo escreveu, como era esperado, que a culpa foi da esquerda; faltou propor beatificação de militares

FHC: ‘Forças Armadas têm que admitir que erraram’


"Esquecer, não. Mas a revanche também não ajuda. As Forças Armadas poderiam ajudar a botar uma pedra final nisso"; 'Olha aqui. Nós fizemos isso e foi errado', disse o ex-presidente tucano, filho de militares, ao analisar os 50 anos do golpe militar de 1964; segundo ele, o caminho do Brasil não é o de outros países que puseram na cadeia líderes e agentes da repressão; e sim o da reconciliação, semelhante à da África do Sul pós-apartheid

Sem quadrilha e sem foro especial, mensalão desaba


Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Vinicius Samarane, José Roberto Salgado, Kátia Rabelo, Jacinto Lamas, João Claudio Genu e Enivaldo Quadrado são personagens quase anônimos e, naturalmente, sem foro privilegiado; réus da Ação Penal 470, foram julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal, ao contrário de Eduardo Azeredo, que renunciou ao mandato; segundo Gilmar Mendes, todos faziam parte de uma "teia", diferentemente do chamado "mensalão tucano"; mas como existe a teia se não houve formação de quadrilha?; castelo de cartas de Joaquim Barbosa ruiu e recurso à Corte Interamericana de Direitos Humanos se faz urgente e necessário

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