terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Caso Santiago: a vítima não foi a mídia, foi o jornalismo

Por Luis Nassif no GGN
Desde o início, tinham-se todos os elementos para não se dar credibilidade ao advogado Jonas Tadeu nas acusações de que o PSOL e o deputado Marcelo Freixo estariam por trás do suposto financiamento aos vândalos das manifestações.

Tadeu não apresentou uma prova, apenas sua palavra, e de maneira cautelosa para se prevenir de futuros processos.

Bastava a informação de que foi advogado de Natalino Guimarães - o chefe de milícia alvo de uma CPI da Assembleia Legislativa do Rio, cujo principal nome foi o próprio Freixo - para, no mínimo, não se endossar de pronto as declarações.. Nem seria necessário a informação adicional, de que durante a CPI Tadeu e Freixo se desentenderam várias vezes.

Avaliação do governo Dilma antes e depois dos manifestos de 2013


Por Dag Vulpi
Os números que registram o desempenho do governo da presidenta Dilma Rousseff tem apresentado uma grande oscilação desde o evento dos manifestos populares de junho de 2013.

O alto índice de aprovação, e principalmente sua sustentação, conforme os números apresentados pelos órgãos oficiais de pesquisa nos primeiros anos da gestão Dilma, chamaram a atenção positiva da grande maioria dos analistas políticos, até pelo fato de esta ser a terceira gestão consecutiva do PT frente ao comando nacional, destes, dois mandatos foram do ex-presidente Lula e o primeiro mandato da presidenta Dilma.

A mudança no cenário que até então era completamente positivo para a gestão do PT teve uma reviravolta a partir dos manifestos populares de junho passado, movimento que começou com uma pressão para rever o reajuste das passagens dos ônibus urbanos e do metrô em São Paulo e se espalhou como um rastilho de pólvora por todo o país. Após estes eventos as avaliações positivas da presidenta e os números apresentados pelas pesquisas oficiais sucumbiram, e não se sustentaram no mesmo patamar diante da pressão que vinha das ruas.

No gráfico apresentado abaixo está à evolução dos números no desempenho da presidenta Dilma Rousseff. Para simplificar o entendimento da leitura do gráfico apresentarei somente os critérios de aprovação e avaliação negativa apurados nas pesquisas, e o período compreendido é de junho de 2013, mês dos manifestos até hoje 18/02/2014.


Como se pode observar, os números da avaliação que mede o desempenho positivo do governo do PT sofreram consequências diretas vindas dos manifestos populares, despencando dos 54,2% de aprovação em junho, para 31,3% em julho, uma queda de 22,9% em apenas um mês.

Quando tudo parecia conspirar contra o governo petista a tendência de queda de sua popularidade foi interrompida, e a motivação para isso foi a reviravolta que o movimento popular que havia tomado as ruas sofreria. A perda de autenticidade do manifesto, e sua consequente reprovação pela sociedade se fez graças à equivocada introdução do grupo blacks blocs, que transformou o manifesto popular e pacifico de antes, num evento dominado pela força do vandalismo.   

Em setembro os números da aprovação do governo já mostravam o quanto a participação dos blacks blocs havia interferido nos seus resultados, passando dos 31,3% de julho para 38,1% em setembro, um crescimento considerável de 6,8% em apenas dois meses. Os números de aprovação do governo não voltaram aos patamares de antes das manifestações, mas ainda assim continuaram evoluindo positivamente até janeiro, voltando a cair somente neste mês de fevereiro.

Logo entraremos na fase aguda do processo eleitoral, e este é um ano ainda mais atípico que os muitos anos atípicos vividos por esta República, não somente pelo fato da coincidência de, além de eleições, também ser ano de copa do mundo, afinal de contas copas do mundo sempre acontecem de quatro em quatro anos em algum lugar deste planeta. Mas desta vez a copa será aqui no Brasil, e todos os candidatos tentarão de alguma forma tirar proveito do evento, seja se promovendo graças ao clima de oba-oba que certamente tomará conta dos quatro cantos deste país no caso de um possível sucesso da seleção canarinho, seja por seu fracasso, onde, candidatos tentarão aproveitarem-se da mesma forma do clima de chororo.

Há ainda os que não pretendem aguardar os resultados finais da copa. Não pretendem correr o “risco” de o Brasil ser campeão e verem os louros sendo colhidos por seus opositores. Estes não estão medindo esforços para tentar promover um fracasso antecipado, afinal, seria impossível o Brasil ser campeão de uma copa que não aconteceu. Nos seus entendimentos a não realização da copa certamente lhes renderá dividendos políticos, e para conseguirem estes dividendos vale tudo, até dedo no olho. Seus adeptos já estão mobilizados nas redes sociais vendendo a ideia do quanto pior melhor.

Eu ficarei de camarote aguardando os resultados, primeiro o da copa, e como bom brasileiro torcerei fanaticamente para a seleção brasileira ser campeã do mundo pela sexta vez, depois aguardarei o resultado das urnas, e, sendo igualmente um bom brasileiro torço para que vença aquele que será melhor para o Brasil e consequentemente para todos os brasileiros.

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