Políticos,
especialistas, cientistas políticos analisam a atual crise de ética que envolve
agentes do Governo
Como fazer o governo deixar de ser
refém dos partidos que dão sustentação no Congresso? Como evitar as barganhas,
o chamado "toma lá dá cá" ou como está sendo definido agora, o
"governo de transação"? A resposta, para a maioria dos parlamentares,
cientistas políticos, historiadores e integrantes do judiciário é a reforma
política.
"Somente uma reforma política
séria pode acabar com as irregularidades, a corrupção. Vai permitir que
governantes deixem de ser reféns de integrantes da base aliada. Com a reforma
política, que torne os partidos fortes, pode-se saber quem é quem e isto ajuda
o governo e garantir a governabilidade", diz o deputado Raimundo Gomes de
Matos (PSDB-CE).
"A reforma política é
fundamental. A economia se moderniza, a cultura se moderniza e a política
também vai se modernizar", avalia o cientista político e professor da
Faculdade Processus, de Brasília (DF) Gustavo Javier Castro Silva.
Indagado se esta crise de
governabilidade, com a instituição dos governos ´reféns´ de políticos é uma
constante só no Brasil ou acontece em outros países democráticos o professor
afirmou que "essa é uma crise profunda da estrutura política do Brasil,
que está passando por um processo de modernização e substituição das heranças
políticas. Os antigos centros de poder estão de alguma maneira perdendo alguma
força".
