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Capixaba suspeito de homicídio vai prestar depoimento
na CPMI do Cachoeira
O empresário José Olímpio de Queiroga Neto, apontado como
membro da quadrilha de Carlos Cachoeira (foto), depõe no dia 22 de maio na CPMI
que vai apurar o envolvimento de políticos e empresários com o grupo do
bicheiro.
José Olímpio e seu irmão, Francisco Marcelo Queiroga, são
velhos conhecidos da justiça. Francisco Queiroga, apontado pela Polícia Federal
como chefe de uma quadrilha que explora o jogo ilegal no entorno do Distrito
Federal, teve seu indiciamento pedido pela CPI do Narcotráfico, da Câmara, no
ano 2000.
Segundo a CPI, ele era sócio de José Carlos Gratz, então
presidente da Assembleia Legislativa do ES e acusado de comandar o jogo ilegal
no estado. E teria, ainda de acordo com a CPI do Narcotráfico, ligações com o
Cartel de Cali, na Colômbia.
O inquérito da operação Monte Carlo afirma que a família
Queiroga está envolvida "há anos" com a exploração de jogos de azar.
Teria se mudado do Espírito Santo para Goiás e Distrito Federal.
A quadrilha estaria envolvida em esquemas de corrupção de
funcionários públicos, policiais militares e civis de Goiás.
Além disso, os dois irmãos, de acordo com o inquérito, foram
detidos em 2004 pela suposta participação em duplo homicídio na cidade de Vila
Velha, dos irmãos Wismar e Wisman Branardo da Silva, ocorrido em 18 de
fevereiro de 1999.
De acordo com o documento, os irmãos assassinados "foram
encontrados mortos a tiros em uma estrada de terra em Praia Sol, na ponta da
fruta, em Vila Velha, quatro dias após um assalto ao apartamento de Marcelo
Queiroga".
O inquérito aponta ainda que Marcelo Queiroga ficou detido de
08 de agosto a 10 de outubro por suspeita de desvio de dinheiro de contas do
Banestes para financiar atividades de bingos no ES.
De acordo com Ministério Público Estadual, Marcelo Queiroga,
junto com os irmãos Raimundo Washington Queiroga e José Olimpio Queiroga junto
com os sócios Elyon Álvares Moreira e Ederson Marcelo Lemos teriam desviado
cerca de R$ 140 mil de contas particulares e mais de R$ 300 mil de verbas
públicas do Banestes para financiar atividades de bingo televisivo no estado.
A CPI do Narcotráfico da Câmara também sugeriu ao MP o
indiciamento de Marcelo Queiroga por prática de crime organizado e sonegação de
impostos.
Além de José Olímpio a CPMI ouve nos dias 22 e 24 de maio
outros supostos integrantes da quadrilha: Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani
Pereira da Silva, Wladimir Henrique Garcez, Lenine Araújo de Souza, Idalberto
Matias de Araújo, Jairo Martins e outros. Fonte www.agenciacongresso.com.br
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Parlamentares conseguem investimentos para
infraestrutura e transporte no Estado

O
relator do plano plurianual (PPA), senador Walter Pinheiro (PT-BA), acolheu
emendas de deputados do ES que destinam verba para investimentos em
infraestrutura e transporte no estado.
O PPA estabelece os projetos e os programas de longa duração
do governo federal, definindo objetivos e metas para um período de quatro anos.
Uma das emendas aprovadas pelo relator destina R$ 2,4 bi para
serem divididos entre a implantação do porto público em Praia Mole, no município
da Serra, solicitado pela deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), construção de porto
de águas profundas no ES, pedido pelo ex-deputado Camilo Cola (PMDB-ES) e
implantação de um porto em Lucena (PB).
A deputada Sueli Vidigal conseguiu aprovação para mais dois
investimentos no estado: implantação da ferrovia litorânea ligando sul ao norte
do estado e a construção do contorno rodoviário em Mestre Álvaro.
O deputado Audifax Barcelos (PDT-ES) conseguiu aprovação para
que parte dos R$ 2 bilhões liberados pelo relator seja destinados para
implantação do ramal ferroviário litorâneo norte no Porto de Barra do Riacho,
construção de contorno na BR 101/ES em Mestre Álvaro, adequação da rodovia BR
484/ES e construção de arco rodoviário na BR 101/ES na Serra.
Emenda da senadora Ana Rita (PT-ES) destina parte da verba de
R$ 1,5 bi, aprovadas para construção de rodovias federais, para construção de
uma ponte na na BR 262.
O deputado Paulo Foletto (PSB-ES) conseguiu incluir
investimentos nas rodovias BR 101/ES e BR 252/ES na emenda aprovada pelo
relator no valor de R$ 1 bi, que serão divididos entre mais 15 projetos de
adequação de eixos rodoviários em todo o país. Fonte
www.agenciacongresso.com.br
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Presidente
do PPS critica postura de Hartung por unanimidade
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O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto
Freire, disse hoje que acredita na viabilidade política da candidatura do
deputado estadual Luciano Rezende (PPS), a prefeito de Vitória.
Em entrevista a AGENCIA CONGRESSO, o deputado criticou o
ex-governador Paulo Hartung (PMDB) por ficar em cima do muro e tentar obter a
unanimidade em torno do seu nome, embora não tenha afirmado se deseja ou não
concorrer à prefeitura de Vitória.
"Como dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra,
embora algumas pessoas pensem que a tem. Acho que o ex-governador estava mais
correto quando dizia que estimulava novas lideranças, o que permite oxigenar a
política capixaba", afirmou.
Roberto Freire também disse que não teme que o PPS fique
isolado na capital, e que vai ao Estado apoiar o nome de Luciano "que está
bem colocado nas pesquisas".
Sobre o fato do deputado estadual ser aliado do
ex-governador, de quem foi secretário de Esportes, Freire minimizou. Lembrou
que Luiz Paulo (candidato do PSDB) também foi prefeito com apoio de Hartung e
que praticamente todas as forças políticas que estiveram com Hartung estão
postas no cenário municipal.
Reunião
Por telefone o deputado estadual Luciano Rezende (PPS) também
falou com a Agência Congresso. Nesta terça feira pela manhã ele estará em
Brasília, em mais uma tentativa de viabilizar seu nome para a PMV.
Ele vai se reunir com o presidente nacional do partido,
Roberto Freire. O deputado chega a capital às 10h para a reunião da executiva
nacional do PPS. Rezende, que é presidente regional do partido, diz que no
encontro falará a respeito do processo eleitoral no estado.
"Em primeiro lugar falarei à executiva nacional sobre o
processo eleitoral no estado e vou confirmar com Roberto Freire sua visita ao
ES para o lançamento oficial da minha candidatura em Vitória e de Juninho em
Cariacica", disse o deputado. Via
www.agenciacongresso.com.br
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Deputado estadual pede informações sobre contratos
da Delta com governo do Estado

Depois de
ser apontada como um dos alvos da CPI do Cachoeira no Congresso, a empresa
carioca Delta Construções, acusada de tráfico de influência junto a políticos,
também pode ser alvo de apurações na Assembleia Legislativa. Nesta
segunda-feira (7), o plenário aprovou, em votação simbólica, o requerimento do
deputado Gilsinho Lopes (PR) pedindo informações sobre os contratos firmados
pelo governo capixaba com a Delta ou empresas do grupo econômico nos últimos
seis anos.
De acordo com o pedido, o governo deverá, no prazo máximo de 15 dias, conforme
estabelecido no Regimento Interno da Casa, as cópias de todos os contratos e
procedimento licitatórias – até mesmo de dispensa de licitação – relacionadas à
Delta em secretarias, autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia
mista no período.
Ao todo, a empresa carioca faturou mais de R$ 210 milhões em contratos com o
governo capixaba desde 2005. Atualmente, a Delta mantém contratos no
Departament
o de Estradas e Rodagens (DER) e Companhia Espírito-Santense de
Saneamento (Cesan), onde acabou faturando um dos vínculos após uma polemica
rescisão unilateral do contrato com um consórcio capixaba.
A relação da empresa com o ex-governador vai além dos contratos. Um dos
diretores da Delta, o engenheiro José Maria Oliveira – irmão do ex-secretário
da Fazenda e atual sócio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na consultoria
Econos, José Teófilo de Oliveira, aparece como gestor comercial da Delta
Incorporação, um dos braços do grupo.
Envolvimento que também pode ser alvo de investigações em Brasília, de acordo
com o deputado federal Paulo Foletto (PSB), membro da CPI, que deve formalizar
o pedido para que os contratos da Delta no Estado, bem como as relações do
irmão do sócio de Hartung sejam apuradas em esfera nacional.
Nerter Samora | Foto capa: Nerter Samora | Via
SD
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Pendências judiciais podem tirar Zanon da
disputa à prefeitura de Linhares
Uma das grandes expectativas dos meios políticos do município de Linhares, no
norte do Estado, é sobre a situação jurídica do prefeito Guerino Zanon (PMDB).
Acumulando processos judiciais, o prefeito corre o risco de ser barrado pela
Lei Ficha Limpa, que estará valendo para a eleição deste ano.
Até o momento, o prefeito não tem uma condenação colegiada, que é a que vale
para o impedimento pela nova regra, mas a situação do prefeito é de risco, já
que responde a sete processos de improbidade e há um julgamento em andamento no
Tribunal de Justiça, que pode tirá-lo do páreo.
Em 2008, Guerino Zanon (PMDB) chegou a ser condenado em 1ª instância por
improbidade administrativa, mas uma liminar do então desembargador Alinaldo
Faria de Souza garantiu a posse do prefeito.
Para garantir a participação de seu grupo político na disputa, o prefeito já
estaria articulando uma substituição do cabeça de chapa. Os comentários no
município são de que, em vez de disputar a reeleição, ele poderia apoiar um aliado.
Entre os nomes mais cotados está o do ex-vereador, por duas vezes presidente da
Câmara, Ivan Salvador, também do PMDB.
Também se fala no município em a mulher ou o filho do prefeito disputarem a
eleição. Mas se os processos não caminharem durante o processo eleitoral, ele
fica livre para disputar o pleito.
No mês passado, o principal adversário do prefeito na eleição deste ano, o
deputado estadual José Carlos Elias (PTB) foi condenado em primeira instância
por pintar muros e prédios nas cores da administração, no período em que fora
prefeito. Para os meios políticos, porém, a decisão deve ser facilmente
revertida na segunda instância.
Contra Zanon pesa o fato de ele ter sido afastado do cargo no ano passado, por
improbidade administrativa, por irregularidades na concessão de bolsas de
estudos no município.
Pendurados
O prefeito de Linhares não é o único que precisa aparar arestas na Justiça para
garantir seu nome na disputa. Muitos prefeitos em condições de reeleição têm
obstáculos a vencer para emplacar suas candidaturas.
A situação mais grave é a do prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), que
teve os direitos políticos cassados recentemente. Como a decisão foi de
primeira instância, ele ainda alimenta a esperança de disputar a eleição. Ao
todo, Magalhães coleciona 42 processos judiciais.
O prefeito de Conceição da Barra Jorge Donati (PSDB) tem seis processos na
Justiça e está preso, acusado de ser o mandante do assassinato do sindicalista
Edson José dos Santos Barcelos.
Já o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB), que também está
preso, terá que se explicar com a Justiça sobre as denúncias de fraudes em
licitações no município. A cinco meses da eleição, nem ele, nem ninguém de seu
grupo político teria condições de disputar a eleição.
Renata
Oliveira| Foto capa: Nerter Samora | Via SD
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Prioridade para o PPS, candidatura de Luciano
Rezende vira a fiel da balança

Não é só
sobre o PT que a pressão para uma candidatura de consenso em torno do palanque
do ex-governador Paulo Hartung anda forte. Entre os aliados é corrente a ideia
de que os nomes colocados para a disputa do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas e
do deputado estadual Luciano Rezende (PPS) também deveriam abrir caminho para a
candidatura de Hartung.
Mas, aparentemente, no PPS a situação não será tão simples. O presidente
nacional do partido, deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) tem como
prioridade a candidatura do parlamentar capixaba em Vitória. Recentemente essa
ideia foi defendida no site do partido.
Nesta terça-feira (8), Luciano Rezende, que é membro da Executiva Nacional do
PPS, estará em Brasília e vai oficializar o convite feito na semana passada ao
presidente do partido para que venha a Vitória reforçar a candidatura do PPS à
prefeitura de Vitória.
O partido articula ainda uma aliança com o PSDB, que também tenta manter a
candidatura do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas. Os dois partidos estiveram
juntos na eleição de 2008, quando Luciano disputou a eleição contra o prefeito
de Vitória, João Coser (PT).
Apoiado na baixa rejeição o deputado estadual mantém sua proposta de comandar a
chapa. Do ninho tucano ventila-se que o partido já teria aderido à proposta
hartunguete, mas o pré-candidato do partido vem mantendo o discurso de
candidatura.
No PPS, o fato de Luciano Rezende presidir o partido no Estado facilita sua
movimentação política. Nesse fim de semana, o partido realizou um encontro em
Piuma, no sul do Estado, para traçar estratégias visando às eleições deste ano.
O partido hoje tem 17 nomes colocados nas disputas municipais para prefeito,
incluindo, o do deputado estadual Luciano Rezende.
Renata
Oliveira | Foto capa: Gustavo Louzada | Via SD
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Grupo de Coser quer esvaziar plenária de Iriny
para legitimar golpe em Vitória

O
diretório do PT esteve reunido durante toda a manhã desta segunda-feira (7)
para debater a conjuntura política para 2012. O encontro, porém, não bateu o
martelo sobre a candidatura da deputada federal Iriny Lopes em Vitória. No
final da tarde, o grupo que apoia o recuo do partido em favor da candidatura do
ex-governador Paulo Hartung, se reúne com o prefeito de Vitória João Coser.
Mas uma ação já começa a ser ventilada nos bastidores. A ideia do grupo seria
esvaziar a plenária que acontece na próxima quinta-feira (10), no clube
Anchietinha, em Vitória, para discutir os rumos da candidatura do PT em
Vitória. Como o grupo de Iriny é minoria no Estado, os apoiadores do recuo da
candidatura querem transformar o encontro em uma justificativa para legitimar a
decisão da cúpula.
Nos bastidores, o comentário é que a pressão interna no PT é grande, algumas
falas atribuídas ao governador Renato Casagrande têm sido inseridas no discurso
para tentar convencer a militância a desistir da defesa do palanque próprio na
Capital.
A candidatura de Iriny Lopes tem o respaldo da Executiva Nacional do partido.
Dentro do mapa eleitoral traçado pelo PT, as concessões em favor dos aliados
nas capitais brasileiras exclui Vitória das negociações. Um sinal de que a
nacional está fechada com a candidatura de Iriny Lopes em Vitória.
Isso, porém, não basta para mantê-la na disputa. A decisão final é do diretório
municipal, instância em que o grupo de Coser tem maioria. Iriny tentou reagir
às investidas dos correligionários. Nessa sexta-feira (4), a deputada publicou
uma carta aberta ao PT, alertando para a iminência do golpe em favor de
Hartung. A deputada destaca o fato de o ex-governador ter lançado críticas ao
partido e, reforça a necessidade da candidatura própria na Capital.
Mas a posição da cúpula capixaba do PT é clara contra o nome da deputada, que
fora abonado pela maioria do partido ainda no ano passado. O presidente
regional do PT, José Roberto Dudé, que também é do grupo do prefeito, veio a
público para defender o ex-governador, e chegou a atribuir a Hartung o mérito
pelo crescimento do partido no Estado.
O partido tenta justificar a movimentação alegando que o PT ficaria isolado
politicamente no Espírito Santo, o que não convence os militantes, que veem na
candidatura de Iriny uma possibilidade de fortalecimento das demais lideranças
em disputa nos municípios em que o PT tem interesse de governar.
Renata
Oliveira | Foto capa: Syã Fonseca | Via SD
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ES tem a quarta cesta básica mais cara do Brasil, segundo Dieese
Tomate registrou a maior queda: 8, 33%.
Cesta básica fechou abril a R$ 262,14, equivalente a 92 horas de trabalho.
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Tomate
registrou maior queda de preço no mês de
abril,
em Vitória. (Foto: Reprodução RPC TV
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Apesar da queda de 0,73% no mês de abril, em relação ao mês anterior, a
cesta básica capixaba ainda é a 4ª mais cara do país, segundo o
Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A cesta básica fechou o mês de abril no valor de R$ 262,14, equivalente
a 92 horas de trabalho. No mês de março, a queda foi de 2,6%, com o
valor de R$ 260,23.
O produto que registrou a maior queda no preço foi o tomate, com uma
redução superior a 8%, seguido pelo arroz, que registrou queda de 0,6%.
Entre os produtos que registraram maior aumento estão a batata (6,9%), a
farinha de trigo (6,6%) e o óleo (3,9%).
De acordo com o Dieese, o gasto com a cesta básica representa 45,81% do
salário mínimo atual, R$ 622. Para o departamento, o valor da
remuneração mínima deveria ser de aproximadamente R$ 2,3 mil.
Nos quatro primeiros meses do ano, os preços acumulam quedas em seis localidades. Os maiores recuos foram observados em Vitória (-4,81%), Goiânia (-4,60%) e Rio de Janeiro (-4,13%).
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Conselheiro do TCE é
flagrado em conversas com acusados de fraudes em Presidente Kennedy
Os diálogos interceptados pela Polícia Federal durante as investigações da
“Operação Lee Oswald”, que desvelou fraudes em licitações na prefeitura de
Presidente Kennedy, sul do Estado, expõem uma relação promíscua entre o
conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), José Antônio Pimentel, e o
prefeito Reginaldo Quinta (PTB), preso acusado de chefiar a quadrilha no
município. As conversas denunciam a proximidade entre o relator das denúncias
contra o petebista no Tribunal e o grupo econômico do prefeito acusado de atuar
nas fraudes estimadas em mais de R$ 50 milhões.
De acordo com o relatório da PF, o nome de Pimentel
aparece citado em uma dúzia de diálogos entre membros ativos da quadrilha –
entre eles, o procurador-geral da prefeitura, Constâncio Borges Brandão, e o
empresário Cláudio Ribeiro Barros (dono da Master Petro e apontado como sócio
oculto da Pulizie Itália). As conversas teriam ocorrido entre janeiro e março
deste ano e foram divididas no inquérito em duas situações: encontros entre o
conselheiro e o prefeito; e de reunião de Pimentel com empresários envolvidos
no esquema.
Consta na transcrição de ligações feitas pelo
conselheiro ao prefeito Reginaldo Quinta e ao procurador-geral Constâncio
Borges, acusados, pelo Ministério Público Estadual (MPES), respectivamente, de
chefiar e coordenar as fraudes no município.
Em um dos diálogos, Pimentel e Quinta se tratam
como “irmãos”. As conversas indicam a realização de acertos em encontros
anteriores, fato narrado como a “amarração dos contatos”, de acordo com o
relatório das investigações.
Em uma sequência de contatos entre Pimentel e
pessoas ligadas ao esquema em Kennedy, o conselheiro liga para Constâncio
Borges após encontro entre os dois – que teria sido realizado no dia 06 de
março deste ano. Momentos depois da reunião, marcada pelo conselheiro em ligação
no início da manhã, o procurador-geral ligou para Quinta e anunciou o
“resultado do encontro”:
Constâncio: Quero te dar a notícia que chegou para você ser a
primeira pessoa a saber: tudo resolvido, tudo certinho, tudo orientado. Ele
ligou para o meu escritório e pediu que eu viesse até aqui... [Indicando que a
ligação foi feita de dentro da sede do TCE, em Vitória]
Reginaldo: Quem?
Constâncio: O presidente... ops, o conselheiro.
Reginaldo: Hã...
Constâncio: Aí, entramos numa reunião às 10 horas da manhã.
Acabei de sair, são 11h40, estou saindo daqui do Tribunal e ficou tudo certo...
Nós teremos tudo liberado... O que vou ter que readequar, já disse que vou
fazer, republicar e meter bronca porque ele é seu... É tudo nosso... Já me
autorizou, vai mandar por escrito, mas já vou ligar para Jovane [referência ao
chefe da comissão de licitação, Jovane Cabral, também preso durante a operação
policial] para ele publicar três editais lá.
No transcorrer da conversa, Constâncio revela
detalhes do encontro com o conselheiro que teria sido motivado pelo pleito de
revogação das medidas cautelares do TCE, que suspendia licitações no município.
Constâncio: Isso... ó... Tá tudo bem, atendi às exigências
dele, ele abriu as pernas para mim em outras coisas. Então, ficou tudo certo,
chegamos a um denominador comum e acabou.
Reginaldo: O município não pode perder, né?
Constâncio: Isso... Aí Amanhã eu te detalho tudo direitinho.
Você pode ficar com a cabeça tranquila que está tudo resolvido.
Dois dias depois, a prefeitura de Presidente
Kennedy fez a republicação de três editais, cujo valor estimado chega a R$ 50
milhões, próximo ao total de outros 21 contratos sob suspeição listados na
“Operação Lee Oswald”. A celeridade na resolução do caso contrasta com a
lentidão na resolução de outros processos que tramitam no Tribunal, inclusive,
sob a relatoria de Pimentel.
Desde o dia 1º de setembro de 2011, o conselheiro é
o relator de uma denúncia formulada pelo vereador Tércio Jordão Gomes (PDT),
que lista uma série de contratos sob suspeição no município. No dia 19 de
março, o plenário do TCE decidiu pela citação de 30 dias do prefeito e
empresários supostamente envolvidos em fraudes. Mais adiante, no último dia 24,
o prazo de citação foi prorrogado por mais 30 dias.
Nos bastidores, a lentidão dos casos envolvendo a
prefeitura de Presidente Kennedy criou a imagem de uma suposta “rede invisível”
por trás da manutenção de Quinta no cargo após o surgimento das denúncias. As
primeiras suspeitas de corrupção no município foram levantadas na “Operação
Moeda de Troca”, deflagrada em setembro de 2010. No entanto, o prefeito só foi
denunciado formalmente pelo Ministério Público em abril do ano seguinte, sete
meses depois.
De acordo com essas fontes, o sistema de proteção
ao prefeito de Presidente Kennedy levaria em consideração até mesmo a presença
de pessoas ligadas ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB) em negócios na região.
Uma referência à negociação de compra e venda de terrenos para a Ferrous Resources,
que pretende se instalar no município, que teve a intermediação do atual sócio
de Hartung na consultoria Econos, o ex-secretário de Fazenda José Teófilo de
Oliveira.
Tese que guarda relação com a suspeição lançada em
outra ligação que consta no mesmo relatório da PF. Desta vez, entre o prefeito
Reginaldo Quinta e o presidente do PTB nacional, o ex-deputado federal Roberto
Jefferson (RJ). Na transcrição do áudio, o documento policial assinala que um
interlocutor comum Paulinho seria o ex-governador Paulo Hartung.
Na ligação, o prefeito e o ex-deputado conversam
sobre o futuro político de Quinta – até então se colocando como candidato à
reeleição e pretendente a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2014. Próximo ao final
do diálogo, Jefferson cita nominalmente o conselheiro Pimentel que “estaria com
o prefeito”.
Roberto
Jeferson: Então, tá bom, era
isso... Te liguei para te dar um abraço. E tem o seguinte: o Paulinho (Hartung) [mesma referência
feita no relatório a PF] conversou comigo, me falou do primo dele lá, o
Pimentel no Tribunal de Contas, que tá contigo, que você botou a mão nos ombros
dele... Isso aí irmão, ajuda, aquilo é meu irmão de coração.
Reginaldo: Obrigado!
Em entrevista à revista Veja, Pimentel
rebateu as acusações e negou que tenha parentesco com o ex-governador, embora
confirme o grau de amizade. Jefferson, no entanto, esclareceu que o Paulinho
citado na conversa seria na verdade, o vereador Paulo Roberto Pimentel
(conhecido como Paulinho do Adílio), do PDT em São Jesus do Itabapoana,
município localizado na região norte do Rio de Janeiro.
Ao final do relatório, o agente de Polícia Federal
aponta como um “conjunto indiciário contundente” contra o conselheiro e sugere
o envio do documento para o subprocurador-geral de República, único com
atribuição de propor investigação contra conselheiros de Contas – que possuem
foro privilegiado, assim como desembargadores de Justiça. “Aponta o
envolvimento inequívoco destas pessoas em fraudes licitatórias no bojo da
‘Operação Lee Oswald’, mas também no passado, quando da ‘Operação Moeda de
Troca’”, classifica.
O responsável pelas escutas também pede o teor dos
fatos e o contexto no qual estão inseridos possam ser investigados em esfera
apropriada. “Para que não se corra o risco de nulidades ou questionamentos
vindouros”, justifica em alusão a uma investigação mais apurada na conduta do
conselheiro Pimentel.
Clique aqui e confira a
íntegra do relatório de encaminhamento da Polícia Federal sobre os fatos
relacionados ao conselheiro José Antônio Pimentel. (reprodução link do site da
Veja)
Nerter Samora | Foto capa: Arquivo SD/Secom | Via SD
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Campeã do concurso Musa do Capixabão
2012 posa em ensaio sensual
Confira as fotos da musa campeã Jennifer
Fantecelle de 18 anos, representante do São Mateus.
A gata do
São Mateus Jennifer Fantecelle, de 18 aninhos, desbancou todas as suas adversárias
e foi a campeã do concurso Musa do Capixabão 2012. Agora, a jovem empresária do
norte do Estado posa em um novo ensaio exclusivo para o GAZETA ESPORTES, desta
vez com ainda mais sensualidade. Clique no link abaixo e confira: CLIQUE AQUI E CONFIRA A GALERIA DE
FOTOS
Produção - Rafaela Fernandes (Contato: 27 9640-2818) | Via Gazeta online
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Acusados de matarem
empresária da Ilha do Frade vão a juri nesta terça
Julgamento
vai acontecer na 1ª Vara Criminal de Vitória a partir das 8h30
Nove anos após o
assassinato da empresária Cláudia Soneghete Donati e da empregada doméstica
Mauricéia Rodrigues Donato, os acusados pela execução do chamado “Crime da
Ilha” irão a júri pela 1ª Vara Criminal de Vitória, nesta terça-feira (08), a
partir das 8h30. Estarão no banco dos réus o jardineiro Cristiano dos Santos
Rodrigues e Renato dos Santos Rodrigues, que o acompanhava no dia do crime.
Pelo crime, cometido no dia 15 de janeiro de 2003,
foram pronunciados pela Justiça o empresário Jorge Duffles Andrade Donati,
atual prefeito de Conceição da Barra, Cristiano e Renato. Entretanto, depois do
pronunciamento, Jorge Donati foi eleito prefeito em 2008 e, com isso, adquiriu
direito a foro privilegiado, passando seu processo para a alçada do Tribunal de
Justiça. Ele somente será submetido a júri se perder o mandato de prefeito.
O processo, com 16 volumes, tinha como relator o
desembargador Alemer Ferraz Moulin, que se aposentou e, atualmente, a relatora
é a desembargadora convocada Eliana Junqueira Munhós Ferreira. Jorge Donati é
acusado de mandar matar a mulher Cláudia Sonegheti. Ela e a empregada doméstica
do casal foram espancadas, assassinadas por asfixia e tiveram seus corpos
parcialmente carbonizados, na mansão do casal na Ilha do Frade, por isso o ficou
conhecido como “Crime da Ilha”.
Outro crime
Donati está preso desde o dia 14 de abril, quando
se apresentou após ter sua prisão decretada pelo desembargador Sérgio Bizzotto
Pessoa de Mendonça, relator do processo que apura as responsabilidades do prefeito
de Conceição da Barra sobre a morte do sindicalista Edson José dos Santos
Barcellos. O magistrado acolheu o pedido do Ministério Público Estadual.
Em janeiro, o prefeito já havia sido preso, por
determinação de Bizzotto, por estar ameaçando testemunhas, mas duas semanas
depois Jorge Donati obteve, liminarmente, um habeas corpus do Superior Tribunal
de Justiça, que ainda julgará o mérito do pedido.
A nova prisão de Jorge Duffles Donati, segundo
relatado na decisão do desembargador, não trata mais de ameaça a testemunha -
“o que já justificaria um decreto prisional -, mas algo de uma gravidade maior:
a execução dela por alguém ou a mando de alguém, que se revela nos autos como
sendo, provavelmente, o denunciado”.
Em março, um fato novo começou a surgir no caso: o
ex-presidiário Mateus Ribeiro dos Santos compareceu, espontaneamente, ao
Tribunal de Justiça do Espírito Santo e prestou um depoimento denunciando que
Jorge Donati mandaria matá-lo.
No dia 05 de abril, véspera da Semana Santa,
Mateus Ribeiro dos Santos foi executado com 12 tiros dentro de um supermercado
no bairro Interlagos, em Linhares. A morte do ex-presidiário, depois da
denúncia que havia formulado no TJ, acompanhada pelo procurador de Justiça
Sócrates de Souza, motivou o novo pedido de prisão feito pelo Ministério
Público e atendido pelo desembargador Sérgio Bizzoto. Via Gazeta online
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