domingo, 22 de novembro de 2015

Boias de contenção não impedem que lama atinja vegetação na foz do Rio Doce


As boias de contenção instaladas às margens do rio Doce para proteger a vegetação na foz [ponto de desaguamento no mar], no vilarejo de Regência, próximo à cidade de Linhares (ES), não conseguiram conter completamente a lama de rejeitos do desastre de Mariana (MG).

Essa região, onde o rio se encontra com o mar, é berçário de uma espécie de caranguejo chamado de Guaiamu. A onda de rejeitos atingiu a vegetação e os locais onde vivem os caranguejos. As boias, instaladas pela Samarco, são tradicionalmente usadas na contenção de vazamentos de óleo, por isso, não se tinha certeza da efetividade da estratégia. Segundo a empresa, foram instalados nove quilômetros de barreiras de contenção para proteger as áreas mais sensíveis do estuário (ambiente de transição entre o rio e o mar) localizado em Regência, distrito de Linhares.

“Segundo análises realizadas nesta manhã, a eficiência das barreiras instaladas nas áreas protegidas chegou a ser de até 80%, se compararmos a turbidez da água de dentro do estuário ao canal principal do rio”, diz a empresa.

A empresa acrescentou que as consequências que não puderem ser mitigadas com essas ações estarão cobertas pelo Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA) preliminar, assinado com o Ministério Público do Espírito Santo, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho. Esse termo de compromisso “prevê medidas que visam garantir o abastecimento de água em áreas atingidas, a apresentação do Plano Emergencial de Contenção, Prevenção e Mitigação dos Impactos Ambientais e Sociais, além da disponibilização de canais de comunicação com as comunidades dos municípios de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Marilândia”.

A Samarco diz ainda que contratou uma empresa especialista “em desastres dessa magnitude, que se dedicará à elaboração dos planos, gestão e supervisão das ações que serão implementadas em todas as áreas impactadas ao longo do Rio Doce”.

A barragem de Fundão, localizada em Mariana (MG), rompeu no dia 5 de novembro, gerando enxurrada de rejeitos de mineração. A barragem é da mineradora Samarco, que pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton.

* Com informações de Bruno Faustino, da TV Educativa-ES, em colaboração para a TV Brasil

Jumento do dia


O jumento do dia vai para Flaviano Agostinho Lima, secretário de Educação de Sorocaba que, durante um debate na Ocupação Lauro Sanches saiu com a seguinte pérola:

“
Sou contra a ocupação da escola Lauro Sanches porque acho errado estudantes dentro da escola”



Em evento recente o secretário e autor da toleima acima, foi  protagonista de outra asnice ao ser arrastado pelos vereadores daquela cidade quando tentava escapar dos vereadores locais. Confira abaixo:

Vereador interrompe reunião e segura Secretário da Educação pelo braço

Vereadores foram até escola municipal para pedir explicações de secretário.
Flaviano Agostinho foi convocado para CPI na Câmara de Sorocaba (SP).

Uma confusão na tarde desta sexta-feira (13) marcou o "encontro" entre vereadores, Secretário de Educação de Sorocaba (SP) e manifestantes na Escola Municipal Getúlio Vargas. 

O secretário Flaviano Agostinho de Lima, que tinha sido convocado nesta sexta para dar explicações, não compareceu na primeira audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O motivo da audiência era a transferência de alunos da rede municipal de ensino para o Estado. Entretanto, com a ausência do secretário, os vereadores da CPI decidiram ir atrás dele.

Os vereadores foram informados que o secretário participava de uma reunião na escola e, quando chegaram no local, foram direto para o teatro onde o secretário estava. Assim que entraram, a reunião foi suspensa. Na ocasião, o presidente da CPI, José Crespo (DEM) subiu no palco, cumprimentou o secretário e segurou o secretário pelo braço. “Não vai sair, não vai sair...o secretario quer fugir”, afirmou o vereador.

O secretário só se soltou depois de muita insistência. Além disso, pais e alunos tentaram impedir a saída dele do teatro. "Acabei de ser agredido e acho complicado falar alguma coisa agora. Melhor esperar os ânimos se acalmarem", disse Lima.

Ainda cercado por mais de cem pessoas, o secretário foi em direção ao carro. Foi xingado e os manifestantes tentaram impedir a saída dele. O secretário de Educação entrou no carro mas o veículo foi cercado. Um manifestante ainda tentou impedir a passagem do veículo e deitou no chão. A Guarda Civil Municipal precisou usar a força para retirar o rapaz do local.

De acordo com o prefeito de Sorocaba Antonio Carlos Pannunzio, foram feitos Boletins de Ocorrência e agora o caso será investigado pela polícia. "Os B.O.s estão sendo lavrados. Há fotos que mostram o momento em que o vereador agrido o secretário de Educação do município e tanto ele quanto quem mais se envolveu nisso serão punidos", disse.  

* Com informações da TV TEM Sorocaba

MPF quer cassar licenças de TV e rádio de 40 políticos, entre eles Aécio, Sarney Filho e Collor


O Ministério Público Federal, por meio de suas sedes estaduais, promete desencadear ações contra 32 deputados federais e oito senadores que aparecem nos registros oficiais como sócios de emissoras de rádio ou TV pelo país.

Entre os alvos da iniciativa inédita lançada com aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e coautoria do Coletivo Intervozes, estão alguns dos mais influentes políticos do país, como os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, Edison Lobão (PMDB-MA), José Agripino Maia (DEM-RN), Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).


No Brasil, cientistas descobrem oceano debaixo da terra


Pesquisadores descobriram um pequeno diamante que aponta para a existência de um grande depósito de água sob o manto da Terra. Com cerca de 600 quilômetros de profundidade, seu volume poderia preencher três vezes  os oceanos que conhecemos.

O principal autor do estudo, Graham Pearson,  membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “Uma das razões da Terra ser um planeta dinâmico é a presença de água em seu interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona”.

Depois de discutir a teoria há décadas, os cientistas relatam que finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra, três vezes maior do que os oceanos que conhecemos.

Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, desbancando a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui há milhões anos.

Cada vez mais os cientistas estão aprendendo sobre a composição de nosso planeta, compreendendo os acontecimentos relacionados às mudanças climáticas. O clima e o mar estão intimamente relacionados com a atividade tectônica que tem estado continuamente vibrando sob nossos pés.

Assim, os pesquisadores acreditam que a água na superfície da Terra poderia ter vindo do interior do planeta, tendo sido “impulsionada” para a superfície por meio de atividade geológica.

Depois de inúmeros estudos e cálculos complexos para testar suas teorias, os pesquisadores acreditam ter encontrado um reservatório gigante de água numa zona de transição entre as camadas superior e inferior do manto, uma região que se encontra em algum lugar entre 400 e 660 km abaixo da superfície da terra.

Como sabemos, a água ocupa a maior parte da área de superfície do nosso planeta, que é paradoxalmente chamado de Terra. Embora seja verdade que, em comparação com o diâmetro terrestre a profundidade dos oceanos represente apenas uma fina camada semelhante à casca de uma cebola, descobrimos agora que a presença deste precioso líquido não está limitada à superfície visível.

Na realidade, a cerca de centenas de quilômetros de profundidade no subsolo há também enormes volumes de água, com uma importância fundamental para a compreensão da dinâmica geológica do planeta. Quase um oceano no centro da Terra.

A descoberta do oceano subterrâneo
A importante descoberta foi realizada por pesquisadores canadenses, que se basearam em um diamante encontrado numa rocha, em 2008, em uma área conhecida como Juína, no estado do Mato Grosso, Brasil.

A descoberta ocorreu por acidente, pois a equipe que estava, na realidade, à procura de outro mineral, ter comprado o diamante de alguns garimpeiros que o tinham encontrado através de uma coleta de cascalho realizada em um rio raso. Ao analisar a pedra detalhadamente um estudante descobriu, um ano depois, que o diamante, de apenas três milímetros de diâmetro e de pouco valor comercial, continha em sua composição um mineral chamado ringwoodite, que até agora só tinha sido encontrado em rochas de meteoritos e que contém significativa quantidade de água. No entanto, a confirmação final da presença deste mineral levou muitos anos, pois foi necessária a realização de vários testes e análises científicas.

De onde vem este mineral?
A análise detalhada da amostra encontrada revelou que, neste caso, o mineral não provinha de meteoritos, mas do manto da Terra, a uma profundidade de cerca de 410 e 660 km, em uma área que é conhecida como “zona de transição”.

Anteriormente, discutia-se muito sobre a possibilidade da existência de grandes quantidades de água muitos quilômetros abaixo do subsolo, mas nunca tinha sido antes demonstrada nenhuma prova real de tal teoria, que tem implicações muito importantes para a forma como entendemos os fenômenos geológicos planetários, pois acredita-se que este é o mineral mais abundante na zona do manto. Desta forma, como a amostra encontrada possui até 1,5 por cento de seu peso em água, pode-se afirmar que existem volumes de água realmente extraordinários, como um grande oceano.

Esta descoberta é, sem dúvida, uma das mais importantes realizadas no campo da geologia nos últimos anos, e forçará os peritos a modificarem, até certo ponto, a abordagem que se tem utilizado até agora para analisar fenômenos como vulcanismo, placas tectônicas e muitos outros processos de importância na compreensão da dinâmica da Terra – cujo nome, depois dessa descoberta, se tornou ainda mais paradoxal.

A peculiaridade desta descoberta  é que  esta água não existe em qualquer um dos três estados que conhecemos: líquido, sólido ou gasoso. A água foi encontrada em estruturas moleculares de formações rochosas no interior da Terra.

Uma concentração tão importante de água trás uma mudança significativa nas teorias relacionadas com a origem da água na superfície da Terra.

Esta descoberta é a prova de que nas partes mais profundas do nosso planeta, a água pode ser armazenada. Fato este que poderá colocar fim em uma polêmica de 25 anos, sobre se o centro da terra é seco ou úmido em algumas áreas.

A capacidade de armazenar água em seu interior não é exclusiva da Terra. Outros planetas, como Marte, podem conter grandes quantidades de água, algo que nos faz pensar se o planeta vermelho poderia abrigar vida.

VIA: AIM

Corpo de Bombeiros continua busca por desaparecidos em Mariana


O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais fez hoje (22) buscas por desaparecidos no desastre de Mariana, mas de acordo com a corporação não foram encontrados corpos. Ainda são procuradas onze pessoas.

O trabalho hoje teve o reforço de 25 alunos da Academia de Bombeiros Militar, que continuaram com as buscas no distrito Ponte do Gama. Segundo o Corpo de Bombeiros, houve atenção especial para as áreas indicadas pelos cães nos trabalhos de ontem. “A área é de difícil acesso, de mata fechada e de relevo acidentado e as equipes de busca serão móveis”, informou, em nota, o Corpo de
Bombeiros.


Os bombeiros também fizeram buscas na área da Barragem de Fundão, onde já havia sido encontrados três veículos cobertos pelos rejeitos de minério. “Uma equipe de bombeiros militares, com o auxílio de uma retroescavadeira da Samarco, está trabalhando na área para acesso aos

veículos. A aeronave Arcanjo, do Batalhão de Operações Aéreas, conduziu uma equipe com cães para o local com a finalidade de refinar as buscas”, acrescentou o Corpo de Bombeiros.


A barragem de rejeitos de Fundão, localizada em Mariana (MG), rompeu no dia 5 de novembro, gerando enxurrada de rejeitos de mineração. A barragem é da mineradora Samarco, que pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton.

Bruxelas permanece em estado de alerta máximo devido ameaça terrorista


O edifício do grupo de comunicação social flamengo Medialaan, situado em Vilvorde, no Norte de Bruxelas, foi evacuado hoje (22) à tarde pela polícia belga devido a uma possível ameaça, mas as buscas terminaram sem terem sido encontrados objetos suspeitos.

As forças de segurança começaram a inspecionar o imóvel, sede da cadeia flamenga VTM, entre outros meios de comunicação social, com a ajuda de cães, e em torno do edifício foi colocado um cordão de segurança devido à presença de veículos suspeitos nas proximidades.

Segundo a imprensa local, as autoridades não detectaram objetos suspeitos, nomeadamente explosivos.

Bruxelas permanece hoje, pelo segundo dia consecutivo, em estado de alerta máximo devido a uma ameaça terrorista “iminente”. 

Após um fim de semana durante o qual a cidade de Bruxelas esteve basicamente paralisada, permanece a dúvida sobre se a vida retomará o seu curso normal na segunda-feira (23).

Governo turco convoca reunião de emergência diante do avanço de tropas de Assad

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, convocou hoje (22) reunião de segurança urgente para decidir uma reação ao avanço das tropas do presidente sírio, Bashar Al Assad, apoiadas pela Rússia, na região de Bayirbucak, ao norte de Latakia. A informação foi divulgada por meios de comunicação turcos.

O diário turco Hürriyet online informou que o Exército de Al Assad avançou naquela região do Noroeste da Síria, perto do município turco fronteiriço de Yayladag, na província mediterrânia de Hatay, e conseguiu assumir o controle da estratégica montanha Kizildag.

O presidente da Assembleia síria, Abdurrahman Mustafa, disse ao jornal que, na conquista da montanha, o Exército sírio foi apoiado por bombardeios pesados da Rússia e que as tropas de Bashar Al Assad e do Hezbolah desceram de helicópteros para Kizildag.

Apesar de a resistência turca continuar de pé em várias frentes de Bayirbucak, o número de "mártires e feridos" está aumentando, afirmou Mustafa.


Segundo o governador de Hatay, Ercan Topaca, cerca de 1.500 turcos que fugiram da região chegaram nesse sábado à fronteira turca, informou a emissora CNNTurk.

"Estamos tentando avaliar quantas pessoas podem chegar em caso de nova onda de migração", disse Topaca.


Ele acrescentou que foram enviadas 575 tendas e 4.200 mantas, bem como 20 mil latas de alimentos em conserva e material médico para o outro lado da fronteira, onde estão os refugiados.

Há três dias, Davutoglu condenou o bombardeio de Bayirbucak e chamou o embaixador russo ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Ancara.

"Nos últimos dias, houve ataques intensos contra a população síria em geral e contra os nossos irmãos turcos em particular, especialmente em Bayirbucak", disse o chefe de governo turco.

Coruja do dia


O coruja do dia vai para o Grupo de Pesquisas RECICLOS-CNPq da Ufop que vem desenvolvendo nos últimos anos, diversos trabalhos relacionados aos rejeitos da mineração e a utilização da lama. Essas pesquisas apontam para alternativas que poderiam contribuir para a minimização dos impactos ambientais bem como redução dos riscos potenciais das barragens de rejeitos de minério de ferro. 

Segundo o coordenador do projeto, Prof. Ricardo Fiorotti, trata-se basicamente de “soprar” a lama e separar os materiais nela existentes - tanto o material bruto quanto o material processado. Esse processo possibillita a incorporação de até 80% da lama no lugar de areia na produção de materiais para a construção civil. Os novos produtos são eficientes também do ponto de vista da utilização. O projeto já produziu concreto, argamassa, tijolos e bloco de pavimentação (foto). “Todas essas produções são idênticas ao convencional. A única diferença está na cor, que é avermelhada”, explica o professor. 

Separação dos materiais dos rejeitos de minério (foto 1) e produção de blocos de concreto a partir da lama (foto 2), ao lado de um bloco convencional - Foto: Divulgação RECICLOS-CNPq 
Com essas pesquisas, a equipe vê uma forma de contribuir com a minimização dos impactos das barragens de rejeitos da mineração e se coloca à disposição para oferecer o serviço de forma gratuita. A ideia é encontrar uma oportunidade de transformar a lama em uma atividade econômica. “Nós não queremos nenhum financiamento. A intenção é beneficiar a sociedade, propondo soluções. Muito é possível se fazer com esses rejeitos”, explica Fiorotti. 

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