quarta-feira, 16 de maio de 2012

A ciência econômica num mundo repleto

Por Herman E. Daly [*]
 
A economia global é hoje tão vasta que a sociedade certamente já não pode pretender que ela opera dentro de um ecossistema ilimitado. Desenvolver uma economia que possa ser sustentável dentro da biosfera finita exige novos modos de pensar.

O crescimento é encarado de um modo geral como a panacéia para todos os grandes males econômicos do mundo moderno. Pobreza? Basta fazer com que a economia cresça (isto é, aumente a produção de bens e serviço e estimule os gastos do consumidor) e observe a riqueza a gotejar. Não tente redistribuir a riqueza dos ricos para os pobres, porque isto arrefece o crescimento. Desemprego? Aumente a procura por bens e serviços através do rebaixamento das taxas de juro sobre empréstimos e do estímulo ao investimento, o qual conduz a mais empregos e a mais crescimento. Super população? Basta promover o crescimento econômico e confiar na resultante transição demográfica para reduzir as taxas de nascimento, tal como o fizeram os países industriais durante o século XX. Degradação ambiental? Confie na curva ambiental de Kuznets, uma relação empírica tendo em vista mostra que, prosseguindo o crescimento do produto interno bruto (PIB), a poluição a princípio aumenta mas a seguir atinge um máximo e declina.

Confiar no crescimento desta maneira poderia ser ótimo se a economia global existisse num vazio, mas isto não acontece. Ela é, antes, um subsistema da biosfera finita que a suporta. Quando a expansão da economia ultrapassa demasiado os limites do ecossistema que a rodeia, começaremos a sacrificar o capital natural (tais como a pesca, os minerais e os combustíveis fósseis) que é mais valioso do que o capital fabricado pelo homem (tais como estradas, fábricas e aparelhos) acrescentado pelo crescimento. Teremos então aquilo a que chamo crescimento deseconómico, a produzir "males" mais rapidamente do que bens — tornando-nos mais pobres e não mais ricos. Uma vez ultrapassada a escala ótima, o crescimento torna-se estúpido no curto prazo e de manutenção impossível no longo prazo. A evidência sugere que os EUA podem já ter entrado na fase do crescimento deseconómico

Não é fácil reconhecer e evitar o crescimento deseconómico. Um dos problemas é que há beneficiários dele e estes não querem mudar. Além disso, as contabilidades nacionais não registram explicitamente os custos de crescimento, por isso não os vemos claramente. A humanidade precisa fazer a transição para uma economia sustentável — que respeite os limites físicos inerentes ao ecossistema mundial e garanta que este continue a funcionar no futuro. Se não fizermos tal transição, poderemos ser punidos não apenas com crescimento deseconómico, mas com uma catástrofe ecológica que reduziria sensivelmente nosso padrão de vida.

A maioria dos economistas contemporâneos discorda de que alguns países caminhem rumo à deseconomia. Muitos ignoram a questão da sustentabilidade e confiam que, como já fomos tão longe com crescimento, poderemos continuar assim para todo o sempre. A preocupação com a sustentabilidade, porém, tem longa história, remontando a textos de John Stuart Mill na década de 1840. A abordagem contemporânea baseia-se em estudos realizados nas décadas de 1960 e 1970 por Kenneth Boulding, Ernst Schumacher e Nicholas Georgescu-Roegen . Essa tradição é continuada pelos denominados economistas ecológicos, como eu, e em certa medida por subdivisões da corrente econômica principal chamada economia de recursos e ambiental. De um modo geral, contudo, a tendência dominante, os economistas neoclássicos, considera a sustentabilidade um modismo e defende o crescimento.

Mas há fatos evidentes e incontestáveis: a biosfera é finita, não cresce, é fechada (com excepção do constante afluxo de energia solar) e obrigada a funcionar de acordo com as leis da termodinâmica. Qualquer subsistema, como a economia, em algum momento deverá necessariamente cessar de crescer e adaptar-se a um equilíbrio dinâmico, algo semelhante a um estado estacionário. As taxas de nascimento devem ser iguais às de mortalidade, e as de produção de mercadorias devem igualar as de obsolescência.

Durante a minha vida (67 anos), a população humana triplicou, e o número de objetos fabricados cresceu muito mais. O total de energia e material necessário para manter e substituir os artefatos humanos na Terra também aumentou enormemente. À medida que o mundo torna-se repleto com seres humanos e com os seus objetos, esvazia-se daquilo que continha antes. Para enfrentar esse novo padrão de escassez os cientistas precisaram desenvolver uma economia de "mundo cheio" para substituir a tradicional, de "mundo vazio".

Na microeconomia, as pessoas e as empresas percebem claramente quando devem cessar a expansão de uma atividade. Quando se expande atinge um ponto em que ocupa o lugar de outros empreendimentos, e essa substituição é contabilizada como custo. As pessoas param no ponto em que o custo marginal é igualado pelo benefício marginal. Ou seja, não vale a pena gastar um dólar a mais num gelado quando esse dá menos satisfação do que o equivalente a um dólar de outra coisa. A macroeconomia, porém, não dispõe de uma regra análoga que avise "a hora de parar".

Como a manutenção de uma economia sustentável repousa numa enorme mudança racional e emocional por parte de técnicos, políticos e eleitores, poderíamos ser tentados a afirmar que tal projeto é impossível. Mas a alternativa a uma economia sustentável, que mantenha permanente crescimento, é biofisicamente impossível. Ao escolher entre enfrentar uma impossibilidade política e uma impossibilidade biofísica, eu escolheria a primeira opção.

SUSTENTAR O QUÊ?

Até agora descrevi a "economia sustentável", apenas em termos gerais, como aquela capaz de ser mantida indefinidamente em face de limites biofísicos. Para por em prática esse tipo de economia precisamos especificar exatamente o que deve ser sustentado de um ano para o outro. Os economistas têm discutido cinco grandezas possíveis: PIB, "utilidade", rendimento, capital natural e capital total (a soma de capital natural e capital produzido pelo homem).

Algumas pessoas julgam que uma economia sustentável deveria manter a taxa de crescimento do PIB. Segundo essa visão, a economia sustentável é equivalente à de crescimento, e isso torna a colocar a questão de o crescimento sustentado ser biofisicamente possível.

Tentar definir sustentabilidade em termos de taxa constante de PIB é até mesmo problemático. Isso acontece porque o PIB confunde melhoria qualitativa (desenvolvimento) com incremento quantitativo (crescimento). A economia sustentável deve, em algum ponto, parar de crescer, embora isso não signifique, necessariamente, parar de se desenvolver. Não há razão para limitar a melhoria qualitativa no que se refere ao projeto de produtos, o que pode fazer crescer o PIB sem incrementar a quantidade de recursos utilizados. A principal idéia por trás da sustentabilidade é mudar a trajetória de progresso — de crescimento não sustentável para desenvolvimento, presumivelmente sustentável.

A possibilidade seguinte a ser sustentada é a "utilidade". Ela refere-se ao nível de "satisfação de necessidades", ou nível de bem-estar da população. Teóricos neoclássicos defendem a definição de sustentabilidade como a manutenção (ou incremento) de utilidade no decurso de gerações. Mas essa definição é inútil na prática. A utilidade é uma experiência e não uma coisa. Não há unidade de medida para utilidade, e ela não pode ser legada de uma geração a outra.

Recursos naturais, em contraste, são coisas: podem ser medidos e transferidos. Em especial, pode-se medir seu rendimento, ou seja, a taxa na qual a economia os utiliza, retirando-os de fontes de baixa entropia no ecossistema, transformando-os em produtos úteis e, por fim, descartando-os de volta ao ambiente como resíduos de alta entropia. Sustentabilidade pode ser definida em termos de rendimento pela capacidade de o meio ambiente suprir cada recurso natural e absorver os produtos finais descartados.

Para os economistas, recursos são uma forma de capital, ou riqueza, abrangendo desde stocks de matérias-primas a produtos acabados e fábricas. Existem dois grandes tipos de capital: natural e artificial. A maioria dos economistas neoclássicos acredita que o capital criado pelo homem é um bom substituto do natural e, portanto, defendem a manutenção da soma dos dois, abordagem denominada sustentabilidade fraca.

A maioria dos economistas ecológicos, eu inclusive, acredita que capital natural e artificial são, freqüentemente, mais complementos do que substitutos, e que o natural deveria ser mantido separado, porque tornou-se fator limitante. Essa abordagem é denominada sustentabilidade forte.

Por exemplo, a quantidade anual de peixe capturado é atualmente limitada pelo capital natural das populações do mar, e não mais pelo capital artificial representado pelos barcos pesqueiros. A sustentabilidade fraca sugeriria que a escassez de peixes poderia ser enfrentada com a construção de mais barcos. A sustentabilidade forte conclui pela inutilidade de mais pesqueiros, se há escassez de peixes, e insiste que a pesca deve ser limitada para garantir a manutenção de populações adequadas para as gerações futuras.

A política mais adequada à manutenção do capital natural é o sistema do limitar-e-negociar (cap-and-trade): define-se um limite para o total de rendimento permitido, conforme a capacidade do meio ambiente de regenerar recursos ou absorver poluição. O direito de esgotar fontes como os oceanos ou de poluir "dissipadores", como a atmosfera, deixa de ser um bem gratuito, passando a ser um ativo escasso que pode ser negociado — comprado e vendido em um mercado livre —, após decidir a quem pertencem inicialmente. Entre os sistemas cap-and-trade já implementados está o criado pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) que institui o comércio do direito de poluir com dióxido de enxofre (que causa chuva ácida). Outro, na Nova Zelândia, estabelece a redução da pesca excessiva mediante a definição de cotas transferíveis.

O sistema "limitar-e-negociar" é um exemplo dos papéis distintos de livres mercados e de políticas governamentais. Tradicionalmente, a teoria econômica tratou mais da distribuição (de recursos escassos entre usos concorrentes). Não tratou da questão da escala (a dimensão física da economia em relação ao ecossistema). Mercados que funcionam de forma adequada distribuem recursos eficientemente, mas não podem determinar a escala sustentável. Isso pode ser feito apenas mediante políticas governamentais.

AJUSTES NECESSÁRIOS

A transição para uma economia sustentável exigirá muitos ajustes na política econômica. Algumas dessas mudanças já são evidentes. O sistema de segurança social americano, por exemplo, encontra dificuldades com a transição demográfica para uma média populacional mais idosa. O ajuste exige impostos mais altos, aumento na idade de aposentadoria ou pensões menores. O sistema não está propriamente em crise, mas são necessários uns poucos ajustes para que se sustente.

Vida útil de produtos. Uma economia sustentável requer uma "transição demográfica" não apenas de pessoas, mas também de bens — as taxas de produção deveriam ser iguais às taxas de depreciação, em níveis elevados ou baixos. Taxas mais baixas são melhores, tanto em termos de durabilidade dos bens quanto para ter sustentabilidade. Produtos de vida mais longa podem ser substituídos mais lentamente, com uso menor de recursos. A transição é análoga a um evento de sucessão ecológica.

Ecossistemas jovens, em crescimento, têm tendência a maximizar a manutenção da eficiência do crescimento, medida em produção por unidade de biomassa existente. Nos maduros, a ênfase desloca-se para a maximização da eficiência da manutenção, ou por quanto da biomassa existente é mantida por unidade de nova produção — o inverso de eficiência produtiva. Precisamos de um ajuste similar para viabilizar a sustentabilidade. Uma adaptação nessa direcção são os contratos de serviços de bens alugados — desde fotocopiadoras a tapetes. Nesse cenário, o fabricante permanece como proprietário, presta manutenção, recolhe e recicla o produto no fim de sua vida útil.

Crescimento do PIB. Devido a melhoras qualitativas e ao aumento de eficiência, o PIB pode continuar a crescer, mesmo com rendimento constante. Os ambientalistas ficariam satisfeitos porque a quantidade processada não aumentaria; os economistas ficariam felizes porque o PIB aumentaria. Essa forma de "crescimento" — na realidade, desenvolvimento —, conforme definido anteriormente, deveria ser incrementada ao máximo, mas há vários limites. Sectores considerados mais qualitativos, como o de tecnologia da informação, quando examinados mais de perto, revelam uma substancial base física. Por outro lado, para beneficiar os pobres, a expansão deve consistir em bens que lhes sejam necessários — vestuário, abrigo, comida, e não 10 mil receitas na Internet. Mesmo os ricos gastam a maior parte do seu rendimento em automóveis, casas e viagens, mais do que em bens intangíveis.

Sector financeiro. Em uma economia sustentável, a ausência de crescimento muito provavelmente faria os juros caírem. É possível que o sector financeiro encolhesse, porque juros e taxas de crescimento baixos não poderiam sustentar a enorme superestrutura de transações financeiras — baseada sobretudo em endividamento e expectativas de crescimento econômico futuro — apoiada precariamente sobre a economia física. Numa economia sustentável, investimentos seriam feitos principalmente para substituição e melhoria qualitativa (não para especulação sobre a expansão quantitativa) e ocorreriam com menos freqüência.

Comércio. O livre comércio não seria viável em um mundo contendo simultaneamente economias sustentáveis e insustentáveis, porque as primeiras com certeza contabilizariam muitos custos relativos ao meio ambiente e ao futuro, que seriam ignorados naquelas em crescimento. Economias insustentáveis, nesse caso, poderiam praticar preços inferiores aos das suas rivais sustentáveis, não por serem mais eficientes, mas apenas por não pagarem o custo da sustentabilidade.

Poderia existir um comércio regulamentado para compensar essas diferenças, assim como um comércio livre entre países igualmente comprometidos com a sustentabilidade. Considera-se que tais restrições são onerosas ao comércio, mas na verdade ele já é bastante regulamentado de maneira prejudicial ao meio.

Impostos. Que tipo de sistema tributário seria o mais adequado? Um governo preocupado com o uso mais eficiente dos recursos naturais mudaria o alvo de seus impostos. Em vez de taxar o rendimento auferido por trabalhadores e empresas (o valor acrescentado), tributaria o fluxo produtivo (aquele ao qual é adicionado valor), de preferência no ponto em que os recursos são apropriados da biosfera, o ponto de "extração" da Natureza.

Muitos países aplicam impostos de "extração". Esse tipo induz um uso mais eficiente dos recursos, tanto na produção como no consumo, e tem monitoração e cobrança relativamente fáceis. Parece razoável aplicar impostos ao que queremos evitar (esgotamento de recursos e poluição) e deixar de aplicar ao que mais desejamos (rendimento).

A regressividade desse imposto sobre o consumo (os pobres pagariam uma porcentagem maior do seu rendimento do que os ricos) poderia ser compensada como gasto progressivo do imposto recolhido (isto é, para ajudar os pobres), instituindo um imposto sobre artigos de luxo ou cobrando mais impostos sobre rendimentos elevadas.

Emprego. É possível manter o pleno emprego? Essa é uma pergunta difícil, e a resposta, provavelmente será não. Entretanto, por uma questão de justiça, também devemos questionar se o pleno emprego é possível numa economia de crescimento movida pela livre comércio, exportação de serviços, imigração facilitada de mão-de-obra barata e adoção de tecnologias que eliminam empregos. Em uma economia sustentável, manutenção e consertos tornam-se mais importantes. Como exigem trabalho mais intenso e são relativamente protegidos de terceirização estrangeira, esses serviços poderão criar mais empregos.

Entretanto, será necessário repensar a maneira como as pessoas obtêm rendimento. Se a automação e a exportação de postos de trabalho resultar numa maior parte do produto total agregado ao capital (ou seja, empresas e seus donos a lucrarem mais com o produto), e portanto menor para os trabalhadores, então o princípio da distribuição do rendimento através do emprego torna-se menos justificável. Uma alternativa prática poderia ser a participação mais ampla na propriedade das empresas, para que os indivíduos obtivessem rendimento através da participação proprietária nas empresas, em vez de obtê-la mediante empregos a tempo inteiro.

Felicidade. Uma das forças motrizes do crescimento insustentável tem sido o axioma da insaciabilidade: as pessoas serão sempre mais felizes consumindo mais. Entretanto, pesquisas de economistas experimentais e psicólogos levam à rejeição desse axioma. Cada vez mais evidências, como o trabalho de 1990 de Richard A. Easterlin, da Universidade do Sul da Califórnia, sugerem que o crescimento nem sempre incrementa a felicidade (nem a utilidade ou o bem-estar). Ao invés disso, a correlação entre o rendimento absoluto e a felicidade é válida apenas até um limiar de "suficiência"; além desse ponto, apenas o status relativo influencia a auto-percepção de felicidade.

O crescimento não é capaz de incrementar o rendimento relativo de todos. As pessoas que conseguirem isso em conseqüência de crescimento adicional seriam compensadas por outras cujo rendimento relativo cairia. Além disso, se o rendimento de todos aumentasse proporcionalmente, não haveria modificação do rendimento relativo e ninguém se sentiria mais feliz. O crescimento torna-se como uma corrida armamentista em que os dois lados vêem os seus ganhos cancelarem-se mutuamente.

É muito provável que os países ricos tenham atingido o "limite de futilidade", ponto além do qual o crescimento não incrementa a felicidade. Isso não significa que a sociedade de consumo tenha morrido — apenas que o aumento do consumo além do limiar de suficiência, seja ele fomentado pela publicidade agressiva ou por uma compulsão inata por compras, simplesmente não está a tornar as pessoas mais felizes, segundo a sua própria avaliação.

Um corolário acidental é que a sustentabilidade poderá custar pouco em termos de felicidade para as sociedades que atingiram a suficiência. A "impossibilidade política" de uma economia sustentável pode ser menos impossível do que parecia.

Se não fizermos os ajustes necessários para atingir uma economia sustentável, condenaremos nossos descendentes a uma situação infeliz em 2050. O mundo tornar-se-á cada vez mais poluído e mais despojado de peixes, combustíveis fósseis e de outros recursos naturais. Durante algum tempo, essas perdas poderão continuar a ser mascaradas pela enganosa contabilidade baseada no PIB, que mede o consumo de recursos como se fosse rendimento. Mas, em determinado momento, o desastre manifestar-se-á. Será difícil evitar essa calamidade. Quanto mais cedo começarmos a agir, melhor.

ENCRUZILHADA ECONÓMICA

O problema: O status quo econômico não poderá ser mantido por muito tempo. Se não forem efetuadas mudanças radicais, correremos o risco de perda de bem-estar e de possível catástrofe ecológica.

O plano: A economia precisa ser sustentada no longo prazo e obedecer a três regras:
1. Limitar o uso de todos os recursos a fim de que os resíduos possam ser absorvidos pelo ecossistema.
2. Explorar recursos renováveis de um modo que não exceda a capacidade do ecossistema para regenerá-los.
3. Exaurir recursos não-renováveis a um ritmo que não exceda a taxa de desenvolvimento dos seus substitutos renováveis.

QUANDO CRESCER É MAU

Crescimento deseconómico ocorre quando aumentos na produção se dão à custa do uso de recursos e sacrifícios do bem-estar que valem mais do que os bens produzidos. Isso decorre de um equilíbrio indesejável de grandezas denominadas utilidade e desutilidade. Utilidade é o nível de satisfação das necessidades e demandas da população; grosso modo, é o nível de seu bem-estar. Desutilidade refere-se aos sacrifícios impostos pelo aumento de produção e consumo. Podem incluir o uso de força de trabalho, perda de lazer, esgotamento de recursos, exposição à poluição e concentração populacional.

Uma maneira de conceptualizar o equilíbrio entre utilidade e desutilidade é com um gráfico mostrando utilidade marginal  e desutilidade marginal. Utilidade marginal é a quantidade de necessidades que são satisfeitas quando se incrementa em uma unidade o consumo de determinada quantidade de bens e serviços. Ela diminui com o aumento do consumo, porque inicialmente satisfazemos nossas necessidades mais prementes. A desutilidade marginal é a quantidade de sacrifício adicional necessária para realizar cada unidade adicional de consumo. A desutilidade marginal cresce com o consumo porque as pessoas, em princípio, fazem antes os sacrifícios mais fáceis. Por exemplo, para comprar mais coisas, podemos trabalhar dez horas a mais por semana, uma opção que vale, digamos, dez pontos de desutilidade. Para consumir ainda mais, podemos abrir mão de outras dez horas, e não dedicar tempo algum a nossos filhos. Isso poderia representar 20 pontos de desutilidade, além dos dez de que já abrimos mão.

A escala ótima de consumo é o ponto no qual a utilidade marginal e a desutilidade marginal se igualam. Nesse ponto, uma sociedade desfruta da utilidade líquida máxima . Incrementar o consumo além desse ponto faz com que a sociedade perca mais do que ganhe, por causa do crescimento das desutilidades, conforme representado pela área de desutilidade líquida. O crescimento torna-se deseconómico.

Em determinado momento, uma população em crescimento deseconómico atinge o limite de futilidade, o ponto no qual deixa de acumular qualquer utilidade com o aumento de consumo. O limiar de futilidade pode já estar próximo para os países ricos. Além disso, uma sociedade pode ser levada ao colapso por uma catástrofe ecológica, resultando em enorme aumento de desutilidade. Essa devastação poderá acontecer tanto antes como depois de atingido o limiar de desutilidade. 

[*] Professor na Escola de Políticas Públicas da Universidade de Maryland. De 1988 a 1994 foi economista sênior do departamento de meio ambiente do Banco Mundial, onde colaborou na formulação de políticas relativas ao desenvolvimento sustentável.   Autor de numerosos livros e editor associado da revista Ecological Economics.

Comissão da Verdade terá reuniões quinzenais e contará com 14 funcionários

A Comissão da Verdade, instalada hoje (16), vai se reunir pelo menos a cada quinze dias em Brasília, com possibilidade de encontros extraordinários em outras cidades. A agenda de trabalho foi definida hoje na primeira reunião dos sete integrantes do grupo que vai apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. O próximo encontro da comissão está marcado para segunda-feira (21).

Na cerimônia de instalação, a presidente Dilma Rousseff empossou todos os integrantes: José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça), Gilson Dipp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República), Paulo Sérgio Pinheiro (professor e diplomata), Maria Rita Kehl (psicanalista) e José Cavalcante Filho (jurista).


De acordo com o coordenador da comissão, Gilson Dipp, a primeira reunião foi “burocrática e administrativa”, apenas para definir questões de estrutura e funcionamento dos trabalhos. Os conselheiros terão uma sala de reuniões montada no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. A comissão será dividida em subcomissões e terá 14 funcionários, que, segundo Dipp, ainda não foram escolhidos.


O conselheiro evitou comentar eventuais divergências internas sobre o foco das investigações da Comissão da Verdade. A lei que criou o colegiado diz que o grupo deve examinar todas as violações graves aos direitos humanos cometidas durante o período avaliado. Alguns conselheiros, no entanto, entendem que somente as violações cometidas por agentes de Estado serão objeto de apuração, o que excluiria, por exemplo, a ação de grupos armados de esquerda durante a ditadura militar.


“No seio da comissão não há essa divergência, isso não se manifestou. Vamos trabalhar com a lei embaixo do braço, nada mais do que isso. Vamos trabalhar exatamente nos termos da lei, examinar todas as violações graves aos direitos humanos, recuperar a memória do país e a verdade histórica, ponto”, disse.


A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, participaram da primeira reunião da Comissão da Verdade.


A Comissão da Verdade terá dois anos para ouvir depoimentos em todo o país, requisitar e analisar documentos que ajudem a esclarecer as violações de direitos. De acordo com o texto sancionado, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo.
Via noticias.uol 

BALANCE CAPIXABA 16/05/2012

▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼▼
BALANCE CAPIXABA 16/05/2012
▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲▲


Barbosa anuncia compensação ao ES pela perda do Fundap: R$ 3 bi
BRASÍLIA - A senadora Ana Rita (PT-ES) se reuniu, nesta quarta-feira, com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa Filho, e cobrou compensações ao ES pela aprovação do projeto 72/10 que acaba com Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias do Espírito Santo (Fundap).

Na reunião, o secretário reafirmou que o governo da presidenta Dilma Rousseff está encaminhando, como prometido, as compensações.

“O Espírito Santo será compensado. As ações estão em andamento junto a vários ministérios, como o dos Portos, aqui na Fazenda, no BNDES e nos Transportes”, garantiu.

Barbosa adiantou que as compensações caminham em três frentes: financeira, tributária e infraestrutura.

As compensações previstas, informou, passam pela antecipação de receitas provenientes dos royalties do petróleo e recursos subsidiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social da ordem de R$ 3 bilhões.

Na lista de compensações encontram-se, também, o estudo de viabilidade do porto de águas profundas, o aeroporto de Vitória, o polo gás químico de Linhares e estadualização do Fundo de Recuperação do Espírito Santo (Funres).

O secretário citou, ainda, a renegociação da dívida gerada por governos anteriores do Espírito Santo com o não pagamento dos compromissos com o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor, o Pasep.

Essa dívida incluindo os juros chega a quase R$ 800 milhões.“Os termos da renegociação estão em andamento no governo federal e devem ser anunciados em breve”, disse.

Segundo o secretário, além destas medidas, o Estado será beneficiado com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do comércio eletrônico, em tramitação no Senado.

A lei cria uma receita extra para o ES de R$ 140 milhões em 2012, e R$ 170 milhões em 2013. A PEC já foi aprovada nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição e Justiça (CCJ) e está pronta para votação em plenário.

“A reunião foi esclarecedora. Vamos continuar a acompanhar os desdobramentos das ações do governo federal”, afirmou a senadora Ana Rita após o encontro com Barbosa.
Com informações da Assessoria de Imprensa da Senadora
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

Entidades da sociedade civil vão às ruas para apoiar vinda da força-tarefa ao Estado

Mais de trinta entidades da sociedade civil se reúnem, na manhã desta quinta-feira (17), para apoiar a vinda de uma força-tarefa da Polícia Federal ao Estado para apurar as suspeitas de corrupção em prefeituras e no governo passado. Com o slogan “A luta é de todos os capixabas”, os manifestantes vão percorrer os principais prédios públicos na Enseada do Suá, em Vitória. A mobilização também pretende dar apoio aos encaminhamentos feitos pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), Pedro Valls Feu Rosa, na decisão da “Operação Lee Oswald”.
O ato público está marcado para as 10 horas, em frente à sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A concentração acontecerá em dois pontos: no local do manifesto e no campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Goiabeiras. Do local, os estudantes poderão seguir para o ato público em passeata pela Reta da Penha ou promovendo um roletaço até a Enseada do Suá. A expectativa é de que os manifestantes passem pelas sedes do Ministério Público Estadual (MPES), Assembleia Legislativa e encerram o protesto em frente ao TJES.
De acordo com o diretor jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), uma das entidades que fazem parte do chamado Fórum Estadual em Defesa do Interesse Público (Fedip), Rodrigo da Rocha Rodrigues, o ato público está sendo planejado desde a publicação da decisão de Pedro Valls, no último dia 19. "Foram cinco reuniões para a organização do protesto. A ideia é de que seja o primeiro ato para a cobrança da investigação das suspeitas de corrupção no Estado", afirma.

No folder do evento, o fórum informa a gravidade das denúncias relacionadas ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB) no qual podem provocar um “efeito dominó que mostrará o crime organizado continua em plena atividade”. O movimento faz três exigências: o apoio aos encaminhamentos propostos por Pedro Valls, a apuração isenta dos fatos denunciados e uma “cobertura midiática transparente”. O protesto está sendo divulgado em panfletos distribuídos na Grande Vitória, na mídia e também nas redes sociais.
Na decisão da "Operação Lee Oswald", o desembargador citou a transcrição de denúncias recebidas no Tribunal de Justiça sobre atos relacionados ao governo passado. Entre os fatos relatados estão as suspeitas na operação de compra e venda de terrenos para a Ferrous Resources, também em Presidente Kennedy; a concessão de benefícios fiscais; indícios de fraudes em licitações no sistema prisional e o possível beneficiamento do primo do ex-governador, Braulino Silveira, dono da empresa Estrutural Construtora, como destaca a sentença. Nerter Samora
Foto capa: Nerter Samora | SD
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

Em discurso para militantes, Iriny dá tapa com luva de pelica em Coser
A plenária da deputada federal Iriny Lopes, com a militância do PT, na última quinta-feira (10), ainda está gerando repercussões dentro do partido. Durante sua fala, a pré-candidata do partido a prefeita de Vitória criticou o chamado fogo amigo: manobra do grupo do prefeito João Coser para retirar a candidatura dela em favor de um palanque de consenso puxado pelo ex-governador Paulo Hartung.

“Eleição de verdade é disputa de projeto. Eleição não é nomeação”, disse a deputada federal, que defendeu que o dono do voto, da decisão é o eleitor. “Temos que devolver ao eleitor de Vitória do direito de escolher”, afirmou.

Para a militância ficou implícito um “tapa de luva de pelica” no prefeito João Coser. Isso porque, Iriny recordou que em 2004, ela era pré-candidata a prefeita, mas dada a conjuntura do momento, entendeu que seria melhor para o partido que ela permanecesse na Câmara dos Deputados e apoiou, dentro do PT, a candidatura de João Coser.

Essa declaração ecoou como um recado direto, já que hoje o prefeito João Coser é o principal articulador da manobra que visa ao recuo da candidatura do PT em Vitória, para que o partido apóie a candidatura do ex-governador Paulo Hartung (PMDB).

Iriny foi além, declarando que espera que tanto PPS quanto PSDB mantenham suas candidaturas e que PMDB decida o que vai fazer em Vitória, para que o cenário eleitoral possa finalmente ser definido nos outros municípos. Faltando cinco meses para a eleição, a indefinição do cenário e as movimentações dificultam a visualização do processo.

A deputada está disposta a enfrentar os delegados do partido para defender a candidatura que, segundo ela, tem o objetivo de manter projeto desenvolvido pelo PT em Vitória – o que para a deputada não fica com a continuidade garantida se o PT apoiar outro nome – e dar sustentação ao projeto nacional do partido, que aponta para a eleição presidencial em 2014.

Nos meios políticos está cada dia mais evidente que, embora o grupo do prefeito tenha maioria no diretório municipal, o clima aponta para o desmonte da manobra de recuo, com o fortalecimento do nome da deputada após a plenária e, sobretudo, com a entrada da nacional na discussão, defendendo a candidatura própria de Iriny e restringindo
o leque de alianças aos partidos da base da presidente Dilma, o que exclui PSDB, PTB e PPS.
Renata Oliveira |Foto capa: Gustavo Louzada

▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

Longe do consenso, PSDB prepara militância para convenções em Vitória
O pré-candidato a prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, realiza nesta quinta-feira (17) o último encontro com a militância antes das convenções partidárias. Com um desempenho positivo nas pesquisas, o tucano não esconde que está animado com a disputa. Luiz Paulo segue a linha de sua principal opositora, a deputada federal Iriny Lopes (PT), que na semana passada também reuniu os filiados de seu partido para um encontro, que serviu para demonstrar força.
O encontro do PSDB, realizado exatamente uma semana depois do encontro do PT, deixa transparecer para os meios políticos que os tucanos continuam trabalhando seu projeto de oposição à administração petista, independentemente das pressões do grupo do ex-governador Paulo Hartung, que tenta criar um palanque de consenso na Capital.
Com a definição da Nacional do PT que orienta os diretórios municipais a não coligarem com os partidos do campo da oposição, como é o caso do PSDB, a situação dos tucanos ficou ainda mais confortável para criar seu palanque na Capital, o que não seria possível se o partido se aliasse ao PMDB de Hartung.
Para os meios políticos da Capital, está cada vez mais claro que o projeto de Hartung em unir partidos de campos tão opostos, fracassou. A manobra do PT de Vitória, com uma tentativa de recuo da candidatura própria com a deputada federal Iriny Lopes, criou uma expectativa de que o PSDB e o PPS também recuassem em suas pré-candidaturas, como isso não aconteceu, a tendência é de que os partidos venham mesmo a se enfrentar em Vitória.

Como o PSDB manteve a candidatura de Luiz Paulo, o PT correria o risco de abrir mão da disputa para seu principal adversário, afinal, não há garantias de que se apoiasse o palanque de Hartung, o ex-governador defenderia a administração petista e se colocaria contra o tucano, que é aliado antigo do ex-governador.

Programa de governo
No encontro desta quinta-feira (17), que será no Cerimonial Oasis, em Santa Lúcia, Vitória, a partir das 19 horas, a militância tucana vai discutir o programa do pré-candidato, que está dividido em quatro blocos. O primeiro tratará de temas nacionais que também impactam a cidade de Vitória, como distribuição dos royalities, infraestrutura do Estado, dentre outras.
O segundo diz respeito a questões estaduais e metropolitanas, como saneamento, mobilidade urbana, dentre outros, em que o prefeito não tem autoridade para gerenciar sozinho, mas deve articular e lutar para que a cidade tenha acesso às melhorias voltadas para estas áreas.
O terceiro bloco está ligado à estrutura da cidade de Vitória, em todas as áreas importantes, como economia, urbanismo, meio ambiente, segurança, saúde, educação. O quarto e último bloco irá tratar das diretrizes da prefeitura de Vitória.
Após este encontro presencial, o programa de governo do PSDB estará disponível no site Tucanos da Ilha (WWW.tucanosdailha.com.br) para que todos os internautas cadastrados possam dar continuidade aos debates com sugestões. Renata Oliveira | Foto capa: Arquivo SD 
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲


Ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra sofre atentado

O ex-policial é personagem principal do polêmico livro Memórias de uma Guerra Suja, onde confessa diversos crimes contra presos políticos.
O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) Cláudio Guerra – personagem principal do polêmico livro Memórias de uma Guerra Suja dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros – sofreu um atentado na última madrugada. A afirmação foi feita pelo senador Paulo Paim (PT-RS) na tribuna do senado na tarde desta quinta-feira, dia 16. As informações são do site IG.
De acordo com o senador, três homens cercaram o local onde Guerra estava escondido – uma casa geriátrica no interior do Espírito Santo – e atiraram.
No livro, Guerra confessa diversos crimes cometidos em nome da ditadura militar, entre eles torturas, assassinatos, incineração dos corpos de diversos presos políticos, além da participação no atentado a bomba do Riocentro. Além dos relatos dos crimes, o ex-delegado ainda delata os cúmplices dos crimes.
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

TCE aguarda conclusão de inquérito da PF para se manifestar sobre Pimentel
Mais de duas semanas após a revelação de escutas telefônicas entre o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), José Antônio de Almeida Pimentel e acusados de corrupção em Presidente Kennedy, o presidente do TCE, Sebastião Carlos Ranna, quebrou o silêncio sobre o caso. O conselheiro-presidente afirmou que o órgão vai aguardar a conclusão do inquérito da Polícia Federal sobre a “Operação Lee Oswald” para se manifestar sobre a conduta de Pimentel.

Para o presidente do TCE, a abertura de uma sindicância contra o conselheiro – que é relator das denúncias contra a prefeitura de Kennedy – dependerá do resultado das investigações da PF. Ele garantiu que o órgão não vai se omitir. “Se o inquérito apontar o envolvimento do conselheiro Pimentel, vamos abrir as investigações no mesmo momento. No entanto, se o inquérito concluir que não há qualquer relação com esquema, não há o que se investigar”, justificou.

Questionado sobre o silêncio do Tribunal de Contas e do corregedor-geral do órgão [conselheiro Domingos Taufner] em relação aos diálogos interceptados entre Pimentel e Quinta, Ranna ponderou: “Não posso me manifestar sobre um inquérito inconcluso e que está sob sigilo de Justiça”.

A previsão é de que o inquérito da PF seja concluído até o final desta semana. Procurado pela reportagem, a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça, onde tramita a ação penal da operação, não há comunicação oficial para a prorrogação do prazo de conclusão das investigações. No próximo sábado (19), a operação completa um mês com a prisão dos principais envolvidos, entre eles, o prefeito Reginaldo Quinta (PTB).

De acordo com o presidente do TCE, o único “fato concreto” no caso é o resultado da atuação de Pimentel nos processos envolvendo a prefeitura. Ranna destacou que as 30 medidas cautelares impediram a realização de licitações no município na ordem de R$ 240 milhões. “Licitações essas que foram apontadas pela Polícia Federal como alvo de fraudes”, destacou.

Denúncias contra Hartung


O conselheiro Ranna também negou qualquer tipo de beneficiamento ou blindagem ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na apuração de irregularidades cometidas no governo do peemedebista. “Se essa prática [beneficiamento do ex-governador] aconteceu no passado em outras instituições ou até mesmo no Tribunal de Contas, não terá espaço neste ‘novo’ Tribunal de Contas”, afirmou.

Nessa terça-feira (15), o presidente do TCE anunciou que o órgão vai apurar as denúncias envolvendo suspeitas de fraudes em contratações no sistema prisional, além dos contratos do governo do Estado com a empresa carioca Delta Construções.

Desde o início desta semana, equipes do órgão estão fazendo auditorias in loco em todos os contratos firmados pelas prefeituras de Presidente Kennedy e Fundão (alvo da “Operação Tsunami” no ano passado). De acordo com ele, a área técnica do tribunal está em vias de conclusão de auditorias em Santa Leopoldina e Aracruz. Nerter Samora | Foto capa: Nerter Samora
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲


Iriny vai a Porto Alegre defender sua candidatura em encontro nacional do PT
A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES), pré-candidata à prefeitura de Vitória,
participa nesta quinta-feira de reunião do diretório nacional do partido, em Porto
Alegre.

Além da pauta do encontro, ela vai buscar apoio para sua candidatura à PMV, ameaçada pelo PMDB e pelo prefeito João Coser (PT).
A deputada enfrenta resistências no estado, já que parte expressiva do PT do ES apoia uma aliança com o PMDB do ex-governador Paulo Hartung, que diz que é candidato, mas não será.
Iriny tem buscado apoio junto a membros da executiva nacional e vai ao Rio Grande do Sul debater seu impasse.
Ela conta com vários apoios, inclusive da senadora petista Ana Rita (PT-ES) que diz que a deputada tem todos os requisitos para ser a candidata do partido e prefeita da capital.

De acordo com Ana Rita, pesa a favor de Iriny o fato de ser a única mulher do partido candidata a uma capital da região Sul e Sudeste do país.
"Iriny reúne todas as prioridades do partido, é uma candidatura feminina e possibilita a continuidade do partido na capital. Ela tem o apoio do PT nacional", disse a senadora.

O Seminário do PT em Porto Alegre tem o objetivo de dialogar com os nomes do partido que estarão na disputa eleitoral para as prefeituras.

Os participantes terão a oportunidade de debater sobre a atualidade do modo do partido de governar e dialogar sobre a incorporação de experiências recentes dos governos locais.
Segundo a organização do evento, serão estabelecidos os novos desafios para as administrações municipais, principalmente diante dos atuais cenários do país e do mundo, assim como das necessidades criadas pelo novo desenvolvimento vivido pelo Brasil a partir de 2003.
“O PT vai entrar na 7ª geração de prefeitos/as. Desde 1982, quando elegeu dois prefeitos, passando pelas primeiras eleições nas capitais em 1985 (depois de anos de interventores durante a ditadura) e, principalmente, a partir de 1988, o PT passou a figurar como um Partido de bons governos municipais, administrando cidades grandes, médias e pequenas, implantando o Modo Petista de Governar”, afirma um trecho do texto de apresentação do evento.
Participam do Seminário membros do diretório nacional, dirigentes estaduais (presidente, secretários de Comunicação, Formação, Organização e Assuntos Institucionais), presidentes dos Diretórios Municipais e candidatos/as a prefeito e vice dos 118 municípios brasileiros com mais de 150.000 eleitores, assim como os responsáveis pelo programa de governo nesses municípios.
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

PT nacional optará por candidatura de Iriny em Vitória, prevê senadora

A senadora Ana Rita (PT-ES) defendeu ontem a candidatura da deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) à prefeitura de Vitória.

Para ela, a deputada reúne todos os requisitos para obter o apoio do diretório nacional do partido e fazer um bom governo, caso seja eleita.

"Iriny tem tudo o que o partido quer, é uma candidata mulher, vai dar continuidade ao trabalho do PT na capital, e poderá influenciar nas outras candidaturas petistas. Além disso, é a única candidata feminina do partido a uma capital na região sul e sudeste do país", disse a senadora.

Para Ana Rita, não existe nenhuma justificativa para o partido apoiar uma aliança com o PMDB para a candidatura do ex-governador Paulo Hartung. A senadora diz que é uma decisão do PT nacional manter suas candidaturas nos municípios que já são do partido.

"Temos potencial de manter a prefeitura de Vitória, que é capital e tem um grande impacto nas outras cidades. O PT tem feito um bom trabalho com o prefeito João Coser, que merece continuidade. E essa possibilidade é com a Iriny", disse a senadora.

Ana Rita diz ainda que o projeto defendido por Paulo Hartung é diferente do modo petista de governar. Para ela, é importante deixar a população da cidade decidir qual é a melhor proposta para a capital do estado.

"Hartung defende outro projeto. Ele em seu governo, pensou no estado só do ponto de vista das elites. Fez um bom trabalho para o desenvolvimento do estado, mas não pensou nas políticas públicas, como saúde, educação, segurança. Isso está sendo feito agora pelo governador Casagrande, assim como pretende fazer Iriny em Vitória. Pensamos em investimentos na população", disse Ana Rita.

Para a senadora, a retirada da candidatura de Iriny seria uma atitude antidemocrática "que tira da população a possibilidade de escolher a melhor proposta. Significaria que tudo o que fizemos não valeu de nada, que o partido não reconhece o que foi feito pela cidade. Alianças podem ser construídas, mas não podemos tirar da população o direito de escolher o projeto que quer para sua cidade".  


▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

Lauriete diz que fala de Dilma sobre royalties foi corajosa

A deputada federal Lauriete (PSC-ES) disse nesta quarta-feira que a declaração da presidente Dilma, de que não vai aceitar que se mexa nos contratos já licitados dos royalties do petróleo, trouxe alívio aos capixabas.

Lauriete foi uma das deputadas do ES que participou no ano passado, ao lado do senador Magno Malta (PR-ES), do bloqueio de rodovias no estado em protesto contra a ameça de perda dos royalties.
Sempre ao lodo do senador, Lauriete disse que, no caso dos royalties, foi feito justiça ao ES.

"Essa foi uma luta de todos nós, prefeitos, vereadores, deputados, senadores. E agora vencemos, graças a Deus", disse a deputada que participou da reunião da bancada do ES com prefeitos capixabas.
Reprodução autorizada desde que citada a fonte:www.agenciacongresso.com.br
Foto: Deputada Lauriete com o vice presidente do PSC Nacional Pastor Everaldo e o senador Magno Malta Via: www.agenciacongresso.com.br

 
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲


Pouco trabalho e muito bate-boca na Assembleia
A sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (16) foi marcada por discussão entre deputados e pouco trabalho. Por causa do quórum baixo, não foi possível votar os projetos previstos na pauta.
O mínimo exigido seriam 16, mas apenas dez estavam presentes, o suficiente para manter a sessão. A ausência dos parlamentares foi justificada pelo presidente da Casa. De acordo com Theodorico Ferraço (DEM), eles enfrentaram dificuldades para chegar por causa da chuva e do trânsito.

Sem poder apreciar os projetos, os deputados, então, subiram à tribuna para fazer pronunciamentos. Um comentário do deputado Freitas (PSB) provocou manifestações e até a ira de colegas. Freitas, que é de São Mateus, disse em plenário que a procura era por deputados de Vitória, uma vez que chovia na capital e não no interior.

Da mesa da presidência, Ferraço lembrou que também chove no sul do Estado. Esmael Almeida (PMDB) respondeu à declaração de Freitas e lembrou que é de Vitória e estava na sessão.
Pouco tempo depois, o deputado José Esmeraldo (PR), que também é de Vitória, chegou ao plenário e foi direto ao microfone. Ele criticou as observações de Freitas e chamou o colega de “desqualificado”, entre outros adjetivos. “Quem é o deputado Freitas para criticar alguém? Toda vez que ele me criticar, terá a minha ação aqui. E eu estou indo devagar, posso ir com mais força”.
No momento das declarações de Esmeraldo, Freitas não estava em plenário. Quando retornou, ele explicou que não teve a intenção de agredir ninguém ao citar os deputados de Vitória e que falou em tom de brincadeira. “Foi totalmente espontâneo e tranquilo, sem nenhuma maldade”.

Falta de quórum
Como não havia quórum para votação, os itens que estavam no expediente desta quarta, como a mensagem governamental que trata de gratificações a policiais militares e bombeiros, devem ser apreciados na próxima segunda-feira (21) em sessão extraordinária.

Após a leitura do expediente, a sessão passou para a fase das comunicações e à Ordem do Dia. Com a chegada de mais deputados, para alguns projetos houve quórum para a votação e, para outros, não. Foram aprovados, por exemplo, a criação do Sistema Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas e a concessão ao município de Muqui o título de Capital Estadual da Cultura, Boi Pintadinho, Casarios e Folia de Reis.

Propostas de Emenda Constitucional, que exigem quórum mínimo de 18 deputados para votação, no entanto, tiveram a apreciação adiada.
O painel eletrônico da Assembleia está com defeito desde a última segunda-feira (15). Por isso, não foi possível ver quais parlamentares registraram presença desde o início da sessão.
Debate sobre mobilidade urbana
Enquanto os deputados enfrentam dificuldades para chegar ao trabalho, a Assembleia discutirá a mobilidade urbana em sessão especial na noite desta quarta-feira. O debate, que deve contar com a presença de representantes do governo Estadual e de órgãos federais ligados ao tema, está marcado para as 19 horas no plenário da Casa.  Letícia Gonçalves ! Rádio CBN Vitória (93,5 FM)


▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

Vila Velha foi o município mais prejudicado pelas chuvas na GV

A Defesa Civil Estadual atualizou, na tarde desta terça-feira (15), as informações sobre os afetados pela enxurrada que atingiu o Estado na madrugada desta segunda-feira (14), causando estragos principalmente na Grande Vitória. Assim como em enchentes ocorridas em outros anos, Vila Velha foi o município mais atingido e que ainda contabiliza prejuízos, mesmo sem que nenhuma forte chuva tenha atingido o município nesta terça.

De acordo com levantamento da Defesa Civil, até a manhã desta terça-feira (15) o município já tinha 4.350 pessoas desalojadas e 16 desabrigadas. O município de Serra, que vem logo atrás de Vila Velha em número de desalojados, registrou 174 pessoas desalojadas.

Vila Velha também lidera o número de edificações danificadas ou destruídas, com 5.265 registros. A concentração dos alagamentos no município foi na região da Grande Cobilândia, que sempre registra alagamentos que persistem por dias após as enxurradas.

Na tarde desta terça, a Defesa Civil divulgou um novo boletim sobre os danos causados pelas chuvas que atingem o Estado desde segunda (14): 115.500 pessoas afetadas, 20 desabrigadas, 4.562 desalojadas, 49 pessoas  enfermas/feridas, 5.272 edificações danificadas ou destruídas no total de 21 bairros ou distritos atingidos.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantém alto o alerta de inundação e deslizamento para a região da Grande Vitória, por conta do acumulado de mais de 200 milímetros de chuva em menos de 24 horas.

A falta de radar meteorológico impossibilita a o detalhamento maior das informações das áreas suscetíveis a deslizamento, como o próprio Cemaden informa. Já o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) informa que para os próximos dias o alerta é para pancadas de chuvas fortes, com rajadas de vento e possibilidade de alto acumulo de precipitação em curto espaço de tempo.

De acordo com previsão do Incaper, a frente fria só deve deixar o Estado na sexta-feira (18), por isso, o alerta para acúmulo de chuva e inundações está mantido para a Grande Vitória. Lívia Francez | SD


▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

Reprovação no ensino médio chega a 18,4% no Estado

 

Índice de 2011 subiu cinco pontos percentuais em relação a 2010 e Espírito Santo passa a quarto estado com pior resultado.
De todos os estudantes matriculados no ensino médio no Espírito Santo em 2011, 18,4% ficaram reprovados, segundo informações do Censo Escolar 2011 divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Esse índice subiu cinco pontos percentuais em relação a 2010, quando 13,7% dos alunos do segundo grau, em média, repetiram de série.
Com esse percentual, o Espírito Santo passou a ser o quarto estado com maior índice de reprovação no ensino médio no Brasil. Os cinco primeiros são Rio Grande do Sul (20,7%), Rio de Janeiro (18,5%) e Distrito Federal (18,5%), Espírito Santo (18,4%) e Mato Grosso (18,2%).

O maior índice de reprovação, no Estado, está logo na primeira série do segundo grau: 25,1% dos alunos estavam repetindo em 2011. Na segunda série, o percentual cai para 17,2%; na terceira para 8,9%; e na quarta para 6,5%.

A média de repetição de série entre os estudantes da rede pública é quase quatro vezes maior que nas escolas particulares: 20,4% contra 5,4%. Na rede municipal, o índice de reprovação é o menor do levantamento, com 5%. Em contrapartida, o maior percentual está na rede estadual, com taxa de 20,7%. Na rede federal, o índice chega a 11,7%.

Nas escolas do interior, os estudantes do segundo grau repetiram menos em 2011: em média, 9,1%, o que significa a metade da área urbana, com índice de 18,8%.
A Secretaria Estadual de Educação está analisando os dados divulgados pelo Inep para se posicionar sobre o resultado.
Em nível nacional, o índice de reprovação no ensino médio chegou a 13,1% em 2011. Esse é o pior índice desde 1999, primeiro ano com dados disponíveis no site do Inep.
Por Lúcia Gonçalves|lucia@redegazeta.com.br 

▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲

Serviços da Lei de Informação não estão totalmente disponíveis no ES
Algumas secretarias vão liberar informações via internet nesta semana.
Em Vitória, prefeitura diz que portal entra no ar dentro do prazo.

Apesar de entrar em vigor em todo o país nesta quarta-feira (16), a Lei de Acesso à Informação (LAI) ainda não tem todos os serviços disponíveis para o cidadão no Espírito Santo. Segundo a Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont), apenas algumas secretarias vão liberar informações via internet nesta semana. Em Vitória, a prefeitura informou que um portal entra no ar dentro do prazo. Os espaços físicos para atender a população ainda não foram determinados pelo estado e nem pela capital.
Os serviços liberados nesta semana, segundo a Secont, são classificados pela LAI como transparência ativa, em que os órgãos públicos divulgam as informações espontaneamente. Sobre o acesso às despesas e receitas dos órgãos públicos, tanto o governo do estado quanto a Prefeitura de Vitória informaram que as informações já constam nos portais de transparência de cada instituição.
De acordo com a secretária de Controle e Transparência, Ângela Silvares, dentro de 180 dias, todos os serviços da Lei Estadual, inclusive o pedido de informações, estarão disponíveis. “Uma Lei Estadual já foi assinada pelo governador Renato Casagrande. E nós vamos nos estruturar para garantir um portal em que as pessoas possam requerer as informações, que deve ir ao ar dentro do prazo dado pela lei federal, que é de 180 dias”, explica.

Sigilo
Como o cidadão tem direito à consulta das informações referentes às administrações municipais e estaduais, alguns dados são classificadas como sigilosos ou não. E cada secretaria tem autonomia para determinar o grau de publicidade do conteúdo. “O nível de sigilo das informações é classificado pelas secretarias e submetido a uma comissão do governo, que vai ratificá-las. Por exemplo, na pasta da Segurança Pública, uma planta estrutural de um presídio não pode ser divulgada”, diz Silvares.

Apesar da falta de um espaço físico em funcionamento, a prefeitura de Vitória e o governo do estado comunicaram que o cidadão pode procurar as informações através da Ouvidoria e no setor de Protocolo de cada órgão consultado.
▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼
▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲▼▲



Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi