sábado, 10 de novembro de 2012

Emir Sader: Antes, a direita recorria aos quartéis, agora usa a mídia para apelar ao Judiciário


Até 1930 a direita brasileira dispunha a seu bel prazer do Estado, colocava-o totalmente a serviço dos interesses primário-exportadores, desconhecendo as necessidades das classes populares. Getúlio fez a brusca transição de um presidente – Washington Luiz, carioca adotado pela elite paulista, como FHC – que afirmava que “Questão social é questão de polícia”, para o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores pelo Estado.
Com o surgimento da primeira grande corrente de caráter popular, a direita passou a ficar acuada. A democratização econômica e social foi seguida da democratização política, com o processo eleitoral consagrando as candidaturas com apoio popular. Sucessivamente, em 1945, 1950, 1955, a direita foi derrotada e acostumou-se a bater na porta dos quartéis, pedindo golpe militar.
Sentido-se esmagada pelas derrotas, a direita chegou a pregar o voto qualitativo, em que, segundo eles, o voto de um médico ou de um engenheiro valeria 10, enquanto o de um trabalhador (“marmiteiro”, diziam eles, zombando dos trabalhadores que levavam marmitas pro trabalho) devia valer 1. Só assim poderiam ganhar.
A efêmera vitória de 1960, com a renúncia do Jânio, foi sucedida pela nova tentativa e golpe militar de 1961 e, logo depois, pelo golpe efetivamente realizado em 1964. Só pela força e pelo regime de terror a direita conseguiu triunfar e colocou em prática sua revanche contra o povo, pela repressão e pela expropriação dos direitos da grande maioria.
Foi no final da ditadura, com uma votação indireta, pelo Colégio Eleitoral, passando pela morte de Tancredo, que a direita deu continuidade a seus governos, agora com um híbrido de ditadura e de democracia, mas que favoreceu a eleição de Collor, outra versão da direita. Tal como Jânio, teve presidência efêmera.
O governo FHC foi a melhor expressão da direita, renovada, reciclada para a era neoliberal. Naqueles 8 anos a direita brasileira pode realizar seu programa, que terminou numa profunda e prolongada recessão e a derrota sucessiva da direita, por três vezes.
A direita repete, na Era Lula, os mesmos mecanismos da Era Getúlio. Enquanto os governos desenvolvem políticas econômicas e sociais que favorecem à grande maioria, recebem dela o apoio majoritário e derrotam sistematicamente a direita, resta a esta atividades golpistas. Se antes batiam às portas dos quartéis (eram chamadas de “vivandeiras de quartel”), agora usam a mídia para bater às portas do Judiciário.
São partidos e mídias cada vez mais minoritários, derrotados em 2002, em 2006, em 2010, voltaram a ser derrotadas agora em 2012. São governos que os derrotam com o apoio das grandes maiorias beneficiárias das suas políticas sociais. Quem não tem povo, apela para métodos golpistas, ontem com os militares e a mídia, hoje com a mídia e o Judiciário.

Extraído do Portal Luiz Nassif - http://blogln.ning.com/forum/topics/emir-sader-antes-a-direita-recorria-aos-quart-is-agora-usa-a-m

Os 10 times brasileiros com a marca mais valiosa de 2012

Valor consolidado das marcas de maior valor, segundo a BDO Brazil, foi de R$ 5,38 bilhões, 24% maior do que em 2011

São Paulo - O Corinthians lidera o ranking das marcas mais valiosas entre os clubes de futebol brasileiros em 2012, de acordo com a BDO Brazil. O time ultrapassou o valor de marca do Flamengo em 2010, e desde então se mantém na primeira posição.

Conforme a empresa, o valor consolidado das 10 marcas mais valiosas neste ano foi de R$ 5,01 bilhões, 24% acima do que foi em 2011.

As principais variáveis, segundo a metodologia usada no estudo, foram três: perfil das torcidas (tamanho, faixa etária, nível de renda, distribuição geográfica e hábitos de consumo), com valor consolidado de R$ 2,42 bilhões, representando 45% do valor total; receitas derivadas das marcas, com valor de R$ 1,66 bilhão (31%); e características do mercado em que o clube atua, com valor de R$ 1,30 bilhão (24%).


As 10 marcas líderes de 2012

1. Corinthians     
Valor em 2012 (R$): 1.005,5 bilhão
Valor em 2011 (R$): 867 milhões
Forças da marca
Torcida: 51%
Mercado: 22%
Receitas: 27%

2. Flamengo
Valor em 2012 (R$): 792 milhões
Valor em 2011 (R$): 689,5 milhões
Forças da marca
Torcida: 56%
Mercado: 17%
Receitas: 27%

3. São Paulo
Valor em 2012 (R$): 771 milhões
Valor em 2011 (R$): 664,2 milhões
Força da marca
Torcida: 47%
Mercado: 24%
Receitas: 29%

4. Palmeiras
Valor em 2012 (R$): 481,2 milhões
Valor em 2011 (R$): 452,9 milhões
Forças da marca
Torcida: 56%
Mercado: 17%
Receitas: 27%


Confira a relação na íntegra (AQUI)

Size_80_cris-simon
, de 


Como fica a economia mundial nos próximos 48 anos?


China passará Estados Unidos e emergentes crescerão em ritmo acelerado, projeta OCDE

Apuração: Lilian Sobral
Design: Juliana Pimenta
Fonte: Relatório "Olhando para 2060 –
Perspectivas de crescimento de longo-prazo para o mundo", da OCDE

Como se tornar o melhor deputado do país, revela Jean Wyllys

Recém-eleito melhor deputado federal do ano, Jean Wyllys afirma que foi premiado, entre outras razões, porque "trabalha". E critica quem acha que famosos não podem se candidatar

O deputado Jean Wyllys: "Da mesma maneira que pensaram que analfabetos e mulheres não deveriam votar, hoje se pensa que os famosos não podem se candidatar"
São Paulo – O deputado federal Jean Wyllys não é simplesmente deputado federal. Ou pelo menos é isso que ele costuma dizer. “Eu não sou. Eu estou deputado federal”, brinca o parlamentar e mestre em Letras em entrevista por telefone a EXAME.com.

No currículo, atividades tão diversificadas quanto as de professor universitário, jornalista, escritor e ainda vencedor da quinta edição do reality show global Big Brother Brasil. Agora, mais um prêmio na carreira: venceu nesta semana a votação online no site Congresso em Foco e foi eleito o melhor deputado federal de 2012.

“Vencer pelo voto popular me deixou muito feliz. Não me envaidece, mas me deixa com um senso de responsabilidade muito grande”, diz o deputado, que já estava na lista dos 25 melhores políticos da Casa feita por jornalistas que cobrem a Câmara dos Deputados.

Descontraído, Wyllys respondeu às perguntas de EXAME.com entre uma ponte aérea e outra, e revelou que aprendeu, desde eleito, que o poder de um deputado tem "limitações".

EXAME.com: A eleição foi com base no voto do internauta. O que o senhor acha que tem feito para agradar tanto a população?

Jean Wyllys: Eu trabalho, acho que isso que agrada. Em alguns momentos, certas pessoas e certos setores tentam me estigmatizar com a pauta LGBT, mas eu também defendo amplamente os direitos humanos e liberdades individuais. Meu trabalho envolve os direitos dos povos indígenas, educação para diversidade, enfrentamento do racismo e do estigma de pessoas com doenças raras. Essas questões são mais amplas. Além disso, existe o trabalho com o movimento social de fiscalização do executivo através de políticas públicas. Tenho um mandato amplo e acho que isso agradou às pessoas. Embora eu represente o Rio de Janeiro, sou um deputado federal e trabalho pela federação.
EXAME.com: O senhor se tornou muito conhecido depois do Big Brother Brasil de 2005. O que pensa sobre esse fenômeno de legisladores famosos?

Wyllys: O reality show me tornou popular e trouxe uma empatia com as pessoas que acabaram se interessando pelo meu histórico de vida. Eu acho legítimos os casos dos famosos. A constituição garante a todo cidadão o direito de concorrer e representar a sociedade. O povo é soberano e vai decidir. Não vejo problema. Da mesma maneira que pensaram que analfabetos e mulheres não deveriam votar, hoje se pensa que os famosos não podem se candidatar.
Há gente famosa bem intencionada. O Romário é um bom exemplo. Ele entrou na política por uma causa nobre, de defender as pessoas com síndrome de Down, que é a causa da vida dele e está fazendo um mandato bacana. A mesma coisa que o Tiririca, que embora tenha a campanha baseada na ignorância, com aqueles slogans de “pior que tá não fica” - que eu não concordo - chegou lá e está cumprindo um papel. A gente não pode deixar nossos preconceitos impedirem a renovação.

EXAME.com: Por que o senhor acha que o povo tem tanta aversão à política e aos políticos brasileiros? Como melhorar a imagem do Congresso?

Wyllys: Acho que a minha atuação melhora a imagem da política. Iniciativas como a do Congresso em Foco são boas, também, porque a grande imprensa só dá destaque a escândalos de corrupção e generaliza o comportamento de um político corrupto. Claro que nós temos responsabilidade, mas também acho que estou cumprindo muito bem a minha parte. A imprensa também deveria abrir mais espaço para atuações positivas na Câmara dos Deputados. Falta também política pública de educação. A educação básica tem de incorporar a ideia de que nós somos atores políticos não só na hora do voto, mas no dia a dia em cobrar, mandar críticas, participar.

EXAME.com: Esse já é o seu segundo ano de mandato. Houve alguma mudança na maneira como o senhor vê a política e a maneira de se fazer política?

Wyllys: Eu saí do ativismo do movimento social de pressionar o poder público e me tornei o poder público. Você tem que entender que o deputado não necessariamente tem a solução. A política é um enfrentamento, um debate, uma luta mesmo. E por mais que um deputado queira, às vezes ele se torna impotente porque ele não pode agir sozinho. Eu descobri minhas limitações.

EXAME.com: Quais são seus próximos projetos na sua carreira política, tanto como deputado e após o fim do seu mandato?

Wyllys: Ainda tem muita coisa pela frente: o casamento civil igualitário, a proposta da lei Gabriela Leite, que regulamenta a prostituição e distingue de exploração sexual, dando direitos trabalhistas aos profissionais do sexo. Estou na maior expectativa para ela ser aprovada. Tem o projeto da criminalização da homofobia que está no Senado e a lei de identidade de gênero, que é fundamental para transexuais.
Agora, quando acabar, vou te dizer que eu fico dividido entre minhas questões pessoais e minhas responsabilidades públicas. Esse mandato tem um efeito positivo na vida das pessoas e elas querem que eu continue. Ao mesmo tempo, eu sou uma pessoa e as coisas me afetam, como a difamação, as ofensas, as ameaças de morte que eu sofri. Minha família sofre com isso. Vou te dizer que eu ainda não decidi se vou me candidatar em 2014. Mas se não me candidatar ou se não for eleito, vou continuar no ativismo.

Size_80_amanda-previdelli

Empresa cria a primeira cerveja de cana-de-açúcar do mundo


O mestre cervejeiro da The Brooklyn Brewery, Garrett Oliver, veio ao Brasil para ajudar na criação da cerveja de cana-de-açúcar, idealizada pela Wäls
São Paulo – As duas bebidas alcoólicas mais populares no Brasil, a cerveja e a cachaça, têm agora um elo mais forte. Neste sábado, a Wäls começa a produzir a primeira cerveja do mundo feita de cana-de-açúcar.

A invenção está sendo feita junto com o mestre cervejeiro da The Brooklyn Brewery Garrett Oliver, que também é editor-chefe do The Oxford Companion to Beer. O especialista americano está hoje na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, para acompanhar o processo de confecção da novidade.

Para produzir dois mil litros do lote inicial, serão usados cerca de 700 quilos de cana proveniente de uma parceria com a Vale Verde, uma das principais fabricantes de aguardente do país. Na receita, o caldo do ingrediente se juntará aos maltes especiais, lúpulo e levedura para criar uma bebida do estilo Saison (do interior da Bélgica).

Esse tipo possui aromas frutados, leve acidez, alta carbonatação e teor alcoólico de 6% a 8%. Não por acaso, o nome da novidade será Saison de Caipira. O investimento da Wäls foi de 80 mil reais e o produto tem previsão de chegar ao mercado consumidor brasileiro em dezembro deste ano.

Cada garrafa terá 375 mililitros e o preço será em torno de 15 reais. Os estados que poderão experimentar a cerveja de cana em primeira mão são Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal e Goiás, apenas na cidade de Goiânia.

Mas a chance de degustá-la não será exclusividade de quem mora no país. Os sócios da Wäls José Felipe e Tiago Carneiro já anunciaram que pretendem exportar o rótulo para os Estados Unidos.


Size_80_luciana-carvalho


Juiz espanhol defende que corrupção seja tratada como crime internacional


Brasília - O juiz espanhol Baltasar Garzón, conhecido por ter expedido mandado de prisão contra o ex-presidente chileno Augusto Pinochet, disse hoje (10) que a corrupção e a impunidade são questões diretamente relacionadas, que se retroalimentam e viabilizam a execução de crimes contra a humanidade. Garzón ainda defendeu que a corrupção seja tratada como crime internacional pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e que a cooperação judicial entre os países seja mais efetiva, sem a possibilidade de negação de execução judicial por questões políticas - o que, segundo ele, contribui para que atividades corruptas fiquem impunes. 

O juiz espanhol participou de debate sobre o papel da sociedade no combate à corrupção na 15ª Conferência Internacional Anticorrupção. A participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, estava prevista, mas foi cancelada. No final do dia, o ministro chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, deverá encerrar a conferência, que aprovará uma declaração sobre o tema.

De acordo com o juiz Garzón, durante muitos anos, impunidade e corrupção foram temas tratados de forma dissociada. Investigações conduzidas mundialmente, no entanto, mostram que o aproveitamento econômico e a obtenção de fundos viabilizados pela corrupção financiam crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio - os três crimes tipificados pelo Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional, em 2002, a única corte internacional que tem competência para julgar e condenar pessoas por essas violações. Por outro lado, a comunicação entre as instâncias internacionais e os tribunais nacionais não é eficiente, o que dificulta as investigações e a aplicação de penas.  
Isso, segundo o juiz, deve ser investigado no sentido de se avaliar se as autoridades judiciais e políticas são perseguidas por corruptores ou têm colaboração com os atos de corrupção.

Para essa avaliação, Garzón defendeu a ampla participação da sociedade civil organizada e da imprensa internacional, que, segundo ele, deve ser ampla e sistematicamente protegida. O juiz disse que atentados contra a imprensa devem ser catalogados como crime contra a humanidade - pois seriam óbices à obtenção de informações e, consequentemente, empecilhos ao combate à corrupção e à impunidade. 

Segundo Garzón, o TPI deve abrir espaço para que seja feita uma relação entre as causas e as consequências econômicas dos diferentes delitos. O juiz deu os exemplos dos crimes cometidos na Líbia e no Quênia, recentemente tratados pela corte, nos quais ele avalia haver fundamental origem econômica. Ele elogiou as políticas brasileiras de combate à fome e à pobreza como forma de atenuar esse tipo de motivação.

Baltasar Garzón também defendeu a jurisdição universal para o tratamento dos crimes previstos pelo TPI. Jurisdição universal é um princípio do direito internacional em que os Estados teriam o poder de julgar e condenar pessoas independentemente do local onde o crime foi cometido ou da nacionalidade do infrator. Em geral, para uma corte exercer jurisdição sobre um indivíduo, deve haver relação entre a pessoa em questão ou o local onde o crime foi cometido e a Justiça responsável pelo julgamento.

Em fevereiro deste ano, Garzón foi condenado pela Justiça espanhola a 11 anos de afastamento da profissão por abuso de autoridade. O juiz ainda é processado em outros casos relacionados aos períodos militares na Espanha e em países da América Latina. Desde que foi impedido de exercer a profissão, Garzón tem atuado como defensor dos direitos humanos e de outras questões sociais. 

Carolina Sarres - Agência Brasil - Edição: Carolina Pimentel 

Ruídos intensos causam mais de 30% das perdas de audição



Brasília - No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez, lembrado hoje (10), a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial (Aborl-CCF) alerta que até 35% das perdas de audição ocorrem por causa da exposição aos sons intensos, como fones de ouvido em aparelhos de MP3 e ruídos no ambiente de trabalho. De acordo com a associação, a surdez causada pela exposição aos sons intensos vai acumulando ao longo dos anos.

O presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal, Diderot Parreira, alerta que a prevenção é “a melhor arma para a gente lutar contra a perda auditiva”. “A audição perdida não volta mais. Prevenir é a melhor opção,” recomenda Parreira.
Parreira aponta qual o volume ideal para ouvir música: “O volume adequado [no uso de fones de ouvido] é aquele que enquanto você está escutando uma música, uma notícia, você também escuta outra pessoa falando com você normalmente.”
“Provavelmente, vamos ter mais velhinhos com problemas de audição na nossa geração do que na anterior, dos nossos pais, justamente por causa da exposição a ruídos intensos,” ressalta Parreira.
O uso de fones que são inseridos no canal auditivo levam o som diretamente à membrana timpânica, sem nenhuma barreira de proteção às delicadas estruturas que compõem a orelha interna. Os fones tipo concha são os mais indicados pelos médicos, desde usados em uma intensidade sonora adequada, informa a associação.
Com relação aos ruídos no trabalho, os trabalhadores da construção civil são os que correm maior risco de ter a audição comprometida. Os profissionais que atuam em aeroportos e, em alguns casos, motoristas de ônibus também são afetados. “Na nossa cidade [Brasília], os motores dos ônibus ficam na frente, próximo ao motorista, do lado direito dele. Imagina, ele fica horas e horas com aquele ruído, sem proteção nenhuma, já que no trânsito não se pode usar. Ele vai ter essa perda de audição”, explica Parreira.
Para o presidente, uma boa opção para proteger a audição desses profissionais é retirar o motor dos ônibus do lado do motorista, como já é feito em algumas cidades brasileiras com leis nesse sentido.
A poluição sonora também pode afetar a audição. De acordo com a associação, ruídos a partir de 85 decibéis (nível de pressão sonora), intensidade registrada em uma avenida movimentada, são prejudiciais. A orientação é não permanecer por mais de oito horas em ambientes com sons em torno de 85 decibéis. A partir de 95 decibéis, a permanência recomendada cai para duas horas, por exemplo, ambiente onde alguém está tocando piano bem alto.
Parreira lembra que os ruídos do dia a dia também podem alterar o lado emocional das pessoas. “A parte emotiva da pessoa vai ficar alterada. Chegando em casa, isso vai aflorar um pouquinho e pode fazer a pessoa ter diminuição de concentração, nervosismo, estresse, dificuldade pra dormir. Tudo isso pode estar relacionado à poluição sonora que a gente vive no dia a dia.”
Aline Leal - Agência Brasil - Edição: Carolina Pimentel 


Isolamento de idoso pode ser sinal de problema de audição

Brasília - Cerca de 10% dos brasileiros sofrem de algum tipo de problema de audição, conforme estimativas da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial (Aborl-CCF). Depois dos 65 anos de idade, eles se tornam mais comuns e podem levar à depressão.

“Do mesmo jeito que nossa pele vai envelhecendo, nossos olhos vão tendo dificuldade para acomodar o foco visual, o ouvido também vai envelhecendo. É importante a família saber que aquele idoso que está amuado, no canto, que não gosta de falar e de sair,  pode estar sofrendo de uma perda de audição,” diz Diderot Parreira, presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal.
Nesses casos, a recomendação é que o idoso seja avaliado por um otorrinolaringologista. Se a perda for identificada, o ideal é usar um aparelho auditivo, que basicamente amplifica som. De acordo com Parreira, o idoso volta ao convívio social que tinha antes da perda.
“Um teste simples, audiometria, pode monitorar a necessidade daquele momento. Qualquer perda auditiva é passível de tratamento. Nós temos diversos tipos de exames pra detectar o tratamento que deve ser utilizado, que pode ser desde uma simples prótese auditiva até uma cirurgia de implante coclear, que é mais elaborada.”
No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez, lembrado hoje (10), Parreira adverte sobre o uso de cotonetes para a limpeza do ouvido. “Geralmente, as pessoas colocam o cotonete bem dentro do ouvido e isso pode lesar o tímpano, tira a proteção do ouvido que é a cera. Cera não é sujeira, é proteção. Isso deixa o ouvido mais exposto a infecções bacterianas ou fúngicas. A única limpeza que deve ser utilizada é a toalha depois do banho, só onde o dedo alcança,” aconselha.

Aline Leal - 
Agência Brasil - 
Edição: Carolina Pimentel

Fux manda incluir aumento do Judiciário na proposta orçamentária de 2013


Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal  (STF)
Brasília - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Congresso Nacional inclua a proposta oficial do Poder Judiciário no Projeto de Lei Orçamentária para 2013. O documento previa aumento de 7,12% para o Judiciário da União, que teria impacto direto de R$ 285 milhões anuais.

A questão foi judicializada no início de setembro pelas três maiores entidades de classe de juízes do país. Elas contestaram o fato de o Executivo ter retirado o orçamento original elaborado pelo STF da proposta apresentada ao Congresso Nacional em agosto. Segundo as entidades, a interferência é uma afronta à autonomia entre os Poderes.
A Advocacia-Geral da União (AGU) saiu em defesa do Executivo argumentando que a proposta orçamentária do STF foi mantida, ainda que anexa ao documento principal. Segundo a AGU, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, justificou a necessidade de adequação devido ao complexo cenário econômico atual e a necessidade de manter a economia brasileira funcionando bem.
Os argumentos não convenceram o ministro Luiz Fux, que determinou a apreciação do orçamento do Judiciário tal como apresentado pelo STF. A decisão liminar deve ser cumprida enquanto o processo não foi apreciado definitivamente pelo plenário do STF.
O Ministério Público da União também acionou o STF, em setembro, para contestar os cortes do Executivo na proposta orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional. A categoria previa reajuste de 29,53%. O processo está sob relatoria do ministro Joaquim Barbosa, mas ainda não houve decisão.
Débora Zampier - 
Agência Brasil - 
Edição: Talita Cavalcante 

A cada 15 segundos, um consumidor é vítima de tentativa de fraude, diz Serasa




São Paulo – A cada 15 segundos, um consumidor brasileiro é vítima da tentativa de furto de identidade, fraude em que dados pessoais obtidos ilegalmente por criminosos são usados para obter crédito ou para fechar negócios, transferindo a dívida para o titular dos documentos.
Entre janeiro e setembro, foram registrados 1.565.028 de tentativas de fraudes desse tipo, número recorde desde 2010, quando a medição começou. Em 2011, houve 1.478.397 registros entre janeiro e setembro e, em 2010, 1.377.033 no mesmo período. Os dados, divulgados hoje (9), são do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes.
“Os golpistas usam os dados das vítimas para obter talões de cheque e cartões de crédito e também fazer empréstimos bancários. Depois, os cheques e cartões são utilizados em restaurantes, salões de beleza, na compra de pacotes turísticos, entre outras despesas", disse o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.
As fraudes são mais comuns nos serviços de seguradoras, construtoras, imobiliárias e serviços em geral, como pacotes turísticos e salões de beleza: foram 563.323 registros, o correspondente a 36% do total. Em segundo lugar está o setor de telefonia, com 33% dos casos de 2012.
A Serasa aconselha o consumidor a adotar cuidados em seu dia a dia para se proteger das fraudes, como não fornecer dados pessoais para pessoas estranhas, não confirmar informações pessoais ou número de documentos pelo telefone, não perder de vista documentos de identificação, não informar os números dos documentos quando do preenchimento de cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas.
Também é indicado evitar fazer cadastros em sites que não sejam de confiança, ter cuidado ao publicar dados pessoais nas redes sociais e manter atualizado o antivírus do computador. Deve-se fazer boletim de ocorrência logo após a perda ou o furto de documentos. O consumidor pode ainda cadastrar a ocorrência gratuitamente na base de dados da Serasa, informação que será disponibilizada ao mercado.
Bruno Bocchini - 
Agência Brasil - 
Edição: Davi Oliveira 

Filha de Camilo Cola entra na Justiça para afastar empresário do Grupo Itapemirim


O processo é sigiloso. Não foram divulgados detalhes do teor da ação, que tramita na Justiça e foi confirmada por advogados

Foto: Gabriel Lordêllo
Fontes ligadas ao empresário avaliaram que a 
ação na Justiça é mais uma manobra para que 
a filha tente ter maior parcela do patrimônio 
das empresas
Vinícius Valfré
A filha do empresário e suplente de deputado federal Camilo Cola (PMDB) entrou na Justiça para tentar afastar o pai da gestão das empresas do Grupo Itapemirim. Ana Maria Cola argumenta que a idade avançada de Camilo está o impossibilitando de gerir os negócios. A informação foi publicada, nesta quinta-feira (09) na coluna Radar Online, da Revista Veja, e confirmada por advogados de Ana Maria.

O processo é sigiloso. Não foram divulgados detalhes do teor da ação, mas fontes ligadas ao empresário avaliaram tratar-se de mais uma manobra para que a filha tente ter maior parcela do patrimônio das empresas.

Ana Maria Cola está alijada do cotidiano a família e das empresas desde 2008, quando morreu Ignez Cola, esposa do empresário. O patrimônio da empresa foi então repartido entre os filhos. Ana Maria chegou a considerar que as empresas do Grupo Itapemirim estão subavaliadas, o que diminuiria a parte dela nos bens.

Na ação judicial, ela argumentou que faltam condições ao pai para lidar com os negócios, em razão dos 89 anos de idade que tem. Camilo cola continua à frente dos negócios da família. Ele completa 90 anos no dia 26 de julho.

"Plena forma"
Um dos advogados do empresário Camilo Cola, Marcelo Miranda, considerou absurda a ação proposta pela filha do ex-deputado federal pedindo a intervenção nos negócios da família sob os argumentos de que Camilo não tem mais condições de gerir as empresas do Grupo Itapemirim, em virtude da idade avançada.

Marcelo afirmou ainda não ter tomado conhecimento da ação oficialmente, mas, afirma que o processo "está repleta de interesses contestáveis". Ele acredita que a ação seja uma manobra para que Ana Maria tente obter uma parte maior no inventário da empresa.

"Não tomamos conhecimento da ação e me parece que ela está sob segredo de Justiça. Ela é absurda. Camilo está em plena forma física e mental. Se em janeiro vai voltar a ser deputado federal, como está sem condições para os negócios? A ação é até patética", provocou.

O empresário deve voltar à Câmara dos Deputados no próximo ano, por causa da eleição do deputado federal Audifax Barcelos (PSB), à Prefeitura do Município da Serra.
A mobilização de Ana Maria na Justiça é apenas mais um capítulo do desentedimento jurídico e financeiro de pai e filha. Eles já brigam na Justiça há alguns anos pelo inventário das empresas.
Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

PF e MP arquivam inquérito envolvendo filho do ex-presidente Lula


Após sete anos de investigações, inquérito foi arquivado sem que ninguém tenha sido chamado a depor

Pauli Giandalia/AE - 04/03/2012 | Em 2004, Lulinha recebeu
 R$ 5 milhões 
da operadora de telefonia Telemar, atual Oi
Agência Estado
BRASÍLIA - Depois de sete anos sem avançar nas investigações, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal arquivaram o inquérito sobre possível tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2004, no segundo ano do governo do pai, Lulinha recebeu R$ 5 milhões da operadora de telefonia Telemar, atual Oi, uma concessionária pública. O dinheiro foi injetado na Gamercorp, uma empresa de jogos eletrônicos aberta no ano anterior com um capital de R$ 10 mil. O inquérito foi arquivado sem que ninguém tenha sido chamado a depor.

À época, o Ministério Público abriu a investigação porque a Telemar, além de ser uma concessionária pública, recebeu financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O caso Gamecorp foi o maior escândalo envolvendo a família Lula nos oito anos de governo. O episódio ganhou grande dimensão porque, logo depois do repasse do dinheiro, o então presidente Lula assinou decreto permitindo a fusão da Telemar com a Brasil Telecom, que deu origem à Oi. Até então, a legislação não permitia o negócio. O caso Gamecorp chegou a ser analisado pela CPI dos Correios, em 2005, no Congresso, mas, por pressão do Planalto e da bancada do PT, os integrantes da comissão decidiram não convocar Lulinha e representantes da Telemar e do BNDES.

Em 2010, o procurador Marcus Marcelo Goulart recomendou o arquivamento do inquérito 5a Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), um órgão da Procuradoria Geral da República. A CCR, no entanto, manteve o inquérito aberto. O arquivamento ocorreu em agosto, segundo informou a Folha de S.Paulo, após novo pedido do procurador Bruno Vieira. Desta vez, a CCR aceitou a sugestão.

Em sete anos de inquérito, o Ministério Público e a Polícia Federal não ouviram Lulinha, o pai e outros citados no escândalo. Os procuradores se limitaram a enviar pedidos de informação por escrito à Gamecorp, à Telemar e ao BNDES. No pedido, o Ministério Público perguntou à Telemar e ao BNDES se sabiam que Lulinha era filho de Lula. O pedido de informação a Lulinha só foi feito em 2009. Na defesa do filho ex-presidente, o advogado Roberto Teixeira escreveu que não havia "impedimento legal" para Lulinha participar da sociedade da Gamecorp pelo fato de ele ser filho do presidente da República.

Após analisar as respostas e confrontar com reportagens de jornais, o Ministério Público decidiu arquivar as investigações. Na interpretação do órgão, Lulinha não fez tráfico de influência e o aporte de capital na Gamecorp não causou prejuízo para os sócios da operadora de telefonia. Nos últimos anos, a empresa criada por Lulinha acumulou prejuízos. Procurados na tarde de ontem para dar detalhes do arquivamento, o Ministério Público e a Polícia Federal não retornaram telefonemas e e-mails.

Pessoa física 'versus' corrupção pública


Iniciativas populares espalhadas pelo País lutam para fiscalizar governos municipais, denunciar prefeitos corruptos e aproximar debate centrado em Brasília da população que mais necessita

Dida Sampaio/AE | Fabio Oliva e Arimatéia Dantas, integrantes
de ONGs de combate à corrupção no País
BRASÍLIA - Muitas vezes o combate à corrupção não aparece apenas nas salas dos órgãos de controle oficial, como o Ministério Público, a Controladoria-Geral da União, o Tribunal de Contas ou a Polícia Federal. Aliás, é bem longe dessas salas, em cidades diminutas que muitos não sabem nem apontar no mapa, que pessoas comuns, munidas de um engajamento pouco comum, estão mudando a maneira de lidar com a corrupção - aproximando, assim, o debate concentrado em Brasília da população que mais necessita de ações contra os escândalos políticos.

São exemplos como o do mineiro Fábio Oliva e da sua Associação de Amigos de Januária (Asajan), que desde 2004 já derrubou quatro prefeitos da cidade do norte de Minas Gerais - ao todo sete pessoas já ocuparam a cadeira da administração municipal nesse período. Ou do "caminhante" Arimatéia Dantas, um advogado que comanda uma marcha contra a corrupção pelo sertão do Piauí. "Corrupção tem em toda parte", diz Dantas, que participou com Oliva da 15.ª Conferência Internacional Anticorrupção, que começou em Brasília na quarta-feira, 7, e termina neste sábado, 10. "O que temos que fazer é uma força-tarefa popular, porque só o povo está em todo lugar ao mesmo tempo. E é o olho do povo que vai impedir que o roubo aconteça."

A falta de combustível em uma ambulância no percurso entre Januária e Montes Claros deu menos tempo de vida ao pai de Fábio Oliva e desencadeou um processo de mudança. Um AVC e um hospital sem médicos, enfermeiros ou mesmo medicação levaram o patriarca da família Oliva a ter de ser transportado para outro centro de saúde.
Sem profissionais capacitados, ele foi acompanhado por um faxineiro da unidade de saúde. E sem combustível, o motorista da ambulância teve de parar na estrada e ser obrigado a recorrer à família do paciente, que abasteceu o veículo, mas não conseguiu salvar o pai a tempo.
"Meu pai faleceu não apenas por um problema de saúde, mas de corrupção. Ele poderia falecer de qualquer jeito, mas morreria em condições mais dignas, com menos sofrimento, com o correto atendimento", desabafa Fábio Oliva. Revoltados, os irmãos Oliva procuraram ONGs de combate à corrupção e decidiram fundar a Asajan.

No início, a população januarense, intimidada ou simplesmente, desarticulada, apoiou o projeto de forma apenas tímida. Só oito pessoas integraram a diretoria que instituiu a ONG. A primeira apuração da Asajan, no entanto, deu fôlego à caça de políticos. "Nos chamou a atenção alguns itens da licitação de compra de materiais escolares, como seis mil apagadores. Januária tem apenas 120 escolas", conta ele. A investigação levou à descoberta de empresas de fachada e culminou na prisão, em 2006, do ex-prefeito Josefino Lopes Viana (PP), que havia sido cassado em 2004. À época, ele ficou preso apenas seis dias, mas em dezembro do ano passado foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão por desvio e apropriação de recursos públicos federais. O ex-secretário de Finanças Fabrício Viana de Aquino recebeu a pena de 13 anos, 7 meses e 10 dias de detenção pelo envolvimento no escândalo.

Mais do que cassação de outros três prefeitos que fraudaram licitações, pressionaram testemunhas e fizeram propaganda eleitoral irregular, o fruto do trabalho da Asajan, acredita Oliva, é a mudança na mentalidade da população. "Antes da prisão (de Josefino), em 2006, só a nossa ONG apresentava denúncias ao Ministério Público. Hoje, o próprio cidadão criou coragem e começou a tomar conta da administração", explica.

A saga da Asajan não terminou, nem o troca-troca de prefeito de Januária. O atual prefeito, Maurílio Néris de Andrade Arruda (PTC), não se reelegeu em outubro e termina o mandato com seus bens bloqueados pelo Ministério Público. Pesa sobre ele a acusação de cometer irregularidades em repasses de recurso ao Instituto de Previdência de Januária, em 2009. A Justiça estima que Arruda causou um prejuízo de mais de R$ 6 milhões ao município.

Casa em casa. Era dia 23 de julho de 2012 e Arimatéia Dantas concluía mais uma marcha contra a corrupção. Era a 11.ª de sua "carreira". O protesto do advogado cearense, no entanto, não se parece em nada com as grandes manifestações que reúnem milhares de pessoas, a exemplo da 1.ª Marcha da Corrupção, que levou mais de 30 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em setembro do ano passado. Ao contrário. Os manifestantes não passaram de dez. "As pessoas não têm coragem de caminhar", diz. A falta de coragem decorre, em grande parte, do esforço exigido na empreitada: pelo menos 100 quilômetros percorridos ao longo de aproximados 15 dias. Em 11 anos da caminhadas-protesto, que ocorrem sempre uma vez por ano, Dantas já percorreu exatos 2.608 km.

O percurso é escolhido com base em apurações prévias de problemas na administração de cidades do interior do Piauí. "Escolhemos as cidades por onde vamos passar, analisando aquelas que têm obras paradas, fraudes em licitações, desvios de verbas", explica. Para isso, a Lei de Acesso à Informação foi fundamental para o grupo, que usa também o Portal da Transparência e relatórios da Controladoria Geral da União (CGU).

Mais do que bater na porta das autoridades municipais, cobrar atitudes e denunciar as irregularidades, o grupo da Força Tarefa Popular - uma iniciativa do próprio Dantas - busca ampliar a rede de fiscalizadores, com dicas de como acompanhar e verificar o andamento da gestão municipal. "As aulas de cidadania, em que ensinamos como fiscalizar e mostramos em um telão as obras que estão pela metade, mudam a visão das pessoas. Não precisamos incentivar um ódio pelo poder público, só mostramos a realidade. O método funciona porque fazemos a população se perguntar porque as coisas não estão certas, e cada uma vai formatando o seu pensamento."

A iniciativa que começou anônima hoje já é conhecida no interior do Piauí. E rendeu melhorias significativas para a vida da população das cidades por onde passou. Calçadas pela metade foram concluídas, bem como ruas que deveriam ser asfaltadas e estavam com obras estagnadas. Escolas precárias ganharam novos equipamentos. "E o mais importante, começa um processo de conscientização contra a injustiça social causada pela corrupção", finaliza Dantas.

Débora Álvares, de O Estado de S. Paulo

Flórida tem recontagem e denúncias

Democratas acusam republicanos de estimular filas em distritos que votaram em Obama, mas presidente deve vencer no Estado


O Estado de S. Paulo
MIAMI, EUA  - Doze anos depois de um impasse que só foi resolvido na Suprema Corte dos EUA, o Estado da Flórida voltou a recontar seus votos. Mas, ao contrário do que ocorreu na disputa entre Al Gore e George W. Bush, a recontagem deste ano não será decisiva para a disputa no Colégio Eleitoral.
Eleitores esperam em fila para votar em Miami, na terça - David Santiago/El Nuevo Herald/AP
David Santiago/El Nuevo Herald/AP
Eleitores esperam em fila para votar em Miami, na terça
Com a apuração concluída em 49 Estados, o presidente Barack Obama já tem 303 delegados eleitos, 33 a mais do que o mínimo necessário. Assim, a pequena vantagem de 50 mil votos na Flórida apenas ampliaria sua vantagem em 29 delegados. Na quinta-feira, a campanha do republicano Mitt Romney admitiu a derrota no Estado, mesmo com a recontagem de votos enviados pelo correio ainda em vigor. Segundo a apuração parcial, Obama teve 49,9% dos votos e Romney, 49,3%.
Para assessores de Obama, a oficialização da vitória é uma formalidade. "Em algum momento seremos oficialmente declarados ganhadores", afirmou o chefe da campanha do presidente, Jim Messina. Mas lideranças do partido no Estado criticaram a demora. "É constrangedor que dois dias após a eleição a Flórida ainda não tenha o resultado da eleição", declarou o líder dos democratas no Estado, Rod Smith.
Humor
O episódio foi alvo também de brincadeiras de humoristas políticos. "Na Flórida a eleição ainda não foi resolvida. A boa notícia é que a eleição foi decidida sem ela", disse o apresentador Jon Stewart. O cineasta Billy Corben foi mais irônico. "Depois dessa eleição, a Flórida será pior do que motivo de piadas. Será um motivo de piadas irrelevante", escreveu no Twitter.
De acordo com analistas, a recontagem e as longas filas e tumultos no dia da eleição no Estado devem-se a uma mudança nas regras eleitorais instituída pelo governador republicano Rick Scott em 2011 e alterou uma reforma feita após a eleição de 2000 que buscava evitar novos problemas com a recontagem.
A comissão eleitoral estadual reduziu de 14 para oito dias o prazo para votos antecipados. O domingo que antecede a eleição presidencial, quando a comunidade negra do Estado vai em peso votar, ficou de fora do período, o que inflou as filas na terça-feira. Com o prazo mais curto, democratas recorreram à Justiça Federal para que os eleitores pudessem votar pelo correio.
Além disso, 11 emendas à Constituição estadual foram incluídas na cédula, o que a tornou grande e difícil de manejar. Quebras em máquinas de votação também atrasaram o processo. As filas em Miami chegaram a durar 5 horas. O governo estadual rejeita as acusações. "Houve um atraso na divulgação dos resultados da eleição em razão da alta participação, não por problemas no processo", disse a supervisora da eleição Christine White.
Para o professor de políticas públicas da Universidade da Flórida Lance de Haven-Smith, os republicanos reverteram as reformas aprovadas após o impasse de 2000 para restringir a participação democrata no processo. "Os números de dias foram reduzidos para aumentar as filas em zonas urbanas, onde estão os distritos majoritariamente democratas", disse. / NYT E AFP

Record nega rombo de R$ 200 milhões e diz que crescerá 15%


Emissora diz que são falsos os boatos de que estaria sofrendo sérios problemas com prejuízo e problemas na administração


São Paulo – A Rede Record enviou hoje um comunicado à imprensa afirmando não ser verídica as informações sobre a crise financeira da emissora, que tem reestruturado programas e demitido pessoas nos últimos meses. A suspeita é de que as mudanças teriam acontecido em decorrência de um prejuízo atual de 200 milhões de reais da empresa, segundo informações divulgas ontem na mídia.

“A sequência de publicações ignora que em 2012 a Record fez uma inédita e exclusiva cobertura dos Jogos Olímpicos de Londres, que marcou a história da televisão brasileira, e colocou em evidência os patrocinadores que acreditaram em nosso projeto”, afirmou a empresa em comunicado.

A Record deve fechar o ano com um crescimento de 15 % do faturamento publicitário, “mais do que a média de todo o mercado”, diz a emissora de TV por meio da nota.
A empresa afirma também que já definiu o seu cronograma em televisão aberta e gratuita para 2013 que incluirá a produção de uma macrosérie baseada no espetáculo teatral “Dona Xepa” e a primeira novela do autor Carlos Lombardi na Record. “Além disso, acabamos de adquirir o direito de produzir um dos maiores sucessos da televisão americana e europeia, o Show Got Talent”, diz em nota.

Gestão suspeita
De acordo com o UOL, a emissora estaria sendo forçada a fazer uma série de mudanças para reduzir custos rapidamente, enquanto realiza ao mesmo tempo outras alterações de grade na tentativa de aumentar a audiência – e a publicidade, claro. A estimativa é que a programação do canal tenha médias de até 0,4 ponto de ibope (cada ponto corresponde a 60 mil domicílios na Grande São Paulo).

Pagamento de altos salários, despesas com o contrato caro pago para a exclusividade de transmissão das últimas Olimpíadas e erros de planejamento são alguns dos fatores que contribuíram para que as contas da emissora não fechassem nos últimos tempos. Outro agravante, de acordo com o site, foi o fato do dinheiro da igreja Universal pela cessão de horários na madrugada ter se tornado insuficiente para equilibrar ou ao menos reduzir o volume das despesas da emissora.

Na segunda-feira, dia 5, a emissora avisou que o Record News, seu programa jornalístico, passaria por uma grande reformulação de sua grade de programação na tentativa de sanar o prejuízo.
“A experiência do primeiro canal de notícias em televisão aberta totalmente gratuito demonstrou que o formato precisa se adequar ao novo momento de comunicação no País. Assim, a nova Record News terá conteúdo estritamente jornalístico e sua programação vai priorizar as principais informações do dia”, afirmou a empresa por meio de comunicado.

No dia seguinte, com a demissão de cerca de 40 funcionários, o ex-âncora de algumas edições do "Hora News", principal boletim de notícias da Record News, e do vespertino "Direto da Redação", João Santos desabafou em seu Twitter: “Queridos ap de hoje não faço mais parte da Record News, que demitiu quase todos os profissionais . Boa sorte pra gente e vamos em frente!.”





Size_80_tatiana-vaz

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi