quinta-feira, 22 de março de 2012

Babá busca fortalecimento político nos movimentos sociais de Vila Velha

Foto capa: Nerter Samora
Renata Oliveira do Século Diário

O vereador João Batista Babá (PT) ainda tenta reunir forças políticas de Vila Velha para construir sua candidatura a prefeito, mas vem encontrando dificuldades de retomar os debates da chamada terceira via. O discurso do petista, porém, encontra eco nos movimentos organizados do município, o que pode fortalecer suas articulações no campo político.
A questão ambiental em Vila Velha ganhou força com as discussões sobre o novo PDM da cidade. Babá, nesta questão, conseguiu reforçar sua atuação nos movimentos sociais. Com a vitória dos movimentos, conseguindo barrar o PDM, a tendência é de que esse movimento cresça e influa no processo eleitoral.
Para os meios políticos, o movimento de Babá faz parte de uma ação integrada com a candidatura do socialista Audifax Barcelos (PSB), no município da Serra. Ambos vêm construindo um discurso voltado para um grave problema que atinge a Grande Vitória: a poluição.
Ao tomar esse discurso, Babá, que nas últimas pesquisas eleitorais não aparece em uma posição competitiva, pode mobilizar as forças políticas e colocar o assunto na mesa de negociação. Até porque a discussão sobre a poluição coloca em debate outras questões, como as graves consequências para a saúde.
O tema trará para seu palanque em Vila Velha o economista Guilherme Lacerda (PT), primeiro nome cogitado pelo PT do município como candidato, mas que abriu mão da disputa para assumir um cargo no governo federal. Essa bandeira abre caminho para que, se Babá não tiver êxito na eleição deste ano, construir um caminho para o partido em 2016.
Além disso, ao interligar os discursos na Serra e em Vila Velha, forçará o município de Vitória a também entrar no debate ambiental. Tema que jamais foi tratado nas eleições da Capital, um dos mais atingidos pelo problema na Grande Vitória.

Pré-candidatura de Lelo Coimbra em Vitória cria incômodo no grupo de Paulo Hartung

Foto capa: Gustavo Louzada/Arquivo SD


Renata Oliveira do Século Diário

O deputado federal Lelo Coimbra, presidente regional do PMDB, assina o livro de pré-candidatura a prefeito de Vitória nesta sexta-feira (23), mas a definição do deputado não é uma decisão pacificada dentro do partido, nem por parte dos históricos e nem dentro do grupo do ex-governador Paulo Hartung. Já começa a transpirar no mercado político a insatisfação do ex-governador com a movimentação do deputado.
Lelo coloca a pré-candidatura diante da ocupação dos espaços políticos dos últimos dias pelas demais forças políticas interessadas no cargo. Como o ex-governador Paulo Hartung, principal quadro peemedebista, continua alimentando o mistério sobre seu papel na disputa, o presidente do partido se colocou como alternativa para que o partido tenha candidatura própria.
Mas para o ex-governador que faz suas movimentações mais pensando em seu grupo do que em favor do PMDB, a definição de Lelo traz mais problemas do que soluções. A ideia de Hartung era a de manter a inconsistência do tabuleiro, para tentar, ainda que sem muitas expectativas, compor um cenário de candidatura de consenso em torno de seu nome.
A colocação do nome de Lelo, marcando o território para o PMDB, acaba por garantir o espaço para os demais candidatos. Além disso, ainda que Hartung não assuma publicamente o apoio a Lelo Coimbra, o deputado federal tem sua imagem ligada automaticamente ao ex-governador, não só pela questão partidária, mas também pelo fato de o deputado federal ter uma identificação com a imagem de Hartung. Lelo é o membro mais próximo do ex-governador dentro do grupo dele.
É verdade que assinar o livro de pré-candidatura não garante a entrada de Lelo na disputa, já que o cabeça de chapa pode ser mudado no momento da homologação. Mas, se Hartung ficar fora da campanha e Lelo conseguir entrar efetivamente na disputa, isso colocará Hartung em uma situação complicada, já que o deputado federal não teria densidade para desequilibrar o pleito, que hoje estaria acirrado entre PT e PSDB ou PPS.
Como Lelo tem uma identificação muito próxima com Hartung, sua derrota na eleição significaria derrota também para o ex-governador, um elemento que Hartung não deseja em suas movimentações futuras, visando, inclusive, a disputa de 2014.
Outro ponto de insatisfação com a candidatura de Lelo Coimbra é que ela atrapalha a aproximação de Hartung com o ninho tucano. O ex-governador está sendo assediado para apoiar a candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas. Começa a surgir nos meios políticos a ideia de que ele poderia estar próximo de uma reconciliação com seu antigo partido, onde estão, aliás, seus maiores aliados políticos.

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