Terminou em
tumulto a reunião da comissão especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment
da presidenta Dilma Rousseff. Houve bate-boca e um princípio de agressão física
entre deputados. O presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF) foi
acusado de manobrar a reunião a pedido do presidente da Câmara dos Deputados,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para favorecer os parlamentares favoráveis ao impeachment.
A confusão
começou após Rosso encerrar a reunião pouco depois da exposição dos advogados e
autores do pedido de impeachment, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, sob a
justificativa de que a pauta de votações no Plenário havia começado e que o
regimento da Casa determinava o encerramento dos trabalhos das comissões.
A atitude
provocou a indignação de deputados que queriam fazer perguntas aos convidados.
Alguns reagiram e acusaram Rosso de quebrar um acordo feito hoje de manhã com
líderes partidários de que a reunião prosseguiria mesmo após a abertura das
votações no Plenário, por se tratar de uma audiência pública. “Líderes e demais
integrantes da comissão terão três minutos para indagações”, disse Rosso após a
reunião que definiu as regras para os depoimentos.



