segunda-feira, 11 de maio de 2015

Bater panelas ou lata de caviar russo faz a mesma diferença


Chiquinho Scarpa faz "panelaço" em tampa de caviar russo
Dag Vulpi 11/05/2015

Não permita que terceiros abram a porta de acesso do seu inconsciente e implantem ou enxertem ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induza-os a comportamentos descabidos, como está sendo o caso do infértil gesto de ir para as janelas bater panelas, que aliás, não faz nada além de barulho.

Bater panelas como forma de protesto somente teria alguma lógica e inteligência política caso elas, as panelas, estivessem obsoletas por não terem o que cozinhar, o que felizmente, aqui no Brasil esse não é o caso já há algum tempo.

O que está havendo é o "...uso do aspecto emocional, sem a devida reflexão – e nisso os livros são indispensáveis para servir de antídoto – é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido crítico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos".
 

Apenas seres conscientes, poderão ser causadores de verdadeiras transformações sociais!

Recentemente, esse mesmo grupo que arquitetou o “panelaço” e se autodenomina como sendo os novos representantes da direita brasileira, encabeçou outros movimentos igualmente desprovidos de um senso crítico minimamente razoável. Faço referencias ao fracassado "Não vai ter copa", onde, uma parcela de insatisfeitos movidos exclusivamente pelo aspecto emocional e desprovidos de senso crítico, se julgou capaz de mobilizar uma multidão de proporção tamanha, que conseguisse impedir a realização do tal evento. Depois, vendo que seus argumentos não foram suficientes para mobilizar uma quantidade de pessoas que de fato pudessem impedir a realização da copa, mudaram a estratégia para o "A copa tá comprada", de forma a insinuar que a então presidente e candidata à reeleição havia comprado os resultados dos jogos de modo que o Brasil sagrar-se-ia o campeão do mundo e, disso ela tirasse dividendos políticos. Essa foi a segunda mancada daquele grupo num espaço de tempo muito curto, afinal, os 7x1 foram mais do que suficientes para desbancar aquela tese infundada.

Eu poderia citar vários casos de equívocos cometidos por esse mesmo grupo, como foi o caso do pedido de intervenção dos EUA e/ou dos militares, assim que os resultados das eleições foram divulgados, mas penso ser desnecessário ficar desenterrando ossos deste tipo de defuntos.  

Não pretendo com esse meu comentário insinuar que os movimentos contrários ao governo deixem de existirem, muito ao contrario, sou completamente favorável aos manifestos autênticos e de iniciativa comprovadamente popular, como foram aqueles de junho de 2013, afinal, protestar contra o que está errado é um direito legitimo e democrático, porém, é preciso que antes de levantar essas bandeiras, tenhamos consciência de que aquilo que reivindicamos é justo e real, e que, não estamos nos deixando levar pelas vontades e interesses de determinados grupos que, no fundo, o que procuram é usar o povo como massa de manobra e beneficiar-se dela..

Reflita bastante e não se deixe levar exclusivamente pelo aspecto EMOCIONAL, não permita que terceiros, com interesses alheios aos seus, consigam causar um curto circuito na sua análise RACIONAL, pondo fim ao seu senso crítico. Não seja mais um dos tantos que, sem perceberem, permitiram tornarem-se massa de manobra, seja um Consciente Político e faça a diferença à seu favor.  Afinal,
somente seres conscientes, poderão ser causadores de verdadeiras transformações sociais!

Janot destaca impessoalidade e trabalho coordenado na condução da Lava Jato


Atuação integrada do MPF, Polícia Federal, Receita Federal e Justiça Federal permitiram a restituição de R$157milhões desviados da Petrobras por Pedro Barusco

Com informações do site do Ministério Público Federal - 11/05/2015

Em cerimônia que marcou a devolução à Petrobras de R$157milhões desviados pelo ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, destacou, nesta segunda-feira, 11 de maio, o trabalho cooperado e integrado das instituições que atuam na Operação Lava Jato. A atuação coordenada do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Receita Federal e Justiça Federal permitiram a restituição dos valores que eram mantidos em contas secretas na Suíça e foram repatriados. “O trabalho está sendo conduzido de forma impessoal, buscando apenas a elucidação dos fatos”, afirmou.  

“Hoje revelamos um perfil não muito visto do Ministério Público: perfil que não é só repressivo, mas de um MP preocupado em compor situações e litígios. Contribuímos de forma orgulhosa com a devolução de valores que foram ilicitamente subtraídos da Petrobras”, apontou o procurador-geral. Ainda segundo Janot, outros valores são objeto de discussão em acordos de colaboração em curso. “Pretendemos levar a cabo esses acordos para auxiliar na recomposição desse ilícito. A Petrobras merece toda atenção do sistema de Justiça”, complementou.

Também participaram do evento o procurador da República no Paraná e coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, a vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Candice Galvão, a delegada-chefe da Lava Jato, Erika Mialik, e o chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação na 9ª Região Fiscal da Receita Federal, Roberto Leonel.

Valores - O Ministério Público Federal pediu a devolução de aproximadamente R$ 6 bilhões e já obteve, entre bloqueios, R$1 bilhão, dos quais R$580 milhões de efetivo ressarcimento. Hoje já foram obtidos cerca de R$ 370milhões repatriados por meio de acordos e, no Brasil, cerca de R$ 210milhões foram devolvidos, onde também está bloqueado mais meio bilhão de reais que aguardam decisão definitiva da Justiça. Os milhões já recuperados e em parte devolvidos hoje foram obtidos a partir acordos de colaboração feitos pelo MPF com réus da Lava Jato.

“Esses acordos são fruto do trabalho coordenado, integrado e árduo de uma grande equipe de investigação, que permitiu a formulação de acusações consistentes contra mais de cem réus”, destacou Deltan Dallagnol. A atuação conjunta já permitiu a formulação de acusações contra mais de cem réus. A investigação ostensiva da Lava Jato tem cerca de 440 dias e, no Supremo Tribunal Federal, teve início em 16 de janeiro de 2015. Desde então, em média, foram recuperados mais de R$1 milhão por dia de investigação.   

Para o presidente da Petrobras, o evento possui forte simbologia, pois traz alento à sociedade brasileira. “Neste dia em que retomamos a primeira parcela dos recursos perdidos, reforçamos que a Petrobras está no rumo certo para voltar a ser fonte de orgulho para todo conjunto da sociedade brasileira”. No final de abril, a estatal tornou-se assistente do MPF como parte do processo de cooperação nas investigações. A expectativa é resgatar R$1,3 bilhão, além de danos morais ainda não calculados. 

Operação em números - Atualmente, 380 pessoas atuam na Lava Jato, das quais 324 são servidores públicos e 56, investigadores externos contratados pela Petrobras. São 78 membros, servidores e estagiários do MPF; 39 delegados, agentes, escrivães e peritos da Polícia Federal; 55 auditores e técnicos da Receita Federal; 31 servidores do Tribunal de Contras da União (TCU); dez servidores do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); 60 servidores da Controladoria-Geral da União; sete servidores do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça; seis servidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e quatro servidores do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).Também atuam no caso 24 funcionários da Petrobras e  juízes e servidores da 13ª Vara Federal de Curitiba. 


“A própria quantidade, a qualidade técnica e a diversidade dos membros da equipe, comprometidos com o interesse público,  garantem a imparcialidade do trabalho e protegem as investigações”, acrescentou Dallagnol.


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