quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Computação em nuvem e backups no Android com o Titanium Media Sync [Dica]

Aproveitando que segurança é o assunto mais em voga quando se trata de smartphones e Android, vai a dica para um sistema de backup infalível que está ao alcance de qualquer usuário intermediário. A principal ferramenta aqui é o Titanium Media Sync. Os interessados podem instalar o aplicativo, o melhor da categoria, agora mesmo. O texto tratará das possibilidades oferecidas por esse app ou pela combinação dele com alguns outros.

A situação

Muito do seu Android já fica salvo na nuvem através da sua Google Account e pronto para ser recuperado após um Factory Reset ou até mesmo depois da aquisição de um novo Android. Seus contatos, seus e-mails, seus apps em utilização, gratuitos ou pagos. Tudo isso irá povoar um Android “zerado” tão logo você configure a Google Account.
Sempre há aqueles dados que você gostaria de poder restaurar mas que não vão para a nuvem da Google, não estão replicados na internet ou em qualquer dispositivo. A verdade é que realização de backups manuais é hábito de pouquíssima gente e se você perder seu smartphone, muita coisa, sobretudo os dados carregados no SD Card, perder-se-ão juntos com ele.

A solução

O funcionamento do Titanium Media Sync é muito interessante e permite que você faça uso da ferramenta conforme suas prioridades. O que ele faz é manter em sincronia uma cópia de cada pasta selecionada pelo usuário em um armazenamento remoto. É possível, para o armazenamento online, escolher contas do Dropbox ou de servidores FTP, SFTP, ou FTPS (FTP over TLS/SSL).
Uma vez adicionada as contas, a interface do app mostra seus arquivos locais à esquerda e o servidor remoto à direta. Basta por o dedo sobre um arquivo local e arrastar para o servidor remoto para criar um “espelho” online daquela pasta, com todo o seu conteúdo.

Em suas configurações padrão, o app irá realizar a sincronização toda vez que o dispositivo estiver conectado ao carregador e conectado a uma rede WiFi. Essas configurações evitam que você consuma demasiadamente a carga da bateria os a sua cota do plano de dados.
Voce pode manter, em sincronia com um servidor de FTP que roda no NAS, suas pastas de fotos e vídeos produzidos com a câmera do smartphone, além da pasta de downloads e as pastas de backup, tanto do Titanium Backup quando uma efetiva cópia da memória NAND, gerada com o ClockworkMod Recovery.

Opções para usuários avançados

Além de ser bastante fácil de usar e acessível para o usuário comum, o Titanium Media Sync se faz uma poderosa ferramenta na mão de um usuário avançado. No exemplo dado acima, por exemplo, ao manter um backup da memória NAND do aparelho sincronizado com o FTP de casa, na verdade voce tem, em termos de software, o seu Galaxy S II inteiramente replicado, sem que qualquer detalhe deoce poderle se perca diante de uma necessidade de restauração.
Digamos que esse smartphone seja completamente destruído. Com a cópia da memória NAND, voce poderá replicá-lo inteiramente, sem que qualquer mínimo detalhe ou aspecto de configuração seja alterado, num outro Galaxy S II.  Isso é segurança.

Suposto Nexus Tablet poderá ser concorrente do Kindle Fire


Baseada inicialmente em rumores, depois fortalecida por declarações de Eric Schmidt, a ideia de que a Google planeja fabricar sua própria linha de tablets se torna cada vez mais concreta. Inicialmente especulado como um modelo hi-end, a se posicionar lado a lado ou acima de um Asus Transformer Prime, novas informações sugerem um Nexus Tablet barato para bater de frente com o Kindle Fire.

Que a Google pretenda concorrer efetivamente com o Kindle Fire é mais do que esperado. Conforme cheguei a argumentar num artigo, escrito logo após o lançamento do Fire, o tablet da Amazon se apresenta como um concorrente interno para o Android. Trata-se de um tablet baseado no código fonte do Android, mas inteiramente reformulado para utilizar exclusivamente o ecossistema de apps e de conteúdo da Amazon. Ou seja, o tablet usa o Android e acaba se tornando um concorrente da própria Google, uma vez que nem os GApps podem ser instalados no aparelho, a não ser mediante hacks.

A nova informação parte do Digi Times, que alega ter acesso a fontes segundo as quais o tablet oficial da Google terá uma tela de 7 polegadas e deverá custar menos que US$ 200,00, tendo como alvo principal o Kindle Fire, e não o iPad. O tablet virá com o Android 4.0 (Ice Cream Sandwich) e deverá ser lançado em março ou abril.

Embora se tratem de rumores em cima de rumores, os novos dados fazem sentido. Os planos da Google para o Android não incluem lucrar como vendedora de hardware, mas é preciso zelar pela integridade do ecossistema de apps e pelo uso do mecanismo de buscas. De certa forma, o surgimento de um amplo leque de opções em tablets com Android e o aumento da oferta de bons apps para o formado cuidarão de amadurecer a plataforma, capacitando-a para competir com o hegemônico iPad. Dessa maneira, é mais preocupante a presença da Amazon como um inimigo interno do que a concorrência da própria Apple.

Os melhores jogos para Android de 2011 [Seleção especial 1]

 

Nossa seleção semanal de melhores aplicativos para Android ganha ares natalinos e traz pra você, no saco do bom velhinho, alguns dos melhores jogos para Android lançados em 2011, incluindo alguns jogos em alta definição especialmente para aparelhos como o Galaxy S II, o Atrix e outros modelos de hardware mais robusto. Muita coisa interessante, tendo em vista que, durante esse ano, a plataforma passou por um salto em poder de processamento e os bons jogos começaram, finalmente, a aparecer.

Como a lista deve prestigiar jogos de qualidade, é claro que não podemos deixar de lado alguns que são pagos. É bom que vocês se conformem, o tempo dos jogos gratuitos para Android está acabando. Com o avanço do hardware dos dispositivos e com a sofisticação dos títulos, será cada vez mais comum pagar por jogos no Android Market. Não há nada de mal nisso. O desenvolvedor precisa ser pago e os preços são pra lá de camaradas.
Para quebrar o galho de vocês, vou começar com os gratuitos, “mais adiante a gente pensa em grana”.

Dungeon Defenders: Second Wave

Dungeon Defenders foi lançado no começo do ano quando quase ninguém possuía um Android capaz de rodá-lo a contento. O jogo era o que havia de melhor para mostrar o poderio dos primeiros dispositivos equipados com nVidia Tegra 2, com seus incríveis gráficos propiciados pelo uso da Unreal Engine, a mesma máquina gráfica usada em quase todos os grandes títulos lançados para o PS3 e para o Xbox 360.
Além de apresentar ótimos gráficos, o jogo em si é excelente, combinando elementos de “tower defense” com Action RPG. No modo single player, você terá de montar suas estruturas de defesa no intervalo entre as invasões inimigas, onde é preciso defender um cristal que fica ao centro do cenário.
Depois de posicionar o armamento fixo, basta ir até o cristal e dar início àquela wave. A partir de então a sua estratégia de posicionamento das armas será posta à prova, pois sem ela é impossível deter a horda de orcs e outros bichos feios no corpo a corpo.
Além disso, o jogo conta com um excelente modo multiplayer. Tudo isso gratuitamente, o que me deixa profundamente irritado, pois em janeiro ele era pago e eu adquiri logo no lançamento.
Para quem possui o XPeria Play, há uma versão especial, que vem com os controles adaptados para fazer uso do gamepad e deve vir mais leve, otimizada para o hardware do dispositivo, tendo em vista que a versão normal praticamente exige processamento dual core e uma GPU mais potente para rodar a contento.
guerrilla bob

Guerrilla Bob

Guerrilla Bob é outro game pelo qual meti a mão no bolso e não me arrependo. É mais um título com gráficos muito bem trabalhados, boa jogabilidade, com um tema divertido, personagens carismáticos e muita ação.
Comentado aqui em março, logo quando foi lançado, Guerrilla Bob fez bastante sucesso no iPhone antes de aportar no Android Market. O game combina ótimos elementos de clássicos do arcade, parecendo uma mistura de Icari Warriors com Metal Slug, mas com gráficos bem trabalhados em 3D.
Ele custa baratinho, tem versão especial THD, para quem usa dispositivos baseados em hardware da nVidia, outra para o Xperia Play  e tem até uma versão Lite que você pode experimentar gratuitamente antes de pagar pela completa.
samurai ii vengeance

Samurai II Vengeance

Samurai II Vengeance é outro game de ação que fez sucesso primeiro no iPhone e depois aportou no Android Market. O título surgiu primeiramente como uma exclusividade para dispositivos com Tegra 2, em fevereiro, mas logo em seguida ganhou uma versão compatível com os demais modelos de celulares e tablets com Android, contato que capazes de rodar seus belos gráficos, dando conta da ação frenética.
No game de gráficos cartunizados você controla um samurai que deve enfrentar intensas lutas de espada em cenários 3D onde o número de inimigos, por vezes, eleva bastante o desafio. Com alguma “licença poética” pode-se dizer que parece um Ninja Gaiden de bolso com ótimos gráficos, muita ação e bastante desafio.
cut the rope

Cut the Rope

Cut the Rope é um jogo baratinho, custa menos de R$ 2,00 e é uma aquisição obrigatória para todos os que curtem quebra-cabeças envolvendo física. Embora seja bem diferente de Angry Birds, os elementos responsáveis pelo sucesso dos passarinhos estão aqui: trata-se de um puzzle envolvendo física com um ótimo clima de bom-humor, graças à trilha sonora, aos efeitos e sonoplastia e ao próprio personagem que aqui é um só.
No jogo há um doce pendurado em várias cordas e, ao cortar uma delas, você fará com que esse doce caia e faça movimentos de pêndulo. O objetivo é cortar as cordas na sequência o no momento certo para que o doce faça sua trajetória até a boca desse bichinho verde, que espera ansioso fazendo uns barulhos engraçados a cada esperança de abocanhar a bala.
Com o avanço nos níveis, outros elementos vão sendo adicionados para aumentar a complexidade, como cordas que se comportam como elásticos e até bolhas que podem fazer o doce flutuar. A questão aqui é que não basta resolver o quebra-cabeça. Muitas vezes, iniciada a fase, você tem pouco mais de um segundo para tomar a decisão de que corda cortar. Excelente game, clássico do gênero.
burn the rope

Burn the Rope

Torci o nariz para Burn the Rope por muito tempo por imaginar que pudesse ser apenas um plágio safado de Cut the Rope, mas o sucesso do título no Android Market me fez afastar o preconceito e testá-lo. O título na verdade não tem nada a ver com Cut the Rope além do fato de ambos envolverem cordas. O game é um dos melhores puzzles casuais já surgidos no Android Market.
A cada fase, você tem um “arranjo” de cordas que deve ser inteiramente queimado, sem que qualquer pedaço sobre na tela. Para isso, você deve dar início à queima num determinado ponto e então começar a posicionar o seu Android de maneira que favoreça a combustão. Com o avanço, novos recursos e elementos de dificuldade são aparecendo, deixando a piromania ainda mais divertida. Vale muito a pena!
blood and glory

Blood and Glory

Blood and Glory é uma verdadeira revelação surgida no Android Market nos últimos dias. O game  é gratuito, com aqueles esquemas de compras internas de armas e recursos, bem ao estilo dos demais títulos da Glu Mobile. Lançado há poucos dias, 16 de novembro, já passou dos 10 mil downloads. Sucesso merecido.
O título é ambientado nas arenas da Roma antiga, prato cheio para os fãs de filmes como Gladiator, de séries como Spartacus, Blood and Sand e Gods of the Arena. Os gráficos são muito bons, bem acima da média, mas nada incríveis como em Shadowgun.
A jogabilidade é simples e bem adaptada às plataformas mobile, para operação via touch screen abandonando por completo a estratégia de imitar um gamepad na tela. Posicionado frente ao adversário, o que você precisa fazer é controlar a esquiva, o bloqueio de golpes e deferir seus próprios ataques, tudo com gestos de swipe.
Shadowgun

Shadowgun

Shadowgun já foi comentado na nossa seleção passada de melhores apps e jogos para Android, mas não pode faltar numa lista que se proponha a destacar os melhores títulos de 2011. Trata-se do mais sofisticado game já surgido para Android até hoje, sem qualquer concorrente à altura.
O título da Madfinger é um primor na parte gráfica, não deixando nada a desejar perante títulos para plataformas pesadas de vídeo games, como o Xbox 360 ou o Playstation 3.
Além dos excelentes gráficos, Shadowgun conta também com uma jogabilidade bem adaptada ao ambiente mobile. Não podemos dizer que é perfeito, mas acredito seja é a melhor adaptação de controles possível para um game de tiro em primeira pessoa para Android.
A ação se desenvolve de maneira muito semelhante ao que temos na série Gears of War, do Xbox 360. Durante as batalhas, é fundamental que você saiba usar o cenário para obter cobertura em vez de simplesmente partir para a troca de tiros de peito aberto. Isso, de certa forma, favorece também a adaptação para o smartphone, tendo em vista que os controles na tela requerem um pouco mais de tempo para acertar a mira do que um joypad físico. Esse tempo extra pode ser ganho usando a estratégia de cobertura.
O ponto baixo do game é que, originalmente, ele é exclusivo para dispositivos equipados com Tegra 2 ou com o vindouro Tegra 3, da nVidia. Se você tem um Galaxy S II, o seu aparelho é capaz de rodar o título com absoluta perfeição, mas a princípio ele é incompatível. Muito em breve publicarei aqui um tutorial ensinando detalhadamente como contornar esse pequeno problema.

Continua no próximo capítulo

Confesso que comecei a trabalhar nessa lista pensando em esgotá-la em um só artigo, mas não dá. É impossível fazer algo assim falando de forma adequada sobre cada título e evitando ser injusto com bons lançamentos surgidos em 2011.
Dessa forma, aproveitando esse clima de época natalina, as listas com os melhores jogos para Android de 2011 terão continuidade por aqui. Quem quiser fazer suas recomendações, basta deixá-las nos comentários. Use os botões de compartilhamento para “presentear” seus amigos com as dicas de games nas redes sociais.

Aplicativos para Android, apps que não podem faltar

Seleção de melhores aplicativos para Android assume uma lógica diferente. Não há aqui qualquer prioridade para lançamentos. O que importa é destacar aqueles apps que, para cumprirem determinadas finalidades, muitas delas de grande relevância, se destacam entre os melhores aplicativos presentes no Android Market. Vamos aos “clássicos”.

Estrongs Explorador de Arquivos


O explorador de arquivos da Estrongs é um dos primeiros apps que instalo em qualquer Android. A vantagem vista mais imediatamente é a semelhança com a interface dos exploradores de arquivos que já usamos em desktops e notebooks. As demais você vai percebendo conforme usa o aplicativo.

O Estrongs oferece, com muita praticidade, os recursos mais básicos de gerenciamento de arquivos. Encontrar, copiar, colar, deletar. Tá tudo ali e a lógica de utilização é bastante intuitiva, uma vez que assemelhada ao Explorer que usamos em outros sistemas operacionais.

O mais interessante é que, para as funções mais avançadas, a praticidade é mantida. Para acessar partes compartilhadas numa rede Windows ou num servidor SMB do Linux, basta rodar um scan que os compartilhamentos são encontrados e configurados automaticamente, sem complicação alguma.

Para usuários mais avançados é possível manter configurações de acesso a servidores de FTP e até liberar, nas opções, o acesso a partições do sistema (requer root).

Ou seja, um ótimo app que facilita a vida desde o usuário comum até o tipo de maluco que acessa FTP servers a partir do celular.

Vamos começar assim: o Evernote é um app que, sozinho, justifica a compra de um smartphone num desses modelos mais baratinhos. Falando sério, se desse pra instalar apenas o Evernote, já estaria valendo. Se você não usa, o que diabos você já fazendo mesmo com um smartphone, hein? Só jogando Angry Birds e mandando fotos para marcar amigos no Facebook?

Exageros hiperbólicos à parte, a função do Evernote é facilitar a tomada de anotações que ficam sincronizadas entre os diversos dispositivos em que ele esteja instalado. Você tem o software instalado no seu desktop ou notebook com Windows, MacOS ou até mesmo Linux, tem os apps instalados em tablets ou smartphones de qualquer plataforma e tudo está ali. Quer sair de casa com uma lista de compras? Joga no Evernote do PC  e ela aparece no smartphone (precisa da rede de dados). Pra que papel?

É o tipo do app que quanto mais usamos mais imprescindível se torna. A descoberta de novas possibilidades também incrementa a utilidade do Evernote, como o add-on para navegadores que permite salvar conteúdo da web numa anotação.

Outro app que felizmente se popularizou e tem nos salvo de pagar pelo envio de SMS. Existe uma cobrança mais abusiva do que R$ 0,30 ou mais para enviar uma mensagem de 140 caracteres no mundo de hoje? Imagine, se o Twitter cobrasse isso, eu conseguiria gastar a grana do Eike Batista inteira num dia.

O funcionamento do Whatsapp é simples. Ele vasculha seus contatos, vê quais dos seus amigos possuem o app instalado e, a partir de então, vocês podem trocar mensagens de maneira idêntica à feita com SMS, mas com o texto trafegando via rede de dados, portanto sem a cobrança ultrajante.

Acredito que todo leitor do blog deva ser usuário do Whatsapp. De qualquer forma, compartilhe essa listinha usando os botões de redes sociais ao fim do texto. Quanto mais gente usando, mais interessante se torna o sistema. Se você não usa ainda… então clica lá.

Wifi Manager

Você não precisa, no Android, perambular pelo app drawer, encontrar o ícone de acesso às configurações de sistema e ir nas opções de rede para ativar e desativar o WiFi ou mudar de uma rede para outra. Isso é coisa da “interface revolucionária” do iPhone. Aqui, com poucos toques na home screen, acessados o widget do WiFi Manager para realizar essas tarefas com rapidez e praticidade.
A principal função do WiFi Manager é essa. Apesar de ser possível usá-lo acessando através de um atalho, faz muito mais sentido e é muito mais prático usar o widget, que além das funções referidas acima ainda mostra uma marcação da qualidade so sinal. Esse é certamente um dos primeiros instalados em qualquer Android que eu pegue.

Currency Converter

Outro app obrigatório nesse mundo globalizado onde o DealExtreme substituiu o camelô da calçada. Com o nome auto-explicativo, o Currency Converter permite converter valores entre moedas do mundo inteiro com as cotações atualizadas online. Uma mão na roda tanto para quem paga quando para quem recebe pagamentos de fora.
Com esses eu cumpro a missão de indicar na sexta-feira os melhores aplicativos para android . Nas próximas edições desse “periódico” aqui do Droider, seguirei nessa linha de indicar os essenciais, não importando se os apps são lançamentos ou não. Vale lembrar que a proposta de indicar também os melhores jogos para Android de 2011  continua de pé e o segundo artigo sai por esses dias.

Antivírus no Android, você precisa mesmo de um?

Tudo bem, os casos de malwares que podem afetar o Android estão se tornando cada vez mais frequentes e, de certa forma, isso era até previsto. É uma consequência direta de certas decisões tomadas pela Google na gestão da plataforma, além de ser também uma decorrência daquela velha regra de que o sistema operacional mais popular tende a atrair mais pragas, por motivos óbvios.

Acontece, não obstante alguns malwares terem surgido no próprio Android Market, que as medidas de precaução para que se possam evitar problemas dessa natureza são muito básicas. Ninguém precisa ser um expert em segurança de sistemas para tomá-las.
Em qualquer sistema, um antivírus será sempre um peso extra, ocupando memória RAM e tendo lá o seu impacto sobre o desempenho geral. Num dispositivo móvel, precisamos pensar ainda nas consequências do uso desse tipo de app sobre a duração da bateria.
Tudo bem, haverá sempre aqueles desenvolvidos de forma mais inteligente, mais leves e que consomem menos bateria, mas a questão é: você realmente precisa deles? Será que um pouco de bom-senso não acaba sendo até mais eficaz?
Como disse acima, entre os malwares já surgidos para o Android, os mais perigosos são, obviamente, aqueles que entraram no próprio Android Market. Por outro lado, nunca vi qualquer desses malware surgir afetando apps que eu costumo usar ou que eu cogitaria usar. As listas de apps afetados trouxeram, em todas as ocasiões, aplicativos ou games obscuros dos quais eu sequer ouvi falar, que nunca estiveram instalados no meu smartphone e nunca teriam a chance de estar, pois com um pouco de vivência ali pelo Android Market você desenvolve facilmente a capacidade de distinguir bons apps de uma tralha qualquer.
Dessa forma, eu colocaria uma primeira precaução básica: escolha o que você instala, mesmo no Android Market. Não saia enfiando no seu aparelho qualquer tralha que vê pela frente. Para isso basta olhar a avaliação feita daquele app e o número de downloads. Algo mal avaliado (poucas estrelinhas), lançado há bastante tempo e que ninguém baixa, certamente não merece estar no seu smartphone, com ou sem malware.
A segunda precaução é: instale apps apenas de fontes que são, em tese, confiáveis, como o próprio Android Market ou a App Store da Amazon, por exemplo. Isso porque, mesmo já tendo surgido casos de apps infectados no Android Market, eles foram banidos de lá em pouco tempo. Se você navega pelo underground da internet em busca, muitas vezes, de apps piratas, você pode se ferrar e ninguém ficará com peninha. Se eu fosse desenvolvedor e tivesse um app à venda por US$ 0,99, eu mesmo colocaria uma versão pirata dele com malware solta por aí, de preferência com um vírus que detonasse o bootloader dos aparelhos ou corrompesse o IMEI, só pra ser bem cruel mesmo. Inclusive, trojan justiceiro é uma coisa que já surgiu nesses meios.
A terceira é: você não tem nada que permitir a instalação de apps enquanto navega. Conhecendo um pouco o Android, é preciso uma tremenda ingenuidade para clicar em “Install” em algo que aparece se oferecendo para ser instalado no seu aparelho enquanto você navega sei lá por onde, provavelmente em algum site de pornografia hardcore. Esse não é o meio usado para instalar apps no sistema. Mesmo um plugin do navegador nunca surgirá para ser instalado no próprio site. Nessas situações, você será conduzido para o próprio app do Android Market para instalar o plugin.
A última, e mundialmente famosa, é aquela recomendação para que você atente para as permissões pedidas por qualquer app durante a instalação. Não faz sentido que um game tenha permissão para interferir nas suas chamadas telefônicas ou enviar SMS, por exemplo. As permissões devem sempre ser observadas e os apps e games com permissões suspeitas, evitados.
Enfim, a verdade é que os cuidados para evitar vírus no Android acabam sendo mais básicos do que num PC com Windows e eu só mantenho Antivírus instalado no meu PC com Windows porque, eventualmente, outra pessoa pode usá-lo para ver seus e-mails e tem sempre aquele cara que clica no link do e-mail prometendo fotos desinibidas de uma gostosa que está caidona por ele, mesmo ele sendo um komenyngen e sabendo que as chances disso acontecer são classificadas, na matemática, como tendentes a zero.
Para os paranóicos que mesmo assim desejem escolher um antivírus para o Android, acredito que a melhor solução hoje seja o Lookout Mobile Security. 

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