quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Serra admite sobre caminhoneiro ter catarata também


Depois que a imprensa divulgou que cidadão sofre de catarata, tucano disse que PT mentiu sobre a doença

Por Bruno Boghossian,
O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o caminhoneiro José Machado, que apareceu no programa do PT criticando o sistema público de saúde, "provavelmente tem catarata também". Em entrevista à TV Estadão no dia 31 de agosto, o tucano havia dito que Machado não tinha catarata. Nesta quarta-feira, 12, o Estado mostrou que um laudo do Instituto Cema, conveniado à Prefeitura, divulgado pela campanha petista, constata que Machado sofre de catarata.

Serra, no entanto, afirmou que a questão é a "mentira" que o PT levou ao ar, ao dizer que Machado estava há dois anos esperando uma cirurgia para curar a doença. "A grande mentira foi dizer que ele estava há dois anos esperando uma cirurgia de catarata. Segundo: ele tem outro problema na vista. Provavelmente tem catarata também, mas o problema era o outro, que estava segurando", disse, em referência ao pterígio, doença que provoca o crescimento da pele sobre a pálpebra. "O laudo prova que ele estava há dois anos na fila? Não", completou Serra.

O caso do caminhoneiro José Machado gerou polêmica depois que as informações de seu prontuário médico foram divulgadas pela Prefeitura para desmentir uma propaganda eleitoral do PT.

Mensalão
O tucano voltou a relacionar o escândalo mensalão ao PT e a Fernando Haddad, seu adversário na disputa. Depois de levar à televisão peças publicitárias em que exibe fotos do candidato petista ao lado de réus no processo do Supremo Tribunal Federal (STF), o tucano negou que tenha atacado o rival, mas destacou que os acusados de integrar o esquema "são do partido do Haddad".
"O José Dirceu, o Delúbio Soares e o João Paulo (Cunha) são do partido do Haddad e estão apoiando ele. Se eles têm problemas com a Justiça, o problema é deles, não é nosso. Eles são companheiros de partido e de jornada. Isso não é agressão", disse Serra.
O tucano afirmou que não houve um endurecimento de sua campanha contra o petista e que há um "excesso de suscetibilidade" por parte de Haddad - que chamou a propaganda do PSDB de "lastimável". "É uma coisa um pouco 'fazendo gênero'", disse o candidato tucano.
O tucano disse que não fez duras críticas à presidente Dilma Rousseff, que entrou na campanha de Haddad esta semana. Na quarta-feira, 12, Serra havia dito que Dilma "mal conhece São Paulo" e que "vem meter o bico" na eleição da capital paulista. "Eu não fiz duras críticas. Eu disse que ela tem todo direito de ter candidatos aqui. Outra coisa é vir aqui querer monitorar o voto", afirmou.

Russomanno sobe e vai a 35%; Serra e Haddad continuam empatados


Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, candidato do PRB venceria tanto o tucano quanto o petista se a eleição fosse hoje
Por Daniel Bramatti,
O candidato Celso Russomanno (PRB) ampliou sua vantagem sobre os adversários na corrida pela Prefeitura de São Paulo, segundo a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Em duas semanas, ele passou de 31% para 35%, enquanto José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) oscilaram um ponto porcentual para baixo e mantiveram o empate técnico na segunda colocação, com 19% e 15%, respectivamente.

Em eventual segundo turno entre Russomanno e Serra, o primeiro venceria por 52% a 25% se a eleição fosse hoje. Se o adversário do líder fosse Haddad, o placar seria 50% a 25%. O representante do PT venceria o do PSDB por 37% a 33% no confronto direto.
O candidato do PRB está em ascensão desde a pesquisa Ibope feita na primeira quinzena de agosto, às vésperas do início da propaganda eleitoral de rádio e TV, quando obteve 26% e apareceu empatado com Serra.

Ele conseguiu crescer 9 pontos porcentuais em um mês mesmo tendo aproximadamente um quarto do tempo dos adversários no horário eleitoral.

Já o tucano está em trajetória de queda desde antes do início da campanha na TV, mas conseguiu evitar ser ultrapassado pelo adversário do PT, a quem escolheu como alvo preferencial de ataques. Haddad havia subido cinco pontos entre a metade e o fim de agosto, impulsionado por sua estreia na TV, mas perdeu fôlego nos últimos 15 dias.

Por regiões. A pesquisa mais recente revela que, nas regiões da cidade nas quais candidatos do PT venceram nas últimas três eleições majoritárias (para presidente, governador e prefeito), nada menos que 40% dos eleitores indicam Russomanno como seu preferido. É o dobro da taxa obtida por Haddad. Nas mesmas áreas, Serra tem apenas 10%.

Nas zonas antipetistas, onde o partido perdeu nas últimas três eleições, o candidato do PRB também está na frente, mas com índice menor: 31%. O tucano vem em seguida, com 25%, e Haddad aparece com 12%.
Entre os protagonistas da campanha, o candidato do PT é ainda o mais desconhecido. Apenas 52% dos entrevistados afirmam conhecê-lo ou ter alguma informação sobre ele. No caso de Serra e Russomanno, esses índices chegam a 75% e 70%.

Haddad é mais conhecido nas zonas anti-PT (55%) do que nas zonas pró-PT (48%). A desinformação sobre ele é maior entre os eleitores mais pobres – dos que ganham até dois salários mínimos, apenas 42% afirmam conhecê-lo.
Novato em eleições, o petista é o que mais depende do horário eleitoral para conquistar simpatizantes. Mas o universo que consegue atingir ainda é limitado: 57% dos ouvidos pelo Ibope afirmaram que ainda não assistiram às propagandas de campanha.

Governo Dilma aplica 70% da verba publicitária na imprensa conservadora e veta jornal independente



Por Paulo Roberto de Souza
Dados divulgados pela Presidência da República, nesta quinta-feira, mostram que apenas 10 empresas de comunicação concentram mais de 70% da verba federal para publicidade, em especial a TV Globo, à qual cabe a parte do leão no butim midiático do Planalto. O argumento da ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação, não variou desde o início do governo de Dilma Rousseff. Na opinião dela, “é inevitável que o maior volume de pagamentos seja dirigido a meios e veículos de maior audiência, que atingem um maior público, como é o caso da televisão”. Mas há quem discorde.

O desequilíbrio na distribuição das verbas públicas, no entanto, ocorre no momento em que os dados mostram a discrepância entre o que é pago aos mais de 3 mil veículos cadastrados no Núcleo de Mídia da Secom. Do total de R$ 161 milhões pagos aos meios de comunicação, durante o governo Dilma, com base nos cálculos da audiência a que se refere a ministra Chagas, R$ 112,7 milhões couberam a apenas 10 empresas, enquanto as demais 2.990 dividiram os R$ 48,3 milhões restantes. O Correio do Brasil, embora apresente níveis de audiência e de leitura superiores à maioria dos veículos de comunicação, inclusive no “Grupo dos 10“, segundo auditorias internacionais, foi marcado por sua independência editorial e não integra sequer a lista dos 3 mil veículos de comunicação beneficiados com os recursos públicos.

Levantamento publicado nesta quinta-feira, no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, um dos 10 maiores receptáculos das verbas do governo, mostra que, desde o início da gestão Dilma Rousseff, um volume ainda não revelado; além dos R$ 161 milhões repassados para emissoras de TV, jornais, revistas, rádios, sites e blogs, saiu dos cofres das empresas estatais controladas pela União.

A Globo Comunicação e Participações S.A., responsável pela TV Globo e sites ligados à emissora, abocanhou quase um terço da verba aplicada pela Presidência da República entre janeiro de 2011 e julho deste ano: R$ 52 milhões. A segunda colocada é a Record, com R$ 24 milhões. A Empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha, recebeu R$ 661 mil. A Infoglobo, que edita o jornal O Globo, R$ 927 mil. Outro diário conservador paulistano, O Estado de S. Paulo, arrecadou R$ 994 mil. O portal UOL, controlado pelo Grupo Folha, recebeu outros R$ 893 mil.

Vetado
Enquanto permanece o jogo agradável entre o governo federal e as 10 maiores empresas de comunicação do país, que concentram o poder de fogo da mídia conservadora, para os veículos independentes de comunicação o tratamento é o oposto. Para anunciar em jornais, impressos e digitais, a exemplo do Correio do Brasil, o Núcleo de Mídia da Presidência da República exigiu um desconto de 92% na tabela de preços, algo inimaginável no grupo dos 10 beneficiários da mídia estatal. Para se manter, ainda que nas fraldas dos recursos, a maioria dos demais veículos de comunicação, em níveis nacional, regional ou mesmo local, submeteu-se ao critério coordenado pela diretora do Núcleo de Mídia, Dalva Barbosa.

Procurada pelo CdB, Barbosa não atendeu às ligações, mas um de seus assessores revelou que “a política de descontos da Secom é confidencial”. Alertada pela reportagem de que, segundo a legislação em vigor, não há confidencialidade em negócios públicos, a ligação foi direcionada para a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, que não conseguiu as informações requisitadas pelo jornal, até o fechamento desta matéria. Embora a maioria dos veículos de comunicação tenha aceitado as pesadas negociações do Núcleo de Mídia, com a desvalorização de suas tabelas em mais de 90%, este não foi o caso do Correio do Brasil.

– Rejeitamos, de pronto, esse tipo de exigência por considerá-la abusiva, desproporcional e uma completa falta de respeito aos nossos critérios comerciais. Caso concedêssemos um volume tão grande de descontos ao governo, seria óbvio que a tabela de preços praticada pelo Correio do Brasil não passaria de uma fraude. O CdB circula há mais de uma década diariamente, de forma ininterrupta, e não pode admitir sequer uma ilação neste sentido. Se ao Núcleo de Mídia, baseado em um critério sigiloso, coube graduar o custo do espaço publicitário no jornal, é de competência do CdB discordar, às claras, de tal avaliação e não vender os anúncios a um preço aviltado – afirmou a diretora Comercial do CdB, Suzana David.

Desde fevereiro deste ano, ao final do prazo estipulado para aceitar, ou recusar-se às exigências ditadas pelo Núcleo de Mídia, diante da resistência do CdB em não se submeter à exigência da Secom, o jornal foi marcado com um “Não” no banco de dados. Ao ser assinalado com a negativa, segundo correspondência oficial, passou a vigorar o veto, a total “impossibilidade do recebimento de mídias do Governo Federal”. O Correio do Brasil, que mantém um extenso elenco de colaboradores, repórteres e correspondentes nas principais capitais brasileiras, na Europa, EUA e Japão, por assegurar sua política de independência, patrocinada pela venda de assinaturas diretamente aos leitores, mantêm-se firme na decisão de apontar as falhas na política de comunicação da Presidência da República.

Marco zero
Mas o que ocorreu com o CdB não foi um fato isolado. Em sua página na internet, o jornalista Paulo Henrique Amorim também constatou que “sem incluir os investimentos das estatais, como a Caixa, o BB, os Correios e a Petrobrás, por exemplo – chegará à conclusão de que o Governo Federal põe R$ 55 milhões na Globo, por ano. Dá para sustentar 420 mil pessoas no Bolsa Família, num mês. O benefício médio mensal é de R$ 134, incluído o Brasil Carinhoso. Vezes 4 pessoas por família, 1 milhão e 700 mil pessoas”.
“Quando o ansioso blogueiro fala em Globo, fala na Rede Globo de TV,Globo Participações, Globosat Programadora, Radio Globo São Paulo, Infoglobo (jornal O Globo), jornal Valor (de que a Globo é sócia), Globo Comunicação (internet), e Editora Globo (revista Época). Tudo somado, o Governo trabalhista da Presidenta Dilma ‘aplica’ no centro do Partido da Imprensa Golpista (PIG), ou seja, no marco zero do Golpe, R$ 55 milhões por ano. O Bolsa Família, com o Brasil Carinhoso e o Brasil sem Miséria – tudo somado dá R$ 20 bilhões por ano, ou seja, 0,4% do PIB”, acrescentou.

“A TV lidera o recebimento (sic) de publicidade federal, diz a Folha, com uma verba anual de R$ 115 milhões. A Globo toda somada fica com a metade de toda a verba de publicidade em tevê. E a Globo é 2/3 de toda a publicidade gasta em outras mídias – rádios, jornais, internet e revistas. Para que? Com que retorno? Quem diz que a Globo entrega a audiência por que cobra na tabela de publicidade? A Globo cobra R$ 100 para entregar 50% de audiência. Quem diz que ela entrega 50% da audiência – e por isso merece os R$ 100? Quem diz que a Globo entrega a audiência por que cobra é o Globope” desvenda o jornalista, que coloca em cheque aqueles critérios de audiência aventados pela ministra Helena Chagas, junto com as normativas sigilosas adotadas para a exigência de descontos no Núcleo de Mídia.

Em outra página da internet, ainda nesta quinta-feira, o jornalista, escritor e editor do blog O Cafezinho, Miguel do Rosário, em artigo intitulado Secom abre caixa preta da publicidade, segue adiante nas informações quanto à aplicação da verba pública na mídia conservadora nacional.
“Eu venho fuçando o site da Secom há um tempo e não havia encontrado os valores por veículos. Fiz até um pedido, usando a lei da informação, o qual foi devidamente respondido, com dados e indicações, mas informando que ainda não abriam o gasto por veículo. Como o governo só faz publicidade através das agências licitadas, só aparecia o volume de recursos destinado às estas, e não por veículo. Agora o governo resolveu divulgar o quanto cada veículo de mídia ganha. Eu voltei lá, pesquisei, compilei, sintetizei e preparei uma tabela, com os gastos do governo com publicidade institucional desde o início da atual gestão até o primeiro semestre de 2012″, afirma o jornalista.

“Caras de pau”
Rosário não se surpreendeu, após consultar às informações liberadas pela Secom, “que os grandes grupos de mídia ganham enormes volumes de dinheiro”.
“Pena que a Secom só informa a partir de 2011. Analisando as informações, constata-se que, de fato, o governo ampliou barbaramente o número de veículos que recebem publicidade institucional: eram meia dúzia, agora são mais de oito mil”.
“Mesmo assim, eles (os grandes) não tem do que reclamar, sobretudo as organizações Globo. Esta semana, o blogueiro e colunista Noblat fez seu enésimo ataque à blogosfera, insinuando que blogs recebem dinheiro para defender o governo. O Merval (Pereira, colunista de O Globo) volta e meia fala a mesma coisa: já chegou a mencionar teorias conspiratórias sobre “rede de blogs” montada pelo PT ou governo para atacar a mídia”.

O editor de O Cafezinho concorda, então, que estes representantes da mídia conservadora “são uns delirantes e uns caras de pau”.
“Recebem milhões do governo e vem atacar blogueiros que não ganham um tostão, ou se ganham, como é o caso de dois ou três mais famosos, são valores pequeninos, modestos, irrisórios se comparados aos valores destinados aos veículos tradicionais. Na minha opinião, o governo tinha obrigação democrática de investir mais na blogosfera, fazendo publicidade institucional em centenas de blogs, que é pra fazer os mervais surtarem de vez”.
“Um dia desses eu gostaria de saber quanto dinheiro, exatamente, a Globo ganhou de governos desde que a empresa foi fundada, aí incluindo todos os financiamentos de bancos públicos. Em valores atualizados. Seria uma informação bem interessante. É muito fácil posar de independente depois de ganhar uns R$ 10 bilhões do Estado. Enquanto a Globo recebeu, por exemplo, R$ 68 milhões do governo Dilma, de 2011 até junho deste ano, via publicidade institucional, o blog do Nassif recebeu R$ 22 mil. A Agência Carta Maior, que emprega uma equipe numerosa de colunistas e alguns repórteres, recebeu R$ 39 mil. O grupo Abril recebeu R$ 2 milhões”.

Outra constatação relevante de Miguel do Rosário é a de que “os barões da mídia recebem ainda muita publicidade institucional de governos estaduais e prefeituras, não contabilizada pela Secom. Esperemos que todas as esferas de poder respeitem a lei da informação e publiquem o quanto gastam e onde gastam a verba de publicidade institucional.”

Reginaldo Quinta volta a ser candidato em Kennedy


O advogado do prefeito cassado, Marcelo Nunes, sustenta que "qualquer questionamento só pode ser feito após as eleições"

Por Ednalva Andrade
Cassado pela Câmara de Presidente Kennedy no último dia 5 e barrado da disputa pela Prefeitura de Kennedy pela Justiça Eleitoral da cidade, Reginaldo Quinta (PTB) obteve decisão liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ontem, para se manter na corrida pela reeleição.

Autor da decisão, o juiz do TRE Marcus Botelho suspendeu os efeitos da decisão do juiz eleitoral de Kennedy, Ronaldo Domingues, que cancelou o registro de candidatura do petebista no último dia 6. O magistrado o considerou inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa, por ele ter sido cassado pela Câmara, e notificou a coligação dele para que apresentasse substituto em 10 dias.

Para Botelho, "a determinação para que se exclua o candidato, retirando seu nome das urnas, poderá trazer problemas irreparáveis ao pleito eleitoral, e até mesmo ensejar a anulação das eleições no município de Kennedy", caso a decisão seja revertida, pois o sistema de registro será fechado na próxima segunda-feira.

Análise
Ao conceder a liminar ao petebista, Botelho ressalta que não analisou a possibilidade da cassação do mandato pelo Legislativo ser suficiente para cancelar o registro de candidatura ou não. Para ele, essa discussão será feita ao julgar o mérito do pedido ou numa eventual ação contra a expedição de diploma. Antes da votação no plenário do TRE, o procurador regional eleitoral, Carlos Mazzoco, irá se manifestar.

Acusado de comandar esquema de desvios e fraudes em Kennedy, Reginaldo foi cassado pela Câmara, mas a decisão não prevê suspensão dos direitos políticos. Pela Lei da Ficha Limpa, prefeito cassado fica inelegível oito anos após o término do mandato. Mas há divergências sobre o efeito da inelegibilidade após ter obtido o registro. 

O advogado do prefeito cassado, Marcelo Nunes, sustenta que "qualquer questionamento só pode ser feito após as eleições". Ele alega que o processo na Câmara tem várias irregularidades e vai pedir sua anulação na Justiça.

"Em hipótese alguma o PTB cogita trocar de candidato. Ele vai ser candidato, vai ser eleito e diplomado. Não existe prova de que ele cometeu irregularidade. O Judiciário não pode se basear em notícias de jornais. Está havendo prejulgamento", afirma o advogado.

Fonte: A Gazeta

Mantega anuncia mais 25 setores em lista de desoneração

Segundo o governo, as medidas irão reduzir os custos das empresas e as tornar mais competitivas, além de contribuir para uma inflação menor

Brasília - O governo anunciou nesta quinta-feira mais um conjunto de medidas para estimular a economia brasileira, com a redução dos encargos na folha de pagamento atingindo mais 25 setores, incluindo papel e celulose, transportes, aves e suínos, e vantagens fiscais para a compra de bens de capitais.

As medidas irão reduzir os custos das empresas e as tornar mais competitivas, além de contribuir para uma inflação menor, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Apenas a desoneração da folha de pagamento implica em renúncia fiscal de 13 bilhões de reais no próximo ano.

Mantega disse ainda que o governo está prevendo que a economia brasileira crescerá este ano cerca de 2 por cento, ante uma previsão anterior 3 por cento, mas que chegará no quarto trimestre com uma taxa de crescimento anualizada de 4 por cento.

Marta assume o Ministério Cultura com orçamento 65% maior em 2013


Petista substitui a cantora Ana de Hollanda, demitida pela presidente Dilma Rousseff
Denise Madueño,
BRASÍLIA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) assumiu nesta quinta-feira, 13, o comando do Ministério da Cultura, pasta que teve 65% de aumento nos recursos do orçamento para 2013 na comparação com o deste ano. O número foi citado pela presidente Dilma Rousseff na cerimônia em que Ana de Hollanda deixou o cargo e Marta tomou posse. A presidente afirmou que serão R$ 3 bilhões no próximo ano para a pasta da Cultura, que poderão ser somados a outros R$ 2,1 bilhões que podem ser mobilizados pelas leis de incentivo à cultura. "Trata-se de um aumento de 65% em relação a 2012, um legado importante que Ana de Hollanda deixou para Marta Suplicy", disse a presidente.

Dilma afirmou no discurso que todos os gestores querem mais recursos e que ela não tem dúvidas de que merecem mais, mas que o governo já tem feito muito. Ana de Hollanda deixou o cargo dias depois do vazamento de uma carta enviada ao Ministério do Planejamento em que cobrava mais recursos. A presidente lembrou ainda que serão investidos R$ 1 bilhão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

A cerimônia, realizada nesta manhã no Palácio do Planalto, foi cheia de troca de elogios entre a presidente, Marta Suplicy e a ex-ministra Ana de Hollanda. A presidente chegou a citar música do grupo de rock nacional Titãs, ao lembrar a importância da cultura para um País. "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte." Dilma lembrou ainda dos produtores independentes e foi bastante aplaudida ao citá-los. "Um produtor cultural independente pode ser uma grande indústria sofisticada", disse.

Ao se referir a Marta Suplicy, Dilma disse que a nova ministra da Cultura, com seu "olhar não preconceituoso", será capaz de acolher diferentes manifestações na sociedade e levar à frente a área cultural. Ela encerrou o discurso em uma referência indireta às declarações da ministra sobre a campanha do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. "Peço a Deus e peço a você que coordene a área da cultura, trabalhe por ela e leve ela à frente", disse Dilma. Nessa quarta, 12, ao falar sobre o engajamento na campanha eleitoral de Haddad, Marta disse que o trio formado pelo ex-presidente Lula, pela presidente Dilma e por ela será invencível. "O trio Lula, Dilma, Marta é muito forte. O Lula é um deus! Dilma é bem avaliada e eu tenho o apelo de quem fez. Então, com a entrada desse trio, vai dar certo. Eu combinei que ia entrar na hora e agora estou entrando", afirmou Marta.

Nesta quinta, durante a cerimônia de posse, Marta Suplicy disse que se orgulhava em trabalhar "com uma mulher forte, arretada e competente a quem tanto admiro", em referência à presidente Dilma Rousseff. Marta disse que deixará uma marca em sua gestão no Ministério da Cultura e que tem experiências na implementação de iniciativas culturais quando foi prefeita de São Paulo. "Não podemos aceitar a lógica devastadora do mercado e não podemos aceitar a pasteurização", disse.

Ao agradecer a ministra que deixou nesta quinta o cargo, a presidente Dilma reconheceu o trabalho de Ana de Hollanda e o sacrifício da vida pessoal, lembrando que a gestão da ex-ministra foi alvo de pressões. "Agradeço a lealdade, o sacrifício da vida pessoal e a maneira histórica como enfrentou as pressões, muitas vezes injustas e excessivas", disse a presidente.

Após crise, americanos passam a fugir dos bancos






Por Sílvio Guedes Crespo
Muitos americanos passaram a fugir dos bancos depois da crise financeira que estourou em 2008, segundo uma reportagem do Wall Street Journal.

Hoje, 8,2% dos chefes de família americanos – quase 12 milhões de pessoas – não têm conta em banco, de acordo com o dados oficiais. Em 2009, apenas 7,7% estavam nessa situação.

Ainda, há 24 milhões de moradores dos Estados Unidos que são considerados “sub-bancarizados” (“underbanked”, na definição oficial), ou seja, têm conta, mas raramente usam, preferindo fazer suas operações diárias por meios alternativos, como cartões pré-pagos.

Esses dois grupos de pessoas – os que não têm conta e os que têm mas não a movimentam no dia a dia – são hoje 28,3% dos chefes de família; em 2009, eles eram 25,6%.

O porcentual de pessoas que têm cartão de crédito caiu de 74% para 67%, e o de usuários de cartão de débito passou de 78% para 66%, segundo o Journal. A proporção de pessoas com dinheiro na poupança reduziu-se de 72% para 62%.
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Identificado autor de filme sobre Maomé


O governo dos Estados Unidos identificou o diretor do filme Inocência dos Muçulmanos, como sendo Basseley Nakoula, informou uma fonte nos serviços de segurança, que pediu para não ser identificada, nesta quinta-feira, 13. O filme que ridiculariza o profeta Maomé desencadeou uma onda de protestos em países islâmicos, que resultou na morte do embaixador norte-americano na Líbia, Christopher Stevens.
Inicialmente, um suposto israelense americano chamado Sam Bacile assumiu a responsabilidade pelo filme. Mas crescentes evidências mostram que ele não existe. O verdadeiro autor deve ser Nakoula, que havia dito para a Associated Press que apenas trabalhava na parte logística da companhia que produziu a película.
Nakoula, de 55 anos, é um cristão copta californiano que teve problemas com a lei no passado. Ele nega que tenha inventado Bacile.
As informações são da Associated Press.

Estopim de revolta, filme insulta profeta Maomé

Estopim da nova onda de protestos no mundo islâmico, o filme Inocência dos Muçulmanos retrata o profeta Maomé como um adúltero, bissexual, pedófilo e sanguinário. Aparentemente, os 14 minutos postados na internet são um trailer de um longa-metragem de duas horas escrito, produzido e dirigido por um cidadão americano de origem israelense de 56 anos que usa o pseudônimo de Sam Bacile.
"Esse é um filme político", afirmou Bacile àAssociated Press. "Os EUA perderam muito dinheiro e muitas pessoas em guerras no Iraque e no Afeganistão, mas estamos lutando com ideias." De acordo com a agência de notícias, o cineasta decidiu se esconder por temer represálias.
Para o jornal Wall Street Journal, Bacile foi mais direto. "O Islã é um câncer", disse.

Em trechos disponíveis no YouTube, o profeta aparece tendo relações sexuais com várias mulheres. Para os muçulmanos, qualquer representação de Maomé é blasfêmia. 

Pastor Terry Jones
Bacile recebeu apoio do pastor da Flórida Terry Jones, que ameaçou fazer uma fogueira de exemplares do Alcorão, enfurecendo multidões no mundo islâmico. Ontem, o chefe do Estado-Maior dos EUA, Michael Mullen, telefonou a Jones pedindo que ele mude de posição.

O Egito determinou a inclusão na lista de procurados do pastor americano e nove coptas (cristãos egípcios) que vivem nos EUA. Eles são acusados de participar ou promover o filme.
Sob ataque, a Igreja Copta condenou duramente o filme, dizendo que ele é uma tentativa de "difamar as religiões e dividir os povos, sobretudo o do Egito".
Segundo os processos abertos pelo Ministério Público do Cairo, o vídeo no YouTube tem cenas que "propagam uma ideologia extremista com o objetivo de provocar a discórdia e o menosprezo às religiões monoteístas e danificar a união nacional e alterar a paz social".

Islamofobia
A comunidade islâmica americana e especialistas no mundo árabe temem que a morte do embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, leve a um aumento da islamofobia no Ocidente.
Quando as manifestações contra representações diplomáticas dos EUA em Benghazi e no Cairo começaram, na terça-feira, o Conselho das Relações Islâmico-Americanas (Cair) publicou nota na qual pedia ao mundo islâmico e árabe que "ignorasse os produtores extremistas que criaram uma porcaria de filme (Inocência dos Muçulmanos). Eles não representam a população americana ou a religião cristã". Ontem o Cair, com outras entidades árabes e islâmicas dos EUA, reprovou a ação contra os diplomatas na Líbia.

Lamentando a morte dos diplomatas americanos, Samer Araabi, do Instituto Árabe-Americano, disse que a ação "fortalece a agenda dos islamofóbicos no país, que rapidamente usarão esses eventos como justificativa para pintar a fé islâmica como antiocidental e violenta".
Segundo o líder muçulmano, "esses mesmos indivíduos têm um papel na criação desse conflito ao financiarem, produzirem e disseminarem o filme com o objetivo claro de incitar uma reação como essa".

Governo desonera folha de mais 25 setores e renuncia R$ 12,8 bi em 2013


Em quatro anos, de 2013 a 2016, a desoneração da folha terá custo de R$ 60 bi

Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Célia Froufe, da Agência Estado
BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda divulgou nesta quinta-feira, 13, a lista dos novos setores beneficiados com a desoneração da folha de pagamentos. No total, são produtos de 25 setores: 20 da indústria, dois de serviços e três de transportes.  

A ampliação da lista, segundo Mantega, vai implicar uma renúncia de R$ 12,830 bilhões em 2013. Em quatro anos (2013 - 2016), a desoneração da folha terá custo de R$ 60 bilhões. "As novas medidas de desoneração vão aumentar a competitividade das empresas brasileiras", disse Mantega.

Todos os da indústria terão alíquota fixada em 1%. São eles: aves, suínos e derivados; pescado; pães e massas; fármacos e medicamentos; equipamentos médicos e odontológicos; bicicletas; pneus e câmaras de ar; papel e celulose; vidros; fogões, refrigeradores e lavadoras; cerâmica; pedras e rochas ornamentais; tintas e vernizes; construção metálica; equipamento ferroviário; fabricação de ferramentas; fabricação de forjados de aço; parafusos, porcas e trefilados; brinquedos; e instrumentos ópticos. Mantega também antecipou que o governo continuará em 2013 ampliando as desonerações. Ele sinalizou que, embora o governo tenha chegado perto do teto do valor reservado de R$ 15, 2 bilhões previstos no Orçamento de 2013 para novas desonerações, essa política continuará garantida pela contenção de gastos.

No setor de serviços, foram contemplados manutenção e reparação de aviões, com alíquota fixada em 1%, e suporte técnico de informática, com 2%. Na área de transportes, tanto aéreo quanto marítimo, fluvial e de navegação de apoio, a alíquota será de 1%, enquanto o rodoviário coletivo ficará com 2%.

As medidas, de acordo com o ministro, vão reduzir o custo da produção brasileira e aumentar a competitividade da empresa nacional no País e no exterior. "Essas medidas vêm se somar a outras que temos tomado e que caminham na mesma direção: reduzir o custo Brasil, encargos, impostos, juros e tornar economia mais competitiva", frisou.
Mantega salientou que o Banco Central tem reduzido a taxa básica de juro a um patamar "bastante baixo" diante do histórico brasileiro e que hoje está em torno de 2% em termos reais. "O juro para as empresas continuará a cair no Brasil, os custo para a empresa vai cair", afirmou.

Segundo o ministro, o câmbio desvalorizado também ajuda a reduzir o custo das empresas. "Todos os custos em reais estão menores em dólares e isso aumenta a competitividade das empresas. Estamos com dólar em R$ 2 há algum tempo", considerou.

Mantega avaliou que os novos setores beneficiados são intensivos de mão de obra e por isso é conveniente a mudança de tributação. Segundo o ministro, esses setores pagariam em 2013 R$ 21, 570 bilhões e, com a mudança, pagarão R$ 8,740 bilhões. "Foi uma redução grande de 12,830 bilhões. É uma boa desoneração que reduz o custo da mão de obra.

O ministro disse que a desoneração da folha dos novos setores vai reduzir o custo da mão de obra e permitir o aumento do emprego no País. "Torna mais competitivas as empresas num momento em que o mundo vive uma crise. Lá fora estão reduzindo salários e os benefícios dos trabalhadores. Aqui, nada disso acontece. Estamos preservando os salários", disse Mantega.

Segundo Mantega, o resultado será a formalização do emprego na economia brasileira. "A tendência é uma aumento da contratação do trabalhadores, um aumento do emprego e da formalização", afirmou.
Esses setores se somam a outros 15 já beneficiados: 11 do setor industrial, com alíquota fixada em 1% e quatro do setor de serviços, com 2%.

Governo reduz para 2% previsão para PIB em 2012


Segundo ministro da Fazenda, a redução da estimativa se deve ao desempenho da economia no primeiro semestre  
Renata Veríssimo, Celia Froufe e Adriana Fernandes, da Agência Estado
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o governo revisou de 3% para 2% a previsão de crescimento da economia este ano. A nova projeção estará no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, que será encaminhado ao Congresso no dia 20 de setembro. 
Segundo Mantega, a redução da estimativa se deve ao desempenho da economia no primeiro semestre. "O segundo semestre vai ser bem melhor, mas o primeiro semestre puxa a média para baixo", disse.
Mantega disse que com o conjunto de medidas tomadas pelo governo, o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá acima de 4% no próximo ano. "Podemos assegurar que a economia brasileira crescerá acima de 4%. São análises do FMI e de vários analistas. Aliás, já temos tido várias notícias que mostram que o crescimento já está retomando no País", disse.
Mantega comentou o resultado da Pesquisa Mensal de Emprego (PMC) de julho, que registrou aumento de 1,4% na margem. "Isso é bastante coisa. Mostra que o comércio está crescendo de forma substantiva", avaliou. Segundo ele, o setor já tinha crescido em junho, o que, anualizado, significa um crescimento de 8,8% para 2012. "Temos mercado que continua crescendo, temos pleno emprego, e mais todas essas medidas para impulsionar o crescimento do País", pontuou.
O ministro disse ainda que, no segundo semestre, o crescimento será "bem maior" do que o do primeiro, em torno de 4%, e que essa taxa será mantida no próximo ano.

Clima volta a ficar tenso com nova discussão entre Barbosa e Lewandowski


brasil  mi1 Clima volta a ficar tenso com nova discussão entre Barbosa e LewandowskiBrasília – Um clima de mal-estar voltou a se instalar entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. O relator e o revisor da Ação Penal 470, conhecida como o processo do mensalão, discutiram por duas vezes em menos de dez minutos hoje (12), no início da sessão do julgamento.
Ao começar seu voto sobre o quarto capítulo do processo, que trata de lavagem de dinheiro no núcleo financeiro e no núcleo publicitário, Lewandowski citou uma reportagem jornalística em que o delegado da Polícia Federal (PF) Luís Flávio Zampronha afirma que a ré Geiza Dias não deveria ter sido denunciada. Zampronha chefiou as investigações do caso mensalão na PF entre 2005 a 2011.
Enquanto Lewandowski procurava um documento, Barbosa tomou a palavra para criticar a citação. “Vejam como as coisas são bizarras no nosso país. Um delegado preside um inquérito e, quando ele já se transforma em ação penal, ele vai à imprensa e diz que fulano não deveria ter sido denunciado. Isso é um absurdo. Em qualquer país decentemente organizado, um delegado desse estaria, no mínimo, suspenso”.
O argumento foi corroborado pelo ministro Gilmar Mendes, para quem o processo tem elementos suficientes para ser discutido sem citações externas. “É atitude heterodoxa falar com base em jornais. Isso porque dissemos que vamos apenas nos ater em provas”, disse Mendes.
Lewandowski continuou seu voto falando que o processo do mensalão não é “dos mais ortodoxos” e, ao absolver Geiza Dias, começou a desconstruir a tese condenatória de Barbosa. O estilo do revisor desagradou Barbosa. “Isso aqui não é academia. Estamos aqui para examinar fatos e dados e dar a decisão. Vamos parar com essas intrigas”, disse Barbosa, chamando o revisor a fazer um voto “sóbrio”.
Lewandowski se disse “perplexo” com a intervenção do colega, ressaltando que estava apenas apresentando outro ponto de vista. “Há pontos em que nós discordamos. Jamais ousaria insinuar que [o voto] esteja incompleto ou que, de qualquer forma, não tenha atendido aos cânones processuais. Longe de mim. O senhor está fazendo ilação descabida”, retrucou o revisor.
Os ânimos só foram acalmados após a intervenção do presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, e do decano Celso de Mello, que destacaram a importância de opiniões divergentes no colegiado. Ayres Britto garantiu a palavra para que Lewandowski continuasse seu voto da maneira que considerasse adequada.
Além de absolver Geiza Dias, funcionária da empresa de Marcos Valério, o revisor já votou pela inocência de Ayanna Tenório, ex-dirigente do Banco Rural. É o segundo voto favorável a Tenório, que também foi absolvida do crime de lavagem de dinheiro por Joaquim Barbosa na última segunda-feira (10).
(Agência Brasil/ Foto: André Dusek/AE)

Torturômetro zerado por agressões de PCs durante prisão


justica  opl Torturômetro zerado por agressões de PCs durante prisãoA Comissão de Enfrentamento e Prevenção à Tortura, constituída pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), mandou zerar o torturômetro do Portal do Poder Judiciário no início da tarde desta quinta-feira (13), apenas sete dias após a última movimentação, depois que recebeu denúncia de torturas praticadas por policiais civis numa operação no bairro Santo Antônio, em Vitória.
A denúncia acompanhou pedido de relaxamento de prisão em flagrante, ajuizado pela defesa de um cidadão, que relatou ter tido sua casa invadida, sem mandado judicial de busca e apreensão, em busca de drogas. Como estava tomando banho, o cidadão foi algemado nu e jogado no chão, passando a sofrer golpes na região esquerda lombar, na direção do rim.
De acordo com a denúncia, o cidadão passou a urinar sangue por três dias e, ao ser encaminhado ao Centro de Triagem de Viana, foi recusado pelos agentes da Secretaria de Justiça, pelas lesões visíveis que apresentava e por estar chorando de dor. Os agentes de presídio disseram que somente o aceitariam naquele local após exame de corpo de delito, anexado à petição do advogado.
O “torturômetro” é ferramenta criada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) para receber casos de violações aos Direitos Humanos, notadamente à Lei 9455/97. Sua última movimentação havia sido feita no dia 6 de setembro, quando a Comissão recebeu duas denúncias de tortura física e psicológica cometida por Polícias Militares na averiguação de um suspeito de cometer um crime.
Relatos feitos ao Núcleo de Comissões da Presidência do TJES deram conta de que cinco policiais arrombaram a porta e invadiram a casa onde moram quatro vítimas – três mulheres e um homem – com armas em punho. A ação foi violenta, todos apanharam com socos, chutes e puxões de cabelo.
O jovem foi separado das meninas e levado para o quarto por três policiais, onde segundo a denúncia, teria sido abusado sexualmente. Após as agressões, a vítima foi levada presa por suspeita de homicídio.
Assessoria de Comunicação do TJES

Projeto defende dispositivo que trava carro com motorista alcoolizado


Um aparelho que impede a partida do veículo conduzido por condutor alcoolizado. 

Essa é a mais nova proposta de lei apresentada na Câmara dos Deputados, em favor da Lei Seca. É do deputado Carlos Manato (PDT). Ele considera o dispositivo uma arma no combate aos problemas causados por motoristas alcoolizados no trânsito. O projeto só não explica a cargo de quem ficaria a fabricação e instalação do dispositivo, e se ele já existe no mercado. 
"Para dar a partida no motor, o motorista teria primeiro que ativar o mecanismo e, em seguida, soprar no bocal. Se o hálito estiver com traços de álcool, a unidade central cortará a alimentação de corrente no sistema elétrico, impedindo assim que o motor seja ligado", explica o deputado. Ainda de acordo com o projeto "estudos mostram que o processo de instalação do aparelho nos veículos seria simples, e seu custo seria de aproximadamente mil reais". O projeto não cita a fonte dos estudos. 

Fraudes
O projeto também não explica como as fraudes poderiam ser evitadas, já que um motorista poderia dar partida, e um acompanhante soprar o aparelho. Ou ingerir bebida alcólica após o carro estar em funcionamento.
Além de confuso, o projeto está mal redigido, e logo nos dois primeiros parágrafos diz que "Esta Lei dispõe sobre a instalação de aparelho para impedir a partida de veículo automotor QUANDO for constatado que o motorista está com teor de álcool acima do permitido por lei. 

No segundo artigo outra incoerência: "As empresas que possuírem frotas de caminhões, ônibus, vans, veículos destinados ao transporte escolar, táxis e outros assemelhados ficam obrigadas a instalar aparelho que impede a partida do veículo QUANDO detectar teor alcoólico no hálito do motorista, acima do permitido por lei. O projeto parece simples, mas certamente será considerado inconstitucional. Só falta dizer que o (Trava bebum) será feito pelo Professor Pardal. 

Veja na íntegra o projeto de lei apresentado num momento em que o Congresso está esvaziado devido às eleições municipais: 

PROJETO NA ÍNTEGRA - Caso seja aprovado. 

O Congresso Nacional decreta: 

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a instalação de aparelho para impedir a partida de veículo automotor quando for constatado que o motorista está com teor de álcool acima do permitido por lei. 

Art. 2º. As empresas que possuírem frotas de caminhões, ônibus, vans, veículos destinados ao transporte escolar, táxis e outros assemelhados ficam obrigadas a instalar aparelho que impede a partida do veículo quando detectar teor alcoólico no hálito do motorista, acima do permitido por lei. 

Parágrafo único. O prazo para instalação do aparelho será de 01 (um) ano a contar da entrada em vigor desta lei. 

Art. 3º. O aparelho que impede a condução de veículo por motorista cujo hálito contenha teor alcoólico acima do permitido por lei tornar-se-á item obrigatório de fábrica para os tipos de veículos elencados no art. 2º, que forem fabricados a partir de 1º de janeiro de 2014. 

Art. 4º. O descumprimento desta lei acarretará a cobrança de multa à empresa, bem como o agravamento da pena ou da responsabilidade civil do condutor condenado por dirigir alcoolizado e provocar acidente com vítima ou causar danos a terceiro ou ao patrimônio público. 

Art. 5º. Esta lei será regulamentada pelo Governo Federal, que disporá sobre os níveis de teor alcoólico permitidos para condutores de veículos automotores, bem como custeio, abatimentos fiscais ou outros meios de o Governo Federal subsidiar parcialmente a instalação do aparelho. 

Art. º 6º Esta Lei entra em vigor trezentos e sessenta e cinco dias após sua publicação. 

Mensalão: sessão começa com esclarecimentos do relator sobre réus absolvidos pelo revisor


O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou hoje (13) o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, com os votos de oito ministros. O presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, fez um resumo do último dia de trabalho (12) e passou a palavra ao relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, que está fazendo esclarecimentos que considerou necessários sobre dois réus: Rogério Tolentino, advogado ligado ao publicitário Marcos Valério, e Vinícius Samarane, ex-diretor do Banco Rural à época dos fatos e hoje vice-presidente da instituição.
O ministro-revisor, Ricardo Lewandowski absolveu os dois réus, condenados pelo relator. Em relação a Samarane, Barbosa disse que o atual vice-presidente do Banco Rural participou da lavagem de dinheiro. “Ele era um dos responsáveis pela omissão dos verdadeiros ou reais sacadores dos valores repassados pela SMP&B ao Banco Rural”.
Quanto a Rogério Tolentino, o relator disse que ele está em todos os momentos junto a Marcos Valério e não dá para acreditar que ele não esteja envolvido.
Após Barbosa fazer os esclarecimentos, Lewandowski pediu a palavra para dizer que não está sendo julgado se Tolentino faz parte de uma quadrilha, mas se participou de lavagem de dinheiro, o que, segundo ele, não está provado na denúncia.
A sequência esperada, agora, é o começo dos votos dos demais ministros com relação a esse capítulo, começando por Rosa Weber, seguida por Luiz Fux, Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto.
Depois de 22 dias de trabalho, o STF concluiu apenas dois dos sete itens do julgamento - sobre desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta de instituição financeira. O quarto capítulo, que trata de lavagem de dinheiro nos núcleos financeiro e publicitário, foi votado apenas pelo ministro-relator Joaquim Barbosa e pelo revisor Ricardo Lewandowski.
Ontem (12), a sessão foi tensa em meio a uma discussão entre Barbosa e Lewandowski, que divergem sobre vários aspectos da ação. O ministro-revisor concluiu a leitura de seu voto relativo à acusação de lavagem de dinheiro envolvendo as empresas de Marcos Valério, seus sócios e o Banco Rural.
Lewandowski votou pela condenação de Kátia Rabello e José Roberto Salgado, ex-presidenta e ex-vice-presidente do Banco Rural, do empresário Marcos Valério e seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, além de Simone Vasconcellos, diretora financeira da SMP&B Propaganda Ltda.
Por insuficiência de provas, Lewandowski votou pela absolvição da ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório, da gerente financeira da instituição, Geiza Dias, de Vinícius Samarane e de Rogério Tolentino.
*Colaboraram Renata Giraldi e Débora Zampier

Marta Suplicy toma posse e defende legado de Lula


Ao tomar posse hoje (13) como ministra da Cultura, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse que pretende trabalhar para o fortalecimento da produção nacional e pela recuperação do patrimônio cultural do país.
"Não podemos aceitar a lógica devastadora do mercado e a pasteurização do mercado. Devemos incentivar nossa participação internacional e esse será um outro desafio", discursou Marta.
A nova ministra da Cultura ressaltou a boa relação que mantém com a presidenta Dilma Rousseff. Ela destacou a importância do legado deixado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no setor.
"Estou muito orgulhosa pela possibilidade de participar mais de perto de um governo que ajudei a eleger e realizar um trabalho em uma área com a qual me identifico muito", disse a petista
De saída da pasta, a ex-ministra Ana de Hollanda ressaltou suas conquistas em quase dois anos de trabalho e disse que sua sucessora tem as condições de dar continuidade ao trabalho.
Segundo ela, o país precisa dar continuidade, principalmente, no fortalecimento das políticas de direito autoral.


Ana de Hollanda avalia sua gestão como positiva e diz não ter faltado apoio político

A ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda avaliou hoje (13) como positivo o saldo de seus 20 meses à frente da pasta. Cantora, compositora e gestora cultural, Ana de Hollanda foi substituída pela senadora Marta Suplicy que assumiu dizendo que pretende trabalhar para o fortalecimento da produção nacional e pela recuperação do patrimônio cultural do país.
“Criamos toda uma nova infraestrutura para o ministério crescer. Criamos a Secretaria de Economia Criativa, propusemos novas discussões, pagamos todo o passivo [dívidas] relativo aos pontos de Cultura, conquistamos a confiança para avançarmos e obtermos um orçamento bem melhor”, declarou Ana de Hollanda à Agência Brasil, referindo-se à proposta orçamentária de quase R$ 3 bilhões aprovada pelo Ministério do Planejamento.
O valor, o maior da história do ministério, é, segundo a assessoria, 54% superior ao de 2011, quando Ana de Hollanda assumiu o cargo. E pode atingir os R$ 5 bilhões com o montante autorizado a ser captado por meio das leis de incentivo fiscal.  
Desgastada por críticas e polêmicas, Ana de Hollanda disse não ter lhe faltado apoio político, mesmo que vários e importantes projetos de leis encaminhados pelo ministério à Casa Civil não tenham avançado, caso da reforma da Lei de Direito Autoral (Lei nº 9.610) e da regulamentação do Estatuto dos Museus.
“Não acredito [que o governo não tenha dado o devido apoio]. O que acontece é que a presidenta gosta de tudo muito detalhado e o ministério lida com temas transversais, que envolvem outros ministérios. Tudo, portanto, tem que ser muito discutido e é natural que haja uma demora”, afirmou Ana de Hollanda, dizendo que sua sucessora dará continuidade a muitos dos projetos. “Eles estão sendo tocados e vão ser tocados”.
Coordenadora do Pontão de Articulação da Comissão Nacional de pontos de Cultura, Patrícia Ferraz, garantiu que, ao contrário do que diz a ex-ministra, nem todo o passivo financeiro com os pontos de Cultura foi pago.
“Avaliando o todo, a realidade não é esta. Não só o passivo não foi todo pago, como o ministério deixou de pagar ou pagou com muitos meses de atraso as parcelas dos convênios a vários pontos de Cultura. Além disso, desde 2010, o ministério não lança um edital para novos pontos. Na última gestão, o Programa Cultura Viva foi desmontado”, afirmou Patrícia, por telefone.
Presente à cerimônia de transmissão de cargo, o ator e diretor teatral José Celso Martinez Corrêa disse que a expectativa da classe artística aumenta com a chegada de Marta Suplicy. “A Marta tem mais visibilidade. É uma mulher mais atirada. A Ana é maravilhosa, mas é tímida. Nossa expectativa agora é muito maior.”

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