Por Luis Nassif no Jornal GGN
Em sua sabatina no Senado, o jurista Luiz Roberto Barroso considerou o
julgamento do chamado mensalão “ponto fora da curva”.
Barroso é
considerado o maior constitucionalista brasileira, unanimidade, saudado tanto
pela direita quanto pela esquerda. Sua opinião foi corroborada pelo Ministro
Marco Aurélio de Mello, um dos julgadores mais implacáveis.
Externou o que
todo o meio jurídico comenta à boca pequena desde aquela época: foi um
julgamento de exceção. E não apenas pelo rigor inédito (para crimes de colarinho
branco) das condenações, mas pela excepcional seletividade na escolha das
provas, sonegando informações essenciais para a apuração completa do episódio.
Houve o
pagamento de despesas de campanha dos novos aliados do PT. Utilizaram-se
recursos de caixa dois para tal. Havia o intermediário das transações – o
publicitário Marcos Valério e a agência DNA. Na outra ponta, os beneficiários.
E, no começo do circuito, os financiadores.


