domingo, 1 de dezembro de 2013

A empolga Irmã de zagueiro Demerson 'mostrou o que podia' com segundo gol do Bahia no Mineirão

O gol da vitória do Bahia sobre o Cruzeiro, suficiente para livrar o time do rebaixamento, fez uma torcedora do Bahia se empolgar. A imagem se tornou sucesso nas redes sociais, e o zagueiro Demerson, titular da equipe baiana na partida deste domingo, revelou em seu Twitter que se trata da sua irmã, Isabella Costa.


- Kkkkk, rapaz, estou cheio de cunhados agora! @isa_fontinnelle, a gente conversa quando chegar em casa, viu! Kkkk, pelo nosso Bahia, tá tudo certo – postou o jogador.

Piercing na Boca e os possíveis efeitos colaterais



O Piercing colocado na língua, lábios ou bochechas podem causar vários efeitos colaterais.
  • Blog Dag Vulpi

    Antes de perfurar qualquer área da boca, converse com o seu dentista.

    A boca contém milhões de bactérias que podem causar infecções depois da instalação de um piercing oral.

    A ferida causada pela perfuração dá à estas bactérias a oportunidade de entrar na corrente sanguínea, podendo chegar ao coração,causando uma endocardite, inflamação das válvulas e dos tecidos cardíacos.

    Caso um vaso sanguíneo seja perfurado pela a agulha durante a colocação, pode haver um sangramento difícil de ser controlado com perda excessiva de sangue.

    Além dar dor e do inchaço, que em caso mais sérios poderá fechar a passagem de ar e dificultar a respiração.

    O piercing não só pode ferir o tecido da gengiva que é sensível, mas pode também causar uma retração gengival.

    Esta retração tem aparência desagradável e torna seus dentes mais vulneráveis a cáries e a periodontite.

    O contato com a jóia pode danificar o dente ou qualquer restauração, além de que a joia aumenta a produção de saliva, impedindo a pronúncia correta das palavras e também dificultando a mastigação.

    O piercing oral foi identificado pelo Instituto Nacional de Saúde como uma possível forma de transmissão da hepatite B, C, D e G.

    Logo a melhor opção é não fazer piercing oral e se fizer não deixe de visitar o seu dentista se sentir qualquer tipo de dor ou algum outro problema.
  • Fonte: http://dagmarvulpi.blogspot.com

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A repetição da insanidade



A repetição da insanidade
No estágio atual do capitalismo país nenhum cederá grana e posição em troca do futuro da vida no planeta
  • ministério meio ambiente

    Por Rui Daher

    Blog Dag Vulpi - Se você se preocupa com as catástrofes ambientais que irá deixar para as gerações futuras, relaxe. Cientistas, porta-vozes dos governos de países industrializados e de federações empresariais tratam de dar um jeito de absolvê-lo.

    Não somos os responsáveis por essas traquinagens. Para o banco dos réus deverão ir os processos que correm há bilhões de anos neste mundão, explosões solares, ou coisas de Deus, para os criacionistas, e das conjunções astrais, para os astrólogos.

    Penso sobre isso, parado no trânsito junto ao rio Pinheiros, em São Paulo, percebendo odor insuportável. Fico calmo. Afinal, a culpa não é minha nem de quem me circunda. Passo, então, a sorrir simpaticamente a todos, inocentes.

    No dia seguinte, folhas e telas cotidianas voltam a tirar-me a paz. O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), braço científico da ONU, divulga relatório que nos devolve a culpa. Pior: se antes o IPCC jogava o calor apenas nas emissões de gases efeito estufa, seu novo estudo põe a Federação de Corporações Brasil no placar.

    Mudanças no uso da terra contam. Áreas desmatadas de florestas intensificam radiações que contribuem com o aquecimento, mesmo sem emitir os tais gases.

    “Mas nós ainda temos milhões de quilômetros quadrados de florestas; e eles que acabaram com tudo? Só pode ser interesse comercial!”, diz o patriótico defensor do novo Código Florestal.

    Paciente, concordo e sussurro: “Mas, e daí? Se o deles já era vamos repetir a mesma insanidade”?

    A Amazônia tem 5,5 milhões de quilômetros quadrados cobertos por floresta tropical. Para chegar aos 7 milhões, devemos incluir as bacias hidrográficas. Mais de 60% de tudo isso no Brasil.

    Até o início da década de 1970, o desmatamento esteve estabilizado, ligado a atividades extrativistas das populações locais. A partir de 1978, com a abertura da Transamazônica, o processo acelerou. Em dez anos, cresceu à taxa de 1,7% ao ano. De 170 para 377,7 mil km². A grande devastação, no entanto, ocorreu de 1988 a 2003, quando o total atingiu 648,5 mil km².

    A partir de 2004, instituídos aparelhos de controle e identificação e ações punitivas, como suspender a concessão de crédito rural, permitiram um bom alívio. Até 2012, o desmatamento caiu 84%. De agosto de 2012 a julho de 2013, porém, segundo o Ministério do Meio Ambiente, houve um aumento de 28% no corte raso de árvores. Foram desmatados 5.843 km² em um ano. Piscamos os olhos?

    A ministra Izabella Teixeira, diz que nada mudou no nível federal e critica as administrações locais. É pouco. Precisaria reconhecer no desmate novos ares e fins.

    Caem os motivos agropecuários e crescem os especulativos: a valorização de terras próximas às construções de estradas, hidrelétricas e projetos mineratórios. Acrescente-se o afrouxamento trazido pelo novo Código Florestal. Liberação e anistia de áreas antes protegidas. Segundo o MMA, 60% dos desmatamentos ocorreram em áreas menores de 25 hectares e durante o inverno amazônico, quando a detecção por satélite é mais difícil.

    Contar com as sucessivas tentativas mundiais, como agora em Varsóvia, é frustrar-se. No estágio atual do capitalismo país nenhum cederá grana e posição em troca do futuro da vida no planeta. O capitalismo mudou sua face. As transferências, antes preferencialmente coletivas, passaram a individuais.

    Lembro-me do professor Antônio Cândido em entrevista sobre o fracasso do socialismo. Algo assim: “Fracasso? Sucesso! Quantos avanços do capitalismo não vieram pela pressão do socialismo?”.

    Hoje em dia, aparelhos de controle do Estado, mesmo os mais eficientes, não são capazes de se impor ao rentismo arraigado no topo da pirâmide; as iniciativas privadas, além de tópicas, cedem ao primeiro vermelho contábil; os grupos ambientalistas são apontados como meios de interesses comerciais.

    Nos países pobres, a contingência de sobreviver danifica o ambiente rural, e as administrações públicas deixam soltos os setores industriais e de serviços urbanos.

    Convivem na Amazônia 2.500 espécies de árvores e 30 mil de plantas. Seus rios despejam no mar 175 milhões de litros de água por segundo. Povos locais ali fazem a vida e preservam uma biodiversidade que logo valerá mais do que o capital que, dizem, hoje em quase nada agregamos.

    Aumentar o desmatamento na Amazônia, como no último ano, significa fazer o que loucos não fazem. Rasgar dinheiro.
  • Por: Rui Daher

    Fonte: www.cartacapital.com.br

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Barbosa e o viés autoritário



Barbosa e o viés autoritário
Quem lida com pesquisa de opinião vê o aumento do número de eleitores que dizem odiar algo ou tudo na política
  • AgenciaBrasil201212_VAC3859.JPG

    Por Marcos Coimbra

    Blog Dag Vulpi - A figura de Joaquim Barbosa faz mal à cultura política brasileira. Muito já se falou a respeito de como o atual presidente do Supremo conduziu o julgamento da Ação Penal 470, a que trata do “mensalão”. Salvo os antipetistas radicais, que ficaram encantados com seu comportamento e o endeusaram, a maioria dos comentaristas o criticou.

    Ao longo do processo, Barbosa nunca foi julgador, mas acusador. Desde a fase inicial, parecia considerar-se imbuído da missão de condenar e castigar os envolvidos a penas “exemplares”, como se estivesse no cumprimento de um desígnio de Deus. Nunca mostrou ter a dúvida necessária à aplicação equilibrada da lei. Ao contrário, revelou-se um homem de certezas inabaláveis, o pior tipo de magistrado.

    Passou dos limites em seu desejo de vingança. Legitimou evidências tênues e admitiu provas amplamente questionáveis contra os acusados, inovou em matéria jurídica para prejudicá-los, foi criativo no estabelecimento de uma processualística que inibisse a defesa, usou as prerrogativas de relator do processo para constranger seus pares, aproveitou-se dos vínculos com grande parte da mídia para acuar quem o confrontasse.

    Agora, depois da prisão dos condenados, foi ao extremo de destituir o juiz responsável pela execução das penas: parece achá-lo leniente. Queria dureza.

    Barbosa é exemplo de algo inaceitável na democracia: o juiz que acha suficientes suas convicções. Que justifica sua ação por pretensa superioridade moral em relação aos outros. E que, ao se comportar dessa forma, autoriza qualquer um a pegar o porrete (desde que se acredite “certo”).

    Sua figura é negativa, também por um segundo motivo.

    Pense em ser candidato a presidente da República ou não, Barbosa é um autêntico expoente de algo que cresceu nos últimos anos que pode se tornar um grave problema em nossa sociedade, o sentimento de ódio na política.

    Quem lida com pesquisas de opinião, particularmente as qualitativas, vê avolumar-se o contingente de eleitores que mostram odiar alguma coisa ou tudo na política. Não a simples desaprovação ou rejeição, o desgostar de alguém ou de um partido. Mas o ódio.

    É fácil constatar a difusão do fenômeno na internet, particularmente nas redes sociais. Nas postagens a respeito do cotidiano da política, por exemplo sobre a prisão dos condenados no “mensalão”, a linguagem de muitos expressa intenso rancor: vontade de matar, destruir, exterminar. E o mais extraordinário é que esses indivíduos não estranham suas emoções, acham normal a violência.

    Não se espantam, pois veem sentimentos iguais na televisão, leem editorialistas e comentaristas que se orgulham da boçalidade. Os odientos na sociedade reproduzem o ódio que consomem.

    Isso não fazia parte relevante de nossa cultura política até outro dia. Certamente houve, mas não foi típico o ódio contra os militares na ditadura. Havia rejeição a José Sarney, mas ninguém queria matá-lo. Fernando Collor subiu e caiu sem ser odiado (talvez, apenas no confisco da poupança). Fernando Henrique Cardoso terminou seu governo reprovado por nove entre dez brasileiros, enfrentou oposição, mas não a cólera de hoje.

    O ódio que um pedaço da oposição sente atualmente nasce de onde? Da aversão (irracional) às mudanças que nossa sociedade experimentou de Lula para cá? Do temor (racional) que Dilma Rousseff vença a eleição de 2014? Da estupidez de acreditar que nasceram agora problemas (como a corrupção) que inexistiam (ou eram “pequenos”)? Da necessidade de macaquear os porta-vozes do conservadorismo (como acontece com qualquer modismo)?

    Barbosa é um dos principais responsáveis por essa onda que só faz crescer. Consolidou-se nesse posto nada honroso ao oferecer ao País o espetáculo do avião com os condenados do “mensalão” rumo a Brasília no dia 15 de novembro. Exibiu-o apenas para alimentar o ódio de alguns.

    A terceira razão é que inventou para si uma imagem nociva à democracia. O papel que encena, de justiceiro implacável e ferrabrás dos corruptos, é profundamente antipedagógico.

    Em um país tão marcado pelo personalismo, Barbosa apresenta-se como “encarnação do bem”, mais um santarrão que vem de fora da política para limpá-la. Serve apenas para confirmar equívocos autoritários e deseducar a respeito da vida democrática.
  • Por: Marcos Coimbra

    Fonte: www.cartacapital.com.br

Ecologia do horror



Ecologia do horror
Com "Mar Negro", Rodrigo Aragão se firma como destaque do cinema de terror trash brasileiro. No seu segundo longa, um território de zumbis e um tom bem humorado
  • Mar Negro

    Se o genuíno terror brasileiro adotou o trash como saída possível ao baixo orçamento, o capixaba Rodrigo Aragão pode envaidecer-se de ter aberto um caminho vicinal.

    Blog Dag Vulpi - Com Mar Negro, segundo longa depois de Mangue Negro, e curtas de mesmo universo, ele não contorna de todo os preceitos de um mestre como Zé do Caixão, mas os adapta ao território de suas raízes. Assim, o mar do Espírito Santo será um território justificado para a disseminação de zumbis quando a má prática humana de poluí-lo gera as condições para tanto. Mas, antes de se atrelar a uma mensagem, Aragão trabalha o inevitável tom bem-humorado desse subgênero e faz refletir sobre as possibilidades da imaginação ante o bolso apertado.

    A julgar pela exibição fincada nas areias de São Miguel do Gostoso, na primeira edição da mostra de cinema terminada na terça 26, a proposta cumpre-se também pela vertente da surpresa. Dois pescadores em alto-mar recolhem uma estranha criatura que os ataca e contamina um deles. De volta à comunidade, a proliferação torna-se inevitável, afetando de uma família dependente do peixe ao novo prostíbulo local. Às referências conhecidas somam-se ainda a magia negra e a violência destemperada, mais associada ao cinema americano de Quentin Tarantino, por exemplo.

    A elaboração está sempre presente, porém, e dá conta de uma ambição maior do realizador, como aquela de construir tipos consagrados, como o pescador burro, mas valente, o jovem rejeitado pelo vilarejo por suas características diferentes, o bebum do botequim, a criança que representa o olhar futuro, e assim por diante. Dessa forma, de uma variante possível, o cinema de Aragão mostra-se também preceito criativo.
  • Por: Orlando Margarido

    Fonte: www.cartacapital.com.br/revista
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Acidente de trabalho - Dicas & Direitos



Informações úteis para o seu dia a dia
  • O que é?

    Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
  • Também é considerado acidente de trabalho:

    - A doença profissional produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante na respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social;

    - A doença do trabalho, assim entendida é a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante na relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social.
  • Não são considerados como doença de trabalho:

    - A doença degenerativa;
    - A doença inerente a grupo etário;
    - A doença que não produza incapacidade laborativa;
    - A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante da exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.

    Contudo, em caso excepcional, constatando-se que a doença profissional não foi produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante na respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social ou que não foi adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante na relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, mas que resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social deverá considerá-lo acidente de trabalho.
  • Equiparam-se também ao acidente de trabalho:

    - Acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.
    - O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário de trabalho em consequência de:
    - Ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;
    - Ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
    - Ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
    - Ato de pessoa privada do uso da razão;
    - Desabamento, inundação, incêndio, e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
    - A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;
    - O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho, nas seguintes hipóteses:
    - Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
    - Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
    - Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da Mao de obra, independente do meio de locomoção utilizado, inclusive, veículo de propriedade do segurado;
    - No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.

    Para a configuração do acidente de trabalho, os períodos de destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.

    Cabe a perícia médica do INSS reconhecer a incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo, tornando devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha direito.

    Para que as prestações acidentárias sejam devidas, deverá existir nexo entre o trabalho e ao agravo quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, elencado na Classificação Internacional de Doenças (CID).

    Além disso, tanto o segurado como a empresa sempre tem a possibilidade de discutir a questão no âmbito da justiça do trabalho.

    Ficando o empregado sem condições de exercer suas atividades, nos primeiros 15 dias de afastamento, cabe à empresa pagar a remuneração que, se persistir a incapacidade, a partir do 16º dia do afastamento da atividade, o empregado passa a gozar de auxílio doença acidentário.

    Finalmente, cabe esclarecer, que todo o período de afastamento por motivo de acidente do trabalho é considerado na contagem do tempo de serviço, sendo devidos os respectivos depósitos do FGTS; e, não é considerada falta ao serviço, para efeito do direito de aquisição das férias, a ausência de empregado por motivo de acidente de trabalho.
  • Por:

    Fonte: http://www.conhecaseusdireitos.com.br

Com três anos de atraso, Brasil lançará satélite em parceria com a China



Lançamento é sopro de esperança para o tímido e combalido programa espacial brasileiro

  • Blog Dag Vulpi

    Dia 9 de dezembro, 11h26 no horário de Pequim, 1h26 em Brasília. Enquanto a maioria dos brasileiros estiver dormindo, um seleto grupo de engenheiros, cientistas, empresários e autoridades estará atento a uma contagem regressiva no Centro de Lançamento de Taiyuan, na China, sonhando acordado com o futuro do programa espacial brasileiro.

    Se tudo correr bem, e a meteorologia colaborar, um foguete de 45 metros modelo Chang Zheng 4B deverá subir aos céus no horário indicado, levando a bordo o novo Satélite Sino-brasileiro de Recursos Terrestres, conhecido como CBERS-3 e metade construído no Brasil, metade na China ao custo de US$ 125 milhões para cada país.

    As expectativas são as maiores possíveis. Um fracasso na missão poderá significar um golpe quase que fatal para o já fragilizado programa espacial brasileiro, que luta para se manter vivo e relevante em meio a uma série de limitações financeiras, tecnológicas e estruturais.

    O programa CBERS (pronuncia-se "sibers") é uma das poucas coisas que já deram certo para o Brasil na área espacial. Apesar do número 3 no sobrenome, este será o quarto satélite da série, depois dos CBERS-1, 2 e 2B - o último dos quais parou de funcionar em maio de 2010, o que significa que o País está há 3,5 anos cego no espaço, dependendo exclusivamente das imagens de satélites estrangeiros para observar seu próprio território.

    O plano original acertado com a China era lançar o CBERS-3 até 2010, no máximo, mas uma série de problemas levou a sucessivos adiamentos. O último deles, de ordem tecnológica, envolveu a detecção de falhas nos conversores elétricos usados na metade brasileira do projeto, quando o satélite já estava quase pronto para ser lançado, no final de 2012.

    As peças defeituosas foram retiradas e agora, após mais um ano de testes e revisões, o CBERS-3 parece estar finalmente pronto para entrar em órbita. Posicionado a 778 quilômetros de altitude, ele terá quatro câmeras para observar a superfície do planeta: duas construídas pelo Brasil e duas pela China, com diferentes resoluções e características espectrais.

    "São câmeras extremamente sofisticadas, que representam um salto tecnológico significativo em relação aos satélites anteriores", disse ao Estado o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi. "É o projeto espacial mais sofisticado que já produzimos."

    Uma das câmeras brasileiras, chamada MuxCam, vai observar uma faixa de terra de 120 quilômetros de largura, permitindo escanear toda a superfície do planeta a cada 26 dias, com 20 metros de resolução. A outra, chamada WFI, terá uma resolução menor (de 64 m), mas enxergará uma faixa muito maior (de 866 km), o que permitirá observar qualquer ponto da Terra repetidamente a cada cinco dias.

    "É como se tivéssemos um supermercado de imagens", diz o coordenador do Segmento de Aplicações do Programa CBERS no Inpe, José Carlos Epiphanio. "Poderemos optar por uma câmera ou outra, dependendo do tipo de fenômeno que queremos observar, em maior ou menor grau de detalhe."

    Apesar de trabalhar com satélites, Epiphanio é engenheiro agrônomo por formação, o que serve como um bom exemplo da variedade de empregos que se pode dar ao CBERS. A aplicação mais famosa é a de monitoramento de florestas, principalmente na Amazônia, mas há muitas outras, incluindo o monitoramento de atividades agrícolas e ocupações urbanas, processos de erosão, uso de recursos hídricos, desastres naturais e até vazamentos de petróleo.

    As imagens produzidas pelo CBERS-2B, por exemplo, foram baixadas por mais de 50 mil usuários, de mais de 5 mil instituições, em mais de 50 países. "Não tem uma universidade, um órgão de governo no Brasil que não seja usuário do CBERS", destaca Epiphanio. Todas as imagens geradas pelo programa são distribuídas gratuitamente na internet pelo Inpe desde 2004.

    Ainda que as imagens de satélites estrangeiros também estejam disponíveis gratuitamente, Epiphanio diz que o País não pode abrir mão de ter seu próprio equipamento no espaço. "Vale a pena investir em satélites? Sem dúvida nenhuma. O Brasil não pode ficar sem isso."
  • Por: Agência Estado

    Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia

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