domingo, 24 de março de 2013

Qual é o Boneco Bom, o Branco ou o Negro?


Segue um vídeo curto sobre um estudo clássico de preconceito em crianças onde são feitas perguntas a elas acerca de dois bonecos – um negro e um branco. Os resultados desse tipo de estudo sistematicamente apontam para um padrão – os bonecos negros são maus, feios e menos preferíveis, enquanto os bonecos brancos são bons, bonitos e mais preferíveis.

Esses resultados são encontrados para crianças brancas e, infelizmente, para crianças negras também. Os resultados indicam um determinado padrão de internalização de um esteriótipo negativo em relação aos negros desde cedo, quando comparado ao esteriótipo de brancos. Que tipo de consequências será que esse pareamento tem para essas crianças no futuro? Veja o vídeo abaixo.

Assista ao vídeo abaixo, clicando em “CC” e selecionando “Spanish” para entender melhor as respostas das crianças.


O experimento foi gravado como parte de uma campanha contra o racismo do governo mexicano, e é baseado no experimento das bonecas do casal de psicólogos Kenneth e Mamie Clark. O estudo foi importante para apoiar o fim da segregação racial nos EUA. Em 2008 a rede MSNBC reproduziu o experimento, que você confere em uma versão legendada na continuação.

 
As crianças refletem aquilo que aprenderam na sociedade. Não só internalizaram o racismo, como sabem que não podem dizer simplesmente que a boneca negra é ruim por causa da cor de sua pele: elas também já aprenderam que o racismo deve ser disfarçado. Em certo ponto uma criança diz que o boneco branco se parece mais com ele, “por causa das orelhas“.

Os experimentos originais dos Clark com crianças e bonecas foram realizados como parte de suas teses de mestrado publicadas em 1940. Mais de 70 anos depois, pouco mudou: no experimento reproduzido em 2006 por Kiri Davis para o documentário A Girl Like Me, a rejeição de crianças a bonecas negras foi praticamente a mesma encontrada pelos Clark.

No experimento mexicano, somos alertados ao final que não se encontrou um boneco negro à venda, e aquele usado no experimento foi um boneco branco pintado na pele e na cor dos olhos com cores escuras.

Atualização: O Evel avisa que o experimento também foi reproduzido no Brasil:

Teste realizado no Brasil



  

Corruptos e analfabetos políticos


Por Antônio Ozaí da Silva*
 
Shakespeare, célebre conhecedor da natureza humana, faz com que Ângelo, em Medida por medida, pronuncie as seguintes palavras:

“Uma coisa é ser tentado e outra coisa é cair na tentação. Não posso negar que não se encontre num júri, examinando a vida de um prisioneiro, um ou dois ladrões, entre os jurados, mais culpados do que o próprio homem que estão julgando. A Justiça só se apodera daquilo que descobre. Que importa às leis que ladrões condenem ladrões?” (SHAKESPEARE, 1994:129)

O espetáculo da corrupção enoja e torna a própria atividade política ainda mais desacreditada. Os que detestam a política – como diria Brecht, os analfabetos políticos – regozijam-se. Os podres poderes fortalecem os argumentos pela indiferença e o não envolvimento na política. É o moralismo abstrato e ingênuo que oculta a ignorância e dissimula a leviandade egoísta dos que não conseguem pensar para além do próprio bolso.

O analfabeto político não sabe que sua indiferença contribui para a manutenção e reprodução desta corja de ladrões que, desde sempre, espreitam os cofres públicos, prontos para dar o golpe à primeira oportunidade que surja. Os analfabetos políticos não vêem que lavar as mãos alimenta a corrupção.

Quem cultiva a indiferença, o egoísmo ético do interesse particularista, é conivente com o assalto ou é seu beneficiário. O que caracteriza a república é o trato da coisa pública, responsabilidade de todos nós. Como escreveu Rousseau (1978: 107): “Quando alguém disser dos negócios do Estado: Que me importa? – pode-se estar certo de que o Estado está perdido”.

Eis o duplo equívoco do analfabeto político: nivelar todos os políticos e debitar a podridão apenas a estes. Os políticos, pela própria atividade que desempenham, estão mais expostos. No entanto, não há corrupção, sem corruptores e corrompidos. Pois, se a ocasião faz o ladrão, a necessidade também o faz.

Não sejamos hipócritas. Exigimos ética dos políticos como se esta fosse uma espécie de panacéia restrita ao mundo – ou submundo – da política. Mas, e a sociedade? Se o ladrão rouba um objeto e encontra quem o compre, este é tão culpado quanto aquele.

Ah! Não fazemos isto! E os pequenos atos inseridos na cultura do jeitinho brasileiro não são formas não assumidas de corrupção? Quem de nós ainda não subornou o policial rodoviário? Ou não vivemos numa sociedade onde honestidade é sinônimo de burrice, de ser trouxa, etc.? E como correr o risco de ser bobo quando a sociedade competitiva premia os mais espertos, os mais egoístas, os mais ambiciosos?

A bem da verdade, o ladrão aproveita a ocasião. Quem de nós nunca foi tentado? Quem de nós não cometeu algum deslize quando se apresentou a ocasião? Quem foi tentado e não caiu em tentação? Quem conseguiu manter a coerência entre pensamento e ação, discurso e prática? Os homens são julgados por suas obras e apenas através delas é que podemos comprovar a sua capacidade de resistir à tentação. Afinal, como afirma Shakespeare (1994: 201), através de Isabel, sua personagem: "A lei não alcança os pensamentos e as intenções são meros pensamentos". 

O analfabeto político demoniza a tentação da política. Seu prêmio é a ignorância. E, muitas vezes, enojados e cansados diante do espetáculo propiciado pelos governos que se sucedem, somos tentados a imitá-lo e sucumbir à rotina do cotidiano que consome nossos corpos e pensamentos e nos oferece a substância anestésica capaz de dar a ilusão da felicidade.

Bem que tentamos ficar na superfície das aparências e nos contentarmos em, como os demais animais, simplesmente consumir e reproduzir. Mas só as bestas de todo tipo não refletem sobre a sua situação no mundo. Por mais alienado que seja, o ser humano tem condições de pensar criticamente, de compreender e de projetar seu próprio futuro. Esta pequena diferença em relação aos demais animais é que o torna o único animal capaz de produzir cultura e de fazer sua própria historia.

Não basta apenas criticar os que caem em tentação, é mister superar o comodismo do analfabetismo político. Pedagogicamente, educamos pelo exemplo. Não podemos exigir ética na política ou formar uma geração cidadã, consciente dos seus direitos e deveres e capaz de assumir a defesa da justiça social, se nossos exemplos afirmam o oposto. Afinal, mesmo os ladrões têm a sua ética. O personagem shakespeariano tem razão.


*Antônio Ozaí da Silva - Docente na Universidade Estadual de Maringá (UEM), autor de História das Tendências no Brasil (Origens, cisões e propostas), Proposta Editora, 1987; e, de Partido de massa e partido de quadros: a social-democracia e o PT, São Paulo, CPV, 1996; membro do Núcleo de Estudos de Ideologia e Lutas Sociais (NEILS)

Hérnia de Hiato e esofagite de refluxo



1.    O que é hérnia de hiato?
A hérnia de hiato é o deslizamento do estômago em direção ao esôfago, sendo que esta alteração anatômica ocorre devido à diferença entre a alta pressão dentro do abdome em relação à baixa pressão dentro do tórax. A hérnia pode ocorrer em qualquer idade, acredita-se que a incidência de hérnia de hiato seja de 5 casos para cada 1000 habitantes. Muitas vezes as hérnias de hiato levam á esofagite de refluxo. A presença da hérnia de hiato confirma a fraqueza da musculatura do diafragma, que é responsável pela manutenção do mecanismo anti-refluxo.

2.    Quais são os sintomas da hérnia de hiato e da esofagite de refluxo?
O sintoma mais frequente é queimação ou dor no peito.

Além disso pode haver sensação de líquido que volta para a garganta. Algumas vezes pode haver dor ou dificuldade para engolir.

Pode haver sensação de "bolo na garganta" ou engasgos. Mais raramente pode haver gosto ácido ou amargo na boca.

Algumas pessoas tem sintomas respiratórios causados pelo refluxo como tosse seca,

"Kamasutra" não é manual sobre posições sexuais


Segundo Josélia Aguiar da Folha de S. Paulo, o "Kamasutra" que chega às livrarias pelo selo Tordesilhas é talvez o mais distinto de todos os que o leitor brasileiro já viu, mas é ao mesmo tempo aquele que pretende ser o mais próximo da obra milenar indiana.

A primeira diferença é que esta é a primeira versão integral traduzida diretamente do sânscrito. O que se buscou foi eliminar intervenções indevidas e distorções que o texto adquiriu em duzentos anos de traduções no Ocidente, desde a primeira versão para o inglês, feita por Richard Burton no século 19.

Capa dura, sobrecapa, papel e fontes usadas conferem aparência nobre ao livro, que é tantas vezes encontrado nas livrarias em formatos mais simples e até toscos.

O mais importante, dizem seu editor, Joaci Furtado, e os tradutores, Juliana Di Fiori e Daniel Miranda, é ressaltar para o leitor que se trata de um livro sobre desejos e prazeres, relacionados ao sexo, mas não só a ele. Apenas um dos capítulos, por exemplo, é dedicado a posições sexuais, ao contrário do que se costuma pensar da obra milenar.

Para além do desgaste da marca --que se encontra em manuais superilustrados e até em vídeos pornôs--, era preciso recuperar sua proposta original, a de servir como tratado de bem viver. "O `Kamasutra` se tornou objeto de incansáveis e descabidos apelos do marketing pornô", explica a ensaísta e tradutora Eliane Robert de Moraes, professora da USP e autora do posfácio. "Obviamente, os

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi