domingo, 9 de setembro de 2012

Justiça de Florianópolis proíbe santinho de "candidato da maconha" por parecer papel de seda


A campanha para vereador de Florianópolis do candidato Lucas de Oliveira (PSDB) estava morna, com visibilidade moderada. Ele fazia pequenas passeatas distribuindo propaganda com sua foto, sua legenda e seu número 45.999 num papel tão fino quanto o de seda utilizado por consumidores de maconha para enrolar o cigarro. Em destaque no santinho estava o apelido: Presidente THC.

Na terça-feira (6), uma ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral pedindo a proibição da propaganda deu um empurrão extra na campanha de Oliveira. Na quinta-feira (6), o juiz Luiz Felipe Schuch, da 13ª Zona Eleitoral de Florianópolis, aceitou o pedido da promotoria e concedeu liminar (decisão provisória) contra o Oliveira, também conhecido nas ruas como "candidato da maconha". Aí a campanha decolou de vez e se tornou uma das mais comentadas da capital catarinense.

A ação começou com a apreensão pela Polícia Militar da propaganda numa escola. A origem da repressão e a posterior proibição só fizeram redobrar o esforço dos cabos eleitorais do candidato, na maioria adolescentes de escolas públicas.

O promotor eleitoral Sidney Dalabrida viu ilegalidades na propaganda e no uso de adolescentes. No requerimento à Justiça pedindo, afirmou que "o MP deve proteger o eleitor de qualquer artifício capaz de induzi-lo à prática de atos ilícitos, principalmente em face de pessoas ainda sem maturidade intelectual suficiente para compreender os diversos efeitos sobre o organismo que decorrem naturalmente do uso de substâncias entorpecentes".
Na prática, ele pediu o fim da campanha porque ela representaria apologia ao consumo de drogas. Oliveira aproveitou o episódio para desafiar o promotor: sua equipe levou às ruas dois bonecos amordaçados e com mãos algemadas. O candidato se diz vítima de uma perseguição baseada apenas em "argumentos morais".
E o uso de adolescentes na campanha? "Se os jovens podem tirar carteira do trabalho e título de eleitor, por que não poderiam fazer campanha ?”, questiona Oliveira. Ele mesmo responde: "É absolutamente constitucional."

Na quinta-feira, após o juiz conceder liminar proibindo a propaganda, um oficial de Justiça foi ao apartamento do candidato recolher o material. Oliveira e os advogados do PSDB entregaram a defesa no cartório da 13 ª Zona Eleitoral na tarde de ontem (8).
"Passei a noite trabalhando na minha defesa, com os advogados do partido", disse Oliveira. "Minha resposta será simples: na campanha estou exercendo a liberdade de expressão, sou a favor da mudança da lei, pela legalização das drogas. Posso dizer isto onde quiser".

FHC o convidou para entrar no PSDB
Oliveira tem 31 e está com a matrícula trancada no curso de Administração da UFSC (Universidade Federal da Santa Catarina). Ele só tem uma plataforma relevante: é a favor da legalização e do consumo livre da maconha.
Ele se apresenta sempre de terno e com uma faixa presidencial, incorporando o personagem "Presidente THC". Esta assinatura é uma referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que o convidou para se filiar recentemente ao PSDB, jogando com as iniciais dele para formar o princípio ativo da maconha, o THC (tetraidrocanabinol).

O candidato realiza passeatas com grupos de estudantes gritando num megafone apenas a palavra "maconha". Para as dezenas de jovens que se aproximam sua equipe distribui a propaganda no papel fininho. "Eu não distribuo [papel] de seda, como dizem. Imprimi 30 mil panfletos num papel de gramatura fina. Botei ali meu CNPJ como candidato e o da gráfica, é uma propaganda perfeitamente legal", defende-se Oliveira, com um sorriso.

O candidato diz que não consome maconha, mas tem uma extensa folha de serviços à causa. É o organizador da Marcha da Maconha em Florianópolis e preside o já folclórico InCa, Instituto Cannabis, fundado por ele, para defender a legalização da droga.
Oliveira diz que estuda o tema e defende o uso medicinal da maconha - ele está em remissão de um câncer. Operado aos 23 anos, sofreu metástase no estômago e coluna cervical, passando por pesadas sessões de radioterapia.
Oliveira já tinha sido candidato a vereador nas últimas eleições pelo PDT. Conseguiu apenas 150 votos. A ida para o PSDB aconteceu no congresso da juventude do partido, realizado em Goiânia no ano passado. Lá, foi convidado por Fernando Henrique Cardoso a defender sua plataforma de drogas dentro do PSDB. O convite feito e aceito.

Hoje, aos que o criticam, responde com um "então prendam FHC", referindo-se ao posicionamento do ex-presidente favorável à descriminalização de drogas leves. "A descriminalização virá cedo ou tarde, a juventude é rebelde e vai quebrar este tabu", afirma Oliveira.


Cobra piton Gigante




Uma cobra piton de cinco metros de comprimento se escondeu no motor do carro de turistas na África do Sul.

Entusiasmo dos democratas durante convenção desafia realidades políticas dos EUA




The New York Times
Charles M. Blow

O início vibrante da convenção democrata aqui em Charlotte, Carolina do Norte, faz a convenção republicana da semana passada em Tampa, Flórida, parecer, bem, uma festa do chá [trocadilho com “tea party”, o nome em inglês do movimento ultra conservador do Partido Republicano].

Se os espectadores imaginavam que os democratas colocariam o rabo entre as pernas e fugiriam do retrospecto do presidente, eles se enganaram. Os oradores defenderam vigorosamente o presidente Barack Obama –expondo por horas suas realizações– e usaram esse retrospecto para traçar uma distinção clara dos planos de Mitt Romney, a quem atacaram com ferocidade irrestrita.
Os democratas vieram à festa prontos para a luta.

Se alguém tivesse que resumir tudo em uma palavra, ela provavelmente seria desafio: desafiando as pesquisas, desafiando os comentaristas e desafiando algumas realidades políticas difíceis.
Os discursos enérgicos e consistentes –todos uma variação do tema de uma América já presente e ainda crescendo que os republicanos fazem questão de ignorar– vão contra as pesquisas, os falcões da “falta de entusiasmo” dos canais de notícias da TV por assinatura e uma economia ainda em dificuldades.
Como Deval Patrick, o governador de Massachusetts, disse para a platéia na terça-feira (4), na noite de abertura da convenção:

“Minha mensagem é esta – é hora dos democratas se erguerem e defenderem aquilo que acreditam. Parem de esperar – parem de esperar, parem de esperar pelos comentaristas, pelas pesquisas ou pelos super-PACs (comitês de ação política) nos dizerem quem será o próximo presidente, senador ou deputado. Nós somos americanos. Nós moldamos nosso próprio futuro.”

Para amenizar a primeira noite foi preciso Michelle Obama, que, em tom doce, mas com efeito devastador, fez um discurso escrito com requinte, vinculando seu amor pessoal por seu marido ao caso de amor dos democratas com o casal. E o discurso dela fez algo que o de Ann Romney fracassou: ele deu aos ouvintes uma ideia de como o marido dela trata os problemas e os resolve.

Uma crítica a Obama, mesmo entre muitos que o apoiam, é que ele às vezes parece distante. A primeira-dama pintou um retrato de um homem que tem empatia e é engajado. O público se rendeu.

A quarta-feira foi mais desigual e menos roteirizada, mas o magistral Bill Clinton encerrou a noite como apenas ele poderia: fazendo um discurso repleto de estatísticas com a paixão de um pregador sulista e mantendo a plateia extasiada o tempo todo.

“Eu quero indicar um homem de aparência calma, mas cheio de ardor pela América em seu interior”, disse o ex-presidente perto do início de seu discurso, e ao final argumentando que:
“Quando votarmos nesta eleição, nós estaremos decidindo em que tipo de país queremos viver. Se você deseja uma sociedade em que o vencedor leva tudo, de cada um por si, então vote na chapa republicana. Mas se quiser um país de oportunidades compartilhadas e de responsabilidades compartilhadas, uma sociedade em que todos nós estamos nisto juntos, então você deve votar em Barack Obama e Joe Biden.”

Quaisquer que sejam as falhas de Clinton, ele tem o dom da oratória. Nenhum orador na Convenção Nacional Republicana chega perto.

Não está claro se o desempenho dos democratas converterá as pessoas – a pesquisa Gallup de terça-feira apontou que não houve alteração nas pesquisas a favor de Romney depois de sua convenção – mas os discursos deles mexeram com seus seguidores. Em uma eleição tão dividida, onde a vitória ou a derrota podem depender da mobilização e do comparecimento, isso não é pouca coisa.

(Charles M. Blow é um colunista de opinião do “The New York Times”.)

Eleição esquisita



Antonio Tozzi – Miami

Passadas as convenções partidárias americanas, a campanha eleitoral dos Estados Unidos começa para valer. Os dois principais candidatos – Barack Obama, do Partido Democrata, e Mitt Romney, do partido Republicano – estão tecnicamente empatados e ninguém pode prever quem será o vencedor em novembro. Vale lembrar ainda que eles não são os únicos postulantes à presidência da República. Vários outros candidatos, representando diversos partidos, também terão seus nomes inscritos nas cédulas eleitorais.

Percebe-se, portanto, que o país está dividido entre conservadores e liberais. De um lado, uma proposta de defender valores cristãos a qualquer preço, condenando aborto e casamentos homossexuais, além de não admitir controle de armas e repelir a vinda de mais imigrantes para os EUA, particularmente daqueles que aqui entraram de maneira ilegal. Os republicanos propõem também um estado mais enxuto, cortando ajudas aos estudantes com menos condições financeiras, obrigatoriedade de pagamento de saúde do próprio bolso e redução de auxílio social aos mais idosos, além de serem contrários a qualquer aumento de impostos para os americanos mais ricos. E pouco se importam se os empregos gerados pelos capitalistas sejam nos EUA ou em qualquer lugar do planeta.

Os democratas, por sua vez, têm uma plataforma diametralmente oposta. Lutam pela geração e manutenção dos empregos no país, defendem a criação de programas sociais que amparem os idosos, os incapacitados e os pobres de maneira geral, querem que todos tenham acesso à assistência médica independentemente da classe social, incentivam a distribuição de fundos educacionais para os estudantes mais carentes e querem corrigir a questão da imigração, dando uma oportunidade para os indocumentados serem inseridos na sociedade americana através de uma via de legalização que exigiria o cumprimento de alguns requisitos.

O irônico é que, apesar da diferença conceitual, a eleição está indefinida. Seria lógico que os democratas estivessem liderando com folgas, uma vez que há muito mais pobres do que ricos. Entretanto, a alta taxa de desemprego nos EUA (acima dos 8%) e a crise econômica estão sendo os grandes adversários de Obama e dos democratas. Eles estão sendo acusados de nada terem feito para minorar o sofrimento do povo americano mesmo detendo o poder.

Logicamente isto é uma falácia, como o próprio ex-presidente Bill Clinton demonstrou na convenção democrata. Ora, quando Obama assumiu o poder, cerca de 800 mil postos de trabalho estavam sendo perdidos mensalmente. Quatro anos depois, estão sendo criados cerca de 160 mil empregos. Ainda é pouco para atender à demanda social, mas certamente a bússola virou. E vários outros pontos foram respondidos por Clinton para mostrar que, caso o plano republicano for implantado, o país entra em crise. O próprio economista Thomas Friedman alertou para o risco se for implantada a proposta econômica de Paul Ryan, candidato a vice na chapa de Romney.

Mas por que então tanta indefinição? A meu ver, isto se deve à fórmula eleitoral adotada nos EUA. Estamos vendo um caminhão de dinheiro sendo gasto pelos dois principais partidas nas campanhas eleitorais para convencer os eleitores a votar em seus candidatos.

Entretanto, vale notar que isto vem sendo concentrado em oito estados, os chamados swing states – os estados que podem pender para qualquer um dos lados. Fico imaginando a frustração de um eleitor de Obama no Texas. De nada adianta ele votar no presidente, porque os delegados vão inclinar-se pelos republicanos, uma vez que o estado possui mais eleitores republicanos. O mesmo fenômeno ocorre na Califórnia ao inverso. Todos sabem que o estado vai eleger Obama.

Daí, a batalha presidencial fica concentrada nestes poucos estados, enquanto nos outros a briga fica restrita aos outros cargos. E os analistas acreditam que mesmo nos swing states o número de indecisos é baixo, algo em torno de três milhões de eleitores. Todo o dinheiro gasto nas campanhas visa convencê-los e são eles que decidirão o futuro da nação.

Não seria muito mais lógico se a eleição fosse por voto unitário como ocorre no Brasil, por exemplo? Aí, a voz do eleitor seria realmente ouvida e se evitaria uma provável distorção, como a ocorrida em 2000, quando Al Gore venceu no voto popular, mas perdeu para George W. Bush após uma controvertida apuração de votos realizada no condado de Palm Beach, na Flórida.

Acredito que esta modificação serviria para energizar ainda mais o eleitorado que iria às urnas com mais vontade, sabendo que seu voto realmente conta. Mas, enquanto as regras não mudarem, teremos de ficar acompanhando as projeções dos especialistas para saber quem está liderando a eleição.

Austrália quer legalizar maconha e ecstasy para combater aumento das drogas




O último estudo sobre drogas ilegais feito na Austrália e divulgado neste domingo propõe ao Governo do país legalizar a maconha e o ecstasy para controlar o aumento de entorpecentes no país.

O professor Bob Douglas, co-autor do relatório de 54 páginas, disse que ficou claro que a proibição das drogas não funciona e que é preciso adotar outros enfoques, como a legalização e o controle governamental do consumo, segundo a rádio "ABC".
O especialista acrescentou que "o relatório deixa patente que a Polícia australiana, apesar de desempenhar um bom trabalho, não conseguiu ter um impacto sério no tráfico e consumo de drogas".

As estatísticas da Polícia em operações contra narcotraficantes no país durante o exercício fiscal julho 2011-junho 2012 revela que a apreensão de drogas aumentou 164% e de produtos químicos para elaborar narcóticos subiu 263%.
Os dados evidenciam um aumento do tráfico de entorpecentes na Austrália e que a cocaína e as anfetaminas superaram em preferência a heroína e a maconha.

Uma das propostas do documento é que o Governo controle a venda de maconha e ecstasy, que se ofereça apenas aos cidadãos maiores de 16 anos e acompanhada de programas de assessoria e tratamento.
O professor Douglas assinalou que projetos similares foram adotados na Europa com bons resultados, e opinou que a Austrália necessita ter um debate sério sobre este assunto.
"As pessoas que adotaram posições duras contra as drogas obtiveram juros políticos, mas já há muitos políticos na Austrália que reconhecem que esta postura deve mudar", disse Douglas.

Cerca de 200 mil pessoas, de uma população de 22,3 milhões, fumam maconha na Austrália.
Austrália e Nova Zelândia são as nações com a maior taxa de consumo de maconha e anfetamina no mundo, segundo um estudo publicado na revista médica "The Lancet".

Russomanno usa estrutura da Universal na campanha


O principal templo da Igreja Universal do Reino de Deus em São Paulo vem sendo usado pela campanha do candidato do PRB à prefeitura, Celso Russomanno, como um tipo de comitê informal.


O estacionamento do templo da av. João Dias, em Santo Amaro (zona sul), é ponto de encontro de equipes que saem diariamente para fazer campanha nas ruas. À tarde, retornam ao local para devolver materiais de campanha como bandeiras e adesivos.

O partido de Russomanno é comandado por pastores e bispos da Universal, e alguns deles ocupam os principais cargos da coordenação de sua campanha. O candidato, no entanto, tenta desvincular sua candidatura da igreja.
Já afirmou, por exemplo, que não pediu nem iria pedir dinheiro de nenhuma igreja e que a Universal não deu nem R$ 1 à campanha.

Os cabos eleitorais entram pela lateral do prédio, que dá acesso ao estacionamento onde há uma mesa caracterizada como sendo da Força Jovem Brasil, grupo da juventude da Universal, freqüentado por fiéis que vão aos cultos.

Eles formam filas para deixar ali as bandeiras, são colocadas em peruas "adesivadas" com propaganda de Russomanno e do pastor Jean Madeira, líder da Força Jovem, que concorre à Câmara pelo PRB.

Os veículos ficam estacionados dentro do templo.
No interior do prédio, são feitas as contratações para trabalhar na campanha de Russomanno. São oferecidos R$ 150 por semana para uma jornada diária de sete horas. O pagamento é feito no local.Os cabos eleitorais  se identificam como funcionários da campanha de Russomanno.

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Russomanno gastou na campanha até agora: R$ 1,3 milhão, contra R$ 16,5 milhões de Fernando Haddad (PT) e R$ 8,4 milhões de José Serra (PSDB).

Ele informou à Justiça ter desembolsado R$ 27,5 mil com "cessão de bens imóveis" --espaços usados pela campanha e cedidos por alguém (como um aluguel). Um dos imóveis é do próprio candidato. Não há menção ao uso do templo da Universal.

Russomanno conta também com o trabalho voluntário de integrantes da igreja. Em sua prestação de contas, estão declaradas 101 doações estimadas em R$ 300 cada uma, forma pela qual é contabilizada a ação dos fiéis.

OUTRO LADO
O candidato Celso Russomanno (PRB) disse não ter conhecimento do uso da estrutura do templo por sua campanha. O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, coordenador da campanha de Russomanno e bispo licenciado da Universal, afirmou iria apurar a informação e que, se a confirmasse, pediria para que a ação fosse interrompida.
Pereira disse na ocasião acreditar que os cabos eleitorais estivessem trabalhando para o candidato a vereador Jean Madeira (PRB), e não para Russomanno.

Os cabos eleitorais afirmaram que eram contratados pelo candidato a prefeito. O presidente do partido disse que eles provavelmente haviam se confundido.
"As pessoas têm poucas informações, às vezes confundem, acham que a campanha do Jean é a mesma que a do Russomanno."

Marcos Pereira teria falado com Madeira, que negou a existência de base no estacionamento do templo.

Na prestação de contas do candidato a vereador também não constam gastos de utilização do espaço.

Desvio de verbas da educação e saúde pode se tornar crime hediondo

O projeto de lei (PLS 676/2011) do senador Lobão Filho (PMDB-MA) considera crime hediondo, portanto sem direito a anistia, graça, indulto ou fiança, crimes de corrupção nas licitações que acarretem desvios de verbas destinadas às áreas da saúde e da educação.
Projeto “Saúde e Educação juntos contra a Dengue” -  Peti do bairro Isaías Pereira - Janaúba

No momento em que o país acompanha o julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de graves denúncias de corrupção feitas há seis anos dentro do episódio que ficou conhecido como mensalão, os senadores se preparam para votar um projeto destinado a punir com rigor desvios de recursos públicos. Trata-se do projeto de lei (PLS 676/2011) do senador Lobão Filho (PMDB-MA) que considera crime hediondo o que envolve desvio de verbas destinadas a programas de educação e saúde.

O projeto deverá constar da pauta da próxima reunião da CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte), prevista para a terça-feira (11). Em seguida, será enviado à CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), onde receberá decisão terminativa.

A proposta altera a Lei 8072/90, que define os crimes considerados hediondos. Caso venha a converter-se em lei, passarão a ser considerados hediondos crimes de corrupção já previstos na Lei 8666/93 (Lei das Licitações), “quando a prática estiver relacionada a licitações, contratos, programas e ações nas áreas da saúde pública ou educação pública”. Os crimes hediondos são insuscetíveis de anistia, graça, indulto ou fiança.

Em sua exposição de motivos, Lobão observa que, recentemente, o Departamento de Patrimônio e Probidade da AGU (Advocacia Geral da União) divulgou que cerca de 70% dos recursos públicos desviados no país são das áreas de educação e saúde. A CGU (Controladoria Geral da União), segundo o senador, informou ainda que, entre 2007 e 2010, foram desviados, por prefeitos ou ex-prefeitos, R$ 662,2 milhões nesses dois setores. Essas verbas, como comentou o senador, seriam destinadas para a reforma de escolas e hospitais, compra de merenda escolar e remédios, e procedimentos do SUS.

O projeto conta com voto favorável do relator, senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Em seu relatório, ele diz que, além dos mecanismos de controle já existentes e da fiscalização para combater os desvios de recursos públicos, “cabe tornar a legislação ainda mais rígida, na tentativa de coibir essas práticas nefastas”.

Assange recebe passaporte Aborígene, dos povos originários da Austrália


O jornalista Julian Assange receberá, no próximo sábado, em cerimônia na qual será representado por seu pai, John Shipton, um passaporte das Nações Aborígenes da Austrália, em mais um ponto de apoio na luta do editor do site WikiLeaks contra a intenção velada dos EUA de levá-lo a julgamento por revelar segredos de Estado daquele país, entre outras informações embaraçosas para os norte-americanos. Assange divulgou, entre outros documentos, vídeos nos quais militares dos Estados Unidos assassinaram grupos de afegãos e iraquianos durante os conflitos em curso naqueles países.
“É com um sentimento de orgulho e de justiça social que esta Associação de Justiça Social Indígena (ISJA, na sigla em inglês) tem trabalhado com a Assange Suport Sydney e a Coalizão WikiLeaks para ter o privilégio de emitir em nome de Julian Assange um passaporte das Nações Aborígenes que seu pai , John Shipton, aceitará em seu nome na cerimônia a ser realizada neste sábado, 15 de setembro de 2012″.

Segundo nota da ISJA, a cerimônia será realizada “a pedido de migrantes, refugiados e não-aborígines australianos que desejam reconhecer, plenamente, os povos indígenas que ainda existem até hoje. Eles querem mostrar o seu pleno respeito à verdadeira história desta terra e que nós, os aborígenes, ainda temos total soberania sobre nossas terras”.

A decisão da ISJA de emitir um passaporte para Julian Assange, na qualidade de cidadão aborígene, acontece no momento em ele permanece confinado na embaixada equatoriana em Londres. Apesar da determinação internacional de que se respeite o status de Assange como refugiado político, o governo britânico deixou claro sua intenção de prendê-lo, se ele tentar deixar a Embaixada.
“O governo australiano deveria negociar com o Reino Unido para garantir a passagem segura de Assange para o Equador. No entanto, os nossos políticos têm consistentemente colocado a sua aliança com os Estados Unidos antes de direitos humanos de Assange, mesmo quando sua vida foi ameaçada. A emissão de um passaporte aborígene para Julian Assange traz mais vergonha ao governo australiano. Ele reconhece que o passaporte australiano Assange foi completamente inútil para ele”, afirma a ISJA.

Haddad cobra que Fernando Henrique cite mensalão do PSDB


Fernando Haddad critica a postura tendenciosa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Ele deveria ter uma postura republicana e citar também o escândalo político que envolveu membros do PSDB em Minas gerais”, Comentou o petista

O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, cobrou neste domingo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que cite também o mensalão mineiro na propaganda eleitoral do candidato do PSDB, José Serra. Neste fim de semana, o ex-presidente tucano estreou na campanha em São Paulo e citou o escândalo do mensalão, deflagrado em 2005, no horário eleitoral gratuito. Segundo o ex-ministro petista, como ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso deveria ter uma postura republicana e citar também o escândalo político que envolveu membros do PSDB em Minas gerais.

- Ele deveria ter citado o (mensalão) do PSDB também, como ex-presidente ele tem de ter uma postura republicana. E ele sabe onde começou isso, em Minas gerais, com o partido dele - provocou o candidato do PT após carreata na Zona Norte da capital paulista.

O candidato do PT acusou ainda o seu adversário do PRB, Celso Russomano, de dar a eleição municipal como encerrada antes da hora. O ex-ministro petista criticou o fato do seu concorrente usar o horário eleitoral gratuito para agradecer o seu desempenho nas pesquisas eleitorais. A última pesquisa de intenção de voto do Datafolha, divulgada na semana passada, mostrou Celso Russomano com 35% das intenções de voto, José Serra com 21% e Fernando Haddad com 16%.

- Eu vejo às vezes a propaganda eleitoral e, não quero citar nomes, mas tem gente que em vez de usar o tempo de televisão para as propostas, está agradecendo o desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Não é hora, neste momento, de comemorar um resultado que ainda não chegou, como se a eleição já tivesse acabado - disse Haddad.

A redução de preço da energia elétrica inviabiliza-rá sua geração através da biomassa.

Bagaço da cana-de-açúcar usado para a geração de energia elétrica na Usina de Santa Adelia em Jaboticabal, São Paulo (Fernando Cavalcanti)

As medidas de redução do preço da energia elétrica podem ser um novo entrave para a cogeração de energia elétrica a partir de biomassa. Segundo o presidente interino da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, com os atuais preços da energia os investimentos em biomassa já não são viáveis. Assim como energia eólica e de térmicas movidas a gás e diesel, o preço da energia de biomassa é mais caro do que a hidrelétrica.

Rodrigues diz que os investimentos em cogeração de biomassa apenas são viáveis se feitos em conjunto com a produção de etanol, em novas usinas greenfield (projetos criados a partir do zero). "Para que isso ocorra, contudo, o governo precisa resolver a política para o etanol hidratado carburante", completou.

Biomassa pode prover 20% da energia do mundo sem comprometer alimentação, dizem pesquisadores ingleses

Para chegar a esse resultado, sem aumentar a área usada pela agricultura atualmente, será necessário investir em técnicas para aumentar a produtividade e diminuir o desperdício

É possível produzir 20% da energia mundial com biomassa sem prejudicar a produção de alimentos, segundo estudo publicado pelo Centro de Pesquisas do Reino Unido (UKERC, na sigla em inglês). Para isso, porém, será necessário melhorar as técnicas de agricultura, produzindo mais comida em menos espaço.

BIOMASSA
A madeira foi o primeiro tipo de biocombustível usado pelos seres humanos, milênios antes da descoberta do petróleo. Isso ocorreu, estimam os arqueólogos, há cerca de 300 mil anos, no Paleolítico Superior, quando o homem das cavernas dominou o fogo e passou a usar madeira para cozinhar, se esquentar e afugentar predadores.
E a madeira foi, ainda por muito tempo, o único combustível da humanidade. Hoje ainda é um dos maiores, mas o desmatamento e a emissão de gases que causam o efeito estufa durante a queima fazem com que ela não seja um biocombustível ecológico.
Atualmente, materiais como a cana-de-açúcar, o milho, a batata e alguns tipos de capim servem para produzir combustíveis como o etanol e o bio-diesel; que substituem a energia proveniente de fontes não renováveis, como petróleo e carvão mineral.

Cientistas do Imperial College, em Londres, cruzaram dados de mais de 90% pesquisas feitas no mundo inteiro para chegar aos resultados. “Prover até um quinto da energia global com biomassa é uma ambição razoável se fizermos o melhor uso dos resíduos agrícolas, do material que sobra das culturas”, afirma Raphael Slade, principal autor do relatório e pesquisador do Imperial College. Um exemplo é o uso do bagaço de cana de açúcar, que pode gerar açúcar e energia.
Para chegar a esse produção de energia, diz o estudo, não seria necessário aumentar a área que hoje é usada para agricultura. O papel dos governos é essencial para que isso aconteça, já que o apoio a pesquisas que levem ao aumento da produtividade dependem de grandes financiamentos.

O relatório reforça que a possibilidade de produzir esse montante de energia é técnica. Para torná-la prática, é preciso estudar formas de aumentar a produtividade das plantações. As mudanças na dieta de pessoas que vivem em países que estão se desenvolvendo, na Ásia e na América Latina, são vistas como um desafio pelos pesquisadores.
“Quanto mais você quer de bioenergia, mais difícil torna-se conciliar a demanda por proteção alimentar, energética e ambiental”, diz Slade.
“A bioenergia vai fazer parte do mix de energias de baixo carbono do futuro”, afirma Ausilio Bauen, do Centro de Política Energética e Tecnologia do Imperial College. “Mas garantir que a bioenergia, a produção de comida e as florestas não vão competir por espaço não vai ser simples. Só aumentando a produtividade e fazendo melhor uso do que produzimos poderemos produzir combustível, alimentar a população e conservar o meio ambiente”, completa.  

Novos adolescentes, que dão menos valor à estrutura familiar


Eles dão mais valor às relações afetivas do que à estrutura familiar tradicional. Tanto podem ser filhos de pais separados como não. São adolescentes que já representam 46% dos cariocas de 13 a 17 anos das classes A, B e C, de todas as regiões da cidade. O percentual foi medido por uma pesquisa feita pela Casa 7 Núcleo de Pesquisa e pela Quê Comunicação, que batizou esses jovens de "filhos 2.0", numa referência à expressão Web 2.0, que designa a nova geração da internet, com maior troca de informações e interatividade entre usuários e sites.

- Os "filhos 2.0" têm um novo DNA: o do descendente de um núcleo afetivo. Para eles, a ideia de família não está presa a vínculos formais entre os pais e responsáveis - diz Gustavo Machado, diretor da Casa 7 .
A pesquisa mostra que mesmo os adolescentes que moram com pais casados estão abertos a novas estruturas, desde que sejam harmônicas: 70% deles não se importariam se tivessem que conviver com outros relacionamentos dos seus pais, se fossem separados; 78% não veriam problema caso tivessem meios-irmãos; e 44% não consideram sua família modelo "novela, tipo margarina".
Desses jovens, 40% moram com ambos os pais. Já 28% vivem com um dos pais e 24%, com um dos pais e a madrasta ou o padrasto. Os outros 8% não moram com nenhum dos pais.
Entre aqueles que vivem com pais gays, a pesquisa revela que, embora se sintam bem e amados como filhos, têm um desafio a vencer.

- Esses meninos sentem a pressão da sociedade por conta do preconceito. Os mais novos temem pelo incômodo de ser expostos na escola. Querem evitar virar motivo de chacota. Os que têm mais maturidade preferem não expor os pais - explica Adriana Hack, presidente da Casa 7.

Para esses adolescentes identificados na pesquisa, a máxima de que é melhor os pais estarem separados do que vivendo juntos e brigando deveria sofrer mudanças.
- Eles querem que os pais, mesmo separados, se deem bem. Essa boa relação influencia os seus hábitos e comportamentos - afirma Tatiana Soter, diretora de Planejamento da Quê.

Na Zona Sul, novos jovens são maioria
Com 16 anos, Carolina Vollmers do Nascimento mora em Botafogo com a mãe, Astrid Stefanie Vollmers, a irmã Catarina e cinco gatos. O pai vive com outra mulher no Leblon.
- O importante é ter mãe e pai presentes na nossa vida, independentemente de eles morarem ou não com a gente - opina Carolina, que está no primeiro ano do ensino médio, estuda inglês e, com o pai, faz um curso às terças-feiras sobre a doutrina espírita de Allan Kardec.
Astrid, que se casou e se separou pela segunda vez, procura ter uma boa relação com o pai de suas filhas. Os dois, inclusive, estão construindo juntos o site de uma sex shop (eles pretendem abrir um negócio na internet). E, quando as filhas são o assunto, não falta diálogo.
- O meu ex-marido foi fundamental quando minha filha mais velha começou a querer fumar, há um ano. Conversamos sobre o assunto e ele interferiu. Como a Catarina queria também fazer aula de canto, ele disse que as duas coisas não combinavam. A minha filha parou de fumar, porque queria estudar canto - conta Astrid, que trabalha com telecomunicações na área de petróleo.
Carolina não está entre os 45% dos novos jovens que, de acordo com a pesquisa, consideram ruim a relação entre os pais. Quase a totalidade dos entrevistados (92%), no entanto, classifica como boa a relação das pessoas que moram na casa deles.

Nas classes A (54%) e B (52%), de maior poder aquisitivo, há bem mais "filhos 2.0" do que na C (29%). E é na Zona Sul que eles se concentram mais (59%, reunindo classes A, B e C). O menor índice (19%) está na Zona Oeste e na Barra da Tijuca.

Rodrigo Ferraro Coutinho Boyd, de 13 anos, está entre esses 19%. O adolescente tem um quarto na casa do pai, num condomínio da Barra, e outro na da mãe, em Vargem Grande. São 15 dias num lugar e duas semanas no outro. Rodrigo tem uma irmã por parte de pai e um irmão por parte de mãe. Separada do segundo marido, a mãe está namorando.
- Os meus pais são sempre muito presentes na minha vida e temos um bom diálogo - conta Rodrigo, que está no sétimo ano e não abre mão das partidas de futevôlei com o pai, o piloto Adilson Boyd, na quadra do seu condomínio.
Nas festas de aniversário dos três irmãos, não há constrangimentos. Rodrigo diz que é natural todos se encontrarem: pai, mãe e seus respectivos companheiros.
Já Saulo de Oliveira Bezerra, de 16 anos, aluno do sétimo ano, afirma que a definição de família não pode ser simplificada. Segundo ele, o termo não se refere somente a pessoas que têm uma relação sanguínea.
- Para ser uma família, tem de haver também relação emocional, laços unindo as pessoas - resume Saulo, que mora com a mãe, a professora Tatiana Costa de Oliveira, e bem perto da avó paterna, Quitéria Bezerra, na Tijuca. - Considero minha mãe e minha avó por parte de pai como sendo mais da minha família. O meu pai se preocupa comigo, me ajuda sempre que preciso, mas mora longe, em Niterói, com minha irmã e a mulher. Não vivemos juntos o dia a dia e acabamos não tendo um envolvimento maior - diz o estudante.
Ainda de acordo com a pesquisa, 89% dos novos adolescentes têm liberdade e autonomia no ambiente familiar, influenciando as decisões sobre viagens, consumo e lazer. Na educação, questionam o modelo clássico de ensino: 56,3% avaliam como regular, ruim ou péssima a atual forma de ensino, embora 98,8% considerem a educação importante ou muito importante para o seu futuro. Apesar disso, a grande maioria dos entrevistados (79,3%) cursa ou pretende frequentar uma faculdade.
- Gostariam de ter professores que não contassem sobre aquilo que não viveram. Não querem conteúdo teórico, mas ouvir a história da boca de quem a viveu. Querem o professor como um tutor de conteúdo - explica Gustavo Machado.

Shoppings e praias: lugares preferidos
Poucos desses adolescentes fazem cursos de idiomas (16,8%). A explicação, segundo o pesquisador, é que eles entendem que as viagens e a internet são os melhores meios para aprender a falar outras línguas.
Em relação a lazer, 28,8% deles costumam viajar nas férias e 18%, nos fins de semana. Eles se identificam com a cidade: 96% frequentam shopping e 91,3% vão à praia. Costumam também ir ao cinema (75,5%). O teatro é frequentado por poucos (13,8%). Mais da metade (52,8%) gosta de praticar esportes, 46,3% vão a restaurantes e 21,3%, a bares.
- O shopping tem uma presença forte entre eles, porque é um ambiente controlado, vigiado - diz Tatiana Soter.
Quando o tema é segurança, os novos adolescentes a enxergam como um grande limitador para suas atividades e não veem o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) como uma solução efetiva para todos os problemas. Mas acreditam que, com um maior policiamento nas ruas, a tendência é aumentar a confiança dos pais.
Articulados, maduros, irreverentes, independentes, autônomos e versáteis. Com esses adjetivos, os pesquisadores definem os "filhos 2.0".

O GLOBO faz parceria para pesquisas
A pesquisa sobre os jovens cariocas é a primeira de uma série que O GLOBO publica dando início à parceria do jornal com o projeto Riologia, realizado pela Quê Comunicação e pela Casa 7 Núcleo de Pesquisa. O Riologia tem como objetivo pesquisar, entre os cariocas, comportamentos que surgiram ou se reinventaram neste novo momento da cidade.
Para Sandra Sanches, diretora-executiva do GLOBO, a parceria acontece num excelente momento:
- Nosso desejo é aprofundar o conhecimento dos cariocas, suas aspirações e atitudes, a partir de temas específicos. O GLOBO tem uma relação histórica com a cidade, acompanhamos de perto todas as suas transformações, sempre debatendo o impacto sobre os moradores. Essas pesquisas vão permitir um conhecimento e uma cobertura ainda mais ampla das tendências e dos novos comportamentos que vêm surgindo num ritmo cada vez mais veloz.
A parceria, que prevê a realização e divulgação de pesquisas também ao longo de 2013, já tem temas definidos para os próximos meses.
- A proposta do Riologia é trazer visões inéditas sobre perfis de cariocas contemporâneos. Quisemos entender como as transformações que a cidade está vivendo afetam quem mora aqui. Nada mais natural que O GLOBO, um jornal comprometido com o Rio, seja um parceiro para divulgar os dados do estudo - explica Tatiana Soter, diretora de Planejamento da Quê.

Para traçar o perfil dos "filhos 2.0", foram ouvidas 621 pessoas. Inicialmente, foi realizada uma pesquisa qualitativa com 90 adolescentes e especialistas, para o levantamento de hipóteses. Depois, numa pesquisa quantitativa, foram ouvidas 531 pessoas, entre 13 e 17 anos, das classes A, B e C, do Centro e das zonas Sul, Norte e Oeste (incluindo Barra). A pesquisa quantitativa teve duas etapas. Em uma primeira fase, foi definido o percentual dos adolescentes que são "filhos 2.0". Para isso, foram entrevistados 131 adolescentes, que tiveram que avaliar sua afinidade com dez frases obtidas no campo qualitativo. A margem de erro é de 5%. Para aprofundar questões relativas ao perfil desses adolescentes, outros 400 meninos e meninas, todos "filhos 2.0", foram ouvidos. A pesquisa foi realizada entre julho e agosto deste ano.

São Paulo perde 14 árvores por dia

A cidade de São Paulo perdeu, com autorização oficial, 14 árvores por dia nos últimos 14 anos. Foram 72.514 exemplares cortados de lotes e áreas verdes com aval da Prefeitura. A vegetação retirada deu espaço a prédios, shoppings, ruas, estações de metrô e outras construções. O número corresponde a quase cinco Parques do Ibirapuera - a área verde na zona sul tem aproximadamente 15 mil árvores.

Os dados foram compilados pela arquiteta e urbanista Luciana Schwandner Ferreira, que os apresentou em sua dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Luciana já trabalhou no departamento da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente responsável pelas compensações ambientais exigidas para corte de árvore. A pesquisadora fez o levantamento com base nos despachos publicados no Diário Oficial da Cidade entre 1997 e 2011.

Segundo a Prefeitura, uma autorização só é dada após a exigência de replantio de um número maior de árvores do que as que foram retiradas. A pesquisa mostrou, porém, que o mecanismo de compensação não funciona de forma eficiente e tampouco aumenta ou mesmo mantém a cobertura vegetal dos locais onde os cortes foram autorizados.

O número é alto, mas ainda é pequeno se comparado ao total de verde perdido pela cidade nesse mesmo período: desmatamentos ilegais não estão computados. "Existem outros cortes que não exigem compensação ambiental e, claro, os cortes irregulares, que não estão computados", diz a pesquisadora.

Na maioria das vezes, os cortes autorizados dizem respeito a prédios e empreendimentos em áreas nobres ou obras do poder público, que respeitam a legislação ambiental por causa da fiscalização. Na periferia, onde há pouca vigilância dos fiscais, a maioria dos cortes de árvore é feita sem registro da Prefeitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Candidatos pegam carona na festa de Vitória


No dia em que a capital completou 461 anos, os candidatos a prefeito fizeram orações e caminhadas, e não desgrudaram do eleitor

No aniversário de 461 da cidade de Vitória, os candidatos a prefeito não perderam tempo e aproveitaram as festividades ontem para ir atrás de voto.
Teve desde caminhada ecológica a orações em prol da capital.
Logo pela manhã, Iriny Lopes (PT) e Luciano Rezende (PPS) se encontraram na Catedral de Vitória, onde assistiram a uma missa. O governador Renato Casagrande (PSB) e o atual prefeito João Coser (PT) também estiveram presentes.
“Fui à missa hoje (ontem) como vou todo ano nesta data. Pedi a Deus que ilumine a nossa campanha, a cidade e os moradores”, explicou Luciano.

TAT U
O dia ainda contou com discurso de Coser, no Parque Moscoso, que prestou contas de sua gestão. Ele admitiu, em tom de brincadeira, ser o “João Tatu”, por causa das obras de drenagem, mas explicou que a ação foi necessária para tornar Vitória a 1ª capital do País com capacidade para tratar 100% do esgoto.

Usando adesivos em homenagem ao aniversário da capital, Luiz Paulo Vellozo promoveu uma caminhada ecológica pelo Parque da Fonte Grande. “Em uma data como esta, viemos ver como Vitória nasceu. Além de visitar ruínas de fazendas do Brasil Império”.

Já Edson Ribeiro (PSDC) participou de culto na Igreja Batista de Joana D’Arc: “Pedi a proteção de Deus para a nossa cidade, para que a eleição possa ser justa”.

Gustavo De Biase (Psol) e Montalvani Lima (PRTB) promoveram caminhadas e panfletagens.

Haddad desafia Serra a defender gestão de Kassab


Pela primeira vez, Serra mencionou o caso de suposta compra de apoio no Congresso Nacional, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

São Paulo - O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que seu adversário José Serra (PSDB) está usando o julgamento do mensalão na campanha porque não tem projetos para a cidade e o desafiou a defender na eleição o legado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia o tucano. "Uma administração que tem 20% de aprovação e 80% de reprovação tem de partir para esse tipo de expediente, para assustar as pessoas", disse.

Serra mencionou o caso de suposta compra de apoio no Congresso Nacional, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os réus, estão petistas como os ex-presidentes do partido José Dirceu e José Genoino, além do ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, já condenado.

Em entrevista após carreata em Parelheiros, ao lado da ex-prefeita Marta Suplicy, Haddad, que foi ministro da Educação no governo Lula, se desvinculou do escândalo e defendeu o ex-presidente, sob cuja administração teria ocorrido o mensalão. Também criticou o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, sem mencioná-lo diretamente.
"Fiquei (durante o período no MEC) administrando um orçamento que é o dobro do de São Paulo sem nenhuma insinuação de condutas irregulares da minha parte", afirmou. "Lula foi o primeiro presidente a dar total apoio para que as instituições funcionassem. Não varreu as denúncias para debaixo do tapete, como seu antecessor fez. Lula agiu como estadista."

Pastores e Russomanno
O petista criticou a iniciativa de pastores da Assembleia de Deus Ministério em Santo Amaro, que pediram ontem, em culto, que seus fiéis votem no candidato a prefeito do PRB, Celso Russomanno, presente no evento. A prática é proibida pela legislação eleitoral. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo antecipara na véspera que os pastores da Assembleia têm metas de votos a obter.
"Temos uma legislação e não podemos jogar fora uma conquista da democracia, o Estado laico. A Prefeitura, o Estado e o governo federal têm de garantir a liberdade religiosa e as condições para quem quiser manifestar sua crença, isso é constitucional. Mas é inconstitucional o uso do espaço público para partidarização. Temos de impedir qualquer tipo de perseguição religiosa, mas a mesma Constituição que estabelece isso proíbe a utilização oportunista de templos e espaços públicos para a partidarização", disse Haddad.

Aécio convidou Ronaldo Fenômeno para vice em 2014


Declaradamente candidato à presidência em 2014 contra Dilma, o tucano Aécio Neves tem percorrido o país numa pré-costura em busca de apoio de caciques locais, mas o sonho do senador é ter um novato ao seu lado na chapa: o ex-jogador Ronaldo Nazário.
Ronaldo Fenômeno - o sonho de Aécio Neves para vice /Foto: Reprodução
A conversa ainda é prematura, mas, em tom meio sério e meio de galhofa, o Fenômeno foi sondado sobre sua vontade de concorrer como vice de Aécio. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apadrinha o mineiro, também deu sinais de que não se opõe à ideia. O tucanato quer que, de qualquer modo, ele participe ativamente da campanha. Pelo menos o jogador teria fôlego de sobra: ele aceitou o convite para ser o astro da nova temporada do quadro ‘Medida Certa’, do ‘Fantástico’, para recuperar a forma em rede nacional.

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