quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Moody’s frustra mercado ao manter rating brasileiro


Moody’s não eleva rating do Brasil e explica os 4 motivos

País ainda tem indicadores inferiores aos governos com nota de crédito similar
A volatilidade do crescimento econômico também pesou na decisão

São Paulo – A Moody’s não elevou a nota de classificação de risco do Brasil, como parte do mercado esperava. Aproximadamente 17 meses após o aumento do rating de Baa3 para Baa2, a agência de classificação de rating reafirmou nesta quarta-feira a nota do país e a sua perspectiva positiva.

A expectativa era grande porque há uma regra de se revisar a nota em no máximo 18 meses após a atribuição de uma perspectiva. E como a tendência era de alta, isso justificava a aposta de que a nota pudesse subir um degrau na escala, para Baa1. Mas não foi isso que aconteceu. A agência, apesar de notar melhoras no ambiente econômico, ressaltou a permanência de alguns problemas.

“Uma redução significativa na taxa Selic em direção a níveis de apenas um dígito acoplada a indicações de que as condições macroeconômicas podem favorecer um ambiente de taxas de juros mais baixas no futuro representa recentes fatores positivos para o crédito que, na opinião da Moody’s, poderiam ter implicações favoráveis no rating soberano do Brasil”, mostra a nota assinada por Mauro Leos e Bart Oosterveld.

Os analistas, contudo, ressaltaram quatro principais indicadores que ainda seguram o país no nível atual:

1 – Investimento

De acordo com a agência, o índice de investimento do Brasil está muito abaixo da média dos países na escala Baa. Enquanto o país tem um nível abaixo de 20% do PIB (Produto Interno Bruto), os demais estão em 25%. 
O México, por exemplo, que tem a nota Baa1, almejada pelo Brasil, tem um índice de 25%. O Peru, em Baa3, também está acima (24%). As porcentagens são uma média entre 2007 e 2011.

2 – Carga de juros

Apesar da queda expressiva da Selic, que desde junho (data da última revisão do rating) caiu de 12,5% para 7,25% ao ano, o país ainda gasta 15% das receitas do governo. “É o dobro da mediana correspondente a emissores Baa”, explicam. O México guarda 9,5% para tal finalidade e o Peru apenas 5,5%.

3 – Necessidades Financeiras

A Moody’s ressalta que o país tem uma necessidade financeira bruta da ordem de 15% do PIB, que supera a maioria dos governos classificados no extremo superior do grupo Baa.

4 – Volatilidade do crescimento

A economia brasileira esfriou nos últimos anos e agora estacionou em um patamar baixo, que está inferior ao potencial, ressaltam. “Apesar das autoridades terem adotado algumas medidas para sustentar o crescimento, ainda resta um receio quanto à velocidade em que o crescimento será retomado, com alguns indicadores ainda denotando a presença de um enfraquecimento econômico relativo durante o segundo semestre de 2012”, destacam.



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STF deu golpe e assumiu o poder



Rui Martins,
Não há dúvida, houve um golpe contra o governo petista e o STF assumiu o poder. O momento é de ditadura do Judiciário sobre o Executivo e Legislativo.

A mais recente tentativa de golpe pelo STF foi no julgamento do italiano Cesare Battisti, ameaçado de extradição a pedido do governo Berlusconi. Num artigo publicado na época, alertei quanto à tentativa de golpe pelo STF (clique aqui). O objetivo do Supremo, presidido então por Gilmar Mendes, era o de retirar do presidente Lula o direito, que lhe era garantido pela Constituição, de decidir se Battisti seria ou não enviado ao governo italiano.

Antes disso houve, e o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, denunciou diversas vezes, a inconstitucionalidade da decisão tomada pelo STF, ultrapassando seus poderes, de ignorar a decisão do ministro da Justiça negando expatriar Cesare Battisti. Gilmar Mendes e Peluso fizeram de tudo para expatriar Battisti, julgando-se mais competentes na matéria que o Ministério da Justiça e, atingido esse objetivo, queriam se sobrepor ao direito do presidente Lula dar a última palavra. Essa tentativa de somar mais poder e desmoralizar o presidente se frustrou e Lula deu acolha ao italiano, que tinha passado mais de dois anos ilegalmente preso.

Porém ficou evidente – o STF era incompetente na questão Battisti, seu longo julgamento deve ser considerado nulo e desnecessário, pois a questão já havia sido resolvida pelo ministro da Justiça. Em todo caso, desrespeitando o princípio constitucional da equiparação dos Poderes, o STF decidiu por maioria de um voto pela extradição de Battisti sem dispor de provas, optando pela versão unilateral do governo italiano.
Não me lembro qual foi a posição do ministro Joaquim Barbosa quanto a Battisti, mas me parece não ter votado por estar em licença por doença.

O jurista Carlos Lungarzo, que publica nos próximos dias um livro sobre o caso Battisti, demonstrou com base em documentos europeus a inconsistência dos argumentos italianos contra Battisti e a leviandade de ministros do STF em condenar sem provas o italiano à extradição. Mas nessa primeira tentativa do STF se sobrepor ao Executivo, um precedente foi criado – a última instância judiciária do país, em desrespeito ao princípio básico de Direito, de que não pode haver pena sem prova de crime ou delito, criou a perigosa jurisprudência de que se pode condenar sem provas concludentes.

Tal procedimento lembra os do Tribunal Especial na França ocupada e que consistia em dar a aparência de julgamentos legais a condenações pré-decididas pelo governo de Vichy contra personalidades francesas contrárias à Ocupação nazista. Uma constante é a de que toda vez que o Judiciário se prestou a maquiar perseguições políticas como julgamentos legais foi em obediência a ditaduras de direita ou de esquerda.

Ora, no Brasil, ocorre uma diferença fundamental – a última instância do Judiciário assumiu autonomia própria e age inclusive contra o governo, com o intuito de desmoralizá-lo e de assumir suas prerrogativas e seu poder, para confiná-lo apenas na governança.

O exemplo mais recente de golpe legal, é o do ocorrido no Paraguai, onde o Parlamento, interpretando à sua maneira um texto da Constituição, decretou o impeachment do presidente eleito pelo povo, derrubou-o e passou o poder ao vice-presidente. Ou seja, o Legislativo, contanto com a complacência do Judiciário, deu o golpe no Executivo.
Agora no Brasil, a condenação do principal articulador do governo petista, José Dirceu, visa diretamente o governo e o PT, e é um recado claro do STF de que assume o poder, mesmo se seus ministros-juízes não foram eleitos pelo povo. A partir de agora, todas as questões importantes do governo poderão ser decididas pelo STF e não pela presidenta Dilma e isso pode implicar até na privatização de estatais, como a cobiçada Petrobras, como no impeachment de governadores, prefeitos e até numa inelegibilidade do ex-presidente Lula.

Outro aspecto importante na condenação de José Dirceu está na exigência de ser colocado em cela comum, desobedecendo-se outro preceito legal, que beneficia com tratamento diferentes todos os universitários e ao qual Dirceu teria direito como bacharel em Direito.
Essa exceção reforça a suspeita de não se tratar de um julgamento equitável, mas de um ajuste de contas, alguma coisa parecida com vingança ou revanchismo de perdedores.

Por que tanto ódio contra José Dirceu? Não pertenço ao PT e me sinto à vontade para comentar. Mesmo se muitos petistas fundadores deixaram o partido por divergir das concessões feitas pelo governo Lula, não se pode negar ter sido Dirceu o principal articulador da eleição de Lula para a presidência. Além disso, foi um resistente contra a ditadura militar. E, embora acusado sem provas mas por ilação como envolvido no episódio do Mensalão, não se tratava de enriquecimento pessoal.
Se nos reportarmos ao ano 2005, quando estourou o caso “mensalão”, fica evidente que o alvo daquela campanha era o presidente Lula – o objetivo principal era o de se provocar um impeachment e derrubar Lula. Eu fazia a correção das provas de meu livro sobre Maluf (Dinheiro sujo da corrupção, Geração Editorial) e tive tempo de incluir um capítulo sobre o que considerei como um escândalo de excessivas proporções. Não se tratava de se justificar o ato de compra dos votos dos parlamentares, mas de uma observação realista.

E eu citava, como costumo citar, o exemplo suíço, país considerado dos mais honestos, onde existe uma versão legal de um tipo de mensalão. Todo deputado ou senador eleito recebe imediatamente o convite das grandes empresas suíças, desde bancos a laboratórios farmacêuticos, para ser vice-presidente do conselho de administração. O objetivo é o de evitar leis que prejudiquem tais bancos ou empresas e o de criar leis que os beneficiem. Trata-se de um compra indireta dos votos dos parlamentares, que poderia também ser considerada como lobby, mas que implica o pagamento de um salário mensal ao parlamentar.

O então presidente do equivalente a nossa Câmara Federal, Peter Hess, era em 2005, vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças, o que lhe garantia mais de US$400 mil mensais. E isso sem qualquer escândalo.

A diferença é que, na Suíça, não é um partido que compra o voto de parlamentares mais ou menos honestos, porém as empresas privadas. O fato de na Suíça haver uma versão local de mensalão não justifica essa prática, mas pode-lhe dar a verdadeira dimensão.

É evidente que, no Brasil, não se condena o “mensalão” como prática desonesta, trata-se de um jogada política para se desmoralizar os petistas, que acabou não surtindo efeito nas eleições (por que diabo o STF escolheu a época das eleições para julgar o “mensalão”?), mesmo porque dizem ter havido compra de votos na emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC. Iria o STF julgar agora, sem provas, também o FHC? Outro aspecto importante: estão condenando os chamados corruptores de parlamentares, mas não punem os parlamentares corruptos?

E agora? O STF deixou de interpretar as leis, de manter ou anular julgamento, para aplicar sentenças e mesmo acusados não parlamentares não tiveram direito a julgamentos normais em primeira e segunda instância. Deve-se aceitar a humilhação de José Dirceu e os riscos que correrá em prisão comum, quando dentro de dois anos a Suíça devolverá os milhões bloqueados de Maluf, por não ter havido condenação pelo STF? Quando Pimenta Neves vive tranquilo em prisão domiciliar depois de ter matado a sangue frio a jornalista Sandra Gomide?

Em termos de recursos, as possibilidades de se adiar a execução da pena de José Dirceu são mínimas. Que tribunal acima do STF poderá arguir da condenação sem prova formal? E da inconstitucionalidade do Judiciário ultrapassando sua competência? Só um Conselho Constitucional, caso exista como na França, onde leis e sentenças ou decisões judiciárias podem ser anuladas em caso de inconstitucionalidade.

Ou será que José Dirceu é culpado por ter contribuído à diminuição da desigualdade social no Brasil, à ascensão dos negros às escolas e universidades, à projeção do Brasil como sexta potência mundial? Ou de ter articulado a eleição à presidência de um operário quebrando a hegemonia das elites brasileiras?

Talvez o Brasil ainda não se tenha curado dos repetitivos golpes e tentativas de golpe, constantes na história da República. Getulio se matou porque havia movimento de tropas para derrubá-lo; Café Filho e Carlos Luz queriam invalidar a eleição de Juscelino e Jango; depois da renúncia de Jânio, Jango só assumiu com a criação do parlamentarismo, um golpe indireto para anular seu poder presidencial; mesmo assim, foi derrubado pelos militares para não concretizar as reformas de base; depois da ditadura militar corremos agora o risco de uma ditadura light ou soft ditada pelo STF?
Em todos esses episódios, os golpes e tentativas visavam governos populistas ou reformistas interessados em dar mais direitos aos trabalhadores ou excluídos e restringir os privilégios da elite dominante.



Rui Martins - Berna *- Jornalista, Escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado Durante a ditadura, a Líder E emigrante,: Membro eleito DO conselho Provisório E fazer Atual conselho de emigrantes (CRBE) Junto Itamaraty AO. CRIOU OS Movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado dos Emigrantes, vive los Berna, Suíça nd. Escreveu O Livro Dinheiro Sujo da Corrupção sobre como Contas suíças secretas de Maluf.COLABORA COM Expresso o, de Lisboa, Correio do Brasil e Agência BrPress.

Os 10 carros mais roubados em outubro

Peugeot 307 foi o carro com mais freqüência de roubo no mês, segundo ranking da CNSeg



Preferidos pelos ladrões
São Paulo – Em outubro, o Peugeot 307 foi o carro com maior frequência de roubos, segundo o ranking mensal da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais). E novamente a Fiat é a montadora com mais carros na lista.

O ranking da CNSeg considera a quantidade de roubos de cada modelo em relação à frota circulante. Assim, os modelos que têm mais carros.

1º lugar: Peugeot 307

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 77
Frota em outubro: 80.823
Frequência de roubos/furtos: 0,095%




2º lugar: Fiat Stilo

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 84
Frota em outubro: 90.926
Frequência de roubos/furtos: 0,092%




3º lugar: Fiat Punto

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 82
Frota em outubro: 96.150
Frequência de roubos/furtos: 0,085%




4º lugar: Hyundai Tucson

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 70
Frota em outubro: 83.152
Frequência de roubos/furtos: 0,084%




5º lugar: Renault Mégane

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 74
Frota em outubro: 89.256
Frequência de roubos/furtos: 0,083%




6º lugar: Fiat Ducato

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 44
Frota em outubro: 57.833
Frequência de roubos/furtos: 0,076%




7º lugar: Fiat Idea

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 108
Frota em outubro: 144.045
Frequência de roubos/furtos: 0,075%




8º lugar: Renault Sandero

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 188
Frota em outubro: 251.850
Frequência de roubos/furtos: 0,075%




9º lugar: Fiat Elba

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 63
Frota em outubro: 88.951
Frequência de roubos/furtos: 0,071%




10º lugar: Honda Civic

Quantidade de roubados/furtados em outubro: 277
Frota em outubro: 396.116
Frequência de roubos/furtos: 0,070%





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Egito anuncia cessar-fogo entre Israel e palestinos


O chanceler egípcio, Mohamed Kamel Amr, fez o anúncio em entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton; e o presidente do Egito, Mohamed Mursi reúnem-se no palácio presidencial em Cairo, no Egito

O Egito anunciou nesta quarta-feira que um cessar-fogo foi alcançado para acabar com o conflito entre Israel e os palestinos que entra em vigor no fim da tarde.

O chanceler egípcio, Mohamed Kamel Amr, fez o anúncio em entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. O cessar-fogo começa a valer às 17h (horário de Brasília), disse Amr, cujo país está no centro das negociações para acabar com o conflito.

"O Egito tem feito ótimos esforços... desde o início da mais recente escalada (da violência) na Faixa de Gaza", afirmou Amr.

"Esses esforços e contatos resultaram em entendimentos para cessar o fogo, restaurar a calma e acabar com o derramamento de sangue que se tem visto nos últimos tempos", disse o chanceler.

"O Egito pede a todos para que monitorem a implementação do que foi acordado sob a supervisão do Egito e garantam o compromisso de todas as partes para o que foi acordado."

Cachoeira deixa a Papuda para cumprir pena no semiaberto

Cachoeira deixa presídio da Papuda após justiça expedir alvará de soltura

Contraventor saiu do complexo prisional à 0h04 desta quarta-feira, 21. Decisão de juíza da 5ª Vara do DF fixa ainda pena de cinco anos em regime semiaberto e 50 dias de multa por fraude

Contraventor acena de dentro do veículo ao deixar o
 complexo prisional em Brasília
|André Dusek/Estadão | 
O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deixou, no início da madrugada desta quarta-feira, 21, o presídio da Papuda, em Brasília. A Justiça do Distrito Federal mandou solta-lo no início da noite de terça-feira. Cachoeira estava preso havia nove meses. A juíza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, revogou a prisão provisória imposta ao contraventor a partir da Operação Saint Michel, que apurou tentativa de fraude a licitação no governo local.

Ao estabelecer a sentença na ação, no entanto, a juíza o condenou a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, mais 50 dias multa (cerca de R$ 3 mil) pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência - pena que só poderá ser aplicada após a publicação da decisão. Sua mulher, Andressa Mendonça, chegou por volta das 23h à Papuda e disse que reiterava "seu amor" por Cachoeira. Da prisão, ele deveria voltar para Goiânia.


Pai de Cachoeira, Sebastião de Almeida Ramos comemorou a decisão: "Graças a Deus! Essa prisão estava acabando com todos nós. Ele não merecia isso", afirmou. "Como não estou bem de saúde, vou amanhã (hoje) cedo para Goiânia encontrá-lo. A Justiça está sendo feita", completou o pai. "Nenhuma prova se produziu. A montanha pariu um rato. Ele em direito a recorrer em liberdade e essa pena será extinta", resumiu seu advogado Nabor Bulhões.

Conforme denúncia do Ministério Público, apresentada em maio à Justiça, Cachoeira e mais sete pessoas, entre elas os ex-diretores da Delta Construções Heraldo Puccini Neto e Cláudio Dias Abreu, associaram-se para fraudar licitação para o serviço de bilhetagem eletrônica no Distrito Federal. O objetivo seria conseguir a contratação da empreiteira para operar o serviço, que, segundo o grupo, poderia render R$ 60 milhões por mês.

Esquema. Um ex-servidor do Distrito Federal, Valdir dos Reis, com trânsito no Palácio do Buriti, foi contratado para facilitar os interesses da organização e corromper servidores do DFTrans, entidade que gerencia o transporte no DF, e da Secretaria de Transportes. De acordo com Ministério Público, Cachoeira era o cabeça do esquema, tendo, inclusive, ordenado os pagamentos a Valdir.

A sentença prolatada pela juíza, de 38 páginas, condena todos os réus pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. Fora Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, aliado do contraventor, é o único apenado com o mesmo tempo no regime semiaberto, além de 10 dias multa (cerca de R$ 545). Os demais foram condenados ao regime aberto. Nos casos de Cláudio Abreu e Heraldo Puccini, a pena foi de três anos e seis meses, além de 10 dias multa.

Na prática, a decisão deixa os réus na boca do regime fechado, em caso de condenação pelos crimes atribuídos a eles na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, cuja ação corre na Justiça Federal em Goiás. As penas se somariam.

Nas 38 páginas, a juíza diz que Cachoeira foi o idealizador de todo o esquema. "É inegável a pretensão de enriquecer em detrimento do patrimônio público", afirmou. Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro pela PF na Operação Monte Carlo, que desarticulou a organização que explorava máquinas de caça-níqueis em Goiás. As investigações chegaram ao então senador Demóstenes Torres, pego em escutas telefônicas, e, indiretamente, os governos do Distrito Federal, do petista Agnelo Queiroz, e de Goiás, do tucano Marconi Perillo.


Alana Rizzo e Fábio Fabrini - O Estado de S. Paulo

PROGRAMA QUER PROTEGER ESPÉCIES 'FEIAS'


Programa tenta evitar extinção de espécies 'feias' ameaçadas de extinção

Um projeto da Sociedade Zoológica de Londres pretende focar na preservação de animais não tão 'adoráveis' como o urso panda, os elefantes e os tigres

A salamandra gigante chinesa é a maior espécie de salamandras do mundo. Ela pode atingir até 1,8 m de comprimento. Já foi muito comum em toda a China, mas tem diminuído muito ao longo dos últimos 30 anos, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza

Animais que costumam alcançar fama mundial por estar sob ameaça, como pandas, gorilas, tigres e elefantes, tendem a ser esteticamente agradáveis, e até mesmo provocar suspiros. Eles acabam sendo privilegiados na alocação de verbas de programas para garantir a manutenção de suas espécies evitando a extinção.

Mas os cientistas que estudam os animais mais raros do planeta dizem que muitas das criaturas preciosas e ameaçadas têm características físicas que, embora talvez não sejam tão adoráveis, os fazem ser únicos.

Pesquisadores do programa de Espécies de Evolução Distinta e Globalmente Ameaçadas (Edge, na sigla em inglês) da Sociedade Zoológica de Londres pretendem aumentar a conscientização sobre esses animais que também correm risco de extinção.

As pessoas estão acostumadas a receber pedidos para ajudar a salvar animais simpáticos como pandas. Mas o que acontece com a preservação daqueles com aparência mais estranha? Um projeto organizado pela Sociedade Zoológica de Londres pretende chamar atenção para criaturas menos apreciadas. Na foto, um sunda pangolin
Pangolins são os únicos mamíferos cobertos por escamas. Feitas de queratina, como chifre de rinoceronte ou unhas humanas, as escamas cobrem o corpo do animal de maneira sobreposta
O animal acima é uma equidnas, um dos três mamíferos que põe ovos, assim como os répteis e as aves. Ele faz parte dos chamados monotremados - um grupo que inclui o ornitorrinco. Com nariz comprido e garras afiadas, é o mais antigo mamífero do mundo

Internautas relacionam libertação de Cachoeira a condenações do mensalão

Para internautas, saída de Carlinhos Cachoeira da prisão é injusta
Usuários de redes sociais questionam decisão que permitirá ao contraventor cumprir restante da pena em regime semiaberto


Internautas manifestaram indignação com a saída do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, da prisão. Por decisão da Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, a prisão provisória foi revogada. Nas redes sociais, usuários questionaram os critérios da Justiça para libertá-lo.

Cachoeira estava preso havia nove meses depois dos resultados da investigação da Operação Saint Michel, da Polícia Federal, que apurou tentativa de fraude a licitação no sistema de bilhetagem do transporte público para o governo do Distrito Federal.

Ao estabelecer a sentença na ação, no entanto, a juíza o condenou a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, mais 50 dias multa (cerca de R$ 3 mil) pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência.

Leia também: Cachoeira deixa presídio da Papuda após justiça expedir alvará de soltura

Via O Estado de S. Paulo

Lutador Anderson Silva participará da “Caminhada pela Paz” na Praia de Camburi neste domingo


destaque  ander Lutador Anderson Silva participará da “Caminhada pela Paz” na Praia de Camburi neste domingoO Ministério Público no Espírito Santo divulgou na manhã desta quarta-feira (21) os detalhes da Campanha “Conte Até 10. Paz. Essa é a Atitude” e a “Caminhada pela Paz”. O objetivo da campanha é reduzir o índice de violência no Espírito Santo.
A Caminhada pela Paz acontece nesse domingo (25), às 9h, na orla de Camburi. A concentração será no bolsão de estacionamento da Avenida Dante Micheline, próximo à Avenida Adalberto Simão Nader. Serão distribuídos camisas, adesivos e panfletos da campanha, e grupos musicais e culturais marcarão presença.
Celebridades como o lutador MMA Marcelo Guimarães, os jogadores da seleção brasileira de beach soccer, Buru e Bruno Malias, o lutador Anderson Silva e os ex-jogadores Romário e Ronaldo estarão presentes.
“Essa é uma excelente oportunidade para mostrarmos o grande poder da mobilização da sociedade capixaba. Todos estão mais do que convidados, pois somos parceiros na luta contra a violência”, diz o coordenador da campanha, Pedro Ivo.
Esses projetos acontecem em parceria com o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, o Findes, o Espírito Santo em Ação, as prefeituras e as secretarias de diversos municípios, Cufa, Projeto Manguerê, atletas e atores culturais de renome nacional e veículos de comunicação capixaba.
O Espírito Santo lidera o ranking brasileiro de mulheres assassinadas, com taxa de 9,4 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres; além disso, o Estado ocupa a segunda posição na lista de assassinatos de pessoas na faixa etária entre 0 e 19 anos. Segundo o Mapa da Violência 2012, produzido pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), ocorrem 33,8 assassinatos por 100 mil habitantes no Estado capixaba.

Lívia Meneghel - ESHOJE

Governo capixaba anuncia R$ 200 milhões em investimentos para 2013


capixaba politica  casa Governo anuncia R$ 200 milhões em investimentos para 2013O Governo do Espíito Santo anunciou na manhã desta quarta-feira (21) o invetimento de R$ 200 milhões para 2013. O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB), na abertura do 7o Gestão das Cidades, no Centro de Convenções de Vitória. Estiveram presentes 58 prefeitos, além do presidente da Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes), Elieser Rabelo. O evento tem como objetivo a troca de experiência e informações para que os gestores elaborem e apliquem estratégias e diretrizes capazes de promover e sustentar o fortalecimento socioeconômico dos municípios.
A manutenção do valor de R$ 200 milhões em investimentos nos municípios, segundo o governador mantém a linha de investimentos que dá sustentação para as atividades do município. Além disso, Casagrande também anunciou que irá investir cerca de R$ 42 milhões no Fundo Municipal da Saúde. “É hora do desafio permanente”, declarou o governador.
Segundo Casagrande, municípios capixabas que antes recebiam, em média, R$ 2,1 milhões por ano passaram a receber R$ 700 mil após a redução da alíquota do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap). “Além da redução do Fundap, temos outro desafio que são os royalties do petróleo, que pode dificultar o repasse de recursos para os municípios”, disse.
Além dos impactos econômicos para 2013, Renato Casagrande deu dicas para os prefeitos eleitos que irão assumir as prefeituras com redução na receita. “Se organizem no primeiro ano de mandato. Quem termina bem no primeiro ano termina bem no segundo e no terceiro. Quem não se organiza com as contas até a metade do mandato tem que ter cuidado, o povo não tem muita paciência”, ressaltou.
Redução do FMP
Já Elieser Rabelo falou sobre a redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e sobre a dificuldade de fechar as contas municipais. Segundo ele, caso não houver o FPM para 2013, cerca de 50% a 60% dos municípios não fecharão as contas, o que pode resultar em bloqueio de contas e o não recebimento dos investimentos de convênios. “Todos sabem a dificuldade em fechar as contas, por isso os prefeitos não devem se precipitar na execução de projetos prometidos no período de campanha”, opinou o presidente.
Prestação de contas
Quanto à prestação dos municípios, o representante da Amunes contou ainda que para o próximo ano deverão ocorrer mudanças nas prestações de contas dos municípios capixabas, que passam a ser feitas mensalmente e por um sistema informatizado. “Por isso a importância de que todas as prefeituras tenham o portal da transparência até o ano que vem”, lembrou.
Esperançoso, Elieser pediu para que os prefeitos eleitos se programem para 2014 e pediu para que eles se filiem a associação, para que possam ganhar forca perante o Senado e o Congresso Federal. “Novos prefeitos não se precipitem. Saibam conversar com o povo”, finalizou.

Previsão para economia capixaba em 2013 é de desaquecimento, avalia consultoria

Economista e sócio da consultoria Vieira &
Rosenberg, Clovis Abreu Vieira

Economistas e empresários estiveram na manhã desta quarta-feira (21) para a última reunião do ano do Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do Espírito Santo para discutir o atual cenário econômico internacional e os impactos da redução de receita no Estado e nos municípios. O encontro contou com a presença de Dirceu Bezerra, Michal Gartenkraut, Luis Grottera e do economista e sócio da consultoria Vieira & Rosenberg, Clovis Abreu Vieira. O encontro comemora ainda os 23 anos de atuação da consultoria.
Esta é a última reunião de 2012 e comemora o 23o ano de existência do grupo, com cerca de 40 associados. As reuniões aconteceram periodicamente de três em três meses para que o grupo fizesse as análises de mercado de acordo com as mudanças econômicas.
Segundo Vieira, em 2012 a economia esteve desaquecida e o cenário não deve ser diferente para 2013. Neste ano o crescimento econômico do Brasil está calculado em 1,7%, puxado pela queda no consumo e pela crise da inadimplência. “2013 vai reproduzir 2012. Prevemos o crescimento de 2,3% para a economia brasileira”, afirmou.
Quanto às medidas na tentativa de suprir as perdas na receita estadual, como a redução da alíquota do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), Clovis acredita que os projetos de investimentos anunciados pelo Governo Federal durante o ano poderão ser novamente analisados e postergados para mais um ano.
O economista disse ainda que as medidas tomadas pelo Governo do Estado precisam ser mais dinâmicas e que o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) precisa funcionar para colocar os projetos em prática. “O governo estadual lançou programas de inovação, mas antes precisa colocar o Bandes para funcionar e então vender as propostas para os empresários. Precisa mostrar que o Espírito Santo está se movimentando e tem suporte para crescer”, finalizou Vieira.
Além de discutir a atual situação financeira de Estado e dos municípios, os conselheiros também ouviram o sócio Luiz Golttera, que falou sobre a inserção dos produtos no mundo virtual e global.

Mariana Salume

Mensalão: ex-sócios da Bônus Banval têm pena fixada

Breno Fischberg

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu hoje (21) as penas para os réus Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Eles eram sócios da corretora Bônus Banval, e segundo concluiu o STF, colaboraram para lavagem de dinheiro da propina distribuída a parlamentares do PP.
A maior pena foi aplicada a Enivaldo Quadrado, condenado por dois crimes: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação, a pena de Quadrado deveria ser agravada em relação ao sócio porque incitou funcionários a participar do esquema de lavagem de dinheiro.
Enivaldo Quadrado
Para o crime de formação de quadrilha, a votação foi unânime em dois anos e três meses de prisão. A situação ficou indefinida, no entanto, no caso de lavagem de dinheiro. A votação foi encerrada como se houvesse maioria de votos a favor da proposta de Joaquim Barbosa, mas o placar ficou, em tese, empatado em 4 votos a 4.
Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello votaram com Barbosa, fixando pena de seis anos, nove meses e 20 dias, mais 260 dias-multa de dez salários mínimos cada. Rosa Weber, Cármen Lúcia e Antônio Dias Toffoli estabeleceram pena de quatro anos e oito meses. Pelo critério de aproximação estabelecido no início do julgamento, votariam com o revisor Ricardo Lewandowski, que sugeriu pena de três anos e seis meses e mais 11 dias-multa de dez salários mínimos cada. No entanto, não ficou claro se algum deles preferiu inaugurar uma tese nova ou acompanhar, de fato, o revisor.
Neste caso, o ministro Marco Aurélio Mello não votou. No início da fase da fixação das penas, os ministros definiram que o empate é sempre favorável ao réu. Lewandowski ainda fez a ressalva que as multas não são definitivas, pois ele está reavaliando as penas pecuniárias de forma proporcional às penas de prisão estipuladas em cada caso.
Breno Fischberg foi condenado pelo crime de lavagem de dinheiro. Por 3 votos a 2, prevaleceu a pena estipulada por Barbosa: cinco anos e dez meses de prisão, mais 220 dias-multa no valor de dez vezes o salário mínimo vigente à época. Se a pena de prisão não for alterada até o final do julgamento, Fischberg deve cumprir em regime semiaberto, pois a penalidade é inferior a oito anos de prisão.
Débora Zampier - Agência Brasil - Edição: Carolina Pimentel

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