sábado, 8 de setembro de 2012

Políticas antidrogas ainda são “ingênuas” no país, diz especialista


Com a divulgação de estudo em que o Brasil aparece em segundo lugar em número de usuários de crack e cocaína do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, especialistas na área de saúde apontam para reflexão sobre as políticas antidrogas adotadas no país.

Especialista em dependência química e integrante da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), o psiquiatra Carlos Salgado ressalta a ênfase dada ao modelo ambulatorial por parte das políticas públicas, deixando, em segundo plano, o tratamento com internação. A demanda por mais vagas para internação acentuou-se com o consumo do crack, já que a droga deixa os usuários em situações de extrema gravidade, avalia o psiquiatra.

Salgado acredita que os cuidados ambulatoriais são úteis para parte dos usuários, porém a ênfase nesse tipo de tratamento é uma “política ingênua”. “Pensam que a dependência química é uma questão de escolha de vida e que não precisa de grandes investimentos. O que temos tido é uma visão que aplica uma ideologização da liberdade. O sujeito é livre pra usar drogas e quando precisar vai para o ambulatório,” disse o médico.

Em dezembro do ano passado, o governo federal lançou programa de combate ao crack, que prevê, entre outras ações, criação de enfermarias especializadas nos hospitais da rede pública e leitos exclusivos para internação de curta duração, crises de abstinência e casos de intoxicações graves de usuários de drogas. Estão previstos investimentos de R$ 4 bilhões até 2014. O psiquiatra destaca o início dos investimentos do governo na abertura de vagas para internação, porém argumenta que o orçamento voltado para a saúde é insuficiente para preencher todas as lacunas.

Perguntado sobre tratamentos adotados em outros países que poderiam ser implantados no Brasil, Salgado assegura que o país tem condições de criar modelos adequados para todos os níveis de dependência química e que não precisa seguir nenhum outro adotado no exterior. “Na rede privada, o Brasil oferece tratamentos, em todos os níveis de dependência, iguaiszinhos ou até melhores dos que ocorrem nos países mais ricos do mundo. O Brasil sabe muito sobre dependência química, mas o Poder Público resolveu ouvir pessoas que pensam de forma ingênua.”

O levantamento do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta baixo de índice, menos de 10%, de busca dos usuários de cocaína e crack por tratamento.“O acesso é muito difícil no Brasil e a qualidade do tratamento é muito precária. Então, é isso que a gente tem que mudar, nós temos que criar um sistema que realmente funcione”, disse o psiquiatra e organizador do estudo, Ronaldo Laranjeira, durante a divulgação dos dados.
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do Ministério da Saúde informou que não irá se pronunciar sobre a pesquisa, por se tratar de tema relacionado ao Ministério da Justiça, que também não comentou os resultados do levantamento.

Marina Silva revela o mistério.

Sem encontrar um, entre os tantos partidos da política brasileira que se encaixe na atual conjuntura e a seu perfil, Marina Silva, ex-PV, preferiu criar um que atenda às suas ideologias,  e prepara o seu lançamento para o segundo semestre de 2013
Marina Silva, ex-PV, prepara o lançamento de seu partido para o segundo semestre de 2013 Sem trampolim

Com 20 milhões de votos nas eleições de 2010 para a Presidência, sem partido e voluntariamente longe dos holofotes, Marina Silva, ex-PV, prepara o lançamento de seu partido para o segundo semestre de 2013. Exatamente um ano antes do pleito presidencial. Embora pressionada por parlamentares simpatizantes, num movimento suprapartidário, ela afirma que não há legenda na qual se encaixe na atual conjuntura, e que não volta para o PV. A ideia é angariar nomes de peso, entre políticos com mandato e empresários.

Marina nega que vá deixar o domicílio eleitoral no Acre para se candidatar ao governo do Distrito Federal. Ela prioriza o Movimento Nova Política, e roda o país para palestras.
Amigão
Marina passou a campanha de 2010 voando no jatinho do vice, Guilherme Leal. Embora tenha oferecido mais caronas, ela tem voado por companhias aéreas.

Haddad minimiza uso de mensalão por PSDB e defende Lula


Em resposta a referência ao mensalão feito por José Serra em seu programa eleitoral na televisão, o candidato petista Fernando Haddad mandou um recado para o adversário tucano. Haddad elogiou a "transparência" da gestão Lula, e acrescentou que “Fernando Henrique Cardoso, "varreu (denúncias) para debaixo do tapete".

O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, minimizou neste sábado o fato de seu adversário tucano, José Serra, ter feito referência ao mensalão do PT em seu programa eleitoral na televisão, e disse que o debate ético lhe "interessa mais do que ninguém". Além disso, o petista elogiou a "transparência" da gestão Lula, e afirmou que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, "varreu (denúncias) para debaixo do tapete".
"Eu passei oito anos no governo federal administrando um orçamento que era o dobro do de São Paulo. Então eu tenho currículo suficiente para fazer esse debate", afirmou Haddad, após carreata de cerca de duas horas no bairro Parelheiros, zona sul paulista. Ao lado de Marta Suplicy tanto no carro aberto quanto na hora de fazer as declarações, o ex-ministro da Educação elogiou as contas da petista.

"A prefeita Marta passou quatro anos à frente do terceiro maior orçamento do País e teve todas as suas contas aprovadas, sem nenhum tipo de problema. Nós honramos todos os cargos que assumimos e estamos nos apresentando para retomar o governo de São Paulo porque a administração atual não deu conta do recado", criticou ele, minimizando o efeito de ser ligado ao julgamento do mensalão. "Uma administração que não tem projeto e que tem 20% de aprovação e 80% de reprovação tem que partir para esse tipo de expediente para assustar as pessoas. Não adianta usar esse tipo de expediente que não vai convencer ninguém", observou.
Ainda no assunto, Haddad defendeu seu padrinho político, o ex-presidente Lula, afirmando que ele "agiu como estadista" porque foi "o primeiro presidente a dar total apoio às instituições para que elas funcionassem, e não varreu para debaixo do tapete como seu antecessor as denúncias que apareceram".

PSDB promete denunciar Dilma por 'uso eleitoral em pronunciamento'


O Presidente regional do PSDB Sérgio Guerra, e o candidato do seu partido à prefeitura de SP entenderam que o pronunciamento da presidente Dilma na véspera do feriado de sete de setembro foi direcionado para criticar o candidato do PSDB e enaltecer o candidato do PT.

O PSDB acusou o PT e a presidente Dilma Rousseff de usar o pronunciamento oficial, transmitido em cadeia nacional de rádio e TV na quinta-feira (6), para beneficiar os candidatos da base aliada nas eleições municipais deste ano. Em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, o PSDB afirma que vai "denunciar o uso indevido e eleitoral" do pronunciamento, que foi ao ar na véspera de feriado do Dia da Independência.

"A menos de um mês das eleições municipais - nas quais seu partido vem registrando um desempenho sofrível, tendo em vista que só lidera a disputa em uma das 27 capitais do país - a presidente Dilma não se conteve apenas em exaltar seu próprio governo, anunciando a redução das tarifas de energia, uma medida que, curiosamente, só seria implementada de fato a partir de janeiro do próximo", diz a nota do PSDB, que ainda acusa o governo federal de se valer da máquina pública "para atacar adversários, tentar reduzir o desgaste sofrido pelo avanço das condenações no julgamento do mensalão".

Além de anunciar corte em tarifas de energia e prometer retomada do crescimento, Dilma exaltou os efeitos de sua gestão e criticas ao processo de privatização realizado por Fernando Henrique Cardoso, entre 1997 e 2000 - o que ela chamou de "antigo e questionável modelo de privatização de ferrovias, que torrou patrimônio público para pagar dívida, e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência".

O candidato do PSDB em São Paulo, José Serra, já havia criticado a presidente na sexta-feira (7). "É campanha eleitoral com a presidência da República. A Dilma participar da eleição é normal. Não tenho nenhuma objeção, faz parte da regra do jogo. Agora, usar a cadeira nacional pra fazer politica eleitoral tá muito errado", afirmou durante agenda de campanha.

Para o PSDB, Dilma seguiu o exemplo de seus ministros que prometem "tratamento privilegiado para os municípios que elegerem candidatos do PT". "A presidente Dilma se valeu da prerrogativa de convocar uma cadeia nacional de rádio e TV para atacar a política de privatizações adotada pelo governo tucano do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como se seu governo não tivesse aderido à mesma tese para garantir a retomada do crescimento da economia brasileira e obras indispensáveis para a infraestrutura do país", criticou o partido.

A maior doadora para campanhas de SP é construtora OAS R$ 2,75


Com a doação de R$ 1,25 milhão para José Serra (PSDB), e R$ 1 milhão para Fernando Haddad (PT) - A construtora OAS é a recordista de doações.

A construtora OAS foi, até o momento, a maior fonte de recursos privados dos três candidatos à prefeitura de São Paulo mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto. Segundo a Folha de S. Paulo, foram R$ 1,25 milhão para José Serra (PSDB) e R$ 1 milhão para Fernando Haddad (PT) - empatados tecnicamente, com 21% e 26%, segundo o último Datafolha.

Celso Russomanno (PRB), líder no levantamento com 35% das intenções de voto, recebeu R$ 500 mil da companhia. Até então, o candidato só havia recebido doações do fundo partidário e de pessoas físicas. De acordo com o jornal, a AOS recebeu, entre 2011 e 2012, R$ 100 milhões de contratos com a prefeitura paulistana.

Justiça barra 317 candidatos a prefeito com ficha suja


Lei da Ficha Limpa

O PSDB é o partido com o maior número de candidatos barrados pela justiça, são 56. O PMDB vem logo atrás, com 49. O PT tem 18 'barrados' e aparece na oitava posição.

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) barraram até agora a candidatura a prefeito de 317 políticos com base na Lei da Ficha Limpa nos 26 Estados do país. O levantamento foi publicado pelo jonal Folha de S. Paulo deste sábado. Em 16 tribunais ainda há casos para serem julgados. O PSDB é o partido que possui o maior número de barrados, são 56 candidatos. O PMDB vem logo atrás, com 49. O PT tem 18 'barrados' e aparece na oitava posição.

Os candidatos barrados pelos tribunais regionais podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, já afirmou que não será possível julgar todos os casos antes das eleições, mas sim até o final do ano. Os nomes barrados pelos TREs irão aparecer nas urnas eletrônicas normalmente, no entanto todos os seus votos serão considerados sub judice até uma eventual decisão no TSE. No caso de o candidato ficha-suja ter mais votos e seu recurso for rejeitado, assume o segundo colocado na eleição.

Neucimar ganha direito de resposta no programa de Max

A frase “22 não vale nada”, veiculada durante o programa de rádio do tucano Max Filho, candidato em Vila Velha, repercutiu em favor do prefeito e candidato à reeleição, Neucimar Fraga (PR).

A juíza da 57ª Zona deu ao prefeito, ontem, direito de resposta dentro do programa do tucano.
Neucimar, que alegou que a frase foi direcionada a ele – já que 22 é o seu número de urna –, terá um minuto para a resposta. O tucano também foi penalizado com a suspensão de 40 segundos da sua programação. No total, Max Filho terá um minuto e 40 segundos a menos no próximo programa.

A juíza também notificou Neucimar e o candidato Rodney Miranda (DEM), alegando que eles fizeram plotagem de veículos. A sentença determina que, de imediato, eles devem retirar os veículos de circulação ou reduzir o tamanho das adesivagens. Se não cumprirem, terão que pagar multa diária de R$ 1 mil.

CARIACICA
Em Cariacica, a juíza da 54ª Zona Eleitoral julgou improcedente pedido feito pelas coligações de Lúcia Dornellas (PT) e de Sandro Locutor (PV), que pediram a retirada de dois locutores do programa de Marcelo Santos (PMDB).

CACHOEIRO
Em Cachoeiro, decisão da juíza eleitoral impediu a veiculação da imagem do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) no programa da coligação de Carlos Casteglione (PT). Como o PMDB está na base aliada de Glauber Coelho (PR), a lei eleitoral determina que seus partidários não podem aparecer em propagandas eleitorais gratuitas de outras coligações.

Governador do ES libera uso de sua imagem para campanha eleitoral


Governador disse que não vai proibir nenhum candidato de fazer campanha com fotos suas. “Deixo a decisão para a Justiça”, afirmou

O centro de Vitória foi palco, ontem, do tradicional desfile cívico que relembra e comemora, todo ano, o marco da Independência do País. Presente em todo o evento, o governador Renato Casagrande (PSB) falou à imprensa sobre as eleições e afirmou que não proíbe ninguém de usar fotos e imagens dele durante as
campanhas eleitorais.
“Eu tenho fotografias com todos os candidatos do Estado, algumas tiradas em feiras, em encontros ou
reuniões. Não proíbo ninguém de usar a minha imagem”, disse o governador, que fez apenas uma ressalva: “Deixo nas mãos da Justiça decidir o que é ilegal ou legal”.
Mas, de acordo com a Justiça Eleitoral, a imagem dele só pode ser usada por candidatos e partidos em cuja base esteja o PSB.
A lei diz que só podem ser veiculadas, nos programas eleitorais gratuitos de rádio e televisão, imagens de “cidadão não filiado a outra agremiação partidária ou a partido integrante de outra coligação”.

Sobre as fotos tiradas com candidatos – como o prefeito de Vila Velha e candidato à reeleição, Neucimar Fraga (PR) –, o governador dá a entender que sua participação nas eleições ficará por isso mesmo.
“Decidi e afirmei, quando entrei no governo, que eu não participaria de campanha alguma, apoiando um candidato ou outro. Quero manter a unidade partidária, preservando as siglas que estão na minha base”, garantiu.

Durante o desfile, Casagrande esteve todo o tempo no palanque, ao lado do prefeito da capital João Coser (PT).
Cabo eleitoral da deputada federal Iriny Lopes (PT), que disputa o comando de Vitória, Coser deixou claro que quer ela como sua sucessora .
Para elevar a candidatura da petista, Coser está apostando suas fichas nos militantes do PT.
Sobre o julgamento do mensalão, ele acredita que não afetará as candidaturas no Estado. E lembrou, ainda, a importância da vinda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em apoio a Iriny.

“O debate está em Brasília. Acredito que o brasileiro vai dar importância à sua realidade local” João Coser, prefeito de Vitória, sobre a possibilidade do mensalão influenciar nas eleições.

“Não participo de campanha” Governador Renato Casagrande
> SOBRE SUA PARTICIPAÇÃO NAS ELEIÇÕES 2012: “Afirmei, quando entrei no governo, que eu não participaria de campanha alguma, apoiando um candidato ou outro”.
> USO DE SUA IMAGEM POR CANDIDATOS NÃO COLIGADOS AO PSB: “Vejo o uso da minha imagem com naturalidade, não vou contra isso. Deixo nas mãos da Justiça decidir o que é ilegal e o que não é”.

Supremo faz audiência para discutir polêmica sobre racismo na obra de Monteiro Lobato


O Supremo Tribunal Federal (STF) vai realizar na próxima terça-feira (11) uma audiência de conciliação para discutir a adoção de livros de Monteiro Lobato pela rede pública de ensino. O caso chegou ao STF por meio de um mandado de segurança apresentado pelo Instituto de Advocacia Racial (Iara) e pelo técnico em gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto. Ambos afirmam que a obra de Monteiro Lobato tem “elementos racistas”.

Em 2010, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou que a obra Caçadas de Pedrinho não fosse mais distribuída às escolas públicas por considerar que ela apresentava conteúdo racista. O conselho apresentava trechos da obra para justificar o veto à obra: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão.”

Em seguida, o Ministério da Educação (MEC) recomendou que o CNE reconsiderasse a determinação . O conselho decidiu então anular o veto e indicar que as próximas edições do livro viessem acompanhadas de uma nota técnica que instruísse o professor a contextualizar a obra ao momento histórico em que ela foi escrita.

Com o mandado de segurança, o Iara pretende anular a última decisão do CNE. Eles pedem ainda a “imediata formação e capacitação de educadores” para que a obra seja utilizada “de forma adequada na educação básica”. No mandado de segurança, eles afirmam que o livro Caçadas de Pedrinho é utilizado como “paradigma” e que essas regras devem nortear a aquisição, pela rede pública de ensino, de qualquer livro literário ou didático que contenham “qualquer forma de expressão de racismo cultural, institucional e individual”.

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