segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Diários dos ‘anos de chumbo’

Jornalistas Sérgio Aspahan e Márcio Godinho lançam livro baseado em relatos escritos na época da ditadura militar



Em 1976, época em que o Brasil encontrava-se na ditadura militar, dois jovens de 19 anos, Sérgio Aspahan e Márcio Godinho, desbravaram cidades do Norte e Nordeste brasileiros divulgando o jornal de esquerda “Movimento” e registrando toda a experiência. Depois de 37 anos, os diários foram reabertos e tornaram-se base para o livro “Mochileiros nos Anos de Chumbo – Diário de Viagem de Dois Estudantes de Jornalismo no Brasil da Ditadura Militar”, que será lançado hoje na livraria Leitura Pátio.

O livro é uma reinterpretação dos relatórios do cotidiano escritos durante a viagem de quatro meses dos então estudantes de jornalismo da PUC Minas e da UFMG. Todo o conteúdo está distribuído em 344 páginas compostas por textos, fotos e recortes de jornais além de relatos descritivos sobre cada um dos dias em que eles passaram por 54 cidades. O foco da obra, porém, é outro. “Quando decidimos fazer o livro, optamos por dar um enfoque político. Por isso, fizemos uma releitura dos diários acrescentando muita pesquisa”, conta um dos autores, Sérgio Aspahan.
Assim, as primeiras páginas da obra apresentam informações sobre o Golpe de 1964, o movimento estudantil, os setores progressistas da Igreja Católica e a imprensa alternativa da época. A intenção, segundo Sérgio, é mostrar a realidade da ditadura militar brasileira para os leitores.

Lula: “Vou ser a metamorfose ambulante de Dilma”

Em entrevista, o ex-presidente Lula afirma que atuará como candidato, mas que ainda é cedo para saber se Aécio, Marina e Eduardo Campos serão candidatos
por Redação
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que vai atuar como cabo eleitoral da presidenta Dilma Rousseff em 2014, quando ela buscará a reeleição, e voltou a pedir apoio de todos os setores do PT no pleito. Em entrevista ao jornalCorreio Braziliense, publicada nesta segunda-feira 30, Lula afirmou que vai “percorrer o Brasil como se fosse candidato”.
De acordo com Lula, sua participação na campanha de 2014 será diferente daquela de 2010, quando Dilma ainda era desconhecida de boa parte da população. Desta vez, afirmou Lula, “já tem muita gente que vai votar na Dilma independentemente do Lula pedir”. “O que eu vou fazer na campanha depende dela. Eu não quero estar na coordenação, eu quero ser a metamorfose ambulante da Dilma. Estou disposto. Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, eu vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste. Isso quem vai determinar é ela”, disse, acrescentando que, quando for importante “ficar quieto”, vai ficar.

A polêmica do "comercial" que mata Hitler na Alemanha

Sugerido por Tamára Baranov Da Carta Capital
Disfarçado de peça publicitária da Mercedes, curta de estudante de cinema ganha prêmio e reacende debate entre os alemães sobre a melhor forma de lidar com o passado nazista. Críticos falam de "hitlerite" humorística
por Deutsche Welle
Um vilarejo no fim do século 19. Uma Mercedes moderna se aproxima, observada com desconfiança pelos moradores. Quando duas meninas atravessam seu caminho, brincando, o automóvel freia automaticamente. Pouco depois, no entanto, um garoto corre diante dele. E desta vez ele não para – e o atropela.

Projeção do BC para inflação este ano cai para 5,8%

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,8%, este ano. A estimativa consta no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (30) pelo Banco Central (BC). A projeção ficou 0,2 ponto percentual abaixo da previsão divulgada em junho (6%).
Para 2014, a probabilidade é que a inflação fique em 5,7%, ante 5,4% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do terceiro trimestre de 2015, a estimativa é que caia para 5,5%.
Essas projeções são do cenário de referência, com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (9% ao ano) e o dólar a R$ 2,35.
O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são usadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio. Nesse caso, a inflação, este ano, deve alcançar 5,8%, a mesma do relatório de junho.

Vaticano anuncia para 27 de abril canonizações de João XXIII e João Paulo II

Cidade do Vaticano - Os papas João XXIII (1881-1963) e João Paulo II (1920-2005) vão ser canonizados em 27 de abril, anunciou hoje (30) o papa Francisco em latim. A data de canonização foi escolhida por Francisco durante o consistório de cardeais (reunião para dar assistência ao papa em suas decisões), realizado hoje no Vaticano. A cerimônia deverá atrair milhares de peregrinos a Roma, já que o papa polonês e o antecessor italiano são duas das mais influentes personalidades do mundo católico atual.
"Fazer a cerimônia de canonização dos dois juntos é uma mensagem para a Igreja: esses dois são bons", declarou Francisco ao voltar da visita ao Brasil, onde participou da Jornada Mundial da Juventude, em julho passado.
Para a canonização, a Igreja exige normalmente dois milagres confirmados, embora Francisco tenha aprovado a de João XXIII - com quem partilha uma perspetiva reformista - baseado em apenas um.

Senado pode votar esta semana PEC do Voto Aberto

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 43/2013, que acaba com o voto secreto de parlamentares, pode entrar na pauta de votações do Senado nesta semana. A chamada PEC do Voto Aberto passou, na última quinta-feira (26), pela terceira das cinco sessões de discussão necessárias para a votação em primeiro turno na Casa.
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê o fim do voto secreto em todas as votações, de modo que os parlamentares tenham que votar abertamente nas escolhas de presidente da Mesa Diretora, nas indicações presidenciais para cargos no Executivo e no Judiciário, nas apreciações de vetos presidenciais e nos processos de cassação de mandato.
Favorável à proposta, o relator da matéria no Senado, Sérgio Souza (PMDB-PR), reconhece que não há consenso na Casa sobre todos os pontos da PEC. Ele alega que a maioria dos senadores concorda apenas com o fim do voto secreto no que se refere à cassação de mandato. Há receio, de acordo com o relator, de que o voto aberto nas outras situações se traduza em constrangimento para os parlamentares, prejudicando a independência em relação a autoridades do Executivo e do Judiciário.

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