sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

A Lição do Sapo na Festa Celestial


Por Dag Vulpi

Entre as lembranças dos meus tempos de estudante em um colégio de padres, guardo uma história que, apesar de sua simplicidade, carrega uma lição que atravessa gerações. É a conhecida fábula do sapo que, sem ter sido convidado, encontrou uma maneira de participar de uma festa no céu. Uma narrativa sobre astúcia e ousadia, mas também sobre os riscos de confundir esperteza com prudência.

Conta a história que o urubu, um dos convidados da festa, partiria para a celebração levando sua viola. O sapo, desejoso de participar, mas sem ter recebido convite, teve uma ideia: escondeu-se dentro do instrumento e, assim, conseguiu chegar ao céu sem ser percebido. Sua estratégia funcionou, e ele desfrutou da festa como se também fizesse parte daquele mundo ao qual não havia sido chamado.

Na hora de voltar, porém, a situação mudou. O urubu, depois de beber além da conta o vinho servido na celebração, deixou a viola escapar. O instrumento despencou do céu, levando consigo o sapo, que caiu em direção à terra. Segundo uma das versões da fábula, Deus havia criado o sapo com uma aparência bela, mas a queda transformou para sempre sua forma. Assim, a mesma astúcia que lhe permitira chegar à festa não foi suficiente para garantir seu retorno em segurança.

A história nos convida a refletir sobre a diferença entre ser esperto e agir com sabedoria. A esperteza pode abrir caminhos inesperados, contornar obstáculos e proporcionar vantagens momentâneas. A sabedoria, por sua vez, exige que consideremos os riscos, as circunstâncias e as consequências de nossas decisões.

Nem toda ousadia termina em queda, assim como nem todo atalho conduz ao fracasso. O problema começa quando o desejo de conquistar algo nos faz ignorar os perigos do caminho ou acreditar que a habilidade de entrar em uma situação também nos garante a capacidade de sair dela.

Talvez seja essa a lição mais duradoura da fábula: antes de nos deixarmos seduzir pelas oportunidades, convém pensar não apenas em como chegar ao destino desejado, mas também no preço que poderemos pagar para alcançá-lo. Afinal, há escolhas cujo custo só se revela quando já não temos como voltar atrás.

Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.


Anand Dilvar*

"Para de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Para de me culpar da tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau em ti, ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho: vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que me agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Sentes-te olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro de ti. Aí é que estou."

*Francisco Javier Ángel Real - conhecido pelo pseudônimo de Anand Dilvar

Quem participa de uma bolha política possuí um código de barras estampado nas suas argumentações


Dag Vulpi - 30 de março de 2023

Faço essa analogia da bolha política e de um código de barras, inspirado em personagens reais e suas previsíveis convicções nos debates realizados em grupos políticos.
Imagine que uma pessoa radicalizada politicamente é como um código de barras: uma série de linhas verticais que representam suas crenças e ideologias. Assim como um código de barras é único e identifica um produto específico, as crenças de uma pessoa podem ser exclusivas e identificá-la como um membro de um determinado grupo político.
No entanto, assim como um código de barras pode ser lido por diferentes dispositivos para obter informações sobre um produto, as crenças de uma pessoa podem ser influenciadas por diferentes fontes, como a mídia, as redes sociais, a família e os amigos. Essas influências podem distorcer as crenças originais da pessoa, assim como a leitura incorreta de um código de barras pode levar a informações incorretas sobre um produto.
Além disso, assim como um código de barras pode ser escaneado em diferentes ambientes, as crenças de uma pessoa podem ser moldadas por diferentes contextos, como eventos políticos, culturais e sociais. Se a pessoa vive em uma bolha política, cercada apenas por pessoas que compartilham suas crenças, ela pode ter uma visão distorcida da realidade e ser incapaz de considerar outras perspectivas.
Assim como um código de barras pode ser usado para controlar o estoque de produtos, as crenças de uma pessoa podem ser usadas por políticos e grupos de interesse para controlar a opinião pública. Se a pessoa não for crítica em relação às fontes de informação que recebe e não buscar uma compreensão mais ampla da realidade, ela pode ser facilmente manipulada por esses grupos.
Portanto, é importante para uma pessoa radicalizada politicamente sair de sua bolha política e buscar diferentes perspectivas e fontes de informação. Assim como um código de barras pode ser lido por diferentes dispositivos para obter informações mais precisas sobre um produto, a exposição a diferentes ideias e pontos de vista pode levar a uma compreensão mais completa e equilibrada da realidade política.

Auxílio Reclusão no Brasil: Entenda Como Funciona



Dag Vulpi

Muito se fala sobre o Auxílio Reclusão no Brasil, mas poucos compreendem realmente como esse benefício opera. Contrariando algumas percepções equivocadas, o Auxílio Reclusão não é destinado aos detentos, mas sim a seus dependentes. Neste texto, desvendarei os mitos e explicarei de forma clara como esse auxílio funciona no contexto brasileiro.

O Auxílio Reclusão é um benefício previdenciário garantido pela Constituição Federal brasileira, destinado a amparar os dependentes econômicos de segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que foram recolhidos à prisão. Contrariamente ao que muitos pensam, esse benefício não é concedido diretamente aos detentos, mas sim aos familiares que dependem financeiramente do segurado preso.

Para ter direito ao Auxílio Reclusão, o segurado do INSS deve estar contribuindo para a Previdência Social no momento de sua prisão. Além disso, é necessário que a renda mensal do segurado seja inferior a um determinado valor estabelecido pela legislação previdenciária.

Os dependentes que podem requerer o Auxílio Reclusão incluem cônjuge, companheiro(a), filhos menores de 21 anos ou inválidos, pais e irmãos não emancipados, desde que comprovem dependência econômica do segurado preso. A análise do direito ao benefício leva em consideração a última contribuição efetuada pelo segurado antes da prisão.

O valor do Auxílio Reclusão corresponde a uma média das últimas contribuições do segurado e varia de acordo com o salário de contribuição. É importante ressaltar que o benefício é suspenso caso o segurado seja libertado, faleça ou tenha a pena convertida para regime aberto.

Em meio às discussões e desinformações, é crucial compreender que o Auxílio Reclusão desempenha um papel fundamental na proteção social dos familiares dos detentos. Portanto, ao entender corretamente como funciona esse benefício, podemos contribuir para uma discussão mais informada e esclarecedora sobre a previdência social no Brasil.

Fonte de Pesquisa: Auxílio-reclusão: entenda como funciona esse benefício

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