segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dengue: mosquito agora vai combater a doença


Cientistas descobrem que bactéria bloqueia a multiplicação do vírus nos insetos, impedindo a transmissão da doença

Mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue: o objetivo é que em 2014 os cientistas comecem os testes de campo com a liberação de Aedes aegypti com a bactéria no estado do Rio de Janeiro

Uma estratégia inovadora descoberta por cientistas australianos poderá por ponto final nas sucessivas epidemias de dengue que afetam o Brasil desde a década de 1980. Eles descobriram que uma bactéria presente em 70% dos mosquitos, chamada Wolbachia, bloqueia a multiplicação do vírus da dengue no inseto - ou seja, ele armazena o vírus mas não transmite a doença, que só no ano passado matou 482 brasileiros.

Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciaram parceria com o grupo, que já realiza testes na Austrália, Vietnã e Indonésia. O objetivo é que em 2014 os cientistas comecem os testes de campo com a liberação de Aedes aegypti com a bactéria no estado do Rio de Janeiro. Com o passar do tempo, afirmam os especialistas, a expectativa é que a maior parte da população de mosquitos tenha a Wolbachia, reduzindo a transmissão da doença. "Temos a possibilidade de uma nova abordagem em relação ao controle da dengue", afirmou Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz.

De acordo com os cientistas, que retiraram a bactéria de moscas-da-fruta e introduziram em ovos do mosquito transmissor da dengue, as fêmeas do Aedes "contaminadas" com a bactéria passam a Wolbachia para seus ovos. Esses insetos já nascem com a bactéria e, portanto, são incapazes de transmitir dengue. "Acreditamos que a Wolbachia funciona como uma vacina para os insetos e compete por nutrientes com o vírus da dengue, impedindo que ele se multiplique", explica Luciano Moreira, líder do projeto Eliminar a dengue: desafio do Brasil.

Controle - Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a pesquisa é mais uma ferramenta no combate e controle da dengue. Só em 2010, a pasta gastou cerca de 800 milhões de reais com ações de prevenção e atendimento aos doentes. "A dengue é uma doença complexa e o Ministério apoia todas as ferramentas de combate. A pesquisa está no início, mas esperamos que em alguns anos o resultado positivo possa ser comemorado."

No Brasil, o projeto está na primeira fase, sendo realizado em laboratório, na manutenção de colônias dos mosquitos com Wolbachia e no cruzamento com Aedes aegypti de populações brasileiras. A construção de uma estrutura de gaiola de grandes proporções no campus da Fiocruz - onde os testes intermediários serão realizados - está programada para 2013.

Revisor condena Costa Neto por formação de quadrilha


Para alcançar o número mínimo de quatro pessoas necessário para a condenação por formação de quadrilha, Lewandowski condenou também o ex-tesoureiro do PL


O ministro revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, votou pela condenação do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) pelo crime de formação de quadrilha. Ele já tinha defendido a condenação de Costa Neto também pelas práticas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lewandowski, assim, seguiu em relação a este réu o voto do relator, ministro Joaquim Barbosa.

Para alcançar o número mínimo de quatro pessoas necessário para a condenação por formação de quadrilha, Lewandowski condenou também o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas e recorreu a dois acusados que não respondem pelo crime nesse processo, Lucio Funaro e José Carlos Batista. Ex-sócios da empresa Guaranhuns, eles utilizaram o artifício da delação premiada com o Ministério Público e respondem ação em primeira instância em São Paulo. Lewandowski observou que, no recebimento da denúncia, a corte já tinha se posicionado para aceitar a imputação mesmo com os outros dois acusados estando em processo separado.

"Eu, seguindo o entendimento do plenário, vou para formação de quadrilha integrada por duas pessoas que estão fora desse processo, que respondem em primeira instância", afirmou o revisor.

Ele destacou que os quatro se associaram de forma estável para a prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Foi por meio da Guaranhuns que Valdemar Costa Neto recebeu mais de R$ 6 milhões do valerioduto. Lewandowski observou que o processo foi separado porque, mediante o acordo de delação premiada, há possibilidade de o MP propor benefícios a Funaro e a Batista.

Dilma criticará na ONU medidas de ricos contra a crise


No discurso, ela fará críticas a medidas tomadas pelos países desenvolvidos, como a injeção de dinheiro novo nas economias

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff: sem referências diretas, Dilma questionará as ações dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa

A presidente Dilma Rousseff usará boa parte dos 30 minutos previstos de discurso, nesta terça-feira (25), na 67ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), para discutir a crise financeira internacional. Ela passou a manhã e parte da tarde desta segunda-feira no hotel para fechar o texto, segundo assessores do governo. No discurso, ela fará críticas a medidas tomadas pelos países desenvolvidos, como a injeção de dinheiro novo nas economias.

Sem referências diretas, Dilma questionará as ações dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa. Ela não repetirá o termo "tsunami monetário", mas o sentido será o mesmo, disseram assessores. A presidente defenderá a mesma posição de sempre, ressaltaram pessoas que acompanharam a preparação do texto. A presidente ainda citará temas tradicionais, como a mudança na estrutura do Conselho de Segurança da ONU.

Nesta segunda-feira, à tarde, no encontro com o presidente da Comunidade Europeia, Durão Barroso, Dilma discutiu a retomada da discussão do livre comércio entre o grupo econômico e o Mercosul e acordos comerciais entre Brasil e Portugal.
Via Exame

Pardal recebe quase duas mil denúncias eleitorais


Lançado em maio deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), o sistema Pardal já recebeu 1.979 denúncias eleitorais. Inédita no Brasil, a ferramenta permite que a Justiça Eleitoral capixaba receba, em tempo real, denúncias dos cidadãos relativas a irregularidades nas campanhas eleitorais.
Somente no que diz respeito à propaganda eleitoral irregular, foram recebidas 1.305 denúncias. A propaganda irregular mais denunciada foi a realizada em banners, outdoors e placas, totalizando 880 denúncias. Quanto à propaganda irregular em redes sociais, a Justiça Eleitoral recebeu 185.
Em relação à propaganda eleitoral realizada em sites da internet, foram 35 denúncias. Já as propagandas irregulares por e-mail totalizaram oito denúncias. Outros tipos de propaganda irregular, que não se enquadraram nestas categorias, somaram 197 denúncias.
Os cidadãos também denunciaram outras irregularidades nas campanhas. Foram 262 denúncias contra o uso da máquina administrativa em campanhas eleitorais, 118 relativas à compra de votos e oito denúncias de trabalho infantil nas eleições. Além disso, outras irregularidades que não se enquadram em nenhuma das categorias citadas somam 286 denúncias.
De acordo com o secretário judiciário do TRE-ES, José Maria Miguel Feu Rosa Filho, de todas as denúncias, 655 viraram processos. É que o juiz eleitoral responsável pela análise da denúncia dá o prazo de 48 horas para que o candidato denunciado retire a propaganda irregular. Caso a irregularidade continue, o juiz encaminha a denúncia para o Ministério Público Eleitoral, que dá início ao processo.
O município de Vila Velha foi o campeão de denúncias, que totalizaram 274. Em segundo lugar, aparece Cariacica, com 218 denúncias. Serra vem logo em terceiro, com 205 denúncias. A capital do Estado, Vitória, ficou em quarto lugar, com 204 denúncias.
Por meio do Pardal, o cidadão pode enviar online, inclusive via celular, fotos, vídeos, páginas de internet ou qualquer outro documento em formato eletrônico que comprove a irregularidade denunciada. Para isso, basta que o cidadão acesse a página do TRE-ES (www.tre-es.jus.br) e clique no link destinado ao Pardal, que está disponível na parte superior do site. No link do Pardal, ainda é possível baixar o aplicativo para que o sistema seja utilizado no celular (smartphones com o sistema android).
O Pardal, além de permitir que a Justiça Eleitoral capixaba receba as denúncias em tempo real, viabiliza uma atuação mais rápida na fiscalização das irregularidades nas campanhas eleitorais. O próprio sistema, totalmente desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TRE-ES, encaminha a denúncia para o juiz da respectiva Zona Eleitoral onde está ocorrendo a irregularidade.

Comissão da Verdade vai investigar desaparecimentos e mortes de 140 pessoas durante a ditadura em SP


A Comissão Nacional da Verdade (CNV) divulgou hoje (24) uma lista com 140 nomes de vítimas da ditadura militar (1964-1985) que serão temas de dossiês a partir das investigações dos crimes cometidos à época.
A lista inclui ainda 21 desaparecidos e 80 mortos no estado de São Paulo, centro de maior repressão do regime, principalmente entre os anos 1969 a 1976.
Constam da lista nomes de 11 mortos e de 28 desaparecidos fora de São Paulo, mas que nasceram no estado.
De acordo com Rosa Cardoso, que integra a CNV, os trabalhos de investigação terão uma natureza mais permanente e devem se estender por mais de um ano. Alguns casos mais simbólicos, porém, serão investigados de imediato, de acordo com Rosa Cardoso. “Esses casos vão ser lembrados, principalmente na questão da violência, da brutalidade que essas pessoas foram vítimas”, disse.
Para a investigação dos casos Eduardo Collen Leite, Alexandre Vannucchi Leme, Joaquim Alencar de Seixas e da família da Amelinha Teles, a comissão prepara uma audiência pública para o final de outubro.
A investigação fará “o caminho de volta” para chegar aos agentes dos estado responsáveis pelos crimes, de acordo com José Carlos Dias, membro da CNV. Serão feitos levantamentos dos mortos deixados nas valas comuns de bairros da capital paulista Perus (zona oeste), Vila Formosa (zona leste) e Parelheiros (zona sul).
Dias citou um exemplo típico paulista, do ex-sargento Edgar Aquino Duarte, que ficou por meses preso no porão do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e, posteriormente, sumiu. A comissão tentará desvendar questões como as circunstâncias do desaparecimento, se houve transferência e quem foram os agentes do estado responsáveis.
Na reunião de hoje, ficou decidido que a Comissão Estadual da Verdade, criada pela Assembleia Legislativa de São Paulo, funcionará como uma subseção da comissão nacional, com poderes, atribuições, divisão de trabalho e responsabilidades. Haverá a assinatura de um termo do cooperação entre as duas comissões, prevista para a segunda semana de outubro.
Segundo José Carlos Dias, com o termo, a comissão estadual passará a ter apoio da nacional e poderá para fazer requisições e convocações, necessárias para colher depoimentos. “Poderá praticar os atos que a comissão estadual não tinha poderes e que a nacional, por força de lei, tem”, disse. Dias destacou que ambas as comissões manterão a comunicação sobre quais apurações estarão sendo feitas para evitar repetição dos trabalhos.
Rosa Cardoso declarou que a CNV tem muitos laços com São Paulo. “Aqui a repressão foi muito forte. Então, nós temos um interesse em dar prioridade a trabalhar com os fatos ocorridos em São Paulo, porque eles são visíveis para todo o Brasil”, disse.
No estado, as comissões pretendem rever as certidões de óbito das vítimas, a exemplo da revisão na certidão de Vladimir Herzog. Já aquelas vítimas tidas como desaparecidas, que ainda não têm certidão de óbito, ganharão o documento. “Vamos tentar, junto com o Ministério Público Estadual e a CNV, atualizar esses 140 atestados”, disse o deputado estadual Adriano Diogo, presidente da comissão estadual.
A CNV quer também o tombamento de imóveis considerados emblemáticos da repressão, como o prédio da Auditoria Militar e a sede do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna ( DOI-Codi). De acordo com José Carlos Dias, o prédio da Auditoria, localizado na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, nº 1249, passaria a ser sede das comissão da verdade estadual e nacional. Quanto ao prédio do DOI-Codi, onde hoje funciona uma delegacia de polícia, na Rua Tutoia, 921, poderá ser transformado em museu para testemunhar o período de violência.
“Isso é uma homenagem que nós prestamos a todos aqueles que foram martirizados, mortos naquele prédio. Não é possível que lá continue a funcionar uma simples delegacia de polícia. Foi um lugares onde mais se torturou no Brasil”, disse José Carlos Dias.
A comissão deve iniciar em outubro a oitiva dos familiares das vítimas. A CNV tem até o final de 2014 para elaborar seu relatório,  Já a comissão estadual precisará entregar o documento seis meses antes desse prazo, para que haja tempo de o texto ser incorporado ao relatório nacional.

Revisor do mensalão condena ex-assessor do PP por corrupção passiva e o absolve da acusação de lavagem de dinheiro


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, retomou a leitura de seu voto sobre os pagamentos a parlamentares entre 2003 e 2004.
Ele iniciou seu voto lendo sobre as acusações contra o réu João Cláudio Genu, assessor do PP à época dos fatos. Lewandowski questionou a defesa de Genu e o condenou por corrupção por estar provada sua participação nos atos ilícitos. Mas absolveu o ex-assessor, no entanto, do crime de lavagem de dinheiro.
O ministro julgará agora Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, da corretora Bônus Banval. Em seguida, falará sobre os réus do PL (atual PR), PTB e PMDB. Embora seu voto ainda esteja no começo, Lewandowski, na sessão de quinta-feira (20), já mostrou discordar da versão apresentada pelo relator Joaquim Barbosa, que condenou 12 réus desta etapa, entre eles sete parlamentares.
O revisor absolveu o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) de todos os crimes de que o réu foi acusado e o ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, do crime de lavagem de dinheiro. Enquanto Barbosa disse que os parlamentares lavaram dinheiro ao receber em espécie ou ao mandar terceiros sacarem na boca do caixa, Lewandowski discordou por acreditar que a dissimulação faz parte do próprio ato de corrupção. Para o revisor, se o parlamentar não sabia do caminho sujo do dinheiro até chegar às suas mãos, ele não pode ser condenado por lavagem.
Os dois ministros também discordam sobre o motivo do recebimento da verba pelos parlamentares. Barbosa segue a tese do Ministério Público que diz que o pagamento era para a compra de apoio político ao governo. Lewandowski, no entanto, disse que o dinheiro destinava-se ao pagamento de dívidas de campanha, aproximando-se da tese dos advogados.

Iriny, a moqueca e a geopolítica capixaba

Na verdadeira moqueca capixaba não vai dendê, e na política daqui essa de “vão ter que me engolir” nem sempre cola.
Dag Vulpi
E foi na onda do velho lobo Zagallo que a candidata do PT tentou fazer sua estória. Conclusão: meteu os pés pelas mãos, a moqueca com o dendê virou peixada, seus pares viraram-lhes as costas, o povo não engoliu, e os articuladores da tal geopolítica estão ‘pocando’, deitam e rolam enquanto saboreiam a verdadeira moqueca daqui.

Agora convido os distintos leitores para juntos fazermos uma reflexão:
Teria a candidata Iriny razão caso reclamasse da postura do PT? 
Particularmente tenho minha crítica formada, e sem querer influenciar nas dos senhores, trago para o agora, os acontecidos de um antes recente.

Pois bem, que a candidata se elegeu e se reelegeu várias vezes, e pelos mais variados cargos públicos graças às suas virtudes e ao apoio sem igual de uma militância (então) apaixonada e fervorosa é fato. Mas, se não considerarmos que a presidenta Dilma ao nomeá-la ministra deu uma força e tanto cometeríamos uma copiosa iniqüidade. 

Nem a Dilma, nem Lula, nem os petistas, ou muito menos nós fomos culpados pelas desvairanças da então ministra. As vezes penso o que de fato teria passado naquela cachimónia para incomodar-se por exemplo, com aquela top model, por divulgar lingerie? Ou para tentar intervir nos roteiros das novelas globais?  Ou ainda outras sandices menores que se fazem desnecessárias serem desenterradas.

Convenhamos que lá na capital Federal eles fizeram o possível, mas ela desdenhou da possibilidade do ganho político.
Aqui na ilha do mel, não teve conversa, se auto declarou candidata e ponto, e as tentativas de mudar seu posicionamento por parte da executiva foram ‘tratoradas’ pelo ego da petista.

E aqueles que espertamente ‘pocaram’ na geopolítica, estão passarinhando na parte de cima dos gráficos das pesquisas eleitorais.

O quase impossível tornou-se o provável, pois até pouco tempo, os dois principais candidatos – Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e Luciano Rezende (PPS) – figuravam no mesmo grupo que queria tirar o PT do comando. Mas, ao decidirem jogar em times opostos, escantearam a candidata  e ex-ministra petista Iriny Lopes. 

Marcelo Santos se diz "preparado para governar”

Marcelo Santos, líder nas pesquisas de intenção de votos, disse que sua trajetória política o preparou para comandar Cariacica


Com 32,4% das intenções de votos na pesquisa estimulada Enquet/A Tribuna, Marcelo Santos (PMDB), que disputa a Prefeitura de Cariacica, atribuiu o resultado aos quatro
mandatos que já ocupou — um de vereador e três de deputado — e diz que, por isso, se sente preparado para gerenciar a cidade.
“Sem nenhuma prepotência e sem desmerecer os demais candidato, mas a população entende que, pela quantidade de mandatos e pelas parcerias que conquistei ao longo da minha trajetória política, sou e me sinto preparado para governar a cidade”, explicou.
Na avaliação feita em agosto, Marcelo estava na frente com 30,3%. Portanto, apresentou crescimento de 2,1 pontos percentuais.
Indagado sobre um eventual segundo turno no município, Marcelo reforçou: “Estou prepara d o ”.
Os dados foram divulgados ontem. Para chegar ao percentual, a pesquisa ouviu 900 pessoas, na última terça-feira. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais para
mais ou para menos, em um coeficiente de confiança de 95% Em segundo lugar, está o atual vice-prefeito, Geraldo Luzia Junior (PPS), o Juninho. Na comparação com a pesquisa de agosto, ele cresceu 8,3 pontos percentuais.
Antes havia sido escolhido por 17,1% dos entrevistados, hoje já tem 25,4% das intenções de votos.
“Atribuo o crescimento ao fato das pessoas começarem a se atentar que a eleição está chegando.

Por termos a menor rejeição e por nossa campanha ser muito tranquila, sem ataques, as pessoas perceberam que optar por Juninho é optar pelo equilíbrio político da cidade”, explicou.
Na terceira colocação na pesquisa está a deputada estadual Lúcia Dornellas (PT). Ela conta com 15,4%, índice próximo ao apontado pela pesquisa de agosto, quando ela marcou 15%. Mesmo assim, a petista garante que estará no segundo turno. “Eu continuo muito animada. Aqui vai ter segundo turno e eu vou estar nele”, garantiu.
Em seguida, aparece o também deputado Sandro Locutor (PV), com 3,4%. Em agosto, ele tinha 7% das intenções. O presidente da Câmara de Cariacica, Adilson Avelina (PSD) é o último colocado, com 2,6%. Em agosto ele tinha 2,3%.

‘Robô-cobra’ é nova aposta para tratamento de câncer

Uma “cobra” de 30cm se move pelo corpo de um homem deitado em uma maca, avançando pelo seu fígado. Ela para, “fareja” um ponto à sua esquerda e vira à direita. Trata-se de um robô médico, guiado por um cirurgião experiente e criado para alcançar pontos do corpo que os médicos só conseguiriam ver durante um procedimento cirúrgico invasivo.

Por enquanto, o equipamento é apenas um protótipo e não foi usado em pacientes reais – apenas em laboratório. Mas seus criadores britânicos dizem que, quando o aparelho estiver pronto e aprovado, será uma arma da medicina para encontrar e remover tumores.

A “cobra mecânica” é uma entre várias tecnologias de combate ao câncer que estão sendo apresentadas nesta semana na Conferência de Engenharia Oncológica da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.

A maioria dos equipamentos exibidos ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas Safia Danovi, representante da organização Cancer Research UK, lembra que pesquisas em inovações são extremamente importantes no combate ao câncer.
- Novas tecnologias que façam as cirurgias mais precisas e eficientes são fundamentais – diz ela. Graças a pesquisas, inovações como cirurgias por pequenas incisões e a robótica estão mudando as perspectivas para os pacientes de câncer, e essa tendência precisa continuar.

Orifícios ou incisões
O câncer causa 13% das mortes anuais registradas no mundo, aponta a Organização Mundial da Saúde. Ainda que alguns tratamentos usem técnicas não invasivas, os médicos muitas vezes necessitam adotar procedimentos cirúrgicos de risco.
Os “robôs-cobra”, por sua vez, são tão minimamente invasivos quanto possível dentro da tecnologia atual. Eles usam orifícios do corpo ou incisões locais como pontos de entrada, explica Rob Buckingham, diretor-gerente da OC Robotics, empresa de Bristol (Inglaterra) responsável pelos equipamentos.

O aparelho permite que o cirurgião observe e “sinta” o corpo do paciente, usando câmeras e dispositivos ultrassensíveis. Com isso, pode complementar um sistema de cirurgia robótica em uso há uma década: o sistema Da Vinci, desenvolvido nos EUA, que é um robô com quatro braços equipados com pinças.
Ainda que o equipamento não realize a cirurgia de forma autônoma, ele permite que os médicos realizem cirurgias complexas de forma menos invasiva e mais precisa. O Da Vinci é controlado por um cirurgião, através de pedais e alavancas.
Apesar do alto custo (US$ 2,2 milhões, ou R$ 4,4 milhões) do sistema Da Vinci, ele já é adotado por diversos hospitais no mundo. Outra opção é um longo e fino braço mecânico chamado Mirosurge, desenvolvido pelo centro espacial alemão DLR. Também é um protótipo, mas engenheiros da DLR defendem que ele é mais versátil que o sistema Da Vinci.

- Ele tem sensores que impedem que diferentes braços mecânicos se choquem (durante um procedimento) – diz Sophie Lantermann, da DLR, agregando que os custos do Mirosurge também são menores.

Remoção do tumor
Um dos desafios no combate ao câncer é garantir que, na cirurgia, todo o tumor seja removido. Para tal, os cirurgiões precisam saber exatamente onde o tumor acaba, tarefa nem sempre fácil.
Na Universidade de Berna, na Suíça, cientistas têm injetado um medicamento no corpo do paciente que, uma vez que alcança o tumor, torna-se incandescente perante a luz.
Essa tecnologia de imagem também é aplicada a instrumentos usados para “navegar” pelo corpo, da mesma forma que um GPS ajuda a encontrar um caminho.
- A ideia é controlar os instrumentos cirúrgicos para que um cirurgião possa ver, pela tela do computador, como esses instrumentos se movem pelo corpo – explica Stefan Weber, do centro ARTORG de Pesquisas de Engenharia Biomédica na Universidade de Berna.

- Se você observa o fígado, por exemplo, verá que é um órgão homogêneo de cor vermelha e marrom. Mas para ver onde estão os tumores, fazemos uma tomografia do paciente, um modelo 3D do órgão e dos vasos sanguíneos e nesse modelo conseguimos enxergar o tumor, para dizer ao cirurgião onde ele deve operar.
Weber conta que essa detecção dos vasos sanguíneos, que alinha o modelo com a anatomia do paciente, e a precisão do procedimento “é algo que os computadores não eram capazes de fazer há cinco anos”.

Uma técnica semelhante está sendo desenvolvida na Holanda. Mas Rob Buckingham, da OC Robotics, explica que um dos principais objetivos da conferência oncológica de Leeds é fazer com que todas essas tecnologias trabalhem em conjunto.

- Se começamos a combinar, por exemplo, nosso ‘robô-cobra’ – para alcançar partes traseiras dos órgãos do corpo – com sensores que podem identificar um alvo, pode haver benefícios clínicos – diz ele.

Confiança do Consumidor sobe 1,4% em setembro, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,4% em setembro na comparação com agosto, ao passar de 120,4 pontos para 122,1 pontos, informou a FGV nesta segunda-feira.
O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 2,2%, passando de 133,5 pontos em agosto para 136,4 pontos em setembro. Já o Índice de Expectativas avançou 1,8%, de 113,0 pontos para 115,0 pontos no período.Em agosto, o índice havia recuado 1% na comparação com julho.
O indicador que mede a satisfação dos consumidores em relação à situação econômica local interrompeu uma sequência de quatro quedas consecutivas ao avançar 2,2% em setembro, passando de 101,0 para 103,2 pontos.
A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa aumentou de 23,9% em agosto para 24,5% em setembro, e a dos que a consideram ruim diminuiu de 22,9% para 21,3%.
Dentre os quesitos que compõem o ICC, o indicador que mede as expectativas dos consumidores em relação à situação econômica futura subiu 4,2%, ao passar de 116,7 para 121,6 pontos, o melhor resultado desde maio deste ano.
A parcela de consumidores que projetam melhora passou de 32,5% para 35,3%, e a dos que preveem piora diminuiu de 15,8% para 13,7%.
Indicadores econômicos vêm dando sinais de alguma melhora da economia. Tanto o setor varejista como o leve crescimento da produção industrial ajudaram a iniciar o terceiro trimestre com um ritmo de expansão um pouco mais forte do que o esperado pelo mercado, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).
Via Correio do Brasil

Lewandowski volta a revisar a Ação Penal 470

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta segunda-feira, o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do ‘mensalão’, com a continuação do voto do ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, sobre os pagamentos a parlamentares entre 2003 e 2004. No começo da leitura do voto, na semana passada, Lewandowski mostrou, mais uma vez, divergir do ministro-relator, Joaquim Barbosa, sobre a condenação de 12 réus, inclusive sete parlamentares.

Um dos pontos de divergência entre Lewandowski e Barbosa é sobre o crime de lavagem de dinheiro, questão central por envolver os 13 réus cujas condutas são analisadas agora pelo STF. O julgamento da Ação Penal 470 entra no 27º dia.
Lewandowski já absolveu o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) de todos os crimes e o ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, do crime de lavagem de dinheiro. Na leitura hoje, o relator mencionará as acusações ao réu João Cláudio Genu, assessor do PP à época dos fatos, e aos réus Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, da corretora Bônus Banval. Em seguida, falará sobre os réus do PL (atual PR), PTB e PMDB.

O relator disse que os parlamentares lavaram dinheiro ao receber em espécie ou ao mandar terceiros sacarem na boca do caixa, mas Lewandowski discorda, pois acredita que a dissimulação faz parte do próprio ato de corrupção. Para o revisor, se o parlamentar não sabia do caminho sujo do dinheiro até chegar às suas mãos, ele não pode ser condenado por lavagem.

Os dois ministros também discordam sobre o motivo do recebimento da verba pelos parlamentares. Barbosa segue a tese do Ministério Público que diz que o pagamento era para a compra de apoio político ao governo. Lewandowski, no entanto, disse que o dinheiro destinava-se ao pagamento de dívidas de campanha, aproximando-se da tese dos advogados.

Em entrevista à imprensa há dois dias, após a sessão, Lewandowski deu uma nova versão sobre o destino dos recursos e disse que não vai detalhar em seu voto qual o objetivo do pagamento a parlamentares porque “não há necessidade de entrar nesse tipo de elucubração”. Para ele, a corrupção fica configurada se o político aceitar receber vantagem, independentemente do motivo que levou o corruptor a oferecer dinheiro.
Via Correio do do Brasil

PT quer desconstruir Aécio em Minas


Terra do potencial candidato do PSDB à Presidência, Minas vive guerra de caravanas do PT e PSDB, tudo por 2014. O PSDB descobriu que há dois anos o deputado federal petista Reginaldo Lopes percorre pequenos e médios municípios palestrando em Câmaras Municipais e clubes, com um único discurso: desconstruir a imagem de Aécio Neves. Os tucanos reagiram. Pegou a estrada o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro, que faz rota similar para tentar resgatar o que classifica de legado do ex-governador.

Cidadãos podem informar ao TSE se doaram ou prestaram serviço a campanhas


Qualquer cidadão pode acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral na internet (www.tse.jus.br) e declarar se doou ou não algum valor para a campanha de qualquer candidato.

Os cidadãos podem auxiliar a Justiça Eleitoral no processo de prestação de contas de campanha dos candidatos nas eleições 2012. Qualquer cidadão pode acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral na internet (www.tse.jus.br) e declarar se doou ou não algum valor para a campanha de qualquer candidato. Da mesma forma, o cidadão pode declarar se prestou ou não algum tipo de serviço para um candidato, como, por exemplo, confecção de cartazes e plotagem de veículos.

Para isso, basta que o cidadão acesse o link “Eleições 2012” no site do TSE e, em seguida, “Prestação de contas”. Neste link, o cidadão poderá se cadastrar para enviar, voluntariamente, informações sobre doações ou gastos de campanha dos candidatos.
É importante que os doadores e fornecedores de campanha prestem essas informações voluntárias à Justiça Eleitoral. Essa participação dos cidadãos auxilia a Justiça Eleitoral a analisar se os candidatos ocultaram informações ao prestar contas de suas campanhas.

Isso quer dizer que um candidato, em sua prestação de contas, pode não declarar todos os valores que recebeu, o que configura o chamado “caixa dois”. Há ainda casos em que o candidato excede o limite de gastos permitido e não declara todos os serviços que contratou para a campanha.

Também é importante que os cidadãos que não doaram ou forneceram bens prestem, voluntariamente, essas informações. É que os cidadãos e empresas possuem limites de doação para campanhas políticas. Quando esses limites são extrapolados, candidatos mal intencionados podem utilizar na prestação de contas CPFs e CNPJs de pessoas e empresas que não doaram e nem forneceram bens para a campanha. Isso camufla a verdadeira origem dos recursos e esconde essa extrapolação de limites de doação.
O coordenador de Controle Interno do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), Fábio Rosado Barbosa, afirma que essa iniciativa traz transparência ao processo de prestação de contas de campanha. “A participação da sociedade aumenta a eficiência do controle de gastos e recebimentos por parte dos candidatos, já que os próprios fornecedores e doadores poderão trazer as informações”.

As informações podem ser prestadas pelos cidadãos até o dia 06 de novembro, data em que se encerra o prazo para a prestação de contas por parte dos candidatos. A Justiça Eleitoral aconselha que os fornecedores sempre emitam a nota fiscal em nome do candidato, comitê ou partido, com o respectivo CNPJ da campanha. Para os doadores, a dica é sempre exigir o recibo eleitoral, que é seriado e emitido pelo próprio candidato.
Assessoria de Comunicação do TRE-ES

PT na descendente e perdendo espaço político nas capitais

Mesmo no comando do governo federal, contando com a alta popularidade da presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral, o PT vislumbra uma forte possibilidade de encolher nas eleições para prefeito nas capitais. 

No quadro que se desenha na reta final, o partido que hoje comanda sete prefeituras, está na dianteira das pesquisas de intenção de votos em apenas três: Goiânia, Rio Branco e João Pessoa. E corre o risco de ficar fora do segundo turno em São Paulo, a disputa escolhida como prioridade da sigla. Em Vitória deve ocorrer o mesmo. 


Abraço do afogado 
Após oito anos no poder, o prefeito João Coser não consegue sequer colocar sua candidata, Iriny Lopes, na segunda posição na corrida pela PMV. 
Aos pesadelos do PT, soma-se o fato de que o partido que está na frente em um maior número de capitais é o PSDB, força política que tradicionalmente polariza as disputas com os petistas. 

Candidatos tucanos têm dominado os pleitos em cinco capitais, inclusive Vitória, hoje governada pelo PT. “Ainda é muito cedo para cravar que o PT está diminuindo nessas cidades”, minimiza o secretário de Organização do partido, Paulo Frateschi.
Na avaliação de Frateschi, a situação da legenda na campanha repete um comportamento já tradicional da sigla em disputas eleitorais. “Somos um partido de chegada, estamos acostumados a virar disputas nos últimos 10 dias da corrida”, afirma o secretário, reconhecendo que a militância demorou a ir para as ruas reforçar as candidaturas petistas. 

Um sintoma da desmobilização se fez sentir em São Paulo, onde Lula chegou a dizer no palanque do petista Fernando Haddad estar sentindo falta de militantes entregando panfletos e agitando bandeiras. 
“Não podemos pensar que a televisão vai resolver tudo”, disse Lula. “Ele entrou na hora certa. Um chamado desse é suficiente para o partido entrar em campo”, acredita o secretário do PT. 

A reação dos oposicionistas, no entanto, não se restringe ao PSDB. Depois de perder quadros e tempo de televisão com a criação do PSD e ter seu ocaso decretado por analistas políticos, o DEM ressurge com chance de eleger três prefeitos de capitais, um deles já no primeiro turno: João Alves, em Aracaju. 
“Mais do que o cansaço de material de partidos como o PT, nós estamos apostando na qualidade dos nossos quadros. Quem ficou no DEM depois da sangria causada pelo PSD foi a essência do partido, os nomes mais tradicionais”, diz o presidente da sigla, José Agripino Maia. 
“Reconheço que vivemos um ano pesado, mas soubemos nos recompor e, em certa medida, ganhar com o que parecia ser uma perda”, avalia Agripino, que cita como principal exemplo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD).
“Ele saiu do partido e foi apoiar o José Serra (PSDB) como se fosse o grande cabo eleitoral da disputa. Agora, está sendo escondido pela campanha”, desdenhou o democrata.

Aliados 
Outro problema que o PT enfrentará é o avanço de legendas aliadas na esfera federal. O PSB, que rompeu aliança com o partido em três capitais, apresentando candidaturas próprias, tem nomes considerados competitivos em ao menos seis. 

O provável crescimento da sigla preocupa o governo federal e a cúpula petista por representar a consolidação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), como liderança política nacional, com poder para influenciar a construção da chapa governista em 2014 ou lançar candidatura própria à Presidência. 

O PDT aparece com três candidatos em primeiro lugar nas pesquisas — o mesmo número que hoje apresentam PT e PMDB. O resultado desse avanço poderá influenciar uma redistribuição de forças na Esplanada, ao fim das eleições. 
“O número de capitais é importante, mas a força do partido no interior não pode ser desconsiderada”, diz o presidente do PMDB, Valdir Raupp, apostando que o partido irá se manter no topo do ranking das legendas e somar mais de mil prefeituras neste ano. “Continuaremos sendo a principal força da base aliada nos municípios”, afirma Raupp. 

Julgamento do mensalão é retomado com leitura sobre pagamentos a parlamentares


O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (24) às 14h o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, com a continuação do voto do ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, sobre os pagamentos a parlamentares entre 2003 e 2004.  No começo da leitura do voto, na semana passada, Lewandowski mostrou, mais uma vez, divergir do ministro-relator, Joaquim Barbosa, sobre a condenação de 12 réus, inclusive sete parlamentares.
Um dos pontos de divergência entre Lewandowski e Barbosa é sobre o crime de lavagem de dinheiro, questão central por envolver os 13 réus cujas condutas são analisadas agora pelo STF. O julgamento da Ação Penal 470 entra no vigésimo sétimo dia.
Lewandowski já absolveu o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) de todos os crimes e o ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, do crime de lavagem de dinheiro. Na leitura hoje, o relator mencionará as acusações ao réu João Cláudio Genu, assessor do PP à época dos fatos, e aos réus Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado, da corretora Bônus Banval. Em seguida, falará sobre os réus do PL (atual PR), PTB e PMDB.
O relator disse que os parlamentares lavaram dinheiro ao receber em espécie ou ao mandar terceiros sacarem na boca do caixa, mas Lewandowski discorda, pois  acredita que a dissimulação faz parte do próprio ato de corrupção. Para o revisor, se o parlamentar não sabia do caminho sujo do dinheiro até chegar às suas mãos, ele não pode ser condenado por lavagem.
Os dois ministros também discordam sobre o motivo do recebimento da verba pelos parlamentares. Barbosa segue a tese do Ministério Público que diz que o pagamento era para a compra de apoio político ao governo. Lewandowski, no entanto, disse que o dinheiro destinava-se ao pagamento de dívidas de campanha, aproximando-se da tese dos advogados.
Em entrevista à imprensa há dois dias, após a sessão, Lewandowski deu uma nova versão sobre o destino dos recursos e disse que não vai detalhar em seu voto qual o objetivo do pagamento a parlamentares porque “não há necessidade de entrar nesse tipo de elucubração”. Para ele, a corrupção fica configurada se o político aceitar receber vantagem, independentemente do motivo que levou o corruptor a oferecer dinheiro.
Da Agencia Brasil

Luiz Paulo tem 43%, Luciano 22% e Iriny 16%, aponta Ibope em Vitória


Pesquisa mostra que candidato do PSDB caiu três pontos percentuais.
Margem de erro é de quatro pontos para mais ou para menos.


O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) Ibope divulgou neste sábado (22) a segunda pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela Prefeitura de Vitória nas eleições deste ano. A pesquisa foi encomendada pela Rede Gazeta.
Em relação à pesquisa anterior, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) caiu três pontos percentuais, foi de 46% para 43%. Luciano Rezende (PPS) subiu dois pontos, saindo de 20% para 22%. Iriny Lopes (PT) subiu de 14% para 16%. Edson Ribeiro (PSDC), Gustavo De Biase (PSOL) e Montalvani (PRTB) ainda aparecem com 1% das intenções de voto cada um. O nome do candidato Jenner Dinho (PDT) estava na relação de candidatos, mas não foi citado por nenhuem entrevistado.

Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:
Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB): 43%
Luciano Rezende (PPS): 22%
Iriny Lopes (PT): 16%
Edson Ribeiro (PSDC): 1%
Gustavo De Biase (PSOL): 1%
Montalvani (PRTB): 1%
Branco / nulo: 8%
Não sabe / não respondeu: 9%

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de setembro. Foram entrevistadas 504 pessoas na cidade de Vitória. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), sob o número ES-00082/2012.

Pesquisa anterior
A primeira pesquisa do Ibope foi divulgada em 18 de agosto e registrou os seguintes resultados: Luiz Paulo Vellozo Lucas com 46%; Luciano Rezende (20%); Iriny Lopes (14%); Edson Ribeiro (1%), Gustavo De Biase ((1%) e Montalvani (1%).

Rejeição aos candidatos
O Ibope também perguntou em quem os entrevistados não votariam de jeito nenhum: Iriny Lopes foi a mais citada, com índice de rejeição de 31%. Montalvani tem 18%, Edson Ribeiro 15%, Luiz Paulo 14%, Luciano Rezende 11%, Gustavo de Biase 9% e Jenner Dinho 9%. Entre os entrevistados, 7% poderiam votar em todos e 12% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa anterior, os resultados da rejeição foram os seguintes: Oswaldo Barba com 29%; Eduardo Cotrim com 21%; Paulo Altomani com 15%; Sacomano com 12%; Flavio Lazzarotto com 11%; o professor Ronaldo Mota teve 9%. Entre os entrevistados, 10% responderam que votariam em todos eles e 22% não souberam ou não responderam.
Iriny Lopes (PT) teve 31% de rejeição; Luciano Rezende (PPS) 19%; Luiz Paulo (PSDB) 18%; Edson Ribeiro (PSDC) obteve 11% das respostas; Montalvani (PRTB) 8%. Os que falaram que poderiam votar em todos foram 17% e não sabem e não responderam 26%.
Na pesquisa anterior, os resultados da rejeição foram os seguintes: Iriny Lopes com 31%; Luciano Rezende com 19%; Luiz Paulo com 18%; Edson Ribeiro obteve 11% das respostas; Montalvani com 8%. Entre os entrevistados, 17% responderam que votariam em todos eles e 26% não souberam ou não responderam.

Pesquisa Espontânea
O instituto de pesquisa também questionou em quem os entrevistados votariam para prefeito espontaneamente, ou seja, sem a apresentação das opções de nomes de candidatos. Nesta situação, 39% dos entrevistados disseram que votariam no candidato Luiz Paulo; 15% votariam em Luciano Rezende; Iriny Lopes teria 14% dos votos; Gustavo de Biase teria 1%; Edson Ribeiro e Montalvani teriam 0 % dos votos cada um. Brancos e nulos somaram 8% e eleitores que não souberam ou não responderam, 21%.

Maiores problemas
A pesquisa abordou com os eleitores, ainda, quais as áreas que as pessoas vêm enfrentando maiores problemas. Em Vitória, os três itens mais citados foram segurança pública com 49%, saúde com 23% e transporte coletivo com 6%.

Sócio da Vale na África quer processar BTG e Agnelli


Negociação em curso para que o BTG e Agnelli assessorem o governo da Guiné sobre o destino da maior reserva inexplorada de minério no mundo é o que motiva o processo

O minério em Simandou, estimado em 5,5 bilhões de toneladas métricas, não fica longe do complexo da Vale em Carajás com 7,4 bilhões de toneladas
O grupo israelense BSG Resources, sócio da Vale na África, procura advogados no Brasil para processar o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o empresário Roger Agnelli, ex-presidente da mineradora. O motivo é uma negociação em curso para que o banco e Agnelli passem a assessorar o governo da Guiné, na costa oeste da África, sobre o destino da mina de Simandou, a maior reserva inexplorada de minério de ferro do mundo.

Embora formalmente a negociação gire em torno de assessoria financeira e estratégica, os israelenses temem que o acordo seja abrangente o suficiente para que BTG e Agnelli tenham influência sobre todas as operações em Simandou - incluindo os direitos de exploração da VBG, joint venture entre BSG e Vale, na região. O minério em Simandou, estimado em 5,5 bilhões de toneladas métricas, não fica longe em tamanho do complexo da Vale em Carajás, no Pará, com 7,4 bilhões de toneladas.

O presidente do BSG, Asher Avidan, está no Brasil desde quarta-feira e deve ir embora neta segunda-feira. Ele disse que já conversou com quatro grandes escritórios de advocacia e que pretende convencer a Vale a ser co-autora na ação junto com ele. "O BTG e Agnelli chegaram pela porta de trás. Estão negociando com Alpha Mohamed Condé, filho do presidente da Guiné (Alpha Condé)."

O possível processo promete esquentar ainda mais a disputa pelas riquezas localizadas em um dos países mais pobres do mundo, com mais de 60% de analfabetismo e renda per capita equivalente a um décimo da brasileira.

Profissionais ligados ao BTG e a Agnelli afirmam que o BSG estaria equivocado, porque a proposta de consultoria se refere a uma área de Simandou pertencente à mineradora australiana Rio Tinto. "A proposta (do BTG) no início de julho falava sobre tudo em Simandou, e não apenas do lado da Rio Tinto", diz Avidan. "Senão, não haveria motivo para comprar essa briga."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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