sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Bélgica aumenta alerta de terrorismo para nível máximo


A Bélgica aumentou para o nível máximo o alerta de terrorismo, que significa “ameaça iminente”, anunciaram hoje (20) as autoridades belgas.

“Após a última avaliação, o gabinete de crise aumentou o alerta para o nível 4, o que significa uma séria ameaça na região de Bruxelas”, diz o comunicado divulgado uma semana após os ataques do Estado Islâmico em Paris, que fez 130 mortos.

“A análise que foi efetuada demonstra uma ameaça séria que requer medidas específicas de segurança assim como a divulgação de recomendações especiais junto da população”, acrescenta o gabinete de crise que depende do Ministério do Interior.


Conselho de Segurança da ONU autoriza "todas as medidas" contra Estado Islâmico


O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou hoje (20) uma resolução que autoriza todos os países com capacidade a utilizarem “todas as medidas necessárias” para atuar contra o grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque. A resolução, aprovada por unanimidade, foi apresentada pela França em resposta aos atentados do  dia 13 em Paris, que provocaram pelo menos 130 mortos.

O texto propõe “aumentar e coordenar” a luta antiterrorista e manifesta a intenção de reforçar as sanções contra cidadãos e entidades relacionados com o grupo extremista Estado Islâmico. O documento pede ainda para que seja feito um maior esforço para deter o fluxo de combatentes estrangeiros que viajam para o Oriente Médio.

Jumentice do dia


O jumento do dia vai para Felipe Porto, líder de acampamento no Congresso que promete 'carnificina' em caso de eles serem retirados de onde estão acampados.

No gramado, aliás, deve ser o gramado que os prende por ali, em frente ao Congresso há pelo menos quatro grupos distintos acampados, a maioria pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff.

Um dos líderes do acampamento que está em frente ao Congresso Nacional e que defende a deposição do governo e a "intervenção popular", Felipe Porto, afirmou nesta quinta-feira, (19/11) que não há chances de que o movimento deixe o local de forma pacífica. "Vamos resistir. Estamos armados e se houver isso (retirada) vai ter uma carnificina aqui", afirmou. 




O grupo a que Felipe pertence, denominado "Ocupa Brasília", é composto majoritariamente por ex-militares e ex-policiais. Por isso, afirmam, estão armados legalmente.


Porto diz que o objetivo do grupo é fazer uma "deposição total dos Três Poderes". "Não defendemos a intervenção militar e sim a intervenção popular", afirmou. Questionado sobre como funcionaria essa deposição, Porto disse que com o apoio do Exército. 


O grupo de Porto é o mesmo responsável pela manifestação de domingo, dia 15 de novembro, para "defender a pátria". O protesto, entretanto, teve baixa adesão.

Porto disse que apesar de poucos adeptos o grupo tem condições de "chamar reforço armado" caso haja confronto. "O cenário de guerra está armado", ameaçou. 

Sequestro em hotel no Mali acaba com 27 reféns e dois jihadistas mortos


Fontes da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram que o sequestro do Hotel Radisson em Bamako, capital do Mali, terminou com 27 reféns e dois jihadistas mortos. O hotel foi retomado hoje (20) por forças de segurança especiais francesas após ser invadido pela manhã por homens armados que mantinham 125 clientes e 13 funcionários reféns.

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Os grupos terroristas Al Qaeda, no Magrebe Islâmico, e Al Murabitun assumiram a autoria do "ataque conjunto" de hoje.

A autoria do ataque foi informada por telefone à agência de notícias privada da Mauritânia, Al Ajbar, que mantém contato com grupos jihadistas da região do Sahel. Esta é a primeira vez que as duas organizações jihadistas declaram ter operações conjuntas. O Al Murabitun, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, é um dos grupos mais ativos na região do Sahel.

* Com informações das agências Lusa e Ansa


Forças de segurança francesas retomam hotel no Mali; 18 mortos são encontrados


Forças de segurança especiais francesas retomaram hoje (20) o Hotel Radisson, em Bamaco, capital do Mali, invadido pela manhã por homens armados que mantinham 125 clientes e 13 funcionários reféns. Dentro do edifício, já não havia mais reféns, mas foram encontrados 18 mortos.


As forças especiais enviadas de Ouagadougou, no vizinho Burkina Faso, estão no interior do hotel e “participam nas operações ao lado dos malianos”. Estas informações foram divulgadas depois de o ministro da Segurança maliano, coronel Salif Traoré, ter anunciado que o grupo armado já não mantinha mais reféns. As forças de segurança do Mali haviam cercado o local após o ataque, do qual participaram “dois ou três homens”, segundo um porta-voz.

“Eles já não têm neste momento nenhum refém nas mãos e as forças estão a persegui-los”, disse o ministro em uma entrevista à imprensa.

Os grupos terroristas Al Qaeda, no Magrebe Islâmico, e Al Murabitun assumiram a autoria do "ataque conjunto" de hoje contra o hotel, que provocou 18 mortes e deixou vários feridos.

A autoria do ataque foi informada por telefone à agência de notícias privada da Mauritânia, Al Ajbar, que mantém contato com grupos jihadistas da região do Sahel. Esta é a primeira vez que as duas organizações jihadistas declaram ter operações conjuntas.

O Al Murabitun, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, é um dos grupos mais ativos na região do Sahel.

Fontes da segurança disseram que os homens armados são ‘jihadistas’ que chegaram ao hotel por volta das 7h, hora local, em um carro com placa diplomática, entraram e começaram a disparar armas automáticas.
* Com informações da Agência Lusa


Sobe para 130 o número de mortos em atentados em Paris


O número de mortos nos atentados ocorridos há uma semana em Paris subiu para 130, anunciou hoje (20) o primeiro-ministro francês, Manuel Valls. “Os terroristas mataram sem misericórdia, destruindo 130 vidas”, declarou Valls, no Senado francês. a intervenção diante dos senadores franceses em defesa do prolongamento do estado de emergência em vigor no país desde os ataques.

O gabinete do primeiro-ministro confirmou à agência France Presse que o número foi atualizado depois da morte, na quinta-feira, de um ferido que estava hospitalizado. O balanço anterior contabilizava 129 mortos.

Os atentados de 13 novembro deixaram cerca de 350 pessoas feridas. “Muitas lutam ainda contra a morte”, afirmou Valls, ao destacar a prorrogação do estado de emergência em vigor no país desde os ataques.

“O estado de emergência é uma resposta imediata, poderosa, eficaz, para proteger os nossos cidadãos, para deter os indivíduos fanáticos, os criminosos que querem atacar o nosso país, os seus valores, atacar a nossa democracia”, declarou o primeiro-ministro.

Na quinta-feira, o projeto de lei sobre o estado de emergência foi aprovado quase por unanimidade pelos deputados franceses. O texto estabelece a prorrogação, por um período de três meses, do estado de emergência, a partir de 26 de novembro.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou no sábado, em comunicado, a autoria dos atentados de 13 de novembro na capital francesa.

Os ataques – que tiveram a participação de pelo menos oito terroristas, sete dos quais morreram, – ocorreram em vários locais de Paris, entre eles uma sala de espetáculos e o Estádio de França, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções da casa e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras após os atentados, classificados pelo presidente François Hollande como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Em uma operação policial no bairro de Saint Denis, ao norte de Paris, as autoridades mataram Abdelhamid Abaaoud, apontado como o mentor dos ataques.

Percentual de jovens negros no ensino médio dobra em 13 anos


Mais da metade dos brasileiros de 15 a 17 anos que se autodeclaram pretos ou pardos estavam no ensino médio (51%) em 2014, segundo levantamento feito pelo Instituto Unibanco com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada na semana passada. Em 2001, esse percentual era de 25%. No mesmo período, a proporção de jovens brancos no ensino médio cresceu 14 pontos percentuais – chegando a 65%.

Em 2001, mais da metade (53%) dos alunos negros de 15 a 17 anos ainda estava estudando na primeira etapa da educação básica, ou seja, estavam atrasados em relação ao que era esperado para a sua faixa etária. Na última Pnad, o percentual caiu 21 pontos e hoje a proporção de jovens negros ainda atrasados no fundamental é de um terço (32%) - entre os brancos, esse percentual é de 22%.

No total da população de 15 a 17 anos sem estudar, 19% já completaram o ensino médio. Na população branca, esse percentual é de 28%, superior ao verificado entre os negros (15%).

Ainda de acordo com o levantamento, 57% dos negros que estão fora da escola não completaram o ensino fundamental. Entre os brancos, o percentual de jovens de 15 a 17 anos fora da escola é de 43%.

Tornado atinge Marechal Cândido Rondon, a oeste do Paraná


Um tornado atingiu na tarde desta quinta-feira (18) parte da cidade de Marechal Cândido Rondon, a oeste do Paraná, interditando estradas, derrubando centenas de árvores e postes de luz. Conforme levantamento das autoridades locais, cerca de 1.500 casas foram atingidas, além de 200 empresas e áreas públicas. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que 14 mil imóveis ficaram sem energia por causa de danos na rede elétrica. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o tornado provocou ventos de 115Km/h a 125 Km/h.

Logo após o ocorrido, por volta das 16h, equipes da prefeitura e do Corpo de Bombeiros começaram a desobstruir as estradas e ajudar as pessoas que tiveram suas residências afetadas. O helicóptero do Samu também esteve na cidade para auxiliar no socorro às vítimas. Segundo a prefeitura, até o momento 20 pessoas passaram pela Unidade de Saúde 24 Horas, sendo que apenas uma teve ferimentos mais grave e foi transferida para um hospital do município, mas passa bem.

No início da noite de ontem, o prefeito da cidade, Moacir Froehlich, convocou uma reunião emergencial com representantes das secretarias municipais, associação comercial, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Copel (companhia de energia do estado). Eles fizeram uma avaliação dos estragos e começaram a traçar estratégias de trabalho para colaborar com as pessoas que foram atingidas, e dar condições de melhor tráfego na cidade.

O Corpo de Bombeiros, além de fornecer lona e outros materiais, pediu mais reforço de efetivo e também mais uma ambulância, segundo a prefeitura. O parque de exposições da cidade foi colocado à disposição para receber pessoas desabrigadas. A prefeitura se comprometeu a fornecer alojamento e alimentação, caso necessário.

As ruas foram todas desobstruídas, sendo que as árvores foram empurradas paras as laterais. As equipes pararam com as atividades tendo em vista que a chuva voltou a cair. Logo no início da manhã, os trabalhos foram retomados.

O Batalhão de Polícia de Fronteira e a Polícia Militar redirecionaram todas as equipes para Marechal Cândido Rondon, colocando todo o seu efetivo durante a noite para evitar possíveis furtos, tendo em vista que parte do município está sem energia elétrica.

Um dos corpos encontrados em Saint-Denis é de Hasna Aitboulahcen


A Procuradoria de Paris anunciou que foi identificado como Hasna Aitboulahcen um dos três mortos no apartamento onde ocorreu a operação policial de quarta-feira (18) em Saint-Denis, ao norte da capital francesa.

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Em comunicado, a Procuradoria diz que foi possível estabelecer a identidade de Aitboulahcen, por meio das impressões digitais, a partir dos restos encontrados entre os escombros no apartamento em Saint-Denis.

No local, as autoridades recolheram um passaporte em nome de Aitboulahcen, que nasceu em 12 de agosto de 1989 em Clichy-la-Garenne, nos arredores da capital francesa.

Os investigadores ainda não conseguiram identificar o terceiro corpo encontrado no apartamento.

A operação das forças especiais francesas, lançada na madrugada de quarta-feira (18) em Saint-Denis, que se prolongou por sete horas, buscava capturar Abdelhamid Abaaoud, suposto "mentor" dos atentados terroristas de sexta-feira passada (13), em Paris, que deixaram 129 mortos e foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

As forças de segurança francesas detiveram, durante a operação, oito pessoas.


Terceiro corpo é encontrado em local de operação policial em Saint-Denis


A Procuradoria de Paris anunciou hoje (20) que foi encontrado um terceiro corpo nos destroços do apartamento onde morreu o suposto "mentor" dos atentados de Paris, Abdelhamid Abaaoud, durante uma operação das forças especiais francesas.

O corpo de uma mulher foi encontrado nos destroços do apartamento, bem como um passaporte em nome de Hasna Aitbulahcen, uma prima de Abaaoud.

A procuradoria acrescentou que a identidade da mulher ainda não foi confirmada.

A operação das forças especiais francesas, lançada na madrugada de quarta-feira (18) em Saint-Denis, que se prolongou por sete horas, buscava capturar Abaaoud, depois de dados do inquérito, obtidos por meio de escutas, vigilância e testemunhos, “fazerem crer” que Abdelhamid Abaooud estava no apartamento visado pelas forças especiais, explicou o procurador de Paris, François Molins.

“Abdelhamid Abaaoud foi formalmente identificado como morto na operação” naquele subúrbio ao norte de Paris, diz comunicado da Procuradoria.

Segundo o texto, Abaaoud foi identificado pelas impressões digitais. O corpo estava crivado de balas.

Na operação morreram duas pessoas, no interior do apartamento cercado pela polícia - uma mulher que acionou explosivos que levava no corpo e um homem, agora identificado como Abaooud, atingido a tiro pela polícia.

Cidadão belga, de 29 anos, Abaaoud viajou para a Síria em 2014 para se juntar ao grupo extremista Estado Islâmico, mas as autoridades sabiam que tinha regressado à Europa pelo menos uma vez.

Duas pessoas fazem 170 reféns em hotel no Mali


Duas pessoas fazem reféns 140 hóspedes e 30 empregados do Hotel Radisson Blu, em Bamako, no Mali, informou a cadeia de hotéis, em comunicado.

“O grupo Rezidor, que administra o Hotel Radisson em Bamako, está ciente da tomada de reféns que está ocorrendo. Duas pessoas fazem reféns 140 clientes e 30 empregados”, acrescenta a nota.

Um tiroteio agora de manhã no hotel, no centro da capital, supostamente feito por jihadistas, levou à definição de um perímetro de segurança na área, informou um jornalista da France Presse que se encontra no local.

De acordo com o testemunho, o fogo disparado por armas automáticas foi ouvido fora do hotel, mas ainda não há relatos sobre vítimas. Tudo aconteceu no sétimo andar do prédio.

"As nossas equipes de segurança estão em contato constante com as autoridades locais, a fim de prestar toda a ajuda possível para estabelecer a segurança no hotel. Neste momento, não temos mais informações e continuamos a acompanhar a situação de perto”, acrescentou o grupo hoteleiro no comunicado.

Segundo uma fonte da segurança malaia, os homens armados chegaram ao hotel em uma viatura com matrícula do corpo diplomático.

No dia 7 de março deste ano, um atentado contra um bar-restaurante em Bamako fez cinco mortos, entre eles um cidadão belga e um francês. Foi o primeiro ataque desse tipo registrado na capital do Mali.

Em agosto passado, ocorreu outra tomada de reféns, de mais de 24 horas, em um hotel da cidade, que provocou a morte de quatro soldados e cinco funcionários da Organização das Nações Unidas, bem como de quatro assaltantes.

Os grupos islâmicos têm feito ataques no Mali desde junho, apesar de um acordo de paz entre os rebeldes tuaregues, no Norte do país, e grupos armados rivais pró-governo.

O Norte do Mali esteve, entre março e abril de 2012, sob controlo de grupos jihadistas ligados à Al Qaeda, na sequência de um golpe militar.

Os grupos foram dispersados e perseguidos após uma intervenção militar internacional lançada em janeiro, por iniciativa da França, cujas forças militares se mantêm ainda no país.

No entanto, há várias regiões que escapam ao controle das forças militares malaias e estrangeiras.

Há muito concentrados no Norte do país, os ataques jihadistas estenderam-se, desde o início do ano, para o Centro e, desde junho, para o Sul do território.

Estado Islâmico ameaça atacar Casa Branca, Roma e novamente Paris


O grupo extremista Estado Islâmico divulgou nessa quinta-feira (19) um vídeo em que ameaça fazer novos atentados na Casa Branca, em Roma e novamente em Paris, após os ataques da última sexta-feira (13) na capital francesa.

No vídeo de seis minutos, supostos integrantes da organização ameaçam fazer ataques suicidas na residência do presidente dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que se congratulam com os atentados em Paris, em que morreram 129 pessoas.

Os terroristas também ameaçam com mais atentados na capital francesa e mencionam “a conquista de Roma”, depois de a Praça de São Pedro, no Vaticano, ter sido capa da revistaonline do grupo.


O novo vídeo foi divulgado depois de, na quarta-feira (18), o presidente da Câmara de Nova York, Bill de Blasio, ter dito que “não existe qualquer ameaça credível e específica” contra a cidade.

“Quero encorajar todos os nova-iorquinos a manterem as suas rotinas habituais e quero que saibam que não existe qualquer ameaça credível e específica contra a cidade”, afirmou de Blasio, em entrevista na Times Square, acompanhado do chefe da polícia, William Bratton.

Polícia chinesa mata 28 supostos terroristas em Xinjiang


A polícia da região autônoma chinesa de Xinjiang desarticulou um suposto grupo terrorista, matando 28 dos seus integrantes em uma operação que durou 56 dias, anunciaram as autoridades locais, citadas pela agência oficial Xinhua.

Na última quarta-feira (18), um grupo armado atacou uma mina de carvão no condado de Baicheng, na prefeitura de Aksu, matando 11 civis, três policiais e mais dois integrantes da força, além de ferir 18 pessoas, de acordo com comunicado do Departamento de Propaganda de Xinjiang, informou a Xinhua.
Segundo a agência, um dos supostos terroristas rendeu-se e 28 foram mortos numa operação policial.

A China considera os separatistas de Xinjiang responsáveis pelos conflitos na região, entre eles a minoria muçulmana uigur e a maioria han, predominante em cargos de poder político e empresarial regional.

Peritos e grupos de defesa dos direitos humanos consideram, no entanto, que a política repressiva de Pequim, em relação à cultura e religião dos uigures, aumenta a tensão em Xinjiang.

Após os atentados em Paris, a China elevou o nível de alerta terrorista e pediu que os "separatistas uigures" sejam incluídos na luta mundial contra o terrorismo.

No ano passado, 712 pessoas foram condenadas na China por terrorismo e atividades separatistas, segundo dados oficiais apresentados durante a Assembleia Nacional Popular chinesa, realizada anualmente em março.

A maioria dos casos ocorreu em Xinjiang, mas houve também um atentado na Praça Tiananmen, em Pequim, e outro na Estação Ferroviária de Kunming, no Sudoeste da China.

EUA dizem que Estado Islâmico pode ser eliminado mais depressa do que Al Qaeda


O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse estar convencido de que os Estados Unidos têm capacidade para “neutralizar” o grupo Estado Islâmico em menos tempo do que precisaram para eliminar a Al Qaeda.

“Começamos a nossa luta contra a Al Qaeda em 2001 e demoramos vários anos até que pudéssemos eliminar Osama bin Laden e os seus líderes, neutralizando-os como força efetiva. Espero fazê-lo com o Estado Islâmico muito mais rapidamente. Acredito que temos capacidade de fazer isso”, afirmou.

O responsável pela diplomacia norte-americana fez as declarações aos jornalistas em Washington, depois de comparecer ao Comitê de Inteligência do Senado, onde defendeu a estratégia de administração do presidente Barack Obama na Síria.

“Vamos derrotar o Estado Islâmico”, disse Kerry, acrescentando que a participação dos Estados Unidos no conflito resultará no desmantelamento do regime terrorista no Iraque e na Síria e levará a uma transição política para substituir o presidente sírio, Bashar Al Assad.

STF: relator vota a favor de transexual usar banheiro feminino

O ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo sobre o direito de os transexuais serem tratados socialmente de forma condizente com sua identidade de gênero, votou a favor da transexual, no caso do recurso em julgamento, usar o banheiro feminino. O recurso, interposto no Supremo Tribunal Federal (STF), discute a reparação de danos morais à transexual que teria sido constrangida por funcionário de um shopping center em Florianópolis ao tentar utilizar banheiro para mulheres.

Do ponto de vista jurídico, Barroso apresentou três fundamentos que justificam o reconhecimento do direito fundamental de transexuais a serem tratados socialmente de acordo com a sua identidade de gênero: dignidade como valor intrínseco de todo indivíduo; dignidade como autonomia de todo individuo; dever constitucional do Estado Democrático de proteger as minorias.

De acordo com o ministro, toda pessoa tem o mesmo valor intrínseco que a outra, consequentemente o mesmo direito ao respeito e à consideração. “A óptica da igualdade como reconhecimento visa justamente a combater práticas culturais enraizadas que inferiorizam e estigmatizam grupos sociais e, desse modo, diminuem ou negam às pessoas que os integram o mesmo valor intrínseco reconhecido a outras pessoas”, diz em seu voto.

Para Luís Barroso, as transexuais são uma das minorias mais marginalizadas e estigmatizadas da sociedade. Segundo ele, o Brasil é o líder mundial de violência contra transgêneros e a expectativa de vida de transexuais no país é de 30 anos, menos da metade da média nacional, que é de 75 anos, além de apresentar dificuldade de conseguir trabalho formal.

“O remédio contra a discriminação das minorias em geral, particularmente dos transgêneros, envolve uma transformação cultural capaz de criar um mundo aberto à diferença, onde a assimilação aos padrões culturais dominantes ou majoritários não seja o preço a ser pago para ser respeitado”, afirmou em seu voto. O segundo ministro a votar, Edson Fachin acompanhou o relator.

O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Faltam ainda os votos de nove ministros para o julgamento ser concluído.

*Com informações do site do Supremo Tribunal Federal

Dilma sanciona lei que institui o Programa de Proteção ao Emprego


A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (19), sem vetos, a lei que institui o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). O programa prevê a redução temporária da jornada de trabalho, com diminuição de até 30% do salário. Para isso, o governo arcará com 15% da redução salarial, usando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

No início de julho, Dilma editou a medida provisória que criou o programa e o Senado aprovou o texto no final de outubro.

Segundo a presidenta, nos quatro meses de vigência da medida provisória foram aprovadas 33 adesões ao PPE, beneficiando 30.368 trabalhadores. Outras 42 solicitações estão em análise envolvendo o emprego de 12.264 trabalhadores. “Agora, a sanção da lei vai permitir que a gente afaste qualquer preocupação com a segurança jurídica do processo, e, portanto, vai permitir que mais empresas possam acessar o programa”.

Dilma ressaltou que o PPE é vantajoso para diversos setores. “Para as empresas, porque, além de rápido [o processo de adesão], podem ajustar sua produção sem abrir mão dos seus trabalhadores; para os trabalhadores porque preserva emprego e a maior parte de rendimentos; para o governo federal, porque, diante da crise, essa é uma medida de proteção ao emprego, e, além disso, é possível que o gasto com o PPE seja menor do que com o seguro-desemprego e ainda preserva a arrecadação das contribuições sociais”, disse.

Segundo a presidenta, o governo está trabalhando “de forma obstinada” para reorganizar a situação fiscal do país a fim de reduzir a inflação, restaurar o crescimento econômico e a confiança na economia brasileira. “O Brasil vive hoje um momento de transição, na qual as escolhas que fizermos vão condicionar o futuro, principalmente a retomada [da economia]. Uma crise é um momento muito doloroso e nós devemos impedir que seja desperdiçada”, completou.

Pela proposta, para que o regime diferenciado seja aplicado, é necessário que ele seja acertado em acordo coletivo de trabalho específico com a entidade sindical. Para participar do programa, a empresa deve comprovar que passa por dificuldade econômico-financeira, demonstrar regularidade fiscal, previdenciária e conformidade com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

De acordo com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, das 75 empresas que solicitaram adesão ao PPE, 27 são do setor automotivo, 17 do metalúrgico, 16 do fabril, cinco de serviços e quatro do comércio. São Paulo é o estado que com mais empresas que pediram adesão ao programa com 54 solicitações. A adesão ao PPE pode ser feita até o fim de dezembro do ano que vem e a vigência vai até dezembro de 2017.

“A garantia do emprego é o objetivo fundamental desse programa numa situação de dificuldades econômicas. A partir da sanção presidencial, estamos seguros da expansão do programa, que está disponível para todos os setores, todos os tamanhos de empresa”, disse o ministro.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos automotores (Anfavea), Luiz Moan, informou que várias empresas já estão conversando com os sindicatos e que a situação das vendas é crítica. “Nós estamos com uma crise muito forte, uma queda de praticamente 30% nas nossas vendas este ano em relação ao ano passado, na área de caminhões, queda de 45%”.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, a redução de salários é vantajosa em um momento de crise. “Ninguém gosta [de redução salarial], mas nas assembleias que já fizemos, em todas elas foi aprovada por unanimidade os acordos do PPE. Num momento como esse, o esforço é coletivo e os trabalhadores têm entendido por causa da ameaça de demissões”.

Jumentice do dia



O jumento do dia mais uma vez vai para os Revoltados On Line, hoje com participação especial dos apoiadores do Jair Bolsonaro. 

Não bastando as babaquices de sempre, agora eles assumiram de vez que seu objetivo é implantar a Ditadura no Brasil.

Eles assumiram nas redes sociais, conforme imagens abaixo, o compromisso de arrecadar dinheiro, aliás, arrecadar dinheiro eles adoram, para pagar a fiança dos dois policiais que foram presos depois da confusão no início da tarde de ontem (19/11).


A atitude dos dois policiais civis destrambelhados que fazem a segurança dos acampados em Brasília e que pedem o retorno do regime militar no Brasil, causou pânico e terminou com a detenção de ambos. Os disparos foram efetuados no momento em que a Marcha das Mulheres Negras chegava à Praça dos Três Poderes. Segundo relatos dos participantes da marcha, um policial civil do Maranhão, que está acampado com o grupo que pede intervenção militar, deu quatro tiros para o alto e se entregou à polícia. Durante o tumulto, um policial civil do DF também deu tiros para o alto e foi detido, segundo a Polícia Militar.

Foi aí que os revoltadinhos on line assumiram sua verdadeira face, ou seja, apoiar o retorno do regime militar, tanto que se mobilizaram para arrecadar os R$55.000 estipulados como fiança para soltura dos dois ‘rambos da esplanada’.


Outro ponto interessante nesse episódio foi o fato de os próprios revoltadinhos esclareceram algo intrigante que foi o caso dos caminhoneiros que tentaram criar um quarto poder, ou seja, tentaram tomar pra si o direito de aplicar uma lei que todos desconhecíamos, que foi a tentativa de derrubar uma presidente democraticamente eleita pelo voto da maioria através de uma frustrada paralisação. Pois bem, não é que eles acabaram confessando em suas publicações (fotos abaixo) que quem estava por trás dos caminhoneiros era a UDR, e que, foi a UDR quem pagou a fiança dos dois policiais presos. 


Rompimento da barragem é a maior catástrofe ambiental do Brasil, diz ministra


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (19) que o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Samarco, em Mariana (MG), há duas semanas, é a maior tragédia ambiental da história do Brasil.

“É a maior catástrofe ambiental do país, isso é inegável. Eu vi o acidente. É impressionante o impacto na flora e nas atividades econômicas”, disse a ministra. "No trecho do Rio Doce em Minas, a ictiofauna [espécies de peixe em uma região] na calha do rio principal acabou".

Segundo Izabella, o governo está trabalhando para reduzir os impactos no Rio Doce e no oceano. “Nós estamos desde sábado trabalhando em parceira com o Espírito Santo e com a prefeitura de Linhares. Abrimos um canal na foz do rio, que está assoreado, para facilitar a dispersão da lama”, informou. "Os peixes de superfície conseguiram migrar para alguns rios tributários, mas estão morrendo, e a fauna ribeirinha também foi impactada".

A ministra informou que a onda de lama deve se espalhar por uma extensão de 9 quilômetros (km) quando chegar ao mar, após desaguar na costa do Espírito Santo, na cidade de Linhares. “Os dados de dispersão disponíveis indicam que a dispersão máxima para o sul é 6 km e a dispersão máxima para o norte é 3 km, porque as correntes marinhas ali seguem para o sul”, disse a ministra.

O rompimento da barragem de Fundão destruiu o distrito de Bento Rodrigues e deixou mais de 900 pessoas desabrigadas. A onda de lama que se formou chegou ao Rio Doce, provocando a mortandade de peixes e impedindo o abastecimento de água em cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. Sete mortos durante a tragédia foram identificados, cinco corpos aguardam identificação e 11 pessoas permanecem desaparecidas.

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