terça-feira, 10 de abril de 2012

Vereadores da Serra ignoram pressão popular e mantêm aumento dos salários


Vereadores da Serra derrubam veto do prefeito Sérgio Vidigal

Vaias e gritos não comoveram os vereadores da Serra, que derrubaram o veto do prefeito Vidigal 


As vaias e os gritos de reprovação das cerca de 50 pessoas que acompanharam a sessão na Câmara de Vereadores da Serra, nesta segunda-feira (09), não foram suficientes para fazer com que os parlamentares desistissem do reajuste de 61% nos próprios salários. Por 10 votos a seis, eles derrubaram o veto do prefeito Sérgio Vidigal (PDT) ao projeto de lei que aumenta os subsídios dos vereadores de R$ 5,7 mil para R$ 9,2 mil a partir de 2013. Eles, porém, mantiveram por unanimidade o veto do prefeito ao reajuste nos salários do Executivo municipal.

Os parlamentares se reuniram por cerca de uma hora antes da sessão para discutir se a apreciação do veto entraria ou não na pauta desta segunda-feira. Por isso, a sessão começou com um atraso de vinte minutos. Os vereadores João Luiz Teixeira (PDT), Guto Lorenzoni (PP) e Jamir Malini (PTN) mudaram o posicionamento sobre o reajuste e votaram pela manutenção do veto. Além deles, mantiveram o veto os vereadores Bruno Lamas (PSB), Sandra Gomes (PSDC) e Lourência Riani (PT), que já haviam se posicionado contra o reajuste na primeira votação.

Vereadores da Serra derrubam veto do prefeito Sérgio Vidigal
 (foto: Gabriel Lordêllo - GZ)

O vereador Aloísio Santana (PSDC), que chegou a dizer que a população que critica o aumento é a mesma que vende o voto, estava ansioso para a apreciação do veto e pediu regime de urgência na votação, sob protesto da população que acompanhava a sessão da galeria. Irônico, ele chegou a ameaçar a apresentação de um projeto de lei que acabava com a remuneração dos vereadores caso o assunto não entrasse na pauta desta segunda.

"Eu quero requerer regime de urgência especial para esta votação. A população está muito ansiosa para análise desse veto do prefeito. Portanto, gostaria que o veto do fosse votado nesta noite", disse o vereador.

Irônico, Aloísio Santana chegou a ameaçar a apresentação de um projeto que acabava com a remuneração dos vereadores.
Alguns dos vereadores deixaram rapidamente o Plenário da Casa após a votação, sem falar com a imprensa. Nenhum dos que mudaram o voto admitiram o medo de desgaste em ano eleitoral. Após votar pelo aumento, o vereador Guto Lorenzoni decidiu pela manutenção do veto do prefeito, segundo ele, em virtude do pronunciamento do Executivo municipal sobre as ameaças econômicas na Serra. Contudo, Lorenzoni prometeu que vai devolver aos cofres públicos a diferença salarial obtida com o reajuste.

"Vou protocolar nessa Casa de Leis um documento de que estarei devolvendo a diferença salarial entre aquilo que foi votado e aquilo que é o salário do vereador hoje", prometeu.

Vereadores da Serra derrubam veto do prefeito Sérgio Vidigal
Populares malharam um boneco representando os vereadores da Serra (foto: Gabriel Lordêllo - GZ)

A servidora pública Marly Carmelini acompanhou a sessão no Plenário e foi uma das que mais manifestaram repúdio ao posicionamento dos vereadores. Ela ficou extremamente desapontada com o reajuste de 61% dos parlamentares. "Para mim é tudo uma palhaçada! Eu não acredito em nada! Nem em vereador, nem em prefeito. Continua para mim a palhaçada, a mesma palhaçada", gritou.

Ao final da sessão, populares e membro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes) malharam um boneco que representava os vereadores da Serra. Eles protestaram gritando palavras de indignação com um carro de som estacionado em frente à Câmara.

O prefeito Sérgio Vidigal se posicionou, por meio da assessoria, sobre a decisão dos vereadores. Vidigal lamentou que o seu veto tenha sido derrubado porque o reajuste "não está em conformidade com as expectativas da sociedade". Também se disse tranquilizado com a manutenção do veto ao projeto de lei que aumentaria salário de prefeito, vice e secretários porque o cenário de dificuldades econômicas no município não condiz com o aumento.


Vereadores da Serra derrubaram o veto do prefeito Sérgio Vidigal
foto: Vinícius Valfré | CBN Vitória (93,5 FM)
A favor do aumento:                        Contra:
Aldair Xavier (PTB);                                                        Bruno Lamas (PSB);
Aloísio Santana (PSDC);                                                  Lourencia Riani (PT);
Antônio Boy do INSS (PSB);                                          Sandra Gomes (PSDC);
Ceí de Tropical (PTdoB);                                                Guto Lorenzoni (PP);
David Duarte Fernando (PDT);                                        Jamir Malini (PTN);
Dório Pantanal (PMDB);                                                 João Luiz Teixeira (PDT).
Ericson Duarte (PDT);                                                    Auredir Pimentel (PDT) faltou à sessão.
Marcos Tongo (PTdoB);
Neidia Maura (PR);
Raul Cezar Nunes (PDT).

Jornalismo Político através das Redes Sociais

Projeto de pesquisa para curso de pós graduação de jornalismo político.

O crescimento exorbitante da internet e a popularidade das mídias sociais, a web tornou-se uma nova ferramenta de comunicação para as batalhas eleitorais.

As redes sociais estão presentes cada vez mais no nosso dia-dia e seus conteúdos contribuem para influenciar nossas decisões. Na política não é diferente. 

As estratégias políticas e eleitorais tem se transformado depois que as pessoas começaram a utilizar seu tempo livre para opinar no espaço público virtual. Assim, a rede não apenas se firma como plataforma de mobilização social, como ainda se torna o lugar da própria produção da política.

Com o crescimento e a popularização das redes sociais na Internet, elas passam cada vez mais a ser objeto de matérias em jornais de referência. Ainda que muitas vezes a própria rede esteja em pauta, há vezes em que o conteúdo que circula nesses espaços se torna fonte para notícias.

O trabalho busca compreender como as redes sociais podem influenciar o jornalismo político com ênfase na ferramenta webjornalística: o Twitter. A abrangência do estudo é feita em torno da importância da utilização e bem como no processo de produção das notícias.

Objetivos
O tema foi escolhido a partir da observação sobre o crescimento do número de políticos, profissionais da comunicação ligada à área da política usam o twitter como um meio de propagação da notícia. Com a evolução da internet, há muitas dúvidas que precisam ser respondidas e como as redes sociais podem beneficiar a divulgação das atividades de um político.

Neste trabalho vamos abordar um pouco como utilizar o twitter no jornalismo político e como pulverização do nome do político ou candidato ou suas ações na rede social gerando acessos e multiplicação das propostas. O conteúdo é relativamente novo, portanto a pesquisa se baseia em artigos recentes publicados em congressos, livros atuais e em matérias jornalísticas sobre tema.
Justificativa
Diante do grande crescimento da utilização da internet no dia-dia da sociedade, a opção foi estuda-la como é o novo comportamento do novo web jornalismo e sua interferência na política e como as redes sociais podem interferir o jornalismo político. Outro ponto a se observar é o uso do twitter como uma fonte de informação para pauta em jornal de grande circulação ou mesmo essa informação vai parar na radio ou televisão. Outra parte do trabalho será um aprofundamento do estudo, e a forma de usar a ferramenta do twitter para servir de uma comunicação rápida e eficiente.

Metodologia da pesquisa
A pesquisa se baseará na busca de literatura recente baseadas no estudo do microblogging chamado twitter, bem com estratégias jornalísticas usadas na política através da novas formas de comunicação. 
Artigos publicados em congressos, seminários complementarão o trabalho, pois relatam o que é extremamente novo no assunto. 
Os blogs servem de referencia de estudo e analise, pois relatam experiências práticas e significativas no assunto.

Desenvolvimento 
O trabalho necessita de estudo da história da internet e o seu potencial de uso no Brasil. Outra parte que é preciso ser explicada é sobre as redes sociais, e o tempo que os usuários passam conectado nelas.

Diante dessas informações, chegamos ao ponto do estudo. Como as informações publicadas pelos políticos ou assessores chegam aos meios de comunicação de massa: jornal, radio e televisão. Parte elementar a ser estudado é sobre o jornalismo político digital e suas novas formas de comunicação e propagação da informação de conhecimento. Também será explicado o uso correto do twitter por políticos em campanhas eleitorais e como uma ferramenta de trabalho para divulgação da agenda de trabalho possibilitando o alcance de inúmeras pessoas.

Resultados Esperados
O resultado esperado é mostrar que o jornalismo político pode ser alimentado por fonte de informação originadas do twitter de políticos.

Mostrar de forma clara como utilizar twitter e a importância da ferramenta para divulgar as principais ações políticas. Explicar que a interação e o diálogo com eleitor é um ponto fundamental para trabalhar o Jornalismo Político Digital, é necessário contar com um conjunto de estratégias e uma equipe atualizada que tornarão a imagem do político na Internet relevante.
Referências

GRAEFF, Antonio. Eleições 2.0: a internet e as mídias sociais no processo eleitoral – São Paulo: Publifolha, 2009.

MARANGONI, Ricardo. PEREIRA, Luciano Iuri. SILVA, Rafael Rodrigues. Webjornalismo: Uma reportagem sobre a prática de Jornalismo Online. Indaiatuba: 2002. 2a. Edição. Fundação Biblioteca Nacional.

RECUERO, Raquel. Redes sociais na Internet. Porto Alegre: Editora Meridional, 2009.

TELLES, André. A revolução das mídias sociais. Cases, Conceitos, Dicas e Ferramentas. 2010 – São Paulo-SP. Editora M.Books
 

Marketing Político Digital - Como funciona isso?

Desde quando Barack Obama se elegeu com o auxílio da internet não se fala em outra coisa se não no uso das mídias e redes sociais pelos políticos e o desempenho que eles têm apresentado ao desenvolverem seu marketing digital.


De forma mais ampla podemos pensar que todas as ações de promoção de um candidato a qualquer cargo eletivo formam o que chamamos de marketing político, sendo bastante útil para candidatos a cargos eletivos numa campanha eleitoral buscando visar construir uma boa imagem ao eleitorado.

Como as mídias sociais, especificamente o Twitter pode contribuir no marketing?


A forma como a imagem do político vai ser construída é a chave do sucesso para uma campanha eleitoral. Com a evolução da internet, há muitas dúvidas que precisam ser respondidas e como as redes sociais podem beneficiar a divulgação da atividade de um politico. As vantagens são inúmeras do uso correto do twitter e como utilizá-la na pulverização do nome do candidato na rede social gerando acessos e multiplicação das propostas.


O Twitter tem sido o grande destaque do momento como um meio de divulgação e há pouco conteúdo disponível sobre o assunto, mas pesquisa se baseia em artigos recentes, livros atuais e em matérias jornalísticas sobre tema.

Campanha eleitoral nas redes sociais será uma revolução?
As campanhas eleitorais no Brasil devem evoluir para o mesmo nível das norte-americanas, onde o eleitorado participa voluntariamente e contribui com os candidatos, mas isso acontece gradualmente.

A previsão é de Ben Self, um dos coordenadores da campanha eletrônica de 2008 do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; eleito naquele ano.
Como usar o twitter no meio político?
"Esta é uma importante parte de várias em uma eleição. Temos vários ciclos na construção de uma candidatura. Isso leva tempo." Self diz que a participação popular em seu país também se desenvolveu paulatinamente.


Ferramentas do Marketing Eleitoral
Os carros-chefe das redes sociais, Twitter e Facebook são apenas parte de uma estratégia de comunicação digital vitoriosa. "Não são necessariamente as partes mais importantes. É preciso fazer o básico: ter um bom site e um bom e-mail marketing", afirma.

Os dados serviram de base para toda a comunicação do candidato democrata e para elaboração de propostas do plano de governo. A interação entre campanha e eleitorado, por meio das redes sociais e de e-mails, garantiu a aproximação do eleitor.

Self ressalta a importância de se ter, em grandes campanhas, equipe que garanta respostas a maioria da população. "Usa-se esse feedback para entender o que estas pessoas estão falando pra reunir as respostas e apresentar."

Próprio político usando o Twitter
Em corridas eleitorais menores o especialista vê a possibilidade de o candidato cuidar desta interação. Não foi o caso de Obama e da campanha de grandes proporções dos Estados Unidos. Após eleito, o democrata revelou que não redigiu nenhum tuíte.

"Sempre ficou claro que era a equipe quem estava tuitando", afirma, sob alegação de que um candidato a presidente é muito ocupado.

Candidato ou equipe gerindo as redes sociais, o estrategista destaca que não se pode vender algo que o concorrente - ou mesmo o produto, em caso de foco empresarial - não é. "Não se pode usar as mídias sociais para falsear a verdade. Com o tempo o cidadão percebe que o político não é bom", diz.
Só há resultados concretos quando as ferramentas são bem manejadas com propriedade e conhecimento.
Haverá necessidade de tirar um espaço de tempo na agenda do candidato exclusivamente para atender os internautas.
Por: Jair Heuert* - Especialista em Marketing Político. http://www.jairheuert.com/
Fonte: Principal fonte consultada foi Jornal Opopular

Influência da web nas eleições regionalizadas

No Brasil o uso da internet foi autorizado pela lei eleitoral e passou a valer nas últimas eleições.
Minha pergunta é: o nosso país já assimilou esse recurso? Vocês acham que candidatos e eleitores sabem utilizar bem a web? Precisamos pensar um pouco sobre Marketing Político.
Para responder os questionamentos, partiremos dos seguintes dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados pelo IBGE, relata que 67,9 milhões de pessoas declararam ter usado a internet.
Diversas pesquisas comprovam que mais de 80% dos usuários que acessam a internet no Brasil fazem parte de alguma rede de relacionamento tendo acesso em casa, no trabalho, em lan-houses.
Os brasileiros já estão sabendo lidar com a web, sendo o Brasil ocupa as primeiras posições de mais tempo conectado nas mídias sociais.
Nas últimas eleições, o assunto que predominou nas mídias sociais era relacionado à disputa para presidência da república. Os participantes das mídias sociais não se envolveram nas disputas regionalizadas como se previa antecipadamente.
Na atualidade são raros os políticos eleitos que conseguem utilizar as ferramentas da web com sucesso. Uma grande dificuldade é tempo disponível para isso. Outro ponto destacável, que no mercado do marketing político há uma carência de profissionais com características voltadas para promoção do político pós-eleição. As ações desenvolvidas pelo político precisam ser divulgadas para seu eleitorado de uma forma que tenham a certeza que seu representante está executando sua missão.
Os eleitores muitas vezes não têm hábito de acompanhar a política de perto como deveria ser. Por isso quando estão navegando, acabam se afastando da política na web. 

Os segredos do microblog Twitter

Rosana Herman cita o criador do Twitter em palestra: “Uma pessoa pode mudar o mundo em 140 caracteres”

“As informações não têm mais controle de gestão”, foi assim que Rosana Herman, jornalista, blogueira do R7, e fascinada por Twitter, começou a palestra no Intermídias. Junto a ela estava o professor da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás, Magno Medeiros.

O tema dela foi rede social com destaque para o microblog Twitter. A jornalista do R7 disse que ele é algo genial, e guiou toda a palestra baseada nessa rede. Ela comentou a democracia que ele promove. “O presidente Obama tem Twitter e nós aqui também podemos ter, e sem grandes diferenças; isso é uma das coisas mais interessantes dessa rede”, destacou.
O segredo do microblog, segundo Rosana, é que ele torna possível a vontade das pessoas: os usuários podem ser vistos por todos, podem ter suas próprias emissoras e podem ver a ‘vida’ dos outros. Essa abertura faz com que cuidados devam ser tomados, lembrou Rosana. A blogueira deu alguns exemplos de pessoas que não se deram bem devido a manifestações no Twitter. “Uma editora da CNN foi demitida por lamentar, na rede, a morte de um manifestante do Hezbollah”, comenta.
Hoje, depois de cinco anos de sua criação, o Twitter vale entre 8 e 10 bilhões de dólares. Ele pode ser comparado a grandes empresas com histórico consolidado, como a Apple. Rosana citou, ainda, uma fala de Jack Dorsei, o criador dessa rede social: “Uma pessoa pode mudar o mundo com 140 caracteres”. Ela agradeceu a todos e ainda tirou fotos com alguns fãs.

Via http://www.jairheuert.com/

Fonte: Intermídias.

Twitter e o Marketing Político

Nenhum político estranharia se visse em sua agenda eleitoral tempo reservado para o chamado “corpo-a-corpo eleitoral”, ou seja, para andar por um bairro e escutar o que os cidadãos têm a dizer os elogios e as críticas e responder mostrando o que pensa sobre cada assunto levantado.
No campo da disputa política por cargos eletivos, o Twitter é a versão online desse corpo-a-corpo. Neste contexto o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, usou com habilidade essa ferramenta durante sua campanha em 2008, aproveitando o canal direto com os cidadãos para avisar sua agenda e compartilhar suas perspectivas sobre assuntos sendo debatidos durante a eleição. Depois de eleito, apesar de ter reduzido o ritmo de uso do Twitter, ele continua aproveitando o serviço para prestar contas à sociedade e divulgando ações do governo federal. (Talk, 2009).
Fonte: http://www.jairheuert.com/

O que é Twitter?

Para aquele que ainda não sabe segue a dica.



"O Twitter é uma rede de informações em tempo real onde pessoas ao redor do mundo compartilham e descobrem o que está acontecendo neste momento". 

O sistema pergunta "O que está acontecendo?" e faz com que as respostas atravessem o globo. Suas respostas repercutem para milhões de pessoas, imediatamente". Essa é uma tradução livre da página inicial do site de microblogs Twitter. A ferramenta da internet permite que seus usuários transmitam ideias com até 140 caracteres. Por ser totalmente livre e gratuito, o uso do site pode ser o mais diverso possível.

É permitido falar desde o que acontece na vizinhança até anunciar as mais recentes descobertas científicas.

Fonte http://www.jairheuert.com/

Um Duro Golpe na Industria Religiosa


Por que despertamos o ódio de tanta gente quando expomos a Verdade em contraposição dos métodos e estratégias usadas pela igreja atual? Basta um artigo sobre assuntos polêmicos como o G12, a Teologia da Prosperidade, e outros, para que o ânimo de alguns que se dizem irmãos se altere. Quando comentam em nossos artigos, em vez de exporem seus pensamentos com base nas Escrituras, preferem os ataques pessoais, tentando minar nossa credibilidade e pôr em xeque nossas motivações.

Por incrível que pareça, este não é um fenômeno recente. A igreja primitiva teve que lidar com as mesmas reações, ora por parte dos judeus, ora por parte dos gentios.

Um episódio que pode atestar o que estamos afirmando é o que lemos em Atos 19, e que nos mostra o efeito causado pela atuação do ministério de Paulo em Éfeso. À medida que as pessoas iam se convertendo à Fé, elas abandonavam suas superstições e crendices. O texto diz que “muitos dos que tinham praticado artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos” (v.19). Até aí, tudo bem. Cada um faz o que quer com o que é seu. Quer rasgar, queimar, quebrar, dar fim, o problema é dele. Mas alguém que assistia resolveu calcular o prejuízo: “Feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil moedas de prata”. Uau! Se Judas traiu Jesus por trinta moedas de prata, e isso já era uma quanta considerável, imagine o que representava uma quantia tão vultuosa: cinqüenta mil moedas de prata!
Pra se ter uma idéia do montante, as trinta moedas recebidas por Judas foram suficientes para adquirir um campo. Isso significa que as 50 mil moedas de prata daria pra comprar cerca de 1666 campos! Tudo isso em livros. O mercado editorial de Éfeso entrou em colapso. Aquelas pessoas que dispuseram seus livros para a fogueira, jamais voltariam a consumir tal literatura.

Devemos estar cientes que a pregação do genuíno Evangelho sempre fere interesses. Alguém vai ter que arcar com o prejuízo.

Não bastasse a quebra do mercado editorial, sobrou também para a indústria religiosa. O texto diz que “por esse tempo houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho. Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Ele os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem a nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram” (At.19:23-27).

Em outras palavras, a mensagem pregada por Paulo doía no bolso e ainda maculava a reputação deles, colocando-os em descrédito perante a opinião popular. Portanto era uma questão que envolvia dinheiro e reputação, avareza e vaidade. Para disfarçar, eles alegavam que Diana, sua deusa, estava sendo ultrajada, dando assim um ar de piedade religiosa às suas reivindicações. Foi o suficiente para que houvesse uma manifestação popular. – Grande é Diana dos Efésios! Bradava a turba.

No fundo, no fundo, o que os incomodava não era o culto à deusa. Se o templo de Diana fosse reputado em nada, o que fariam os que viviam da venda de miniaturas dele? Imagine se convencêssemos as pessoas que a Arca da Aliança (tão em voga no meio evangélico hoje em dia) não passava de uma figura de Cristo, e que já não serve pra nada. O que fariam os pastores que distribuem miniaturas da Arca por uma oferta módica de 100 reais?

O que seria daquela cidade se o culto a Diana foi exterminado? E os milhares de romeiros que vinham de todas as partes do mundo para ver de perto da imagem que, segundo o dogma, havia caído de Júpiter?
A pregação do Evangelho causou tamanho impacto que bagunçou o coreto daquela sociedade. Todos os esquemas foram desarmados. Era como se a correia dentada do motor que a mantinha em movimento se arrebentasse. De repente, todas as engrenagens pararam.

Alguma providência tinha que ser tomada! Tomaram dois dos companheiros de Paulo e os levaram ao teatro para apresentá-los à turba enfurecida.Paulo quis se apresentar, mas foi dissuadido por algumas autoridades que lhe eram simpáticas. No meio do tumulto, “uns clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso. A maioria não sabia por que se tinha reunido”(v.32). Eis o retrato fiel de um povo “Maria-vai-com-as-outras”, que só serve de massa de manobra nas mãos dos poderosos. A maioria sequer sabia o que estava acontecendo. Mas não hesitavam em unir suas vozes aos demais em protesto gratuito e desprovido de sentido.

Quando Alexandre se apresentou diante do povo, acenando com a mão como quem queria apresentar uma defesa, “todos unanimemente levantaram a voz, clamando por quase duas horas: Grande é a Diana dos Efésios!” (v.34). Repare nisso: Diana era considerada deusa em todo o império romano. Mas em Éfeso, seu culto tomou um vulto inédito. Ela não era apenas “Diana”, e sim “Diana dos Efésios”. Algo parecido com o apego que muita gente tem à sua denominação. Cristo deixa de ser Cristo, para ser o “Cristo dos Batistas”, o “Cristo dos Presbiterianos”, o “Cristo dos Pentecostais”, o "Cristo dos Católicos", e assim por diante.

Finalmente, o escrivão da cidade (provavelmente um figurão da sociedade efésia), conseguiu apaziguar a multidão, dizendo: “Efésios, quem é que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que caiu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aquieteis e nada façais precipitadamente” (vv.35-36).

Para tentar controlar o manifesto, o tal escrivão apelou ao dogma religioso. Dogma é aquilo que não se pode contestar. É tabu. Está acima do bem e do mal. Por isso, não se discute. É isso e tá acabado. A igreja evangélica também tem seus dogmas. Ninguém se dá o trabalho bereiano de averiguar se o que está sendo pregado bate ou não com as Escrituras. Se o líder falou, está dito. E se alguém se atreve a questionar, é logo taxado de herege, e acusado de estar tocando no ungido do Senhor.

Alguém viu quando a estátua caiu de Júpiter? De onde provinha tal certeza? Quem anunciou o fato Provavelmente foram os sacerdotes do templo de Júpiter, que queriam atrair o público de volta ao templo a qualquer custo.
Há uma indústria religiosa que se alimenta de mentiras, de dogmas inquestionáveis, e de superstições baratas.
É esta indústria que corre o risco de quebrar se a verdade do Evangelho for anunciada, e suas mentiras desmascaradas.

Os fiéis não passam de papagaios de pirata, repetindo o que ouvem sem ao menos refletir. Se dissermos que não há mais maldição a ser quebrada, o que será daqueles cuja prosperidade advém desta mentira? Como poderão cobrar para que as pessoas participem de um Encontro num sítio, a fim de que vejam a Deus cara a cara, e assim, sejam libertas de suas maldições?

Veja: compromissos são feitos em cima desses argumentos chulos. A prestação da propriedade adquirida pela igreja. O programa de rádio. O material de propaganda. O salário do pastor. Tudo isso tem que ser garantido pelo esquema montado. É um ciclo retro-alimentado. Se alguém chega pregando algo que contrarie o esquema, é logo taxado de herege, falso profeta, etc., pois interrompe o ciclo, produzindo um colapso na estrutura.

É isto que o Evangelho faz! Todas as estruturas injustas entram em colapso, para que um novo sistema, com engrenagens justas, se erga, tendo como centro o Trono da Graça de Deus.

Acorde, povo de Deus! Voltemos para as Escrituras! Abandonemos a mentira, o argumento falso, o estelionato, e voltemos à prática do primeiro amor. Caso contrário, Deus nos julgará, e reduzirá nossa indústria religiosa (que chamamos carinhosamente de “igreja”) aos escombros.

Não ficará pedra sobre pedra!

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