segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Liminar do presidente do STF libera obras de Belo Monte


Ayres Britto concedeu liminar que suspende os efeitos do decisão do TRF-1, mas ainda vai julgar o mérito do caso

Brasília - Uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, liberou nesta segunda-feira a retomada das obras da hidrelétrica de Belo Monte, suspensa desde a semana passada, conforme decisão da 5a Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1), de Brasília, segundo a assessoria de imprensa do STF.

Britto concedeu liminar que suspende os efeitos do decisão do TRF-1, mas ainda vai julgar o mérito do caso.
A suspensão das obras foi resultado de uma ação movida pelo Ministério Público Federal no Pará, que baseia seu argumento no fato de que o Congresso Nacional deveria ter feito consulta prévia às comunidades indígenas antes de aprovar o Decreto Legislativo que liberou a construção da usina.
A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com recurso na sexta-feira .

Na tarde desta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República havia encaminhado ao STF um parecer em que defendia a manutenção da suspensão das obras .
A usina, que terá 11,2 mil megawatts (MW) quando concluída, tem que entrar em operação no início de 2015.

Entre os acionistas da Norte Energia, estão Eletrobras e suas subsidiárias (49,9 por cento), Neoenergia (10 por cento), Cemig e Light (9,77 por cento), além de fundos de previdência Petros (10 por cento) e Funcef (5 por cento).

Dicas Para Comunicação Assertiva


Comunicar é uma atividade natural do ser humano e uma necessidade. Através da comunicação nos relacionamos, trabalhamos, expressamos sentimentos, aprendemos e ensinamos, enfim: vivemos. Porém, comunicar de forma assertiva é uma arte.

Veja abaixo dicas para uma comunicação assertiva no trabalho e nas relações sociais.

DICAS PARA COMUNICAÇÃO ASSERTIVA

CONHECIMENTO –
Saiba o que vai falar, antes de sair proferindo palavras e gestos. Pessoas que insistem no "eu acho" tornam-se desacreditadas em pouco tempo. Fale sobre o que você sabe ou tem experiência, mesmo quando for uma opinião.

SEJA DIRETO –
Pessoas que falam, falam, mas não dizem nada, ou simplesmente enrolam também tornam-se péssimos comunicadores. O cuidado é para não ser agressivo. Esta é a diferença entre assertividade e agressividade. A comunicação assertiva é direta ao ponto, sem rodeios, enquanto o agressivo faz julgamento de valor, ataca, impõe suas idéias e informações.

CUIDE DA LINGUAGEM –
Uma das falhas mais comuns na comunicação do dia-a-dia é falar e escrever sem os devidos cuidados com o idioma. Na comunicação falada já é difícil de ouvir determinados erros de linguagem, mas na comunicação escrita é pior ainda. Cuidado.

USE A EMPATIA –
Procure se colocar no lugar do outro. Será que a outra pessoa está entendo o que você comunica? Será que você está tagarelando sem deixar os demais também se comunicarem? Enfim, faça o exercício de pensar como seria estar do outro lado enquanto você se comunica.

LINGUAGEM CORPORAL –
Preste atenção a linguagem corporal. Como sabemos a comunicação é feia basicamente da linguagem falada (escrita e oral) e a corporal. Muitas pessoas não prestam atenção a própria gesticulação e a do outro. Fique atento. Existem diversos sinais que demonstram se a conversa está agradável ou chata. Pesquise a respeito e presta atenção na reação das outras pessoas enquanto se comunica.

Para uma boa comunicação é preciso auto-crítica e uma boa dose de treino. Preste atenção aos outros para aprimorar sua própria maneira de se comunicar.

Leia também O que é comunicação assertiva

Russomanno diz que realidade do PRB não se resume à Igreja Universal

Candidato, em sabatina, disse que gostaria de uma igreja em cada quarteirão de SP
O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, disse, durante sabatina do portal UOL e do jornal Folha de S. Paulo, que a realidade de seu partido “não se resume à Igreja Universal”, ao ser questionado sobre uma eventual participação da igreja em seu governo, caso seja eleito.

Ele afirmou, ainda, que gostaria que São Paulo tivesse uma igreja em cada quarteirão e negou que Paulo Maluf seja seu padrinho político. Disse, também, que não existe em São Paulo polarização entre PT e PSDB.

- A realidade do PRB não se resume à Igreja Universal. Vou preservar todas as igrejas, regularizando a situação delas, e gostaria que em cada quarteirão houvesse uma igreja pregando o amor ao próximo – disse, lembrando que o PRB foi fundado pelo ex-vice-presidente José Alencar, “um católico”.

Sobre Paulo Maluf, Russomanno foi enfático:
- Ele não é meu padrinho, nunca foi e nunca será. Em todas as minhas eleições, eu fiz votação necessária para me eleger sozinho.

Na sabatina, marcada por discussões entre o candidato e jornalistas, Russomanno apresentou propostas para a saúde e falou que pretende fazer com que toda a população de São Paulo tenha acesso à internet. Disse, ainda, que tem tempo “necessário” na tevê para apresentar suas propostas, e que em São Paulo não existe polarização entre PT e PSDB.
- Tivemos a experiência de um presidente eleito com 1m30 de televisão – disse, se referindo a Fernando Collor.

Sobre supostas ligações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Russomanno desmentiu matéria publicada no jornal Correio Brasiliense, dizendo que está processando o jornalista responsável. A matéria acusa o candidato do PRB de corrupção, baseada em escutas telefônicas. Ele disse que as escutas telefônicas foram realizadas até 2011, mas o jornal fala que as ligações são deste ano.
- O jornalista vai responder criminalmente por um documento que não existe. Abri meu sigilo bancário e telefônico, não tenho nada para esconder. Quero que provem qualquer ligação minha com esse relatório ou com o Cachoeira – disse.

Igreja Universal inaugura sistema de doações via Facebook


Fiéis podem utilizar cartão de crédito para pagar dízimo ou ajudar auxiliares de Edir Macedo



A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) acaba de inaugurar um sistema de doações via Facebook. De acordo com a igreja, o aplicativo Doações Iurd “é seguro e permite transações totalmente on-line”, além de pioneiro no país. Na página da Universal na rede social, um vídeo explica didaticamente como o fiel pode fazer a doação, através de três passos “simples”.

O primeiro deles é a escolha da forma de pagamento (cartão de crédito ou boleto bancário). Em seguida, estão as opções de doação: dízimo, oferta para a construção do Templo, oferta para evangelização em rádio e televisão, auxiliares do Bispo (Edir) Macedo e voto com Deus. Para finalizar, o doador deve preencher um cadastro com seus dados, além de escolher o valor (mínimo de R$ 20). O sistema é similar ao das cobranças por jogos e aplicativos do próprio Facebook.

“Um novo sistema tecnológico de doações faz da Igreja Universal do Reino de Deus uma pioneira nesse quesito”, diz a introdução do vídeo postado na página da Iurd no Facebook.

No release de apresentação, divulgado no site “Arca Universal”, o texto diz que a doação voluntária “pode ser realizada em qualquer parte do mundo via cartão de crédito, sem burocracias”.

Além da página do Facebook, doações dos fiéis internautas também podem ser feitas pelos sites “Arca Universal” e “Iurd TV”. Em todos os casos, os doadores têm de seguir os mesmos três passos antes de finalizar a contribuição.

Rosa Weber vota pela condenação de João Paulo, Valério e mais 3 no mensalão


A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber votou nesta segunda-feira pela condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), do publicitário Marcos Valério, seus dois ex-sócios e do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por corrupção e peculato.

A ministra seguiu em parte o voto do relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa. Com isso, são dois votos pela condenação do deputado e um pela absolvição, que foi colocado pelo revisor, ministro Ricardo Lewandowski. Oito ministros ainda precisam votar. A leitura do voto dela sobre os casos levou cerca de meia hora.

A ministra seguiu entendimento de Barbosa, para quem o petista, então presidente da Câmara, favoreceu a agência usada no valerioduto em contratos da Casa e recebeu em troca uma propina de R$ 50 mil.

Rosa Weber, no entanto, absolveu o deputado da segunda acusação de peculato, relacionada à contratação feita por João Paulo Cunha, quando presidente da Câmara (2003-2004), da empresa do jornalista Luis Costa Pinto.

A acusação diz que houve desvio de dinheiro público, já que a empresa teria prestado assessoria pessoal para ele.[

Ao comentar a conduta de João Paulo, a ministra disse que "quanto à corrupção passiva, não importa o destino dado ao dinheiro, se destino foi pessoal ou para dívidas de campanha, qualquer hipótese não deixa de ser vantagem indevida", disse.
Hoje candidato à Prefeitura de Osasco, em 2003, quando era presidente da Câmara, João Paulo mandou a mulher buscar R$ 50 mil em uma agência do Banco Rural, segundo a denúncia.

O dinheiro era de uma empresa do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo Ministério Público de distribuir dinheiro a políticos do PT e outros partidos para garantir apoio no Congresso ao governo Lula.
Logo depois do saque, a Câmara assinou um contrato de R$ 10 milhões com uma das agências de propaganda de Marcos Valério.

Barbosa votou, na semana passada, pela condenação de João Paulo pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Lewandowski rejeitou todas estas acusações.
A ministra deixou para analisar em outro momento a denúncia de lavagem de dinheiro contra os réus. "Como a ocultação ou dissimulação da lavagem é nada mais que um iceberg, a ponta de um esquema criminoso de proporções mais amplas, penso que o exame das imputações do crime de lavagem há que ser deixado para um segundo momento", disse.

BANCO DO BRASIL
No caso do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, Rosa Weber seguiu o relator e o revisor do processo e votou pela sua condenação.
Ela acatou a condenação de Pizzolato por corrupção passiva e peculato. No Supremo, quando não há divergência entre relator e revisor, a tradição é para que os outros ministros sigam os votos.

Pizzolato é acusado de desviar para Valério R$ 73 milhões do fundo Visanet, criado para promover a bandeira de cartões Visa e controlado pelo BB com outros bancos. Os repasses do Visanet são descritos pela acusação como a principal fonte do dinheiro do mensalão.
A ministra também seguiu os votos em relação a Valério e seus dois ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Os ministros votaram pela condenação dos réus por corrupção ativa e peculato.

Com relação ao ex-ministro Luiz Gushiken, acusado de determinar os repasses autorizados por Pizzolato, os três ministros votaram pela absolvição, seguindo o que o próprio Ministério Público indicou em suas alegações finais.

Parlamentares condenados pelo STF nunca cumpriram pena na prisão


Prescrição, conversão de pena e recursos impediram condenados de ir para a cadeia

O desenrolar do julgamento do mensalão sugere que muitos réus podem definitivamente ir para a prisão. O volume e a extensão dos crimes apontados pela Procuradoria Geral da República (PGR) indicam uma situação grave e complicada para as defesas. Só Marcos Valério, por exemplo, responde por formação de quadrilha, corrupção passiva (11 vezes), peculato (6 vezes), lavagem de dinheiro (65 vezes) e evasão de divisas (53 vezes). O histórico de ações penais que passaram pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entretanto, aponta para uma situação diferente: de seis casos julgados sobre parlamentares, não há sequer um em que o réu condenado tenha efetivamente ido para a cadeia.

O caso mais emblemático é o do deputado Natan Donadon (PMDB-RO). No dia 29 de julho, a Corte mostrou que uma possível condenação pode demorar mais de um ano para se concretizar. A decisão pela punição efetiva do deputado, condenado pelo STF a pouco mais de 13 anos prisão, foi adiada. O acórdão (decisão colegiada) da condenação foi publicado no dia 28 de abril do ano passado. Porém, um pedido de embargo de declaração - último recurso da defesa - , feito no dia 04 de maio de 2011, ainda não foi julgado, e só poderá ser apreciado após o julgamento do mensalão.
O embargo é feito quando a defesa sustenta que há alguma omissão, obscuridade ou contradição na condenação. Sem o julgamento do recurso, o processo ainda não é considerado transitado em julgado, e Donandon, portanto, não pode ir para a cadeia.
A ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, pediu adiamento no final de julho, e o tribunal, por unanimidade, concordou. O STF informou que os ministros decidiram pelo adiamento para que a questão seja analisada com quórum completo, por se tratar de matéria relevante. Faltaram os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa.

Natan Donadon (PMDB-RO) foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. No exercício do cargo de diretor financeiro da Assembleia Legislativa do estado de Rondônia, ficou comprovado que ele e outros sete réus desviaram recursos da assembleia por meio de simulação de contrato de publicidade que deveria ser executado pela empresa MPJ Marketing Propaganda e Jornalismo Ltda.

O voto da relatora pela procedência da ação penal foi acompanhado por unanimidade quanto ao crime de peculato e, por maioria (7 a 1), em relação ao crime de quadrilha, vencido o ministro Cezar Peluso.

Histórico de condenações
A primeira condenação ocorrida na Corte após a Constituição de 1988 foi no dia 13 de maio de 2010, contra o então deputado federal José Gerardo (PMDB-CE) por crime de responsabilidade cometido quando o parlamentar era prefeito de Caucaia, no Ceará. A pena do agora ex-deputado foi convertida em prestação de serviços para a comunidade e pagamento de multa.

Logo em seguida, no dia 20 de maio de 2010, foi julgada procedente ação penal em que o então deputado federal Cássio Taniguchi (DEM-PR) respondia por crime de responsabilidade – também por empregar recursos em desacordo com os planos a que se destinavam – cometido na Prefeitura de Curitiba, no Paraná. Apesar da condenação, o STF declarou a prescrição da pena em concreto.

A terceira condenação foi contra o então deputado federal José Tatico (PTB-GO), no dia 27 de setembro de 2010, por crimes de apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária em uma empresa de curtume, de propriedade dele. No dia 27 de setembro, o tribunal aplicou contra o parlamentar a pena de sete anos de prisão em regime semiaberto e 60 dias-multa pelos delitos. No entanto, a punibilidade de Tatico foi declarada extinta pelo relator da ação, ministro Gilmar Mendes, diante do fato de o acusado ter completado 70 anos em setembro de 2010. A partir dos 70 anos, os prazos de prescrição passam a ser contados pela metade.

A quarta condenação foi dada contra o deputado Natan Donadon.
Já a quinta foi imposta no dia 8 de setembro de 2011 contra o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) por crime de esterilização irregular, previsto na Lei de Planejamento Familiar (artigo 15 da Lei 9.263/1996). Ele foi condenado à pena de reclusão de três anos, 1 mês e 10 dias, em regime inicial aberto, mais 14 dias-multa, no valor unitário de um salário-mínimo. Os efeitos da condenação serão regulados no momento da execução da pena, após o trânsito em julgado da condenação, o que ainda não ocorreu.

A sexta condenação do STF foi dada no dia 8 de março deste ano: o deputado federal Abelardo Camarinha (PSB-SP) teria que cumprir quatro meses de detenção em um processo no qual ele foi acusado de fazer despesa não autorizada em lei quando era prefeito de Marília (SP). A pena, no entanto, foi convertida em multa de aproximadamente R$ 40 mil. Camarinha, apesar disso, não terá de pagar a multa porque ocorreu a prescrição do crime.

Deputado capixaba gasta R$ 196 mil em aluguel de carro em 18 meses


Os deputados federais têm direito a uma verba indenizatória mensal, no valor de R$ 28.057,67, no caso do ES. De outros estados valores mudam. Podem utilizá-la para pagar despesas inerentes ao exercício do mandato, como viagens, aluguel de escritório, carro e combustível. Mas todo mês devem prestar conta dos gastos à Câmara e fornecer notas fiscais das empresas contratadas. 

No caso do deputado Carlos Manato (PDT), chama a atenção o alto valor pago a apenas uma empresa, e o fato da mesma empresa ter feito doação a campanha dele.

Os dados estão no site do TSE e da Câmara Federal. O gabinete do parlamentar - que nega qualquer irregularidade - apresenta mensalmente à Câmara duas notas fiscais no valor de R$ 5.500, cada. Ambas de uma empresa que foi doadora de sua campanha em 2006. De acordo com o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a Milano Construções e Serviços Ltda, que também aluga carros, doou R$ 3 mil para a campanha do deputado.

O valor é baixo, comparado ao que ela já recebeu, mais de R$ 200 mil reais. Um dos principais doadores da campanha de Manato em 2010, foi o Hospital Metropolitano, do qual o deputado é sócio. 

A empresa Milano Construções e Serviços Ltda, cuja sede é na Serra, reduto do parlamentar, aparece no demonstrativo de verba indenizatória do deputado como locadora de veículos automotivos. A empresa recebeu nos últimos 18 meses, R$ 196 mil da Câmara. O valor daria para comprar oito carros populares zero quilômetro. Em média, o aluguel de um carro executivo, com ar-condicionado e direção hidráulica, custa R$ 4 mil por mês, valor bem abaixo do pago por Manato desde dezembro de 2011. As Notas fiscais apresentadas a Câmara pela Milano Locação de veículos automotores ou fretamento de embarcações CNPJ/CPF: 00.547.345/0001-60 estão no site da Câmara. 

E mesmo em período de recesso, a Casa continua a pagar o aluguel dos carros usados pelo deputado. 

O parlamentar alega que alugou um carro para o atender em Vitória, e outro em Brasília. Ambos pagos com dinheiro público. 

Renato Aragão - Jesus fracassou e Didi irá substitui-lo


O Segundo Filho de Deus: Em novo filme de Renato Aragão, Jesus fracassou e Didi irá substitui-lo em “contos bíblicos”

O humorista Renato Aragão, famoso pelo personagem Didi dos Trapalhões, vai estrelar um filme no qual viverá um suposto “filho de Deus”, enviado para cumprir a missão na qual Jesus teria falhado.

- Como Jesus veio à Terra e não conseguiu cumprir a sua missão, porque os homens não deixaram, Deus resolve mandar um segundo filho. Aí, sim, Ele cumpre a missão – explica Aragão sobre o roteiro do filme, segundo o site Padom.

A polêmica produção, intitulada “O Segundo Filho de Deus”, está sendo anunciada como tendo seu enredo será baseado em “contos bíblicos”, para contar a estória de que Jesus não cumpriu sua missão na terra, e por isso Deus envia o seu segundo filho para concluí-la.

Orçado em 8,1 milhões de reais, o filme será dirigido por Paulo Aragão, e será o 49º filme da carreira do comediante, que é também escritor, diretor e produtor.

Como escritor, Renato Aragão escreveu recentemente seu primeiro romance “Amizade Sem Fim”. Com claras alusões ao espiritismo, o livro conta história do jovem empresário Ely, que abre a mão de sua fortuna para empreender uma busca interior, recorrendo à regressão hipnótica, através da qual acaba descobrindo que numa de suas vidas passadas, foi amigo íntimo de Jesus Cristo.

- Até pensei em fazer regressão para escrever sobre o assunto com mais consciência, mas ficou só na vontade. No final das contas, pensei: ‘Ah, não vou entrar nessa não! – disse Renato sobre o livro.

STF retoma julgamento do mensalão


O julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) será retomado hoje (27) a partir das 14h, atraindo as atenções para a possibilidade de réplica e tréplica entre os ministros Joaquim Barbosa, relator da ação, e Ricardo Lewandowski, revisor. A questão vai ser definida pelo presidente da Corte Suprema, Carlos Ayres Britto. Ambos divergiram sobre vários pontos da ação no dia 23, o que causou momentos de tensão ao final da sessão.

Barbosa e Lewandowski divergiram sobre o direito que cada ministro tem de se manifestar depois do voto do outro. A discussão começou quando, ao final da sessão de quinta-feira, o ministro-relator disse que queria “esclarecer alguns pontos” do voto de Lewandowski.

Contrariado, o ministro-revisor reagiu ao dizer que só aceita a “réplica se tiver a tréplica”. Mas a proposta de Lewandowski não foi bem aceita pelo presidente da Corte Suprema, Carlos Ayres Britto. Responsável por comandar o julgamento, Ayres Britto disse que se houver réplica e tréplica, o processo não acaba: “Se ficarmos no vaivém no termo dos debates, não terminaremos nunca”.

Ayres Britto disse ainda que Barbosa tem o direito de se manifestar após o revisor porque tem  “proeminência” no processo, o que provocou a indignação de Lewandowski. “Temos uma concepção diferenciada sobre o papel do relator e do revisor”, reagiu o ministro, que prometeu se ausentar do plenário durante a fala de Barbosa, se não for autorizado a se manifestar novamente.

A discussão só foi encerrada após intervenção abrupta do presidente enquanto Lewandowski ainda reclamava, pedindo que a proposta da tréplica fosse levada a plenário. No final da sessão, o revisor manteve conversa reservada com os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Antonio Dias Toffoli.

Diferentemente de Barbosa, Lewandowski absolveu o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, e os réus ligados a Marcos Valério das acusações de desvio de dinheiro na Câmara dos Deputados. Para Lewandowski, Valério e os sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz não cometeram os crimes de corrupção ativa e peculato.

Paralisação de Belo Monte causa prejuízo diário de R$ 12 milhões, diz Norte Energia


A paralisação das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, determinada no dia 14 de agosto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), causa prejuízo de R$ 12 milhões por dia - R$ 360 milhões por mês - ao empreendimento, segundo estimativa da Norte Energia, empresa responsável pelo serviço e pela futura operação da usina.

A obra foi suspensa no dia 23, após a empresa ser oficialmente notificada sobre a decisão judicial.

De acordo com o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), a quem a Norte Energia terceirizou a maior parte das obras civis relacionadas ao empreendimento, os trabalhadores continuam a receber seus salários e os que vivem nos alojamentos da obra continuam nos canteiros, mas sem exercer nenhum tipo de atividade ligada às frentes de engenharia civil. Os ônibus que levam trabalhadores dos alojamentos situados em Altamira (PA) também estão parados.

Todas as áreas de entretenimento foram liberadas para funcionar o dia inteiro. Além disso, as atividades de lazer foram ampliadas para dar conta da maior freqüência de pessoas. As áreas que continuam a exercer suas atividades são as ligadas a saneamento, alimentação e limpeza dos alojamentos, além das brigadas de incêndio e postos de saúde.

Ao determinar a suspensão das obras de Belo Monte, o TRF1 considerou que houve descumprimento à determinação da Constituição Federal que obriga a realização de audiências públicas com as comunidades afetadas antes da autorização das obras.

A Advocacia Geral da União (AGU), no entanto, argumenta que a decisão do TRF deve ser suspensa para que se evite a ocorrência de dano vultoso e irreparável ao patrimônio público, à ordem administrativa, à ordem econômica e à política energética brasileira. Além disso, argumentou a AGU, a decisão da Justiça desrespeita a autoridade de um acórdão anterior proferido pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após receber o caso, o STF deu prazo de 24 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente seu parecer sobre o caso, o que deve ser concluído até amanhã (28).

Entrevistado pela Agência Brasil na semana passada, o presidente da Norte Energia, Duílio Diniz de Figueiredo, disse que não há ainda uma definição sobre a quem caberá arcar com o prejuízo imposto pela suspensão da obra. Ele lembrou que a decisão do TRF1 não é contra a Norte Energia, mas contra a Eletrobras, Eletronorte, Fundação Nacional do Índio (Funai) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). “É o reflexo dela que recai sobre a Norte Energia”, disse ele.

A área jurídica da empresa estuda se esse prejuízo será arcado pela própria Norte Energia, pelo CCBM, com quem a empresa tem contrato firmado, ou outra parte.

Selic deverá ser reduzida em 0,5 ponto percentual, estimam analistas


A taxa básica de juros, a Selic, deve ser cortada em 0,5 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para amanhã (28) e quarta-feira. A expectativa é de analistas de instituições do mercado financeiro, consultados toda semana pelo BC sobre os principais indicadores da economia.

Atualmente, a Selic está em 8% ao ano e o processo de queda da taxa começou há um ano, em agosto de 2011. As reduções foram uma das formas encontradas pelo governo para estimular a economia, que registra ritmo mais lento.

Além do corte deste mês, os analistas esperam por mais uma redução de 0,25 ponto percentual neste ano. Assim, a Selic encerrará 2012 em 7,25% ao ano. Depois da reunião deste mês, o Copom volta a se reunir em outubro e novembro.

Para o próximo ano, a expectativa dos analistas é que o Copom eleve a taxa básica de juros para conter a inflação. A projeção para a taxa Selic ao final de 2013 é 8,25% ao ano.

O Copom reduz a Selic para estimular a atividade econômica. No sentido oposto, a taxa é elevada quando a autoridade monetária avalia que a economia está muito aquecida, com elevação dos preços. Então, o Copom sobe a taxa para incentivar a poupança, desestimular o consumo e segurar a inflação.

Crianças japonesas apresentam nódulos na tireoide depois de acidentes em Fukushima


Aproximadamente 38 mil crianças e adolescentes que vivem na região de Fukushima, no Norte do Japão, foram submetidas a testes para verificação do funcionamento da tiroide. Em 36% das crianças examinadas foram identificados nódulos, porém não houve confirmação de tumor maligno. Mais de 52 mil pessoas ainda estão fora de suas casas em um raio de 20 quilômetros ao redor da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, desde os acidentes de 2011.

As autoridades decidiram pelos testes, depois de verificar que algumas crianças de províncias vizinhas à Usina de Fukushima Daiichi foram detectadas com nódulos na tiroide. Mas o governo de Fukushima desconsidera a possibilidade de adotar medidas adicionais.

Os especialistas advertem que o iodo radioativo liberado pela usina durante os acidentes nucleares poderá se acumular nas glândulas tiroideas das crianças e aumentar os ricos de câncer. Em março de

2011, a região de Fukushima foi atingida por tsunami, depois de terremoto, que causou vazamentos e explosões radioativas. Desde então, o Japão está em alerta e redobrou os cuidados com a energia nuclear.

Em março de 2013, serão realizados novos testes em 4,5 mil crianças e adolescentes, em três províncias vizinhas de Fukushima. O governo espera assim aliviar a preocupação dos japoneses e detectar eventuais efeitos da radiação libertada pela central nuclear sobre as crianças.



Site da Polícia Civil do Espírito Santo é alvo de hackers


 Invasores disseram, na página, que são da Arábia Saudita.

O site da Polícia Civil do Espírito Santo foi alvo de hackers na noite deste sábado (25).
Na página da corporação, os invasores inseriram mensagens, um vídeo e informaram que são da Arábia Saudita. A Polícia Civil informou, em nota, neste domingo (26), que já tomou conhecimento do fato e imediatamente retirou o site do ar para manutenção. Não há previsão para o serviço voltar a funcionar.

Alexandre Souza disponibilizou a imagem da página 'hackeada' na internet. Ele disse que entrou no site por volta das 20h deste sábado para fazer o download do comprovante de pagamento da taxa da prova do concurso da Polícia Civil. "Quando entrei, vi que tinha sido invadida. Vou fazer a prova da PC e precisava de informações", disse.

Delegado de Vitória procura a Justiça para suspender carteira de motoristas bêbados


Delegado de Vitória ES - Fabiano Contarato
Esta semana, o cantor Bruno, do grupo KLB, se tornou mais uma vítima do álcool no trânsito. Foi atropelado por uma amiga que dirigia bêbada, de acordo com a polícia. Acidentes como este são comuns em todo o país. Mas um delegado de Vitória ES resolveu dar um basta na situação. Ele está conseguindo suspender a carteira dos motoristas que dirigem embriagados. 

Bruno, um dos cantores do KLB, ainda está se recuperando do acidente. Ele levou trinta pontos nos braços e poderia ter sido pior. “Foi muito violento”, diz Bruno.

O acidente aconteceu, há uma semana, em São Paulo. Eram 4h30 de segunda-feira, Bruno tinha saído de uma boate e estava ao lado de uma van de comida. Um carro, que estava na rua em frente, começou a dar ré.  “Foi questão de segundos. Só olhei pra frente, e me protegi”, diz o cantor.  Bruno ficou prensado entre o carro e a van. Ele conta que o impacto foi forte. 
“Deslocou a van pra cima da calçada e andou pra frente. Foi a hora que eu falei: meu deus, morri!”, conta o cantor. 

A motorista do carro que provocou o acidente é amiga de Bruno e tinha tirado a carteira de motorista apenas onze dias antes de atropelar o cantor. De acordo com teste do bafômetro, ela havia bebido mais do que o permitido naquela noite.
“Agora ela será processada pelo crime de embriaguez ao volante”, diz o delegado Jesus de Carvalho Júnior. 

Para Bruno, ela deixou uma mensagem. Perguntou se ele estava melhor e queria se desculpar pelo que aconteceu. 

Nesta semana, outro grave acidente aconteceu em Florianópolis. Michel Girardi, de 32 anos, está neste carro. Neste outro, a noiva dele. Os dois saíram separados de uma festa depois de uma discussão. 

Imagens mostraram o carro dele cruzando a pista e acertando em cheio o dela, que capota. Uma segunda câmera mostra que várias pessoas tentam ajudar a vitima. O motorista infrator sai cambaleando e tenta se aproximar. Mas é afastado.

“Ele apresentava aparentemente alguns sinais de embriaguez, como dificuldade na fala, não tinha fluência”, diz o bombeiro Tenente Mateus Corradini. 

O motorista não fez o teste do bafômetro e está sendo investigado. Ele poderá ser indiciado por lesão corporal. A jovem passa bem, mas o casal terminou o noivado depois do acidente.

Já outro caso é diferente: Luiza, de Vitória, Espírito Santo, faz questão de ser gravada. A estudante de direito, de 19 anos, é motorista de um carro, mas não tem carta.
“Eu bebi um pouco como qualquer pessoa que bebeu”, diz a estudante. 

A estudante foi parada pelos policiais na manhã de 17 de agosto e reagiu: “Estou indo embora, eu tenho que pegar estrada eu vou me locomover agora, bebê”! 

O carro estava quase sem pneus. E tinha perdido peças no caminho. Luiza até quis dar a partida, mas usou um canudo no lugar da chave. Depois, ainda tentou fumar uma nota de R$ 50. 

A estudante voltava de uma festa. E não explicou à polícia por que o carro estava neste estado. Ela não fez o teste do bafômetro e foi levada para casa pelos policiais. Quase escapou dessa. Mas acabou na mira de um delegado que não quer mais tolerar casos de embriaguez ao volante. 

Os motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro estão sendo identificados. O delegado de trânsito de Vitória está conseguindo suspender, de maneira bem rápida, a carteira de habilitação dessas pessoas. Isso é feito por meio de uma medida cautelar.

Esta medida é uma decisão de urgência da Justiça e é com ela que Fabiano Contarato tira os motoristas infratores das ruas. 
“Em menos de um mês esse motorista já esta com a carteira suspensa”, afirma o delgado.  Sem a medida, o processo demoraria meses, até anos, segundo o delegado.
“Nesse período todo ele continuaria dirigindo, fazendo, cometendo outras transgressões. E é isso que a gente evita”, afirma ele. 

Fabiano se baseia no código de trânsito. O artigo 294 diz que, para a garantia da ordem pública, o juiz pode decretar a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir. Esta é uma boa estratégia, segundo o departamento nacional de transito. 
“O que ele esta fazendo lá provavelmente vai mostrar pra população que existe a possibilidade dessa ação da autoridade de transito e as pessoas possam começar a pensar um pouco mais antes de beber e dirigir”, diz 

Em quatro anos, Fabiano já conseguiu suspender a carteira de quarenta motoristas. Luiza é a próxima na lista de Fabiano. Mesmo ela não tendo carta, o delegado quer impedir que ela nem consiga tirar a habilitação. 

“O motorista fica na rua praticando atrocidades e outras infrações, às vezes ate matando no transito. Ele tem não a sensação, mas a certeza da impunidade.”, diz o delegado.
“Essa questão de beber e dirigir. Qual a eficácia da lei? Não existe eficácia”, diz Luiza. 

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