sábado, 11 de janeiro de 2014

MP pode fechar Alstom no Brasil. mas e Matarazzo?


Ministério Público de São Paulo pedirá a dissolução da multinacional francesa Alstom no Brasil em razão do propinoduto nos trens; mas e os políticos envolvidos também no caso, como o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) e o conselheiro do TCE, Robson Marinho?; contra os dois pesam denúncias graves de recebimento de propinas milionárias, já apontadas pela PF e pelo MP; restará a impunidade?

O Ministério Público de São Paulo pedirá a dissolução da multinacional francesa Alstom no Brasil por causa da empresa ter se recusado a assinar um acordo pelo qual pagaria cerca de R$ 80 milhões para encerrar as investigações que apuram a suspeita de envolvimento no esquema de pagamento de propina para obter contratos com o governo de São Paulo na área de energia (Eletropaulo e EPTE) e transporte (Metrô e CPTM). A empresa recusou o acordo alegando que não há provas contra ela (leia mais aqui). Mas e quanto aos políticos envolvidos no caso, como por exemplo o vereador Andrea Matarazzo (PSDB), indiciado pela Polícia Federal por suspeita de corrupção passiva, no contrato de R$ 72 milhões para com a Alstom para compra de equipamentos para a EPTE? 

Pimentel condena terrorismo midiático


"Esse negócio de que os estrangeiros estão com medo de vir para o Brasil é conversa fiada, é só terrorismo", diz o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que, na próxima semana, inaugura uma fábrica de semicondutores em Minas Gerais

Depois que a presidente Dilma Rousseff criticou a "guerra psicológica" movida por setores da sociedade contra a economia, o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, bateu na mesma tecla, condenando o que chamou de "terrorismo". "Esse negócio de que os estrangeiros estão com medo de vir para o Brasil é conversa fiada, é só terrorismo", disse ele.

Jornalista acusa Tarso de agir com "polícia política"


Do Brasil 247
"No seu governo, como fez antes no comando da Polícia Federal, no governo Lula, Tarso trata de usar a sua polícia como polícia política, destruindo reputações entre os adversários e enquadrando aliados", diz Políbio Braga; assista o vídeo no final da matéria

O jornalista Políbio Braga, que faz oposição ao PT no Rio Grande do Sul, acusa o governador Tarso Genro de agir com uma espécie de "polícia política", com o objetivo de destruir reputações.

Até quando o governador Tarso Genro afrontará o Rio Grande?

No comentário a seguir, o editor lembra que nas duas vezes em que o governo estadual anunciou operações policiais de grande porte para atacar membros do próprio governo, o governador Tarso Genro encontrava-se estrategicamente fora do País.

Em vídeo, jurista pede que Barbosa pague show aéreo


Em entrevista, Dalmo de Abreu Dallari fala de "desequilíbrios emocionais" de Joaquim Barbosa e de ilegalidades cometidas nas prisões da Ação Penal 470, como o transporte dos presos num avião da Polícia Federal; "rigorosamente, essa despesa deveria ser cobrada do ministro Joaquim Barbosa"; assista


Em entrevista concedida ao programa Contraponto, o jurista Dalmo de Abreu Dallari fala de desequilíbrios emocionais cometidos por Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, e de ilegalidades cometidas an Ação Penal 470. Assista:

Henry é o 1º condenado do mensalão com permissão para trabalhar fora da prisão

Médico, ex-deputado condenado no mensalão, será coordenador administrativo de hospital em Cuiabá, com salário de R$ 7.500

Agência Estado
Agência Brasil
O ex-deputado Pedro Henry
Condenado a 7 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no julgamento do mensalão, o ex-deputado federal Pedro Henry foi o primeiro dos condenados que cumprem a pena no regime semiaberto a ter aceito seu pedido para trabalhar fora da prisão.
Médico por formação, ele começou a trabalhar nesta quinta-feira, 9, como coordenador administrativo do hospital particular Santa Rosa, em Cuiabá, e deve receber um salário de R$ 7.500 .
O pedido feito pela defesa do ex-parlamentar foi acatado nesta quarta-feira, 8, pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá (MT).
Segundo informou o hospital, a rotina de trabalho de Henry será das 7 às 17 h. As 19 h ele deverá se reapresentar à Penitenciária Central do Estado (Polinter), onde permanecerá até as 6h do dia seguinte. Aos sábados, deve se recolher a partir das 14 horas e ficar recluso até as 6 horas da segunda-feira.

Morar no Brasil é 'sonho' internacional, indica estudo

Crescimento econômico e boa imagem cultural fazem País ser citado por moradores de dois em cada três países

Agência Estado
O Brasil é um dos 12 países mais cobiçados para morar, segundo uma série de pesquisas feitas em 65 nações pelo WIN - coletivo dos principais institutos de pesquisa do mundo - e tabulada pelo Estadão Dados. O crescimento econômico na última década, aliado à boa imagem cultural do País no exterior, fez com que o Brasil fosse citado como destino dos sonhos por moradores de dois em cada três países onde foi feito o estudo.

Na lista dos destinos mais cobiçados por quem não está feliz na terra natal, o Brasil é o único da América Latina, o único Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, China e Índia) e a única nação ocidental em desenvolvimento. As pesquisas foram feitas no fim do ano passado e ouviram mais de 66 mil pessoas ao redor do globo.

Crianças assassinas desafiam sistema judicial e psicólogos

Matador em série mais jovem de que se tem notícia tinha 8 anos quando matou três bebês em cidade indiana.

Paintsville (Kentucky), 18 de maio de 1929. Duas crianças brigam por um pedaço de ferro que seria vendido por centavos a um ferro-velho. É a antessala do Crack da Bolsa, evento que jogou a economia americana numa duradoura depressão. É, também, provavelmente o registro do assassino mais jovem da história.

Aos 6 anos, Carl Newton Mahan foi atingido no rosto pela tira de metal lançada pelo colega Cecil Van Hoose, de 8. Contrariado, Mahan foi até a sua casa, pegou a arma do pai e atirou em Van Hoose. O crime abalou a cidade, mas não houve polêmica no julgamento, que durou cerca de 30 minutos: o menino foi condenado a uma pena de 15 anos num reformatório, mas dias depois foi autorizado a ficar com os pais.

Crianças assassinas sempre suscitam, entre especialistas, discordâncias sobre se são vítimas ou culpadas. É o caso da britânica Mary Bell, que em 1968, cometeu dois crimes cruéis quando tinha 11 anos. Ela matou, no espaço de duas semanas, dois garotos (de quatro e três anos) - foi acusada ainda de tentar estrangular quatro garotas. "Qual é o problema, todo mundo vai morrer um dia?", disse ao ser detida.

Mary Bell era filha de uma prostituta que foi abusada sexualmente por clientes da própria mãe. Nunca soube quem era seu pai. É um exemplo clássico de criança nascida e criada num ambiente conturbado e sem valores em que cometer um assassinato, para muitos psicólogos, seria o menor dos problemas.
Crimes cometidos por menores muitas vezes também provocam "panes" no sistema judicial, que não sabe como tratar determinados casos, jogando-os num buraco negro jurídico. Isso ocorreu, de certa forma, no caso de Mary Bell - não havia jurisprudência em território britânico.

Descrita como psicopata, Mary cumpriu pena por 22 anos, até 1980, quando foi libertada e iniciou uma nova vida: a justiça lhe concedeu uma ordem de anonimato. Mary ganhou um novo nome e não pode ser fotografada. Sua história está no livro Gritos no Vazio, da jornalista Gitta Sereny, até hoje a única pessoa a entrevistá-la.

Matador-mirim

Em 2007, na Índia, o caso de Amardeep Sada é único porque se enquadraria no que se convencionou chamar de serial killer. Aos 8 anos, ele confessou ter matado uma irmã, de oito meses, e uma prima e outro bebê sem relações de parentesco, ambos de seis meses. Os dois primeiros crimes (cometidos por estrangulamento) foram mantidos em segredo pela família.

Enquanto era interrogado, Amardeep apenas sorria e pedia comida. Condenado por homicídio, está internado numa instituição para menores infratores, de onde deve ser libertado em 2017, quando completar 18 anos.

China ultrapassa EUA na liderança do comércio global em 2013

Blog Dag Vulpi – O comércio anual de bens da China passou a marca dos US$ 4 trilhões pela primeira vez no ano passado, revelam as estatísticas oficiais, confirmando a posição do país como o maior comerciante em escala mundial.
Divulgados pela Administração Geral das Alfândegas chinesa, os dados colocam um ponto final na dúvida sobre quem seria o país com maior volume de negócios (China ou Estados Unidos). Por causa dos diferentes métodos de cálculo entre os dois países, apenas em 2013 os chineses superaram os norte-americanos na troca de bens. A conta exclui o comércio de serviços.
“É muito provável que a China tenha suplantado os Estados Unidos como o país com mais trocas comerciais de bens em 2013 pela primeira vez”, disse o porta-voz da Administração Geral das Alfândegas chinesa, Zheng Yuesheng.
As exportações da segunda maior economia mundial subiram 7,9%, para US$ 2,21 trilhões, enquanto as importações aumentaram 7,3%, para US$ 1,95 trilhão, de acordo com a mesma fonte, o que coloca o superávit comercial da China em US$ 259,7 bilhões, 12,8% a mais do que em 2012.
O volume total de bens comercializados entre a China e outros países ficou em US$ 4,16 trilhões, o que representa uma subida de 7,6%, ligeiramente abaixo da meta das autoridades chinesas, que apontava para um aumento de 8%. O comércio entre a União Europeia (UE) e a China aumentou 2,1% em 2013, para mais de US$ 559 bilhões, mantendo os europeus como o maior parceiro comercial de Pequim.

Pelotão de ataque contra a taroíra


Por Dag Vulpi

Contei na crônica anterior a minha saga de ter disputado o último duelo com D’Jango (confira aqui), e nela recordei como era farta a quantidade de personagens atípicos e instigantes naquele recém-criado bairro da cidade de Vila Velha, nos idos dos anos 70. Prosseguindo na tentativa de “desenterrar” alguns daqueles personagens, hoje recupero mais um — e a bola da vez é a nada social Maria Taruira.

Taruira era uma senhora esquisitona e solitária; morava sozinha num pequeno barraco escondido no meio do matagal do morro do bairro Soteco. Magra ao extremo, sempre descabelada e suja, vestia-se e alimentava-se com o pouco que, vez ou outra, era deixado à sua porta por alguma alma que se sensibilizava com a situação da infeliz. Não era grata — longe disso — gratidão era uma das muitas palavras que não faziam parte do seu restrito e particular dicionário. As senhoras que levavam roupas e alimentos precisavam ser discretas: deixar as sacolas nas imediações do barraco e não permanecer muito tempo por ali, pois corriam o risco de receber, como paga, uma lata de urina bem no meio da fuça. Isso mesmo — a infeliz guardava seus excrementos dentro de uma lata, e aquela era sua arma de defesa, mesmo quando defender-se não se fazia necessário.

Antissocial além do extremo, ela detestava quando alguém se aproximava do seu bangalô. O desavisado que passasse ali por perto era, de imediato, rechaçado: primeiro ela sambava o conteúdo da bendita lata e, logo na sequência, o infeliz ouviria um grande e seleto repertório de palavrões e todo o azar de praguices. Seu improviso para descompor o semelhante era certeiro como nenhum outro. Não foram raras as vezes em que senhoras preocupadas com a tal retornaram chorosas pelo destrato que receberam da desinfeliz.

Deixa estar que parte da rabugice da infeliz era injustificada — já outra, nem tanto — pois ela sofria com a molecada das redondezas. A maioria dos meninos tinha pavor da velhota; porém, quando reunidos, era ela quem cortava um dobrado com a molecada.

Ainda recordo-me dos preparativos que fazíamos na tarde que antecedia o dia em que tirávamos para azucriná-la. Cada um deveria levar o estilingue e um embornal cheio de pelotas que recolhíamos próximos aos trilhos da estrada férrea de São Torquato, por onde passavam os vagões com minério vindos de MG com destino ao porto de Tubarão, da recentemente inaugurada Vale do Rio Doce. O Terminal de Tubarão iniciou suas operações em 1962, pela então Companhia Vale do Rio Doce, através de um projeto pioneiro idealizado por Eliezer Batista.

Normalmente, aos sábados, o local da reunião era na minha casa, que ficava estrategicamente no pé do morro que seria o alvo de nosso ataque. Havia dias em que somávamos mais de quinze moleques, e dali subíamos com a desculpa de que iríamos caçar passarinho. Naquela época ainda não tínhamos consciência do politicamente correto, e matar rolinha com estilingue era um comportamento normal da gurizada. Pois bem, subíamos o morro e ficávamos escondidos nas moitas, de forma a ter um bom ângulo para o ataque. Não tínhamos como alvo a pobre da Taruira, mas sim seu barraco, que era de madeira, porém tinha o teto e uma das laterais revestidos por zinco — e esse detalhe transformava o impacto de uma simples bolinha de minério num barulho ensurdecedor. Imaginemos então dezenas dessas pelotas chocando-se contra o zinco ao mesmo tempo!

E era tudo muito bem planejado: disparávamos uma saraivada de pelotas direto no telhado e na lateral de zinco, e nos escondíamos todos ao mesmo tempo; recarregávamos nossos estilingues e sapecávamos outra rajada de pelotas. A esta altura, a pobre infeliz já estava quase louca: saía de dentro do barraco com os olhos esbugalhados e com sua costumeira cabeleira desarrumada, xingando a tudo e a todos. E nós saíamos em disparada morro abaixo, felizes da vida e com um gostoso sentimento de realização pessoal e coletiva — afinal, era naquele momento que tínhamos a impressão de estar devolvendo, com juros, todo o pânico que ela nos causava quando nos surpreendia solitários nas ruas do bairro. E a carreira morro abaixo só teria fim quando cada um de nós estivesse na segurança de sua casa.

Hoje, essas recordações chegam acompanhadas de certo arrependimento — mas, na época, era muito prazeroso. Lembro que, mais tarde, nos reuníamos para comentar quão gratificante havia sido aquela aventura e como cada um de nós havia sido corajoso por ter enfrentado a terrível Taruira.

Anos mais tarde, a infeliz foi hospitalizada; fora acometida por uma grave tuberculose, e nunca mais se ouviu notícias dela.  

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